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PROJETO DE
ARQUITETURA
NBR 6492 – REPRESENTAÇÃO DE PROJETOS DE ARQUITETURA
O que é um Projeto Arquitetônico ?
Conjunto de passos normativos, voltados para o planejamento formal de um edifício qualquer,
regulamentado por um conjunto de normas técnicas e por um código de obras.
FASES DO PROJETO DE ARQUITETURA
ESTUDO PRELIMINAR
ANTEPROJETO
PROJETO LEGAL
PROJETO DE EXECUÇÃO
PROJETO COMO CONSTRUÍDO (AS BUILT)
ESTUDO PRELIMINAR
•Esboço inicial do projeto - CROQUI
• Considera o programa de necessidades do cliente e
as informações legais sobre o terreno e o entorno
• Baseada neste desenho, é feita a primeira avaliação
pelo cliente
• Estudo de materiais, volumetria e ocupação do
terreno, relacionados a aspectos legais e de insolação
ANTEPROJETO
•Representação final da proposta arquitetônica que
considera o estudo preliminar aprovado pelo cliente
• Apresenta plantas de situação, plantas baixas, de
cobertura, cortes gerais, fachadas e especificações
• Ainda pode sofrer mudanças
PROJETO LEGAL
•Usado para a aprovação na prefeitura
• Contém as informações do estudo preliminar e os
desenhos do anteprojeto na escala e nos padrões
exigidos pelo órgão legal do município onde a obra
será realizada
• É um compromisso de que a obra seguirá o mínimo
especificado em lei: recuos, gabarito, tamanho de
aberturas, área e pé-direito dos ambientes
PROJETO DE EXECUÇÃO
•Baseado no anteprojeto
• Ajusta-se aos projetos complementares,
contendo pontos de hidráulica e elétrica,
vistas das paredes das áreas molhadas
com localização das peças e a paginação
do revestimento, detalhamento de piso,
paredes, caixilhos, forro e tudo o que for
necessário para a execução da obra
• Oferece memorial descritivo com modo
de fazer e quantitativo do material
AS BUILT (PROJETO COMO CONSTRUÍDO)
• Após o término da construção, são
anotadas todas as mudanças realizadas
no projeto durante sua execução
NORMAS TÉCNICAS
• Norma técnica é o resultado de um
processo de consenso estabelecido por
um organismo reconhecido onde todas
as partes interessadas podem participar
e contribuir.
• As Normas se baseiam em estudos
consolidados da ciência, tecnologia e
experiência acumulada, visando a
benefícios para a comunidade.
NBR 6492/94 – REPRESENTAÇÃO
DE PROJETOS DE ARQUITETURA
NBR 8196/99 – EMPREGO DE ESCALAS
NBR 8403/84 – APLICAÇÕES DE LINHAS –
TIPOS E LARGURAS
NBR 10068/87 – FOLHA DE DESENHO –
LEIAUTE E DIMENSÕES
NBR 13142/99 – DOBRAMENTO E CÓPIA
ESCALAS RECOMENDADAS
• Quando desenhamos peças ou objetos
de dimensões muito grandes ou muito
pequenas, os desenhos são feitos em
tamanhos menores ou maiores.
• Esse processo de mudança das
dimensões reais de medidas para outras
medidas no desenho é feito pela
utilização de escalas.
•Escala 1:1, 1:2, 1:5 e 1/10 – Detalhamento em geral;
• Escala 1:20, 1:25 – Ampliações de banheiros, cozinhas outros
compartimentos e escadas;
• Escala 1:50 – Mais utilizada na representação de plantas, cortes e
fachadas de projetos arquitetônicos;
• Escala 1:75 – Utilizada apenas em desenhos de apresentação que
não necessitem ir para a obra;
• Escala 1:100 – Opção para plantas, cortes e fachadas quando é
inviável o uso de 1/50;
•Escala 1:200 e 1:250 – Para plantas, cortes e fachadas de grandes
projetos, plantas de situação, localização, topografia, paisagismo e
desenho urbano;
•Escala 1:500 e 1:1000 – Planta de localização, paisagismo, urbanismo
e topografia
PROJETO DE ARQUITETURA:
CONJUNTO DE PLANTAS
PLANTA DE SITUAÇÃO
PLANTA DE LOCAÇÃO OU LOCALIZAÇÃO
PLANTA BAIXA
COBERTURA
CORTES
FACHADAS OU ELEVAÇÕES
DETALHES OU AMPLIAÇÕES
PLANTA DE SITUAÇÃO
Vista ortográfica superior esquemática com abrangência de toda a zona que envolve o terreno onde será
edificada a construção projetada, com a finalidade de identificar o formato, as dimensões do lote e a
amarração deste no quarteirão em que se localiza.
PLANTA DE LOCAÇÃO OU LOCALIZAÇÃO
Representação da vista ortográfica superior esquemática, abrangendo o terreno e o seu interior, com a
finalidade de identificar o formato, as dimensões e a localização da construção dentro do terreno para o
qual está projetada
PLANTA BAIXA
A planta baixa é a representação gráfica de uma vista ortográfica seccional do tipo corte, obtida quando
imaginamos passar por uma construção um plano projetante secante horizontal, de altura a seccionar o máximo
possível de aberturas (média de 1,20 a 1,50m em relação ao piso do pavimento em questão) e considerando o
sentido de visualização do observador de cima para baixo, acrescido de informações técnicas.
COBERTURA
Representação gráfica da vista ortográfica principal superior de uma edificação ou vista aérea de seu
telhado, acrescida de informações dos sistemas de escoamento pluvial.
CORTES
Os CORTES são representações de vistas ortográficas seccionais do tipo “corte”, obtidas quando passamos por uma
construção um plano de corte e projeção VERTICAL, normalmente paralelo às paredes, e retiramos a parte frontal,
mais um conjunto de informações escritas que o complementam.
FACHADAS OU ELEVAÇÕES
São desenhos das projeções verticais e horizontais das arestas visíveis do volume projetado sobre um plano
vertical, localizado fora do elemento arquitetônico. Nelas aparecem os vãos de janelas, portas, elementos de
fachada, telhados, assim como todos os outros visíveis de fora da edificação.
PLANTA BAIXA
ELEMENTOS CONSTRUTIVOS
• Paredes e elementos estruturais;
• Aberturas (portas, janelas, portões);
• Pisos e seus componentes (degraus,
rampas, escadas);
• Equipamentos de construção (aparelhos
sanitários, roupeiros, lareiras);
• Aparelhos elétricos de porte (fogões,
geladeiras, máquinas de lavar) e
elementos de importância não visíveis.
BANHO 2
A= 4,06 m²
BANHO 1
A= 4,06 m²
SACADA
A = m²
CIRCULAÇÃO
A= 4,3875 m²
SUITE MASTER
A= 16,00 m²
SUITE 2
A= 12,00 m²
SUITE 1
A= 9,10 m²
PROJEÇÃO
DA
COBERTURA
PROJEÇÃO
DA
COBERTURA
RUFO
RUFO
B5
B5
4
A
4
A
1
PLANTA BAIXA - PAV. SUPERIOR
ESC. 1/50
PATAMAR
A= 1.61 m²
14
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
115
200
295
215
1165
290
710
150
15
1900
15
55
420
150
205
315
60
255
1900
698
217
985
295
115
200
115
85
30
30
30
30
30
30
295
15
100
15
1165
100
65
430
60
400
15
120
15
190
15
300
15
157
15
63
200
62
15
140
15
145
15
60
225
15
15
3,21
3,18
3,21
3,18
SUITE
A= 2,97 m²
RUFO
TELHA FIBROCIMENTO
i = 15%
3,21
3,21
3,21
3,18
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
PAREDES
• São representadas de acordo
com suas espessuras e com
simbologia relacionada ao
material que as constitui.
Normalmente desenha-se a
parede de 15cm, ela pode
variar conforme a intenção e
necessidade arquitetônica.
• Tipos de linha contínua
• Espessura larga
Representação de paredes de tijolos
Representação de elementos em concreto
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
PAREDES
• Ao utilizar a escala 1/200 ou
outras similares que
originem desenhos muito
pequenos, torna-se
impraticável desenhar as
paredes utilizando dois
traços, deve-se portanto
desenhar as paredes
“cheias”.
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
PORTAS e PORTÕES
• São desenhados representando-
se sempre a(s) folha(s) da
esquadria, com linhas auxiliares,
se necessário, procurando
especificar o movimento da(s)
folha(s) e o espaço ocupado.
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
JANELAS
• São representadas através de
uma convenção genérica, sem
dar margem a uma maior
interpretação quanto ao
número de caixilhos ou
funcionamento da esquadria.
Escalas inferiores
a 1/50
Para escala 1/50
(mais adotada)
Convenção
alternativa
Convenção com
detalhamento
Janela alta
(acima de 1,50m)
Janela baixa
(abaixo de 1,50m)
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
PISOS
• Em planta baixa, os pisos são
apenas distintos em comuns ou
impermeáveis
• Os impermeáveis são
representados apenas nas “áreas
molhadas”, ou seja, áreas
dotadas de equipamentos
hidráulicos, sacadas, varandas,
etc...
• O tamanho do reticulado
constitui uma simbologia, não
tendo a ver necessariamente
com o tamanho real das lajotas
ou pisos cerâmicos.
Comuns
Impermeáveis
(30 x 30cm)
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
EQUIPAMENTOS
HIDRÁULICOS
• São representadas através de
uma convenção genérica,
sem dar margem a uma
maior interpretação quanto
ao número de caixilhos ou
funcionamento da esquadria.
Lavatório em bancada Lavatório
Chuveiro
Vaso sanitário
Balcão com pia Tanque
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
ELEMENTOS NÃO
VISÍVEIS
• No desenho da Planta Baixa deve-se
indicar elementos julgados de
importância pelo projetista, mas
situados acima do plano de corte, ou
abaixo, mas escondidos por algum
outro elemento arquitetônico. Neste
caso, deve-se sempre representar o
contorno do elemento considerado,
através do emprego de linhas
tracejadas curtas, de espessura fina,
conforme exemplificações a seguir.
Conforme norma, deve-se usar linhas
traço-ponto-ponto para representar
elementos que ficam acima do plano
de corte, enquanto as linhas
tracejadas são destinadas apenas à
representação de elementos ocultos
além do plano de corte. Porém,
conforme mostrado na figura abaixo,
aceita-se o uso de linhas tracejadas
em ambos os casos.
QUARTO
A = 12,00 m²
Projeção de cobertura
Projeção
de
cobertura
Res. Susp.
500 l
Projeção
de
cobertura
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
ESCADAS
“Escada é o elemento de
composição arquitetônica cuja
função é proporcionar a
possibilidade de circulação
vertical entre dois ou mais pisos
de diferentes níveis, por meio de
uma sequência de degraus.”
Escadas
Nomenclaturas
Num projeto de escada
deve-se levar em
consideração os
seguintes elementos:
• Degrau
• Piso
• Espelho
• Bocel
• Corrimão
• Montante
• Guarda-corpo
• Lanço
• Patamar
• Largura
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
ESCADAS
• São representados os lances, os
pisos, o patamar, corrimão, etc.
• Os pisos variam de 28 a 30cm.
• São numerados os degraus e o
sentido do percurso.
1
2
3
4
5
6
7
8
15
14
13
12
11
10
9
SOBE
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
RAMPAS
“Rampa é o elemento de
composição arquitetônica cuja
função é proporcionar a
possibilidade de circulação
vertical entre dois ou mais pisos
de diferentes níveis, por meio
de um plano inclinado.”
“São menos econômicas do que
as escadas, por ocuparem muito
espaço e quando bem
projetadas e dimensionadas são
mais confortáveis.”
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
RAMPAS
A largura mínima admissível
para rampas é de 1,20m, sendo
recomendável 1,50m (edifícios
públicos e multifamiliar).
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
ELEVADORES
Elevador é um conjunto de
equipamentos com
acionamento eletromecânico ou
hidráulico, destinado a realizar
transporte vertical de
passageiros ou cargas entre os
pavimentos de uma edificação.
PLANTA BAIXA
REPRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
BANHO 2
A= 4,06 m²
BANHO 1
A= 4,06 m²
CIRCULAÇÃO
A= 4,3875 m²
SUITE 2
A= 12,00 m²
SUITE 1
A= 9,10 m²
PATAMAR
A= 1.61 m²
14
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
85
30
30
30
30
30
30
3,21
3,18
3,21
3,18
SUITE
A= 2,97 m²
3,21
3,18
• Nome das dependências;
• áreas úteis;
• tipos de pisos dos ambientes;
• níveis;
• posições dos planos de corte verticais;
• cotas das aberturas ou simbologia de
representação com quadro de esquadrias;
• cotas gerais; informações sobre elementos
não visíveis;
• outras informações.
NOME DOS
AMBIENTES E ÁREAS
• Nomes em letras padronizadas,
conforme norma brasileira;
• Nomes de preferência na
horizontal;
• Utilização sempre de letras
maiúsculas;
• Alturas das letras entre 3 e 5 mm;
• Letras de eixo vertical, não
inclinadas;
• Colocação convencional no centro
das peças.
• Título dos compartimentos
• Área dos compartimentos
• Níveis
São cotas altimétricas dos pisos,
sempre em relação a uma
determinada referência de nível pré-
fixada pelo projetista e igual a zero.
Regras:
• Colocar dos dois lados de uma
diferença de nível;
• Indicar sempre em metros, na
horizontal;
• Evitar repetição de níveis próximos
em planta e não marcar sucessão de
desníveis iguais (escada);
NÍVEIS
DIMENSÕES DAS
ABERTURAS
A forma mais recomendada, por ser
mais completa, para a
representação das informações
relativas às esquadrias, é a
utilização de códigos e quadro de
esquadrias. Segundo essa
metodologia, cada esquadria
diferente entre si deverá ser
acompanhada por um código
sequencial dentro de uma
circunferência. O mesmo código
deve aparecer em um quadro,
denominado QUADRO de
ESQUADRIAS ou ABERTURAS, que
descreverá as informações
relevantes de tal esquadria.
largura x
altura
0,80 x 2,10
Exemplo de porta com identificação dentro da planta
Exemplo de janela com identificação dentro da planta
DIMENSÕES DAS
ABERTURAS
Comumente utiliza-se para janelas
os códigos J1, J2, J3,... e para
portas P1, P2, P3, P4...
O quadro de esquadrias deverá
conter pelo menos: código,
dimensões, tipo de funcionamento
e materiais da esquadria que está
sendo descrita.
NUMERAÇÃO E
TÍTULOS DOS
DESENHOS
INDICAÇÃO DE
CORTE
PLANTA BAIXA
ESC: 1/50
1
12 mm
5 mm
5 mm
3 mm
A
5 mm
Letra do corte
12 mm
A
12 mm
3 mm
5 mm
04
Letra do corte
Número da prancha
PLANTA BAIXA
ROTEIRO SEQUENCIAL DE
DESENHO
1ª ETAPA (com traço bem fino –
traço de construção):
1. Marcar o contorno externo do
projeto;
2. Desenhar a espessura das
paredes externas;
3. Desenhar as principais
divisões internas.
2ª ETAPA (com traços médios):
1. Desenhar as aberturas –
portas e janelas;
2. Desenhar os equipamentos
sanitários e equipamentos
elétricos de porte;
3. Desenhar a projeção da
cobertura em linha fina
contínua;
4. Apagar o excesso dos traços.
PLANTA BAIXA
ROTEIRO SEQUENCIAL DE
DESENHO
3ª ETAPA (com traços médios e fortes):
1. Desenhar as linhas tracejadas ou traço dois
pontos – projeção da cobertura, reservatórios;
2. Denominar os ambientes;
3. Indicar a área de cada ambiente e a
especificação do tipo de piso;
4. Cotar aberturas, códigos e quadro de
esquadrias – portas, janelas, portões;
5. Colocar a indicação de níveis;
6. Cotar o projeto;
7. Desenhar hachura no piso das “áreas
molhadas” – com equipamentos hidráulicos;
8. Indicar a posição dos cortes; a entrada
principal; o norte;
9. Acentuar a espessura dos traços da parede;
10. Denominar o tipo de desenho (planta baixa,
planta de cobertura, implantação...), bem
como colocar a escala (1/50; 1/100...).
PLANTA BAIXA
ROTEIRO SEQUENCIAL DE
DESENHO
CORTES
ELEMENTOS CONSTRUTIVOS
• Encontra-se o resultado da interseção do
plano vertical com o volume
• Recomenda-se sempre passá-los pelas
áreas molhadas (banheiro e cozinha),
pelas escadas e poço dos elevadores
• Devem sempre estar indicados nas
plantas para possibilitar sua visualização
ou interpretação
• Os cortes podem ser transversais (plano
de corte na menor dimensão da
edificação) ou longitudinais (na maior
dimensão).
CORTES
• Encontra-se o resultado da interseção do plano vertical com o volume
• Recomenda-se sempre passá-los pelas áreas molhadas (banheiro e cozinha), pelas escadas e poço dos elevadores
• Devem sempre estar indicados nas plantas para possibilitar sua visualização ou interpretação
CORTE TRANSVERSAL E LONGITUDINAL
PLANO QUE GERA O CORTE TRANSVERSAL PLANO QUE GERA O CORTE LONGITUDINAL
• Os CORTES são representações de vistas ortográficas seccionais do tipo “corte”, obtidas quando passamos por
uma construção um plano de corte e projeção VERTICAL, normalmente paralelo às paredes, e retiramos a parte
frontal, mais um conjunto de informações escritas que o complementam.
• A orientação dos CORTES é feita na direção dos extremos mais significantes do espaço cortado.
• O sentido de visualização dos cortes deve ser indicado em planta, bem como a sua localização.
• Os cortes devem sempre estar indicados nas plantas para possibilitar sua visualização e interpretação – indicar a sua
posição e o sentido de visualização.
CORTE TRANSVERSAL E LONGITUDINAL
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
FUNDAÇÕES
PISOS/CONTRA PISOS
• As fundações são desenhadas em
função dos materiais utilizados e de
sua disposição geral, com
dimensões aproximadas, se houver,
pois seu detalhamento é função do
projeto estrutural.
• Para pisos e contra pisos
normalmente são identificados
apenas a espessura do contra piso +
piso com espessura aproximada de
10cm, através de duas linhas
paralelas, cortadas. A terra ou
aterro são indicados através de
hachura inclinada.
• Tipos de linha contínua
• Espessura larga
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
PAREDES
• Nos cortes, as paredes podem
aparecer seccionadas ou em vista. No
caso de paredes seccionadas, a
representação é semelhante ao
desenho em planta baixa. Existindo
paredes em vista (que não são
cortadas pelo plano de corte) a
representação é similar aos pisos em
planta.
• Tipos de linha contínua
• Espessura larga
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
ABERTURAS
• PORTAS: em vista são indicadas
apenas pelo seu contorno;
preferencialmente com linhas duplas
(5cm), quando forem dotadas de
marco. Em corte, indica-se apenas o
vão, com a visão da parede do fundo
em vista.
• JANELAS: em vista seguem as mesmas
diretrizes das portas. Em corte têm
representação similar à planta baixa,
marcando-se o peitoril como parede
(traço cheio e grosso) e a altura da
janela (quatro linhas paralelas em
traço cheio e médio).
Corte De abrir (vista) De correr (vista)
Corte De correr (vista) Corte De correr (vista)
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
EQUIPAMENTOS
HIDRÁULICOS
• Os equipamentos de construção
podem aparecer em corte ou em
vista na representação dos cortes
verticais. Tanto numa situação
como em outra, basta representá-
los com suas linhas básicas, que
identificam o aparelho ou
equipamento.
Chuveiro Vaso sanitário
REPRESENTAÇÃO
DOS ELEMENTOS
CONSTRUTIVOS
FORROS E LAJES
• Geralmente os forros são constituídos
de lajes de concreto, representadas de
maneira similar ao contra piso, com
espessura de 10cm. Sobre as paredes,
representa-se as vigas em concreto.
Pode haver forro de madeira ou gesso,
por exemplo, abaixo da laje ou sem a
presença desta. Estes forros serão
representados por duas linhas finas
paralelas com a espessura do forro.
COBERTURAS
• Representaremos a cobertura de
forma simplificada – apenas com os
traços básicos de seu contorno ou com
laje impermeabilizada.
CORTES
REPRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
• No desenho dos cortes verticais, as
representações são as cotas verticais,
indicação de níveis e denominação dos
ambientes cortados.
• Outras informações julgadas importantes
podem ser discriminadas
(impermeabilizações, capacidade de
reservatórios, inclinação telhados,
informações relativas a escadas, rampas e
poços de elevador...)
• São identificados todos os níveis, sempre
que se visualize a diferença de nível,
evitando a repetição desnecessária e não
fazendo a especificação no caso de uma
sucessão de desníveis iguais (escada).
NOME DOS
AMBIENTES
• Nomes em letras padronizadas,
conforme norma brasileira;
• Nomes na horizontal;
• Utilização sempre de letras maiúsculas;
• Alturas das letras entre 3 e 5 mm;
• Letras de eixo vertical, não inclinadas;
• Colocação convencional próximo ao
piso.
NÍVEIS
• São identificados todos os níveis,
sempre que se visualize a diferença de
nível, evitando a repetição
desnecessária e não fazendo a
especificação no caso de uma sucessão
de desníveis iguais (escada).
HACHURAS
• Nomes em letras padronizadas,
conforme norma brasileira;
• Nomes na horizontal;
• Utilização sempre de letras maiúsculas;
• Alturas das letras entre 3 e 5 mm;
• Letras de eixo vertical, não inclinadas;
• Colocação convencional próximo ao
piso.
COTAGEM NO DESENHO TÉCNICO
Representação gráfica no desenho da característica do elemento, através de
linhas, símbolos, notas e valor numérico numa unidade de medida.
(NBR 10126)
• Cotas são elementos de Desenho Técnico que tem por objetivo fornecer informações sobre as
dimensões do objeto representado.
• Os desenhos devem portanto, conter todas as cotas necessárias de maneira a permitir a completa
execução da peça, sem que para isso seja necessário recorrer à medição no desenho.
• Deve-se proceder então à distribuição das cotas nas vistas ortogonais utilizadas para representar o
objeto.
ELEMENTOS QUE
COMPÕEM O SISTEMA
DE COTAGEM
• Cota: Indicação da medida ou
característica em letras técnicas,
sem indicação de unidade.
• Linha de cota: Linha fina, sempre
paralela à dimensão cotada e
todas à mesma distância do
elemento cotado.
• Linha de extensão ou de chamada
ou linha auxiliar: finas, paralelas
entre si, perpendicular (ou a 60º,
se necessário) ao elemento
cotado, não tocam o elemento
cotado e estendem-se um pouco
além da linha de cota.
• Seta ou “tick”: As linhas podem
ser terminadas em setas abertas
ou fechadas desenhadas formando
ângulos de 15º ou traços curtos a
45º(mais comum no desenho
técnico) .
REGRAS GERAIS PARA
COTAGEM:
• As cotas indicadas nos desenhos
são sempre as cotas reais do
objeto, independente da escala
usada no desenho.
• As cotas devem ser apresentadas
em caracteres de dimensão
adequada a sua legibilidade.
REGRAS GERAIS PARA
COTAGEM:
• Devem ser evitados, sempre que
possível, cruzamentos de linhas de
cota entre si ou com outro tipo de
linhas (colocar preferencialmente
cotas menores “dentro” das
maiores).
• As cotas devem ser localizadas
preferencialmente fora do
contorno da peça. Todavia, por
questões de clareza e legibilidade,
estas podem ser colocadas no
interior das vistas.
• Não pode ser omitida nenhuma
cota necessária para a definição da
peça. Porém cotas em duplicidade
caracterizam erro técnico.
REGRAS GERAIS PARA
COTAGEM:
• Quando o espaço necessário para
a cota não é suficiente ela deve ser
posicionada próxima da linha de
cota e ligada à linha de cota
através de uma pequena linha de
referência.
• Os elementos cilíndricos sempre
são dimensionados pelos seus
diâmetros e localizados pelas suas
linhas de centro.
REGRAS GERAIS PARA
COTAGEM:
• Sempre que possível, as cotas
devem ser colocadas alinhadas.
POSICIONAMENTO DOS
VALORES NUMÉRICOS (NBR
10126):
Primeiro método, que é o mais
utilizado, determina que:
• Nas linhas de cota horizontais o
número deverá estar acima da
linha de cota;
• Nas linhas de cota verticais o
número deverá estar à esquerda
da linha de cota;
• Nas linhas de cota inclinadas
deve-se buscar a posição de
leitura, conforme o esquema
seguinte:
POSICIONAMENTO DOS
VALORES NUMÉRICOS (NBR
10126):
Segundo método, determina que:
• As linhas de cota sejam
interrompidas e o número
intercalado no meio da linha de
cota e, em qualquer posição da
linha de cota, deve-se manter a
posição de leitura com referência
à base da folha de papel.
ESCALAS
É a proporção existente entre uma medida real e a medida de sua representação no desenho.
NECESSIDADE DAS ESCALAS:
Necessitamos da utilização das escalas para a representação de medidas reais em tamanhos
de desenhos maiores ou menores que os tamanhos reais.
De acordo com a definição da NBR 8196
Norma Brasileira - Emprego de escalas em desenho técnico: procedimentos
Escala: relação da dimensão linear de um elemento e/ou um objeto apresentado no
desenho original para a dimensão real do mesmo e/ou do próprio objeto.
ESCALÍMETRO
O escalímetro é o instrumento que
utilizamos para aferir as medidas
dadas em escalas. A unidade de
medida dos valores registrados no
escalímetro é o METRO.
ESCALA ESCALA = MEDIDA DO DESENHO
MEDIDA REAL
É a proporção existente entre
uma medida real e a medida de
sua representação no desenho.
NECESSIDADE DAS ESCALAS:
Necessitamos da utilização das
escalas para a representação de
medidas reais em tamanhos de
desenhos maiores ou menores
que os tamanhos reais.
De acordo com a definição da NBR 8196
Norma Brasileira - Emprego de escalas em desenho
técnico: procedimentos
Escala: relação da dimensão linear de um elemento
e/ou um objeto apresentado no desenho original
para a dimensão real do mesmo e/ou do próprio
objeto.
CLASSIFICAÇÃO DAS
ESCALAS
1.Escala de redução: A representação
do desenho é menor que a dimensão
real. É utilizada na maior parte dos
desenhos, em plantas, mapas,
fotografias.
2.Escala de ampliação: A
representação do desenho é maior
que a dimensão real. É utilizada para
a representação de detalhes de peças
muito pequenas.
3.Escala natural: A representação do
desenho é igual à dimensão real. As
medidas são transportadas para o
desenho sem alterações. É utilizada
para a representação de pequenas
peças e objetos.
TIPOS DE ESCALAS
1.ESCALAS NUMÉRICAS:
A representação é informada pela
proporção entre as dimensões reais e
as dimensões do desenho, através da
razão entre as medidas.
2.ESCALAS GRÁFICAS:
A representação é informada por
meio de uma figura que indica o
tamanho que uma determinada
medida do desenho corresponde à
medida real.
APLICAÇÕES