A velhaA velha
árvoreárvore
Traduzida por M. Jesus Sousa (Juca) a partir de
http://www.waece.org/catedra/webcuentos/elviejoarbol.htm
Numa manhã ensolarada um bonito passarinho decidiu parar num dos ramos secos de
uma velha árvore. Enquanto a ave limpava cuidadosamente as suas penas avermelhadas
ouviu a árvore a lamentar-se: - Que triste me sinto! Antes era uma árvore bela e frondosa
e agora sou apenas um amontoado de ramos frágeis! Quem se importa com uma árvore
que nem dá frutos? Nem se quer as crianças me querem trepar!
- Porque estás tão triste? – perguntou o passarinho à árvore. - Sabes, já faz dois meses
que os donos desta casa partiram e, desde esse dia, nunca mais bebi uma só gotinha de
água. Se não chove depressa decerto que morro. - Oh! Que triste! Gostava de te ajudar,
mas não sei como, sou só um pequeno passarinho…disse ele. - Achas que podias trazer-
me nem que fosse só um bocadinho de água no teu bico? – perguntou a árvore - Claro! –
respondeu o passarinho – É uma excelente ideia!
- Vou pedir ajuda a todos os outros pássaros e juntos vamos refrescar-te.
- Muito obrigada, passarinho – exclamou a árvore. As pombas, os passarinhos, as
andorinhas e todos os outros pássaros daquele lugar reuniram-se no rio e, comandadas
pelo passarinho avermelhado, levaram nos seus bicos água para a velha árvore.
- Obrigada, muito obrigada a todos! Que feliz e que viva que me sinto – exclamou a
árvore quando, depois de tanta espera, conseguiu aproveitar a chuva que os pássaros
deixaram cair sobre ela. Todos os dias os pássaros passaram a regar a árvore com muita
generosidade. Pouco a pouco, a velha árvore recuperou a sua cor e milhares de folhas
voltaram a nascer nos seus ramos. O seu tronco tornou-se cada vez mais forte e toda a
árvore voltou a cobrir-se de bonitas flores que, mais tarde, se transformaram em
saborosas maçãs. Que bonito! E a árvore voltou a sentir-se viva e frondosa
A beleza daquela árvore fez com que aquela casa abandonada voltasse a ser habitada.
Todos os dias, a senhora regava a árvore e esta cada vez estava mais resplandecente. Os
pássaros, felizes pela chegada da Primavera e pela alegria da árvore, resolveram então
organizar uma festa.
O passarinho avermelhado e os outros pássaros, ficaram muito tristes com a atitude da
árvore a quem tanto tinham ajudado. Na manhã seguinte, uma pomba tentava fazer um
ninho na velha árvore. Esta, muito zangada, disse: - Ouve, não vês que podes estragar e
sujar os meus ramos e o meu tronco? Há muitos lugares onde podes fazer o teu ninho…
porque não procuras outro? A pomba ficou envergonhada e triste. O mesmo aconteceu
com outros pássaros que tentaram alimentar-se com as maçãs daquela árvore.
- Não! Não parem nos meus ramos! Por favor! – disse a árvore aos passarinhos. – Não
vêem que podem tirar as minhas folhas, flores e frutos? Ninguém gosta de árvores
secas… vão procurar outra árvore para brincar, há muitas mais por aí…
Pouco a pouco, os pássaros afastaram-se da árvore e deixaram de a visitar. Ela continuou
bonita por algum tempo mas, a cada dia que passava, sentia-se mais pesada. Ninguém
comia as suas maçãs, tinha tantos frutos e flores que os seus ramos e o seu tronco
começaram a inclinar-se com o peso. A senhora da casa até pediu ao marido para a
cortar, pois senão até podia cair em cima da casa…
A árvore, ao ouvir o que a mulher dizia ao marido, começou a chorar. Os pássaros
ouviram os soluços e acudiram perto dela. - O que se passa, velha árvore? Porque
choras? – perguntaram-lhe - Estou muito triste! Não deixei que vocês viessem para os
meus ramos e comessem os meus frutos e agora os meus ramos pesam tanto que o meu
tronco se dobrou e vão cortar-me. Responderam os pássaros: - Não chores, nós vamos
ajudar-te!
As aves começaram a tirar as maçãs, as folhas e as flores. Pouco a pouco, a velha árvore
endireitou-se e as pessoas da casa decidiram não a cortar. Embora durante algum tempo
só tivesse algumas folhas nos seus ramos, a velha árvore viveu feliz, rodeada de
passarinhos e assim compreendeu o valor da generosidade e do agradecimento.

A velha-á..

  • 1.
    A velhaA velha árvoreárvore Traduzidapor M. Jesus Sousa (Juca) a partir de http://www.waece.org/catedra/webcuentos/elviejoarbol.htm
  • 2.
    Numa manhã ensolaradaum bonito passarinho decidiu parar num dos ramos secos de uma velha árvore. Enquanto a ave limpava cuidadosamente as suas penas avermelhadas ouviu a árvore a lamentar-se: - Que triste me sinto! Antes era uma árvore bela e frondosa e agora sou apenas um amontoado de ramos frágeis! Quem se importa com uma árvore que nem dá frutos? Nem se quer as crianças me querem trepar!
  • 3.
    - Porque estástão triste? – perguntou o passarinho à árvore. - Sabes, já faz dois meses que os donos desta casa partiram e, desde esse dia, nunca mais bebi uma só gotinha de água. Se não chove depressa decerto que morro. - Oh! Que triste! Gostava de te ajudar, mas não sei como, sou só um pequeno passarinho…disse ele. - Achas que podias trazer- me nem que fosse só um bocadinho de água no teu bico? – perguntou a árvore - Claro! – respondeu o passarinho – É uma excelente ideia!
  • 4.
    - Vou pedirajuda a todos os outros pássaros e juntos vamos refrescar-te. - Muito obrigada, passarinho – exclamou a árvore. As pombas, os passarinhos, as andorinhas e todos os outros pássaros daquele lugar reuniram-se no rio e, comandadas pelo passarinho avermelhado, levaram nos seus bicos água para a velha árvore.
  • 5.
    - Obrigada, muitoobrigada a todos! Que feliz e que viva que me sinto – exclamou a árvore quando, depois de tanta espera, conseguiu aproveitar a chuva que os pássaros deixaram cair sobre ela. Todos os dias os pássaros passaram a regar a árvore com muita generosidade. Pouco a pouco, a velha árvore recuperou a sua cor e milhares de folhas voltaram a nascer nos seus ramos. O seu tronco tornou-se cada vez mais forte e toda a árvore voltou a cobrir-se de bonitas flores que, mais tarde, se transformaram em saborosas maçãs. Que bonito! E a árvore voltou a sentir-se viva e frondosa
  • 6.
    A beleza daquelaárvore fez com que aquela casa abandonada voltasse a ser habitada. Todos os dias, a senhora regava a árvore e esta cada vez estava mais resplandecente. Os pássaros, felizes pela chegada da Primavera e pela alegria da árvore, resolveram então organizar uma festa.
  • 7.
    O passarinho avermelhadoe os outros pássaros, ficaram muito tristes com a atitude da árvore a quem tanto tinham ajudado. Na manhã seguinte, uma pomba tentava fazer um ninho na velha árvore. Esta, muito zangada, disse: - Ouve, não vês que podes estragar e sujar os meus ramos e o meu tronco? Há muitos lugares onde podes fazer o teu ninho… porque não procuras outro? A pomba ficou envergonhada e triste. O mesmo aconteceu com outros pássaros que tentaram alimentar-se com as maçãs daquela árvore. - Não! Não parem nos meus ramos! Por favor! – disse a árvore aos passarinhos. – Não vêem que podem tirar as minhas folhas, flores e frutos? Ninguém gosta de árvores secas… vão procurar outra árvore para brincar, há muitas mais por aí…
  • 8.
    Pouco a pouco,os pássaros afastaram-se da árvore e deixaram de a visitar. Ela continuou bonita por algum tempo mas, a cada dia que passava, sentia-se mais pesada. Ninguém comia as suas maçãs, tinha tantos frutos e flores que os seus ramos e o seu tronco começaram a inclinar-se com o peso. A senhora da casa até pediu ao marido para a cortar, pois senão até podia cair em cima da casa…
  • 9.
    A árvore, aoouvir o que a mulher dizia ao marido, começou a chorar. Os pássaros ouviram os soluços e acudiram perto dela. - O que se passa, velha árvore? Porque choras? – perguntaram-lhe - Estou muito triste! Não deixei que vocês viessem para os meus ramos e comessem os meus frutos e agora os meus ramos pesam tanto que o meu tronco se dobrou e vão cortar-me. Responderam os pássaros: - Não chores, nós vamos ajudar-te!
  • 10.
    As aves começarama tirar as maçãs, as folhas e as flores. Pouco a pouco, a velha árvore endireitou-se e as pessoas da casa decidiram não a cortar. Embora durante algum tempo só tivesse algumas folhas nos seus ramos, a velha árvore viveu feliz, rodeada de passarinhos e assim compreendeu o valor da generosidade e do agradecimento.