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1.-Prática do ensino supervisionado
A prática do ensino supervisionado (PES) surge como um momento fundamental enquanto
processo de transição de professor estagiário (PE), para professor profissionalizado, conjugando-se,
nessa ótica, fatores importantes a ter em atenção na formação e desenvolvimento do futuro professor.
Os quais se salientam o contacto com a realidade de ensino, mais concretamente da ação educativa do
professor estagiário e a mediação de todo este processo supervisão/orientação do estagio.
A influência da orientação transmitida quer pelo supervisor, quer pelo professor cooperante
(PC) no sucesso do desempenho do PE durante a PES é fundamental, ao examinar as perceções dos PE
sobre o seu desempenho e alertar para a necessidade do desenvolvimento de competências para lidar
com as diferentes situações, identificando as insuficiências de ensino e suas causas, assim como a
produção de soluções de formação que suportem uma melhoria das competências de ensino do PE.
Numa perspetiva geral, supervisão significa, segundo Williams e Pereira (1999), "visão sobre, ver por
cima de, ou seja, não é mais do que o ato de exercer um controlo de qualquer processo educativo”. A
nível educativo, e porque esse é o âmbito em que vamos desenvolver o nosso trabalho, a supervisão
aparece ligada a institucionalização da educação, surgindo como uma forma de conduzir/guiar os
futuros professores e os já professores no sentido do aperfeiçoamento profissional e da melhoria das
suas práticas de ensino. Na formação inicial surge como um processo de orientação da prática
pedagógica.
As definições atuais das PES obrigam a uma maior cumplicidade não só entre o PE do mesmo
núcleo, mas também, entre o PC. O facto de os PE terem uma turma, pela qual o são responsável
durante um período de tempo, convida a uma maior participação em todas as atividades letivas da
escola e não só nas suas aulas planeando e preparando as atividades.
Desta forma, é solicitado um Planeamento a Longo Prazo (Anual), a Medio Prazo (Unidades
Didáticas) e a Curto Prazo (Plano de Aulas).
Diversos autores como (Aiarcao & Tavares, 1987; Vieira, 1993; Zeichner,1993; Pieron, 1996;
Carreiro da Costa, 1996) salientam a relevância do processo de supervisão pedagógica na PES como
fator de importância fundamental na preparação dos futuros professores. Cada PE apresenta
características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprias,
revelando, no essencial, mais ou menos dificuldades em utilizar os conhecimentos teóricos
apreendidos na formação inicial nas situações concretas de ensino. Por isso, os objetivos e os
programas de orientação devem tomar em considerarão a vasta diversidade dessas características e
necessidades, de forma a preparar o PE, futuros professores para os desafios e problemas concretos do
seu trabalho diário na escola, conduzindo-os no sentido de uma inovação permanente da sua prática
pedagógica, evitando, desta forma, a rotina na sua ação pedagógica.
Depois de alguns anos de prática docente, no 1º ciclo, 2º ciclo e 3º ciclo do ensino básico
despontou um novo objetivo, o de ser professor no ensino secundário. Encontro-me na meta final do
meu processo de aprendizagem, mais concretamente, na PES. Para completar essa alegria, faço-o na
escola em que já desempenhei funções de docente no 2º ciclo, EB23 Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos
(DMPV). É muito bom, poder rever professores daquela altura e poder associar-me a eles novamente
como colegas de trabalho.
A realização da PES vai ser, sem dúvida, o reviver de uma agradável experiência, ao estar
rodeado por profissionais, como o Professor José Pereira, Professora Ana, Professora Amância, o
Professor Rui, entre outros. Sei também que será árdua esta etapa final mas, com certeza, gratificante
pela experiencia e aprendizagem obtidas.
A importância da educação artística
2.1. A arte e a educação
Uma das formas de desenvolver estratégias de apoio aos alunos á através da educação
artística. Esta não se deve separar da função que a arte tem na sociedade, da capacidade de observar
com um olhar crítico o meio envolvente, apoiado numa determinada cultura, para adquirir
conhecimentos e desenvolver as capacidades criativas do indivíduo na sua relação com o que o rodeia,
desta forma possível motivá-lo intrinsecamente indo de encontro às suas necessidades e aos seus
gostos.
Através da educação artística é possível estimular nos jovens a inteligência, a sensibilidade e a
afetividade. O professor não deve condicionar o aluno, mas sim deve motivá-lo para a expressão livre,
a expressão dos sentimentos, a criatividade e espontaneidade. A educação artística deve contribuir para
a construção do “eu” na sua plenitude, propiciando a relação entre a criança e o mundo que o envolve
(onde parte dele é a escola), de modo a que este se torne um indivíduo integrado, autónomo, crítico e
criativo. Como Alberto Sousa refere, a educação consiste na: “…preparação de cada criança para o seu
lugar na sociedade, não apenas no seu aspeto vocacional mas também espiritual e mental, então não é
de informação que ela necessita: é de sabedoria, equilíbrio, autorrealização, gosto - qualidades que
apenas podem provir de um exercício unificado dos sentimentos para a atividade de viver.”
2.2. O papel do professor e da escola na Educação Artística
O professor já não é aquele que apenas debita saberes numa determinada sala ou espaço, mas é
sim aquele que leva os alunos à descoberta de novas experiências e, consequentemente, os leva a
refletir sobre as mesmas.
Da mesma forma a escola, sendo o espaço onde decorre o processo de aprendizagem e
refletindo o meio envolvente na qual está inserida, deve ser pensada de modo que faculte aos
professores a autonomia necessária para a execução de estratégias que possibilitem contribuir para o
desenvolvimento da consciência próprio do aluno, fazendo com que este valorize a sociedade em que
está inserido.
É essencial a prática de uma ação educativa e integral, através da educação artística, que vai
possibilitar a autonomia, a organização e a inclusão dos alunos na sociedade. Para tal é necessário ter
em conta que a educação deverá ser sempre encaminhada para o seu carácter global, e o ensino deverá
cada vez mais promover a interdisciplinaridade e transdisciplinaridade.
2.3 A interdisciplinaridade na educação Artística.
O professor não deve deixar que os trabalhos escolares se limitem apenas ao suporte de papel,
mas sim deve motivar os alunos para a concretização de trabalhos que englobem várias áreas, obtendo
assim resultados mais diversificados e criativos. Se o trabalho do aluno for restringido apenas a uma
disciplina, a sua criatividade será condicionada, e este fator levará à produção de trabalhos
esteticamente mais limitados.
O mesmo acontece na criação artística, muitos artistas utilizam a interdisciplinaridade e
transdisciplinaridade para a executarem as suas obras, obtendo resultados distintos, originais e mais
pessoais dos restantes artistas. A interdisciplinaridade possibilita ao artista fazer a união das mais
distintas áreas, explorando situações novas e criativas.
3.-Organização e gestão do Ensino da Aprendizagem
Segundo Bento (2003) "a criatividade do professor significa, abordagem criativa dos
programas e de outros materiais de planeamento central do ensino".
3.4.- Realização do ensino
Ensino não é simplesmente a transmissão e apropriação simples da matéria programática. É
determinante para o desenvolvimento da personalidade dos alunos, dado que contem em si as bases
para o seu comportamento moral, forja o seu pensamento, influencia a sua vontade, os seus
sentimentos e atuação, bem como a sua disponibilidade para o empenhamento nas tarefas do dia-a-dia.
O ensino assume quase um "carater de lei" (Bento, 2003, p.107) e possui um lugar de destaque
no conjunto dos documentos para o planeamento e preparação direta do ensino pelo professor. O
ensino consiste na resposta planeada às exigências naturais do processo de aprendizagem, tendo como
pressuposto o estabelecer de uma relação entre professor/aluno. Tão importante do que transmitir a
matéria, segundo as leis da didática, é perceber até que ponto o ato de ensino resultou em
aprendizagem efetiva.
Com o tempo, vamo-nos aproximando dos alunos, conhecendo melhor as suas
particularidades e estabelecendo uma relação de confiança que considero imprescindível na disciplina.
4.-Relação Pedagógica
Na relação educativa, tudo o que acontece nesta interação de fatores é relevante e passível de
análise. Assim sendo, é pertinente fazer referência ao paradigma da relação pedagógica. Esta não pode
ser negligenciada, uma vez que esta é facilitadora de aprendizagens, não só académicas, mas também
sociais e emocionais, contribuindo para o crescimento dos alunos e do professor. Assim, o clima
afetivo da sala de aula torna-se uma variável importante no processo de ensino-aprendizagem.
Para um clima favorável de aprendizagem, importa não só a afetividade, mas também a
ordem, a segurança e o respeito mútuo. Todos os alunos para crescerem em harmonia necessitam de
conhecer o caminho que pode percorrer e as suas delimitações. Os comportamentos do professor são
influenciados pela especificidade da turma, como o grupo turma é influenciado pelo professor. Esta
influência bidirecional não se reduz só a comportamentos observáveis mas também a atitudes,
emoções, valores e aprendizagens.
Nos dias de hoje, ser professor implica, ser um bom conhecedor dos conteúdos, mas também,
um bom gestor da sala de aula. Segundo Lopes e Rutherford (2001, pág. 129) “um professor, para
ensinar eficazmente os seus alunos, tem necessariamente que conhecer a matéria que ensina. Para além
disso tem que desenvolver estratégias que lhe permitam transmitir os conhecimentos aos alunos.
Contudo, tudo isto poderá ser insuficiente se ele não for capaz, em simultâneo, de gerir o grupo-turma,
promovendo um ambiente que envolva os alunos nas tarefas escolares e que, por via disso, iniba o
aparecimento de comportamentos incompatíveis com o ensino e a aprendizagem”. Um professor
atento, que observa constantemente os seus alunos, tem maiores probabilidades de conseguir prevenir
a indisciplina. Pode-se afirmar que, de acordo com Lopes e Rutherford (2001); Ferreira e Santos
(2000), o que marca a diferença entre um professor eficaz e um menos eficaz é a capacidade de
prevenção, porque quanto a lidar com a indisciplina têm todas as mesmas dificuldades. “…os bons
professores não se distinguem dos professores ineficazes pela forma como lidam com a indisciplina,
mas sim pela forma como evitam a sua instauração” (Lopes, pág.173).
Observar é um processo orientado por um objetivo terminal ou organizador do próprio
processo de observação. Este ato implica colocar-se diante de um objeto como servo, escravo e, ao
mesmo tempo, como dono, para o possuir ou conservar. A observação é fundamental na atividade
humana. A montante da observação encontramos a perceção. Encontramos processos tão complexos
como a descrição, a análise de situação, a conceptualização, a modelização, o juízo crítico, o cálculo, a
medida, o diagnóstico, a avaliação, a tomada de decisão, etc. - processos ao serviço do qual se coloca a
observação.
A sala de aula é um “espaço” onde ocorrem múltiplos acontecimentos e comportamentos que
nem sempre são previsíveis e passíveis de análise e intervenção fácil.
Por vezes estes acontecimentos/comportamentos destabilizam a sala de aula “criando” a
desordem e diminuindo o tempo de ensino. Partindo do pressuposto torna-se muito importante, na
prática docente a reflexão diária (com o intuito de nos questionarmos e formularmos hipóteses
explicativas), bem como o conhecimento da Teoria da Análise Aplicada do Comportamento, que nos
pode ajudar na compreensão e explicação dos comportamentos da sala de aula.
5.-Avaliação do Ensino
No decurso da vida profissional, um professor "leciona" mais de 20000 aulas. Estas aulas
exigem uma boa preparação, devendo estimular os alunos no seu desenvolvimento. Devem ser,
também, “horas felizes” para o professor, proporcionando-lhe alegria e satisfação renovadas na sua
profissão. Sempre que um docente fala de sucesso ou insucesso do seu trabalho pensa, antes de mais,
em determinado momento: - "Hoje, a aula correu-me bem"; “ Nesta ou naquela naquela aula não fui
eficaz".
Uma aula significa, quarenta e cinco ou noventa minutes de atenção centrada no aluno.
Requer emprego da capacidade volitiva para atingir o sucesso naquilo que foi planeado, mas, também,
mobilidade, flexibilidade de reação e adaptação rápida a novas situações (Bento, 2003).·
O processo de avaliação, para além do carácter avaliativo, tem também um papel regulador de
toda a atividade do professor e aluno, na medida em que fornece feedbacks acerca do processo ensino-
aprendizagem, permitindo pontualmente, reajustes, contribuindo para um maior sucesso do mesmo. A
avaliação formativa advém da constante interação professor/aluno e deve potenciar novas aquisições.
Pressupõe também a auto e heteroavaliação.
Este processo ocorrerá em três momentos distintos mas complementares:
1. Inicialmente, o processo de avaliação e controlo dos módulos será efetuado através de uma
avaliação de carácter diagnóstica;
2. Durante o decorrer dos módulos será realizada uma avaliação de carácter formativa;
3. No final dos módulos será efetuada urna avaliação de carácter sumativa contendo os mesmos
critérios utilizados na avaliação diagnóstica (coerência na avaliação).
5.1.-Avaliação diagnóstica
Será efetuada na primeira aula de cada módulo, através de um questionário oral e de uma
ficha. Os dados recolhidos, permitirão verificar o nível da turma, de forma a reajustar os objetivos
comportamentais terminais, caso seja necessário.
5.2.-Avaliação formativa
Domínio cognitivo (capacidade/competências)
Domínio sócio afetivo (atitudes e valores)
A avaliação formativa assume um papel muito importante pois permite ao professor não só
acompanhar todo o processo de ensino aprendizagem, como também fornecer referências aos alunos
dos seus progressos e possíveis dificuldades. Assim, é possível controlar não só a atividade dos alunos
mas também a do professor de modo a possibilitar o reajustamento das estratégias de ensino ao ritmo
de aprendizagem.
Esta forma de avaliação torna o processo mais justo e criterioso, uma vez que os dados são
recolhidos em todos os momentos de ensino/aprendizagem (em cada conteúdo do módulo).
As informações recolhidas em todos os domínios serão feitas de uma forma direta através de
uma grelha própria onde se registará todo e qualquer comportamento do aluno.
No final de cada aula, será feito um balanço final, onde serão recolhidas informações
individuais que auxiliarão a avaliação. Esta grelha de observação de aula encontra-se em anexo.
5.3.-Avaliação Sumativa
A avaliação sumativa retém a qualidade do processo de ensino e de aprendizagem,
sintetizando num juízo globalizante o grau de desenvolvimento dos conhecimentos, competências,
capacidades e atitudes do aluno no final de um período de ensino e aprendizagem. Para nos
apercebermos da evolução do aluno na disciplina, serão realizadas provas com carácter prático/testes,
localizadas no tempo, segundo o critério do professor. Estas provas/testes terão um peso igual aos
trabalhos realizados num determinado período de tempo.
Esta avaliação realizar-se-á no fim de cada Unidade Didática, através de uma ficha/dossiê de
avaliação, podendo verificar o nível médio da turma, de forma a detetar a evolução (verificada em
relação à avaliação diagnóstica).
Os dados classificativos recolhidos ao longo do ano, nos vários domínios (prático, cognitivo e
sócio afetivo), através da avaliação formativa, serão sujeitos a tratamento ponderado, de forma a
poderem ser sintetizados e resumidos numa nota final global.
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A

  • 1. 1.-Prática do ensino supervisionado A prática do ensino supervisionado (PES) surge como um momento fundamental enquanto processo de transição de professor estagiário (PE), para professor profissionalizado, conjugando-se, nessa ótica, fatores importantes a ter em atenção na formação e desenvolvimento do futuro professor. Os quais se salientam o contacto com a realidade de ensino, mais concretamente da ação educativa do professor estagiário e a mediação de todo este processo supervisão/orientação do estagio. A influência da orientação transmitida quer pelo supervisor, quer pelo professor cooperante (PC) no sucesso do desempenho do PE durante a PES é fundamental, ao examinar as perceções dos PE sobre o seu desempenho e alertar para a necessidade do desenvolvimento de competências para lidar com as diferentes situações, identificando as insuficiências de ensino e suas causas, assim como a produção de soluções de formação que suportem uma melhoria das competências de ensino do PE. Numa perspetiva geral, supervisão significa, segundo Williams e Pereira (1999), "visão sobre, ver por cima de, ou seja, não é mais do que o ato de exercer um controlo de qualquer processo educativo”. A nível educativo, e porque esse é o âmbito em que vamos desenvolver o nosso trabalho, a supervisão aparece ligada a institucionalização da educação, surgindo como uma forma de conduzir/guiar os futuros professores e os já professores no sentido do aperfeiçoamento profissional e da melhoria das suas práticas de ensino. Na formação inicial surge como um processo de orientação da prática pedagógica. As definições atuais das PES obrigam a uma maior cumplicidade não só entre o PE do mesmo núcleo, mas também, entre o PC. O facto de os PE terem uma turma, pela qual o são responsável durante um período de tempo, convida a uma maior participação em todas as atividades letivas da escola e não só nas suas aulas planeando e preparando as atividades. Desta forma, é solicitado um Planeamento a Longo Prazo (Anual), a Medio Prazo (Unidades Didáticas) e a Curto Prazo (Plano de Aulas). Diversos autores como (Aiarcao & Tavares, 1987; Vieira, 1993; Zeichner,1993; Pieron, 1996; Carreiro da Costa, 1996) salientam a relevância do processo de supervisão pedagógica na PES como fator de importância fundamental na preparação dos futuros professores. Cada PE apresenta características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprias, revelando, no essencial, mais ou menos dificuldades em utilizar os conhecimentos teóricos apreendidos na formação inicial nas situações concretas de ensino. Por isso, os objetivos e os programas de orientação devem tomar em considerarão a vasta diversidade dessas características e necessidades, de forma a preparar o PE, futuros professores para os desafios e problemas concretos do seu trabalho diário na escola, conduzindo-os no sentido de uma inovação permanente da sua prática pedagógica, evitando, desta forma, a rotina na sua ação pedagógica.
  • 2. Depois de alguns anos de prática docente, no 1º ciclo, 2º ciclo e 3º ciclo do ensino básico despontou um novo objetivo, o de ser professor no ensino secundário. Encontro-me na meta final do meu processo de aprendizagem, mais concretamente, na PES. Para completar essa alegria, faço-o na escola em que já desempenhei funções de docente no 2º ciclo, EB23 Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos (DMPV). É muito bom, poder rever professores daquela altura e poder associar-me a eles novamente como colegas de trabalho. A realização da PES vai ser, sem dúvida, o reviver de uma agradável experiência, ao estar rodeado por profissionais, como o Professor José Pereira, Professora Ana, Professora Amância, o Professor Rui, entre outros. Sei também que será árdua esta etapa final mas, com certeza, gratificante pela experiencia e aprendizagem obtidas. A importância da educação artística 2.1. A arte e a educação Uma das formas de desenvolver estratégias de apoio aos alunos á através da educação artística. Esta não se deve separar da função que a arte tem na sociedade, da capacidade de observar com um olhar crítico o meio envolvente, apoiado numa determinada cultura, para adquirir conhecimentos e desenvolver as capacidades criativas do indivíduo na sua relação com o que o rodeia, desta forma possível motivá-lo intrinsecamente indo de encontro às suas necessidades e aos seus gostos. Através da educação artística é possível estimular nos jovens a inteligência, a sensibilidade e a afetividade. O professor não deve condicionar o aluno, mas sim deve motivá-lo para a expressão livre, a expressão dos sentimentos, a criatividade e espontaneidade. A educação artística deve contribuir para a construção do “eu” na sua plenitude, propiciando a relação entre a criança e o mundo que o envolve (onde parte dele é a escola), de modo a que este se torne um indivíduo integrado, autónomo, crítico e criativo. Como Alberto Sousa refere, a educação consiste na: “…preparação de cada criança para o seu lugar na sociedade, não apenas no seu aspeto vocacional mas também espiritual e mental, então não é de informação que ela necessita: é de sabedoria, equilíbrio, autorrealização, gosto - qualidades que apenas podem provir de um exercício unificado dos sentimentos para a atividade de viver.” 2.2. O papel do professor e da escola na Educação Artística O professor já não é aquele que apenas debita saberes numa determinada sala ou espaço, mas é sim aquele que leva os alunos à descoberta de novas experiências e, consequentemente, os leva a refletir sobre as mesmas.
  • 3. Da mesma forma a escola, sendo o espaço onde decorre o processo de aprendizagem e refletindo o meio envolvente na qual está inserida, deve ser pensada de modo que faculte aos professores a autonomia necessária para a execução de estratégias que possibilitem contribuir para o desenvolvimento da consciência próprio do aluno, fazendo com que este valorize a sociedade em que está inserido. É essencial a prática de uma ação educativa e integral, através da educação artística, que vai possibilitar a autonomia, a organização e a inclusão dos alunos na sociedade. Para tal é necessário ter em conta que a educação deverá ser sempre encaminhada para o seu carácter global, e o ensino deverá cada vez mais promover a interdisciplinaridade e transdisciplinaridade. 2.3 A interdisciplinaridade na educação Artística. O professor não deve deixar que os trabalhos escolares se limitem apenas ao suporte de papel, mas sim deve motivar os alunos para a concretização de trabalhos que englobem várias áreas, obtendo assim resultados mais diversificados e criativos. Se o trabalho do aluno for restringido apenas a uma disciplina, a sua criatividade será condicionada, e este fator levará à produção de trabalhos esteticamente mais limitados. O mesmo acontece na criação artística, muitos artistas utilizam a interdisciplinaridade e transdisciplinaridade para a executarem as suas obras, obtendo resultados distintos, originais e mais pessoais dos restantes artistas. A interdisciplinaridade possibilita ao artista fazer a união das mais distintas áreas, explorando situações novas e criativas. 3.-Organização e gestão do Ensino da Aprendizagem Segundo Bento (2003) "a criatividade do professor significa, abordagem criativa dos programas e de outros materiais de planeamento central do ensino". 3.4.- Realização do ensino Ensino não é simplesmente a transmissão e apropriação simples da matéria programática. É determinante para o desenvolvimento da personalidade dos alunos, dado que contem em si as bases para o seu comportamento moral, forja o seu pensamento, influencia a sua vontade, os seus sentimentos e atuação, bem como a sua disponibilidade para o empenhamento nas tarefas do dia-a-dia. O ensino assume quase um "carater de lei" (Bento, 2003, p.107) e possui um lugar de destaque no conjunto dos documentos para o planeamento e preparação direta do ensino pelo professor. O ensino consiste na resposta planeada às exigências naturais do processo de aprendizagem, tendo como pressuposto o estabelecer de uma relação entre professor/aluno. Tão importante do que transmitir a
  • 4. matéria, segundo as leis da didática, é perceber até que ponto o ato de ensino resultou em aprendizagem efetiva. Com o tempo, vamo-nos aproximando dos alunos, conhecendo melhor as suas particularidades e estabelecendo uma relação de confiança que considero imprescindível na disciplina. 4.-Relação Pedagógica Na relação educativa, tudo o que acontece nesta interação de fatores é relevante e passível de análise. Assim sendo, é pertinente fazer referência ao paradigma da relação pedagógica. Esta não pode ser negligenciada, uma vez que esta é facilitadora de aprendizagens, não só académicas, mas também sociais e emocionais, contribuindo para o crescimento dos alunos e do professor. Assim, o clima afetivo da sala de aula torna-se uma variável importante no processo de ensino-aprendizagem. Para um clima favorável de aprendizagem, importa não só a afetividade, mas também a ordem, a segurança e o respeito mútuo. Todos os alunos para crescerem em harmonia necessitam de conhecer o caminho que pode percorrer e as suas delimitações. Os comportamentos do professor são influenciados pela especificidade da turma, como o grupo turma é influenciado pelo professor. Esta influência bidirecional não se reduz só a comportamentos observáveis mas também a atitudes, emoções, valores e aprendizagens. Nos dias de hoje, ser professor implica, ser um bom conhecedor dos conteúdos, mas também, um bom gestor da sala de aula. Segundo Lopes e Rutherford (2001, pág. 129) “um professor, para ensinar eficazmente os seus alunos, tem necessariamente que conhecer a matéria que ensina. Para além disso tem que desenvolver estratégias que lhe permitam transmitir os conhecimentos aos alunos. Contudo, tudo isto poderá ser insuficiente se ele não for capaz, em simultâneo, de gerir o grupo-turma, promovendo um ambiente que envolva os alunos nas tarefas escolares e que, por via disso, iniba o aparecimento de comportamentos incompatíveis com o ensino e a aprendizagem”. Um professor atento, que observa constantemente os seus alunos, tem maiores probabilidades de conseguir prevenir a indisciplina. Pode-se afirmar que, de acordo com Lopes e Rutherford (2001); Ferreira e Santos (2000), o que marca a diferença entre um professor eficaz e um menos eficaz é a capacidade de prevenção, porque quanto a lidar com a indisciplina têm todas as mesmas dificuldades. “…os bons professores não se distinguem dos professores ineficazes pela forma como lidam com a indisciplina, mas sim pela forma como evitam a sua instauração” (Lopes, pág.173). Observar é um processo orientado por um objetivo terminal ou organizador do próprio processo de observação. Este ato implica colocar-se diante de um objeto como servo, escravo e, ao mesmo tempo, como dono, para o possuir ou conservar. A observação é fundamental na atividade humana. A montante da observação encontramos a perceção. Encontramos processos tão complexos como a descrição, a análise de situação, a conceptualização, a modelização, o juízo crítico, o cálculo, a
  • 5. medida, o diagnóstico, a avaliação, a tomada de decisão, etc. - processos ao serviço do qual se coloca a observação. A sala de aula é um “espaço” onde ocorrem múltiplos acontecimentos e comportamentos que nem sempre são previsíveis e passíveis de análise e intervenção fácil. Por vezes estes acontecimentos/comportamentos destabilizam a sala de aula “criando” a desordem e diminuindo o tempo de ensino. Partindo do pressuposto torna-se muito importante, na prática docente a reflexão diária (com o intuito de nos questionarmos e formularmos hipóteses explicativas), bem como o conhecimento da Teoria da Análise Aplicada do Comportamento, que nos pode ajudar na compreensão e explicação dos comportamentos da sala de aula. 5.-Avaliação do Ensino No decurso da vida profissional, um professor "leciona" mais de 20000 aulas. Estas aulas exigem uma boa preparação, devendo estimular os alunos no seu desenvolvimento. Devem ser, também, “horas felizes” para o professor, proporcionando-lhe alegria e satisfação renovadas na sua profissão. Sempre que um docente fala de sucesso ou insucesso do seu trabalho pensa, antes de mais, em determinado momento: - "Hoje, a aula correu-me bem"; “ Nesta ou naquela naquela aula não fui eficaz". Uma aula significa, quarenta e cinco ou noventa minutes de atenção centrada no aluno. Requer emprego da capacidade volitiva para atingir o sucesso naquilo que foi planeado, mas, também, mobilidade, flexibilidade de reação e adaptação rápida a novas situações (Bento, 2003).· O processo de avaliação, para além do carácter avaliativo, tem também um papel regulador de toda a atividade do professor e aluno, na medida em que fornece feedbacks acerca do processo ensino- aprendizagem, permitindo pontualmente, reajustes, contribuindo para um maior sucesso do mesmo. A avaliação formativa advém da constante interação professor/aluno e deve potenciar novas aquisições. Pressupõe também a auto e heteroavaliação. Este processo ocorrerá em três momentos distintos mas complementares: 1. Inicialmente, o processo de avaliação e controlo dos módulos será efetuado através de uma avaliação de carácter diagnóstica; 2. Durante o decorrer dos módulos será realizada uma avaliação de carácter formativa; 3. No final dos módulos será efetuada urna avaliação de carácter sumativa contendo os mesmos critérios utilizados na avaliação diagnóstica (coerência na avaliação).
  • 6. 5.1.-Avaliação diagnóstica Será efetuada na primeira aula de cada módulo, através de um questionário oral e de uma ficha. Os dados recolhidos, permitirão verificar o nível da turma, de forma a reajustar os objetivos comportamentais terminais, caso seja necessário. 5.2.-Avaliação formativa Domínio cognitivo (capacidade/competências) Domínio sócio afetivo (atitudes e valores) A avaliação formativa assume um papel muito importante pois permite ao professor não só acompanhar todo o processo de ensino aprendizagem, como também fornecer referências aos alunos dos seus progressos e possíveis dificuldades. Assim, é possível controlar não só a atividade dos alunos mas também a do professor de modo a possibilitar o reajustamento das estratégias de ensino ao ritmo de aprendizagem. Esta forma de avaliação torna o processo mais justo e criterioso, uma vez que os dados são recolhidos em todos os momentos de ensino/aprendizagem (em cada conteúdo do módulo). As informações recolhidas em todos os domínios serão feitas de uma forma direta através de uma grelha própria onde se registará todo e qualquer comportamento do aluno. No final de cada aula, será feito um balanço final, onde serão recolhidas informações individuais que auxiliarão a avaliação. Esta grelha de observação de aula encontra-se em anexo. 5.3.-Avaliação Sumativa A avaliação sumativa retém a qualidade do processo de ensino e de aprendizagem, sintetizando num juízo globalizante o grau de desenvolvimento dos conhecimentos, competências, capacidades e atitudes do aluno no final de um período de ensino e aprendizagem. Para nos apercebermos da evolução do aluno na disciplina, serão realizadas provas com carácter prático/testes, localizadas no tempo, segundo o critério do professor. Estas provas/testes terão um peso igual aos trabalhos realizados num determinado período de tempo. Esta avaliação realizar-se-á no fim de cada Unidade Didática, através de uma ficha/dossiê de avaliação, podendo verificar o nível médio da turma, de forma a detetar a evolução (verificada em relação à avaliação diagnóstica). Os dados classificativos recolhidos ao longo do ano, nos vários domínios (prático, cognitivo e sócio afetivo), através da avaliação formativa, serão sujeitos a tratamento ponderado, de forma a poderem ser sintetizados e resumidos numa nota final global.