Apesar de ser um país rico em recursos naturais e com um 
PIB (Produto Interno Bruto) figurando sempre entre os 10 
maiores do mundo, o Brasil é um país extremamente 
injusto no que diz respeito à distribuição de seus recursos 
entre a população. Um país rico; porém, com muitas 
pessoas pobres, devido ao fenômeno da desigualdade 
social, que é elevado. 
Pesquisadores da área social e econômica atribuem essa 
elevada desigualdade social no Brasil a um contexto 
histórico, que culminou numa crescente evolução do 
quadro no país. 
Mesmo sendo uma nação de dimensões continentais e 
riquíssima em recursos naturais, o Brasil desponta uma 
triste contradição, de estar sempre entre os dez países do 
mundo com o PIB mais alto e, por outro lado, estar sempre 
entre os 10 países com maiores índices de disparidade 
social.
Em um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), que 
foi divulgado em julho de 2010, o Brasil aparece com o terceiro 
pior índice de desigualdade no mundo e, em se tratando da 
diferença e distanciamento entre ricos e pobres, fica atrás no 
ranking apenas de países muito menores e menos ricos, como 
Haiti, Madagascar, Camarões, Tailândia e África do Sul. 
A ONU mostra ainda, nesse estudo, como principais causas de 
tanta desproporcionalidade social, a falta de acesso à educação 
de qualidade, uma política fiscal injusta, baixos salários e 
dificuldade da população em desfrutar de serviços básicos 
oferecidos pelo Estado, como saúde, transporte público e 
saneamento básico. 
Teóricos brasileiros, pessoas e instituições que estão à frente de 
iniciativas que visam diminuir, e quem sabe, acabar com o 
problema da desigualdade no Brasil, apontam uma difícil fórmula 
que deve aliar democracia com eficiência econômica e justiça 
social como uma solução viável para o problema. 
Mesmo com a Constituição Federal e diversos códigos e estatutos, 
assegurando o acesso à educação, moradia, saúde, segurança 
pública, além de autonomias econômicas e ideológicas, a 
realidade que se vê ainda é distante do que se reza nos direitos 
do cidadão brasileiro no tocante à erradicação da desigualdade 
social neste país, em constante crescimento econômico e 
político.
É notória a disparidade social entre diferentes 
continentes, países, regiões, estados e, até 
mesmo, cidades. Essa desigualdade é um dos 
maiores problemas da sociedade e é uma das 
causas de boa parte dos conflitos entre povos. A 
intensificação desse processo tende a agravar 
ainda mais os problemas socioeconômicos das 
pessoas menos favorecidas. 
A desigualdade social é consequência da má 
distribuição da riqueza, fato constatado na 
maioria dos países. Isso gera um contraste 
econômico e social entre a população, pois 
apenas uma pequena parcela da sociedade 
detém a maioria dos recursos econômicos, 
enquanto que a maioria se “contenta” com a 
menor parcela dos bens.
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os 
rendimentos de 1% das pessoas mais ricas do 
mundo são compatíveis àqueles de 57% da 
população mais pobre do planeta. Esses dados 
confirmam a diferença na concentração de renda 
entre ricos e pobres, refletindo diretamente na 
alimentação, bens de consumo e serviços 
elementares ao ser humano no que se refere às 
classes em questão. 
Com o intuito de estabelecer um critério global 
para caracterizar a população pobre, o Banco 
Mundial utilizou a seguinte metodologia: fez a 
média das dez piores linhas nacionais de pobreza 
do planeta e estabeleceu o dólar PPC, baseado 
na paridade do poder de compra. Com base 
nesse cálculo, estabeleceu dois patamares de 
renda para caracterizar a pobreza: 
- os pobres, que ganham entre 1,25 e 2 dólares 
PPC ao dia 
- os extremamente pobres, que recebem menos 
de 1,25 dólar PPC ao dia
Feito Por:Jefferson Matheus Medeiros de 
Araujo

desigualdade social no brasil

  • 3.
    Apesar de serum país rico em recursos naturais e com um PIB (Produto Interno Bruto) figurando sempre entre os 10 maiores do mundo, o Brasil é um país extremamente injusto no que diz respeito à distribuição de seus recursos entre a população. Um país rico; porém, com muitas pessoas pobres, devido ao fenômeno da desigualdade social, que é elevado. Pesquisadores da área social e econômica atribuem essa elevada desigualdade social no Brasil a um contexto histórico, que culminou numa crescente evolução do quadro no país. Mesmo sendo uma nação de dimensões continentais e riquíssima em recursos naturais, o Brasil desponta uma triste contradição, de estar sempre entre os dez países do mundo com o PIB mais alto e, por outro lado, estar sempre entre os 10 países com maiores índices de disparidade social.
  • 4.
    Em um relatórioda ONU (Organização das Nações Unidas), que foi divulgado em julho de 2010, o Brasil aparece com o terceiro pior índice de desigualdade no mundo e, em se tratando da diferença e distanciamento entre ricos e pobres, fica atrás no ranking apenas de países muito menores e menos ricos, como Haiti, Madagascar, Camarões, Tailândia e África do Sul. A ONU mostra ainda, nesse estudo, como principais causas de tanta desproporcionalidade social, a falta de acesso à educação de qualidade, uma política fiscal injusta, baixos salários e dificuldade da população em desfrutar de serviços básicos oferecidos pelo Estado, como saúde, transporte público e saneamento básico. Teóricos brasileiros, pessoas e instituições que estão à frente de iniciativas que visam diminuir, e quem sabe, acabar com o problema da desigualdade no Brasil, apontam uma difícil fórmula que deve aliar democracia com eficiência econômica e justiça social como uma solução viável para o problema. Mesmo com a Constituição Federal e diversos códigos e estatutos, assegurando o acesso à educação, moradia, saúde, segurança pública, além de autonomias econômicas e ideológicas, a realidade que se vê ainda é distante do que se reza nos direitos do cidadão brasileiro no tocante à erradicação da desigualdade social neste país, em constante crescimento econômico e político.
  • 5.
    É notória adisparidade social entre diferentes continentes, países, regiões, estados e, até mesmo, cidades. Essa desigualdade é um dos maiores problemas da sociedade e é uma das causas de boa parte dos conflitos entre povos. A intensificação desse processo tende a agravar ainda mais os problemas socioeconômicos das pessoas menos favorecidas. A desigualdade social é consequência da má distribuição da riqueza, fato constatado na maioria dos países. Isso gera um contraste econômico e social entre a população, pois apenas uma pequena parcela da sociedade detém a maioria dos recursos econômicos, enquanto que a maioria se “contenta” com a menor parcela dos bens.
  • 6.
    Unidas para oDesenvolvimento (PNUD), os rendimentos de 1% das pessoas mais ricas do mundo são compatíveis àqueles de 57% da população mais pobre do planeta. Esses dados confirmam a diferença na concentração de renda entre ricos e pobres, refletindo diretamente na alimentação, bens de consumo e serviços elementares ao ser humano no que se refere às classes em questão. Com o intuito de estabelecer um critério global para caracterizar a população pobre, o Banco Mundial utilizou a seguinte metodologia: fez a média das dez piores linhas nacionais de pobreza do planeta e estabeleceu o dólar PPC, baseado na paridade do poder de compra. Com base nesse cálculo, estabeleceu dois patamares de renda para caracterizar a pobreza: - os pobres, que ganham entre 1,25 e 2 dólares PPC ao dia - os extremamente pobres, que recebem menos de 1,25 dólar PPC ao dia
  • 8.
    Feito Por:Jefferson MatheusMedeiros de Araujo