Embriologia e células troncoEmbriologia e células tronco
Sucessivas divisões celularesSucessivas divisões celulares
• Até a fase de 8 células, são
chamadas de
TOTIPOTENTES, ou seja,
qualquer uma delas tem o
potencial, se colocada em
útero, de formar um ser
completo.
• vídeo: embriogênese em
peixe “paulistinha”)
Diferenciação celularDiferenciação celular
1ª. diferenciação: blastocisto
(embrião com cerca de 100
células; 5 dias após
fecundação)
• células da parte externa se
diferenciam e formam os
anexos embrionários;
• a massa interna é
constituída de células-
tronco PLURIPOTENTES
(têm o potencial de formar
todos os tecidos, mas um
ser completo).
Diferenciação celularDiferenciação celular
CTE – células-troncoCTE – células-tronco
embrionáriasembrionárias
• ainda não diferenciadas – podem
formar qualquer tecido
• problema: mais difíceis de
controlar no laboratório; muitas
vezes se diferenciam
espontaneamente em um tipo de
célula (neurônio, muscular, ósseo
etc)
• podem ser obtidas de embriões
que sobram nas clínicas de
fertilização ou por
reprogramação celular.
CTA – células-troncoCTA – células-tronco
adultasadultas
• já diferenciadas e, portanto, mais
limitadas (só conseguem formar
alguns tecidos)
• estão presentes em: medula
óssea, cordão umbilical, tecido
adiposo, polpa dentária, trompa
descartada em operação de
laqueadura, sangue menstrual.
[procura-se aproveitar todos os
“descartes biológicos”]
Técnica que gerou Dolly e Tiny
Reprogramação celularReprogramação celular
ovelha Dolly (jul/1996)
• clonagem da Dolly
mostrou pela 1ª vez
que célula já
diferenciada de
mamífero pode ser
reprogramada e voltar a
ter o potencial de CTE
PLUTIPOTENTE (formar
qualquer tecido).
camundongo Tiny (set/2009)
• clonagem de Tiny com
células IPS mostrou que
algumas células adultas
podem voltar ao estágio de
CTE com o potencial de se
diferenciar em qualquer
tecido .
células de pluripotência induzida
(criadas com introdução de 3 genes nas
CTA)
Uso terapêutico das CTUso terapêutico das CT
• em tecidos
lesionados;
• doenças como
diabetes,
esclerose
múltipla,
infarto,
distrofia
muscular, mal
de Alzheimer e
doença de
Parkinson.
Como diferenciarComo diferenciar
CT no lab?CT no lab?
• células são cultivadas em meios
de cultura com substâncias
específicas para a diferenciação
que se deseja.
• esses meios de cultura são
patenteados (ninguém sabe ao
certo o que eles contêm).
• São testados diferentes métodos
e protocolos até chegar ao
resultado esperado. O desafio é
conseguir controlar esse processo
(evitar que as células se
diferenciam em tecido diferente
do desejado).
Problemas para o uso terapêutico das CTProblemas para o uso terapêutico das CT
Efeitos inesperados => “as
células não ficam onde
deveriam ficar”
• ex.: estudo com céls-tronco
injetadas diretamente no coração
– as células espalharam-se pelo
corpo. Estratégia: injeção
combinada com células-tronco
mesenquimais, extraídas de
tecido adiposo (doadas pós
procedimentos de lipoaspiração).
Legislação
• desenvolvimento de
procedimentos seguros
dependem de pesquisas
científicas;
• essas pesquisas precisam
ser regulamentadas;
• a regulamentação depende
da sociedade (morosidade,
dilemas éticos e religiosos).
“estamos mapeando nossa
ignorância”
CTE PLURIPOTENTESCTE PLURIPOTENTES
QUANDO COMEÇA A VIDA?
RegulamentaçãoRegulamentação
dos estudosdos estudos
EUA
• jul/2010 – FDA autorizou o início
dos 1os. testes em seres
humanos de um tratamento com
CTE para ptes com lesões na
medula espinhal
(videoreportagem; vídeo da
pesquisa).
• ago/2010 - decisão da Justiça
proibiu uso de verbas
governamentais nos estudos com
CTE. Obama disse que vai
recorrer da decisão.
BRASIL
• 24/03/2005 – Lei no. 11.105
• 2005 – ação questionando a
constitucionalidade das pesquisas
partiu da Procuradoria Geral da
União, com a participação de
instituições como a CNBB.
• 16/08/2010 – publicado no Diário
Oficial da União a decisão
definitiva do STF sobre a
legalidade do uso de CTE em
pesquisas científicas. Não há mais
possibilidade de recurso.
• falta de comprovação
científica
• cientistas combatem
centros que oferecem falsa
esperança de cura e se
aproveitam do desespero
da doença
• Sociedade Internacional de
Pesquisas com Células-
Tronco (ISSCR) criou site
para esclarecimentos =>
<www.closerlookatstemcellwww.closerlookatstemcell
s.orgs.org>
Celulas tronco embriologia

Celulas tronco embriologia

  • 1.
    Embriologia e célulastroncoEmbriologia e células tronco
  • 2.
    Sucessivas divisões celularesSucessivasdivisões celulares • Até a fase de 8 células, são chamadas de TOTIPOTENTES, ou seja, qualquer uma delas tem o potencial, se colocada em útero, de formar um ser completo. • vídeo: embriogênese em peixe “paulistinha”)
  • 3.
    Diferenciação celularDiferenciação celular 1ª.diferenciação: blastocisto (embrião com cerca de 100 células; 5 dias após fecundação) • células da parte externa se diferenciam e formam os anexos embrionários; • a massa interna é constituída de células- tronco PLURIPOTENTES (têm o potencial de formar todos os tecidos, mas um ser completo).
  • 4.
  • 5.
    CTE – células-troncoCTE– células-tronco embrionáriasembrionárias • ainda não diferenciadas – podem formar qualquer tecido • problema: mais difíceis de controlar no laboratório; muitas vezes se diferenciam espontaneamente em um tipo de célula (neurônio, muscular, ósseo etc) • podem ser obtidas de embriões que sobram nas clínicas de fertilização ou por reprogramação celular. CTA – células-troncoCTA – células-tronco adultasadultas • já diferenciadas e, portanto, mais limitadas (só conseguem formar alguns tecidos) • estão presentes em: medula óssea, cordão umbilical, tecido adiposo, polpa dentária, trompa descartada em operação de laqueadura, sangue menstrual. [procura-se aproveitar todos os “descartes biológicos”] Técnica que gerou Dolly e Tiny
  • 6.
    Reprogramação celularReprogramação celular ovelhaDolly (jul/1996) • clonagem da Dolly mostrou pela 1ª vez que célula já diferenciada de mamífero pode ser reprogramada e voltar a ter o potencial de CTE PLUTIPOTENTE (formar qualquer tecido). camundongo Tiny (set/2009) • clonagem de Tiny com células IPS mostrou que algumas células adultas podem voltar ao estágio de CTE com o potencial de se diferenciar em qualquer tecido . células de pluripotência induzida (criadas com introdução de 3 genes nas CTA)
  • 7.
    Uso terapêutico dasCTUso terapêutico das CT • em tecidos lesionados; • doenças como diabetes, esclerose múltipla, infarto, distrofia muscular, mal de Alzheimer e doença de Parkinson.
  • 8.
    Como diferenciarComo diferenciar CTno lab?CT no lab? • células são cultivadas em meios de cultura com substâncias específicas para a diferenciação que se deseja. • esses meios de cultura são patenteados (ninguém sabe ao certo o que eles contêm). • São testados diferentes métodos e protocolos até chegar ao resultado esperado. O desafio é conseguir controlar esse processo (evitar que as células se diferenciam em tecido diferente do desejado).
  • 9.
    Problemas para ouso terapêutico das CTProblemas para o uso terapêutico das CT Efeitos inesperados => “as células não ficam onde deveriam ficar” • ex.: estudo com céls-tronco injetadas diretamente no coração – as células espalharam-se pelo corpo. Estratégia: injeção combinada com células-tronco mesenquimais, extraídas de tecido adiposo (doadas pós procedimentos de lipoaspiração). Legislação • desenvolvimento de procedimentos seguros dependem de pesquisas científicas; • essas pesquisas precisam ser regulamentadas; • a regulamentação depende da sociedade (morosidade, dilemas éticos e religiosos). “estamos mapeando nossa ignorância”
  • 10.
  • 13.
    RegulamentaçãoRegulamentação dos estudosdos estudos EUA •jul/2010 – FDA autorizou o início dos 1os. testes em seres humanos de um tratamento com CTE para ptes com lesões na medula espinhal (videoreportagem; vídeo da pesquisa). • ago/2010 - decisão da Justiça proibiu uso de verbas governamentais nos estudos com CTE. Obama disse que vai recorrer da decisão. BRASIL • 24/03/2005 – Lei no. 11.105 • 2005 – ação questionando a constitucionalidade das pesquisas partiu da Procuradoria Geral da União, com a participação de instituições como a CNBB. • 16/08/2010 – publicado no Diário Oficial da União a decisão definitiva do STF sobre a legalidade do uso de CTE em pesquisas científicas. Não há mais possibilidade de recurso.
  • 14.
    • falta decomprovação científica • cientistas combatem centros que oferecem falsa esperança de cura e se aproveitam do desespero da doença • Sociedade Internacional de Pesquisas com Células- Tronco (ISSCR) criou site para esclarecimentos => <www.closerlookatstemcellwww.closerlookatstemcell s.orgs.org>

Notas do Editor

  • #3 Ou seja, se fosse possível separar as oito células sem destruí-las e colocá-las em útero, poderíamos gerar, teoricamente, oito gêmeos idênticos. &amp;lt;http://www.the-scientist.com/blog/display/57626/&amp;gt;.
  • #6 &amp;lt;http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,tambem-as-adultas,601748,0.htm&amp;gt;.
  • #7 Vantagens das iPS: contornam os questionamentos éticos que cercam o uso de CTE e podem ser criadas a partir do corpo do próprio receptor de um eventual transplante, evitando o risco de rejeição; Desvantagens das iPS: têm memória, tendo uma preferência para formar os tecidos de onde elas foram retiradas, e têm maior risco de virar tumores, o que deixa seu uso terapêutico mais distante. Assim, por enquanto precisamos das CTE, pois elas são as grandes formadoras de tecidos por excelência. Até o momento, por exemplo, elas são as únicas que se mostraram capazes de formar células nervosas funcionais, objetivo dos testes aprovados e agora sob risco nos EUA.
  • #10 Fonte: &amp;lt;http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?art=6672&amp;bd=2&amp;pg=1&amp;lg&amp;gt;.
  • #12 &amp;lt;http://scienceblogs.com.br/vqeb/2009/03/estamos-em-busca-de-um-conceito-para-o-vocabulo-vida.php&amp;gt;.
  • #14 &amp;lt;http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/07/pesquisadores-ja-podem-testar-celulas-tronco-em-seres-humanos.html&amp;gt;; &amp;lt;http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/07/30/autorizada-primeira-experiencia-com-celulas-tronco-embrionarias-em-humanos-917279820.asp&amp;gt;.
  • #15 Fonte: &amp;lt;http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/787002-cientistas-atacam-tratamentos-com-celulas-tronco.shtml&amp;gt;.