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CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE
         EFA NS / CP5
CP_5 DEONTOLOGIA E PRINCÍPIOS ÉTICOS
Comunidade Global

Conceitos-chave: nexo local/global; globalização.

 􀂃 A globalização e as novas dimensões de atitudes: local, nacional, transnacional e global

 􀂃 Internacionalização, transnacionalidade e os problemas éticos colocados pela globalização

  􀂃 As ambivalências do processo de globalização, nomeadamente
- Abertura de mercados: ética na competitividade
-  Esbatimento de fronteiras: ética para a igualdade/inclusão

  􀂃 A construção de uma cidadania mundial inclusiva
- Importância da criação de plataformas de convergência e desenvolvimento, com vista a uma
    integração
económica mundial
- Dimensão ética do combate às desigualdades económico-sociais, no âmbito da globalização
O mundo globalizado que se vê hoje é um
mundo cada vez menor, em relação às
distâncias,       as      comunicações       que
encurtaram, dizem que a cada dia mais parece
que as distâncias deixam de existir
     Por qualquer ângulo que se olhe, percebemos
que cada indivíduo vive hoje numa sociedade
mundial. As pessoas alimentam-se, vestem-se,
moram, são transportadas, comunicam, divertem-
se, por meio de bens e serviços mundiais,
utilizando     mercadorias     produzidas    pelo
capitalismo mundial, globalizado.
Suponhamos que vai com os amigos
comer um hamburger e beber Coca-Cola
no McDonald’s. Em seguida, vai ao
cinema ver um filme de Steven Spielberg e
volte para casa num carro Ford ou num
autocarro Mercedes. Ao chegar, o telefone
toca. Você atende num aparelho fabricado
pela Siemmens        e ouve um amigo
lembrando-o de um videoclipe que
começou há instantes na televisão:
Michael Jackson. Você corre e liga o
aparelho da marca Mitsubishi. Ao terminar
o clipe, decide ouvir um CD do grupo
Simply Red gravado pela BMG Ariola
Discos, de propriedade da Warner, em seu
equipamento Philips.
Veja      quantas       empresas
transnacionais estiveram presentes
nesse curto programa de algumas
horas em apenas um dia. Na verdade,
não há actividades que escapem aos
efeitos da globalização do capitalismo
no mundo.
GLOBALIZAÇÃO
   O conceito globalização surgiu em meados da década de 1980, a qual vem
    substituir conceitos como internacionalização e transnacionalização.

    Globalização ou mundialização é a interdependência de todos os povos e
    países do nosso planeta, também denominado "aldeia global".

    As notícias do mundo são divulgadas pelos jornais, rádio, TV, Internet e
    outros meios de comunicação. O mundo assistiu ao vivo e a cores em 11
    de Setembro, ao atentado ao World Trade Center (as torres gémeas), à
    invasão americana ao Iraque, etc.

   Com toda essa tecnologia ao serviço da humanidade, dá a impressão que
    o planeta terra ficou menor. Podemos também observar que os bens de
    consumo, a moda, a medicina, enfim a vida do ser humano sofrem
    influência directa dessa tal Globalização.
GLOBALIZAÇÃO
   Hoje uma empresa produz um mesmo produto em vários
    países e exportam para outros. Também podemos
    observar a fusão de empresas. Tudo isto tem como
    objectivo baixar os custos de produção e aumentar a
    produtividade.

   Assim, produtos semelhantes são encontrados em
    qualquer parte do mundo.

    A Globalização analisada pelo lado económico-financeiro
    teve o seu início na década de 80, com a integração a
    nível    mundial    das   relações    económicas      e
    financeiras, tendo como pólo dominante os Estados
    Unidos.
GLOBALIZAÇÃO

   Numa       perspectiva     mais      restrita   –
    essencialmente económica – o World Economic
    Outlook do Fundo Monetário Internacional de
    1997 descreve o fenómeno da globalização
    como “a crescente interdependência económica
    dos países no âmbito mundial, mediante um
    volume crescente e uma variedade de
    transacções de bens, serviços e fluxos de
    capitais através das fronteiras e a mais rápida e
    ampla difusão de tecnologias
   Esse movimento de globalização ou mundialização da
    economia envolve, segundo a OCDE, três aspectos ou linhas
    distintas:

   a) A internacionalização ou desenvolvimento dos fluxos de
    trocas entre países (em vez de dentro de um mesmo país) –
    como no caso das uvas e pêssegos espanhóis, com odor
    mas sem sabor, em substituição da tradicional e saborosa
    fruta portuguesa.

   b) A transnacionalidade – na localização ou implantação de
    empresas e fluxos de investimento (deslocalização),
    dependente da liberdade de estabelecimento, e a procura de
    dimensão à escala mundial, dando lugar a um número e
    volume de fusões e aquisições sem precedente.

   c) E a globalização, propriamente dita, que corresponde à
    criação ou desenvolvimento de redes mundiais de produção,
    distribuição e informação.
ÉTICA E GLOBALIZAÇÃO



“Os mesmos movimentos tanto podem
  conduzir a humanidade a horrores como a
  um futuro melhor”
                                  Václav Havel
   A globalização é um processo de abertura de
    mercados e de diminuir fronteiras, combinado
    com uma revolução de tecnologias. Um
    movimento que abre amplas perspectivas e
    potencialidades aos povos, mas que tem
    também custos e efeitos desfavoráveis para
    alguns, que é preciso enfrentar ou compensar e
    corrigir mediante políticas adequadas a nível
    nacional e mundial, mediante acções de
    cooperação internacional e uma oferta mais
    ampla e adequada de bens públicos globais.
   A globalização promove a eficiência e a
    inovação,        cria      riqueza        ou
    prosperidade, conduzindo mesmo a uma maior
    igualdade em algumas sociedades e regiões do
    mundo.

   É a adaptação que envolve os padrões de
    produção, introduzidos por todos os povos ou
    sociedades, sendo a preocupação de que
    alguns grupos sociais, regiões ou países que
    não consigam acompanhar o processo sejam
    deixados para trás ou marginalizados.
   Nos países desenvolvidos o rendimento per capita triplicou no
    último meio século, o qual conheceu um período de
    liberalização de mercados e de movimentos de capitais e, ao
    mesmo tempo, de crescimento sem precedentes e que esse
    factor multiplicativo se aplica, com ligeira diferença, igualmente
    aos países em vias de desenvolvimento no seu conjunto. O
    que corresponde a dizer, a 4/5 da humanidade. Mas houve
    países também, nomeadamente na África a Sul do Sahará –
    com ligeiramente mais 1/10 da população mundial –
    que, praticamente, não participaram nessa melhoria. Assim, a
    disparidade de rendimentos per capita entre a 5ª parte mais
    rica da população mundial e a 5ª mais pobre, passou de 30
    para 1 em 1960, para 74 para 1 em 1997, cavando-se fossos
    profundos de desigualdades entre países e regiões do globo.
Num dos seus World Economic Outlooks o FMI
  (1997) observa que a globalização tem servido para
  acentuar os benefícios das boas políticas e os
  malefícios das más políticas.
E aponta como principais determinantes do sucesso
  no desenvolvimento:
a) A qualidade da governação;
b) A estabilidade macroeconómica;
c) A abertura ao exterior e inserção na economia
  mundial;
d) A defesa ou protecção do direito de propriedade;
e) A qualificação da mão-de-obra.
Sendo a abertura ao exterior, especialmente para os
  pequenos países ou economistas, talvez o mais
  importante.
Sendo a abertura ao exterior, especialmente para
os pequenos países ou economistas, talvez o mais
importante.
Pensa-se, assim, que a primeira e mais importante
das tarefas a empreender para assegurar o
desenvolvimento dos países mais pobres – e,
também, a mais difícil – reside nas alterações que é
necessário introduzir nesses mesmos países.
Seja como for, os efeitos negativos da globalização
sobre alguns países e povos devem ser enfrentados,
procurando diminui-los e compensá-los mediante
políticas ou medidas apropriadas de cooperação por
parte dos países mais avançados.
À cooperação multilateral é reconhecida        como
necessária pelo menos em duas frentes.

•A primeira respeita aos países menos desenvolvidos
em risco de marginalização, pelo menos quando
dispostos a introduzir ou adoptar políticas que
permitam tornar eficaz a ajuda recebida, muito
particularmente os países mais pobres e altamente
endividados.

•A segunda respeita à neutralização dos efeitos
secundários negativos da globalização sobre esses
países, como os respeitantes à degradação ambiental,
aos problemas de saúde (epidemias e outros) e às
migrações e situações de conflito.
Os países mais desenvolvidos e as organizações
internacionais podem contribuir muito para a
melhoria da situação ambiental e sanitária,
nomeadamente através da promoção de investigação
orientada para a problemática destes países nos
domínios da saúde, da agricultura e do combate à
desertificação.
Estes e outros problemas que se põem à escala
mundial, mesmo quando não sejam novos ou
necessariamente      associados  à   globalização,
reclamam o fortalecimento da chamada Global
Governance e uma maior e mais eficiente oferta de
“bens públicos globais”.
Globalização
Eu conheço um país que tem uma das mais baixas
taxas de mortalidade de recém-nascidos do
mundo, melhor que a média da União Europeia. Eu
conheço um país onde tem sede uma empresa que é
líder mundial de tecnologia de transformadores. Mas
onde outra é líder mundial na produção de feltros para
chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa
que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais
de meia centena de mercados. E que tem também outra
empresa que concebeu um sistema através do qual
você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de
cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira
onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema
biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e
uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários
prémios internacionais. E que tem um dos melhores
sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem
operações que não é possível fazer na Alemanha,
Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma
revolução no sistema financeiro e tem as melhores
agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco
primeiros). Eu conheço um país que está avançadíssimo
na investigação da produção de energia através das
ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o
ADN de plantas e animais e envia os resultados para os
clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que
desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de
stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas. Eu conheço um
país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou
para outros clientes internacionais com o mesmo grau de
exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de
passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um
medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder
mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um
vinho que “bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos
espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a
trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e
desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões
pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu
um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um
pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em
que vive – Portugal. Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito
por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por
portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que
funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-
se,                                                            por
ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP,
 Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera
Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo
Amorim, Quinta do Monte d’Oiro, Activespace Technologies, Deimos
Engenharia,       Lusospace,      Skysoft,    Space      Services.
E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos
Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo. E
depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no
País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos
portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das
casasmãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP
Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em
tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são
vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos. É este o País de sucesso
que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da
Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com
problemas na saúde, no ambiente, etc. Mas nós só falamos do País
que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se
atrasou em relação à média europeia. Está na altura de olharmos
para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De
mostrarmos ao mundo os nossos sucessos – e não invariavelmente
o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma
velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por
sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao
mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos
também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem
replicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os maus
exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também
seguidos?

                        Nicolau Santos, Director – adjunto do Jornal Expresso
                                                          na Revista Exportar

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1289687806 cp5 _dr4_globalização

  • 2. CP_5 DEONTOLOGIA E PRINCÍPIOS ÉTICOS Comunidade Global Conceitos-chave: nexo local/global; globalização. 􀂃 A globalização e as novas dimensões de atitudes: local, nacional, transnacional e global 􀂃 Internacionalização, transnacionalidade e os problemas éticos colocados pela globalização 􀂃 As ambivalências do processo de globalização, nomeadamente - Abertura de mercados: ética na competitividade - Esbatimento de fronteiras: ética para a igualdade/inclusão 􀂃 A construção de uma cidadania mundial inclusiva - Importância da criação de plataformas de convergência e desenvolvimento, com vista a uma integração económica mundial - Dimensão ética do combate às desigualdades económico-sociais, no âmbito da globalização
  • 3.
  • 4. O mundo globalizado que se vê hoje é um mundo cada vez menor, em relação às distâncias, as comunicações que encurtaram, dizem que a cada dia mais parece que as distâncias deixam de existir Por qualquer ângulo que se olhe, percebemos que cada indivíduo vive hoje numa sociedade mundial. As pessoas alimentam-se, vestem-se, moram, são transportadas, comunicam, divertem- se, por meio de bens e serviços mundiais, utilizando mercadorias produzidas pelo capitalismo mundial, globalizado.
  • 5. Suponhamos que vai com os amigos comer um hamburger e beber Coca-Cola no McDonald’s. Em seguida, vai ao cinema ver um filme de Steven Spielberg e volte para casa num carro Ford ou num autocarro Mercedes. Ao chegar, o telefone toca. Você atende num aparelho fabricado pela Siemmens e ouve um amigo lembrando-o de um videoclipe que começou há instantes na televisão: Michael Jackson. Você corre e liga o aparelho da marca Mitsubishi. Ao terminar o clipe, decide ouvir um CD do grupo Simply Red gravado pela BMG Ariola Discos, de propriedade da Warner, em seu equipamento Philips.
  • 6. Veja quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse curto programa de algumas horas em apenas um dia. Na verdade, não há actividades que escapem aos efeitos da globalização do capitalismo no mundo.
  • 7. GLOBALIZAÇÃO  O conceito globalização surgiu em meados da década de 1980, a qual vem substituir conceitos como internacionalização e transnacionalização. Globalização ou mundialização é a interdependência de todos os povos e países do nosso planeta, também denominado "aldeia global".  As notícias do mundo são divulgadas pelos jornais, rádio, TV, Internet e outros meios de comunicação. O mundo assistiu ao vivo e a cores em 11 de Setembro, ao atentado ao World Trade Center (as torres gémeas), à invasão americana ao Iraque, etc.  Com toda essa tecnologia ao serviço da humanidade, dá a impressão que o planeta terra ficou menor. Podemos também observar que os bens de consumo, a moda, a medicina, enfim a vida do ser humano sofrem influência directa dessa tal Globalização.
  • 8. GLOBALIZAÇÃO  Hoje uma empresa produz um mesmo produto em vários países e exportam para outros. Também podemos observar a fusão de empresas. Tudo isto tem como objectivo baixar os custos de produção e aumentar a produtividade.  Assim, produtos semelhantes são encontrados em qualquer parte do mundo. A Globalização analisada pelo lado económico-financeiro teve o seu início na década de 80, com a integração a nível mundial das relações económicas e financeiras, tendo como pólo dominante os Estados Unidos.
  • 9. GLOBALIZAÇÃO  Numa perspectiva mais restrita – essencialmente económica – o World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional de 1997 descreve o fenómeno da globalização como “a crescente interdependência económica dos países no âmbito mundial, mediante um volume crescente e uma variedade de transacções de bens, serviços e fluxos de capitais através das fronteiras e a mais rápida e ampla difusão de tecnologias
  • 10. Esse movimento de globalização ou mundialização da economia envolve, segundo a OCDE, três aspectos ou linhas distintas:  a) A internacionalização ou desenvolvimento dos fluxos de trocas entre países (em vez de dentro de um mesmo país) – como no caso das uvas e pêssegos espanhóis, com odor mas sem sabor, em substituição da tradicional e saborosa fruta portuguesa.  b) A transnacionalidade – na localização ou implantação de empresas e fluxos de investimento (deslocalização), dependente da liberdade de estabelecimento, e a procura de dimensão à escala mundial, dando lugar a um número e volume de fusões e aquisições sem precedente.  c) E a globalização, propriamente dita, que corresponde à criação ou desenvolvimento de redes mundiais de produção, distribuição e informação.
  • 11. ÉTICA E GLOBALIZAÇÃO “Os mesmos movimentos tanto podem conduzir a humanidade a horrores como a um futuro melhor” Václav Havel
  • 12. A globalização é um processo de abertura de mercados e de diminuir fronteiras, combinado com uma revolução de tecnologias. Um movimento que abre amplas perspectivas e potencialidades aos povos, mas que tem também custos e efeitos desfavoráveis para alguns, que é preciso enfrentar ou compensar e corrigir mediante políticas adequadas a nível nacional e mundial, mediante acções de cooperação internacional e uma oferta mais ampla e adequada de bens públicos globais.
  • 13. A globalização promove a eficiência e a inovação, cria riqueza ou prosperidade, conduzindo mesmo a uma maior igualdade em algumas sociedades e regiões do mundo.  É a adaptação que envolve os padrões de produção, introduzidos por todos os povos ou sociedades, sendo a preocupação de que alguns grupos sociais, regiões ou países que não consigam acompanhar o processo sejam deixados para trás ou marginalizados.
  • 14. Nos países desenvolvidos o rendimento per capita triplicou no último meio século, o qual conheceu um período de liberalização de mercados e de movimentos de capitais e, ao mesmo tempo, de crescimento sem precedentes e que esse factor multiplicativo se aplica, com ligeira diferença, igualmente aos países em vias de desenvolvimento no seu conjunto. O que corresponde a dizer, a 4/5 da humanidade. Mas houve países também, nomeadamente na África a Sul do Sahará – com ligeiramente mais 1/10 da população mundial – que, praticamente, não participaram nessa melhoria. Assim, a disparidade de rendimentos per capita entre a 5ª parte mais rica da população mundial e a 5ª mais pobre, passou de 30 para 1 em 1960, para 74 para 1 em 1997, cavando-se fossos profundos de desigualdades entre países e regiões do globo.
  • 15. Num dos seus World Economic Outlooks o FMI (1997) observa que a globalização tem servido para acentuar os benefícios das boas políticas e os malefícios das más políticas. E aponta como principais determinantes do sucesso no desenvolvimento: a) A qualidade da governação; b) A estabilidade macroeconómica; c) A abertura ao exterior e inserção na economia mundial; d) A defesa ou protecção do direito de propriedade; e) A qualificação da mão-de-obra. Sendo a abertura ao exterior, especialmente para os pequenos países ou economistas, talvez o mais importante.
  • 16. Sendo a abertura ao exterior, especialmente para os pequenos países ou economistas, talvez o mais importante. Pensa-se, assim, que a primeira e mais importante das tarefas a empreender para assegurar o desenvolvimento dos países mais pobres – e, também, a mais difícil – reside nas alterações que é necessário introduzir nesses mesmos países. Seja como for, os efeitos negativos da globalização sobre alguns países e povos devem ser enfrentados, procurando diminui-los e compensá-los mediante políticas ou medidas apropriadas de cooperação por parte dos países mais avançados.
  • 17. À cooperação multilateral é reconhecida como necessária pelo menos em duas frentes. •A primeira respeita aos países menos desenvolvidos em risco de marginalização, pelo menos quando dispostos a introduzir ou adoptar políticas que permitam tornar eficaz a ajuda recebida, muito particularmente os países mais pobres e altamente endividados. •A segunda respeita à neutralização dos efeitos secundários negativos da globalização sobre esses países, como os respeitantes à degradação ambiental, aos problemas de saúde (epidemias e outros) e às migrações e situações de conflito.
  • 18. Os países mais desenvolvidos e as organizações internacionais podem contribuir muito para a melhoria da situação ambiental e sanitária, nomeadamente através da promoção de investigação orientada para a problemática destes países nos domínios da saúde, da agricultura e do combate à desertificação. Estes e outros problemas que se põem à escala mundial, mesmo quando não sejam novos ou necessariamente associados à globalização, reclamam o fortalecimento da chamada Global Governance e uma maior e mais eficiente oferta de “bens públicos globais”.
  • 20. Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia. Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores. Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
  • 21. Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais. E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros). Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
  • 22. Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas. Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que “bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
  • 23. O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive – Portugal. Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam- se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d’Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo. E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casasmãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
  • 24. É este o País em que também vivemos. É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc. Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia. Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos – e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos? Nicolau Santos, Director – adjunto do Jornal Expresso na Revista Exportar