11ª AULA - CARTA AOSHEBREUS
EBD - ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA – 2022 – 2º
SEMESTRE - Facilitadores: Sérgio Soares e Francisco Tudela
Tema da carta: uma apresentação de Cristo, o Messias, o autor de
uma 2ª aliança, melhor do que a 1ª que Deus havia feito no AT.
De autoria desconhecida.
Em alguns manuscritos antigos encontra-se o título: "Epístola de Paulo
aos Hebreus”, e alguns "pais da igreja" atribuíram a autoria a Paulo:
Talvez Paulo a tenha escrito e, devido ao preconceito dos judeus contra ele, tenha
ocultado a autoria.
Por alguma razão o Senhor considerou adequado manter o autor desconhecido.
O livro de hebreus foi escrito por um hebreu para outros hebreus para dizer-lhes que
deixassem de agir como hebreus que ainda aguardavam o Messias.
O autor é o Espírito Santo, os destinatários são todos os que possam estar abatidos
ou desanimados com o agir cristão.
Talvez tenha sido escrita da Itália (13.24b “Os da Itália lhes enviam saudações.”)
para crentes judeus moradores de Jerusalém
Autoria
O NOME DA CARTA
"Hebreu" era o nome dado aos israelitas pelas nações vizinhas, vem da raiz “a-vár”,
que significa “passar, transitar, atravessar, cruzar”.
Nome associado a viajantes, aqueles que “passam adiante”.
Os israelitas por um tempo levaram uma vida nômade.
Deriva desta raiz o nome Éber ou Héber, que significa "homem vindo do outro lado
do rio" (Jordão ou Eufrates) Gn.10.21,24; 11.14-26; Js.24.2.
“Hebreu” era um termo que se referia a uma classe social e não a uma etnia, um
povo.
Designava um grupo sem propriedade, dependente, imigrante (estrangeiro).
Era usado como termo pejorativo. (Bíblia de estudo arqueológica)
Abraão foi o primeiro a ser chamado de "hebreu“ Gn 14.13.
Depois do cativeiro a maior parte dos que regressaram a Canaã eram da tribo de
Judá, então, "judeu" tornou-se um sinônimo de israelita, já que quase todos os
israelitas eram da tribo de Judá, esse é o mesmo sentido genérico até hoje.
No NT, hebreu passa a designar aquele israelita que fala aramaico e é apegado ao
judaísmo ortodoxo, já o israelita é aquele que fala grego, foi influenciado pela
cultura grega (helenista) e pratica o judaísmo.
Nesse sentido, em Fp 3.5 e 2Co 11.22, Paulo cita com orgulho o fato de ser
"hebreu" , assim como o eram seus pais.
- HEBREU: designa os
descendentes de Abraão
- ISRAELITA: aquele que
pratica a religião.
- JUDEU: o remanescente
do reino de Judá.
8,45’ https://www.youtube.com/watch?v=yt4uHfHfixY
Objetivo da carta
Exortar os destinatários a procurarem a maturidade cristã.
Texto áureo:
Hb 6.1-3 “Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e
avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do
arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus, da instrução a
respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do
juízo eterno. Assim faremos, se Deus o permitir.”
A revelação se dera em dois momentos, um antevisivo e
preparatório (AT) e outro conclusivo e consumador (NT).
“Avancemos” com o objetivo de dar sentido entre o AT
e o NT sobre a vinda do messias Jesus e as diferenças na
expiação dos pecados
Estrutura da Carta
1. Prólogo: Deus tem falado pelo seu Filho Jesus (1. 1-4)
2. A superioridade do Filho
a. Jesus é superior aos anjos (1.5 ; 2.18)
b. Jesus é superior a Moisés (3.1 ; 4.13)
3. Jesus é o grande Sumo sacerdote
a. Jesus é superior ao sacerdócio de Arão (4.14 ; 7.28)
b. Jesus é o mediador de uma nova aliança (8.1 ; 10.18)
4. Chamado a perseverar na fé e a fortalecer-se no sofrimento
a. Exortação à fidelidade (10.19 ; 11.40)
b. “Olhando para Jesus” (12.1-29)
5. A vida cristã (13.1-19)
6. Epílogo (13.20-25)
1.3,4 “...Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita
da Majestade nas alturas (1)...tornando-se tão superior aos anjos quanto o
nome que herdou é superior ao deles.(2)”
(1) Não indica repouso, mas que a obra da redenção fora completada.
(2) Jesus tem categoria superior a qualquer outro:
 seja dos anjos (a Lei fora dada pelos anjos At 7.53 “vocês, que receberam a Lei por
intermédio de anjos, mas não lhe obedeceram".
 seja de Moisés (3.3 “Jesus foi considerado digno de maior glória do que Moisés),
 seja do sacerdócio levítico (8.1,2 “...temos um sumo sacerdote como esse, o qual
se assentou à direita do trono da Majestade nos céus e serve no santuário, no
verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem.”)
1.6 “E ainda, quando Deus introduz o Primogênito no mundo....”
Afirmar que Jesus é o primogênito diz respeito a ser o principal e não no sentido de
que Jesus foi gerado primeiro e depois vieram outros.
2.9,14,15,17 “Vemos, todavia, aquele que por um pouco foi feito menor do que os
anjos (1), Jesus, coroado de honra e glória por ter sofrido a morte, para que, pela
graça de Deus, em favor de todos, experimentasse a morte....por sua morte,
derrotasse aquele que tem o poder da morte (separar o homem de Deus), isto é, o
diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo
medo da morte... Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante a
seus irmãos* em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e
fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo. (2)”
(1) Por pouco tempo Jesus se colocou apenas como homem para receber os
pecados na cruz, pois como Deus não poderia compactuar com o pecado.
(2) Jesus realiza dois propósitos divinos.
*Como Deus pode se tornar homem está além da compreensão, é um mistério da fé.
4.9,10 “Assim, ainda resta um descanso sabático (1) para o povo de Deus;
pois todo aquele que entra no descanso de Deus (salvação), também
descansa das suas obras, como Deus descansou das suas.”
(1) Assim como Deus descansou após concluir a criação, nós também descansamos
em Cristo que concluiu a obra redentora no nosso lugar.
6.4-6 “Ora para aqueles que uma vez foram iluminados...tornaram-se participantes
do Espírito Santo ...E CAÍRAM, é impossível que sejam reconduzidos ao
arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus...”
 3.14 “...passamos a ser participantes de Cristo, desde que, de fato, NOS
APEGUEMOS ATÉ O FIM À CONFIANÇA (2) que tivemos no princípio.”.
Caíram foi traduzido do grego “para-peiontas” que é "desviar-se do rumo", e não
indica uma ação sem retorno.
Deus sabe onde há fé e onde há apenas concordância intelectual.
 4.13 “Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus...”
(2) Lembrando a aula anterior: Fé é optar em confiar em Deus, na esperança de que
Suas promessas se cumprirão.
convencidas não convertidas
O autor cita Jr 31.31
8.10 “Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias",
declara o Senhor. "Porei minhas leis em suas mentes e as escreverei em seus
corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo.”
A lei tem o propósito de revelar o agir do homem que agrada a Deus.
A lei não é um meio que nos capacita a vencer o pecado.
Na 1ª aliança conhecia-se Deus pela lei.
Na 2ª aliança o conhecer vem do ES que habita no crente.
Jo 14.26 “Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes
ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse.”
Nessa época poucos sabiam ler e não havia escritos disponíveis a todos, de modo
que a ação do ES fazia o papel de educador, hoje temos toda a revelação na Bíblia e
devemos lê-la para ter as “leis em nossas mentes” com a ajuda do ES, seu autor.
9.16,17 “No caso de um testamento, é necessário que comprove a morte daquele
que o fez; pois um testamento só é validado no caso de morte, uma vez que
nunca vigora enquanto está vivo aquele que o fez.”
Deus é o autor do novo testamento, da nova aliança, e Jesus o “pactuante humano”,
lembrando que neste novo testamento (aliança) o combinado foi que o pagamento
pelos pecados da humanidade seria feito pelo “Cordeiro de Deus”, por Jesus
morrendo na cruz
Deus se ira quando o homem peca, isto é, quando não age
conforme Deus deseja; o resultado da ira de Deus é punir o
pecador, porém Deus reconsiderou esta situação, por amar
sua criação, e estabelece um rito para compensar a
punição: serão feitos sacrifícios e ofertas (ver Levítico)
Este rito que deveria ser ocasional, passou a ser cotidiano.
9.9,10 “Isso é uma ilustração para os nossos dias, indicando que as ofertas e os
sacrifícios oferecidos não podiam dar ao adorador uma consciência
perfeitamente limpa. Eram apenas prescrições que tratavam de comida e
bebida e de várias cerimônias de purificação com água; essas ordenanças
exteriores foram impostas até o tempo da nova ordem.”
Na 2ª aliança não temos de praticar o ritual Levítico da 1ª aliança já que ela “não
dava uma consciência limpa”, pois só o faziam para cumprir uma obrigação.
9.14 “quanto mais, então, o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de
forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à
morte (1), de modo que sirvamos ao Deus vivo!”
Quem aceita o evangelho terá consciência dos atos que desagradam a Deus pela
ação do ES.
1Tm 3.9 “Devem apegar-se ao mistério da fé com a consciência limpa.”
9.27,28 “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e
depois disso enfrentar o juízo (1), assim também Cristo foi oferecido em
sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos(2); e aparecerá
segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o
aguardam.”
Morremos uma vez só (para quem tem medo da morte isso já é um alívio) e depois
enfrentaremos o juízo.
Os que postulam a reencarnação creem que o espírito retorna em outra pessoa
para corrigir seus erros, se aprimorar, logo desconhecem o perdão.
Partilha 18: Tarefa: apontar os erros doutrinários, as heresias e as falhas de caráter,
justificando com textos bíblicos: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/23/opinion/1519395917_716577.html
(2) Cristo é sacrificado como oferta “uma vez para sempre”.
(3) Na 2ª vinda Jesus não vem para tirar o pecado, mas salvar os que nele creem.
10.14 “porque, por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que
estão sendo santificados.”
Na 1ª aliança funcionava assim: Deus dá a Sua lei e obedecendo-a o homem tinha
acesso a Ele, mas, o homem pecava, quebrava a aliança e se separava de Deus.
Um sacrifício, então, era feito pelo pecado e assim o relacionamento era retomado.
Tinham que fazer o sacrifício dia após dia, ano após ano, nunca paravam.
A barreira entre Deus e o homem subia e descia o tempo todo, prova da ineficácia
do sistema sacrificial, era uma batalha perdida.
O homem precisava de um sacerdote perfeito e de um sacrifício perfeito que
permitisse o acesso a Deus em definitivo.
10.4-6 “pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados. Por isso,
quando Cristo veio ao mundo, disse: "Sacrifício e oferta não quiseste (1), mas um
corpo me preparaste; de holocaustos e ofertas pelo pecado não te agradaste".”
(1) Com a 2ª aliança Deus não requer sacrifícios e ofertas pelos pecados.
10.25 “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas
encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se
aproxima o Dia.”
Não é possível ser cristão autêntico sozinho em casa: como perdoar? Como fazer a
oração do pai nosso? Como exercer os dons? Como contribuir para a obra de Deus?
Deve-se ser membro ativo numa igreja evangélica.
10.26,27 “Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o
conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-
somente uma terrível expectativa de juízo...”
10.38,39 “Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele".
Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos
que creem e são salvos.”
Apostasia: quem compreendeu o evangelho e o abandonou tem a
condenação eterna.
12.7,8,10 “Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina (1); Deus os
trata como filhos. Pois, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Se
vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês
não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Nossos pais nos disciplinavam por
curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o
nosso bem, para que participemos da sua santidade.(2)”
(1) As provações tem a ver com a disciplina de Deus, por ex. ao sermos tentados
pelo pecado, Deus pode permitir que experimentemos as suas consequências.
(2) Ao enfrentarmos dificuldades pelo fato de sermos cristãos não devemos achar
que, ou estamos no caminho errado ou sendo castigados por Deus, mas uma
oportunidade para crescermos na vida cristã.
12.11 “Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de
tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que
por ela foram exercitados.
A adversidade e o castigo são uma forma de educação. (ex. filho contente por ter
recebido troco a maior, pai manda devolver)
13.5 “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que...têm...”
Não negocie valores éticos, valores pessoais e até a fé para ter mais recursos e
comprar bens materiais.
13.6 “Podemos, pois, dizer com confiança: "O Senhor é o meu ajudador, não
temerei. O que me podem fazer os homens? "
Fazer o que deve ser feito e descansar em Deus.
13.9 “Não se deixem levar
pelos diversos ensinos
estranhos (1).
É bom que o nosso coração
seja fortalecido pela graça,
e não por alimentos
cerimoniais (2), os quais não
têm valor para aqueles que
os comem.”
(1) Separar o ensino correto
(2) Rejeitar rituais
13.16 “Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês
têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.”
Altruísmo: fazer o bem e repartir com os outros.
Lição de casa:
1. Rever o estudo de hoje
2. Ler 1ª Timóteo
Ou ler, no mínimo: 1.1-20; 2.1-15; 3.1-16; 4.1-16; 5.1-25; 6.1-21
BIBLIOGRAFIA
1. Bíblia NVI – Editora Vida – 2000
2. Comentário Bíblico do professor – Lawrence Richards – 3ª Ed. Vida - SP
3. Revista Compromisso - impressa pela Convicção Editora
5. Estudo Panorâmico da Bíblia –. Mears, Henrietta C.- SP: Editora Vida, 2006.
6. Comentário Bíblico Moody – Charles F Pfieffer – Ed. Batista Regular,2017
7. Comentário Bíblico Popular - MacDonald, Willian, SP, Ed. Mundo Cristão, 1ª, 2008
8. Comentário Bíblico NVI -. BRUCCE, F. F, SP, Ed. Vida, 1ª edição, 2008
9. Passo a Passo pelo AT – Wailon B & Tom H.- Ed. LifeWay Brasil – SP - 2004
10. Reflexões extraídas da World Wide Web
11. Bible Project
12. Programa ROTA 66 – Sayão, Luiz – Rádio transmundial
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11 Hebreus.pptx

  • 1.
    11ª AULA -CARTA AOSHEBREUS EBD - ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA – 2022 – 2º SEMESTRE - Facilitadores: Sérgio Soares e Francisco Tudela Tema da carta: uma apresentação de Cristo, o Messias, o autor de uma 2ª aliança, melhor do que a 1ª que Deus havia feito no AT.
  • 2.
    De autoria desconhecida. Emalguns manuscritos antigos encontra-se o título: "Epístola de Paulo aos Hebreus”, e alguns "pais da igreja" atribuíram a autoria a Paulo: Talvez Paulo a tenha escrito e, devido ao preconceito dos judeus contra ele, tenha ocultado a autoria. Por alguma razão o Senhor considerou adequado manter o autor desconhecido. O livro de hebreus foi escrito por um hebreu para outros hebreus para dizer-lhes que deixassem de agir como hebreus que ainda aguardavam o Messias. O autor é o Espírito Santo, os destinatários são todos os que possam estar abatidos ou desanimados com o agir cristão. Talvez tenha sido escrita da Itália (13.24b “Os da Itália lhes enviam saudações.”) para crentes judeus moradores de Jerusalém Autoria
  • 3.
    O NOME DACARTA "Hebreu" era o nome dado aos israelitas pelas nações vizinhas, vem da raiz “a-vár”, que significa “passar, transitar, atravessar, cruzar”. Nome associado a viajantes, aqueles que “passam adiante”. Os israelitas por um tempo levaram uma vida nômade. Deriva desta raiz o nome Éber ou Héber, que significa "homem vindo do outro lado do rio" (Jordão ou Eufrates) Gn.10.21,24; 11.14-26; Js.24.2. “Hebreu” era um termo que se referia a uma classe social e não a uma etnia, um povo. Designava um grupo sem propriedade, dependente, imigrante (estrangeiro). Era usado como termo pejorativo. (Bíblia de estudo arqueológica) Abraão foi o primeiro a ser chamado de "hebreu“ Gn 14.13.
  • 4.
    Depois do cativeiroa maior parte dos que regressaram a Canaã eram da tribo de Judá, então, "judeu" tornou-se um sinônimo de israelita, já que quase todos os israelitas eram da tribo de Judá, esse é o mesmo sentido genérico até hoje. No NT, hebreu passa a designar aquele israelita que fala aramaico e é apegado ao judaísmo ortodoxo, já o israelita é aquele que fala grego, foi influenciado pela cultura grega (helenista) e pratica o judaísmo. Nesse sentido, em Fp 3.5 e 2Co 11.22, Paulo cita com orgulho o fato de ser "hebreu" , assim como o eram seus pais. - HEBREU: designa os descendentes de Abraão - ISRAELITA: aquele que pratica a religião. - JUDEU: o remanescente do reino de Judá.
  • 5.
  • 6.
    Objetivo da carta Exortaros destinatários a procurarem a maturidade cristã. Texto áureo: Hb 6.1-3 “Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus, da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno. Assim faremos, se Deus o permitir.” A revelação se dera em dois momentos, um antevisivo e preparatório (AT) e outro conclusivo e consumador (NT). “Avancemos” com o objetivo de dar sentido entre o AT e o NT sobre a vinda do messias Jesus e as diferenças na expiação dos pecados
  • 7.
    Estrutura da Carta 1.Prólogo: Deus tem falado pelo seu Filho Jesus (1. 1-4) 2. A superioridade do Filho a. Jesus é superior aos anjos (1.5 ; 2.18) b. Jesus é superior a Moisés (3.1 ; 4.13) 3. Jesus é o grande Sumo sacerdote a. Jesus é superior ao sacerdócio de Arão (4.14 ; 7.28) b. Jesus é o mediador de uma nova aliança (8.1 ; 10.18) 4. Chamado a perseverar na fé e a fortalecer-se no sofrimento a. Exortação à fidelidade (10.19 ; 11.40) b. “Olhando para Jesus” (12.1-29) 5. A vida cristã (13.1-19) 6. Epílogo (13.20-25)
  • 8.
    1.3,4 “...Depois deter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas (1)...tornando-se tão superior aos anjos quanto o nome que herdou é superior ao deles.(2)” (1) Não indica repouso, mas que a obra da redenção fora completada. (2) Jesus tem categoria superior a qualquer outro:  seja dos anjos (a Lei fora dada pelos anjos At 7.53 “vocês, que receberam a Lei por intermédio de anjos, mas não lhe obedeceram".  seja de Moisés (3.3 “Jesus foi considerado digno de maior glória do que Moisés),  seja do sacerdócio levítico (8.1,2 “...temos um sumo sacerdote como esse, o qual se assentou à direita do trono da Majestade nos céus e serve no santuário, no verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem.”) 1.6 “E ainda, quando Deus introduz o Primogênito no mundo....” Afirmar que Jesus é o primogênito diz respeito a ser o principal e não no sentido de que Jesus foi gerado primeiro e depois vieram outros.
  • 9.
    2.9,14,15,17 “Vemos, todavia,aquele que por um pouco foi feito menor do que os anjos (1), Jesus, coroado de honra e glória por ter sofrido a morte, para que, pela graça de Deus, em favor de todos, experimentasse a morte....por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte (separar o homem de Deus), isto é, o diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte... Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos* em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo. (2)” (1) Por pouco tempo Jesus se colocou apenas como homem para receber os pecados na cruz, pois como Deus não poderia compactuar com o pecado. (2) Jesus realiza dois propósitos divinos. *Como Deus pode se tornar homem está além da compreensão, é um mistério da fé.
  • 10.
    4.9,10 “Assim, aindaresta um descanso sabático (1) para o povo de Deus; pois todo aquele que entra no descanso de Deus (salvação), também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas.” (1) Assim como Deus descansou após concluir a criação, nós também descansamos em Cristo que concluiu a obra redentora no nosso lugar.
  • 11.
    6.4-6 “Ora paraaqueles que uma vez foram iluminados...tornaram-se participantes do Espírito Santo ...E CAÍRAM, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus...”  3.14 “...passamos a ser participantes de Cristo, desde que, de fato, NOS APEGUEMOS ATÉ O FIM À CONFIANÇA (2) que tivemos no princípio.”. Caíram foi traduzido do grego “para-peiontas” que é "desviar-se do rumo", e não indica uma ação sem retorno. Deus sabe onde há fé e onde há apenas concordância intelectual.  4.13 “Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus...” (2) Lembrando a aula anterior: Fé é optar em confiar em Deus, na esperança de que Suas promessas se cumprirão. convencidas não convertidas
  • 12.
    O autor citaJr 31.31 8.10 “Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias", declara o Senhor. "Porei minhas leis em suas mentes e as escreverei em seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo.” A lei tem o propósito de revelar o agir do homem que agrada a Deus. A lei não é um meio que nos capacita a vencer o pecado. Na 1ª aliança conhecia-se Deus pela lei. Na 2ª aliança o conhecer vem do ES que habita no crente. Jo 14.26 “Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse.” Nessa época poucos sabiam ler e não havia escritos disponíveis a todos, de modo que a ação do ES fazia o papel de educador, hoje temos toda a revelação na Bíblia e devemos lê-la para ter as “leis em nossas mentes” com a ajuda do ES, seu autor.
  • 13.
    9.16,17 “No casode um testamento, é necessário que comprove a morte daquele que o fez; pois um testamento só é validado no caso de morte, uma vez que nunca vigora enquanto está vivo aquele que o fez.” Deus é o autor do novo testamento, da nova aliança, e Jesus o “pactuante humano”, lembrando que neste novo testamento (aliança) o combinado foi que o pagamento pelos pecados da humanidade seria feito pelo “Cordeiro de Deus”, por Jesus morrendo na cruz Deus se ira quando o homem peca, isto é, quando não age conforme Deus deseja; o resultado da ira de Deus é punir o pecador, porém Deus reconsiderou esta situação, por amar sua criação, e estabelece um rito para compensar a punição: serão feitos sacrifícios e ofertas (ver Levítico) Este rito que deveria ser ocasional, passou a ser cotidiano.
  • 14.
    9.9,10 “Isso éuma ilustração para os nossos dias, indicando que as ofertas e os sacrifícios oferecidos não podiam dar ao adorador uma consciência perfeitamente limpa. Eram apenas prescrições que tratavam de comida e bebida e de várias cerimônias de purificação com água; essas ordenanças exteriores foram impostas até o tempo da nova ordem.” Na 2ª aliança não temos de praticar o ritual Levítico da 1ª aliança já que ela “não dava uma consciência limpa”, pois só o faziam para cumprir uma obrigação. 9.14 “quanto mais, então, o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte (1), de modo que sirvamos ao Deus vivo!” Quem aceita o evangelho terá consciência dos atos que desagradam a Deus pela ação do ES. 1Tm 3.9 “Devem apegar-se ao mistério da fé com a consciência limpa.”
  • 15.
    9.27,28 “Da mesmaforma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo (1), assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos(2); e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam.” Morremos uma vez só (para quem tem medo da morte isso já é um alívio) e depois enfrentaremos o juízo. Os que postulam a reencarnação creem que o espírito retorna em outra pessoa para corrigir seus erros, se aprimorar, logo desconhecem o perdão. Partilha 18: Tarefa: apontar os erros doutrinários, as heresias e as falhas de caráter, justificando com textos bíblicos: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/23/opinion/1519395917_716577.html (2) Cristo é sacrificado como oferta “uma vez para sempre”. (3) Na 2ª vinda Jesus não vem para tirar o pecado, mas salvar os que nele creem.
  • 16.
    10.14 “porque, pormeio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.” Na 1ª aliança funcionava assim: Deus dá a Sua lei e obedecendo-a o homem tinha acesso a Ele, mas, o homem pecava, quebrava a aliança e se separava de Deus. Um sacrifício, então, era feito pelo pecado e assim o relacionamento era retomado. Tinham que fazer o sacrifício dia após dia, ano após ano, nunca paravam. A barreira entre Deus e o homem subia e descia o tempo todo, prova da ineficácia do sistema sacrificial, era uma batalha perdida. O homem precisava de um sacerdote perfeito e de um sacrifício perfeito que permitisse o acesso a Deus em definitivo. 10.4-6 “pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados. Por isso, quando Cristo veio ao mundo, disse: "Sacrifício e oferta não quiseste (1), mas um corpo me preparaste; de holocaustos e ofertas pelo pecado não te agradaste".” (1) Com a 2ª aliança Deus não requer sacrifícios e ofertas pelos pecados.
  • 17.
    10.25 “Não deixemosde reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia.” Não é possível ser cristão autêntico sozinho em casa: como perdoar? Como fazer a oração do pai nosso? Como exercer os dons? Como contribuir para a obra de Deus? Deve-se ser membro ativo numa igreja evangélica. 10.26,27 “Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão- somente uma terrível expectativa de juízo...” 10.38,39 “Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele". Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que creem e são salvos.” Apostasia: quem compreendeu o evangelho e o abandonou tem a condenação eterna.
  • 18.
    12.7,8,10 “Suportem asdificuldades, recebendo-as como disciplina (1); Deus os trata como filhos. Pois, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade.(2)” (1) As provações tem a ver com a disciplina de Deus, por ex. ao sermos tentados pelo pecado, Deus pode permitir que experimentemos as suas consequências. (2) Ao enfrentarmos dificuldades pelo fato de sermos cristãos não devemos achar que, ou estamos no caminho errado ou sendo castigados por Deus, mas uma oportunidade para crescermos na vida cristã.
  • 19.
    12.11 “Nenhuma disciplinaparece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados. A adversidade e o castigo são uma forma de educação. (ex. filho contente por ter recebido troco a maior, pai manda devolver) 13.5 “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que...têm...” Não negocie valores éticos, valores pessoais e até a fé para ter mais recursos e comprar bens materiais. 13.6 “Podemos, pois, dizer com confiança: "O Senhor é o meu ajudador, não temerei. O que me podem fazer os homens? " Fazer o que deve ser feito e descansar em Deus.
  • 20.
    13.9 “Não sedeixem levar pelos diversos ensinos estranhos (1). É bom que o nosso coração seja fortalecido pela graça, e não por alimentos cerimoniais (2), os quais não têm valor para aqueles que os comem.” (1) Separar o ensino correto (2) Rejeitar rituais
  • 21.
    13.16 “Não seesqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.” Altruísmo: fazer o bem e repartir com os outros. Lição de casa: 1. Rever o estudo de hoje 2. Ler 1ª Timóteo Ou ler, no mínimo: 1.1-20; 2.1-15; 3.1-16; 4.1-16; 5.1-25; 6.1-21
  • 23.
    BIBLIOGRAFIA 1. Bíblia NVI– Editora Vida – 2000 2. Comentário Bíblico do professor – Lawrence Richards – 3ª Ed. Vida - SP 3. Revista Compromisso - impressa pela Convicção Editora 5. Estudo Panorâmico da Bíblia –. Mears, Henrietta C.- SP: Editora Vida, 2006. 6. Comentário Bíblico Moody – Charles F Pfieffer – Ed. Batista Regular,2017 7. Comentário Bíblico Popular - MacDonald, Willian, SP, Ed. Mundo Cristão, 1ª, 2008 8. Comentário Bíblico NVI -. BRUCCE, F. F, SP, Ed. Vida, 1ª edição, 2008 9. Passo a Passo pelo AT – Wailon B & Tom H.- Ed. LifeWay Brasil – SP - 2004 10. Reflexões extraídas da World Wide Web 11. Bible Project 12. Programa ROTA 66 – Sayão, Luiz – Rádio transmundial Esta apresentação está disponível no site: www.escolabiblicavirtual.com.br 23