Tiragem: 2500
País: Portugal
Period.: Quinzenal
Âmbito: Outros Assuntos
Pág: 20
Cores: Cor
Área: 21,17 x 27,26 cm²
Corte: 1 de 1ID: 62032659 25-11-2015
Poucas são as pessoas que, nos dias de hoje, podem
afirmar não ter qualquer tipo de presença digital.
Podemossermaisoumenospró-activosnessapresença,
mas estamos lá: quem de nós não ficou surpreso ao
“googlar” o seu nome e ver-se associado a um perfil de
umaredesocial,aositedaempresaondetrabalha,auma
notícia ou mesmo a um artigo num blogue ou um vídeo
no YouTube?
Hoje em dia, ter presença digital já não é a questão. A
forma como comunicamos sofreu alterações significa-
tivas já que, como cidadãos, procuramos e partilhamos
informação e, acima de tudo, dialogamos.
A transparência e a credibilidade são valores que
exigimos às empresas, o que faz das organizações um
alvo preferencial no que diz respeito ao escrutínio e à
avaliação pública.
Enquanto indivíduos estamos mais predispostos a acre-
ditar noutros indivíduos do que nas instituições. Neste
sentido, os CEO e os quadros de topo assumem um
papel decisivo enquanto principais porta-vozes das suas
empresas, a quem a responsabilidade é atribuída, tanto
nas situações positivas como nas situações de eventual
crise.
Mas, conquistar o mundo digital não significa apenas
estar lá… É fundamental que os CEO e gestores
tenham em conta alguns factores decisivos para criarem
uma identidade digital consistente que, no final, permita
um impacto positivo na reputação e no negócio da sua
empresa.
Eis algumas sugestões para pensar numa estratégia de
identidade digital ajustada às necessidades dos gestores
de hoje em dia.
Ser autêntico
Sefossenecessárioresumirnumúnicoconselhoaestra-
tégia a seguir por um CEO no mundo digital, arriscaria a
autenticidade: só vale a pena estar, se formos autênticos.
Participar no “mundo digital” não significa ter a possibili-
dade de criar uma personagem que obrigue a um estilo
de envolvimento forçado. É cada vez mais fácil identificar
inconsistências, porque o mundo está mais informado e
interligado. Mas, ser autêntico significa ainda que nem
todas as redes sociais fazem sentido para todos os
CEO. Cada um, à sua maneira, e considerando os seus
stakeholders, deve definir os espaços e mecanismos de
interação que melhor servem os seus propósitos.
Escutar, escutar e escutar
A bidireccionalidade da comunicação poderá ser descrita
como a grande conquista das redes sociais. Para cimentar
umaposiçãodeliderançanomundodigitaléessencialque
exista receptividade e abertura às críticas, lidando e inte-
ragindo com aquilo que possa ser mais adverso de uma
forma natural e construtiva. Nos meios digitais, os CEO
devem estar genuinamente
interessados no feedback dos
seus seguidores. A capaci-
dade de escuta é algo muito
valorizado e pode ser chave
para consolidar a reputação
e capacidade de influência.
Além disso, saber ouvir significa
uma clara vantagem para as
empresas: perceber de forma
imediata e constante aquilo que
os stakeholders pensam sobre
a empresa, os seus produtos e
serviços.
Participar e partilhar conteúdos únicos e
relevantes
Vemos alguns CEO que olham para os seus activos
digitais apenas e só como uma extensão dos canais
da sua empresa. É a estratégia da difusão. No entanto,
tal como acontece com os líderes de opinião do
mundo offline, no mundo online é crucial mostrar-se
conhecedor de um determinado tema para poder ser
visto como uma autoridade. Assim sendo, impõe-se
uma estratégia de curadoria de conteúdos coerente
e ajustada, que permita aos gestores conhecerem e
liderarem o debate nos temas que são estratégicos
para o seu negócio.
Não se levar demasiado a sério
As redes sociais são, por natureza, espaços mais
informais. É natural que exista o receio de dizer algo
de errado que dê origem a uma chuva de críticas e
que coloque em causa a reputação da empresa. No
entanto, e dependendo sempre do contexto, pode
fazer sentido mostrar sentido de humor. O “humor
inteligente” é geralmente bem recebido pelos utili-
zadores das plataformas sociais. No fundo, ajuda a
humanizar a comunicação, fazendo ver que, que por
trás de um CEO, está uma pessoa!
Os resultados do estudo “Identidade Digital dos
CEOs: Portugal e a realidade Ibero-Americana”,
conduzido pela Llorente & Cuenca, mostram que os
canais digitais dos líderes das principais empresas em
Portugal ainda não são explorados como ferramentas
de comunicação estratégica. Apresentadas as conclu-
sões, lançamos o repto: Quando teremos em Portugal
o primeiro gestor “verdadeiramente digital”?
Tiago VidaL,
director-geral da Llorente & Cuenca Portugal
TOP 25 PORTUGAL
TOP 10 GLOBAL
Quando teremos
o primeiro gestor
verdadeiramente digital?

A presença digital de um CEO

  • 1.
    Tiragem: 2500 País: Portugal Period.:Quinzenal Âmbito: Outros Assuntos Pág: 20 Cores: Cor Área: 21,17 x 27,26 cm² Corte: 1 de 1ID: 62032659 25-11-2015 Poucas são as pessoas que, nos dias de hoje, podem afirmar não ter qualquer tipo de presença digital. Podemossermaisoumenospró-activosnessapresença, mas estamos lá: quem de nós não ficou surpreso ao “googlar” o seu nome e ver-se associado a um perfil de umaredesocial,aositedaempresaondetrabalha,auma notícia ou mesmo a um artigo num blogue ou um vídeo no YouTube? Hoje em dia, ter presença digital já não é a questão. A forma como comunicamos sofreu alterações significa- tivas já que, como cidadãos, procuramos e partilhamos informação e, acima de tudo, dialogamos. A transparência e a credibilidade são valores que exigimos às empresas, o que faz das organizações um alvo preferencial no que diz respeito ao escrutínio e à avaliação pública. Enquanto indivíduos estamos mais predispostos a acre- ditar noutros indivíduos do que nas instituições. Neste sentido, os CEO e os quadros de topo assumem um papel decisivo enquanto principais porta-vozes das suas empresas, a quem a responsabilidade é atribuída, tanto nas situações positivas como nas situações de eventual crise. Mas, conquistar o mundo digital não significa apenas estar lá… É fundamental que os CEO e gestores tenham em conta alguns factores decisivos para criarem uma identidade digital consistente que, no final, permita um impacto positivo na reputação e no negócio da sua empresa. Eis algumas sugestões para pensar numa estratégia de identidade digital ajustada às necessidades dos gestores de hoje em dia. Ser autêntico Sefossenecessárioresumirnumúnicoconselhoaestra- tégia a seguir por um CEO no mundo digital, arriscaria a autenticidade: só vale a pena estar, se formos autênticos. Participar no “mundo digital” não significa ter a possibili- dade de criar uma personagem que obrigue a um estilo de envolvimento forçado. É cada vez mais fácil identificar inconsistências, porque o mundo está mais informado e interligado. Mas, ser autêntico significa ainda que nem todas as redes sociais fazem sentido para todos os CEO. Cada um, à sua maneira, e considerando os seus stakeholders, deve definir os espaços e mecanismos de interação que melhor servem os seus propósitos. Escutar, escutar e escutar A bidireccionalidade da comunicação poderá ser descrita como a grande conquista das redes sociais. Para cimentar umaposiçãodeliderançanomundodigitaléessencialque exista receptividade e abertura às críticas, lidando e inte- ragindo com aquilo que possa ser mais adverso de uma forma natural e construtiva. Nos meios digitais, os CEO devem estar genuinamente interessados no feedback dos seus seguidores. A capaci- dade de escuta é algo muito valorizado e pode ser chave para consolidar a reputação e capacidade de influência. Além disso, saber ouvir significa uma clara vantagem para as empresas: perceber de forma imediata e constante aquilo que os stakeholders pensam sobre a empresa, os seus produtos e serviços. Participar e partilhar conteúdos únicos e relevantes Vemos alguns CEO que olham para os seus activos digitais apenas e só como uma extensão dos canais da sua empresa. É a estratégia da difusão. No entanto, tal como acontece com os líderes de opinião do mundo offline, no mundo online é crucial mostrar-se conhecedor de um determinado tema para poder ser visto como uma autoridade. Assim sendo, impõe-se uma estratégia de curadoria de conteúdos coerente e ajustada, que permita aos gestores conhecerem e liderarem o debate nos temas que são estratégicos para o seu negócio. Não se levar demasiado a sério As redes sociais são, por natureza, espaços mais informais. É natural que exista o receio de dizer algo de errado que dê origem a uma chuva de críticas e que coloque em causa a reputação da empresa. No entanto, e dependendo sempre do contexto, pode fazer sentido mostrar sentido de humor. O “humor inteligente” é geralmente bem recebido pelos utili- zadores das plataformas sociais. No fundo, ajuda a humanizar a comunicação, fazendo ver que, que por trás de um CEO, está uma pessoa! Os resultados do estudo “Identidade Digital dos CEOs: Portugal e a realidade Ibero-Americana”, conduzido pela Llorente & Cuenca, mostram que os canais digitais dos líderes das principais empresas em Portugal ainda não são explorados como ferramentas de comunicação estratégica. Apresentadas as conclu- sões, lançamos o repto: Quando teremos em Portugal o primeiro gestor “verdadeiramente digital”? Tiago VidaL, director-geral da Llorente & Cuenca Portugal TOP 25 PORTUGAL TOP 10 GLOBAL Quando teremos o primeiro gestor verdadeiramente digital?