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PÓS-GRADUAÇÃO INTERNACIONAL EM
ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
Logística Reversa de Celulares, Prática Legal,
Sustentável e Estratégica.
AUTOR
ALYNE CRICHE BENINI
SAN DIEGO
2014
PÓS-GRADUAÇÃO INTERNACIONAL EM
ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
MÓDULO INTERNACIONAL
Logística Reversa de Celulares, Prática Legal,
Sustentável e Estratégica.
AUTOR
ALYNE CRICHE BENINI
SAN DIEGO
2014
MÓDULO INTERNACIONAL – SAN DIEGO
Coordenador Acadêmico: Pedro Carvalho de Mello, Phd
O Trabalho de Conclusão de Curso - TCCI
Logística Reversa de Celulares, Prática Legal, Sustentável e Estratégica.
Elaborado por:
Alyne Criche Benini
e aprovado pela Coordenação Acadêmica do curso Pós-Graduação
Internacional em Administração de Empresas, foi aceito como requisito parcial para
a obtenção do certificado do curso de pós-graduação, nível de especialização, do
programa FGV Management.
Santo André, 17/10/2014
Orientador: Prof. Pedro Carvalho de Mello
TERMO DE COMPROMISSO
A aluna Alyne Criche Benini abaixo-assinado, do Curso de Pós-Graduação
Internacional em Administração de Empresas, do Programa FGV Management, no
período de 21/08/2014 a 30/08/2014, declara que o conteúdo do trabalho de
conclusão de curso intitulado, Logística Reversa de Celulares, Prática Legal,
Sustentável e Estratégica é autêntico, original, e de sua autoria exclusiva.
Santo André, 17/10/2014
______________________________________
Nome
DECLARAÇÃO
A aluna Alyne Criche Benini, abaixo-assinado, do Curso de Pós-Graduação
Internacional em Administração de Empresas, do Programa FGV Management,
realizado, no período de 21/08/2014 a 30/08/2014, ( X ) AUTORIZA / ( ) NÃO
AUTORIZA a divulgação de informações e dados apresentados na elaboração do
Trabalho de Conclusão de Curso, intitulado Logística Reversa de Celulares, Prática
Legal, Sustentável e Estratégica, com objetivos de publicação e/ou divulgação em
veículos acadêmicos.
Santo André, 17/10/2014
______________________________________
Nome
Agradecimentos
Agradeço a Deus pela minha vida, por sempre iluminar o
meu caminho e por ter me dado uma família maravilhosa.
Agradeço aos professores por terem compartilhado
seus conhecimentos e experiências valiosas.
Dedicatória
Dedico esse trabalho a minha Mamis, ao meu Papis, a minha irmã Ady,
meus irmãos Fer e Bru, ao meu tio TG e ao querido Arnaldinho.
RESUMO
Este artigo trata sobre os conceitos da Logística Reversa e seus efeitos sobre as
questões de sustentabilidade envolvendo o mercado de telefonia celular.
A logística reversa tornou-se uma estratégia de negócio das organizações pela sua
importância quanto ao desenvolvimento econômico e proteção ao meio ambiente.
Os desafios para a correta destinação do “lixo eletrônico” é um tema atual e em
constante evolução, seja pelas questões legislativas, cada vez mais exigentes, seja
pelas questões de responsabilidade social das empresas em atender as
expectativas dos consumidores apresentando produtos mais verdes, seja pelo
consumidor final que tem papel importante para o sucesso na correta destinação do
lixo eletrônico.
Palavras-chave: Logística Reversa. Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Sustentabilidade. Lixo Eletrônico.
ABSTRACT
This article is about the concepts of reverse logistics and its effects on the
sustainability involving the cellular phone market.
The reverse logistics has become a business strategy of organizations due to the
importance for the economic development and environmental protection.
The “e-waste” disposal challenges is a current theme and in constant evolution,
either by legislative issues, increasingly demanding, either by corporate social
responsibility to meet the expectations of consumers showing more green products,
and either by the final consumer that has important role to success in proper disposal
of electronic waste.
Keywords: Reverse Logistics. National Solid Waste Policy. Sustainability. E-wate.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................11
2 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS..............................................13
2.1 LEI 12.305/2010................................................................................................ 13
3 O RESÍDUO ELETROELETRÔNICO..................................................................14
4 PANORAMA DA TELEFONIA MÓVEL...............................................................15
5 SUPPLY CHAIN MANAGEMENT E LOGÍSTICA................................................16
6 A DINÂMICA DA LOGÍSTICA REVERSA...........................................................18
6.1 ENTENDENDO O MECANISMO QUE VAI SALVAR O PLANETA DAS
MONTANHAS DE LIXO ELETRÔNICO. ........................................................................ 18
6.2 CANAIS REVERSOS DE DISTRIBUIÇÃO .................................................... 20
7 RECICLAGEM DE TELEFONES CELULARES..................................................22
8 O PROCESSO DE RECICLAGEM......................................................................23
9 PRÁTICAS DE RECICLAGEM............................................................................24
10 PRATICANDO A SUSTENTABILIDADE ............................................................25
CONCLUSÃO ..........................................................................................................27
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................28
1 INTRODUÇÃO
A proteção ambiental é um tema em destaque em nossa sociedade. O avanço
tecnológico e o mercado cada vez mais competitivo faz com que novos produtos
sejam lançados em espaços muito curto de tempo, promovendo um maior consumo
e consequentemente aumento dos materiais descartados, sejam eles oriundos do
processo de fabricação ou devido o produto ter deixado de ter sua utilidade para o
consumidor final.
O fator sustentabilidade passou a influenciar diretamente no modo de consumo
e comportamento da sociedade e dos governos. A sociedade passou a valorizar
produtos ditos como ecologicamente corretos e o governo através de políticas e
legislações específicas passou a pressionar as empresas para atuarem com maiores
responsabilidades em relação ao meio ambiente.
Essas transformações sociais exigem que as organizações moldem seus
produtos e serviços para manterem sua competitividade no mercado. A
sustentabilidade começou como uma tendência e vem se tornando fator crítico e
necessário para os negócios.
Uma das estratégias para criar vantagem competitiva é a gestão do supply chain
management (ou gerenciamento da cadeia produtiva). Está relacionado com toda a
parte logística do processo. Uma gestão eficiente melhora as relações entre
empresas, fornecedores e clientes agregando valor aos seus negócios. Nesse
contexto surge a logística reversa baseada nos interesses das empresas em
associar sua gestão à sustentabilidade. Enquanto a logística tradicional trata do fluxo
de saída dos produtos, a logística reversa é uma ferramenta facilitadora para tratar o
fluxo de retorno de produtos, seu reaproveitamento e descarte correto, seja no
processo produtivo ou tratando dos produtos que já foram utilizados pelos
consumidores e que deixaram de ter sua utilidade, se tornando “lixo”.
A Política Nacional de resíduos sólidos (PNRS - Lei nº 12.305/2010) representa
um marco da preservação ambiental. Ela define logística reversa como instrumento
para viabilizar a coleta e devolução de determinados resíduos sólidos ao setor
produtivo empresarial responsável. Além do fator sustentabilidade a política também
considera o desenvolvimento econômico e social.
Nesse contexto abordamos o mercado de telefonia celular. A PNRS determina
que produtores e vendedores (dentre vários produtos) de aparelhos celulares a
obrigatoriedade de terem em seu negócio o processo de logística reversa. Essa
prática contribui para minimizar os impactos ambientais, descartar corretamente os
materiais que não permitem um reuso e colaboram na criação de uma cultura cidadã
mais consciente e sustentavelmente responsável.
2 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
2.1 LEI 12.305/2010.
A Lei 12.305 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi
promulgada em 02 de agosto de 2010. A PNRS reúne o conjunto de princípios,
objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações adotadas pelo governo federal à
gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos
sólidos.
A regulamentação da referida lei foi feita pelo Decreto nº 7.404, de 23 de
Dezembro de 2010. O decreto disciplina a gestão integrada e o gerenciamento dos
resíduos sólidos utilizando-se como ferramenta principal o sistema de logística
reversa e a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos
fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de
serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos.
O art.3º, XVI do PNRS define resíduos sólidos como sendo qualquer “material,
substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em
sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está
obrigado a proceder, nos estados sólido ou semi-sólido, bem como gases contidos
em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na
rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica
ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.”
Embora a definição para resíduos sólidos seja abrangente, no artigo 33 são
definidos os produtos com obrigatoriedade de estruturar e implementar sistemas de
logística reversa. São eles: agrotóxicos (inciso I), pilhas e baterias (inciso II), pneus
(inciso III), óleos lubrificantes (inciso IV), lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio
e mercúrio e de luz mista (inciso V) e produtos eletroeletrônicos e seus componentes
(inciso VI).
O princípio da sustentabilidade está presente nas diretrizes segundo o qual
observa-se a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização,
reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente
adequada dos rejeitos.
A lei também envolve a questão social da reciclagem, com o estímulo à
participação formal dos catadores, organizados em cooperativas.
3 O RESÍDUO ELETROELETRÔNICO
Dentre os diversos tipos de resíduos com obrigatoriedade de atender a PNRS,
vamos abordar o “resíduo eletroeletrônico”. A cadeia de produtos e equipamentos
eletroeletrônicos está dividida em quatro categorias:
- Linha Branca: refrigeradores e congeladores, fogões, lavadoras de roupa e louça,
secadoras, condicionadores de ar;
- Linha Marrom: monitores e televisores de tubo, plasma, LCD e LED, aparelhos de
DVD e VHS, equipamentos de áudio, filmadoras;
- Linha Azul: batedeiras, liquidificadores, ferros elétricos, furadeiras, secadores de
cabelo, espremedores de frutas, aspiradores de pó, cafeteiras;
- Linha Verde: computadores desktop e laptops, acessórios de informática, tablets e
telefones celulares.
Ao fim de sua vida útil, esses produtos passam a ser considerados resíduos de
equipamentos eletroeletrônicos (REEE). REEE são compostos por materiais, como
plásticos, vidros e metais, que podem ser recuperados e retornados como insumo
para a indústria de transformação. Já as substâncias tóxicas (frequentemente
dispostos em camadas e subcomponentes afixados por solda ou cola) como
chumbo, cádmio, mercúrio e berílio devem ter tratamento especial porque podem
causar danos ambientais e de saúde.
Dentre os aparelhos eletrônicos podemos destacar os aparelhos celulares na
qual possuem aproximadamente 43 elementos químicos merecendo devida atenção
quanto ao seu descarte.
4 PANORAMA DA TELEFONIA MÓVEL
Segundo dados divulgados pela ITU (International Telecommunication Union) o
número de assinaturas de celular-celular em todo o mundo está se aproximando do
número de pessoas na terra. As assinaturas chegarão a quase 7 bilhões até final de
2014, correspondendo a uma taxa de penetração de 96%. Mais de metade dessas
assinaturas (3,6 bilhões) será na região da Ásia-Pacífico(1)
.
No Brasil a ANATEL (Agencial Nacional de Telecomunicação) divulgou que o
número de celulares ultrapassou a marca de um celular por habitante em novembro
de 2010(2)
.
Segundo relatório da Anatel, em março de 2014 o Brasil atingiu a marca de mais
de 273,5 milhões de linhas ativas na telefonia móvel e teledensidade (índice que
representa a quantidade de telefones celulares por habitante) de 135,30 acessos por
100 habitantes(3)
.
Estatísticas de celulares no mundo publicadas pela Teleco informa que o
Brasil já é o quinto maior mercado para celulares e internautas no mundo(4)
.
Um estudo sobre logística de resíduos eletrônicos divulgado pela Secretaria de
Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (SDP/MDIC) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento
Industrial (ABDI) informa que o Brasil deve gerar aproximadamente 1,100 mil
toneladas de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) pequenos em
2014, aumentando para 1,247 mil toneladas em 2015. O levantamento ainda mostra
que os 150 maiores municípios brasileiros (a maioria nas regiões Sudeste e Sul) são
responsáveis por aproximadamente dois terços de todo o lixo eletroeletrônico que se
estima seja descartado no país.
Segundo a agência americana de proteção ambiental EPA (Enviromental
Agency Protection), um telefone móvel é mantido pelos usuários por cerca de 9 a 18
meses, após esse período muitos são esquecidos no armário ou descartados no lixo
doméstico(5)
.
Dados divulgados pela UNEP (United Nations Enviroment Programme) em
2011, estima-se que o Brasil gere cerca de 2.200 toneladas de lixo eletrônico de
telefones celulares por ano(6)
.
5 SUPPLY CHAIN MANAGEMENT E LOGÍSTICA
O conceito e as práticas do Supply Chain Management (SCM) ou
Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos começou a se desenvolver no ínicio dos
anos 90. O Supply Chain Management abrange desde a entrada de pedidos de
clientes até a entrega do produto no seu destino final. Envolve o relacionamento
entre documentos, matérias-primas, equipamentos, informações, insumos, pessoas,
meios de transporte, organizações, tempo, além do fluxo reverso de materiais para
reciclagem, descarte e devoluções.
SCM não é apenas uma extensão de logística integrada, ele envolve atividades
de fundo mais gerencial e estratégico. A operação do Supply Chain é uma parte
maior do negócio, representa sua integração externa (relação inter-organizacional),
pois estende a coordenação dos fluxos de materiais de forma a criar sinergia entre
as organizações envolvidas (produtores de matérias-primas, beneficiadores,
fornecedores, transportadores, etc) obtendo benefícios e agregando valor ao produto
a ser oferecido ao cliente final. Cada elo da cadeia trabalha sempre com uma visão
holística e proativa focada no cliente final e não apenas no elo seguinte da cadeia
produtiva.
As redes interorganizacionais objetivam tornar os processos produtivos mais
eficientes proporcionando vantagems competitivas para toda a sua cadeia. Dentre
os diversos motivos para essas parcerias destaca-se cada vez mais as questões
voltadas as práticas sustentáveis. A sustentabilidade desafia as organizações a
conciliar as dimensões econômicas, ambientais e sociais em seus negócios.
No SCM as estratégias e as decisões deixam de ser formuladas e firmadas sob
a perspectiva de uma única empresa, mas sim de uma cadeia produtiva como um
todo.
A Logística está mais relacionada ao processo de movimentação de produtos,
ou seja, seu transporte, armazenagem, estoque. Representa uma integração interna
de atividades na empresa.
Segundo as definições adotadas em 1998 pelo Council of Logistics Management
(www.clm1.org), temos:
“Supply Chain Management é a integração dos diversos
processos de negócios e organizações, desde o usuário final
até os fornecedores originais, que proporcionam os produtos,
serviços e informações que agregam valor para o cliente.”
“Logística é a parcela do processo da cadeia de
suprimentos que planeja, implanta e controla o fluxo eficiente e
eficaz de matérias-primas, estoque em processo, produtos
acabados e informações relacionadas, desde seu ponto de
origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender
aos requisitos dos clientes.”
Essa definição assume a Logística como parte integrante ou subconjunto do
Supply Chain Management.
Segundo Bowersox & Closs (2001) o processo estratégico logístico de uma
empresa é estabelecido pela integração de diversas áreas, divididas geralmente em:
- Logística de suprimentos (fornecimento): cuida da provisão dos bens
necessários através da configuração e fluxo de informação entre os fornecedores e
tomadores internos.
- Logística de produção: esta área cuida do planejamento, controle e
monitoramento do fluxo de material e informação do estoque de compras para o
estoque de vendas.
- Logística de distribuição: administra a transferência de bens e informações da
produção para o cliente.
- Logística reversa: administra o retorno de restos internos e externos do produto
ou do processo de produção.
Enquanto a logística tradicional trata do fluxo de saída dos produtos, a logística
reversa tem a preocupação em administrar o fluxo de devolução e/ou substituição
(LEITE, 2003).
Foi a partir de 2001 que a logística reversa passou a ser vista como uma etapa
importante do supply chain management, principalmente por questões ambientais
que os produtos e os materiais provocam ao meio ambiente, contribuindo para a
modificação das relações de mercado e justificando de maneira crescente as
preocupações estratégicas das empresas, do governo e da sociedade em geral
(LEITE, 2003).
6 A DINÂMICA DA LOGÍSTICA REVERSA
6.1 ENTENDENDO O MECANISMO QUE VAI SALVAR O PLANETA DAS
MONTANHAS DE LIXO ELETRÔNICO.
A logística reversa é uma ferramenta utilizada estrategicamente pelas empresas
como meio de diferenciação contribuindo essencialmente para o desenvolvimento
sustentável.
Segundo Rogers & Tibben-Lembke (1999, p.2) Logística Reversa é:
“O processo de planejamento, implementação e controle
do fluxo eficiente e de baixo custo de matérias primas, estoque
em processo, produto acabado e informações relacionadas,
desde o ponto de consumo até o ponto de origem, com o
propósito de recuperação de valor ou descarte apropriado para
coleta e tratamento de lixo”.
Para Daher (2006), a logística reversa em seu sentido mais amplo, significa
todas as operações relacionadas com a reutilização de produtos e materiais. Refere-
se, assim, a todas as atividades logísticas de coletar, desmontar e processar
produtos e/ou materiais e peças usados a fim de assegurar uma recuperação
sustentável.
Os fabricantes se tornam responsáveis pelos resíduos que são gerados durante
o processo produtivo e pelo descarte do produto quando já não se tem mais
utilidade.
O desenvolvimento tecnológico, a competitividade das empresas, a busca
acirrada por novos clientes e maiores lucros, busca por inovações e diferenciações
de produtos acabam fazendo com que os produtos tenham seu ciclo de vida cada
vez menores. É o que podemos ver na indústria de informática, eletrônicos e
celulares, novos aparelhos são lançados quase que diariamente.
Segundo (LEITE, 2003) para reduzir custos no processo produtivo, se faz
necessário entender que a vida útil de um produto passa a ser contabilizada a partir
do início de sua produção até ser descartado por um consumidor. Ele classifica os
bens de acordo com a vida útil, de modo a facilitar a identificação, e
consequentemente a reutilização. São divididos em três grupos:
- Bens duráveis: apresentam uma vida útil longa, que pode ser contabilizada em
alguns anos ou até mesmo em décadas;
- Bens semiduráveis: possuem uma vida útil intermediária, entre durável e
descartável, sua vida é contabilizada em meses, e raramente é superior a dois anos;
- Bens descartáveis: apresentam uma vida útil de apenas alguns meses, e que
dificilmente passam de seis meses.
Porém, a vida útil de um produto pode ser prolongada quando existe a
possibilidade de aumentar seu tempo de utilização, por meio de uma nova inserção
no processo produtivo ou na cadeia de consumo (LEITE, 2003).
Através dos canais de distribuição reversos (CDRs), os materiais podem
retornar ao fornecedor, serem revendidos, recondicionados, reciclados (gerar opções
para os consumidores quanto a compra de produtos de segunda linha), agregando
às organizações valores econômicos, ecológicos, sociais, de imagem corporativa.
6.2 CANAIS REVERSOS DE DISTRIBUIÇÃO
Segundo Leite (LEITE, 2003), os canais reversos de distribuição podem ser
divididos em pós-venda e pós-consumo.
- Pós-venda:
Denominamos de logística reversa de pós-venda a específica área de atuação
da logística reversa que se ocupa do planejamento, da operação e do controle do
fluxo físico e das informações logísticas correspondentes de bens de pós-venda,
sem uso ou com pouco uso, que por diferentes motivos retornam aos diferentes elos
da cadeia de distribuição direta, que constituem uma parte dos canais reversos pelos
quais fluem esses produtos (LEITE, 2003, p.206).
Como exemplo podemos citar:
- Operações de “recall”;
- Comércio de produtos via internet. Nesse segmento há um volume elevado de
retorno dos produtos pós-venda, seja pela política legal do código de defesa do
consumidor (devoluções), questões operacionais (erros de processamento dos
pedidos / avarias no transporte) ou ambientais (descarte adequado).
- Pós-consumo:
Os retornos são oriundos de domicílios, mercados, construção civil, etc.
Segundo Leite (LEITE, 2003), a Logística Reversa de bens de pós-consumo, é
dividida em duas áreas:
- Condições de uso: são bens duráveis ou semiduráveis, que podem ser
reutilizados, o que faz com que o produto retorne ao canal reverso em mercado de
segunda mão.
- Fim de vida útil: os bens duráveis ou semiduráveis retornam ao ponto de
origem, onde o produto ou seus componentes são desmontados ou reciclados,
dando origem a novos produtos. Já os bens descartáveis, recebem a destinação
correta de descarte.
Como exemplo podemos citar:
- Utilização de entulhos de demolições, tijolos, madeiras e outros, pelas
empresas atuantes na construção civil.
- Embalagens PET retornáveis;
A logística reversa é motivada pelos objetivos ecológicos, caracterizando
responsabilidade social, cidadania, garantia de passivos ambientais adequados,
exigências das normas ISO 14.000 (Gestão Ambiental), ou mesmo quando existe
risco a imagem ou reputação da organização (LACERDA,2002).
Considerando a sua importância, a logística reversa pode ser utilizada
estrategicamente por fornecer outras oportunidades, dentre elas as adequações
quanto às questões ambientais muito difundidas na atualidade. A tabela abaixo
demonstra claramente o percentual de participação da logística reversa no
planejamento estratégico organizacional.
7 RECICLAGEM DE TELEFONES CELULARES
A tecnologia também vira lixo!
Um aparelho celular possui três componentes básicos: a carcaça, a placa mãe e
o display. A carcaça é formada por polímero termofixo (plástico) em que se
encontram os retardantes de chama para proteger o usuário de qualquer curto
circuito. A placa mãe é formada por eletrodos “recoberto por microvias de cobre com
terminais em platina, tendo ouro ou prata na sua superfície”, sendo soldados por
uma liga de chumbo ou estanho. Os microprocessadores são formados de pastilhas
de silício, sendo esta inserida em terminais feitos em cobre e revestidos por ouro e
soldado na placa mãe, bem como outros componentes eletrônicos como alto-
falantes, microfone, câmera digital, display, teclado e conectores para contado com a
bateria (CHISPIM NETO, 2007).
Estima-se que o tempo médio para troca de um aparelho celular seja de menos
de dois anos, o que significa dizer que dos celulares fabricados anualmente, entre
10 e 20% entram em inatividade a cada ano, ou seja, seriam cerca de 3 mil
toneladas de celulares obsoletos a caminho dos lixões e aterros sanitários
(MAWAKDIYE, 2007).
Em geral, entre 65% e 80% dos componentes dos celulares podem ser
reciclados. Dentro dos celulares encontramos materiais preciosos como o ouro, o
paládio e o cobre. Metais como cobalto, níquel, óxidos metálicos. O plástico
recuperado pela reciclagem pode iniciar um novo ciclo sendo aproveitado para
fabricação de novos produtos.
Embora o celular tenha grande potencial de reciclagem, dados de uma pesquisa
realizada pela empresa NOKIA, no Brasil apenas 2% dos aparelhos celulares são
reciclados, enquanto que 32% dos aparelhos são simplesmente guardados em casa,
29% são repassados a familiares ou pessoas conhecidas, 27% são vendidos e 10%
vão parar no lixo comum, o que pode trazer sérios riscos à saúde humana e o meio
ambiente (NOKIA, 2009) (7).
8 O PROCESSO DE RECICLAGEM
A empresa Eco-Cel é especializada na reciclagem de celulares, atuando no
recolhimento, implantação e logística dos resíduos. Após coletar o material, é
realizada uma triagem inicial, separando o material plástico das partes elétricas. A
parte plástica fica no Brasil para ser reciclado e voltar a sua cadeira natural.
Segundo Roberto Lucena, Diretor da Eco-cel, “o restante do celular é totalmente
moído, ensacado e levado em containers para a Bélgica, Alemanha ou EUA, pois
esses são os países que detém a tecnologia e as máquinas necessárias para fazer a
extração dos materiais dos celulares, como ouro, alumínio, cerâmica e cobre”.
Depois disso, esses materiais podem ser usados novamente em fábricas e
indústrias.
9 PRÁTICAS DE RECICLAGEM
Encontramos no mercado práticas quanto a destinação de celulares para
reciclagem, porém para que elas sejam realmente eficazes é necessário ressaltar a
importância do papel do consumidor para que a cadeia de logística reversa
realmente funcione.
As empresas referencias no mercado como a Motorola, Nokia, Sony Ericsson,
Claro, TIM e Vivo, possuem programas de reciclagem de aparelhos e baterias, em
sua maioria os pontos de coletas estão em suas lojas ou assistências técnicas
autorizadas.
ONGs, associações, empresas privadas e cooperativas atuam com serviços
gratuitos ou pagos na coleta/reciclagem de lixo eletrônico.
Abaixo uma relação de empresas que reciclam os denominados "Lixo
Eletroeletrônico".
- ONGs
www.lixoeletronico.org.br
www.elixo.org.br
http://www.cempre.org.br
www.residuoselectronicos.net
http://www.freegeek.org
- Empresas Privadas
- Eco-cel. http://eco-cel.com
- Indústria e Comércio Fox de Reciclagem e Proteção ao Clima
www.industriafox.com.br
- ATIVA Reciclagens de Materiais Ltda www.ativareciclagem.com.br
- Belmont Trading Comercial Exportadora http://www.belmont-trading.com/Home-
Brazil.aspx
- COOPERMITI www.coopermiti.com.br
- Interamerican Ltda www.interamerican.com.br
- Lorene Importação e Exportação Ltda www.lorene.com.br
- Oxil www.estre.com.br
- Recicladora Urbana www.recicladoraurbana.com.br
- Reciclo Ambiental Consultoria e Serviços Ltda www.recicloambiental.com
- Reciclo Metais Com. de Resíduos Sólidos Ltda www.reciclometais.com.br
- Reverse-Gerenciamento de Resíduos Tecnológicos www.reversereciclagem.com.br
- Sanlien Exportação Ltda www.sanlien.com.br
- SIR Company Comérico e Reciclagem LTDA www.sircompany.com.br
- Target Trading S.A www.targettrade.com.br
- TCG Brasil Reciclagem Ltda www.tcgbrasil.com.br
- UMICORE www.umicore.com.br
- Vertas www.vertas.com.br
- WN Recicla www.wngold.com.br
- Xerox Comércio e Indústria Ltda www.xerox.com/about-xerox/recycling/ptbr.html
Baterias:
- Baterias Pioneiro Ind. Ltda www.bateriaspioneiro.com.br
- Pioneiro Ecometais www.bateriaspioneiro.com.br
- Private Office PRAC & Tamarana e Rondopar www.prac.com.br
- Suzaquim/Faarte faarte@faarte.com.br
- SIR Company Comércio e Reciclagem LTDA. www.sircompany.com.br
10 PRATICANDO A SUSTENTABILIDADE
Proposta: Aumento dos pontos de coleta de celulares
(O mesmo recipiente também servirá para coleta de pilhas)
A logística reversa começa no momento em que o produto é produzido mas para
que ela cumpra seu papel é necessário o compromisso dos consumidores em
utilizar-se dos meios corretos para descarte de seus celulares.
O papel do consumidor é primordial porque na reciclagem e na sustentabilidade
é o usuário final do produto que decide como fazer o descarte. Ele é que toma a
decisão de separar o lixo independente se há ou não uma legislação. A
regulamentação existe, mas se o consumidor não fizer o papel dele, a cadeia toda
não vai funcionar”. O cidadão deve seguir fazendo a sua parte.
Jogar o resíduo eletrônico no lixo comum já faz com que os metais se espalhem
e contaminem todo o resto com substâncias tóxicas.
A proposta é instalar nos condomínios residenciais o “E-lixo”.
Para adotar esse processo no condomínio o síndico irá precisar de:
- 1 recipiente de tamanho médio (pode ser um pote de plástico)
- 1 etiqueta para colar no recipiente
- 3 (ou mais) cartazes para afixar nas áreas comuns, elevadores, etc.
- Informar o zelador e os porteiros sobre a campanha
- Programar retirada do material e levá-lo até um posto de coleta gratuita;
O investimento é mínimo e no caso de condomínios de grande porte, é possível
até gerar receita com a venda do material reciclável para empresas compradoras de
sucata, que recolhem no local.
CONCLUSÃO
A Política Nacional de Resíduos Sólidos é um marco na área ambiental
prevendo mecanismos para o maior equilíbrio entre o desenvolvimento social,
econômico e ambiental. O desenvolvimento econômico envolvendo a incorporação
de obrigações ambientais e sociais é um desafio e esta ocorrendo efetivamente.
O mercado de equipamentos celulares apresenta crescimento intenso no Brasil
e no mundo. O desenvolvimento e crescimento do setor é de total interesse
econômico mas devemos considerar que a popularização do celular vem
promovendo um maior consumo e consequentemente aumento dos materiais
descartados e poluentes no meio ambiente. A logística reversa surge como uma
proposta eficaz na reciclagem desses aparelhos.
A implantação do sistema de logística reversa envolve a participação não só do
fabricante mas também do poder público e consumidor final. Somente com a
colaboração integrada seus resultados serão eficazes.
Organizações que se utilizam dessa estratégia ganham vantagem competitivas
por utilizarem produtos reciclados em seus processos, reduzindo custos e
fortalecendo sua marca ao implementar um projeto que respeita o meio-ambiente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] International Telecommunication Union. Geneva, April 2014. ICT facts and
figures.
[2] Anatel (2010). Brasil ultrapassa um celular por habitante.
<http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalNoticias.do?acao=carregaNoticia&codigo
=21613> Disponível em 15/10/2014.
[3] Anatel (2014). Brasil fecha março de 2014 com 273,58 milhões de acessos
móveis.
<http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalPaginaEspecialPesquisa.do?acao=&tipo
ConteudoHtml=1&codNoticia=33389> Disponível em 15/10/2014.
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A.Benini_TCCI_San Diego_Califórnia_2014 - Logística Reversa de Celulares, Prática Legal, Sustentável e Estratégica.

  • 1. PÓS-GRADUAÇÃO INTERNACIONAL EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS Logística Reversa de Celulares, Prática Legal, Sustentável e Estratégica. AUTOR ALYNE CRICHE BENINI SAN DIEGO 2014
  • 2. PÓS-GRADUAÇÃO INTERNACIONAL EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS MÓDULO INTERNACIONAL Logística Reversa de Celulares, Prática Legal, Sustentável e Estratégica. AUTOR ALYNE CRICHE BENINI SAN DIEGO 2014
  • 3. MÓDULO INTERNACIONAL – SAN DIEGO Coordenador Acadêmico: Pedro Carvalho de Mello, Phd O Trabalho de Conclusão de Curso - TCCI Logística Reversa de Celulares, Prática Legal, Sustentável e Estratégica. Elaborado por: Alyne Criche Benini e aprovado pela Coordenação Acadêmica do curso Pós-Graduação Internacional em Administração de Empresas, foi aceito como requisito parcial para a obtenção do certificado do curso de pós-graduação, nível de especialização, do programa FGV Management. Santo André, 17/10/2014 Orientador: Prof. Pedro Carvalho de Mello
  • 4. TERMO DE COMPROMISSO A aluna Alyne Criche Benini abaixo-assinado, do Curso de Pós-Graduação Internacional em Administração de Empresas, do Programa FGV Management, no período de 21/08/2014 a 30/08/2014, declara que o conteúdo do trabalho de conclusão de curso intitulado, Logística Reversa de Celulares, Prática Legal, Sustentável e Estratégica é autêntico, original, e de sua autoria exclusiva. Santo André, 17/10/2014 ______________________________________ Nome
  • 5. DECLARAÇÃO A aluna Alyne Criche Benini, abaixo-assinado, do Curso de Pós-Graduação Internacional em Administração de Empresas, do Programa FGV Management, realizado, no período de 21/08/2014 a 30/08/2014, ( X ) AUTORIZA / ( ) NÃO AUTORIZA a divulgação de informações e dados apresentados na elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, intitulado Logística Reversa de Celulares, Prática Legal, Sustentável e Estratégica, com objetivos de publicação e/ou divulgação em veículos acadêmicos. Santo André, 17/10/2014 ______________________________________ Nome
  • 6. Agradecimentos Agradeço a Deus pela minha vida, por sempre iluminar o meu caminho e por ter me dado uma família maravilhosa. Agradeço aos professores por terem compartilhado seus conhecimentos e experiências valiosas.
  • 7. Dedicatória Dedico esse trabalho a minha Mamis, ao meu Papis, a minha irmã Ady, meus irmãos Fer e Bru, ao meu tio TG e ao querido Arnaldinho.
  • 8. RESUMO Este artigo trata sobre os conceitos da Logística Reversa e seus efeitos sobre as questões de sustentabilidade envolvendo o mercado de telefonia celular. A logística reversa tornou-se uma estratégia de negócio das organizações pela sua importância quanto ao desenvolvimento econômico e proteção ao meio ambiente. Os desafios para a correta destinação do “lixo eletrônico” é um tema atual e em constante evolução, seja pelas questões legislativas, cada vez mais exigentes, seja pelas questões de responsabilidade social das empresas em atender as expectativas dos consumidores apresentando produtos mais verdes, seja pelo consumidor final que tem papel importante para o sucesso na correta destinação do lixo eletrônico. Palavras-chave: Logística Reversa. Política Nacional de Resíduos Sólidos. Sustentabilidade. Lixo Eletrônico.
  • 9. ABSTRACT This article is about the concepts of reverse logistics and its effects on the sustainability involving the cellular phone market. The reverse logistics has become a business strategy of organizations due to the importance for the economic development and environmental protection. The “e-waste” disposal challenges is a current theme and in constant evolution, either by legislative issues, increasingly demanding, either by corporate social responsibility to meet the expectations of consumers showing more green products, and either by the final consumer that has important role to success in proper disposal of electronic waste. Keywords: Reverse Logistics. National Solid Waste Policy. Sustainability. E-wate.
  • 10. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................11 2 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS..............................................13 2.1 LEI 12.305/2010................................................................................................ 13 3 O RESÍDUO ELETROELETRÔNICO..................................................................14 4 PANORAMA DA TELEFONIA MÓVEL...............................................................15 5 SUPPLY CHAIN MANAGEMENT E LOGÍSTICA................................................16 6 A DINÂMICA DA LOGÍSTICA REVERSA...........................................................18 6.1 ENTENDENDO O MECANISMO QUE VAI SALVAR O PLANETA DAS MONTANHAS DE LIXO ELETRÔNICO. ........................................................................ 18 6.2 CANAIS REVERSOS DE DISTRIBUIÇÃO .................................................... 20 7 RECICLAGEM DE TELEFONES CELULARES..................................................22 8 O PROCESSO DE RECICLAGEM......................................................................23 9 PRÁTICAS DE RECICLAGEM............................................................................24 10 PRATICANDO A SUSTENTABILIDADE ............................................................25 CONCLUSÃO ..........................................................................................................27 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................28
  • 11. 1 INTRODUÇÃO A proteção ambiental é um tema em destaque em nossa sociedade. O avanço tecnológico e o mercado cada vez mais competitivo faz com que novos produtos sejam lançados em espaços muito curto de tempo, promovendo um maior consumo e consequentemente aumento dos materiais descartados, sejam eles oriundos do processo de fabricação ou devido o produto ter deixado de ter sua utilidade para o consumidor final. O fator sustentabilidade passou a influenciar diretamente no modo de consumo e comportamento da sociedade e dos governos. A sociedade passou a valorizar produtos ditos como ecologicamente corretos e o governo através de políticas e legislações específicas passou a pressionar as empresas para atuarem com maiores responsabilidades em relação ao meio ambiente. Essas transformações sociais exigem que as organizações moldem seus produtos e serviços para manterem sua competitividade no mercado. A sustentabilidade começou como uma tendência e vem se tornando fator crítico e necessário para os negócios. Uma das estratégias para criar vantagem competitiva é a gestão do supply chain management (ou gerenciamento da cadeia produtiva). Está relacionado com toda a parte logística do processo. Uma gestão eficiente melhora as relações entre empresas, fornecedores e clientes agregando valor aos seus negócios. Nesse contexto surge a logística reversa baseada nos interesses das empresas em associar sua gestão à sustentabilidade. Enquanto a logística tradicional trata do fluxo de saída dos produtos, a logística reversa é uma ferramenta facilitadora para tratar o fluxo de retorno de produtos, seu reaproveitamento e descarte correto, seja no processo produtivo ou tratando dos produtos que já foram utilizados pelos consumidores e que deixaram de ter sua utilidade, se tornando “lixo”. A Política Nacional de resíduos sólidos (PNRS - Lei nº 12.305/2010) representa um marco da preservação ambiental. Ela define logística reversa como instrumento para viabilizar a coleta e devolução de determinados resíduos sólidos ao setor produtivo empresarial responsável. Além do fator sustentabilidade a política também considera o desenvolvimento econômico e social.
  • 12. Nesse contexto abordamos o mercado de telefonia celular. A PNRS determina que produtores e vendedores (dentre vários produtos) de aparelhos celulares a obrigatoriedade de terem em seu negócio o processo de logística reversa. Essa prática contribui para minimizar os impactos ambientais, descartar corretamente os materiais que não permitem um reuso e colaboram na criação de uma cultura cidadã mais consciente e sustentavelmente responsável.
  • 13. 2 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS 2.1 LEI 12.305/2010. A Lei 12.305 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi promulgada em 02 de agosto de 2010. A PNRS reúne o conjunto de princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações adotadas pelo governo federal à gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos. A regulamentação da referida lei foi feita pelo Decreto nº 7.404, de 23 de Dezembro de 2010. O decreto disciplina a gestão integrada e o gerenciamento dos resíduos sólidos utilizando-se como ferramenta principal o sistema de logística reversa e a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos. O art.3º, XVI do PNRS define resíduos sólidos como sendo qualquer “material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semi-sólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.” Embora a definição para resíduos sólidos seja abrangente, no artigo 33 são definidos os produtos com obrigatoriedade de estruturar e implementar sistemas de logística reversa. São eles: agrotóxicos (inciso I), pilhas e baterias (inciso II), pneus (inciso III), óleos lubrificantes (inciso IV), lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista (inciso V) e produtos eletroeletrônicos e seus componentes (inciso VI). O princípio da sustentabilidade está presente nas diretrizes segundo o qual observa-se a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização,
  • 14. reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. A lei também envolve a questão social da reciclagem, com o estímulo à participação formal dos catadores, organizados em cooperativas. 3 O RESÍDUO ELETROELETRÔNICO Dentre os diversos tipos de resíduos com obrigatoriedade de atender a PNRS, vamos abordar o “resíduo eletroeletrônico”. A cadeia de produtos e equipamentos eletroeletrônicos está dividida em quatro categorias: - Linha Branca: refrigeradores e congeladores, fogões, lavadoras de roupa e louça, secadoras, condicionadores de ar; - Linha Marrom: monitores e televisores de tubo, plasma, LCD e LED, aparelhos de DVD e VHS, equipamentos de áudio, filmadoras; - Linha Azul: batedeiras, liquidificadores, ferros elétricos, furadeiras, secadores de cabelo, espremedores de frutas, aspiradores de pó, cafeteiras; - Linha Verde: computadores desktop e laptops, acessórios de informática, tablets e telefones celulares. Ao fim de sua vida útil, esses produtos passam a ser considerados resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE). REEE são compostos por materiais, como plásticos, vidros e metais, que podem ser recuperados e retornados como insumo para a indústria de transformação. Já as substâncias tóxicas (frequentemente dispostos em camadas e subcomponentes afixados por solda ou cola) como chumbo, cádmio, mercúrio e berílio devem ter tratamento especial porque podem causar danos ambientais e de saúde. Dentre os aparelhos eletrônicos podemos destacar os aparelhos celulares na qual possuem aproximadamente 43 elementos químicos merecendo devida atenção quanto ao seu descarte.
  • 15. 4 PANORAMA DA TELEFONIA MÓVEL Segundo dados divulgados pela ITU (International Telecommunication Union) o número de assinaturas de celular-celular em todo o mundo está se aproximando do número de pessoas na terra. As assinaturas chegarão a quase 7 bilhões até final de 2014, correspondendo a uma taxa de penetração de 96%. Mais de metade dessas assinaturas (3,6 bilhões) será na região da Ásia-Pacífico(1) . No Brasil a ANATEL (Agencial Nacional de Telecomunicação) divulgou que o número de celulares ultrapassou a marca de um celular por habitante em novembro de 2010(2) . Segundo relatório da Anatel, em março de 2014 o Brasil atingiu a marca de mais de 273,5 milhões de linhas ativas na telefonia móvel e teledensidade (índice que representa a quantidade de telefones celulares por habitante) de 135,30 acessos por 100 habitantes(3) . Estatísticas de celulares no mundo publicadas pela Teleco informa que o Brasil já é o quinto maior mercado para celulares e internautas no mundo(4) . Um estudo sobre logística de resíduos eletrônicos divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (SDP/MDIC) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) informa que o Brasil deve gerar aproximadamente 1,100 mil toneladas de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) pequenos em 2014, aumentando para 1,247 mil toneladas em 2015. O levantamento ainda mostra que os 150 maiores municípios brasileiros (a maioria nas regiões Sudeste e Sul) são responsáveis por aproximadamente dois terços de todo o lixo eletroeletrônico que se estima seja descartado no país. Segundo a agência americana de proteção ambiental EPA (Enviromental Agency Protection), um telefone móvel é mantido pelos usuários por cerca de 9 a 18 meses, após esse período muitos são esquecidos no armário ou descartados no lixo doméstico(5) . Dados divulgados pela UNEP (United Nations Enviroment Programme) em 2011, estima-se que o Brasil gere cerca de 2.200 toneladas de lixo eletrônico de telefones celulares por ano(6) .
  • 16. 5 SUPPLY CHAIN MANAGEMENT E LOGÍSTICA O conceito e as práticas do Supply Chain Management (SCM) ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos começou a se desenvolver no ínicio dos anos 90. O Supply Chain Management abrange desde a entrada de pedidos de clientes até a entrega do produto no seu destino final. Envolve o relacionamento entre documentos, matérias-primas, equipamentos, informações, insumos, pessoas, meios de transporte, organizações, tempo, além do fluxo reverso de materiais para reciclagem, descarte e devoluções. SCM não é apenas uma extensão de logística integrada, ele envolve atividades de fundo mais gerencial e estratégico. A operação do Supply Chain é uma parte maior do negócio, representa sua integração externa (relação inter-organizacional), pois estende a coordenação dos fluxos de materiais de forma a criar sinergia entre as organizações envolvidas (produtores de matérias-primas, beneficiadores, fornecedores, transportadores, etc) obtendo benefícios e agregando valor ao produto a ser oferecido ao cliente final. Cada elo da cadeia trabalha sempre com uma visão holística e proativa focada no cliente final e não apenas no elo seguinte da cadeia produtiva. As redes interorganizacionais objetivam tornar os processos produtivos mais eficientes proporcionando vantagems competitivas para toda a sua cadeia. Dentre os diversos motivos para essas parcerias destaca-se cada vez mais as questões voltadas as práticas sustentáveis. A sustentabilidade desafia as organizações a conciliar as dimensões econômicas, ambientais e sociais em seus negócios. No SCM as estratégias e as decisões deixam de ser formuladas e firmadas sob a perspectiva de uma única empresa, mas sim de uma cadeia produtiva como um todo. A Logística está mais relacionada ao processo de movimentação de produtos, ou seja, seu transporte, armazenagem, estoque. Representa uma integração interna de atividades na empresa.
  • 17. Segundo as definições adotadas em 1998 pelo Council of Logistics Management (www.clm1.org), temos: “Supply Chain Management é a integração dos diversos processos de negócios e organizações, desde o usuário final até os fornecedores originais, que proporcionam os produtos, serviços e informações que agregam valor para o cliente.” “Logística é a parcela do processo da cadeia de suprimentos que planeja, implanta e controla o fluxo eficiente e eficaz de matérias-primas, estoque em processo, produtos acabados e informações relacionadas, desde seu ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender aos requisitos dos clientes.” Essa definição assume a Logística como parte integrante ou subconjunto do Supply Chain Management. Segundo Bowersox & Closs (2001) o processo estratégico logístico de uma empresa é estabelecido pela integração de diversas áreas, divididas geralmente em: - Logística de suprimentos (fornecimento): cuida da provisão dos bens necessários através da configuração e fluxo de informação entre os fornecedores e tomadores internos. - Logística de produção: esta área cuida do planejamento, controle e monitoramento do fluxo de material e informação do estoque de compras para o estoque de vendas. - Logística de distribuição: administra a transferência de bens e informações da produção para o cliente. - Logística reversa: administra o retorno de restos internos e externos do produto ou do processo de produção.
  • 18. Enquanto a logística tradicional trata do fluxo de saída dos produtos, a logística reversa tem a preocupação em administrar o fluxo de devolução e/ou substituição (LEITE, 2003). Foi a partir de 2001 que a logística reversa passou a ser vista como uma etapa importante do supply chain management, principalmente por questões ambientais que os produtos e os materiais provocam ao meio ambiente, contribuindo para a modificação das relações de mercado e justificando de maneira crescente as preocupações estratégicas das empresas, do governo e da sociedade em geral (LEITE, 2003). 6 A DINÂMICA DA LOGÍSTICA REVERSA 6.1 ENTENDENDO O MECANISMO QUE VAI SALVAR O PLANETA DAS MONTANHAS DE LIXO ELETRÔNICO. A logística reversa é uma ferramenta utilizada estrategicamente pelas empresas como meio de diferenciação contribuindo essencialmente para o desenvolvimento sustentável. Segundo Rogers & Tibben-Lembke (1999, p.2) Logística Reversa é: “O processo de planejamento, implementação e controle do fluxo eficiente e de baixo custo de matérias primas, estoque em processo, produto acabado e informações relacionadas, desde o ponto de consumo até o ponto de origem, com o propósito de recuperação de valor ou descarte apropriado para coleta e tratamento de lixo”. Para Daher (2006), a logística reversa em seu sentido mais amplo, significa todas as operações relacionadas com a reutilização de produtos e materiais. Refere- se, assim, a todas as atividades logísticas de coletar, desmontar e processar
  • 19. produtos e/ou materiais e peças usados a fim de assegurar uma recuperação sustentável. Os fabricantes se tornam responsáveis pelos resíduos que são gerados durante o processo produtivo e pelo descarte do produto quando já não se tem mais utilidade. O desenvolvimento tecnológico, a competitividade das empresas, a busca acirrada por novos clientes e maiores lucros, busca por inovações e diferenciações de produtos acabam fazendo com que os produtos tenham seu ciclo de vida cada vez menores. É o que podemos ver na indústria de informática, eletrônicos e celulares, novos aparelhos são lançados quase que diariamente. Segundo (LEITE, 2003) para reduzir custos no processo produtivo, se faz necessário entender que a vida útil de um produto passa a ser contabilizada a partir do início de sua produção até ser descartado por um consumidor. Ele classifica os bens de acordo com a vida útil, de modo a facilitar a identificação, e consequentemente a reutilização. São divididos em três grupos: - Bens duráveis: apresentam uma vida útil longa, que pode ser contabilizada em alguns anos ou até mesmo em décadas; - Bens semiduráveis: possuem uma vida útil intermediária, entre durável e descartável, sua vida é contabilizada em meses, e raramente é superior a dois anos; - Bens descartáveis: apresentam uma vida útil de apenas alguns meses, e que dificilmente passam de seis meses. Porém, a vida útil de um produto pode ser prolongada quando existe a possibilidade de aumentar seu tempo de utilização, por meio de uma nova inserção no processo produtivo ou na cadeia de consumo (LEITE, 2003). Através dos canais de distribuição reversos (CDRs), os materiais podem retornar ao fornecedor, serem revendidos, recondicionados, reciclados (gerar opções para os consumidores quanto a compra de produtos de segunda linha), agregando às organizações valores econômicos, ecológicos, sociais, de imagem corporativa.
  • 20. 6.2 CANAIS REVERSOS DE DISTRIBUIÇÃO Segundo Leite (LEITE, 2003), os canais reversos de distribuição podem ser divididos em pós-venda e pós-consumo. - Pós-venda: Denominamos de logística reversa de pós-venda a específica área de atuação da logística reversa que se ocupa do planejamento, da operação e do controle do fluxo físico e das informações logísticas correspondentes de bens de pós-venda, sem uso ou com pouco uso, que por diferentes motivos retornam aos diferentes elos da cadeia de distribuição direta, que constituem uma parte dos canais reversos pelos quais fluem esses produtos (LEITE, 2003, p.206). Como exemplo podemos citar: - Operações de “recall”; - Comércio de produtos via internet. Nesse segmento há um volume elevado de retorno dos produtos pós-venda, seja pela política legal do código de defesa do consumidor (devoluções), questões operacionais (erros de processamento dos pedidos / avarias no transporte) ou ambientais (descarte adequado).
  • 21. - Pós-consumo: Os retornos são oriundos de domicílios, mercados, construção civil, etc. Segundo Leite (LEITE, 2003), a Logística Reversa de bens de pós-consumo, é dividida em duas áreas: - Condições de uso: são bens duráveis ou semiduráveis, que podem ser reutilizados, o que faz com que o produto retorne ao canal reverso em mercado de segunda mão. - Fim de vida útil: os bens duráveis ou semiduráveis retornam ao ponto de origem, onde o produto ou seus componentes são desmontados ou reciclados, dando origem a novos produtos. Já os bens descartáveis, recebem a destinação correta de descarte. Como exemplo podemos citar: - Utilização de entulhos de demolições, tijolos, madeiras e outros, pelas empresas atuantes na construção civil. - Embalagens PET retornáveis; A logística reversa é motivada pelos objetivos ecológicos, caracterizando responsabilidade social, cidadania, garantia de passivos ambientais adequados, exigências das normas ISO 14.000 (Gestão Ambiental), ou mesmo quando existe risco a imagem ou reputação da organização (LACERDA,2002). Considerando a sua importância, a logística reversa pode ser utilizada estrategicamente por fornecer outras oportunidades, dentre elas as adequações quanto às questões ambientais muito difundidas na atualidade. A tabela abaixo demonstra claramente o percentual de participação da logística reversa no planejamento estratégico organizacional.
  • 22. 7 RECICLAGEM DE TELEFONES CELULARES A tecnologia também vira lixo! Um aparelho celular possui três componentes básicos: a carcaça, a placa mãe e o display. A carcaça é formada por polímero termofixo (plástico) em que se encontram os retardantes de chama para proteger o usuário de qualquer curto circuito. A placa mãe é formada por eletrodos “recoberto por microvias de cobre com terminais em platina, tendo ouro ou prata na sua superfície”, sendo soldados por uma liga de chumbo ou estanho. Os microprocessadores são formados de pastilhas de silício, sendo esta inserida em terminais feitos em cobre e revestidos por ouro e soldado na placa mãe, bem como outros componentes eletrônicos como alto- falantes, microfone, câmera digital, display, teclado e conectores para contado com a bateria (CHISPIM NETO, 2007). Estima-se que o tempo médio para troca de um aparelho celular seja de menos de dois anos, o que significa dizer que dos celulares fabricados anualmente, entre 10 e 20% entram em inatividade a cada ano, ou seja, seriam cerca de 3 mil toneladas de celulares obsoletos a caminho dos lixões e aterros sanitários (MAWAKDIYE, 2007). Em geral, entre 65% e 80% dos componentes dos celulares podem ser reciclados. Dentro dos celulares encontramos materiais preciosos como o ouro, o paládio e o cobre. Metais como cobalto, níquel, óxidos metálicos. O plástico recuperado pela reciclagem pode iniciar um novo ciclo sendo aproveitado para fabricação de novos produtos.
  • 23. Embora o celular tenha grande potencial de reciclagem, dados de uma pesquisa realizada pela empresa NOKIA, no Brasil apenas 2% dos aparelhos celulares são reciclados, enquanto que 32% dos aparelhos são simplesmente guardados em casa, 29% são repassados a familiares ou pessoas conhecidas, 27% são vendidos e 10% vão parar no lixo comum, o que pode trazer sérios riscos à saúde humana e o meio ambiente (NOKIA, 2009) (7). 8 O PROCESSO DE RECICLAGEM A empresa Eco-Cel é especializada na reciclagem de celulares, atuando no recolhimento, implantação e logística dos resíduos. Após coletar o material, é realizada uma triagem inicial, separando o material plástico das partes elétricas. A parte plástica fica no Brasil para ser reciclado e voltar a sua cadeira natural. Segundo Roberto Lucena, Diretor da Eco-cel, “o restante do celular é totalmente moído, ensacado e levado em containers para a Bélgica, Alemanha ou EUA, pois esses são os países que detém a tecnologia e as máquinas necessárias para fazer a extração dos materiais dos celulares, como ouro, alumínio, cerâmica e cobre”. Depois disso, esses materiais podem ser usados novamente em fábricas e indústrias.
  • 24. 9 PRÁTICAS DE RECICLAGEM Encontramos no mercado práticas quanto a destinação de celulares para reciclagem, porém para que elas sejam realmente eficazes é necessário ressaltar a importância do papel do consumidor para que a cadeia de logística reversa realmente funcione. As empresas referencias no mercado como a Motorola, Nokia, Sony Ericsson, Claro, TIM e Vivo, possuem programas de reciclagem de aparelhos e baterias, em sua maioria os pontos de coletas estão em suas lojas ou assistências técnicas autorizadas. ONGs, associações, empresas privadas e cooperativas atuam com serviços gratuitos ou pagos na coleta/reciclagem de lixo eletrônico. Abaixo uma relação de empresas que reciclam os denominados "Lixo Eletroeletrônico". - ONGs www.lixoeletronico.org.br www.elixo.org.br http://www.cempre.org.br www.residuoselectronicos.net http://www.freegeek.org - Empresas Privadas - Eco-cel. http://eco-cel.com - Indústria e Comércio Fox de Reciclagem e Proteção ao Clima www.industriafox.com.br - ATIVA Reciclagens de Materiais Ltda www.ativareciclagem.com.br - Belmont Trading Comercial Exportadora http://www.belmont-trading.com/Home- Brazil.aspx
  • 25. - COOPERMITI www.coopermiti.com.br - Interamerican Ltda www.interamerican.com.br - Lorene Importação e Exportação Ltda www.lorene.com.br - Oxil www.estre.com.br - Recicladora Urbana www.recicladoraurbana.com.br - Reciclo Ambiental Consultoria e Serviços Ltda www.recicloambiental.com - Reciclo Metais Com. de Resíduos Sólidos Ltda www.reciclometais.com.br - Reverse-Gerenciamento de Resíduos Tecnológicos www.reversereciclagem.com.br - Sanlien Exportação Ltda www.sanlien.com.br - SIR Company Comérico e Reciclagem LTDA www.sircompany.com.br - Target Trading S.A www.targettrade.com.br - TCG Brasil Reciclagem Ltda www.tcgbrasil.com.br - UMICORE www.umicore.com.br - Vertas www.vertas.com.br - WN Recicla www.wngold.com.br - Xerox Comércio e Indústria Ltda www.xerox.com/about-xerox/recycling/ptbr.html Baterias: - Baterias Pioneiro Ind. Ltda www.bateriaspioneiro.com.br - Pioneiro Ecometais www.bateriaspioneiro.com.br - Private Office PRAC & Tamarana e Rondopar www.prac.com.br - Suzaquim/Faarte faarte@faarte.com.br - SIR Company Comércio e Reciclagem LTDA. www.sircompany.com.br 10 PRATICANDO A SUSTENTABILIDADE Proposta: Aumento dos pontos de coleta de celulares (O mesmo recipiente também servirá para coleta de pilhas) A logística reversa começa no momento em que o produto é produzido mas para que ela cumpra seu papel é necessário o compromisso dos consumidores em utilizar-se dos meios corretos para descarte de seus celulares.
  • 26. O papel do consumidor é primordial porque na reciclagem e na sustentabilidade é o usuário final do produto que decide como fazer o descarte. Ele é que toma a decisão de separar o lixo independente se há ou não uma legislação. A regulamentação existe, mas se o consumidor não fizer o papel dele, a cadeia toda não vai funcionar”. O cidadão deve seguir fazendo a sua parte. Jogar o resíduo eletrônico no lixo comum já faz com que os metais se espalhem e contaminem todo o resto com substâncias tóxicas. A proposta é instalar nos condomínios residenciais o “E-lixo”. Para adotar esse processo no condomínio o síndico irá precisar de: - 1 recipiente de tamanho médio (pode ser um pote de plástico) - 1 etiqueta para colar no recipiente - 3 (ou mais) cartazes para afixar nas áreas comuns, elevadores, etc. - Informar o zelador e os porteiros sobre a campanha - Programar retirada do material e levá-lo até um posto de coleta gratuita; O investimento é mínimo e no caso de condomínios de grande porte, é possível até gerar receita com a venda do material reciclável para empresas compradoras de sucata, que recolhem no local.
  • 27. CONCLUSÃO A Política Nacional de Resíduos Sólidos é um marco na área ambiental prevendo mecanismos para o maior equilíbrio entre o desenvolvimento social, econômico e ambiental. O desenvolvimento econômico envolvendo a incorporação de obrigações ambientais e sociais é um desafio e esta ocorrendo efetivamente. O mercado de equipamentos celulares apresenta crescimento intenso no Brasil e no mundo. O desenvolvimento e crescimento do setor é de total interesse econômico mas devemos considerar que a popularização do celular vem promovendo um maior consumo e consequentemente aumento dos materiais descartados e poluentes no meio ambiente. A logística reversa surge como uma proposta eficaz na reciclagem desses aparelhos. A implantação do sistema de logística reversa envolve a participação não só do fabricante mas também do poder público e consumidor final. Somente com a colaboração integrada seus resultados serão eficazes. Organizações que se utilizam dessa estratégia ganham vantagem competitivas por utilizarem produtos reciclados em seus processos, reduzindo custos e fortalecendo sua marca ao implementar um projeto que respeita o meio-ambiente.
  • 28. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] International Telecommunication Union. Geneva, April 2014. ICT facts and figures. [2] Anatel (2010). Brasil ultrapassa um celular por habitante. <http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalNoticias.do?acao=carregaNoticia&codigo =21613> Disponível em 15/10/2014. [3] Anatel (2014). Brasil fecha março de 2014 com 273,58 milhões de acessos móveis. <http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalPaginaEspecialPesquisa.do?acao=&tipo ConteudoHtml=1&codNoticia=33389> Disponível em 15/10/2014. [4] Teleco (2014). Seção: Teleco World. Estatísiticas de Celular no Mundo. <http://www.teleco.com.br/pais/celular.asp> Disponível em 15/10/2014. [5] EPA (United Stated Environmental Protection Agency), (2004) The life cycle of a mobile phone, Solid waste and emergency response. [6] United Nations Environment Programme (2011). Waste Investing in energy and resource efficiency. <http://www.unep.org/greeneconomy/Portals/88/documents/ger/GER_8_Waste.pdf> Disponível em 15/10/2014. [7] Recicláveis <http://www.reciclaveis.com.br/noticias/00807/0080714celulares.htm> Disponível em 15/10/2014. CHISPIM NETO, J. P. e-Resíduos: a influência da norma européia WEEE na estratégia da indústria de celulares no Brasil e no mundo e o impacto ambiental do descarte inadequado. Natal: UFRN, 2007. Dissertação (Mestrado), Centro de Tecnologia Programa de Engenharia de Produção, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2007. MAWAKDIYE, Alberto (2007) Meio Ambiente - Poluição eletrônica. Revista da Indústria, 129 (7), p. 50-53, jun. 2007. LEITE, P.R. Logística reversa: meio ambiente e competitividade. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2003. ROGERS, D.S.; TIBBEN-LEMBKE, R.S. Going backwards: Reverse logistics trends and practices. Reno: University of Nevada, 1999. LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/Lei/L12305.htm. Disponível em 25/09/2014.
  • 29. DAHER, Cecílio Elias; SILVA, Edwin Pinto de La Sota; FONSECA, Adelaida Pallavicini. Logística reversa: oportunidade para redução de custos através do gerenciamento da cadeia integrada de valor. <http://repositorio.unb.br/handle/10482/12550> Disponível em 26/09/2014. 2014 Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP). All rights reserved. CSCMP and the tag are trademarks of CSCMP. http://www.clm1.org . Disponível em 26/09/2014. Donald J. Bowersox, David J. Closs. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. Atlas, 2001. LACERDA, L. Logística Reversa – Uma Visão Sobre os Conceitos Básicos e as Práticas Operacionais. Revista Tecnologística, 2002. Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos.Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, 2013.