Células-tronco de medula óssea
como fontes de células nervosas
Dra. Lucianna Auxi Costa
Infectologista com Prática Ortomolecular
Fellow A4M e Board em Regenerative Medicine A4M
Mestranda em Células-tronco do Departamento de
Biologia celular e molecular da Universidade de Fortaleza-
Unifor
Terapia Celular
• Histórico: Pós-guerra, estudos de Jacobson e cols
observando camundongos e posteriormente
Barnes e cols e depois nos anos 60 vieram os
primeiros transplantes de medula óssea
• Implante ou Transplante de células-tronco
necessitamos de técnicas avançadas de
criopreservação , laboratório com normas da
Anvisa RDC 50 de 21 de Fev
2002,imunofenotipagem,pessoal treinado,
citômetro de fluxo etc...
• Terapia celular: Uma opção de tratamento segura
com células autólogas ou não e/ou estruturas celulares
para regeneração e reestabelecimento da função de
um órgão ou tecido lesado.
• Células-tronco: Diferenciação de uma célula
parcialmente comprometida com uma linhagem
,porém ainda sem características definidas, em
laboratório através de técnicas próprias e cultivo para
somente depois ser transplantada para o paciente.
Células-tronco cultivadas
• Quanto tempo o paciente esperaria para ser
transfundido? 24, 48, 72 horas?
• Qual seria o melhor meio de cultivo? Soro fetal
bovino, soro fetal humano, placenta, PBS,
plasma?
• Mudanças genotípicas e fenotípicas in vitro;
• Contaminação por fungos .
Como e quando pensar em Terapia
celular?
• Definir qual parte do corpo será usada como
base celular- Medula óssea, bulbo nasal, pele,
polpa dentária,gordura, músculo etc...
• Pensar na via de administração
• Pensar em que patologia
Terapia celular na prática
• Comitê para terapias celulares na Europa.
Terapia celular na prática
• Células gordurosas serem as melhores para
alterações neurológicas e contém cerca de
500-700x mais células mesenquimais na
gordura;
• Foto do artigo
Terapia celular com células
mononucleares de medula óssea-
CMMO
• Tipos celulares diversos: Células reticulares,
macrófagos, células adiposas, células precursoras
de eritrócitos, granulócitos, monócitos,
plaquetas, células-tronco indiferenciadas, células-
tronco hematopoiéticas e células-tronco
mesenquimais.
• Condições necessárias: Transdiferenciação,
tropismo, vasculogênese,fusão, ação
parácrina,reparo/regeneração, fácil expansão.
CMMO
• Embriogênese e folhetos embrionários
• 0,01-0,001% de células mesenquimais
• Sucesso: Estratégias que estimulem a auto-
renovação : FATORES DE SINALIZAÇÃO.
• James Fallon na Universidade da Califórnia em
Irvine demonstrou a ativação de células
autólogas e heterólogas nos locais da lesão
pós-transplante.
• Poucas células X excelente qualidade
CMMO
• No que se refere à neurogênese as CMMO’s :
aumentam a comunicação entre neurônios,
sinalizam à distância a proliferação de
neurônios do hipocampo, induzem a
proliferação no local da lesão, não tem
rejeição;
• Dra. Catherine Verfaille da Universidade de
Minnesota.
Terapia celular na prática
• Vias de administração: Extrema importância!!!!
• Rota de entrega, tipo celular,tipo do material,
idade do paciente, tamanho da lesão, co-
morbidades, prognóstico do paciente;
• Fácil execução, prática, mínimo efeitos colaterais
e possibilidade de sobrevida celular maior.
Vias de administração
• Via venosa periférica
• Via venosa central
• Via intraarterial
• Via peritoneal
• Via direta
• Via intracoronária
Terapia celular na prática
• Escolher a patologia: Alterações neurais
• Demências: Parkinson e Alzheimer, coreia de
Huntington, Esquizofrenias, traumas
medulares e esclerose lateral
amiotrófica,depressão, AVC.
• Neurolimitação : Santiago Ramon y Cajal, “
Nos centros adultos as vias nervosas são fixas
e imutáveis onde tudo pode morrer e nada
pode ser regenerado”
Neurogênese
• Lesão: Alterações isquêmicas microvasculares no
hipocampo , redução da atividade neural vizinha à área
da lesão, redução dos níveis de neurotransmissores,
redução de função de neurônios corticais e sub-
corticais.;
• Na idade adulta o Giro Denteado e ventrículos laterais
são os maiores sítios de produção de novos neurônios
e astrócitos;
• Células quiescentes;
• Espera-se que as células transplantadas tenham um
bom grau de aderência no local bem como boa
sinalização para células distantes.
Neurogênese
• A formação de redes neurais estruturadas e
maduras se dá em cadeias;
• Astrócitos- Geralmente após 20 -30 dias;
• Neurônios funcionais- Após 40-60 dias;
• Neurônios maduros e Oligodendrócitos- Após 60
dias.
Terapia celular na Prática
• Trabalho realizado em Cusco- Peru- Julho de 2014
Drs. Lucianna Auxi Costa e Jorge Valdívia Gasco;
Sexo Idade Patologia Antes 24 horas 2 Semanas 4 Semanas
Mascullino 7 Anos Autismo Agitado, isolamento
social, não gostava de
contato
Flu-like,
abraço na
mãe, choroso.
Calmo, tranquilo,
mais social.
Feminino 2,5 anos Encefalite pós
infecção neo-
natal
Pouco tônus muscular,
andar cruzado, apática.
Agitada e
eufórica.
Tônus melhor,
sustentação do
pescoço, mais
ativa.
Feminino 12 anos TCE há 5 meses Logorreica,
deambulação em base ,
frontalização
Agitada e
insone.
Andando melhor
sozinha sem abrir
os braços.
Masculino 92 anos Alzheimer e
vasculopatia
Agressivo, depressivo,
déficit de memória,
claudicando.
Melhora
imediata da
circulação,
bom sono e
bem estar.
Relembrando
Latim, mantém a
melhora da
circulação
Masculino
Conclusão
• Terapia celular é uma forma de tratamento eficaz para
determinadas doenças;
• Tempo de evolução;
• Idade;
• Preparação;
• Via de administração;
• Fórmula para todos?
Obrigada!
• contato@luciannaauxi.com.br
• Fone: (85) 3264-0456
• Face: Lucianna Auxi Costa
• IG: @draluciannaauxi

Terapia celular em doenças Neurológicas

  • 2.
    Células-tronco de medulaóssea como fontes de células nervosas Dra. Lucianna Auxi Costa Infectologista com Prática Ortomolecular Fellow A4M e Board em Regenerative Medicine A4M Mestranda em Células-tronco do Departamento de Biologia celular e molecular da Universidade de Fortaleza- Unifor
  • 3.
    Terapia Celular • Histórico:Pós-guerra, estudos de Jacobson e cols observando camundongos e posteriormente Barnes e cols e depois nos anos 60 vieram os primeiros transplantes de medula óssea • Implante ou Transplante de células-tronco necessitamos de técnicas avançadas de criopreservação , laboratório com normas da Anvisa RDC 50 de 21 de Fev 2002,imunofenotipagem,pessoal treinado, citômetro de fluxo etc...
  • 4.
    • Terapia celular:Uma opção de tratamento segura com células autólogas ou não e/ou estruturas celulares para regeneração e reestabelecimento da função de um órgão ou tecido lesado. • Células-tronco: Diferenciação de uma célula parcialmente comprometida com uma linhagem ,porém ainda sem características definidas, em laboratório através de técnicas próprias e cultivo para somente depois ser transplantada para o paciente.
  • 5.
    Células-tronco cultivadas • Quantotempo o paciente esperaria para ser transfundido? 24, 48, 72 horas? • Qual seria o melhor meio de cultivo? Soro fetal bovino, soro fetal humano, placenta, PBS, plasma? • Mudanças genotípicas e fenotípicas in vitro; • Contaminação por fungos .
  • 6.
    Como e quandopensar em Terapia celular? • Definir qual parte do corpo será usada como base celular- Medula óssea, bulbo nasal, pele, polpa dentária,gordura, músculo etc... • Pensar na via de administração • Pensar em que patologia
  • 7.
    Terapia celular naprática • Comitê para terapias celulares na Europa.
  • 8.
    Terapia celular naprática • Células gordurosas serem as melhores para alterações neurológicas e contém cerca de 500-700x mais células mesenquimais na gordura; • Foto do artigo
  • 9.
    Terapia celular comcélulas mononucleares de medula óssea- CMMO • Tipos celulares diversos: Células reticulares, macrófagos, células adiposas, células precursoras de eritrócitos, granulócitos, monócitos, plaquetas, células-tronco indiferenciadas, células- tronco hematopoiéticas e células-tronco mesenquimais. • Condições necessárias: Transdiferenciação, tropismo, vasculogênese,fusão, ação parácrina,reparo/regeneração, fácil expansão.
  • 10.
    CMMO • Embriogênese efolhetos embrionários • 0,01-0,001% de células mesenquimais • Sucesso: Estratégias que estimulem a auto- renovação : FATORES DE SINALIZAÇÃO. • James Fallon na Universidade da Califórnia em Irvine demonstrou a ativação de células autólogas e heterólogas nos locais da lesão pós-transplante. • Poucas células X excelente qualidade
  • 11.
    CMMO • No quese refere à neurogênese as CMMO’s : aumentam a comunicação entre neurônios, sinalizam à distância a proliferação de neurônios do hipocampo, induzem a proliferação no local da lesão, não tem rejeição; • Dra. Catherine Verfaille da Universidade de Minnesota.
  • 12.
    Terapia celular naprática • Vias de administração: Extrema importância!!!! • Rota de entrega, tipo celular,tipo do material, idade do paciente, tamanho da lesão, co- morbidades, prognóstico do paciente; • Fácil execução, prática, mínimo efeitos colaterais e possibilidade de sobrevida celular maior.
  • 13.
    Vias de administração •Via venosa periférica • Via venosa central • Via intraarterial • Via peritoneal • Via direta • Via intracoronária
  • 14.
    Terapia celular naprática • Escolher a patologia: Alterações neurais • Demências: Parkinson e Alzheimer, coreia de Huntington, Esquizofrenias, traumas medulares e esclerose lateral amiotrófica,depressão, AVC. • Neurolimitação : Santiago Ramon y Cajal, “ Nos centros adultos as vias nervosas são fixas e imutáveis onde tudo pode morrer e nada pode ser regenerado”
  • 15.
    Neurogênese • Lesão: Alteraçõesisquêmicas microvasculares no hipocampo , redução da atividade neural vizinha à área da lesão, redução dos níveis de neurotransmissores, redução de função de neurônios corticais e sub- corticais.; • Na idade adulta o Giro Denteado e ventrículos laterais são os maiores sítios de produção de novos neurônios e astrócitos; • Células quiescentes; • Espera-se que as células transplantadas tenham um bom grau de aderência no local bem como boa sinalização para células distantes.
  • 16.
    Neurogênese • A formaçãode redes neurais estruturadas e maduras se dá em cadeias; • Astrócitos- Geralmente após 20 -30 dias; • Neurônios funcionais- Após 40-60 dias; • Neurônios maduros e Oligodendrócitos- Após 60 dias.
  • 17.
    Terapia celular naPrática • Trabalho realizado em Cusco- Peru- Julho de 2014 Drs. Lucianna Auxi Costa e Jorge Valdívia Gasco; Sexo Idade Patologia Antes 24 horas 2 Semanas 4 Semanas Mascullino 7 Anos Autismo Agitado, isolamento social, não gostava de contato Flu-like, abraço na mãe, choroso. Calmo, tranquilo, mais social. Feminino 2,5 anos Encefalite pós infecção neo- natal Pouco tônus muscular, andar cruzado, apática. Agitada e eufórica. Tônus melhor, sustentação do pescoço, mais ativa. Feminino 12 anos TCE há 5 meses Logorreica, deambulação em base , frontalização Agitada e insone. Andando melhor sozinha sem abrir os braços. Masculino 92 anos Alzheimer e vasculopatia Agressivo, depressivo, déficit de memória, claudicando. Melhora imediata da circulação, bom sono e bem estar. Relembrando Latim, mantém a melhora da circulação Masculino
  • 18.
    Conclusão • Terapia celularé uma forma de tratamento eficaz para determinadas doenças; • Tempo de evolução; • Idade; • Preparação; • Via de administração; • Fórmula para todos?
  • 19.
    Obrigada! • contato@luciannaauxi.com.br • Fone:(85) 3264-0456 • Face: Lucianna Auxi Costa • IG: @draluciannaauxi