INTRODUÇÃO
Saúde e doençasão vivenciados ao longo da vida e da história da humanidade.
Diversas culturas refletindo a maneira como as pessoas vivem e se relacionam.
o diagnóstico e a terapia,
a atitude e o comportamento
Foram
utilizados
Indivíduos
Profissionais
de Saúde
Pode
Influenciar
Pode
Influenciar
A forma como os indivíduos lidam com a
doença, as suas atitudes e escolhas morais e o
significado cultural dos comportamentos do
estar doente ou bem de saúde (Engelhardt, 1998).
O homem veio interpretando a questão da produção da saúde-doença
(e sua causalidade) conforme o conhecimento da sociedade do
momento e os valores que a ela atribui.
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3.
As concepções desaúde-doença surgidas ao longo da história da sociedade
humana, podem ser agrupadas em dois modelos.
MODELO BIOLÓGICO MODELO SOCIAL
TEORIA UNICAUSAL DA DOENÇA TEORIA MULTICAUSAL DA DOENÇA
Reconhece uma causa única e
fundamental para a produção da doença.
A causa está sempre localizada fora do
organismo da pessoa.
Saúde é sempre compreendida como a
ausência da doença.
1 Modelo Mágico Religioso
2 Miasmas
3 Teoria dos Humores
Galeno e Hipócrates - Grécia antiga
A doença é resultante de várias causas, que
se ordenam dentro de três categorias:
O agente
O hospedeiro (a pessoa doente)
O meio ambiente (físico, social e econômico)
4.
Teoria dos Miasmase a dos Humores – Concepção Empírica
Saúde e doença ainda continuam sendo consideradas entidades distintas e opostas.
A saúde-doença seria resultante do equilíbrio e desequilíbrio de elementos.
Galeno (130-199 DC) elaborou um modelo de saúde e doença como uma estrutura de
elementos, qualidades, órgãos, temperamentos, horários do dia e épocas do ano.
Saúde era entendida, nessa
perspectiva, como uma condição de
harmonia ou balanço entre esses
componentes básicos.
Saúde = ausência de doença,
representada pelo equilíbrio de
quatro humores: o quente, o frio, o
úmido e o seco.
Doença = elemento externo, proveniente da
natureza, que entra e sai do corpo
incontrolavelmente (miasma).
Doença é um desequilíbrio dos quatro
humores. Busca-se no ambiente físico a
influência dos astros, clima, insetos e outros
animais, associados à doença.
5.
Teoria dos Miasmase a dos Humores – Concepção Empírica
Hipócrates estabeleceu correspondência entre os humores, seus elementos, qualidades e órgãos:
1. Sangue, com sede no coração, é quente e corresponde ao fogo;
2. Pituita*, produzida pelo cérebro, é fria e corresponde ao ar; *(secreção mucosa eliminada pelo nariz)
3. Bile amarela, produzida pelo fígado, é seca e corresponde à terra;
4. Bile negra, sediada no baço e no estômago, é úmida e corresponde à água.
Hipócrates em “Ares, águas e lugares” relaciona fatores do meio físico a doenças, destacando como
fatores essenciais para a endemicidade local, o clima, o solo, a água, o modo de vida e a nutrição.
O tratamento baseava-se na aplicação dos elementos contrários, para restabelecer a harmonia entre
o homem e o meio ambiente.
MEIO AMBIENTE – SAÚDE PÚBLICA
LOGO
ENTÃO
O homem deveria estar adaptado ao seu meio
ambiente natural.
As obras sanitárias procuravam evitar os maus ares
(miasmas) que pudessem interferir na harmonia dos
humores (ex. drenagem de pântanos).
CUIDADO INDIVIDUAL
Havia ênfase na higiene aristocrática, que tinha como
ideal de saúde: nutrição, excreção, exercício e
descanso.
A arte de curar cabia ao médico.
Passo a passo do processo terapêutico: dieta,
medicação e cirurgia.
6.
CONCEPÇÃO CIENTÍFICA
No séculoXIX a medicina seguia o modelo das Ciências Naturais.
Na cura das doenças e negligenciando a manutenção da boa saúde.
Causa da Doença
Concentrando-se
Era vista
Ligada
Agente microscópico, específico
para cada uma delas
Fator externo ao organismo da pessoa.
Ter o bacilo de Koch significava ter tuberculose
independente de outros fatores (estado nutricional ou
modo de vida e trabalho).
Por exemplo
Em termos científicos ocorreram grandes descobertas: a vacina da varíola; o
desenvolvimento da microbiologia; a descoberta de agentes causadores de
doenças, como a febre tifóide, a hanseníase, a malária e a tuberculose.
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O médico era então o agente de saúde que tratava e
prevenia, especificamente, cada doença
7.
TEORIA MULTICAUSAL –Algumas considerações
No início do século XX, a patologia constitucional e a medicina antropológica começam a
reagir à forma de ver a doença pela abordagem dada pela doença infecciosa.
A medicina recupera a importância das circunstâncias individuais e sociais na saúde-
doença - patologia constitucional no nível físico, medicina antropológica no nível físico ou
mental.
O homem passa a ser concebido como participante da natureza e da cultura.
A Teoria Multicausal diz que a doença é resultante de várias causas, que se ordenam
dentro de três categorias: o agente, o hospedeiro (a pessoa doente), e o meio ambiente
(físico, social e econômico).
Esses fatores acham-se inter-relacionados:
Quando em equilíbrio - saúde.
Quando em desequilíbrio – doença (exemplos: a desnutrição, a mutação de um agente
etiológico, ou ainda a falta de saneamento básico)
8.
MODELO SOCIAL– Algumasconsiderações
Utiliza-se de instrumental teórico metodológico das Ciências Sociais.
Com o declínio da Idade Média e o surgimento dos Estados Nacionais, a “riqueza”
precisa ser medida. O povo passa a ser visto como elemento produtivo e o exército
necessita não só ser contado, mas de disciplina e saúde.
O controle das doenças e o saneamento das cidades se fazem necessários.
A medicina social surge das revoluções européias buscando o controle do meio
ambiente prejudicial e o “tratamento” das condições de vida.
Já no século XX, a Epidemiologia Social, considera a doença como produto das
condições de vida e de trabalho de cada grupo social.
Tem como variáveis: o estilo de vida, a organização social e as condições de trabalho.
Privilegia o social como o fator mais importante (Arredondo, 1993).
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ASSIM
9.
DETERMINAÇÃO SOCIAL DADOENÇA – Algumas considerações
Neste modelo, parte-se do princípio de que o processo saúde-doença diz respeito a um grupo humano, e
não ao indivíduo.
A concepção dicotômica saúde x doença é excluída, e passa a ser considerada resultante da forma como
a coletividade se apropria da natureza por meio de determinada forma de organização social,
determinando perfis ou padrões típicos de saúde-doença característicos de cada grupo social. (Diz
respeito à apropriação e ao uso território)
Esse modelo (Determinação Social da Doença) integra vários componentes que interferem de forma
negativa ou positiva sobre o processo saúde-doença e propõe a modificação das estruturas sociais,
econômicas e políticas como parte fundamental para se alcançar a saúde plena, por exemplo: melhores
salário e transporte, acesso igualitário aos serviços de saúde, cidades pensadas para pessoas e não para
carros, entre outras propostas (SOLHA, 2014).
Trabalha-se com
Determinantes Sociais de Saúde Condicionantes de Saúde
Uma condição que não pode ser alterada, que é
inerente à pessoa: idade, sexo, fatores genéticos ...
“Conceito Ampliado de Saúde” considera o
processo a partir da avaliação de determinantes e
condicionantes diversos, e segundo o qual, para se
alcançar saúde, é necessário que haja integração
entre os diferentes setores da sociedade
10.
BIBLIOGRAFIA 1. SOLHA,Raphaela Karla de Toledo. Saúde coletiva
para iniciantes. Políticas e práticas profissionais. 2 ed.
Erica/Saraiva. Cap. 1.
2. MOREIRA, Taís de, C. et al. Conceito de Saúde. O
que é saúde? In: MOREIRA, Taís de, C. et al. Saúde
coletiva. Grupo A, 2018. Páginas 63 a 66.
3. SCLIAR, Moacyr. História do conceito de saúde.
Physis, v. 17, n. 1, p. 29-41, 2007.
4. ROUQUAYROL, Maria, Z. e ROUQUAYROL, Marcelo
Gurgel. Epidemiologia e saúde. 8ª edição. MedBook
Editora, 2017, p. 638.
https://gq.globo.com/Corpo/Saude