PODER JUDICIÁRIO
                        TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

                                             TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO
                                              ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA
                                ACÓRDÃO            REGISTRADO(A) SOB N°


                                                       *01878321*

         Vistos,     relatados     e     discutidos     estes       autos       de

AGRAVO DE INSTRUMENTO n° 759.134-5/0-00, da Comarca de SÃO

PAULO, em que é agra.vante ELI ELIAS DA SILVA sendo agravado

INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS:



         ACORDAM, e r Décima Sétima Câmara de Direito Público
                   r.

do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, proferir a

seguinte decisão: "NEGARAM       PROVIMENTO AO AGRAVO. V.U.", de

conformidade com o voto do Relator, que integra este acórdão.



         O        julgamento      teve       a      participação            dos

Desembargadores    ANTÔNIO     MOLITERNO    (Presidente,        sem     voto),

ALBERTO GENTIL e ADEL FERRAZ.


          São Paulo, 29 de julho de 2008.




                               (2ü.
                          RICARDO GRACCHO
                              Relator
PODER JUDICIÁRIO
                     TRIBUNAL DE JUSTIÇA


Voto n° 3.248
Agravo de Instrumento n° 759.134-5/0 (São Paulo)
Agravante: Eli Elias da Silva
Agravado: Instituto Nacional do Seguro Social




                         A revogação do mandato após a sentença não inter-
                         fere no direito aos honorários advocatícios.




                         Trata-se de agravo de instrumento interposto
contra decisão que determinou a expedição de guia de levantamento
em favor do advogado que patrocinou a causa no processo de conheci-
mento.


                         Processado o recurso, não houve resposta
(fls. 60).


                         É o relatório.


                         O agravo não está no casode ser provado
PODER JUDICIÁRIO
                     TRIBUNAL DE JUSTIÇA


                            Com efeito, os honorários incluídos na
condenação pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para
executar a sentença nessa parte, que pode se dar, inclusive, nos
mesmos autos da ação em que tenha atuado (artigos 23 e 24, da Lei n°
8.906/94).


                            Assim, o fato de ter sido desconstituído
como patrono da parte em nada prejudica seu direito, uma vez que os
honorários foram fixados em momento anterior à revogação do
mandato.


                            Verifica-se nos autos que o julgamento do V.
Acórdão ocorreu em 29.06.04 e a desconstituição do mandato operou-
se em 28.03.05 (fls. 33).


                            Neste sentido, já se decidiu que: "Ação
declaratória - Fase de cumprimento de sentença - Impugnação -
Afastada preliminar de cerceamento de defesa - Impenhorabilidade de
vencimentos - Impossibilidade de apreciação da questão, uma vez que
já analisada anteriormente - Execução de honoráritf!Ppelo próprio
advogado nos mesmos autos da demanda principal - Possibilidade -
Direito autônomo do patrono - Revogação de mandato em momento
posterior à sentença que não interfere no direi ;o aos honorários -
Acordo realizado entre as partes em outro proce iso que também não
prejudica a presente execução - Litigância da má-fé afastada -
PODER JUDICIÁRIO
                   TRIBUNAL DE JUSTIÇA


Decisão reformada - Recurso provido em parte" (AI 7.237.703-4, 15a
Câmara de Direito Privado, Relator Edgard Jorge Lauand, j .
27.05.06).


                       Desta forma, a decisão agravada deve ser
mantida.


                       Diante do exposto, pelo meu voto, nega-se
provimento ao agravo de instrumento interposto por Eli Elias da
Silva.




                             Ricardo Graccho
                                  Relator




                                                                 3

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  • 1.
    PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA ACÓRDÃO REGISTRADO(A) SOB N° *01878321* Vistos, relatados e discutidos estes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO n° 759.134-5/0-00, da Comarca de SÃO PAULO, em que é agra.vante ELI ELIAS DA SILVA sendo agravado INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS: ACORDAM, e r Décima Sétima Câmara de Direito Público r. do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, proferir a seguinte decisão: "NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO. V.U.", de conformidade com o voto do Relator, que integra este acórdão. O julgamento teve a participação dos Desembargadores ANTÔNIO MOLITERNO (Presidente, sem voto), ALBERTO GENTIL e ADEL FERRAZ. São Paulo, 29 de julho de 2008. (2ü. RICARDO GRACCHO Relator
  • 2.
    PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Voto n° 3.248 Agravo de Instrumento n° 759.134-5/0 (São Paulo) Agravante: Eli Elias da Silva Agravado: Instituto Nacional do Seguro Social A revogação do mandato após a sentença não inter- fere no direito aos honorários advocatícios. Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão que determinou a expedição de guia de levantamento em favor do advogado que patrocinou a causa no processo de conheci- mento. Processado o recurso, não houve resposta (fls. 60). É o relatório. O agravo não está no casode ser provado
  • 3.
    PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Com efeito, os honorários incluídos na condenação pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para executar a sentença nessa parte, que pode se dar, inclusive, nos mesmos autos da ação em que tenha atuado (artigos 23 e 24, da Lei n° 8.906/94). Assim, o fato de ter sido desconstituído como patrono da parte em nada prejudica seu direito, uma vez que os honorários foram fixados em momento anterior à revogação do mandato. Verifica-se nos autos que o julgamento do V. Acórdão ocorreu em 29.06.04 e a desconstituição do mandato operou- se em 28.03.05 (fls. 33). Neste sentido, já se decidiu que: "Ação declaratória - Fase de cumprimento de sentença - Impugnação - Afastada preliminar de cerceamento de defesa - Impenhorabilidade de vencimentos - Impossibilidade de apreciação da questão, uma vez que já analisada anteriormente - Execução de honoráritf!Ppelo próprio advogado nos mesmos autos da demanda principal - Possibilidade - Direito autônomo do patrono - Revogação de mandato em momento posterior à sentença que não interfere no direi ;o aos honorários - Acordo realizado entre as partes em outro proce iso que também não prejudica a presente execução - Litigância da má-fé afastada -
  • 4.
    PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão reformada - Recurso provido em parte" (AI 7.237.703-4, 15a Câmara de Direito Privado, Relator Edgard Jorge Lauand, j . 27.05.06). Desta forma, a decisão agravada deve ser mantida. Diante do exposto, pelo meu voto, nega-se provimento ao agravo de instrumento interposto por Eli Elias da Silva. Ricardo Graccho Relator 3