A FORMAÇÃO DO LEITOR
EM CONTEXTOS DIGITAIS
Luciana Viter (FAETEC)
Apresentação disponível em: http://www.slideshare.net/lucianaviter
Quando ouço algumas pessoas dizerem que o
computador é uma forma artificial de
produção da escrita, pergunto-me se há
alguma forma natural de escrita. A escrita é
uma prática sóciocultural relativamente
recente na humanidade e não tem mais do
que cinco mil anos na forma como a
conhecemos hoje (MARCUSCHI, 2001).
Primeiras Representações
Narrativa gravada na caverna de Lascaux, cerca de 17.000 anos atrás.
Evolução da escrita
Escrita cuneiforme  Alfabeto fenício  Alfabeto greco-romano
Evolução dos suportes à leitura
Pergaminho e papiro em rolos
Processo do julgamento dos templários (Século XIV – Biblioteca do Vaticano)
Pergaminhos em códices
Exemplar da Bíblia (Século II A.C) – Biblioteca do Vaticano
Imprensa
A prensa móvel foi aperfeiçoada por Gutenberg no Século XV.
Livros “em papel”
Outros suportes para
leitura “em papel”
Mídias alternativas
A ERA DA INFORMAÇÃO
(LÉVY, 1999)
Valores da Cibercultura
Novas tecnologias, velhas dificuldades
Disponível em: https://youtu.be/F8L3OOWFtic
Leitura em Tela
Navegar através da Internet é antes de tudo
ler. Porém o caráter não linear do
hipertexto reveste esse tipo de leitura de
características bastante específicas,
relacionadas às possibilidades de interação
que oferece e à fragmentação da atenção
do leitor, entre outros fatores.
NOVOS GÊNEROS TEXTUAIS
Novos suportes para leitura:
e-readers e tablets
Novos suportes para leitura:
smartphones e “phablets”
Novos suportes para leitura:
protótipos
Livros digitais (E-books)
Suportes para leitura
vantagens e desvantagens
Disponível em: https://youtu.be/OAEhjkSgmFc
Bibliotecas Virtuais
Bibliotecas Virtuais
TENDÊNCIAS
Intertextualidade
Transmídia
Transmídia
Integração de recursos
LEITURA SOCIAL
Autopublicação e impressão
por demanda (digital /”em papel”)
Autopublicação e impressão
por demanda (digital /”em papel”)
Plataformas de leitura digital
Sites e comunidades virtuais de
autopublicação e leitura
Sites e comunidades virtuais de
autopublicação e leitura
A formação do leitor
em contextos digitais
O livro é de quem tem acesso às suas páginas
(...) É do leitor o prazer. É do leitor a
identificação. É do leitor o aprendizado. É do
leitor o livro. Não existe livro sem leitor. Não
existe. É um objeto fantasma que não serve pra
nada. (MEDEIROS, 2013)
Responsabilidades
Escola
Estado
Família
70% dos livros publicados
no Brasil são didáticos
75% dos brasileiros não
frequentam bibliotecas
A média anual de livros lidos
no Brasil é de 2 livros por pessoa
ESTRATÉGIAS DIGITAIS
O Brasil possui a quarta maior
população mundial de nativos digitais
Diversificação de gêneros
Estimular o acesso a
diversos gêneros
textuais para que o
leitor possa descobrir
aqueles com os quais
mais se identifica.
Leitura Articulada
Segundo o paradigma da
convergência, “novas” e
“velhas” mídias evoluirão
de forma cada vez mais
interligada. (JENKINS,
2008)
Cultura Participatória
Incentivo à leitura
social e recriação de
obras a partir de
diversos formatos
(fanfictions, fanarts,
fanvideos).
Produções
Fotonovela Digital
Livro Clip
Book Trailer
Vídeos disponíveis em: https://vimeo.com/projetobooktrailer
Referências
ALCÂNTARA, Cristiano Rogério. Redes de Leitura: uma abordagem sociocultural do ato de ler. USP, São Paulo, 2009. Disponível
em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-26102010-164704/publico/5467869.pdf>.
CHARTIER, Roger. Do códice ao monitor: a trajetória do escrito. Estudos Avançados, v. 8, n. 21, p. 185–199, 1994. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40141994000200012&script=sci_arttext&tlng=en>. Acesso em: 11 mar. 2011.
COSCARELLI, Carla Viana. Textos e Hipertextos: Procurando o Equilíbrio. Linguagem em (Dis)curso, v. 9, n. 3, p. 549–564, 2009.
Disponível em: <http://www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0903/05.htm>. Acesso em: 22 ago. 2010.
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da Leitura no Brasil . 2012. Disponível em:
<http://prolivro.org.br/home/images/relatorios_boletins/3_ed_pesquisa_retratos_leitura_IPL.pdf>. Acesso em: 15 abr. 2015.
JENKINS, Henry. Convergence Culture: Where Old and New Media Collide. Revised edition. [s.l.]: New York University Press,
2008.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. Trad. Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1999. Disponível em:
<http://books.google.com.br/books?id=7L29Np0d2YcC&printsec=frontcover&dq=Pierre+Levy+Cibercultura&hl=pt-
BR&sa=X&ei=hpYQT4C_AaLy0gHRr5y1Aw&ved=0CDUQ6AEwAA#v=onepage&q=Pierre%20Levy%20Cibercultura&f=false>.
MAGNABOSCO, Gislaine Gracia. Hipertexto e Gêneros Digitais: mutações no ler e escrever? Conjectura, v. 14, n. 2, 2009.
Disponível em: <http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conjectura/article/viewFile/14/13>. Acesso em: 20 dez. 2011.
Referências
MEDEIROS, Martha. A graça da coisa. 1. ed. Porto Alegre, RS.: L&PM Editora, 2013. .
MARCUSCHI, Luiz Antônio. O hipertexto como um novo espaço de escrita em sala de aula. Linguagem & Ensino, v. 4, n. 1, p. 79–
111, 2001. Disponível em: <http://www4.pucsp.br/~fontes/ln2sem2006/f_marcuschi.pdf>. Acesso em: 10 abr. 2013.
PRENSKY, Marc. Digital Natives, Digital Immigrants Part 1. On the Horizon v. 9, n. 5, p. 1–6 , 9 jan. 2001. Disponível em:
<http://www.marcprensky.com/writing/prensky%20-%20digital%20natives,%20digital%20immigrants%20-%20part1.pdf>. Acesso
em: 17 jan. 2012.
VITER, Luciana Nunes. Construção de letramento em uma comunidade on-line de práticas de leitura e produção textual. Revista
Recorte v. 11, n. 1 , 1 jun. 2014. Disponível em: <http://revistas.unincor.br/index.php/recorte/article/view/1253>. Acesso em: 1
jun. 2014.
VITER, Luciana Nunes. Impactos da Leitura e da Escrita em Contextos Digitais nos Relacionamentos entre Leitor, Autor e Texto.
Revista Hipertexto v. 5, n. 1, p. 75–99 , 23 abr. 2015. Disponível em:
<http://www.latec.ufrj.br/revistas/index.php?journal=hipertexto&page=article&op=view&path%5B%5D=691>. Acesso em: 24 abr.
2015.
Contato
Email
lucianaviter@yahoo.com.br
Currículo
http://lucianaviter.com.br
Curadoria
http://www.scoop.it/t/litteris

A formação do leitor em contextos digitais

  • 1.
    A FORMAÇÃO DOLEITOR EM CONTEXTOS DIGITAIS Luciana Viter (FAETEC) Apresentação disponível em: http://www.slideshare.net/lucianaviter
  • 2.
    Quando ouço algumaspessoas dizerem que o computador é uma forma artificial de produção da escrita, pergunto-me se há alguma forma natural de escrita. A escrita é uma prática sóciocultural relativamente recente na humanidade e não tem mais do que cinco mil anos na forma como a conhecemos hoje (MARCUSCHI, 2001).
  • 3.
    Primeiras Representações Narrativa gravadana caverna de Lascaux, cerca de 17.000 anos atrás.
  • 4.
    Evolução da escrita Escritacuneiforme  Alfabeto fenício  Alfabeto greco-romano
  • 5.
  • 6.
    Pergaminho e papiroem rolos Processo do julgamento dos templários (Século XIV – Biblioteca do Vaticano)
  • 7.
    Pergaminhos em códices Exemplarda Bíblia (Século II A.C) – Biblioteca do Vaticano
  • 8.
    Imprensa A prensa móvelfoi aperfeiçoada por Gutenberg no Século XV.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
    A ERA DAINFORMAÇÃO
  • 13.
  • 14.
    Novas tecnologias, velhasdificuldades Disponível em: https://youtu.be/F8L3OOWFtic
  • 15.
    Leitura em Tela Navegaratravés da Internet é antes de tudo ler. Porém o caráter não linear do hipertexto reveste esse tipo de leitura de características bastante específicas, relacionadas às possibilidades de interação que oferece e à fragmentação da atenção do leitor, entre outros fatores.
  • 16.
  • 17.
    Novos suportes paraleitura: e-readers e tablets
  • 18.
    Novos suportes paraleitura: smartphones e “phablets”
  • 19.
    Novos suportes paraleitura: protótipos
  • 20.
  • 21.
    Suportes para leitura vantagense desvantagens Disponível em: https://youtu.be/OAEhjkSgmFc
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
  • 34.
    Autopublicação e impressão pordemanda (digital /”em papel”)
  • 35.
    Autopublicação e impressão pordemanda (digital /”em papel”)
  • 36.
  • 39.
    Sites e comunidadesvirtuais de autopublicação e leitura
  • 40.
    Sites e comunidadesvirtuais de autopublicação e leitura
  • 41.
    A formação doleitor em contextos digitais
  • 42.
    O livro éde quem tem acesso às suas páginas (...) É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É do leitor o livro. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve pra nada. (MEDEIROS, 2013)
  • 43.
  • 46.
    70% dos livrospublicados no Brasil são didáticos
  • 47.
    75% dos brasileirosnão frequentam bibliotecas
  • 48.
    A média anualde livros lidos no Brasil é de 2 livros por pessoa
  • 49.
  • 50.
    O Brasil possuia quarta maior população mundial de nativos digitais
  • 51.
    Diversificação de gêneros Estimularo acesso a diversos gêneros textuais para que o leitor possa descobrir aqueles com os quais mais se identifica.
  • 52.
    Leitura Articulada Segundo oparadigma da convergência, “novas” e “velhas” mídias evoluirão de forma cada vez mais interligada. (JENKINS, 2008)
  • 53.
    Cultura Participatória Incentivo àleitura social e recriação de obras a partir de diversos formatos (fanfictions, fanarts, fanvideos).
  • 54.
  • 55.
  • 56.
  • 57.
    Book Trailer Vídeos disponíveisem: https://vimeo.com/projetobooktrailer
  • 58.
    Referências ALCÂNTARA, Cristiano Rogério.Redes de Leitura: uma abordagem sociocultural do ato de ler. USP, São Paulo, 2009. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-26102010-164704/publico/5467869.pdf>. CHARTIER, Roger. Do códice ao monitor: a trajetória do escrito. Estudos Avançados, v. 8, n. 21, p. 185–199, 1994. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40141994000200012&script=sci_arttext&tlng=en>. Acesso em: 11 mar. 2011. COSCARELLI, Carla Viana. Textos e Hipertextos: Procurando o Equilíbrio. Linguagem em (Dis)curso, v. 9, n. 3, p. 549–564, 2009. Disponível em: <http://www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0903/05.htm>. Acesso em: 22 ago. 2010. INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da Leitura no Brasil . 2012. Disponível em: <http://prolivro.org.br/home/images/relatorios_boletins/3_ed_pesquisa_retratos_leitura_IPL.pdf>. Acesso em: 15 abr. 2015. JENKINS, Henry. Convergence Culture: Where Old and New Media Collide. Revised edition. [s.l.]: New York University Press, 2008. LÉVY, Pierre. Cibercultura. Trad. Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1999. Disponível em: <http://books.google.com.br/books?id=7L29Np0d2YcC&printsec=frontcover&dq=Pierre+Levy+Cibercultura&hl=pt- BR&sa=X&ei=hpYQT4C_AaLy0gHRr5y1Aw&ved=0CDUQ6AEwAA#v=onepage&q=Pierre%20Levy%20Cibercultura&f=false>. MAGNABOSCO, Gislaine Gracia. Hipertexto e Gêneros Digitais: mutações no ler e escrever? Conjectura, v. 14, n. 2, 2009. Disponível em: <http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conjectura/article/viewFile/14/13>. Acesso em: 20 dez. 2011.
  • 59.
    Referências MEDEIROS, Martha. Agraça da coisa. 1. ed. Porto Alegre, RS.: L&PM Editora, 2013. . MARCUSCHI, Luiz Antônio. O hipertexto como um novo espaço de escrita em sala de aula. Linguagem & Ensino, v. 4, n. 1, p. 79– 111, 2001. Disponível em: <http://www4.pucsp.br/~fontes/ln2sem2006/f_marcuschi.pdf>. Acesso em: 10 abr. 2013. PRENSKY, Marc. Digital Natives, Digital Immigrants Part 1. On the Horizon v. 9, n. 5, p. 1–6 , 9 jan. 2001. Disponível em: <http://www.marcprensky.com/writing/prensky%20-%20digital%20natives,%20digital%20immigrants%20-%20part1.pdf>. Acesso em: 17 jan. 2012. VITER, Luciana Nunes. Construção de letramento em uma comunidade on-line de práticas de leitura e produção textual. Revista Recorte v. 11, n. 1 , 1 jun. 2014. Disponível em: <http://revistas.unincor.br/index.php/recorte/article/view/1253>. Acesso em: 1 jun. 2014. VITER, Luciana Nunes. Impactos da Leitura e da Escrita em Contextos Digitais nos Relacionamentos entre Leitor, Autor e Texto. Revista Hipertexto v. 5, n. 1, p. 75–99 , 23 abr. 2015. Disponível em: <http://www.latec.ufrj.br/revistas/index.php?journal=hipertexto&page=article&op=view&path%5B%5D=691>. Acesso em: 24 abr. 2015.
  • 60.