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ASSISTÊNCIA NO PRÉ-PARTO,
PARTO E PUERPÉRIO
Prof. Dra. Gladys M Naval
Assistência no Período Pré-parto – Parto
e Puerpério – Hospitalar
Admissão da gestante no Centro Obstétrico
• Informar a rotina do serviço para gestante
seus familiares;
• Acolher e acompanhar a gestante até a sala
do Pré parto;
• Orientar sobre a conduta da assistência
conforme caso clínico(ITU, TP, etc.).
Assistência no período Pré-Parto
Assistência de Enfermagem
• Verificar dados vitais;
• Proceder registro: referente do motivo da
internação: perda de líquido, contrações, dor
em baixo ventre, etc.
• Realizar exames de rotina: VDRL, HIV, etc.
• Encaminhar exames.
Assistência no Período Pré-Parto
– Parto e Puerpério – Hospitalar
• Promover um ambiente com privacidade, tranqüilo e
seguro para a parturiente e seu acompanhante;
• Estimular deambulação;
• Promover técnicas de relaxamento(banho,
exercícios, etc);
• Realizar massagens ou orientar acompanhante a
realizar;
• Buscar técnicas para alivio da dor;
• Manter diálogos durante os procedimentos.
Assistência no Período Pré-Parto
– Parto e Puerpério – Hospitalar
Monitorar:
• Sinais Vitais – (PA, Pulso, Temperatura e FC)
• Perda de líquido via vaginal (urina, líquido
amniótico ou sangramento);
• Intensidade da queixa da dor;
• Administração de medicamento (conforme
prescrição médica).
Assistência no período Pré-Parto
– Parto e Puerpério – Hospitalar
Período Expulsivo
• Acompanhar a gestante para sala de parto;
• Ficar ao lado da gestante – nunca deixá-la
sozinha;
• Manter a sala aquecida à 23 a 26ºC
• Orientar a gestante quanto ao período
expulsivo;
Assistência no Período Pré-Parto
– Parto e Puerpério – Hospitalar
• Após o nascimento do RN realizar contato
pele a pele;
• Incentivar aleitamento materno.
• Parabenizar a paciente;
• Anotar as observações e procedimentos
realizados;
• Anotar horário de nascimento;
Assistência no Período Pré-Parto
– Parto e Puerpério – Hospitalar
• Observar perda sanguínea;
• Controlar venóclise e adminstração de
medicamento(ocitocina, methergin, etc.);
• Manter aquecida a puérpera.
AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DO
PUERPÉRIO
Hemorragias;
Infecção Puerperal;
Tromboflebites;
Mastite;
Infecções do Trato Urinário.
Atenção nas Hemorragias Pós Parto
Hemorragia: É toda perda de sangue maior
que 500ml no parto normal ou maior 1000ml
na cesariana após o parto.
Atenção à instabilidade hemodinâmica.
Causas da Hemorragias Pós Parto:
Atonia Uterina;
Lacerações de trajetos;
Restos Placentários;
Coagulopatias.
Prevenção nas Hemorragias Pós Parto
• Realizar higiene;
• Encaminhar a puérpera para sala de
recuperação;
• Monitorar SSVV – 15 a 15 minutos;
• Avaliar tônus uterino;
• Observar sangramento: vaginal, incisão
cirúrgica;
Prevenção nas Hemorragias Pós Parto
• Monitorar sangramento vagina (controle de
forros utilizados);
• Solicitar avaliação da equipe especializada
com urgência, caso sangramento ativo.
• Oferecer oxigênio por máscara/cateter(5itros
por minutos);
• Instalar 2 acesso venoso calibroso, 16G ou
18G;
Prevenção nas Hemorragias Pós Parto
• Coletar exames solicitados;
• Encaminhar exames solicitados com
urgências;
• Realizar cateterismo vesical de demora;
• Prevenir hipotermia;
• Monitorar resposta clínica.
INFECÇÃO PUERPERAL
A Organização Mundial da Saúde – OMS, só considera infecção
puerperal o aumento de temperatura de 38º C, verificando pelo
menos 4 vezes ao dia durante 2 dias, isto contando aos10 primeiros
dias do puerpério, com exceção das primeiras 24 horas.
- Streptococos; Gonococos Bacílos
Prevenção: Uso de técnicas assépticas, Acompanhamento pré-natal,
Uso de material estéril, Pessoal permanente na sala de parto e
cuidados específicos à gestantes com Bolsa Rota.
Assistência de Enfermagem no
Puerpério
•Acolher puérpera no Alojamento Conjunto
(identificação mãe/bebe);
• Avaliar condições físicas e emocionais;
• Controle de sinais Vitais 6/6hs;
•Observar sangramento(vaginal e cicatriz
cirúrgica);
Assistência de
Enfermagem
no Puerpério
• Monitor eliminações urinária e intestinal;
• Auxiliar no Aleitamento materno;
• Acompanhar higienização.
•Registrar procedimentos, queixas e
medicamentos.
• Manter mãe e RN aquecido;
Assistência de
Enfermagem
no Puerpério
• Orientar mãe sobre cuidados do RN em casa;
•Ensinar á mãe medidas preventivas e os sinais
de perigos para retorno imediato ;
•Orientar o testes: pezinho, olhinho, orelhinha e
coraçãozinho.
Assistência ao RN – Sala de Parto
•Avaliar o bebe (respiração, choro, pele e
mucosas, boa atividade, peso e idade
gestacional);
• Avaliar condições materna;
• Colocar o RN em contato pele a pele;
Assistência ao RN – Sala de Parto
•Iniciar amamentação na primeira hora de
vida.
•Monitorar Aleitamento Materno- (pega,
condições do mamilos, expressão láctea, etc.)
• Avaliar atividade.
Assistência ao RN – Alojamento
Conjunto
• Avaliar SSVV a cada 6 horas o RN:
• Avaliar atividade e reatividade;
•Observar: coloração e integridade de pele e
mucosas, respiração, choro;
Assistência ao RN –
Alojamento
Conjunto
• Manter coto umbilical limpo e seco;
•Avaliar condições materna; expressão
láctea, tipo de mamilos e pega do RN;
• Avaliar atividade e eliminações fisiológicas.
ATENÇÃO NO PUERPÉRIO
• A atenção à mulher e ao recém-nascido no pós parto
imediato e nas primeiras semanas após o parto é
fundamental para a saúde materna e neonatal.
• A Equipe da Atenção Primária à Saúde deverá realizar visita
domiciliar na primeira semana após o parto e nascimento
(até o 5º dia), para acompanhamento da puérpera e da
criança;
ATENÇÃO NO PUERPÉRIO
• Será realizada 1 consulta no puerpério, na primeira semana
pós-parto. A mulher deve ter acesso garantido às ações do
planejamento familiar;
• Pacientes com abortamento e com interrupção prematura de
gestação também devem ser acompanhadas na unidade de
saúde de referência.
ATENÇÃO NO PUERPÉRIO
• Avaliar o estado de saúde da mulher e do recém-
nascido;
• Orientar e apoiar a família para a amamentação;
• Orientar os cuidados básicos com recém-nascido;
• Avaliar interação da mãe e do bebê;
• Identificar situações de risco ou intercorrências;
• Orientar o planejamento familiar.
ATENÇÃO NO PUERPÉRIO
• É importante reforçar que boa parte das situações de morbidade e
mortalidade materna e neonatal acontecem na primeira semana
após o parto, o retorno dessa mulher e seu bebê ao serviço de
saúde deve acontecer logo nesse período. Os profissionais devem
estar atento e preparados para aproveitar a oportunidade de contato
com a mulher e ao bebê na primeira semana após o parto para
instituir todo o cuidado.
• Outro fator importante é escutar o que a mulher tem a dizer, dando
valor para as queixas;
ATENÇÃO NO PUERPÉRIO
O profissional da enfermagem deve verificar a carteira da gestante:
• Condições da gestação;
• Condições do atendimento ao parto e ao recém-nascido;
• Dados do parto (tipo de parto, se CST, PN);
• Se houve alguma intercorrência na gestação, no parto ou no pós-
parto (febre, hemorragia, diabetes, convulsões, sensibilização Rh);
• Outras intercorrências.
ATENÇÃO NO PUERPÉRIO
• Avaliar o aleitamento materno (frequência das mamadas, dificuldades na
amamentação, satisfação do RN, condições das mamas);
• Alimentação, sono, atividades;
• Dor, fluxo vaginal, sangramento, queixas urinárias, febre;
• Planejamento familiar (desejo de ter mais filhos, deseja usar método
contraceptivo, método já utilizados, método de preferência);
• Condições psicoemocionais (estado de humor, preocupações, desânimo,
fadiga, outros;
• Condições sociais (pessoa de apoio, enxoval, condições para atendimento
das necessidades básicas).
AVALIAÇÃO DA PUERPERA
• Verificar SSVV;
• Avaliar o estado psíquico da mulher;
• Observar pele, mucosas, presença de edema, cicatriz (PN episiotomia, ou
laceração, CST avaliar cicatriz cirúrgica) e membros inferiores.
• Avaliar mamas, abdômen, períneo e genitália;
• Observar a formação de vínculo entre mãe e filho;
• Observar e avaliar a mamada para garantir um posicionamento adequando;
• Identificar problema e necessidades da mulher do recém – nascido.
CONDUTA
• Orientar sobre: higiene, alimentação, atividade física,
atividade sexual, cuidados com as mamas, cuidados com o
RN;
• Orientar sobre planejamento familiar;
• Orientar sobre vacinas;
• Tratar possíveis intercorrências;
• Registrar todas as informações na carteira da gestante e
prontuário;
• Agendar consulta de puerpério até 42 dias após o parto.
CUIDADOS AO RECÉM-NASCIDO
• Verificar a Carteira da Criança (menina ou menino), caso não haja
providenciar abertura de carteira;
• Observar se carteira da criança está preenchida dados da maternidade
como peso ao nascer, comprimento, apgar, idade gestacional e
condições de vitalidade;
• Verificar condições de alta da mulher e do RN;
• Observar a criança no geral: peso, altura, atividade espontânea, padrão
respiratório, estado de hidratação, eliminações, pega, caracteristica da
pele;
• Identificar o RN de risco
• Se realizado a triagem neonatal
DEPRESSÃO PÓS - PARTO
Transtorno psicológico que pode surgir logo após o
nascimento do bebê ou até 6 meses. Podendo classificar
como leve, transitório ou grave.
Sinais e sintomas de depressão pós parto:
• Desânimo persistente, sentimento de culpa;
• Dificuldade em dormir, pensamento de suicídios;
• Medo excessivo de apetite e da libido.
TRATAMENTO DA DEPRESSÃO
O tratamento para a depressão pós –parto pode ser feita com a
ingestão de medicamentos e com ajuda de grupo de apoio.
Os antidepressivos são normalmente utilizados durante pelo menos
seis meses. Para evitar uma recaída, o seu médico ou médica pode
recomendar o medicamento por até um ano antes de pensar em
parar. Pacientes que tiveram várias crises de depressão podem
precisar tomar o medicamento por um longo tempo.
VÍNCULO MÃE BEBÊ –
DEPRESSÃO
• A depressão pós-parto é um sério problema de saúde que
afeta não só as mães, mas também seus bebês.
• As mulheres esperam que a vivência de ter um filho e da
experiência da maternidade sejam prazerosas,
gratificantes e plenas de realizações.
• Não é o que ocorre em muitas vezes.
VÍNCULO MÃE BEBÊ –
DEPRESSÃO
• A mãe, logo após o parto, pode rejeitar o bebê, ter
sentimentos agressivos em relação a ele e até agredi-lo.
• Se os sintomas não desaparecerem nas primeiras duas
semanas após o nascimento do bebê.
• Muitas vezes essas mães necessitam de psicoterapia e de
medicamentos antidepressivos.
COMPETÊNCIAS DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE (ACS):
 Cadastrar as famílias da sua microarea, identificando precocemente gestantes e crianças
 Captar as gestantes da sua área de atuação e encaminhá-las à UBS/UAPSF para a inscrição
no Pré – natal
 Orientar as gestantes de sua área de atuação sobre a importância de iniciar precocemente
o pré-natal, priorizando aquelas em situações de risco.
 Auxiliar a equipe de saúde no monitoramento da gestante através da visita domiciliar,
priorizando as gestantes de risco.
 Realizar busca ativa de gestantes e crianças que não comparecem na UBS para o seu
acompanhamento
 Captar as puérperas para consultas pós-parto, priorizando as puérperas com risco
reprodutivo.
 Realizar visita domiciliar precoce para os recém-nascidos que tiveram alta hospitalar.
 Incentivar o aleitamento materno exclusivo – ACS “amigo do peito”.
 Garantir o retorno das crianças para vacinações e controle de puericultura.
 Acompanhar todas as crianças de risco durante o primeiro ano de vida, informando a
equipe sinais de risco social, biológico e clinico e/ou situações de risco de violência.
COMPETE A EQUIPE DE SAÚDE
 Conhecer as micro-áreas de risco, com base os dados demográficos, sócios econômicos, culturais, meio
ambientes e morbi-mortalidade coletados através do cadastramento.
 Acompanhar as famílias da micro-área de risco em suas casas (visita domiciliar), na UBS/UAPSF
(atendimento), em associações, escolas, ONGs, entre outras, visando estabelecer parcerias, auxiliando na
busca por uma melhor qualidade de vida para a comunidade.
 Estabelecer a programação das atividades de prevenção, de educação em saúde e de assistência, a partir
dos problemas priorizados, dos objetivos a serem atingidos, das atividades a serem realizadas, das metas a
serem alcançadas, dos recursos necessários e do tempo despendido com tais atividades.
 Identificar a presença de fatores de risco para a gestante e o feto, através dos antecedentes familiares e
pessoais, com as famílias das micro-áreas definidas como risco social.
 Cadastrar e alimentar o SISPRENATAL.
 Realizar visita domiciliar precoce para puérperas e os recém-nascidos que tiveram alta hospitalar até o 5º
dia, e, agendar consulta na UBS/UAPSF.
 Realizar atendimento domiciliar (avaliação, execução de procedimentos, tratamento supervisionado,
orientação, etc) das gestantes, puérperas e crianças da micro-área por profissionais da equipe de saúde.
 Assistir as gestantes, puérperas e crianças, através de atendimento programado e/ou intercorrências, e
monitoramento dos casos de risco.
 Acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança, programando as consultas necessárias, incluindo
consulta odontológica para o bebê.
 Acompanhar a criança de risco até um ano de vida.
 Incentivar o aleitamento materno exclusivo e o retorno das crianças para vacinações e controle de
puericultura.
COMPETÊNCIAS DA UBS/UAPSF
A equipe da UBS/UAPSF é responsável pela assistência à gestante e as crianças
residentes na sua área de abrangência e deve:
 Inscrever a gestante no pré - natal;
 Vincular as gestantes no hospital/maternidade, de acordo com sua estratificação de risco;
 Solicitar os exames de rotina da Rede Mãe Paranaense e agendar consulta médica em sete
dias para avaliação dos resultados
 Realizar as consultas de pré – natal conforme cronograma, avaliando em cada consulta
possíveis alterações e mudança na classificação de risco;
 Imunizar as gestantes conforme protocolo;
 Imunizar as crianças conforme calendário de vacinação;
 Realizar busca ativa, através de visita domiciliar e analisar as dificuldades de acesso às
consultas ou exames preconizados e o controle do uso efetivo da terapêutica instituída
para cada caso.
 Encaminhar, através da Central de Regulação, e monitorar as gestantes de risco para o
ambulatório de referência para gestação de risco;
 Encaminhar as crianças menores de 1 ano de risco para o ambulatório de referência,
conforme o protocolo;
 Realizar consultas de puerpério para todas as gestantes, orientando a contracepção, o
aleitamento materno e os cuidados com o bebê.
 Realizar atividades educativas para a gestante e crianças de risco e familiares.
COMPETÊNCIA DOS HOSPITAIS / MATERNIDADES VINCULADAS
 Disponibilizar visita os hospital / maternidade durante o pré-natal às
gestantes a eles vinculadas.
 Garantir assistência às intercorrências e emergências que ocorrerem durante
a gestação, parto e puerpério.
 Garantir assistência às intercorrências que não puderem ser atendidas pela
UBS/UAPSF;
 Garantir a assistência ao pré-parto, parto, puerpério e ao recém-nascido de
acordo com os “Dez Passos para a Atenção Humanizada ao Parto”,
recomendados pela Organização Mundial da Saúde.
 Fazer a estratificação do Risco do recém-nascido.
 Realizar imunizações nos recém-nascidos, conforme Linha Guia do Mãe
Paranaense.
 Realizar a classificação de risco do bebê e encaminhar a UBS para
acompanhamento.

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  • 1. ASSISTÊNCIA NO PRÉ-PARTO, PARTO E PUERPÉRIO Prof. Dra. Gladys M Naval
  • 2. Assistência no Período Pré-parto – Parto e Puerpério – Hospitalar Admissão da gestante no Centro Obstétrico • Informar a rotina do serviço para gestante seus familiares; • Acolher e acompanhar a gestante até a sala do Pré parto; • Orientar sobre a conduta da assistência conforme caso clínico(ITU, TP, etc.).
  • 3. Assistência no período Pré-Parto Assistência de Enfermagem • Verificar dados vitais; • Proceder registro: referente do motivo da internação: perda de líquido, contrações, dor em baixo ventre, etc. • Realizar exames de rotina: VDRL, HIV, etc. • Encaminhar exames.
  • 4. Assistência no Período Pré-Parto – Parto e Puerpério – Hospitalar • Promover um ambiente com privacidade, tranqüilo e seguro para a parturiente e seu acompanhante; • Estimular deambulação; • Promover técnicas de relaxamento(banho, exercícios, etc); • Realizar massagens ou orientar acompanhante a realizar; • Buscar técnicas para alivio da dor; • Manter diálogos durante os procedimentos.
  • 5. Assistência no Período Pré-Parto – Parto e Puerpério – Hospitalar Monitorar: • Sinais Vitais – (PA, Pulso, Temperatura e FC) • Perda de líquido via vaginal (urina, líquido amniótico ou sangramento); • Intensidade da queixa da dor; • Administração de medicamento (conforme prescrição médica).
  • 6. Assistência no período Pré-Parto – Parto e Puerpério – Hospitalar Período Expulsivo • Acompanhar a gestante para sala de parto; • Ficar ao lado da gestante – nunca deixá-la sozinha; • Manter a sala aquecida à 23 a 26ºC • Orientar a gestante quanto ao período expulsivo;
  • 7. Assistência no Período Pré-Parto – Parto e Puerpério – Hospitalar • Após o nascimento do RN realizar contato pele a pele; • Incentivar aleitamento materno. • Parabenizar a paciente; • Anotar as observações e procedimentos realizados; • Anotar horário de nascimento;
  • 8. Assistência no Período Pré-Parto – Parto e Puerpério – Hospitalar • Observar perda sanguínea; • Controlar venóclise e adminstração de medicamento(ocitocina, methergin, etc.); • Manter aquecida a puérpera.
  • 9. AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DO PUERPÉRIO Hemorragias; Infecção Puerperal; Tromboflebites; Mastite; Infecções do Trato Urinário.
  • 10. Atenção nas Hemorragias Pós Parto Hemorragia: É toda perda de sangue maior que 500ml no parto normal ou maior 1000ml na cesariana após o parto. Atenção à instabilidade hemodinâmica. Causas da Hemorragias Pós Parto: Atonia Uterina; Lacerações de trajetos; Restos Placentários; Coagulopatias.
  • 11. Prevenção nas Hemorragias Pós Parto • Realizar higiene; • Encaminhar a puérpera para sala de recuperação; • Monitorar SSVV – 15 a 15 minutos; • Avaliar tônus uterino; • Observar sangramento: vaginal, incisão cirúrgica;
  • 12. Prevenção nas Hemorragias Pós Parto • Monitorar sangramento vagina (controle de forros utilizados); • Solicitar avaliação da equipe especializada com urgência, caso sangramento ativo. • Oferecer oxigênio por máscara/cateter(5itros por minutos); • Instalar 2 acesso venoso calibroso, 16G ou 18G;
  • 13. Prevenção nas Hemorragias Pós Parto • Coletar exames solicitados; • Encaminhar exames solicitados com urgências; • Realizar cateterismo vesical de demora; • Prevenir hipotermia; • Monitorar resposta clínica.
  • 14. INFECÇÃO PUERPERAL A Organização Mundial da Saúde – OMS, só considera infecção puerperal o aumento de temperatura de 38º C, verificando pelo menos 4 vezes ao dia durante 2 dias, isto contando aos10 primeiros dias do puerpério, com exceção das primeiras 24 horas. - Streptococos; Gonococos Bacílos Prevenção: Uso de técnicas assépticas, Acompanhamento pré-natal, Uso de material estéril, Pessoal permanente na sala de parto e cuidados específicos à gestantes com Bolsa Rota.
  • 15. Assistência de Enfermagem no Puerpério •Acolher puérpera no Alojamento Conjunto (identificação mãe/bebe); • Avaliar condições físicas e emocionais; • Controle de sinais Vitais 6/6hs; •Observar sangramento(vaginal e cicatriz cirúrgica);
  • 16. Assistência de Enfermagem no Puerpério • Monitor eliminações urinária e intestinal; • Auxiliar no Aleitamento materno; • Acompanhar higienização. •Registrar procedimentos, queixas e medicamentos. • Manter mãe e RN aquecido;
  • 17. Assistência de Enfermagem no Puerpério • Orientar mãe sobre cuidados do RN em casa; •Ensinar á mãe medidas preventivas e os sinais de perigos para retorno imediato ; •Orientar o testes: pezinho, olhinho, orelhinha e coraçãozinho.
  • 18. Assistência ao RN – Sala de Parto •Avaliar o bebe (respiração, choro, pele e mucosas, boa atividade, peso e idade gestacional); • Avaliar condições materna; • Colocar o RN em contato pele a pele;
  • 19. Assistência ao RN – Sala de Parto •Iniciar amamentação na primeira hora de vida. •Monitorar Aleitamento Materno- (pega, condições do mamilos, expressão láctea, etc.) • Avaliar atividade.
  • 20. Assistência ao RN – Alojamento Conjunto • Avaliar SSVV a cada 6 horas o RN: • Avaliar atividade e reatividade; •Observar: coloração e integridade de pele e mucosas, respiração, choro;
  • 21. Assistência ao RN – Alojamento Conjunto • Manter coto umbilical limpo e seco; •Avaliar condições materna; expressão láctea, tipo de mamilos e pega do RN; • Avaliar atividade e eliminações fisiológicas.
  • 22. ATENÇÃO NO PUERPÉRIO • A atenção à mulher e ao recém-nascido no pós parto imediato e nas primeiras semanas após o parto é fundamental para a saúde materna e neonatal. • A Equipe da Atenção Primária à Saúde deverá realizar visita domiciliar na primeira semana após o parto e nascimento (até o 5º dia), para acompanhamento da puérpera e da criança;
  • 23. ATENÇÃO NO PUERPÉRIO • Será realizada 1 consulta no puerpério, na primeira semana pós-parto. A mulher deve ter acesso garantido às ações do planejamento familiar; • Pacientes com abortamento e com interrupção prematura de gestação também devem ser acompanhadas na unidade de saúde de referência.
  • 24. ATENÇÃO NO PUERPÉRIO • Avaliar o estado de saúde da mulher e do recém- nascido; • Orientar e apoiar a família para a amamentação; • Orientar os cuidados básicos com recém-nascido; • Avaliar interação da mãe e do bebê; • Identificar situações de risco ou intercorrências; • Orientar o planejamento familiar.
  • 25. ATENÇÃO NO PUERPÉRIO • É importante reforçar que boa parte das situações de morbidade e mortalidade materna e neonatal acontecem na primeira semana após o parto, o retorno dessa mulher e seu bebê ao serviço de saúde deve acontecer logo nesse período. Os profissionais devem estar atento e preparados para aproveitar a oportunidade de contato com a mulher e ao bebê na primeira semana após o parto para instituir todo o cuidado. • Outro fator importante é escutar o que a mulher tem a dizer, dando valor para as queixas;
  • 26. ATENÇÃO NO PUERPÉRIO O profissional da enfermagem deve verificar a carteira da gestante: • Condições da gestação; • Condições do atendimento ao parto e ao recém-nascido; • Dados do parto (tipo de parto, se CST, PN); • Se houve alguma intercorrência na gestação, no parto ou no pós- parto (febre, hemorragia, diabetes, convulsões, sensibilização Rh); • Outras intercorrências.
  • 27. ATENÇÃO NO PUERPÉRIO • Avaliar o aleitamento materno (frequência das mamadas, dificuldades na amamentação, satisfação do RN, condições das mamas); • Alimentação, sono, atividades; • Dor, fluxo vaginal, sangramento, queixas urinárias, febre; • Planejamento familiar (desejo de ter mais filhos, deseja usar método contraceptivo, método já utilizados, método de preferência); • Condições psicoemocionais (estado de humor, preocupações, desânimo, fadiga, outros; • Condições sociais (pessoa de apoio, enxoval, condições para atendimento das necessidades básicas).
  • 28. AVALIAÇÃO DA PUERPERA • Verificar SSVV; • Avaliar o estado psíquico da mulher; • Observar pele, mucosas, presença de edema, cicatriz (PN episiotomia, ou laceração, CST avaliar cicatriz cirúrgica) e membros inferiores. • Avaliar mamas, abdômen, períneo e genitália; • Observar a formação de vínculo entre mãe e filho; • Observar e avaliar a mamada para garantir um posicionamento adequando; • Identificar problema e necessidades da mulher do recém – nascido.
  • 29. CONDUTA • Orientar sobre: higiene, alimentação, atividade física, atividade sexual, cuidados com as mamas, cuidados com o RN; • Orientar sobre planejamento familiar; • Orientar sobre vacinas; • Tratar possíveis intercorrências; • Registrar todas as informações na carteira da gestante e prontuário; • Agendar consulta de puerpério até 42 dias após o parto.
  • 30. CUIDADOS AO RECÉM-NASCIDO • Verificar a Carteira da Criança (menina ou menino), caso não haja providenciar abertura de carteira; • Observar se carteira da criança está preenchida dados da maternidade como peso ao nascer, comprimento, apgar, idade gestacional e condições de vitalidade; • Verificar condições de alta da mulher e do RN; • Observar a criança no geral: peso, altura, atividade espontânea, padrão respiratório, estado de hidratação, eliminações, pega, caracteristica da pele; • Identificar o RN de risco • Se realizado a triagem neonatal
  • 31. DEPRESSÃO PÓS - PARTO Transtorno psicológico que pode surgir logo após o nascimento do bebê ou até 6 meses. Podendo classificar como leve, transitório ou grave. Sinais e sintomas de depressão pós parto: • Desânimo persistente, sentimento de culpa; • Dificuldade em dormir, pensamento de suicídios; • Medo excessivo de apetite e da libido.
  • 32.
  • 33. TRATAMENTO DA DEPRESSÃO O tratamento para a depressão pós –parto pode ser feita com a ingestão de medicamentos e com ajuda de grupo de apoio. Os antidepressivos são normalmente utilizados durante pelo menos seis meses. Para evitar uma recaída, o seu médico ou médica pode recomendar o medicamento por até um ano antes de pensar em parar. Pacientes que tiveram várias crises de depressão podem precisar tomar o medicamento por um longo tempo.
  • 34. VÍNCULO MÃE BEBÊ – DEPRESSÃO • A depressão pós-parto é um sério problema de saúde que afeta não só as mães, mas também seus bebês. • As mulheres esperam que a vivência de ter um filho e da experiência da maternidade sejam prazerosas, gratificantes e plenas de realizações. • Não é o que ocorre em muitas vezes.
  • 35. VÍNCULO MÃE BEBÊ – DEPRESSÃO • A mãe, logo após o parto, pode rejeitar o bebê, ter sentimentos agressivos em relação a ele e até agredi-lo. • Se os sintomas não desaparecerem nas primeiras duas semanas após o nascimento do bebê. • Muitas vezes essas mães necessitam de psicoterapia e de medicamentos antidepressivos.
  • 36. COMPETÊNCIAS DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE (ACS):  Cadastrar as famílias da sua microarea, identificando precocemente gestantes e crianças  Captar as gestantes da sua área de atuação e encaminhá-las à UBS/UAPSF para a inscrição no Pré – natal  Orientar as gestantes de sua área de atuação sobre a importância de iniciar precocemente o pré-natal, priorizando aquelas em situações de risco.  Auxiliar a equipe de saúde no monitoramento da gestante através da visita domiciliar, priorizando as gestantes de risco.  Realizar busca ativa de gestantes e crianças que não comparecem na UBS para o seu acompanhamento  Captar as puérperas para consultas pós-parto, priorizando as puérperas com risco reprodutivo.  Realizar visita domiciliar precoce para os recém-nascidos que tiveram alta hospitalar.  Incentivar o aleitamento materno exclusivo – ACS “amigo do peito”.  Garantir o retorno das crianças para vacinações e controle de puericultura.  Acompanhar todas as crianças de risco durante o primeiro ano de vida, informando a equipe sinais de risco social, biológico e clinico e/ou situações de risco de violência.
  • 37. COMPETE A EQUIPE DE SAÚDE  Conhecer as micro-áreas de risco, com base os dados demográficos, sócios econômicos, culturais, meio ambientes e morbi-mortalidade coletados através do cadastramento.  Acompanhar as famílias da micro-área de risco em suas casas (visita domiciliar), na UBS/UAPSF (atendimento), em associações, escolas, ONGs, entre outras, visando estabelecer parcerias, auxiliando na busca por uma melhor qualidade de vida para a comunidade.  Estabelecer a programação das atividades de prevenção, de educação em saúde e de assistência, a partir dos problemas priorizados, dos objetivos a serem atingidos, das atividades a serem realizadas, das metas a serem alcançadas, dos recursos necessários e do tempo despendido com tais atividades.  Identificar a presença de fatores de risco para a gestante e o feto, através dos antecedentes familiares e pessoais, com as famílias das micro-áreas definidas como risco social.  Cadastrar e alimentar o SISPRENATAL.  Realizar visita domiciliar precoce para puérperas e os recém-nascidos que tiveram alta hospitalar até o 5º dia, e, agendar consulta na UBS/UAPSF.  Realizar atendimento domiciliar (avaliação, execução de procedimentos, tratamento supervisionado, orientação, etc) das gestantes, puérperas e crianças da micro-área por profissionais da equipe de saúde.  Assistir as gestantes, puérperas e crianças, através de atendimento programado e/ou intercorrências, e monitoramento dos casos de risco.  Acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança, programando as consultas necessárias, incluindo consulta odontológica para o bebê.  Acompanhar a criança de risco até um ano de vida.  Incentivar o aleitamento materno exclusivo e o retorno das crianças para vacinações e controle de puericultura.
  • 38. COMPETÊNCIAS DA UBS/UAPSF A equipe da UBS/UAPSF é responsável pela assistência à gestante e as crianças residentes na sua área de abrangência e deve:  Inscrever a gestante no pré - natal;  Vincular as gestantes no hospital/maternidade, de acordo com sua estratificação de risco;  Solicitar os exames de rotina da Rede Mãe Paranaense e agendar consulta médica em sete dias para avaliação dos resultados  Realizar as consultas de pré – natal conforme cronograma, avaliando em cada consulta possíveis alterações e mudança na classificação de risco;  Imunizar as gestantes conforme protocolo;  Imunizar as crianças conforme calendário de vacinação;  Realizar busca ativa, através de visita domiciliar e analisar as dificuldades de acesso às consultas ou exames preconizados e o controle do uso efetivo da terapêutica instituída para cada caso.  Encaminhar, através da Central de Regulação, e monitorar as gestantes de risco para o ambulatório de referência para gestação de risco;  Encaminhar as crianças menores de 1 ano de risco para o ambulatório de referência, conforme o protocolo;  Realizar consultas de puerpério para todas as gestantes, orientando a contracepção, o aleitamento materno e os cuidados com o bebê.  Realizar atividades educativas para a gestante e crianças de risco e familiares.
  • 39. COMPETÊNCIA DOS HOSPITAIS / MATERNIDADES VINCULADAS  Disponibilizar visita os hospital / maternidade durante o pré-natal às gestantes a eles vinculadas.  Garantir assistência às intercorrências e emergências que ocorrerem durante a gestação, parto e puerpério.  Garantir assistência às intercorrências que não puderem ser atendidas pela UBS/UAPSF;  Garantir a assistência ao pré-parto, parto, puerpério e ao recém-nascido de acordo com os “Dez Passos para a Atenção Humanizada ao Parto”, recomendados pela Organização Mundial da Saúde.  Fazer a estratificação do Risco do recém-nascido.  Realizar imunizações nos recém-nascidos, conforme Linha Guia do Mãe Paranaense.  Realizar a classificação de risco do bebê e encaminhar a UBS para acompanhamento.