ANALGÉSICOS,
ANTITÉRMICOS E
ANTIINFLAMATÓRIOS
Prof. Dr. Carlos Alberto Lazarini
Farmacologia - Famema
•Séc. XVIII - Infusão de
plantas (Salix alba vulgaris)
como antipirético
• 1838: Píria isolou ác.
salicílico da salicina
• 1844: Cahours isolou ác.
salicílico do óleo de
Gautéria (Wintergreen)
• 1860: Kolbe e Lautemann
obtiveram por síntese
1899: registro ASPIRIN
A= acetil
spir= flor spirea
in= novos medicamentos
Histórico
• 1897: Felix Hoffmann, químico alemão,
do laboratório do comerciante Friedrich
Bayer e do técnico em tinturaria Johann
Weskott sintetizou a fórmula do AAS;
• 1899: Dreser introduziu o uso clínico do
AAS;
• 1900: BAYER produz 4,2 toneladas;
• 1919: marca passa domínio público;
• 1994: consumo de 50 mil toneladas.
FARMACOLOGIA DA DOR E DA INFLAMAÇÃO
Fisiopatologia da resposta inflamatória e dolorosa
Amstrong, 1952, 1953
Keeke e Amstrong, 1964
Guzman et al.., 1962
Lin e Guzman, 1968
Rocha e Silva, 1964
Rocha e Silva e Garcia Leme, 1972
Vane, 1971
Lewis e Whittle, 1977
Ferreira e Vane, 1979
Higgs et al.,1980
Di Rosa et al., 1971
Higgs et al., 1980
Higgs e Flower, 1981
Mobarok e Morley, 1980
Estímulo lesivo celular
(físico, químico, biológico)
Lesão celular e liberação
de enzimas intracelulares
Liberação e ativação de mediadores
Endógenos - cininas: histamina,
prostaglandinas, 5-HT
peptídeos: angiotensina, substância P
e BK, acidose tecidual
produção de íons K+ e H+
Ativação do sistema
do complemento
Resolução Cronificação
Sensibilização seletiva por substâncias
algésicas durante a inflamação:
BK, 5-HT e PGs*
Reação inflamatória aguda
alterações morfofisiológicas
vasculares, infiltrado celular
*PGI2,PGE1, PGE2
FARMACOLOGIA DA DOR E DA INFLAMAÇÃO
Sistema de termorregulação
Temperatura corporal
Receptores cutâneos
para frio e calor
Efetuadores
Centros Termorreguladores hipotalâmicos
(mediação e modulação: PGs, catecolaminas,
cininas, acetilcolina)
Fluxo sangüíneo
Glândulas sudoríparas
Ventilação pulmonar
Pirogênios endógenos
Leucócitos e outras células
Pirogênios exógenos
Microorganismos
Milton e Wendlant, 1971 (PGE1=febre)
Cooper et al., 1967
Jackson, 1967 (pirogênio endógeno)
Feldberg e Saxena, 1971 (PGE1=hipotálamo)
Vane, 1971 (aspirina inibe PGs)
Milton, 1982 (febre PGs abortivo)
Hipotálamo anterior: calor,
sudorese, VD
hipotálamo posterior: frio,
tremor, arrepios, VC
Mecanismo de ação
Inibição periférica e central da
atividade da enzima ciclooxigenase e
subsequente diminuição da biosíntese
e liberação dos mediadores da dor,
inflamação, e febre (PGs).
ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS
E ANTIINFLAMTÓRIOS
Fosfolipídios
Ácido aracdônico
Ácido I2-hidroxiperoxi
eicosatetraenóico
leucotrienos TxA2
PG E2
PG D2
PG F2alfa
PGF1alfa
Fosfolipase A2
lipoxigenases cicloxigenases
PGG Prostaciclina
sintetase
PGH
Ácido I2-hidroxieicosatetraenóico
Prostaglandina endoperoxidade
Isomerase
Tromboxano
TxB2
Prostaciclina
PGI2
AINES
Mecanismo da ação antiinflamatória
• Bloqueio da formação de PGs por
inibição da COX (Vane, 1971);
• inibição da liberação de histamina
(Lewis e Whittle, 1977);
• diminuição da migração PMN e
monócitos (Di Rosa et al., 1971; Higgs et
al., 1980).
ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS
E ANTIINFLAMATÓRIOS
Mecanismo da ação analgésica
• Bloqueio da formação de PGs por
inibição da COX (Moncada et al., 1978;
Ferreira e Vane, 1979);
• exceção aos fenamatos que possuem
ação antagonista sobre os receptores
das PGs (Moncada et al., 1978; Collier e
Sweatman, 1968).
ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS
E ANTIINFLAMATÓRIOS
Mecanismo da ação antitérmica
• Bloqueio da formação de PGs por
inibição da COX (Milton e Wendlant,
1971/ PGE como modulador na regulação da
temperatura e ação antipirética relacionada
com interferência na liberação de PGs;
Vane, 1971).
ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS
E ANTIINFLAMATÓRIOS
As ciclooxigenases
COX-1
•enzima essencial constitutiva
•encontrada na maioria das células e tecidos
•produção de PGs para manutenção de
funções fisiológicas
As ciclooxigenases
COX-2
•formação induzida no processo
inflamatório e interleucinas - IL1, IL2 e
TNF
•prostaglandinas que mediam inflamação,
dor e febre
1.Induzida (normalmente não está
presente nas células);
2.Geradas somente em células
especiais do pulmão (EXa549);
3.Usadas na sinalização da dor e da
inflamação;
4.Produzem prostaglandinas para a
resposta inflamatória;
5.Estimulada somente como parte
da resposta imune;
6.Produção é estimulada pelas
citocinas inflamatórias e pelos
fatores de crescimento
1.Continuamente estimulada no
organismo;
2.Constitutiva –sua concentração
se mantem estável;
3.Gera as prostaglandinas usadas
na manutenção dos processos
básicos do organismo;
4.Prostaglandinas estimulam
funções tais como, produção de
muco na parede do estômago,
regulação do ácido gástrico e
excreção de água pelos rins.
Cox1 Cox2
As principais diferenças entre as enzimas
As prostaglandinas
FUNÇÕES FISIOLÓGICAS DAS
PROSTAGLANDINAS
• estimulação da agregação plaquetária (TXA2)
• inibição da agregação plaquetária (PGI)
• relaxamento vascular (PGE2, PGI)
• contração vascular (PGF, TXA)
• contração brônquica (PGF2, LCT, LTD, TXA)
• relaxamento bronquico (PGE)
• proteção da mucosa gástrica (PGE1, PGI)
As prostaglandinas
FUNÇÕES FISIOLÓGICAS DAS PROSTAGLANDINAS
•manutenção do fluxo renal e regulação do
metabolismo de Na+ e K+ (PGE1, PGI2)
• indução da contração uterina (PGE, PGF2)
• produção de febre (PGE2)
• hiperalgesia por potencialização dos mediadores
da dor
• sensibilização das terminações nociceptivas
periféricas
As prostaglandinas
APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS DAS
PROSTAGLANDINAS
• estimulação uterina: aborto entre 12a e
20a semana
• trato gastrintestinal: anti-ulceroso
• agregação plaquetária: substituto da
heparina
Classificação dos AINES
aspirina aspirina (altas doses) meloxicam celecoxib
indometacina etodolaco refecoxib
piroxicam nimesulida
diclofenaco salicilato
ibuprofeno
nabumetona
ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS
Inibidores
seletivos
da COX-1
Inibidores não
seletivos
da COX-1
Inibidores
seletivos
da COX-2
Inibidores
altamente seletivos
da COX-2
SALICILATOS
FARMACOCINÉTICA
• absorção VO (estômago e intestino delgado)
– níveis plasmáticos em 30 min; pico em 2 horas
• fatores que influenciam a absorção:
– composição, velocidade de desintegração e dissolução,
– alimentos, pH, tempo de esvaziamento gástrico
• distribuição: livres e ligados a proteína plasmática
(albumina)
• BHE, B placentária, líquido sinovial, peritoneal,
saliva, fezes, leite, suor
SALICILATOS
- Metabolização
– esterases mucosa GI (hidrólise)
– conjugação com glicina e ácido glicurônico
• Excreção renal
– influenciada pelos fatores relacionados ao pH
urinário e competição com outros ácidos
orgânicos
Aspirina
ác. Salicílico
glicuronídeos ác. Saliciúrico
(15% urina) (75 % urina)
(10% salicilato livre)
SALICILATOS
INDICAÇÕES CLÍNICAS
• analgesia - dores leves a moderadas
– cefaléia, dismenorréia, mialgias,
artralgias, neuralgias, desconforto pós-
operatório, pós-parto, cirurgias
odontológicas, procedimentos ortopédicos
• antitérmico
• antiinflamatório
• antiagregante plaquetário
• queratolítico
SALICILATOS
TOXICIDADE
– TGI, mais freqüentes com tratamento
prolongado e elevadas doses
– intolerância gástrica (dor, desconforto
epigástrico, náuseas, vômitos,
anorexia)
– ulceração da mucosa com sangramento
– exacerbação na presença de etanol
SALICILATOS
TOXICIDADE
– mecanismo proposto:
– acúmulo de altas concentrações de HCl
e da substância na mucosa
– liberação de O2, enzimas lisossômicas
tecidos destruídos
– diminuição síntese PG da
microvasculatura
»isquemia localizada
»anóxia celular
– diminuição síntese PG (PGE1 e PGE2)
moduladoras da secreção
SALICILATOS
TOXICIDADE
– nefrotoxicidade
• ingestão crônica de AAS, fenacetina e
paracetamol
• 21 a 28% incidência de necrose papilar e nefrite
intersticial nos pacientes artríticos
– AAS, paracetamol, pirazolônicos, ácido propiônico,
derivados do indol, paracetamol
• diminuição da função renal
– hepatotoxicidade
• aumento níveis de transaminase
• dose-dependente
SALICILATOS
TOXICIDADE
• desequilíbrio ácido-básico
– doses terapêuticas:
• aumento consumo de O2 e produção de CO2
• aumento compensatório da respiração
– [35 mg/100 mL ] : estímulo do centro
respiratório
• hiperventilaçãop e alcalose respiratória
– [elevadas] : excreção compensatória de
Bicarbonato de Na, K e pH do sangue tende a
voltar ao normal, porém resultando alcalose
respiratória com diminuição capacidade tampão
do sistema.
SALICILATOS
TOXICIDADE
• desequilíbrio ácido-básico
– [acima de 50 mg/100 mL ] : depressão centros
respiratórios e hipoventilação + produção de CO2
• alcalose respiratória
• pCO2 aumentada
• [Bic] diminuída
• pH sangue diminuído
– acúmulo de ácido lático, pirúvico e cetoácidos por
interferência no metabolismo dos carbohidratos +
salicilatos ácidos:
• acidose metabólica
SALICILATOS
CONTRA-INDICAÇÕES
• pelos efeitos anticoagulantes
– terapia anticoagulante
– alterações na coagulação (hemofilia,
hipoprotrombinemia, deficiência vitamina K)
– cirurgias
• pelos efeitos sobre aparelho GI
– úlcera péptica
– gastrite ou sangramento gastrintestinal
SALICILATOS
CONTRA-INDICAÇÕES
• gravidez
– fechamento prematuro do ductus arteriosus
– gestação prolongada
– trabalho de parto prolongado
– risco sangramento materno
• febre em crianças - etiologia infecções
varicela e outros vírus tipo influenza
– síndrome de Reye (lesão hepática severa e
encefalopatia)
DERIVADOS PIRAZOLÔNICOS
EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES
– efeitos GI: náusea, vômitos, desconforto epigástrico, diarréia, retenção
sódio, fenômenos hemorrágicos, agranulocitose, púrpura,
trombocitopenia, hemolítica e anemia aplástica
CONTRA-INDICAÇÕES
– GI, insuficiências hepática e renal, discrasias sanguíneas,
hipertensão arterial
SUBSTÂNCIAS
fenilbutazona Butazolidina®
oxifenilbutazona Tandrex ®
dipirona Novalgina ®
apazona
feprazona Zepelan ®
DERIVADOS PARAMINOFENOL
FARMACOCINÉTICA
– menor grau ligação proteína Plasmática
– metabólito intermediário tóxico
EFEITOS FARMACOLÓGICOS
– não altera tempo sangramento
– menor potência antiinflamatória
EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES
– doses terapêuticas, baixa incidência
CONTRA-INDICAÇÕES
– hipersensibilidade aos Salicilatos, insuficiências hepática e renal
SUBSTÂNCIAS
Fenacetina Descon®, Cibalena, ®, Dorilax ®
Acetaminofen ou Paracetamol Tylenol®, Dôrico®
DERIVADOS ÁCIDO FENILACÉTICO
EFEITOS FARMACOLÓGICOS
– inibição COX superior indometacina e propiônicos
EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES
– GI (20%): sangramentos, ulcerações ou perfuração parede
– hepatotoxicidade (15%): aumento transaminases
SUBSTÂNCIAS
Diclofenaco
Tandrilax®, Arten ®,
Voltaren ®, Cataflan ®
DERIVADOS DO INDOL
EFEITOS FARMACOLÓGICOS
– inibição COX superior indometacina e propiônicos
EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES
– GI (+ sérios): dor epigástrica, anorexia, dispepsia, náuseas, vômitos,
úlcera péptica, sangramento GI
– SNC: cefaléia (25 a 50%), vertigens, tonturas, confusão mental,
alucinações, distúrbios psiquiátricos (depressão e psicoses)
– neutropenia, trombocitopenia, anemia aplástica
– erupções cutâneas, prurido, urticária, crises agudas de asma, edema
angioneurótico
CONTRA-INDICAÇÃO
– doenças GI, psiquiátricas, epilepsia, parkinson
– insuficiência hepática e renal
SUBSTÂNCIAS
Indometacina Indocid®
Sulindaco Clinoril®
DERIVADOS ÁCIDO PROPIÔNICO
EFEITOS FARMACOLÓGICOS
– inibição COX, inibição sistema das cininas e histamina e interferência
com produção SRS
EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES
– GI (5 a 10%) :
– trombocitopenia, agranulocitose, erupções cutâneas, cefaléia, tonturas
– prolongamento tempo sangramento
CONTRA-INDICAÇÃO
– hipersensibilidade cruzada, doença GI
– insuficiência hepática e renal
SUBSTÂNCIAS
Ibuprofeno Artril®, Motrim®
Naproxeno Naprosyn®
Fenoprofeno Algipron®
Cetoprofeno Profenid®
flurbiprofeno
DERIVADOS DO OXICAN
EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES
– GI (16%), cefaléia, zumbidos, edema, prurido, erupções cutâneas,
aumento transaminases, anemias, traombocitopenia, leucopenia,
eosinifilia
CONTRA-INDICAÇÃO
– doença GI, alteração na coagulação
SUBSTÂNCIAS
Piroxicam Feldene®
Tenoxicam Tilatil®
Meloxicam
FENAMATOS
EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES
– GI: dispepsia, desconforto gástrico
– anemia hemolítica
CONTRA-INDICAÇÃO
– doença GI, alteração na função renal
SUBSTÂNCIAS
ácido mefenâmico Ponstan®
Ácido flufenâmico Mobilisin ® assoc.
Ácido etofenâmico Bayro-gel ®
Ácido meclofenâmico
Ácido tolfenâmico
DERIVADOS DA
FENOXIMETANOSSULFANILIDA
EFEITOS FARMACOLÓGICOS
– inibidor PGs fraco
– mecanismo central analgésico noradrenérgico
– analgésico somente
EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES
- efeitos GI, pele e SNC
SUBSTÂNCIAS: Nimesulida
Scaflan®, Antiflogil®, Neosulida®, Sintalgin®
PRINCIPAIS EFEITOS ADVERSOS DOS
ANTIINFLAMATÓRIOS
• dispepsia e úlcera péptica
• diarréia e hemorragia gastrointestinal
• disfunção e falência renal (necrose papilar aguda,
nefrite intersticial crônica, diminuição do fluxo
sangüíneo renal e do ritmo de filtração glomerular e
da retenção de sal e água)
• inibição da agregação plaquetária e aumento
do tempo de sangramento
• alteração dos testes de função renal e
icterícia
• interação com outras drogas
ANTIINFLAMATÓRIOS: PERSPECTIVAS
PARA O FUTURO
• INIBIDORES DA FOSFODIESTERASE
- inibição da Fosfodiesterase ↑AMPc →
supressão da resposta inflamatória
ROLIPRAN
POSSÍVEIS MECANISMO ENVOLVIDOS:
– Inibição liberação mediadores inflamatórios
– supressão migração de leucócitos
– inibição expressão células de adesão
– indução produção IL-10 (atividade inibitória)
– estimulação síntese e liberação esteróides e
catecolaminas
– indução de apoptose
Obrigado

AINE Slide de ótimo pesquisa e demonstracao

  • 1.
    ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS Prof. Dr.Carlos Alberto Lazarini Farmacologia - Famema
  • 2.
    •Séc. XVIII -Infusão de plantas (Salix alba vulgaris) como antipirético • 1838: Píria isolou ác. salicílico da salicina • 1844: Cahours isolou ác. salicílico do óleo de Gautéria (Wintergreen) • 1860: Kolbe e Lautemann obtiveram por síntese 1899: registro ASPIRIN A= acetil spir= flor spirea in= novos medicamentos Histórico
  • 3.
    • 1897: FelixHoffmann, químico alemão, do laboratório do comerciante Friedrich Bayer e do técnico em tinturaria Johann Weskott sintetizou a fórmula do AAS; • 1899: Dreser introduziu o uso clínico do AAS; • 1900: BAYER produz 4,2 toneladas; • 1919: marca passa domínio público; • 1994: consumo de 50 mil toneladas.
  • 4.
    FARMACOLOGIA DA DORE DA INFLAMAÇÃO Fisiopatologia da resposta inflamatória e dolorosa Amstrong, 1952, 1953 Keeke e Amstrong, 1964 Guzman et al.., 1962 Lin e Guzman, 1968 Rocha e Silva, 1964 Rocha e Silva e Garcia Leme, 1972 Vane, 1971 Lewis e Whittle, 1977 Ferreira e Vane, 1979 Higgs et al.,1980 Di Rosa et al., 1971 Higgs et al., 1980 Higgs e Flower, 1981 Mobarok e Morley, 1980 Estímulo lesivo celular (físico, químico, biológico) Lesão celular e liberação de enzimas intracelulares Liberação e ativação de mediadores Endógenos - cininas: histamina, prostaglandinas, 5-HT peptídeos: angiotensina, substância P e BK, acidose tecidual produção de íons K+ e H+ Ativação do sistema do complemento Resolução Cronificação Sensibilização seletiva por substâncias algésicas durante a inflamação: BK, 5-HT e PGs* Reação inflamatória aguda alterações morfofisiológicas vasculares, infiltrado celular *PGI2,PGE1, PGE2
  • 5.
    FARMACOLOGIA DA DORE DA INFLAMAÇÃO Sistema de termorregulação Temperatura corporal Receptores cutâneos para frio e calor Efetuadores Centros Termorreguladores hipotalâmicos (mediação e modulação: PGs, catecolaminas, cininas, acetilcolina) Fluxo sangüíneo Glândulas sudoríparas Ventilação pulmonar Pirogênios endógenos Leucócitos e outras células Pirogênios exógenos Microorganismos Milton e Wendlant, 1971 (PGE1=febre) Cooper et al., 1967 Jackson, 1967 (pirogênio endógeno) Feldberg e Saxena, 1971 (PGE1=hipotálamo) Vane, 1971 (aspirina inibe PGs) Milton, 1982 (febre PGs abortivo) Hipotálamo anterior: calor, sudorese, VD hipotálamo posterior: frio, tremor, arrepios, VC
  • 6.
    Mecanismo de ação Inibiçãoperiférica e central da atividade da enzima ciclooxigenase e subsequente diminuição da biosíntese e liberação dos mediadores da dor, inflamação, e febre (PGs). ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS E ANTIINFLAMTÓRIOS
  • 7.
    Fosfolipídios Ácido aracdônico Ácido I2-hidroxiperoxi eicosatetraenóico leucotrienosTxA2 PG E2 PG D2 PG F2alfa PGF1alfa Fosfolipase A2 lipoxigenases cicloxigenases PGG Prostaciclina sintetase PGH Ácido I2-hidroxieicosatetraenóico Prostaglandina endoperoxidade Isomerase Tromboxano TxB2 Prostaciclina PGI2 AINES
  • 8.
    Mecanismo da açãoantiinflamatória • Bloqueio da formação de PGs por inibição da COX (Vane, 1971); • inibição da liberação de histamina (Lewis e Whittle, 1977); • diminuição da migração PMN e monócitos (Di Rosa et al., 1971; Higgs et al., 1980). ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS
  • 9.
    Mecanismo da açãoanalgésica • Bloqueio da formação de PGs por inibição da COX (Moncada et al., 1978; Ferreira e Vane, 1979); • exceção aos fenamatos que possuem ação antagonista sobre os receptores das PGs (Moncada et al., 1978; Collier e Sweatman, 1968). ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS
  • 10.
    Mecanismo da açãoantitérmica • Bloqueio da formação de PGs por inibição da COX (Milton e Wendlant, 1971/ PGE como modulador na regulação da temperatura e ação antipirética relacionada com interferência na liberação de PGs; Vane, 1971). ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS
  • 11.
    As ciclooxigenases COX-1 •enzima essencialconstitutiva •encontrada na maioria das células e tecidos •produção de PGs para manutenção de funções fisiológicas
  • 12.
    As ciclooxigenases COX-2 •formação induzidano processo inflamatório e interleucinas - IL1, IL2 e TNF •prostaglandinas que mediam inflamação, dor e febre
  • 13.
    1.Induzida (normalmente nãoestá presente nas células); 2.Geradas somente em células especiais do pulmão (EXa549); 3.Usadas na sinalização da dor e da inflamação; 4.Produzem prostaglandinas para a resposta inflamatória; 5.Estimulada somente como parte da resposta imune; 6.Produção é estimulada pelas citocinas inflamatórias e pelos fatores de crescimento 1.Continuamente estimulada no organismo; 2.Constitutiva –sua concentração se mantem estável; 3.Gera as prostaglandinas usadas na manutenção dos processos básicos do organismo; 4.Prostaglandinas estimulam funções tais como, produção de muco na parede do estômago, regulação do ácido gástrico e excreção de água pelos rins. Cox1 Cox2 As principais diferenças entre as enzimas
  • 14.
    As prostaglandinas FUNÇÕES FISIOLÓGICASDAS PROSTAGLANDINAS • estimulação da agregação plaquetária (TXA2) • inibição da agregação plaquetária (PGI) • relaxamento vascular (PGE2, PGI) • contração vascular (PGF, TXA) • contração brônquica (PGF2, LCT, LTD, TXA) • relaxamento bronquico (PGE) • proteção da mucosa gástrica (PGE1, PGI)
  • 15.
    As prostaglandinas FUNÇÕES FISIOLÓGICASDAS PROSTAGLANDINAS •manutenção do fluxo renal e regulação do metabolismo de Na+ e K+ (PGE1, PGI2) • indução da contração uterina (PGE, PGF2) • produção de febre (PGE2) • hiperalgesia por potencialização dos mediadores da dor • sensibilização das terminações nociceptivas periféricas
  • 16.
    As prostaglandinas APLICAÇÕES TERAPÊUTICASDAS PROSTAGLANDINAS • estimulação uterina: aborto entre 12a e 20a semana • trato gastrintestinal: anti-ulceroso • agregação plaquetária: substituto da heparina
  • 17.
    Classificação dos AINES aspirinaaspirina (altas doses) meloxicam celecoxib indometacina etodolaco refecoxib piroxicam nimesulida diclofenaco salicilato ibuprofeno nabumetona ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS Inibidores seletivos da COX-1 Inibidores não seletivos da COX-1 Inibidores seletivos da COX-2 Inibidores altamente seletivos da COX-2
  • 18.
    SALICILATOS FARMACOCINÉTICA • absorção VO(estômago e intestino delgado) – níveis plasmáticos em 30 min; pico em 2 horas • fatores que influenciam a absorção: – composição, velocidade de desintegração e dissolução, – alimentos, pH, tempo de esvaziamento gástrico • distribuição: livres e ligados a proteína plasmática (albumina) • BHE, B placentária, líquido sinovial, peritoneal, saliva, fezes, leite, suor
  • 19.
    SALICILATOS - Metabolização – esterasesmucosa GI (hidrólise) – conjugação com glicina e ácido glicurônico • Excreção renal – influenciada pelos fatores relacionados ao pH urinário e competição com outros ácidos orgânicos Aspirina ác. Salicílico glicuronídeos ác. Saliciúrico (15% urina) (75 % urina) (10% salicilato livre)
  • 20.
    SALICILATOS INDICAÇÕES CLÍNICAS • analgesia- dores leves a moderadas – cefaléia, dismenorréia, mialgias, artralgias, neuralgias, desconforto pós- operatório, pós-parto, cirurgias odontológicas, procedimentos ortopédicos • antitérmico • antiinflamatório • antiagregante plaquetário • queratolítico
  • 21.
    SALICILATOS TOXICIDADE – TGI, maisfreqüentes com tratamento prolongado e elevadas doses – intolerância gástrica (dor, desconforto epigástrico, náuseas, vômitos, anorexia) – ulceração da mucosa com sangramento – exacerbação na presença de etanol
  • 22.
    SALICILATOS TOXICIDADE – mecanismo proposto: –acúmulo de altas concentrações de HCl e da substância na mucosa – liberação de O2, enzimas lisossômicas tecidos destruídos – diminuição síntese PG da microvasculatura »isquemia localizada »anóxia celular – diminuição síntese PG (PGE1 e PGE2) moduladoras da secreção
  • 23.
    SALICILATOS TOXICIDADE – nefrotoxicidade • ingestãocrônica de AAS, fenacetina e paracetamol • 21 a 28% incidência de necrose papilar e nefrite intersticial nos pacientes artríticos – AAS, paracetamol, pirazolônicos, ácido propiônico, derivados do indol, paracetamol • diminuição da função renal – hepatotoxicidade • aumento níveis de transaminase • dose-dependente
  • 24.
    SALICILATOS TOXICIDADE • desequilíbrio ácido-básico –doses terapêuticas: • aumento consumo de O2 e produção de CO2 • aumento compensatório da respiração – [35 mg/100 mL ] : estímulo do centro respiratório • hiperventilaçãop e alcalose respiratória – [elevadas] : excreção compensatória de Bicarbonato de Na, K e pH do sangue tende a voltar ao normal, porém resultando alcalose respiratória com diminuição capacidade tampão do sistema.
  • 25.
    SALICILATOS TOXICIDADE • desequilíbrio ácido-básico –[acima de 50 mg/100 mL ] : depressão centros respiratórios e hipoventilação + produção de CO2 • alcalose respiratória • pCO2 aumentada • [Bic] diminuída • pH sangue diminuído – acúmulo de ácido lático, pirúvico e cetoácidos por interferência no metabolismo dos carbohidratos + salicilatos ácidos: • acidose metabólica
  • 26.
    SALICILATOS CONTRA-INDICAÇÕES • pelos efeitosanticoagulantes – terapia anticoagulante – alterações na coagulação (hemofilia, hipoprotrombinemia, deficiência vitamina K) – cirurgias • pelos efeitos sobre aparelho GI – úlcera péptica – gastrite ou sangramento gastrintestinal
  • 27.
    SALICILATOS CONTRA-INDICAÇÕES • gravidez – fechamentoprematuro do ductus arteriosus – gestação prolongada – trabalho de parto prolongado – risco sangramento materno • febre em crianças - etiologia infecções varicela e outros vírus tipo influenza – síndrome de Reye (lesão hepática severa e encefalopatia)
  • 28.
    DERIVADOS PIRAZOLÔNICOS EFEITOS COLATERAISMAIS FREQUENTES – efeitos GI: náusea, vômitos, desconforto epigástrico, diarréia, retenção sódio, fenômenos hemorrágicos, agranulocitose, púrpura, trombocitopenia, hemolítica e anemia aplástica CONTRA-INDICAÇÕES – GI, insuficiências hepática e renal, discrasias sanguíneas, hipertensão arterial SUBSTÂNCIAS fenilbutazona Butazolidina® oxifenilbutazona Tandrex ® dipirona Novalgina ® apazona feprazona Zepelan ®
  • 29.
    DERIVADOS PARAMINOFENOL FARMACOCINÉTICA – menorgrau ligação proteína Plasmática – metabólito intermediário tóxico EFEITOS FARMACOLÓGICOS – não altera tempo sangramento – menor potência antiinflamatória EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES – doses terapêuticas, baixa incidência CONTRA-INDICAÇÕES – hipersensibilidade aos Salicilatos, insuficiências hepática e renal SUBSTÂNCIAS Fenacetina Descon®, Cibalena, ®, Dorilax ® Acetaminofen ou Paracetamol Tylenol®, Dôrico®
  • 30.
    DERIVADOS ÁCIDO FENILACÉTICO EFEITOSFARMACOLÓGICOS – inibição COX superior indometacina e propiônicos EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES – GI (20%): sangramentos, ulcerações ou perfuração parede – hepatotoxicidade (15%): aumento transaminases SUBSTÂNCIAS Diclofenaco Tandrilax®, Arten ®, Voltaren ®, Cataflan ®
  • 31.
    DERIVADOS DO INDOL EFEITOSFARMACOLÓGICOS – inibição COX superior indometacina e propiônicos EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES – GI (+ sérios): dor epigástrica, anorexia, dispepsia, náuseas, vômitos, úlcera péptica, sangramento GI – SNC: cefaléia (25 a 50%), vertigens, tonturas, confusão mental, alucinações, distúrbios psiquiátricos (depressão e psicoses) – neutropenia, trombocitopenia, anemia aplástica – erupções cutâneas, prurido, urticária, crises agudas de asma, edema angioneurótico CONTRA-INDICAÇÃO – doenças GI, psiquiátricas, epilepsia, parkinson – insuficiência hepática e renal SUBSTÂNCIAS Indometacina Indocid® Sulindaco Clinoril®
  • 32.
    DERIVADOS ÁCIDO PROPIÔNICO EFEITOSFARMACOLÓGICOS – inibição COX, inibição sistema das cininas e histamina e interferência com produção SRS EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES – GI (5 a 10%) : – trombocitopenia, agranulocitose, erupções cutâneas, cefaléia, tonturas – prolongamento tempo sangramento CONTRA-INDICAÇÃO – hipersensibilidade cruzada, doença GI – insuficiência hepática e renal SUBSTÂNCIAS Ibuprofeno Artril®, Motrim® Naproxeno Naprosyn® Fenoprofeno Algipron® Cetoprofeno Profenid® flurbiprofeno
  • 33.
    DERIVADOS DO OXICAN EFEITOSCOLATERAIS MAIS FREQUENTES – GI (16%), cefaléia, zumbidos, edema, prurido, erupções cutâneas, aumento transaminases, anemias, traombocitopenia, leucopenia, eosinifilia CONTRA-INDICAÇÃO – doença GI, alteração na coagulação SUBSTÂNCIAS Piroxicam Feldene® Tenoxicam Tilatil® Meloxicam
  • 34.
    FENAMATOS EFEITOS COLATERAIS MAISFREQUENTES – GI: dispepsia, desconforto gástrico – anemia hemolítica CONTRA-INDICAÇÃO – doença GI, alteração na função renal SUBSTÂNCIAS ácido mefenâmico Ponstan® Ácido flufenâmico Mobilisin ® assoc. Ácido etofenâmico Bayro-gel ® Ácido meclofenâmico Ácido tolfenâmico
  • 35.
    DERIVADOS DA FENOXIMETANOSSULFANILIDA EFEITOS FARMACOLÓGICOS –inibidor PGs fraco – mecanismo central analgésico noradrenérgico – analgésico somente EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES - efeitos GI, pele e SNC SUBSTÂNCIAS: Nimesulida Scaflan®, Antiflogil®, Neosulida®, Sintalgin®
  • 36.
    PRINCIPAIS EFEITOS ADVERSOSDOS ANTIINFLAMATÓRIOS • dispepsia e úlcera péptica • diarréia e hemorragia gastrointestinal • disfunção e falência renal (necrose papilar aguda, nefrite intersticial crônica, diminuição do fluxo sangüíneo renal e do ritmo de filtração glomerular e da retenção de sal e água) • inibição da agregação plaquetária e aumento do tempo de sangramento • alteração dos testes de função renal e icterícia • interação com outras drogas
  • 37.
    ANTIINFLAMATÓRIOS: PERSPECTIVAS PARA OFUTURO • INIBIDORES DA FOSFODIESTERASE - inibição da Fosfodiesterase ↑AMPc → supressão da resposta inflamatória ROLIPRAN POSSÍVEIS MECANISMO ENVOLVIDOS: – Inibição liberação mediadores inflamatórios – supressão migração de leucócitos – inibição expressão células de adesão – indução produção IL-10 (atividade inibitória) – estimulação síntese e liberação esteróides e catecolaminas – indução de apoptose
  • 38.