Competências: um novo design e
perspectivas na contemporaneidade
Regina Celia Baptista Belluzzo
rbelluzzo@gmail.com
UNESP
Agenda
 Mundo fluído e complexo...
 Conhecimento, identidade e mercado de trabalho...
 A competência: abordagens...
 Competência profissional: um novo conceito
 E para os bibliotecários/profissionais da informação?
 (Re) Pensando o bibliotecário na sociedade contemporânea
 Competências-chave do bibliotecário: categorias aplicáveis
 Novo design: capacidades de contextualizar, globalizar e pensar
criticamente
 Algumas considerações...
Ummundo fluídoe complexo?
• A consciência de que estamos vivendo
mudanças profundas que ainda não
somos capazes de compreender
adequadamente é cada vez maior.
• Para muitos intelectuais e atores
sociais, não estamos simplesmente
vivendo uma época de mudanças
significativas e aceleradas, e sim uma
mudança de época.
• Essa realidade provoca perplexidade e
suscita uma ampla produção científica
e cultural, assim como um intenso e
acalorado debate.
• Muitas são as “leituras” da crise global
de paradigma que estamos
atravessando...
Comoexplicar?
• As transformações sociais são
impulsionadas, em grande parte, pelas TIC e isso
está criando os novos modos de vida, as formas
de pensar, a economia, a cultura, a educação.
• A nova cultura da virtualidade real muda tanto
os processos de criação quanto os processos de
aquisição cultural.
• As antigas formas de ensinar-aprender, os
relacionamentos humanos, assim como os
processos de socialização tomam novos
contornos diante das mudanças provocadas
pelas novas tecnologias da informação.
• Surgem novos comportamentos, novos valores e
novas visões de mundo.
(CASTELLS,2002).
Algumas concepções...
• Lévy (1999) centra–se na problemática da cognição e da
cultura, investigando as novas formas de conhecer, aprender e
interagir em um novo espaço do saber e denomina esse
momento de Revolução Virtual.
• Cebrián (1999) exibe um panorama sintético da nova
realidade e das contradições geradas pelas transformações
destaca os vários efeitos decorrentes do que denomina como
Revolução Digital.
• Castells (2002) - prioriza o impacto das tecnologias na
estrutura social, no sistema produtivo, na cultura e, entre
outras coisas, no processo de formação dos novos
trabalhadores no cenário mundial que denomina como
Revolução das Tecnologias da Informação.
Categorias sociaisem mudança...
• Lévy, Cebrián e Castells identificam as categorias sociais
em mudança:
• O conhecimento, a identidade e o mercado de
trabalho, envolvendo processos de transformação social
relacionados aos modos de ser, pensar, agir e sentir das
pessoas.
Conhecimentoe identidade...
• Conhecimento e informação são as principais fontes de
produtividade e competitividade na atual economia
requerendo capacidade de gerar, processar e aplicar
eficientemente a informação baseada em conhecimento.
• Identidade refere-se à construção de significados a partir
de referências sociais, constituindo a base que permite
às pessoas atribuírem sentido a seus
sentimentos, lidarem com seus conflitos e crises e
planejarem suas ações.
Mercadode trabalho
• A introdução das TIC nos ambientes funcionais está eliminando
alguns postos de trabalho, criando outros e transformando a
maioria das ocupações.
• A reestruturação em rede das empresas e
organizações, possibilitada pelas TIC e estimulada pela
concorrência global, faz com que a força de trabalho ganhe
mobilidade.
• Os velhos padrões estão desaparecendo e os novos ainda não são
estáveis o suficiente, evidenciando um momento de crise no
mercado de trabalho atingindo a quase todas as áreas profissionais
que sofrem os impactos dessas transformações.
O mercado de trabalho apresenta-se, portanto, instável e em
mutação, requerendo competência.
A competência:algumas abordagens...
• Comportamental (EUA) Década 50– conceitos de
motivação, interação com o ambiente e características de
personalidade.
• Funcionalista (Inglaterra) Década 70 –
personalidade, conhecimentos, habilidades e atitudes.
• Construtivista (França) Década 80 – mobilização e articulação de
pessoas, recursos, capacidades, além da interação e significado do
trabalho.
Anos 90 - 2000 - O conceito de competência
deve utilizar um novo olhar, analisando todo
o contexto que a envolve, inclusive, questões
éticas e sociais em contraponto à análise
que tem sido feita com abordagens
comportamentais padronizadas –
habilidades, desempenho, etc. –, que não
levam em conta o processo de aprendizagem
e o desenvolvimento de conhecimento
(RUTH, 2006).
Mercadoe profissões
• A competência profissional e sua
gestão assumem valor
diferenciado, reconhecido e
legitimado no mercado de
trabalho.
• O conceito de competência
profissional está em construção...
• Capacidade da pessoa de assumir
iniciativas, estar além do
esperado, compreender e
dominar situações em constantes
mudanças, ser responsável e
reconhecido por outros.
Competênciaprofissional
• O desenvolvimento da
competência profissional é um
processo contínuo.
• Requer articulação com a
formação e desenvolvimento de
comportamentos, habilidades e
atitudes, além de outros fatores
– motivação, personalidade e
feedback.
• A pessoa é responsável pela sua
construção e consolidação em
interação com outras pessoas no
ambiente de trabalho, familiar ou
nos grupos sociais.
Novoconceitode competênciaprofissional
Resultado de diferentes abordagens, envolve
dimensões inter-relacionadas:
• Cognitivas – conhecimentos teóricos e
conceituais básicos, conhecimento tácito e
informal, adquirido por meio de experiências.
• Funcionais – habilidades requeridas para uma
determinada ocupação sendo passíveis de
demonstração pelas pessoas.
• Comportamentais – características pessoais que
levem a um desempenho superior em
determinadas situações.
• Éticas e de valores – valores pessoais e
profissionais e a habilidade de sua inter-relação
às situações de trabalho.
• Metacompetências e transcompetências –
dominam e são capazes de influenciar de as
outras dimensões.
E para os bibliotecários/profissionaisda
informação?
• As mudanças que estão ocorrendo em
relação às TIC e os seus reflexos nos
hábitos e padrões de leitura e acesso à
informação, permitem indagar sobre o
futuro das bibliotecas e dos seus
profissionais.
• O que significa para nós a “emergência de
um mundo onde uma parte importante da
informação será registada ou estará
disponível de uma forma bastante mais
fluída, dinâmica e transitória e onde as
pessoas procurarão sobretudo os
“átomos” de informação que necessitem a
cada momento?”
(RODRIGUES, 1997)
“Velhose novossaberese competências”...
• As competências tradicionais dos bibliotecários continuam a
ser úteis no ambiente digital, porém, serão cada vez mais
insuficientes para um exercício profissional que se caracteriza
pela diversificação e a mudança.
• É a combinação dos “velhos” e dos “novos” saberes e de
competências que permite olhar o futuro com otimismo, que
pode diferenciar o bibliotecário de outros profissionais no
mercado da informação, que pode criar novas
oportunidades, se souber alargar os horizontes da sua
profissão para além das quatro paredes das instituições onde
atuam.
• É preciso ter a qualidade de ser técnico e humano – a
metacompetência (FONTES, 2012).
• Além disso, atualmente é preciso ir além e alcançar a
transcompetência na atuação profissional.
Metacompetênciae transcompetência
• A metacompetência é aquela que ajuda o desenvolvimento
de outras competências.
• Transcompetência, mescla-se às demais, permeando todo o
conjunto de competências (CHEETAM; CHIVERS, 1996,1998).
Compreendem:
Comunicação, criatividade, resolução de
problemas, aprendizagem/autodesenvolvimento,
agilidade mental e reflexão.
Metacompetênciae transcompetência
• Possuem relevância devido a presença de aspectos relativos à
criatividade ou capacidade inventiva, em especial.
• Ao adotar como premissa que o profissional deve estar mais
voltado para a mudança do que para a reprodução torna-se
relevante fazer com que os conteúdos e métodos de sua formação
induzam um olhar que se volte para o desenvolvimento das
capacidades de criatividade e de mudanças sociais em curso .
• Inserem-se na natureza da prática profissional, na natureza das
profissões, na competência profissional, em como pessoas
reconhecem competências profissionais em outras e em como
pessoas adquirem sua competência profissional.
Metacompetências e transcompetências na profissão
do bibliotecário
Cognitiva Funcional
Comportamental
/pessoal
Ética Política
COMPETÊNCIAS
Competência Profissional
Resultados
Reflexão
Personalidade
Super Meta
Motivação
Fonte: Adaptado de CHEETHAM; CHIVERS (1996,1998).
UM
NOVO
OLHAR
PARA O
BIBLIO-
TECÁRIO
Concepçãoatual do bibliotecário
• A realidade atual exige dos bibliotecários
melhor desempenho e mais eficiência e
preparo para responder às novas exigências da
sociedade do conhecimento.
• Há exigência de mais habilidades
multidisciplinares como qualidade, dinamismo
e criatividade, tudo isso vinculado ao
progresso tecnológico que vem agregando
novos valores às atividades do profissional.
• Deve reformular seu perfil profissional
tornando-se especializado, sociável e
preocupado com as necessidades de
informação de seus usuários, bem como de
toda a sociedade.
(FONSECA; SOUSA; SANTANA, 2010, p. 3)
(Re)Pensandoo bibliotecáriona sociedade
contemporânea...
Inserido em um “mundo fluído”
• Onde produtos, serviços e informações se combinam e geram modos de
projetar, produzir e consumir/usar inovações, decorrentes da articulação
de multidiversidade cultural e multiplicidade de atores.
• É mediador que atua em rede, assumindo o papel de provedor do
processo de acesso e uso da informação para construir conhecimento
aplicável à realidade social.
Inserido em um “mundo complexo”
• A transição para serviços e a necessidade de mudança de paradigma
quanto aos projetos de gestão da informação, implica em modelos de
ação colaborativos, contínuos e abertos, que incluam o cliente/usuário.
• As novas alianças e novas conexões trazem a necessidade de
desenvolver visão periférica e cultivar o hábito de estar atento e
observar pessoas, lugares, organizações, projetos e ideias em busca de
novas parcerias e oportunidades.
Competências-chave do bibliotecário:
categoriasaplicáveis...
• Competências que vão além de um âmbito
profissional específico, relacionadas à
interatividade, à habilidade de escuta e de
ação em diferentes contextos, à gestão da
informação e do conhecimento, ao
desenvolvimento coletivo, à análise
sistêmica, dentre outras.
• Categorias das competências-
chave
• Usar ferramentas para interagir com o
ambiente e resolver problemas.
• Interagir com grupos heterogêneos.
• Agir de forma autônoma, situando-se em
um contexto social mais amplo.
(OECD, 2004, p.9).
Categoriase suas relações...
• Uso de Ferramentas - estar atualizado com
as TIC, conduzir um diálogo ativo com o
mundo, de forma interativa: da
linguagem, dos símbolos e textos; da
informação e do conhecimento e da
tecnologia.
• Interação com grupos heterogêneos - lidar
com a diversidade e a
multiculturalidade, estabelecer cooperação e
trabalhar em equipe e em rede, além de
adotar novas condutas de gestão e de
resolução de problemas.
• Autonomia na ação - perceber sua própria
identidade e estabelecer objetivos em um
mundo complexo, entender outros
contextos, compreender a ação de forma
sistêmica, desenvolver planos e projetos
pessoais e reconhecer a defesa de seus
direitos, interesses, limites e necessidades.
Novodesign:capacidadesdecontextualizareglobalizare
pensarcriticamente...
• Favorecer os recursos e potencialidades, atendendo necessidades
de clientes/usuários situados em contextos específicos e promover
a integração das comunidades e das diversidades, incorporando os
benefícios dos avanços tecnológicos e ativando diálogos e redes
locais e globais.
• Atuar na perspectiva da relação de conflito entre o que há de
comum e de diferente, entre a diferença e o universal é grande
desafio na sociedade contemporânea.
COMPREENDE
OBSERVA DEFINE PONTO
DE VISTA
CRIA INCORPORA
CONHECIMENTO
AVALIA
Pensar criticamente
Algumas considerações...
• O uso de recursos para interagir com o ambiente e resolver
problemas constituem, em si mesmos, alguns dos principais focos
de atuação do bibliotecário.
• A habilidade para interagir com grupos heterogêneos é essencial
na mediação e na integração de diversos universos e para a
compreensão de contextos culturais de natureza vária no design e
implementação de produtos e serviços, na inovação colaborativa e
compartilhamento.
• A autonomia é fundamental para a atuação do bibliotecário em
nível sistêmico, valorizando a própria identidade e da cultura da
sociedade.
O desenvolvimento das competências, metacompetências e
transcompetências é fator crítico para sustentar suas ações na
contemporaneidade, ampliando o seu espaço de atuação e criando
novas oportunidades no cenário social .
Referências
CASTELLS, M. O poder da identidade: a era da informação 3 . São Paulo:
Paz e Terra, 2002.
CEBRIÁN, J. L. A rede: como nossas vidas serão transformadas pelos
novos meios de comunicação. São Paulo: Summus Editorial, (1999).
LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço.
São Paulo: Loyola, 2000.
ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT –
OECD. The definition and selection of key competencies. Executive
Summary, 2004.
RODRIGUES, E. Bibliotecas: os átomos e os bits. 1997. Disponível em:
http://www.bib.eng.uminho.pt/pessoal/eloy/bibatbit.htm Acesso em
20 maio 2013.
RUTH, D. Frameworks of managerial competence: limits, problems and
suggestions. Journal of European Industrial Training, v. 30, n. 3, p. 206-
226,2006. Disponível em: www.emeraldinsight.com/0309-0590.htm.
Acesso em: 18 fev. 2013.
Competências: um novo design e perspectivas na contemporaneidade

Competências: um novo design e perspectivas na contemporaneidade

  • 1.
    Competências: um novodesign e perspectivas na contemporaneidade Regina Celia Baptista Belluzzo rbelluzzo@gmail.com UNESP
  • 2.
    Agenda  Mundo fluídoe complexo...  Conhecimento, identidade e mercado de trabalho...  A competência: abordagens...  Competência profissional: um novo conceito  E para os bibliotecários/profissionais da informação?  (Re) Pensando o bibliotecário na sociedade contemporânea  Competências-chave do bibliotecário: categorias aplicáveis  Novo design: capacidades de contextualizar, globalizar e pensar criticamente  Algumas considerações...
  • 3.
    Ummundo fluídoe complexo? •A consciência de que estamos vivendo mudanças profundas que ainda não somos capazes de compreender adequadamente é cada vez maior. • Para muitos intelectuais e atores sociais, não estamos simplesmente vivendo uma época de mudanças significativas e aceleradas, e sim uma mudança de época. • Essa realidade provoca perplexidade e suscita uma ampla produção científica e cultural, assim como um intenso e acalorado debate. • Muitas são as “leituras” da crise global de paradigma que estamos atravessando...
  • 4.
    Comoexplicar? • As transformaçõessociais são impulsionadas, em grande parte, pelas TIC e isso está criando os novos modos de vida, as formas de pensar, a economia, a cultura, a educação. • A nova cultura da virtualidade real muda tanto os processos de criação quanto os processos de aquisição cultural. • As antigas formas de ensinar-aprender, os relacionamentos humanos, assim como os processos de socialização tomam novos contornos diante das mudanças provocadas pelas novas tecnologias da informação. • Surgem novos comportamentos, novos valores e novas visões de mundo. (CASTELLS,2002).
  • 5.
    Algumas concepções... • Lévy(1999) centra–se na problemática da cognição e da cultura, investigando as novas formas de conhecer, aprender e interagir em um novo espaço do saber e denomina esse momento de Revolução Virtual. • Cebrián (1999) exibe um panorama sintético da nova realidade e das contradições geradas pelas transformações destaca os vários efeitos decorrentes do que denomina como Revolução Digital. • Castells (2002) - prioriza o impacto das tecnologias na estrutura social, no sistema produtivo, na cultura e, entre outras coisas, no processo de formação dos novos trabalhadores no cenário mundial que denomina como Revolução das Tecnologias da Informação.
  • 6.
    Categorias sociaisem mudança... •Lévy, Cebrián e Castells identificam as categorias sociais em mudança: • O conhecimento, a identidade e o mercado de trabalho, envolvendo processos de transformação social relacionados aos modos de ser, pensar, agir e sentir das pessoas.
  • 7.
    Conhecimentoe identidade... • Conhecimentoe informação são as principais fontes de produtividade e competitividade na atual economia requerendo capacidade de gerar, processar e aplicar eficientemente a informação baseada em conhecimento. • Identidade refere-se à construção de significados a partir de referências sociais, constituindo a base que permite às pessoas atribuírem sentido a seus sentimentos, lidarem com seus conflitos e crises e planejarem suas ações.
  • 8.
    Mercadode trabalho • Aintrodução das TIC nos ambientes funcionais está eliminando alguns postos de trabalho, criando outros e transformando a maioria das ocupações. • A reestruturação em rede das empresas e organizações, possibilitada pelas TIC e estimulada pela concorrência global, faz com que a força de trabalho ganhe mobilidade. • Os velhos padrões estão desaparecendo e os novos ainda não são estáveis o suficiente, evidenciando um momento de crise no mercado de trabalho atingindo a quase todas as áreas profissionais que sofrem os impactos dessas transformações. O mercado de trabalho apresenta-se, portanto, instável e em mutação, requerendo competência.
  • 9.
    A competência:algumas abordagens... •Comportamental (EUA) Década 50– conceitos de motivação, interação com o ambiente e características de personalidade. • Funcionalista (Inglaterra) Década 70 – personalidade, conhecimentos, habilidades e atitudes. • Construtivista (França) Década 80 – mobilização e articulação de pessoas, recursos, capacidades, além da interação e significado do trabalho. Anos 90 - 2000 - O conceito de competência deve utilizar um novo olhar, analisando todo o contexto que a envolve, inclusive, questões éticas e sociais em contraponto à análise que tem sido feita com abordagens comportamentais padronizadas – habilidades, desempenho, etc. –, que não levam em conta o processo de aprendizagem e o desenvolvimento de conhecimento (RUTH, 2006).
  • 10.
    Mercadoe profissões • Acompetência profissional e sua gestão assumem valor diferenciado, reconhecido e legitimado no mercado de trabalho. • O conceito de competência profissional está em construção... • Capacidade da pessoa de assumir iniciativas, estar além do esperado, compreender e dominar situações em constantes mudanças, ser responsável e reconhecido por outros.
  • 11.
    Competênciaprofissional • O desenvolvimentoda competência profissional é um processo contínuo. • Requer articulação com a formação e desenvolvimento de comportamentos, habilidades e atitudes, além de outros fatores – motivação, personalidade e feedback. • A pessoa é responsável pela sua construção e consolidação em interação com outras pessoas no ambiente de trabalho, familiar ou nos grupos sociais.
  • 12.
    Novoconceitode competênciaprofissional Resultado dediferentes abordagens, envolve dimensões inter-relacionadas: • Cognitivas – conhecimentos teóricos e conceituais básicos, conhecimento tácito e informal, adquirido por meio de experiências. • Funcionais – habilidades requeridas para uma determinada ocupação sendo passíveis de demonstração pelas pessoas. • Comportamentais – características pessoais que levem a um desempenho superior em determinadas situações. • Éticas e de valores – valores pessoais e profissionais e a habilidade de sua inter-relação às situações de trabalho. • Metacompetências e transcompetências – dominam e são capazes de influenciar de as outras dimensões.
  • 13.
    E para osbibliotecários/profissionaisda informação? • As mudanças que estão ocorrendo em relação às TIC e os seus reflexos nos hábitos e padrões de leitura e acesso à informação, permitem indagar sobre o futuro das bibliotecas e dos seus profissionais. • O que significa para nós a “emergência de um mundo onde uma parte importante da informação será registada ou estará disponível de uma forma bastante mais fluída, dinâmica e transitória e onde as pessoas procurarão sobretudo os “átomos” de informação que necessitem a cada momento?” (RODRIGUES, 1997)
  • 14.
    “Velhose novossaberese competências”... •As competências tradicionais dos bibliotecários continuam a ser úteis no ambiente digital, porém, serão cada vez mais insuficientes para um exercício profissional que se caracteriza pela diversificação e a mudança. • É a combinação dos “velhos” e dos “novos” saberes e de competências que permite olhar o futuro com otimismo, que pode diferenciar o bibliotecário de outros profissionais no mercado da informação, que pode criar novas oportunidades, se souber alargar os horizontes da sua profissão para além das quatro paredes das instituições onde atuam. • É preciso ter a qualidade de ser técnico e humano – a metacompetência (FONTES, 2012). • Além disso, atualmente é preciso ir além e alcançar a transcompetência na atuação profissional.
  • 15.
    Metacompetênciae transcompetência • Ametacompetência é aquela que ajuda o desenvolvimento de outras competências. • Transcompetência, mescla-se às demais, permeando todo o conjunto de competências (CHEETAM; CHIVERS, 1996,1998). Compreendem: Comunicação, criatividade, resolução de problemas, aprendizagem/autodesenvolvimento, agilidade mental e reflexão.
  • 16.
    Metacompetênciae transcompetência • Possuemrelevância devido a presença de aspectos relativos à criatividade ou capacidade inventiva, em especial. • Ao adotar como premissa que o profissional deve estar mais voltado para a mudança do que para a reprodução torna-se relevante fazer com que os conteúdos e métodos de sua formação induzam um olhar que se volte para o desenvolvimento das capacidades de criatividade e de mudanças sociais em curso . • Inserem-se na natureza da prática profissional, na natureza das profissões, na competência profissional, em como pessoas reconhecem competências profissionais em outras e em como pessoas adquirem sua competência profissional.
  • 17.
    Metacompetências e transcompetênciasna profissão do bibliotecário Cognitiva Funcional Comportamental /pessoal Ética Política COMPETÊNCIAS Competência Profissional Resultados Reflexão Personalidade Super Meta Motivação Fonte: Adaptado de CHEETHAM; CHIVERS (1996,1998). UM NOVO OLHAR PARA O BIBLIO- TECÁRIO
  • 18.
    Concepçãoatual do bibliotecário •A realidade atual exige dos bibliotecários melhor desempenho e mais eficiência e preparo para responder às novas exigências da sociedade do conhecimento. • Há exigência de mais habilidades multidisciplinares como qualidade, dinamismo e criatividade, tudo isso vinculado ao progresso tecnológico que vem agregando novos valores às atividades do profissional. • Deve reformular seu perfil profissional tornando-se especializado, sociável e preocupado com as necessidades de informação de seus usuários, bem como de toda a sociedade. (FONSECA; SOUSA; SANTANA, 2010, p. 3)
  • 19.
    (Re)Pensandoo bibliotecáriona sociedade contemporânea... Inseridoem um “mundo fluído” • Onde produtos, serviços e informações se combinam e geram modos de projetar, produzir e consumir/usar inovações, decorrentes da articulação de multidiversidade cultural e multiplicidade de atores. • É mediador que atua em rede, assumindo o papel de provedor do processo de acesso e uso da informação para construir conhecimento aplicável à realidade social. Inserido em um “mundo complexo” • A transição para serviços e a necessidade de mudança de paradigma quanto aos projetos de gestão da informação, implica em modelos de ação colaborativos, contínuos e abertos, que incluam o cliente/usuário. • As novas alianças e novas conexões trazem a necessidade de desenvolver visão periférica e cultivar o hábito de estar atento e observar pessoas, lugares, organizações, projetos e ideias em busca de novas parcerias e oportunidades.
  • 20.
    Competências-chave do bibliotecário: categoriasaplicáveis... •Competências que vão além de um âmbito profissional específico, relacionadas à interatividade, à habilidade de escuta e de ação em diferentes contextos, à gestão da informação e do conhecimento, ao desenvolvimento coletivo, à análise sistêmica, dentre outras. • Categorias das competências- chave • Usar ferramentas para interagir com o ambiente e resolver problemas. • Interagir com grupos heterogêneos. • Agir de forma autônoma, situando-se em um contexto social mais amplo. (OECD, 2004, p.9).
  • 21.
    Categoriase suas relações... •Uso de Ferramentas - estar atualizado com as TIC, conduzir um diálogo ativo com o mundo, de forma interativa: da linguagem, dos símbolos e textos; da informação e do conhecimento e da tecnologia. • Interação com grupos heterogêneos - lidar com a diversidade e a multiculturalidade, estabelecer cooperação e trabalhar em equipe e em rede, além de adotar novas condutas de gestão e de resolução de problemas. • Autonomia na ação - perceber sua própria identidade e estabelecer objetivos em um mundo complexo, entender outros contextos, compreender a ação de forma sistêmica, desenvolver planos e projetos pessoais e reconhecer a defesa de seus direitos, interesses, limites e necessidades.
  • 22.
    Novodesign:capacidadesdecontextualizareglobalizare pensarcriticamente... • Favorecer osrecursos e potencialidades, atendendo necessidades de clientes/usuários situados em contextos específicos e promover a integração das comunidades e das diversidades, incorporando os benefícios dos avanços tecnológicos e ativando diálogos e redes locais e globais. • Atuar na perspectiva da relação de conflito entre o que há de comum e de diferente, entre a diferença e o universal é grande desafio na sociedade contemporânea. COMPREENDE OBSERVA DEFINE PONTO DE VISTA CRIA INCORPORA CONHECIMENTO AVALIA Pensar criticamente
  • 23.
    Algumas considerações... • Ouso de recursos para interagir com o ambiente e resolver problemas constituem, em si mesmos, alguns dos principais focos de atuação do bibliotecário. • A habilidade para interagir com grupos heterogêneos é essencial na mediação e na integração de diversos universos e para a compreensão de contextos culturais de natureza vária no design e implementação de produtos e serviços, na inovação colaborativa e compartilhamento. • A autonomia é fundamental para a atuação do bibliotecário em nível sistêmico, valorizando a própria identidade e da cultura da sociedade. O desenvolvimento das competências, metacompetências e transcompetências é fator crítico para sustentar suas ações na contemporaneidade, ampliando o seu espaço de atuação e criando novas oportunidades no cenário social .
  • 24.
    Referências CASTELLS, M. Opoder da identidade: a era da informação 3 . São Paulo: Paz e Terra, 2002. CEBRIÁN, J. L. A rede: como nossas vidas serão transformadas pelos novos meios de comunicação. São Paulo: Summus Editorial, (1999). LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola, 2000. ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT – OECD. The definition and selection of key competencies. Executive Summary, 2004. RODRIGUES, E. Bibliotecas: os átomos e os bits. 1997. Disponível em: http://www.bib.eng.uminho.pt/pessoal/eloy/bibatbit.htm Acesso em 20 maio 2013. RUTH, D. Frameworks of managerial competence: limits, problems and suggestions. Journal of European Industrial Training, v. 30, n. 3, p. 206- 226,2006. Disponível em: www.emeraldinsight.com/0309-0590.htm. Acesso em: 18 fev. 2013.