Organização: 
Identificação e controlo eficiente de plantas 
invasoras 
Hélia Marchante 
CEF - Centro de Ecologia Funcional, Universidade de Coimbra 
ESAC - Escola Superior Agrária de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra 
Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 1/31
1: Breve introdução/contextualização 
2: Identificação de algumas das espécies de plantas invasoras que 
ocorrem na região 
3: Principais etapas da gestão de plantas invasoras 
4: Metodologias de controlo; exemplos para algumas espécies 
5: Plataforma de mapeamento de plantas invasoras – em 
www.invasoras.pt 
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1: Introdução ao tema das invasões biológicas: 
terminologia, impactes... 
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Alguns conceitos (1) 
• Plantas NATIVAS 
(≈ espontâneas, indígenas, 
autóctones) 
• Plantas EXÓTICAS 
(≈ introduzidas, alóctones) 
Richardson et al., 2000, Div & Dist. 6: 93-107 
Pyšek et al., 2004, Taxon, 53(1): 131-143 
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Alguns conceitos (2) 
Planta INVASORA 
Planta INFESTANTE 
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5 
A MAIORIA DAS EXÓTICAS NÃO SÃO INVASORAS
Quais os impactes que as plantas invasoras promovem? 
Porque são uma ameaça? 
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Impactes das plantas invasoras (1) 
• Ecológicos (Vilà et al., 2011. Ecol. Letters, 14: 702–708) 
– ameaça à biodiversidade e equilíbrio dos ecossistemas (competiçao 
com espécies nativas, alteração dos ciclos biogeoquímicos, ex., ciclo do 
carbono, azoto, água, etc) 
– impactes nos serviços dos ecossistemas (alimentos, fornecimento de 
água e recursos diversos, regulação do clima, cheias, doenças, etc.) 
– alteração/uniformização dos ecossistemas/paisagens 
– alteração dos regimes de fogo 
– alteração das cadeias ecológicas/alimentares 
•. 
Célia Laranjeiro 
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Impactes das plantas invasoras (1) 
Vitor Carvalho 
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Impactes das plantas invasoras (2) 
– Económicos (Europa: >10 biliões €/ano; Hulme et al., 2009. Science, 324: 
40-1): 
– produtividade - espécies que invadem áreas agrícolas, florestais ou 
piscícolas (aquáticas), pragas, epidemias, etc. 
– gestão e controlo de invasoras e recuperação de sistemas invadidos 
– turismo, etc. 
Francisco Caetano 
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Impactes das plantas invasoras (3) 
• Diminuição da disponibilidade de água nos lençóis freáticos 
– espécies muito exigentes no seu consumo, quer pelas suas 
características, quer pelas densidades elevadas que atingem 
• Impactes na saúde pública 
– espécies que provocam doenças, alergias, ou funcionam como vectores 
de pragas 
• … 
As espécies invasoras são uma das maiores ameaças ao bem-estar 
ambiental e económico do planeta 
GISP (Global Invasive Species Programme) 
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Mas a maioria das plantas exóticas não revelam 
comportamento invasor… 
O pior… são as “poucas” que revelam! 
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Plantas invasoras – SITUAÇÃO EM PORTUGAL 
• Ca. 3300 espécies NATIVAS 
• Ca. 670 espécies EXÓTICAS; destas, ca. 40 são INVASORAS 
800 
600 
400 
200 
0 
Exóticas 
(casuais + 
naturalizadas + 
invasoras) 
? 
Potencial 
desconhecido 
Com potencial 
invasor 
(casuais + 
naturalizadas) 
Invasoras 
Marchante et al 2008, Almeida e Freitas 2012 
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Legislação – Decreto-Lei n.º 565/99 
(DL n.º 28039, 14-09-1937 
DL n.º165/74, 22 de abril 
DL n.º 205/2003, 12 de setembro 
Despacho 20194/2009; nº 4, artigo 
19º, DL 16/2009, 14 janeiro) 
 
Introdução intencional de espécies exóticas na natureza 
Exceções “económicas” - agricultura, horticultura, 
interesse zootécnico 
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2:Algumas das espécies de plantas invasoras 
mais problemáticas na região 
Mais informação em: 
Invasoras.pt 
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mimosa (Acacia dealbata) – Austrália 
Invade principalmente vales e zonas montanhosas, 
margens de cursos de água e vias de comunicação 
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austrália (Acacia melanoxylon) – Austrália 
Invade principalmente vales e zonas montanhosas, 
margens de cursos de água e vias de comunicação 
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acácia-de-espigas (Acacia longifolia) – Austrália 
Invade principalmente dunas costeiras, cabos e margens 
de linhas de água 
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espanta-lobos (Ailanthus altissima) – China 
Invade principalmente junto a vias de comunicação, áreas 
perturbadas, espaços urbanos; tem aumentado em 
florestas ribeirinhas 
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háquea-picante (Hakea sericea) – Austrália 
Invade principalmente áreas perturbadas ou semi-naturais, 
junto a áreas onde foi plantada (e.g., sebes) 
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penachos (Cortaderia selloana) –América doSul 
Invade principalmente dunas costeiras, margens de vias 
de comunicação e áreas perturbadas 
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bons-dias (Ipomoea acuminata) – regiões 
tropicais do mundo 
Invade principalmente áreas perturbadas (e.g., edifícios 
abandonados) e taludes onde foi plantada 
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chorão-das-praias (Carpobrotus edulis) – África do Sul 
Invade principalmente dunas costeiras, cabos e taludes 
onde foi plantado 
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erva-da-fortuna (Tradescantia fluminensis) – 
América do Sul 
Invade principalmente sítios sombrios e húmidos, comum 
no sub-coberto de matas geridas, bosques naturais, 
áreas perturbadas, etc 
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jacinto-de-água (Eichhornia crassipes) – rio Amazonas 
Invade principalmente canais de irrigação, lagoas e 
lagoachos 
Lísia Lopes 
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tintureira (Phytolacca americana) – 
Invade principalmente zonas perturbadas e agrícolas 
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etc. … plantas potencialmente invasoras… 
•Espécies com comportamento invasor 
esporádico/começam a dispersar 
•Espécies Invasoras noutros locais com clima 
semelhante ao nosso 
•lantana 
Espécies de géneros com plantas invasoras 
•… tempo e estímulos… 
polígono-de-jardim 
Qual o problema de uma planta sozinha? 
• mimosa - árvores isoladas 
• erva-das-pampas - milhares de sementes 
transportadas pelo vento 
• árvore-do-céu - muitas sementes e 
propagação vegetativa 
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3: Principais etapas da gestão de plantas 
invasoras 
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Como perder a guerra contra as invasoras 
em 5 simples passos 
• Ter mais olhos que barriga 
• Subestimar (e desconhecer) o inimigo 
• Virar costas ao inimigo 
• Acreditar em receitas milagrosas 
• Ignorar o regime de fogo 
adaptado de Caetano 2011 
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Francisco Caetano
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Gestão de Plantas Invasoras 
0.1 Prevenção 
Estratégia de “controlo” mais eficiente! 
Mais vale prevenir que remediar! 
- maior eficácia em termos de custos/benefícios 
- mais desejável em termos ambientais 
Medir sucesso: n.º invasões impedidas! Difícil deslocar verbas para prevenção… 
Prevenir: - introduções acidentais 
- introduções intencionais 
COMO ? (… lei, fronteiras, …) 
- estratégias para detectar propágulos em locais/ actividades (+ int. acidentais) 
- bases de dados para troca de informação (identificação correcta!) 
- minimizar potenciais “facilitações” de espécies já introduzidas 
- educação/ sensibilização do público em geral e de públicos-alvo particulares 
... a prevenção ainda não funciona bem em Portugal... Nova Legislação CE... 
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Gestão de Plantas Invasoras 
0.1 Prevenção 0.2 Detecção precoce e 
resposta rápida 
Monitorizações regulares (vários intervenientes) 
Estabelecer prioridades: 
Resposta rápida  crucial para a erradicação 
- plano de contingência pronto a ser posto em acção 
... Regulamento da CE & projecto piloto de detecção precoce em planeamento... 
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Gestão de Plantas Invasoras 
0.1 Prevenção 0.2 Detecção precoce e 
resposta rápida 
1. Definir alvos e objectivos de 
conservação/produção para local 
invadido (orçamento disponível!) 
2. Identificar e prioritizar áreas a 
controlar e espécies que ameacem 
os objectivos propostos 
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Controlo de Plantas Invasoras nos Perímetros 
Florestais das Serras da Mó e Viso e Serra da Freita 
Critérios para priorização das intervenções 
LINHA DE ÁGUA (LA) PONTOS CAMINHOS (C) PONTOS 
Linha água permanente 2 Caminho com perturbação 2 
Linha água temporária 1 Caminho sem perturbação 1 
Sem linha de água 0 Sem caminho 0 
POSIÇÃO (P) PONTOS 
FACTORES FACILITAÇÃO (FF) 
(viveiros) 
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PONTOS 
Topo encosta (>650m) 2 Sim 2 
Base encosta (<650m) 1 Não 1 
TIPOLOGIA (T) PONTOS 
FACTORES PERTURBAÇÃO (FP) 
(corte, fogo, mov. terras) 
PONTOS 
Individuo isolado 3 
Núcleo em expansão 2 Sim 10 
Núcleo consolidado 1 Não 0 
Rainha e Moça 2011
Gestão de Plantas Invasoras 
0.1 Prevenção 0.2 Detecção precoce e 
resposta rápida 
1. Definir alvos e objectivos de 
conservação/produção para local 
invadido (orçamento disponível!) 
2. Identificar e prioritizar áreas a 
controlar e espécies que ameacem 
os objectivos propostos 
3. Avaliar técnicas de 
controlo disponíveis 
6. Rever e modificar plano 
se necessário 
5. Monitorizar e avaliar impacte 
das acções de gestão/registar 
/publicitar 
4. Desenvolver e implementar plano de gestão 
das invasoras (erradicação, controlo de 
contenção, CONTROLOS (...) e mitigação) 
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Gestão de Plantas Invasoras (muito resumido!) 
Prevenção + Detecção precoce & Resposta Rápida  erradicação… 
– Educação e sensibilização ambiental são essenciais 
– Não usar espécies invasoras 
– Não introduzir novas sem avaliar potencial invasor 
Estabelecer PRIORIDADES (espécies, áreas, objectivos, etc.) 
 áreas em início de invasão, árvores isoladas e pequenos núcleos... devem ser 
prioridade para controlo 
Gestão deve considerar SEMPRE controlos de CONTINUIDADE! (sementes 
numerosas ou com grande longevidade, exemplares que rebentam de touça 
ou raiz, etc.)  Gestão de áreas invadidas deve ser a médio/longo prazo. 
PERSISTÊNCIA! 
Identificação correcta da espécie  metodologias de controlo adequadas  
aplicação correcta das metodologias de controlo. 
Muito importante: monitorizar, avaliar, registar, publicitar! 
Rever e modificar plano de gestão se necessário! 
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5: Metodologias de controlo - exemplos 
para algumas espécies 
Em campo… 
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Principais Metodologias de Controlo de Plantas Invasoras 
• Arranque manual 
• Descasque ** 
• Corte simples 
• Corte com aplicação de fitocidas ** 
• Injecção de fitocidas ** 
• Aplicação foliar de fitocidas 
• Controlo biológico 
• Fogo controlado 
• Solarização; Ensombramento; Inundação 
• Controlo integrado 
• ... Vídeos e informação: http://invasoras.uc.pt/controlo/ 
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Descasque 
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Descasque 
Vantagens 
• Eficaz (na espécie e época certa) 
• Fácil operacionalização com 
grupos grandes e variados 
• Não exige ferramentas difíceis 
de operar 
• Aplicável em árvores de quase 
todos os diâmetros 
• Geralmente não estimula a 
emissão de rebentos radiculares 
• Eco-Friendly 
Desvantagens 
• Moroso 
• Minucioso 
• Dependente da espécie e da 
época do ano 
• Obriga a duas intervenções 
espaçadas a meses 
• Impacte visual/opinião pública 
• Bastante oneroso se realizado 
extensivamente (elevada mão 
de obra) 
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Corte com aplicação de fitocidas 
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Corte com aplicação de fitocidas 
Vantagens 
• Razoável eficácia no controlo 
de touças (dependendo de 
vários factores) 
• Redução de custos nas 
intervenção subsequentes 
• Possibilita a utilização de 
equipamentos moto-manuais 
economia de mão de obra. 
• Aplicável em árvores de 
todos os diâmetros 
Desvantagens 
• Resultados muito variáveis 
(e.g., rebentos radiculares). 
• Complexo e perigoso. 
• Obriga ao uso de EPI’s e 
conhecimento técnico avançado 
• Condicionado por condições cli-matéricas, 
mobilidade no terre-no 
e restrições ao uso fitocidas. 
• Eficácia afectada pelas condi-ções 
do local, inconsistência 
nas técnicas e conservação dos 
fitocida. Vídeo 
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Injecção de fitocidas 
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Injecção de fitocidas 
Vantagens 
• Geralmente, elevada eficácia 
em termos de mortalidade 
de toiças e sistemas 
radiculares (dependendo da 
espécie e época do ano) 
• Aplicação relativamente fácil 
(com sistemas de infusão 
artesanais) 
• Fitocida não contacta com o 
exterior e é aplicado em 
quantidades muito reduzidas 
Vídeo 
Desvantagens 
• Moroso 
• Exige equipamento perfura-ção 
com grande autonomia 
• Obriga a 2 intervenções 
espaçadas a meses para 
remover 1 mesma árvore 
• Bastante oneroso se 
realizado extensivamente 
(elevada mão de obra) 
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Quais os tipos de controlo para algumas das plantas Invasoras 
mais problemáticas? 
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Mimosa (Acacia dealbata) 
- Descasque ou corte combinado com aplicação de fitocida 
- Dependendo dos locais, pulverização com fitocidas para controlo de 
continuidade 
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Austrália (Acacia melanoxylon) 
Controlo semelhante a mimosa, mas: 
- Descasques mais difíceis 
- Pulverizações menos eficientes 
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acácia-de-espigas (Acacia longifolia) 
Controlo biológico ? – Trichilogaster 
CTC 2003 – Reserva Natural 
acaciaelongifoliae 
Dunas S.Jacinto 
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háquea-picante (Hakea sericea) 
Corte + espera + fogo controlado ou destroçamento 
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chorão-das-praias (Carpobrotus edulis) 
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erva-das-pampas (Cortaderia selloana) 
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espanta-lobos (Ailanthus altissima) 
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5: Plataforma de mapeamento de plantas 
invasoras – em www.invasoras.pt 
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O que podemos fazer? 
Todos somos intervenientes neste processo. Todos podemos ajudar! 
“PREVENÇÃO É A MELHOR OPÇÃO” 
1. Aprender a identificar as plantas invasoras e NÃO as UTILIZAR 
2. Ao comprar plantas, preferir as nativas; se optar por exóticas 
informar-se sobre o seu caráter invasor 
3. Ao passear no campo, verificar que as roupas e sapatos não 
trazem sementes ou outros propágulos de plantas invasoras 
4. Ao limpar os jardins/espaços verdes/terrenos de cultivo, não 
deitar restos de exóticas na natureza 
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O que podemos fazer? 
Alternativas nativas… 
Todos somos intervenientes neste processo. Todos podemos 
ajudar! “PREVENÇÃO É A MELHOR OPÇÃO” 
1. Aprender a identificar as plantas invasoras e NÃO as 
UTILIZAR 
2. Ao comprar plantas, preferir as nativas; se optar por 
exóticas informar-se sobre o seu caráter invasor 
3. Ao passear no campo, verificar que as roupas e sapatos não 
trazem sementes ou outros propágulos de plantas invasoras 
4. Ao limpar os jardins/espaços verdes/terrenos de cultivo, 
não deitar restos de exóticas na natureza 
... 
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O que podemos fazer? 
5. Organizar ou participar em ações de controlo, palestras, 
atividades de sensibilização, ou outras, sobre plantas invasoras 
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O que podemos fazer? 
5. Mapa de avistamentos de plantas invasoras - projeto de Ciência 
Cidadã, disponível em http://invasoras.uc.pt/mapa-de-avistamentos/ 
Contribuições através de: 1) site; 2) aplicação 
para Android 
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Registo de avistamentos para mapeamento 
1. Registo do utilizador na base de dados – 
http://invasoras.uc.pt/mapa-de-avistamentos/ 
2. Registo de avistamentos no site 
1. folhas de registo em PDF 
3. Registo de avistamentos com smartphone Android 
1. Envio dos avistamentos com net 
4. Edição e consulta de avistamentos na área de 
utilizador em http://invasoras.uc.pt/mapa-de-avistamentos/ 
5. (Validação dos avistamentos – equipa do invasoras.pt) 
6. Visualização dos avistamentos online 
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Obrigada! 
Mais informação: www.invasoras.pt 
invader@uc.pt 
https://www.facebook.com/InvasorasPt 
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Referências citadas 
Almeida JD, Freitas H (2006) Exotic naturalized flora of continental Portugal - a reassessment. Botanica Complutensis 
30:117-130 
Hulme, P.E., Pysek, P., Nentwig, W. & Vilà, M. (2009) Will Threat of Biological Invasions Unite the European Union? 
Science, 40-41. 
Marchante, H.. 2011. Invasion of Portuguese dunes by Acacia longifolia: present status and perspectives for the 
future. Faculdade de Ciências e Tecnologia. Universidade de Coimbra. Doutoramento em Biologia, especialidade 
em Ecologia. 184 pág. 
Marchante E, Freitas H, Marchante H (2008a) Guia prático para a identificação de Plantas Invasoras de Portugal 
Continental. Natura Naturata. Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra 
Ministério do Ambiente (1999) Decreto-lei n.º 565/99 de 21 de Dezembro. In: Diário da República - I Série - A. 295: 
9100-9114. 
Pyšek P, Richardson DM, Rejmanek M, Webster GL, Williamson M, Kirschner J (2004) Alien plants in checklists and 
floras: towards better communication between taxonomists and ecologists. Taxon 53 (1):131-143 
Richardson DM, Pyšek P, Rejmánek M, Barbour MG, Panetta FD, West CJ (2000) Naturalization and invasion of alien 
plants: concepts and definitions. Divers Distrib 6:93-107 
Vilà M, Espinar JL, Hejda M, Hulme PE, Jarošík V, Maron JL, Pergl J, Schaffner U, Sun Y, Pyšek P (2011) Ecological 
impacts of invasive alien plants: a meta-analysis of their effects on species, communities and ecosystems. Ecol 
Lett 14:702-708 
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Alguma bibliografia e sites: 
Caetano, F. 2011. Formação no âmbito do Campo de Trabalho Científico sobre Controlo de Plantas Invasoras. 25-31 
Julho 2011, Mata do Desterro, Seia. Organização: CFE/UC, ESAC e CISE, Município de Seia. 
Rainha, M. & Moça, R. 2011. “Controlo de Plantas Invasoras nos Perímetros Florestais das Serras da Mó e Viso e 
Serra da Freita - Estratégia da UGF da AMP e EDV”. No âmbito do Seminário sobre Plantas Invasoras. 
Organização: Fundação Mata do Buçaco, com colaboração do Centro de Ecologia Funcional, Escola Superior 
Agrária de Coimbra, Autoridade Florestal Nacional e Fundação Floresta Unida. 20 Maio. 
Wittenberg, R., Cock, M.J.W. (eds.) 2001. Invasive Alien Species: A Toolkit of Best Prevention and Management 
Practices. CAB International, Wallingford, Oxon, UK, xvii - 228. (online em http://www.gisp.org/) 
Tu, M., Hurd, C. & J.M. Randall. 2001. Weed Control Methods Handbook, The Nature Conservancy, 
http://tncweeds.ucdavis.edu, version: April 2001; http://www.invasive.org/gist/handbook.html 
http://alic.arid.arizona.edu/invasive/sub1/index.shtml 
http://www.invasiveanimals.com/ 
http://www.environment.gov.au/biodiversity/invasive/ 
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Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras

  • 1.
    Organização: Identificação econtrolo eficiente de plantas invasoras Hélia Marchante CEF - Centro de Ecologia Funcional, Universidade de Coimbra ESAC - Escola Superior Agrária de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 1/31
  • 2.
    1: Breve introdução/contextualização 2: Identificação de algumas das espécies de plantas invasoras que ocorrem na região 3: Principais etapas da gestão de plantas invasoras 4: Metodologias de controlo; exemplos para algumas espécies 5: Plataforma de mapeamento de plantas invasoras – em www.invasoras.pt Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 2/31
  • 3.
    1: Introdução aotema das invasões biológicas: terminologia, impactes... Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 3/31
  • 4.
    Alguns conceitos (1) • Plantas NATIVAS (≈ espontâneas, indígenas, autóctones) • Plantas EXÓTICAS (≈ introduzidas, alóctones) Richardson et al., 2000, Div & Dist. 6: 93-107 Pyšek et al., 2004, Taxon, 53(1): 131-143 Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 4/31
  • 5.
    Alguns conceitos (2) Planta INVASORA Planta INFESTANTE Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 5/31 5 A MAIORIA DAS EXÓTICAS NÃO SÃO INVASORAS
  • 6.
    Quais os impactesque as plantas invasoras promovem? Porque são uma ameaça? Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 6/31
  • 7.
    Impactes das plantasinvasoras (1) • Ecológicos (Vilà et al., 2011. Ecol. Letters, 14: 702–708) – ameaça à biodiversidade e equilíbrio dos ecossistemas (competiçao com espécies nativas, alteração dos ciclos biogeoquímicos, ex., ciclo do carbono, azoto, água, etc) – impactes nos serviços dos ecossistemas (alimentos, fornecimento de água e recursos diversos, regulação do clima, cheias, doenças, etc.) – alteração/uniformização dos ecossistemas/paisagens – alteração dos regimes de fogo – alteração das cadeias ecológicas/alimentares •. Célia Laranjeiro Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 7/31
  • 8.
    Impactes das plantasinvasoras (1) Vitor Carvalho Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 8/31
  • 9.
    Impactes das plantasinvasoras (2) – Económicos (Europa: >10 biliões €/ano; Hulme et al., 2009. Science, 324: 40-1): – produtividade - espécies que invadem áreas agrícolas, florestais ou piscícolas (aquáticas), pragas, epidemias, etc. – gestão e controlo de invasoras e recuperação de sistemas invadidos – turismo, etc. Francisco Caetano Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 9/31
  • 10.
    Impactes das plantasinvasoras (3) • Diminuição da disponibilidade de água nos lençóis freáticos – espécies muito exigentes no seu consumo, quer pelas suas características, quer pelas densidades elevadas que atingem • Impactes na saúde pública – espécies que provocam doenças, alergias, ou funcionam como vectores de pragas • … As espécies invasoras são uma das maiores ameaças ao bem-estar ambiental e económico do planeta GISP (Global Invasive Species Programme) Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 10/31
  • 11.
    Mas a maioriadas plantas exóticas não revelam comportamento invasor… O pior… são as “poucas” que revelam! Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 11/31
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    Plantas invasoras –SITUAÇÃO EM PORTUGAL • Ca. 3300 espécies NATIVAS • Ca. 670 espécies EXÓTICAS; destas, ca. 40 são INVASORAS 800 600 400 200 0 Exóticas (casuais + naturalizadas + invasoras) ? Potencial desconhecido Com potencial invasor (casuais + naturalizadas) Invasoras Marchante et al 2008, Almeida e Freitas 2012 Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 12/31
  • 13.
    Legislação – Decreto-Lein.º 565/99 (DL n.º 28039, 14-09-1937 DL n.º165/74, 22 de abril DL n.º 205/2003, 12 de setembro Despacho 20194/2009; nº 4, artigo 19º, DL 16/2009, 14 janeiro)  Introdução intencional de espécies exóticas na natureza Exceções “económicas” - agricultura, horticultura, interesse zootécnico Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 13/31
  • 14.
    2:Algumas das espéciesde plantas invasoras mais problemáticas na região Mais informação em: Invasoras.pt Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 14/31
  • 15.
    mimosa (Acacia dealbata)– Austrália Invade principalmente vales e zonas montanhosas, margens de cursos de água e vias de comunicação Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 15/31
  • 16.
    austrália (Acacia melanoxylon)– Austrália Invade principalmente vales e zonas montanhosas, margens de cursos de água e vias de comunicação Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 16/31
  • 17.
    acácia-de-espigas (Acacia longifolia)– Austrália Invade principalmente dunas costeiras, cabos e margens de linhas de água Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 17/31
  • 18.
    espanta-lobos (Ailanthus altissima)– China Invade principalmente junto a vias de comunicação, áreas perturbadas, espaços urbanos; tem aumentado em florestas ribeirinhas Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 18/31
  • 19.
    háquea-picante (Hakea sericea)– Austrália Invade principalmente áreas perturbadas ou semi-naturais, junto a áreas onde foi plantada (e.g., sebes) Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 19/31
  • 20.
    penachos (Cortaderia selloana)–América doSul Invade principalmente dunas costeiras, margens de vias de comunicação e áreas perturbadas Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 20/31
  • 21.
    bons-dias (Ipomoea acuminata)– regiões tropicais do mundo Invade principalmente áreas perturbadas (e.g., edifícios abandonados) e taludes onde foi plantada Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 21/31
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    chorão-das-praias (Carpobrotus edulis)– África do Sul Invade principalmente dunas costeiras, cabos e taludes onde foi plantado Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 22/31
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    erva-da-fortuna (Tradescantia fluminensis)– América do Sul Invade principalmente sítios sombrios e húmidos, comum no sub-coberto de matas geridas, bosques naturais, áreas perturbadas, etc Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 23/31
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    jacinto-de-água (Eichhornia crassipes)– rio Amazonas Invade principalmente canais de irrigação, lagoas e lagoachos Lísia Lopes Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 24/31
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    tintureira (Phytolacca americana)– Invade principalmente zonas perturbadas e agrícolas Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 25/31
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    etc. … plantaspotencialmente invasoras… •Espécies com comportamento invasor esporádico/começam a dispersar •Espécies Invasoras noutros locais com clima semelhante ao nosso •lantana Espécies de géneros com plantas invasoras •… tempo e estímulos… polígono-de-jardim Qual o problema de uma planta sozinha? • mimosa - árvores isoladas • erva-das-pampas - milhares de sementes transportadas pelo vento • árvore-do-céu - muitas sementes e propagação vegetativa Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 26/31
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    3: Principais etapasda gestão de plantas invasoras Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 27/31
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    Como perder aguerra contra as invasoras em 5 simples passos • Ter mais olhos que barriga • Subestimar (e desconhecer) o inimigo • Virar costas ao inimigo • Acreditar em receitas milagrosas • Ignorar o regime de fogo adaptado de Caetano 2011 Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 28/31
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    Identificação e controloeficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 29/31 Francisco Caetano
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    Identificação e controloeficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 30/31
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    Gestão de PlantasInvasoras 0.1 Prevenção Estratégia de “controlo” mais eficiente! Mais vale prevenir que remediar! - maior eficácia em termos de custos/benefícios - mais desejável em termos ambientais Medir sucesso: n.º invasões impedidas! Difícil deslocar verbas para prevenção… Prevenir: - introduções acidentais - introduções intencionais COMO ? (… lei, fronteiras, …) - estratégias para detectar propágulos em locais/ actividades (+ int. acidentais) - bases de dados para troca de informação (identificação correcta!) - minimizar potenciais “facilitações” de espécies já introduzidas - educação/ sensibilização do público em geral e de públicos-alvo particulares ... a prevenção ainda não funciona bem em Portugal... Nova Legislação CE... Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 31/31
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    Gestão de PlantasInvasoras 0.1 Prevenção 0.2 Detecção precoce e resposta rápida Monitorizações regulares (vários intervenientes) Estabelecer prioridades: Resposta rápida  crucial para a erradicação - plano de contingência pronto a ser posto em acção ... Regulamento da CE & projecto piloto de detecção precoce em planeamento... Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 32/31
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    Gestão de PlantasInvasoras 0.1 Prevenção 0.2 Detecção precoce e resposta rápida 1. Definir alvos e objectivos de conservação/produção para local invadido (orçamento disponível!) 2. Identificar e prioritizar áreas a controlar e espécies que ameacem os objectivos propostos Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 33/31
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    Controlo de PlantasInvasoras nos Perímetros Florestais das Serras da Mó e Viso e Serra da Freita Critérios para priorização das intervenções LINHA DE ÁGUA (LA) PONTOS CAMINHOS (C) PONTOS Linha água permanente 2 Caminho com perturbação 2 Linha água temporária 1 Caminho sem perturbação 1 Sem linha de água 0 Sem caminho 0 POSIÇÃO (P) PONTOS FACTORES FACILITAÇÃO (FF) (viveiros) Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 34/31 PONTOS Topo encosta (>650m) 2 Sim 2 Base encosta (<650m) 1 Não 1 TIPOLOGIA (T) PONTOS FACTORES PERTURBAÇÃO (FP) (corte, fogo, mov. terras) PONTOS Individuo isolado 3 Núcleo em expansão 2 Sim 10 Núcleo consolidado 1 Não 0 Rainha e Moça 2011
  • 35.
    Gestão de PlantasInvasoras 0.1 Prevenção 0.2 Detecção precoce e resposta rápida 1. Definir alvos e objectivos de conservação/produção para local invadido (orçamento disponível!) 2. Identificar e prioritizar áreas a controlar e espécies que ameacem os objectivos propostos 3. Avaliar técnicas de controlo disponíveis 6. Rever e modificar plano se necessário 5. Monitorizar e avaliar impacte das acções de gestão/registar /publicitar 4. Desenvolver e implementar plano de gestão das invasoras (erradicação, controlo de contenção, CONTROLOS (...) e mitigação) Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 35/31
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    Gestão de PlantasInvasoras (muito resumido!) Prevenção + Detecção precoce & Resposta Rápida  erradicação… – Educação e sensibilização ambiental são essenciais – Não usar espécies invasoras – Não introduzir novas sem avaliar potencial invasor Estabelecer PRIORIDADES (espécies, áreas, objectivos, etc.)  áreas em início de invasão, árvores isoladas e pequenos núcleos... devem ser prioridade para controlo Gestão deve considerar SEMPRE controlos de CONTINUIDADE! (sementes numerosas ou com grande longevidade, exemplares que rebentam de touça ou raiz, etc.)  Gestão de áreas invadidas deve ser a médio/longo prazo. PERSISTÊNCIA! Identificação correcta da espécie  metodologias de controlo adequadas  aplicação correcta das metodologias de controlo. Muito importante: monitorizar, avaliar, registar, publicitar! Rever e modificar plano de gestão se necessário! Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 36/31
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    5: Metodologias decontrolo - exemplos para algumas espécies Em campo… Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 37/31
  • 38.
    Principais Metodologias deControlo de Plantas Invasoras • Arranque manual • Descasque ** • Corte simples • Corte com aplicação de fitocidas ** • Injecção de fitocidas ** • Aplicação foliar de fitocidas • Controlo biológico • Fogo controlado • Solarização; Ensombramento; Inundação • Controlo integrado • ... Vídeos e informação: http://invasoras.uc.pt/controlo/ Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 38/31
  • 39.
    Descasque Identificação econtrolo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 39/31
  • 40.
    Descasque Vantagens •Eficaz (na espécie e época certa) • Fácil operacionalização com grupos grandes e variados • Não exige ferramentas difíceis de operar • Aplicável em árvores de quase todos os diâmetros • Geralmente não estimula a emissão de rebentos radiculares • Eco-Friendly Desvantagens • Moroso • Minucioso • Dependente da espécie e da época do ano • Obriga a duas intervenções espaçadas a meses • Impacte visual/opinião pública • Bastante oneroso se realizado extensivamente (elevada mão de obra) Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 40/31
  • 41.
    Corte com aplicaçãode fitocidas Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 41/31
  • 42.
    Corte com aplicaçãode fitocidas Vantagens • Razoável eficácia no controlo de touças (dependendo de vários factores) • Redução de custos nas intervenção subsequentes • Possibilita a utilização de equipamentos moto-manuais economia de mão de obra. • Aplicável em árvores de todos os diâmetros Desvantagens • Resultados muito variáveis (e.g., rebentos radiculares). • Complexo e perigoso. • Obriga ao uso de EPI’s e conhecimento técnico avançado • Condicionado por condições cli-matéricas, mobilidade no terre-no e restrições ao uso fitocidas. • Eficácia afectada pelas condi-ções do local, inconsistência nas técnicas e conservação dos fitocida. Vídeo Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 42/31
  • 43.
    Injecção de fitocidas Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 43/31
  • 44.
    Injecção de fitocidas Vantagens • Geralmente, elevada eficácia em termos de mortalidade de toiças e sistemas radiculares (dependendo da espécie e época do ano) • Aplicação relativamente fácil (com sistemas de infusão artesanais) • Fitocida não contacta com o exterior e é aplicado em quantidades muito reduzidas Vídeo Desvantagens • Moroso • Exige equipamento perfura-ção com grande autonomia • Obriga a 2 intervenções espaçadas a meses para remover 1 mesma árvore • Bastante oneroso se realizado extensivamente (elevada mão de obra) Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 44/31
  • 45.
    Quais os tiposde controlo para algumas das plantas Invasoras mais problemáticas? Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 45/31
  • 46.
    Mimosa (Acacia dealbata) - Descasque ou corte combinado com aplicação de fitocida - Dependendo dos locais, pulverização com fitocidas para controlo de continuidade Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 46/31
  • 47.
    Austrália (Acacia melanoxylon) Controlo semelhante a mimosa, mas: - Descasques mais difíceis - Pulverizações menos eficientes Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 47/31
  • 48.
    acácia-de-espigas (Acacia longifolia) Controlo biológico ? – Trichilogaster CTC 2003 – Reserva Natural acaciaelongifoliae Dunas S.Jacinto Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 48/31
  • 49.
    háquea-picante (Hakea sericea) Corte + espera + fogo controlado ou destroçamento Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 49/31
  • 50.
    chorão-das-praias (Carpobrotus edulis) Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 50/31
  • 51.
    erva-das-pampas (Cortaderia selloana) Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 51/31
  • 52.
    espanta-lobos (Ailanthus altissima) Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 52/31
  • 53.
    5: Plataforma demapeamento de plantas invasoras – em www.invasoras.pt Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 53/31
  • 54.
    O que podemosfazer? Todos somos intervenientes neste processo. Todos podemos ajudar! “PREVENÇÃO É A MELHOR OPÇÃO” 1. Aprender a identificar as plantas invasoras e NÃO as UTILIZAR 2. Ao comprar plantas, preferir as nativas; se optar por exóticas informar-se sobre o seu caráter invasor 3. Ao passear no campo, verificar que as roupas e sapatos não trazem sementes ou outros propágulos de plantas invasoras 4. Ao limpar os jardins/espaços verdes/terrenos de cultivo, não deitar restos de exóticas na natureza Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 54/31
  • 55.
    O que podemosfazer? Alternativas nativas… Todos somos intervenientes neste processo. Todos podemos ajudar! “PREVENÇÃO É A MELHOR OPÇÃO” 1. Aprender a identificar as plantas invasoras e NÃO as UTILIZAR 2. Ao comprar plantas, preferir as nativas; se optar por exóticas informar-se sobre o seu caráter invasor 3. Ao passear no campo, verificar que as roupas e sapatos não trazem sementes ou outros propágulos de plantas invasoras 4. Ao limpar os jardins/espaços verdes/terrenos de cultivo, não deitar restos de exóticas na natureza ... Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 55/31
  • 56.
    O que podemosfazer? 5. Organizar ou participar em ações de controlo, palestras, atividades de sensibilização, ou outras, sobre plantas invasoras Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 56/31
  • 57.
    O que podemosfazer? 5. Mapa de avistamentos de plantas invasoras - projeto de Ciência Cidadã, disponível em http://invasoras.uc.pt/mapa-de-avistamentos/ Contribuições através de: 1) site; 2) aplicação para Android Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 57/31
  • 58.
    Registo de avistamentospara mapeamento 1. Registo do utilizador na base de dados – http://invasoras.uc.pt/mapa-de-avistamentos/ 2. Registo de avistamentos no site 1. folhas de registo em PDF 3. Registo de avistamentos com smartphone Android 1. Envio dos avistamentos com net 4. Edição e consulta de avistamentos na área de utilizador em http://invasoras.uc.pt/mapa-de-avistamentos/ 5. (Validação dos avistamentos – equipa do invasoras.pt) 6. Visualização dos avistamentos online Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 58/31
  • 59.
    Obrigada! Mais informação:www.invasoras.pt invader@uc.pt https://www.facebook.com/InvasorasPt Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 59/31
  • 60.
    Referências citadas AlmeidaJD, Freitas H (2006) Exotic naturalized flora of continental Portugal - a reassessment. Botanica Complutensis 30:117-130 Hulme, P.E., Pysek, P., Nentwig, W. & Vilà, M. (2009) Will Threat of Biological Invasions Unite the European Union? Science, 40-41. Marchante, H.. 2011. Invasion of Portuguese dunes by Acacia longifolia: present status and perspectives for the future. Faculdade de Ciências e Tecnologia. Universidade de Coimbra. Doutoramento em Biologia, especialidade em Ecologia. 184 pág. Marchante E, Freitas H, Marchante H (2008a) Guia prático para a identificação de Plantas Invasoras de Portugal Continental. Natura Naturata. Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra Ministério do Ambiente (1999) Decreto-lei n.º 565/99 de 21 de Dezembro. In: Diário da República - I Série - A. 295: 9100-9114. Pyšek P, Richardson DM, Rejmanek M, Webster GL, Williamson M, Kirschner J (2004) Alien plants in checklists and floras: towards better communication between taxonomists and ecologists. Taxon 53 (1):131-143 Richardson DM, Pyšek P, Rejmánek M, Barbour MG, Panetta FD, West CJ (2000) Naturalization and invasion of alien plants: concepts and definitions. Divers Distrib 6:93-107 Vilà M, Espinar JL, Hejda M, Hulme PE, Jarošík V, Maron JL, Pergl J, Schaffner U, Sun Y, Pyšek P (2011) Ecological impacts of invasive alien plants: a meta-analysis of their effects on species, communities and ecosystems. Ecol Lett 14:702-708 Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 60/31
  • 61.
    Alguma bibliografia esites: Caetano, F. 2011. Formação no âmbito do Campo de Trabalho Científico sobre Controlo de Plantas Invasoras. 25-31 Julho 2011, Mata do Desterro, Seia. Organização: CFE/UC, ESAC e CISE, Município de Seia. Rainha, M. & Moça, R. 2011. “Controlo de Plantas Invasoras nos Perímetros Florestais das Serras da Mó e Viso e Serra da Freita - Estratégia da UGF da AMP e EDV”. No âmbito do Seminário sobre Plantas Invasoras. Organização: Fundação Mata do Buçaco, com colaboração do Centro de Ecologia Funcional, Escola Superior Agrária de Coimbra, Autoridade Florestal Nacional e Fundação Floresta Unida. 20 Maio. Wittenberg, R., Cock, M.J.W. (eds.) 2001. Invasive Alien Species: A Toolkit of Best Prevention and Management Practices. CAB International, Wallingford, Oxon, UK, xvii - 228. (online em http://www.gisp.org/) Tu, M., Hurd, C. & J.M. Randall. 2001. Weed Control Methods Handbook, The Nature Conservancy, http://tncweeds.ucdavis.edu, version: April 2001; http://www.invasive.org/gist/handbook.html http://alic.arid.arizona.edu/invasive/sub1/index.shtml http://www.invasiveanimals.com/ http://www.environment.gov.au/biodiversity/invasive/ Identificação e controlo eficiente de plantas invasoras|02 Out.|FACE,Espinho www.invasoras.pt 61/31