É o fenômeno em que ocorre a
diferenciação entre pessoas no
contexto de uma mesma
sociedade, colocando alguns
indivíduos em condições
estruturalmente mais vantajosas
do que outros. Ela manifesta-se
em todos os aspectos: cultura,
cotidiano, política, espaço
geográfico e muitos outros, mas é
no plano econômico a sua face
mais conhecida, em que boa
parte da população não dispõe de
renda suficiente para gozar de
mínimas condições de vida.
A Desigualdade social
 A Desigualdade Social no Brasil é um problema que afeta
grande parte da população brasileira, embora nos últimos
anos ela tem diminuído.
 O crescente estado de miséria, as disparidades sociais, a
extrema concentração de renda, os salários baixos, o
desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a
 desnutrição, a mortalidade infantil, a marginalidade, a
violência, etc, são expressões do grau a que chegaram as
desigualdades sociais no Brasil.
Desigualdade Social no Brasil
 As desigualdades sociais não são acidentais, e sim
produzidas por um conjunto de relações que abrangem as
esferas da vida social. Na economia existem relações que
 levam a exploração do trabalho e a concentração da
riqueza nas mão de poucos. Na política, a população é
excluída das decisões governamentais
 Observou-se anteriormente que mais de 50% da
população ativa brasileira ganha até 2 salários
mínimos. Os índices apontados visam chamar a
atenção sobre os indivíduos miseráveis no Brasil.
 Mas não existem somente pobres no Brasil, pois cerca
de 4% da população é muito rica. O que prova a
concentração maciça da renda nas mãos de poucas
pessoas.
A extrema desigualdade
 Além dos elementos já apontados, é importante
destacar que a reprodução do capital, o
desenvolvimento de alguns setores e a pouca
organização dos sindicatos para tentar reivindicar
melhores salários, são pontos esclarecedores da
geração de desigualdades.
 Quanto aos bens de consumo duráveis (carros,
geladeiras, televisores, etc), são destinados a uma
pequena parcela da população. A sofisticação desses
produtos, prova o quanto o processo de
industrialização beneficiou apenas uma pequena
parcela da população.
 Geraldo Muller, no livro Introdução à economia mundial
contemporânea, mostra como a concentração de capital,
combinado com a miserabilidade, é responsável pelo
surgimento de um novo bloco econômico, onde estão
Brasil, México, Coréia do Sul, África do Sul, são os
chamados “países subdesenvolvidos industrializados”, em
que ocorre uma boa industrialização e um quadro dos
enormes problemas sociais.
 O setor informal é outro fator indicador de condições de
reprodução capitalista no Brasil. Os camelôs, vendedores
ambulantes, marreteiros, etc, são trabalhadores que não
estão juridicamente regulamentados, mas que revelam a
especificidade da economia brasileira e de se
desenvolvimento industrial.
 O levantamento do Pnud utiliza os indicadores
pesquisados para revelar outro aspecto da
desigualdade entre brancos e negros no Brasil.
 Em 2002, o Brasil ficou em 73° lugar no ranking do IDH
(índice de desenvolvimento humano, elaborado pela
ONU). Mas o estudo indica que, se as populações
brancas e negras representassem países diferentes, a
distância entre os dois grupos seria de 61 posições.
Desenvolvimento humano
 O relatório diz que o ‘Brasil branco’ ficaria em 44°
lugar no ranking, junto a países como a Costa Rica e à
frente da Croácia, por exemplo. Já o ‘Brasil negro’
seria o 105° colocado, com o mesmo índice de El
Salvador e atrás de países como o Paraguai.
 O estudo também afirma que as desigualdades raciais
se combinam às desigualdades regionais. Um grupo
formado apenas pelos brancos do Sudeste ficaria na
37ª posição, com índice semelhante ao da Polônia. Já
os negros do Nordeste teriam condições de vida
semelhantes às da Bolívia e ocupariam o 115° lugar.
 De acordo com o relatório, a taxa de homicídios para
a população negra é de 46,3 para cada 100 mil. O
índice é quase o dobro do registrado para brancos.
 O estudo afirma ainda que os negros são também as
maiores vítimas da violência policial no Brasil.
 “Revelar a relação existente entre racismo, pobreza e
violência é um passo fundamental para compreender
a forma singular que a manifestação do racismo
adquire na sociedade brasileira”.
Violência
 Na área de educação, o Pnud afirma que o percentual de
brasileiros negros com diploma universitário em 2000 (2,7%) era
menor do que o de brancos com nível universitário em 1960 (3%).
Outro indicador revela que a taxa de analfabetismo dos negros
em 2000 era maior que a dos brancos de 1980. O relatório
aponta ainda que a expectativa de vida da população branca do
Brasil é de 71,5 anos. Entre os negros, no entanto, esse número
cai para 66,2.
 “O racismo brasileiro há muitos séculos coloca a população
brasileira em situação de flagrante desigualdade em todas as
dimensões pesquisadas”, afirma Lopes, que foi representante
do Pnud e da ONU no Brasil até outubro deste ano.
 “Isso exige um esforço conjunto de Estado e sociedade, e não
será superado sem a implementação de ações afirmativas e
políticas que contemplem a diversidade cultural”.
Educação, saúde e habitação
Colégio estadual presidente Castelo
Branco
Disciplina: Sociologia
Profª: Jussara C. Souza
Alunos :Alice , Douglas ,Leiliane e Rita.

As desigualdade sociais

  • 2.
    É o fenômenoem que ocorre a diferenciação entre pessoas no contexto de uma mesma sociedade, colocando alguns indivíduos em condições estruturalmente mais vantajosas do que outros. Ela manifesta-se em todos os aspectos: cultura, cotidiano, política, espaço geográfico e muitos outros, mas é no plano econômico a sua face mais conhecida, em que boa parte da população não dispõe de renda suficiente para gozar de mínimas condições de vida. A Desigualdade social
  • 3.
     A DesigualdadeSocial no Brasil é um problema que afeta grande parte da população brasileira, embora nos últimos anos ela tem diminuído.  O crescente estado de miséria, as disparidades sociais, a extrema concentração de renda, os salários baixos, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a  desnutrição, a mortalidade infantil, a marginalidade, a violência, etc, são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil. Desigualdade Social no Brasil
  • 4.
     As desigualdadessociais não são acidentais, e sim produzidas por um conjunto de relações que abrangem as esferas da vida social. Na economia existem relações que  levam a exploração do trabalho e a concentração da riqueza nas mão de poucos. Na política, a população é excluída das decisões governamentais
  • 5.
     Observou-se anteriormenteque mais de 50% da população ativa brasileira ganha até 2 salários mínimos. Os índices apontados visam chamar a atenção sobre os indivíduos miseráveis no Brasil.  Mas não existem somente pobres no Brasil, pois cerca de 4% da população é muito rica. O que prova a concentração maciça da renda nas mãos de poucas pessoas. A extrema desigualdade
  • 6.
     Além doselementos já apontados, é importante destacar que a reprodução do capital, o desenvolvimento de alguns setores e a pouca organização dos sindicatos para tentar reivindicar melhores salários, são pontos esclarecedores da geração de desigualdades.  Quanto aos bens de consumo duráveis (carros, geladeiras, televisores, etc), são destinados a uma pequena parcela da população. A sofisticação desses produtos, prova o quanto o processo de industrialização beneficiou apenas uma pequena parcela da população.
  • 7.
     Geraldo Muller,no livro Introdução à economia mundial contemporânea, mostra como a concentração de capital, combinado com a miserabilidade, é responsável pelo surgimento de um novo bloco econômico, onde estão Brasil, México, Coréia do Sul, África do Sul, são os chamados “países subdesenvolvidos industrializados”, em que ocorre uma boa industrialização e um quadro dos enormes problemas sociais.  O setor informal é outro fator indicador de condições de reprodução capitalista no Brasil. Os camelôs, vendedores ambulantes, marreteiros, etc, são trabalhadores que não estão juridicamente regulamentados, mas que revelam a especificidade da economia brasileira e de se desenvolvimento industrial.
  • 8.
     O levantamentodo Pnud utiliza os indicadores pesquisados para revelar outro aspecto da desigualdade entre brancos e negros no Brasil.  Em 2002, o Brasil ficou em 73° lugar no ranking do IDH (índice de desenvolvimento humano, elaborado pela ONU). Mas o estudo indica que, se as populações brancas e negras representassem países diferentes, a distância entre os dois grupos seria de 61 posições. Desenvolvimento humano
  • 9.
     O relatóriodiz que o ‘Brasil branco’ ficaria em 44° lugar no ranking, junto a países como a Costa Rica e à frente da Croácia, por exemplo. Já o ‘Brasil negro’ seria o 105° colocado, com o mesmo índice de El Salvador e atrás de países como o Paraguai.  O estudo também afirma que as desigualdades raciais se combinam às desigualdades regionais. Um grupo formado apenas pelos brancos do Sudeste ficaria na 37ª posição, com índice semelhante ao da Polônia. Já os negros do Nordeste teriam condições de vida semelhantes às da Bolívia e ocupariam o 115° lugar.
  • 10.
     De acordocom o relatório, a taxa de homicídios para a população negra é de 46,3 para cada 100 mil. O índice é quase o dobro do registrado para brancos.  O estudo afirma ainda que os negros são também as maiores vítimas da violência policial no Brasil.  “Revelar a relação existente entre racismo, pobreza e violência é um passo fundamental para compreender a forma singular que a manifestação do racismo adquire na sociedade brasileira”. Violência
  • 11.
     Na áreade educação, o Pnud afirma que o percentual de brasileiros negros com diploma universitário em 2000 (2,7%) era menor do que o de brancos com nível universitário em 1960 (3%). Outro indicador revela que a taxa de analfabetismo dos negros em 2000 era maior que a dos brancos de 1980. O relatório aponta ainda que a expectativa de vida da população branca do Brasil é de 71,5 anos. Entre os negros, no entanto, esse número cai para 66,2.  “O racismo brasileiro há muitos séculos coloca a população brasileira em situação de flagrante desigualdade em todas as dimensões pesquisadas”, afirma Lopes, que foi representante do Pnud e da ONU no Brasil até outubro deste ano.  “Isso exige um esforço conjunto de Estado e sociedade, e não será superado sem a implementação de ações afirmativas e políticas que contemplem a diversidade cultural”. Educação, saúde e habitação
  • 12.
    Colégio estadual presidenteCastelo Branco Disciplina: Sociologia Profª: Jussara C. Souza Alunos :Alice , Douglas ,Leiliane e Rita.