A SEMANA DE
ARTE
MODERNA
1922
ANOS 20
Teatro Municipal
SÃO PAULO – DÉCADA DE 20
Inconformados com essa situação, muitos jovens artistas propuseram um
movimento de renovação da cultura nacional, que tornasse o Brasil independente nas
ideias, artes plásticas, música e literatura. Eles queriam romper com o passado para dar
chance de surgirem novas ideias artísticas, mas não sabiam como...
Qual a razão de trazer as novas artes para o Brasil?
Nessa época, as artes brasileiras eram meras repetições do que se produzia na
Europa. O academicismo e o tradicionalismo tomava conta das artes brasileiras. O
público era ainda muito conservador.
Exposição Malfatti - 1917
Anita Malfatti
Anita busca sua expressão visual a partir de
tendências expressionistas, modernas, coisa que, no
Brasil, ainda não havia acontecido. No Brasil, em
1917, com 24 anos de idade, resolve expor seus
trabalhos, na chamada “Exposição Malfatti”, que
acabam se distanciando dos métodos clássicos que a
sociedade brasileira, principalmente paulistana , tinha
como “obras de arte”.
O torso (1915-16)
A boba - 1915-16
A ventania - 1915
“Paranóia ou Mistificação?”, de autoria de
Monteiro Lobato, sobre a Exposição de
Anita Malfatti:
“Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem
normalmente as coisas(..) A outra espécie é formada pelos que vêem
anormalmente a natureza e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob
a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como
furúnculos da cultura excessiva. (...) Embora eles se dêem como novos,
precursores de uma arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal
ou teratológica: nasceu com a paranóia e com a mistificação.(...)
Esse artigo de Monteiro Lobato, criticando os quadros de Anita Malfatti,
expostos em 1917, contribuiu para a realização da Semana de Arte
Moderna em 1922, por ter provocado a união dos jovens modernistas.
Essa união os levou à decisão de divulgar o movimento e expor
coletivamente as obras representativas da nova arte.
A SEMANA DE ARTE
MODERNA
O Modernismo no Brasil teve início
com a Semana da Arte Moderna em 1922.
13, 15 e 17 de Fevereiro
Cartazes de divulgação da Semana de Arte
Moderna – Di Cavalcanti
SEMANA DA ARTE MODERNA -1922
“Foi um evento de música, dança, poesia e artes
plásticas que inaugurou um novo movimento cultural no
Brasil: o Modernismo. A elite cafeicultora paulista alugou o
Teatro Municipal de São Paulo, para receber um novo tipo de
arte, fortemente influenciada pelas vanguardas europeias e
que refletia o progresso e a industrialização que a cidade vivia
naquele momento.”
Mundo Estranho – Edição 121
O objetivo era mostrar as novas
tendências artísticas que já vigoravam na
Europa. Esta nova forma de expressão
não foi compreendida pela elite paulista,
que era influenciada pelas formas
estéticas européias mais conservadoras. O
idealizador deste evento artístico e
cultural foi o pintor Di Cavalcanti.
PRINCIPAIS AUTORES DA
SEMANA DE ARTE MODERNA
 MÚSICA: Villa-Lobos
 LITERATURA: Graça Aranha, Mário de
Andrade, Ronald de Carvalho, Oswald
de Andrade, Menotti del Picchia,
Guilherme de Almeida;
 ESCULTURA: Victor Brecheret;
 PINTURA: Anita Malfatti, Di Cavalcanti,
Tarsila do Amaral(participação indireta)
 ARQUITETURA: Antônio Moya;
Três dias polêmicos
 No primeiro dia, no Teatro Municipal,
todos aguardavam os intelectuais com as
demonstrações da perfeita demonstração do
que havia na atualidade em nosso meio de
escultura, pintura, arquitetura, música e
literatura, porém o público estranha quando
Graça Aranha, respeitado por pertencer à
Academia Brasileira de Letras, profere a
conferência “A emoção estética na Arte
Moderna” ao som de uma estranha peça
musical – paródia de “Marcha Fúnebre” de
Chopin...
 Leitura das páginas 47 a 49
Oswald de Andrade – um dos
organizadores da Semana de Arte
Moderna.
A Escrava que não é Isaura- Mário de Andrade (trecho)
(É o primeiro tratado de poética moderna escrito aqui no Brasil – Lido no Teatro Municipal, na
Semana de Arte Moderna. Esse ensaio tem por subtítulo: "Discurso sobre algumas tendências
da poesia modernista" e é iniciado com uma fábula sobre a poesia)
"Gosto de falar por parábolas como Cristo". O primeiro homem depois da
criação de Eva, plagia Deus tirando da língua uma mulher (poesia). Essa
mulher nua ficou no cimo de um monte. Adão,envergonhou-se da nudez e
colocou-lhe uma parra. Depois passou Caim e cobriu-a com um "velocino
alvíssimo" .Depois as gerações continuaram a subterrá-la de vestes e
adereços. Daí um dia, passou um vagabundo, (meu querido) Rimbaud e
chutou esse monte, fazendo-o desmoronar, mostrando todo o esplendor da
Poesia nua... E é essa mulher "escandalosamente nua" que os poetas
modernos começaram a adorar.
Mário de Andrade – organizador da
Semana de Arte Moderna e líder da 1ª fase
modernista.
OS SAPOS
Poema de Manuel Bandeira, que ridiculariza o Parnasianismo, recitado por Ronald de
Carvalho, sob o a gritaria, os assobios e apupos da plateia.
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
—Meu pai foi à guerra!
—Não foi! —Foi! —Não foi!
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: — Meu cancioneiro É bem martelado.
(...)
Manuel Bandeira – chamado de “São
João Batista” por Mário de Andrade.
Di Cavalcanti
SAMBA - DI CAVALCANTI - 1925
'Samba', de Di Cavalcanti
Victor Brecheret
Daisy, de Brecheret
Heitor Villa Lobos
A semana da arte moderna

A semana da arte moderna

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    Teatro Municipal SÃO PAULO– DÉCADA DE 20
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    Inconformados com essasituação, muitos jovens artistas propuseram um movimento de renovação da cultura nacional, que tornasse o Brasil independente nas ideias, artes plásticas, música e literatura. Eles queriam romper com o passado para dar chance de surgirem novas ideias artísticas, mas não sabiam como... Qual a razão de trazer as novas artes para o Brasil? Nessa época, as artes brasileiras eram meras repetições do que se produzia na Europa. O academicismo e o tradicionalismo tomava conta das artes brasileiras. O público era ainda muito conservador.
  • 5.
    Exposição Malfatti -1917 Anita Malfatti Anita busca sua expressão visual a partir de tendências expressionistas, modernas, coisa que, no Brasil, ainda não havia acontecido. No Brasil, em 1917, com 24 anos de idade, resolve expor seus trabalhos, na chamada “Exposição Malfatti”, que acabam se distanciando dos métodos clássicos que a sociedade brasileira, principalmente paulistana , tinha como “obras de arte”.
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    A boba -1915-16
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    “Paranóia ou Mistificação?”,de autoria de Monteiro Lobato, sobre a Exposição de Anita Malfatti: “Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas(..) A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. (...) Embora eles se dêem como novos, precursores de uma arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica: nasceu com a paranóia e com a mistificação.(...) Esse artigo de Monteiro Lobato, criticando os quadros de Anita Malfatti, expostos em 1917, contribuiu para a realização da Semana de Arte Moderna em 1922, por ter provocado a união dos jovens modernistas. Essa união os levou à decisão de divulgar o movimento e expor coletivamente as obras representativas da nova arte.
  • 10.
    A SEMANA DEARTE MODERNA O Modernismo no Brasil teve início com a Semana da Arte Moderna em 1922. 13, 15 e 17 de Fevereiro
  • 11.
    Cartazes de divulgaçãoda Semana de Arte Moderna – Di Cavalcanti
  • 12.
    SEMANA DA ARTEMODERNA -1922 “Foi um evento de música, dança, poesia e artes plásticas que inaugurou um novo movimento cultural no Brasil: o Modernismo. A elite cafeicultora paulista alugou o Teatro Municipal de São Paulo, para receber um novo tipo de arte, fortemente influenciada pelas vanguardas europeias e que refletia o progresso e a industrialização que a cidade vivia naquele momento.” Mundo Estranho – Edição 121
  • 13.
    O objetivo eramostrar as novas tendências artísticas que já vigoravam na Europa. Esta nova forma de expressão não foi compreendida pela elite paulista, que era influenciada pelas formas estéticas européias mais conservadoras. O idealizador deste evento artístico e cultural foi o pintor Di Cavalcanti.
  • 15.
    PRINCIPAIS AUTORES DA SEMANADE ARTE MODERNA  MÚSICA: Villa-Lobos  LITERATURA: Graça Aranha, Mário de Andrade, Ronald de Carvalho, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida;  ESCULTURA: Victor Brecheret;  PINTURA: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral(participação indireta)  ARQUITETURA: Antônio Moya;
  • 16.
    Três dias polêmicos No primeiro dia, no Teatro Municipal, todos aguardavam os intelectuais com as demonstrações da perfeita demonstração do que havia na atualidade em nosso meio de escultura, pintura, arquitetura, música e literatura, porém o público estranha quando Graça Aranha, respeitado por pertencer à Academia Brasileira de Letras, profere a conferência “A emoção estética na Arte Moderna” ao som de uma estranha peça musical – paródia de “Marcha Fúnebre” de Chopin...  Leitura das páginas 47 a 49
  • 17.
    Oswald de Andrade– um dos organizadores da Semana de Arte Moderna.
  • 18.
    A Escrava quenão é Isaura- Mário de Andrade (trecho) (É o primeiro tratado de poética moderna escrito aqui no Brasil – Lido no Teatro Municipal, na Semana de Arte Moderna. Esse ensaio tem por subtítulo: "Discurso sobre algumas tendências da poesia modernista" e é iniciado com uma fábula sobre a poesia) "Gosto de falar por parábolas como Cristo". O primeiro homem depois da criação de Eva, plagia Deus tirando da língua uma mulher (poesia). Essa mulher nua ficou no cimo de um monte. Adão,envergonhou-se da nudez e colocou-lhe uma parra. Depois passou Caim e cobriu-a com um "velocino alvíssimo" .Depois as gerações continuaram a subterrá-la de vestes e adereços. Daí um dia, passou um vagabundo, (meu querido) Rimbaud e chutou esse monte, fazendo-o desmoronar, mostrando todo o esplendor da Poesia nua... E é essa mulher "escandalosamente nua" que os poetas modernos começaram a adorar. Mário de Andrade – organizador da Semana de Arte Moderna e líder da 1ª fase modernista.
  • 19.
    OS SAPOS Poema deManuel Bandeira, que ridiculariza o Parnasianismo, recitado por Ronald de Carvalho, sob o a gritaria, os assobios e apupos da plateia. Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo-boi: —Meu pai foi à guerra! —Não foi! —Foi! —Não foi! O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: — Meu cancioneiro É bem martelado. (...) Manuel Bandeira – chamado de “São João Batista” por Mário de Andrade.
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    SAMBA - DICAVALCANTI - 1925 'Samba', de Di Cavalcanti
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