Manual.biohorta.coimbra

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  1. 1. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaMANUAL DE CRIAÇÃO EMANUTENÇÃO DE UMA HORTABIOLÓGICAParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.1
  2. 2. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaA AGRICULTURA BIOLÓGICAO que é a Agricultura BiológicaA Agricultura Biológica é também conhecida como “agricultura orgânica” (Brasil e países delíngua inglesa), “agricultura ecológica” (Espanha, Dinamarca) ou “agricultura natural” (Japão).A agricultura biológica é um modo de produção agrícola que respeita profundamente o meioambiente e a biodiversidade, que faz apelo a uma série de medidas preventivas para evitar aocorrência de situações que obriguem ao uso de produtos fitossanitários, de medicamentos,etc.A Agricultura Biológica é o modo de produção agrícola mais ecológico e sustentável, pelaaproximação das suas práticas aos equilíbrios naturais, pela maior utilização de factores deprodução renováveis e de baixo custo energético e pela interdição de práticas e produtos demaior impacte ambiental.A agricultura biológica integra um conjunto de técnicas agrícolas, visando a utilização racionaldo sistema formado pelo clima-água-solo-microorganismos-planta, de modo a preservar oequilíbrio dos ecossistemas agrícolas e torná-los sustentáveis a longo prazo. São excluídas aquase totalidade das substâncias químicas de síntese, tais como os fertilizantes químicos epesticidas de síntese.1.1.1Princípios da Agricultura BiológicaA agricultura biológica baseia-se numa série de objectivos e princípios, assim como empráticas comuns desenvolvidas para minimizar o impacto humano sobre o ambiente eassegurar que o sistema agrícola funciona da forma mais natural possível.As práticas tipicamente usadas em agricultura biológica incluem:• Rotação de culturas, como um pré-requisito para o uso eficiente dos recursos locais• Limites muito restritos ao uso de pesticidas e fertilizantes sintéticos, de antibióticos,aditivos alimentares e auxiliares tecnológicos, e outro tipo de produtos• Proibição absoluta do uso de organismos geneticamente modificados• Aproveitamento dos recursos locais, tais como o uso do estrume animal comofertilizante ou alimentar os animais com produtos da própria exploração• Escolha de espécies vegetais e animais resistentes a doenças e adaptadas àscondições locaisParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.2
  3. 3. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológica• Criação de animais em liberdade e ao ar livre, fornecendo-lhes alimentos produzidossegundo o modo de produção biológico• Utilização de práticas de produção animal apropriadas a cada espécie1.1.2Cadeia de abastecimentoMas a agricultura biológica também faz parte duma cadeia de abastecimento maior, queengloba os sectores de transformação, distribuição e revenda, e por último, o próprioconsumidor. Cada elo desta cadeia desempenha um papel importante na geração debenefícios através dum vasto leque de áreas, incluindo:• Protecção ambiental• Bem-estar animal• Confiança do consumidor• Sociedade e economiaCada vez que comprar uma maçã biológica no supermercado local, ou escolher um vinhoproduzido com uvas biológicas do menu do seu restaurante favorito, pode ter a certeza deque estes produtos foram produzidos de acordo com normas rigorosas, que visam o respeitopelo ambiente e pelos animais.NormasNa UE estas normas foram estabelecidas no Regulamento do (CEE) 2092/91 Conselho de 24de Junho de 1991 relativo ao modo de produção biológico de produtos agrícolas e à suaindicação nos produtos agrícolas e nos géneros alimentícios.Uma revisão detalhada do actual regulamento resultou em duas propostas da ComissãoEuropeia em Dezembro de 2005 para uma série de normas simplificadas e melhoradas: umapara a importação de produtos de agricultura biológica e outra para a produção e rotulagemde produtos de agricultura biológica. O regulamento para as importações Regulamento doConcelho 1991/2007 que altera o Regulamento (CEE) n.º 2092/91 relativo ao modo deprodução biológico de produtos agrícolas e à sua indicação nos produtos agrícolas e nosgéneros alimentícios, em vigor desde Janeiro de 2007.A definição de produção biológica, o seu logótipo e sistema de rotulagem, estão contidos noRegulamento do Regulamento do Concelho relativo à produção biológica e à rotulagem deParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.3
  4. 4. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológicaprodutos de agricultura biológica, o qual será aplicado a partir de 1 de Janeiro de 2009.1.1.3Logótipo e rotulagemO Regulamento de agricultura biológica da UE especifica como deve ser feita a gestão dasculturas e produção animal e como devem ser preparados os produtos alimentares parahumanos e animais, de modo a poderem ostentar indicações referentes ao modo deprodução biológico. A adesão ao Regulamento biológico da UE também é exigida para queos produtos possam ostentar o logótipo da UE para a agricultura biológica. É tambémobrigatório que esse rótulo contenha o código identificativo dos organismos de controlo queinspeccionam e certificam os operadores biológicos.Este regime de rotulagem visa ganhar a confiança dos consumidores dos Estados-Membrosda UE na autenticidade dos produtos de agricultura biológica que adquirem. O logótipo da UEdestina-se a facilitar o reconhecimento dos produtos de agricultura biológica pelosconsumidores e funciona de forma semelhante aos outros logótipos nacionais que poderáencontrar nos produtos do seu próprio país. Neste momento não é obrigatório que todos osprodutos produzidos de acordo com o Regulamento Europeu de agricultura biológica tenhameste logótipo, mas passará a ser quando o novo Regulamento entrar em vigor.Fertilidade do soloO SoloO solo – embora negligenciado – é indiscutivelmente um dos mais importantes recursosnaturais. Ele é essencial para a vida na terra porque nutre as plantas, que por sua vezfornecem alimento e oxigénio aos seres humanos e animais. Os agricultores biológicosrespeitam o valor do solo ao monitorizarem atentamente o que nele aplicam, o que deleretiram e de que forma as suas actividades afectam a sua fertilidade e composição.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.4
  5. 5. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaObjectivoOs agricultores que seguem uma agricultura biológica não procuram apenas manter o solonum estado saudável, fértil e natural; tentam também melhorar as suas condições através daadição dos nutrientes adequados, de melhoramentos ao nível da estrutura do solo e de umagestão eficaz da água.Práticas importantes usadas pelos agricultores biológicos para manterem emelhorarem a saúde do solo incluem:• Adopção de rotações de culturas longas e diversificadas para interrupção dos ciclosdos infestantes e pragas, para dar ao solo tempo para recuperação e para adição denutrientes úteis. Plantas como o trevo, por exemplo, fixam azoto atmosférico no solo• Utilização de fertilizantes orgânicos à base de estrume – para melhoria da estrutura dosolo e para prevenção da erosão• Restrição rigorosa ao uso de fertilizantes e pesticidas sintéticos – para evitaralterações a longo-prazo da consistência e a dependência química do solo• Fornecimento de pastagens mistas aos animais – para evitar sobrepastoreio, permitirtempo de recuperação do solo e evitar a perda de nutrientes• Sementeira de culturas para adubação verde, que permitem a cobertura do solo apósa colheita – para prevenção da erosão do solo e lixiviação de nutrientes• Plantação de sebes e prados – para prevenção da erosão do solo e perda denutrientesVida do soloUm solo produtivo não é um solo a céptico. Um solo produtivo não é um solo envenenado.Um solo produtivo não é um solo inerte. .Só um solo com vida suporta sobre si vida.A micro fauna e a meso fauna do solo assim como a macro, a meso e a micro fauna sobre osolo, são decisivas para a pujança e diversidade da vida vegetal nesse solo – vida vegetalpor seu lado vital para toda essa fauna.Enquanto que a macro fauna que se alimenta de plantas vivas pode ser concorrenteconnosco no consumo dos vegetais, a micro e meso faunas, exceptuando as espécies quepela sua proliferação se tornam pragas, ao encontrarem alimento na vegetação seca ouParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.5
  6. 6. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológicapodre, tornam-se factores preciosos para a fertilidade do solo.Um solo vivo é geralmente um solo arejado, é um solo com boa estrutura, é um solo queretém melhor a humidade e que mais dificilmente encharca, é um solo que mais facilmentegarante uma temperatura regular aos organismos que nele vivem.E não há solo vivo se nele quebrarmos as cadeias vitais dos seus organismos, se lhesdesestruturarmos permanentemente os ecossistemas, se lhes reduzirmos em cadaintervenção no solo as suas condições de vida. Muito há para estudar neste aspecto entrenós, quer entre aqueles que trabalham a terra, quer entre aqueles que se dedicam àinvestigação científica.Alguns estudos revelaram que a agricultura biológica leva a um aumento do número deorganismos benéficos existentes no solo, que ajudam a promover o desenvolvimento maissaudável das plantas e animais.Um estudo de 2002 intitulado Fertilidade do solo e biodiversidade na agriculturabiológica concluiu que a agricultura biológica:• Duplica o número de besouros coprófagos no solo• Produz 50% mais minhocas• Produz 60% mais besouros• Duplica o número de aranhasFertilização do Solo1. Através de composto orgânico1.1.Definição de compostagemA compostagem é um processo biológico emque os microrganismos transformam a matériaorgânica, como estrume, folhas, papel e restosde comida, num material semelhante ao solo aque se chama composto.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.6
  7. 7. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaO termo compostagem é hoje associado mais ao processo de tratamento dos resíduosorgânicos do que ao processo para aproveitamento dos resíduos agrícolas e florestais. Deacordo com o Dicionário Porto Editora, a compostagem é o processo biológico através doqual a matéria orgânica constituinte do lixo é transformada, pela acção de microrganismosexistentes no próprio lixo, em material estável e utilizável na preparação de húmus.A compostagem é um processo de oxidação biológica através do qual os microrganismosdecompõem os compostos constituintes dos materiais libertando dióxido de carbono e vaporde água. Apesar de ser considerado pela maioria dos autores como um processo aeróbio, acompostagem é também referida como um processo biológico que submete o lixobiodegradável à decomposição aeróbia ou anaeróbia e donde resulta um produto – oComposto.O processo de compostagem envolve a decomposição da matéria orgânica pormicrorganismos e ocorre naturalmente, podendo contudo ser acelerado pela intervenção dohomem.O termo composto orgânico pode ser aplicado ao produto compostado, estabilizado ehigienizado, que é benéfico para a produção vegetal.. Contudo, em países como o ReinoUnido, o termo composto também é aplicado com o sentido mais abrangente que inclui todosos substratos para propagação das plantas com base em turfas.1.2 – Objectivos da compostagemO propósito da compostagem é converter o material orgânico que não está em condições deser incorporado no solo num material que é admissível para misturar com o solo.Outra função da compostagem é destruir a viabilidade das sementes de infestantes e osmicrorganismos patogénicos.1.3 – Caracterização dos materiais para compostagemDe forma genérica, os materiais vegetais frescos e verdes tendem a ser mais ricos em azotodo que os materiais secos e acastanhados. Note-se que o verde resulta da clorofila que temazoto enquanto que o castanho resulta da ausência de clorofila. No caso das folhas, asenescência (em que se verifica o amarelecimento das folhas devido à degradação daclorofila) está associada à remobilizado do azoto das folhas para outras partes da planta.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.7
  8. 8. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaOs materiais utilizados para a compostagem podem ser divididos em duas classes, a dosmateriais ricos em carbono (materiais castanhos) e a dos materiais ricos emazoto(materiais verdes). Entre os materiais ricos em carbono podemos considerar osmateriais lenhosos como a casca de árvores, as aparas de madeira e o serrim, as podas dosjardins, folhas e agulhas das árvores, palhas e fenos, e papel. Entre os materiais azotadosincluem-se as folhas verdes, estrumes animais, urinas, solo, restos de vegetais hortícolas,erva, etc. A relação C/N de diversos materiais compostáveis encontra-se em váriaspublicações, designadamente no Anexo 10 do Código das Boas Práticas Agrícolas doMADRP e, uma lista mais promenorizada, no Appendix A Table A.1 do On-Farm CompostingHandbook, 1992 Northeast Regional Agricultural Engineering Service, U.S.A.Os materiais para compostagem não devem conter vidros, plásticos, tintas, óleos, metais,pedras etc. Não devem conter um excesso de gorduras (porque podem libertar ácidos gordosde cadeia curta como o acético, o propiónico e o butírico os quais retardam a compostagem eprejudicam o composto), ossos inteiros (os ossos só se devem utilizar se forem moídos), ououtras substâncias que prejudiquem o processo de compostagem. A carne deve ser evitadanas pilhas de compostagem porque pode atrair animais. O papel pode ser utilizado mas nãodeve exceder 10% da pilha. O papel encerado deve ser evitado por ser de difícildecomposição e o papel de cor tem que ser evitado pois contem metais pesados.Outra característica que é fundamental para o processo de compostagem é a dimensão daspartículas dos materiais. O processo de decomposição inicia-se junto à superfície daspartículas, onde exista oxigénio difundido na película de água que as cobre, e onde osubstrato seja acessível aos microrganismos e às suas enzimas extra-celulares. Como aspartículas pequenas têm uma superfície específica maior estas serão decompostas maisrapidamente desde que exista arejamento adequado.As partículas devem ter entre 1,3 cm e 7,6 cm. Abaixo deste tamanho seria necessárioutilizar sistemas de ar forçado enquanto que os valores superiores podem ser bons parapilhas mais estáticas e sem arejamento forçado. O ideal é que os materiais utilizados nacompostagem não tenham dimensões superiores a 3 cm de diâmetro. Quanto menor for otamanho das partículas, maior é a sua superfície específica, e portanto, mais fácil é o ataquemicrobiano ou a disponibilidade biológica das partículas mas, em contrapartida, aumentam osriscos de compactação e de falta de oxigénio.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.8
  9. 9. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológica1.4. Facores a ter em conta na elaboração do composto1.4.1– Mistura de materiaisNa construção de uma pilha de compostagem é frequente utilizar uma mistura de materiaisricos em carbono(materiais castanhos) com outros ricos em azoto (materiais verdes). Osmateriais ricos em carbono fornecem a matéria orgânica e a energia para a compostagem eos materiais azotados aceleram o processo de compostagem, porque o azoto é necessáriopara o crescimento dos microrganismos. Genericamente, quanto mais baixa é a relação C/Nmais rapidamente termina a compostagem.A relação C/N (peso em peso) ideal para a compostagem é frequentemente consideradacomo 30. Dois terços do carbono são libertados como dióxido de carbono que é utilizadopelos microrganismos para obter energia e o outro terço do carbono em conjunto com o azotoé utilizado para constituir as células microbianas (note-se que o protoplasma microbiano temuma relação C/N próxima de 10 mas, para efectuar a síntese de 10 carbonos com um azoto,e assim constituir o seu protoplasma, os microrganismos necessitam de 20 carbonos,aproximadamente, para obter energia).As perdas de azoto podem ser muito elevadas (por exemplo, de 50%) durante o processo decompostagem dos materiais orgânicos, particularmente quando faltam os materiais comelevada relação C/N. Por esta razão, Lampkin (1992), refere a necessidade de uma relaçãoC/N de 25 a 35 para uma boa compostagem. Para relações C/N inferiores o azoto ficará emexcesso e poderá ser perdido como amoníaco causando odores desagradáveis. Pararelações C/N mais elevadas a falta de azoto irá limitar o crescimento microbiano e o carbononão será todo degradado conduzindo a que a temperatura não aumente, e a que acompostagem se processe mais lentamente. Um volume de três partes de materiais ricos emcarbono para uma parte de materiais ricos em azoto é uma mistura muitas vezes utilizada.Com o aumento dos materiais ricos em carbono relativamente aos azotados o período decompostagem requerido aumenta.Para calcular a relação C/N da mistura de materiais (material 1, material 2, etc.) pode serutilizada a seguinte fórmula:C/N final = P1 [C1 (100-H1)] + P2 [C2 (100-H2)] +… / P1 [N1 (100-H1)] + P2 [N2 (100-H2)]O solo ajuda a manter a estabilidade da pilha e é utilizado como inoculo de microorganismosParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.9
  10. 10. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológicaresponsáveis pela compostagem. O solo recolhido por baixo de uma pilha velha decompostagem, de um celeiro, ou de um curral é rico em azoto. A quantidade de solo a utilizarnuma pilha de compostagem não deve exceder um a dois centímetros por cada 30 cm dealtura da pilha. Demasiado solo torna a pilha pesada para revolver e pode criar condições deanaerobiose em clima chuvoso.1.4..2.- Arejamento (presença de oxigénio).Os microrganismos precisam de oxigénio (O2) para poderem oxidar a matéria orgânica. Umavez que deve ocorrer uma fermentação aeróbia. Na falta de O2 , haverá uma fermentaçãoanaeróbia, com desprendimento de mau cheiro.A porosidade na pilha deve ser maior ou igual a 35% do volume total da pilha. De forma acontrolar a porosidade da pilha, (a presença de oxigénio), será, ter à partida, uma pilhaconstituída por os pedaços ou partículas de matéria orgânica fresca deverão ter dimensõesque assegurem uma boa circulação do ar, mas não demasiado grandes, pois isso nãopermitiria um suficiente contacto entre si.Relativamente à dimensão da pilha, uma dimensão muito grande, dificulta não só omanuseamento da pilha mas também o arejamento do seu interior.Em caso de défice de ar no seio da pilha, uma das estratégias é o reviramento. Isso irá nãosó introduzir ar, mas também torná-la mais porosa.1.4.3. Humidade.A Massa de água de 50-60% do peso total da pilha. Os microrganismos precisam de águapara a sua actividade. Daí que, a pilha tem de permanecer sempre húmida, com a matériaorgânica bem impregnada. No entanto, o excesso de água impede a circulação do ar. Ummodo prático de verificar a quantidade de água, consiste em apertar na mão um punhadoretirado da pilha deve molhar a mão, não escorrendo mais que umas gotas entre os dedos.Quando os materiais não absorvem a água facilmente, como por exemplo pedaços demadeira, mato pouco triturado, etc., há que os regar e calcar bem durante 2-3 semanas, parase impregnarem antes de os juntar na pilha.Em princípio, será preciso proceder a várias regas durante a compostagem. A cobertura dapilha ajuda a manter a humidade.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.10
  11. 11. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológica1.4.4.Temperatura.A temperatura não deve ser superior a 65-70º C. As reacções oxidativas provocadas pelosmicrorganismos libertam calor. Se houver uma proliferação muito rápida da actividademicrobiana, haverá grande produção de calor.A temperatura deve ser controlada, se a temperatura mostra tendência de ultrapassaraqueles valores há que a baixar: regando, revolvendo ou introduzindo na pilha matériaorgânica com uma relação Carbono/Azoto (C/N) mais alta. Para medir a temperatura usam-se termómetros apropriados. Na falta destes, pode-se introduzir uma barra de ferro até aointerior da pilha e aguardar alguns minutos. Se for difícil aguentar a mão ao agarrar a suaextremidade, então o calor é excessivo.A pilha deve ser coberta. Isso servirá para evitar a penetração da chuva e a dissipação decalor. Os materiais para cobertura mais utilizados são a terra, as palhas, plástico perfurado eoutros materiais porosos.Uma temperatura excessiva dá origem a um composto de má qualidade. Há meios de evitarisso, tais como um reviramento, uma rega, ou a introdução de palha ou outra com baixarazão C/N.Quando a temperatura é insuficiente, há pouca actividade microbiana. Ou porque o inóculoinicial de microrganismos decompositores é fraca, ou porque não há matéria orgânicasuficiente com baixa razão C/N (MO mais azotada) para permitir a sua rápida proliferação.Ou ainda porque não há ar para as oxidações da matéria orgânica. Existem assim váriassoluções possíveis:-Adicionar material azotado (cortes de relva, ervas, adubos orgânicos azotados,...).- Arejar.- Proteger de frio excessivo com uma cobertura.A Medição da temperatura faz-se com um termómetro apropriado. Como alternativa, utiliza-se uma barra de ferro que se introduz até ao coração da pilha durante alguns minutos. Casoseja difícil aguentar a mão na extremidade quente, então a temperatura estará decerto acimade 70º C.Escolha do Local para a compostagemA pilha de compostagem não deve ficar exposta directamente ao sol ou ao vento, para quenão seque, nem à chuva, para não ficar sujeita à lixiviação de nutrientes. Um local levementeensombrado e com cortinas contra o vento pode ser conveniente para não deixar secarParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.11
  12. 12. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológicademasiado a pilha.O local escolhido para a compostagem deve ser próximo daquele em que o composto irá serutilizado. Poderá ser necessário ter água perto pois a chuva pode não ser suficiente parahumedecer a pilha convenientemente.A forma e o tamanho da pilha de compostagem também influenciam a velocidade dacompostagem, designadamente pelo efeito que têm sobre o arejamento e a dissipação docalor da pilha. O tamanho ideal da pilha pode ser variável. O volume deve depender dosistema e das tecnologias de compostagem utilizadas.A pilha muito baixa não composta bem e não aquece rapidamente. Por isso, nos locais muitofrios pode ser preferível pilhas mais altas. Pelo contrário, as pilhas demasiado altas, podemtornar-se demasiado quentes e matar os microrganismos responsáveis pela compostagem epodem ficar muito compactas diminuindo o arejamento no seu interior.No caso de se proceder à compostagem em pilhas baixas e longas (windrow) então a alturadeverá ser menor e o comprimento maior.2. Através de Adubos VerdesO que é adubação verde?A Adubação Verde é uma prática agrícola milenar de rotação de culturas, cujo objetivo émelhorar a capacidade produtiva do solo. Essa melhoria do solo é conseguida através daadição de material orgânico não decomposto de plantas cultivadas exclusivamente para estefim, que são cortadas antes de completarem o ciclo vegetativo.A Adubação Verde pode ser realizada com diversas espécies vegetais, porém a preferênciapelas leguminosas está consagrada por inúmeras vantagens, dentre as quais, destaca-se asua capacidade de fixar azoto direto da atmosfera por simbiose.Adubos verdes são plantas utilizadas para melhoria das condições físicas, químicas ebiológicas do solo. Há espécies como leguminosas que se associam a bactérias fixadoras deazoto, transferindo-o para as plantas. Estas espécies, também estimulam a população defungos micorrízicos, microrganismos que aumentam a absorção de água e nutrientes pelasraízes.Processo de fertilização do solo pelo enterramento de plantas herbáceas verdes , maisvulgarmente leguminosas , estremes ou em consociação com espécies de outras famílias,Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.12
  13. 13. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológicasemeadas propositadamente para o efeitoAs espécies utilizadas tomam a designação deadubos verdesBENEFÍCIOS DA ADUBAÇÃO VERDE PARA A FERTILIDADE DO SOLO Redução da lexiviação de nutrientes Aumento da capacidade de armazenamento de água no solo; Controle de nematóides fitoparasitos; Descompactação, estruturação e arejamento do solo; Diminuição de amplitude da variação térmica diurna do solo Fornecimento de azoto Intensificação da actividade biológica do solo; Melhoria do aproveitamento e eficiência dos adubos e corretivos; Proteção de mudas - plantas contra o vento e radiação solar; Proteção do solo contra os agentes da erosão e radiação solar; Rápida cobertura do solo e grande produção de massa verde em curto espaço detempo; Reciclagem de nutrientes lixiviados em profundidade; Recuperação de solos de baixa fertilidade; Redução da infestação de ervas daninhas, Redução de incidência de pragas e patógenos nas culturas;Os efeitos da adicção de matéria orgânica aos solos são positivos em praticamente todosos aspectos. Para melhor se entender, diz-se que um solo tem três tipos de características(propriedades) diferentes, as físicas, as químicas e as biológicas.Oque são propriedades físicas?As propriedades físicas são aquelas que determinam, por exemplo, se o solo é solto,arável, ou se é compactado. Se a água penetra bem ou se escorre, quando chove.Efeitos dos adubos verdes sobre as propriedades físicas do soloDiminui a densidade;Melhora a estruturaAumenta a capacidade de retenção de águaAumenta a infiltração da águaParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.13
  14. 14. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaFacilita a drenagemAumenta a circulação de ar no soloReduz a variação da temperatura do soloAmortiza o impacto direto das gotasde chuvaitos da matéria orgânica sobre aspriedades físicas do soloOque são propriedades químicas?As propriedades químicas do solo mostram a acidez (pH), a quantidade e diversidade denutrientes, se a planta pode absorver bem estes minerais, etc.fEfeitos dos adubos verdes sobre as propriedades quimicas do soloAumenta disponibilidade de nutrientesEleva ou diminui o pH;Controla a presença de elementos tóxicos como ferro e metais pesados, pelacapacidadede fixar, ou sintetizar estes elementos;Recupera solos salinosAumenta o poder tampão do solo;Fixa o azoto da atmosferaFornece substâncias estimulantesde crescimentoeitos da matéria orgânica sobre asriedades químicas do soloE o que são as propriedades biológicas?As propriedades biológicas do solo têm a ver com a vida que nele existeParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.14
  15. 15. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaEfeitos dos adubos verdes sobre as propriedades biológicas do soloAumenta a actividade demicroorganismos;Aumenta a actividade de micorrizas;Aumenta a actividade das bactériasAumenta a actividade de minhocasEfeitos da matéria orgânica sobre asitosFunções e beneficios da adubação verde⇒Adubação azotadaAs Leguminosas contêm cerca de 0,4 a 0,7% de carbono (N)na sua massa vegetal frescaAs leguminosas têm a capacidade de fixar Azoto orgânico sintetizado da atmosfera no solopelas bactérias RhizobiumConstitui uma forma mais barata de adubação azotada e tem um carácter não poluente⇒Extracção de nutrientes retidos nas partículas de solo⇒Solubilização de nutrientes pouco solúveisRecuperação de N na forma de nitrato, que depois de decomposto e mineralizado o vairestituir à camada superficial do solo⇒Mineralização de húmus estávelO enterramento de adubo verde provoca o estímulo da actividade microbiana e mineraliaçãodo húmus existente, formando composto pré-húmico – formação de uma certa quantidade dehúmus jovem.⇒ Inibição da germinação de sementes de infestantes, provocada pelo ensombramento dacobertura de um adubo verde⇒ Adventícias vão diminuir a sua presença, devido à melhoria da estrutura do solo conferidapelos adubos verdesAdubo verde sob cobertoAdubos verdes entre as linhas de culturas (milho, trigo e hortícolas)Objectivo: conseguir uma decomposição mais rápida dos restos de cultura que ficam noterreno, após a colheitaParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.15
  16. 16. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaCultura Adubo verdeMilho Trevo branco, trevo subterrâneo ou lupulinaOu misturas (trevo branco +azevém)(trevo branco+ervilhaca vilosa)Trigo Trevo branco ou lupulinaHortícolas Trevo branco anão ou espinafreCondições de eficácia -1. InstalaçãoA fertilização pode ser necessária em alguns adubos verdes (fosfatos, em particular), antesou durante a sementeira, adubação de fundo, onde os nutrientes são posteriormentedevolvidos à culturaNa sementeira de leguminosas – efectuar a inoculação das sementes com o RhyzobiumespecíficoA Taxa de humidade deverá ser suficiente para assegurar germinaçãoSe o terreno está muito compacto efectuar subsolagem ou escarificação2.EnterramentoMínimo de 3 a 4 semanas antes da instalação da culturaDestroçar (esmiuçar) o adubo verde antes de o enterrarNão exceder uma profundidade superior a 20 cm3.“Mulching”Se simplesmente cortados, destroçados ou não, ficarem a cobrir o terreno em jeito decobertura ou “mulching” vegetal têm também efeitos benéficos que por vezes podem sersuperioresParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.16
  17. 17. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaParcela de adubo verde numa horta biológicaCegando o adubo verde - “mulshing”Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.17
  18. 18. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaROTAÇÃO DE CULTURAS:As culturas e as rotações culturais a usar na horta biológica devem ser escolhidas em funçãode vários factores, entre os quais se destacam a dimensão da horta,, os objectivos doprodutor, a natureza do solo e as condições climáticas. Deve-se, ainda, tomar emconsideração as culturas tradicionais na região .É importante fazer rotações na exploração agrícola porque: Aumentam a fertilidade do solo - se as culturas e o período da rotação forem osmais adequados; Reduzem o empobrecimento do solo - a alternância de culturas leva a que sejamexploradas em profundidade as diversas camadas por raízes com diferentescaracterísticas; • Facilitam o controlo de pragas, doenças e infestantes – através da alternância deculturas com características diferentes .FAMILIAS DE HORTICOLASQuenopodiáceas – beterraba, espinafre, acelgaUmbelíferas – cenoura, aipo, funcho, salsaSolanáceas – beringela, pimento, tomateCucurbitáceas – abóbora, melão, pepino, melancia, corgeteRosáceas – morangoLeguminosas – ervilha, feijão, fava, lentilha, tremoço, grão de bicoConvulvuláceas – batataLiliáceas – cebola, espargo, alho francêsCrucíferas – rabanete, nabo, couve, rábanoCompostas – alface, chicória, alcachofraÉPOCAS DE CULTIVO DAS HORTÍCOLASÉpoca de cultivo culturasInico do OutonoAlho Francês, Beterraba, Cebola, coentros, couvegalega, couve, penca,ervilha, espinafre,manjericão, nabo, rabanete, salsaPleno Outono Beterraba - Cebola - Coentros - Couve-Galega -Couve Penca - Couve Tronchuda - Ervilha -Espinafre - Fava - Manjericão - Nabo - Rabanete -Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.18
  19. 19. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaSalsaFinal de OutonoBeterraba - Cebola - Couve-Galega - CouvePenca - Couve Tronchuda - Ervilha - Fava - Nabo- Pimento - RabaneteInicio de InvernoAlho Francês - Beterraba - Cebola - Couve-Galega - Couve Penca - Couve Tronchuda -Ervilha - Fava - PimentoPleno Inverno Aipo - Alho Francês - Beringela - Beterraba -Cebola - Couve-Galega - Couve Penca - CouveTronchuda - Ervilha - Espinafre - Fava - Pimento -Piripiri - TomateFinal de InvernoAipo - Alface - Beringela - Beterraba - Cebola -Cenoura - Coentros - Courgette - Couve-Galega -Couve Penca - Couve Tronchuda - Ervilha -Espinafre - Fava - Manjericão - Melancia - Melão -Pepino - Pimento - Piripiri - Rabanete - Salsa -TomateInicio da Primavera Aipo - Alface - Beringela - Beterraba - Cebola -Cenoura - Chicória - Coentros - Courgette -Couve Brócolo - Couve Bruxelas - Couve-Flor -Couve-Galega - Couve Penca - Couve Repolho -Couve Tronchuda - Ervilha - Espinafre - Girassol -Manjericão - Melancia - Melão - Nabo - Pepino -Pimento - Rabanete - SalsaPlena PrimaveraAipo - Alface - Alfazema - Beringela - Beterraba -Cebola - Cenoura - Chicória - Cidreira - Courgette- Couve Brócolo - Couve Bruxelas - Couve-Flor -Couve-Galega - Couve Penca - Couve Repolho -Couve Tronchuda - Ervilha - Espinafre - Feijão -Girassol - Hortelã - Manjericão - Melancia - Melão- Nabo - Pepino - Pimento - Piripiri - RabaneteFinal da Primavera Alface - Alfazema - Alho Francês - Beringela -Beterraba - Chicória - Cidreira - Coentros -Courgette - Couve Brócolo - Couve Bruxelas -Couve-Flor - Couve-Galega - Couve Penca -Couve Repolho - Couve Tronchuda - Ervilha -Feijão - Girassol - Hortelã - Melão - Nabo -Pepino - Pimento - Rabanete - Salsa - TomilhoInicio do Verão Alface - Alfazema - Alho Francês - Beterraba -Cenoura - Chicória - Cidreira - Coentros -Courgette - Couve Brócolo - Couve Bruxelas -Couve-Flor - Couve-Galega - Couve Penca -Couve Tronchuda - Ervilha - Feijão - Hortelã -Nabo- Pepino - Rabanete - Salsa - TomilhoPleno Verão Alface - Alfazema - Alho Francês - Beterraba -Cenoura - Chicória - Coentros - Courgette -Couve Brócolo - Couve Bruxelas - Couve-Flor -Couve-Galega - Couve Penca - Couve Repolho -Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.19
  20. 20. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaCouve Tronchuda - Ervilha - Feijão - Nabo -Pepino - Rabanete - SalsaFinal do Verão Alface - Alho Francês - Beterraba - Cenoura -Chicória - Coentros - Couve-Galega - CouvePenca - Couve Tronchuda - Espinafre - Feijão -Nabo - Pepino - Rabanete - SalsaHortícolas earomáticasÉpoca desementeiraTempo degerminação (emdias)Período de tempoaproximado até àcolheita (em dias)Compasso deplantação(distância nalinha e entrelinhas em cm)Abóbora Abr./ Jun. 10 60-90 100x150Alface Jan./ Jun. 10 60-80 25x30Alho Out./ Fev. - > 120 10x20Beterraba Mar./Mai. 15 > 120 25x40Cebola Fev./ Mai. 15 > 180 10x20Cenoura Jan./ Mai. 20 > 80 10x30Couve Mar./ Set. 8 >120 40x60Couve-flor Abr./ Jun. 10 75-125 40x80Ervilha Fev./ Abr. 20 110-130 40x50Espinafre Fev./ Out. 10 75-90 45x30Fava Jan./ Abr. 8 >90 10x40Feijão-verde Abr./ Ago. 10 >90 5x40Hortelã Mar./Jun. 15 >60 30x40Feijão-verde Abr./ Ago. 10 >90 5x40Hortelã Mar./Jun. 15 >60 30x40Melancia Mar./Mai. 10 75-110 100x150Melão Abr./ Jun. 10 90-110 40x80Nabo Jan./ Set. 8-10 >45 5x20Pepino Mar./ Jun. 10 90 100x110Pimento Fev./ Abr. 15 60-100 40x50Orégão Mar./ Ago. 15 120 10x40Rabanete Abr./ Jun. 12 >45 30x40Salsa Mar./ Ago. 25 >30 1x25Segurelha Mar./Mai. 15 >120 5x20Tomate Fev./ Mai. 15 90 80x100Tomilho Mar./Mai. 15 180 10x30Consociações com interesse para o ecossistema na hortaQualquer que seja a forma escolhida para se associarem culturas, o mais importante é saberdar a cada planta, o espaço, a água e a luz que são necessários. A sobreposição conduz àperda de todos os benefícios resultantes duma consociação.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.20
  21. 21. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaBeneficios das Consociações de culturas Interacção favorável entre certas plantas Melhor ocupação do espaço aéreo e subterrâneo Maior resistência contra certas pragas e doenças Abrigos para insectos auxiliares Luta contra infestantes Benefício em N orgânico pelas leguminosas Protecção contra erosão e lixiviação Enriquecimento em húmusO rácio ideal entre as diversas plantas produtivas e as plantas de vegetação circundante queoferecem protecção não é suficientemente conhecido;É desejável estabelecer uma consociação com uma diversidade de espécies considerável.Seguem-se alguns quadros com exemplos, em que se indicam as plantas companheiras(associação benéfica) e as plantas antagónicas (associação desfavorável).Relação de algumas plantas companheiras e antagónicasCulturaprincipalPlantas companheiras Plantas antagónicasAbóbora Chicória, feijão-de-vagem, milho Batata, legumes tuberososAlface Cenoura, rabanete, pepino Família das couvesAlhosAlface, beterraba, alface ecouve Ervilha e feijãoBeterraba Cebola, alface e couve-rábano Feijão trepadorCebola Beterraba, alface e tomate Ervilha e feijãoCenoura Ervilha, alface, cebola e tomate Endro e anetoCouve Salvia, alecrim, menta e tomilho Morangueiro e tomateiroCouve-flor Aipo Morangueiro e tomateiroErvilhaCenoura, nabo, rabanete epepino Cebola, alho e batataEspinafre Feijão, beterraba e morangueiroFeijão-verde Milho, batata e rabanete Beterraba, alho e cebolaNabo Ervilha feijão, alecrim e hortelã Tomate, batata e mostardaPepino Feijão, ervilha, rabanete e alface Batata e ervas aromáticasPimentoCenoura, cebola, salsa etomateiro Couve-rábanoOrégão Todas as hortícolasParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.21
  22. 22. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaRabaneteErvilha, alface, pepino ecenoura Acelga e videirasSalsa Tomate, espargo e milhoTomateCebola, cenoura, salsa e couve-flor Feijão, couve, batata e pepinoTomilho Todas as hortícolasPragas mais comuns e modos de combateTodos os seres vivos que se alimentam das plantas (fitófagos), possuem inimigos naturais,que deles se alimentam. Cada praga tem, pelo menos, 2 ou 3 inimigos naturais (que sedesignam auxiliares).Para que possa conhecer algumas das pragas mais frequentes, seguem-se os quadros coma informação compilada – quais as culturas que atacam, que prejuízos provocam, quais asformas de as controlar.PRAGACARACTERÍSTICAS PLANTAS MAISATACADASPREJUÍZOSPREVENÇÃO COMCULTURASINTERCALARESOUTRASPREVENÇÕESMEIOS DELUTAFÍSICOSMEIOS DELUTABIOLÓGICOSPULVERIZAÇÃO/POLVILHAÇÃOAfídiosInsectospequenos decorpo mole evárias cores;com longasantenas,sugam aseiva.Maioriadashortícolas,incluindo afamília dacouve,pepino eespargo.Folhasencaracoladasefranzidas. Asplantasficamatrofiadas.Hortelã,alho,coentro,cebolinho,poejo,crisântemos enastúrcio (comoculturaarmadilha)Plantaçãoprecoce.Utilizarsolofértil.Colocarfolha dealumínio ávoltadasplantas.Armadilhascomáguaemrecipientes oucartõesamarelospegajosos.Joaninhas,vespas,Trichograma,sírfideos,louva-a-deus.Pássaroscomoestorninhos, pardais,pintarroxose boieiras.Piretro,cinzaspeneiradas,Águacalcária,cebolinho,poejo,tabaco,folhas desabugueiro,esporas eágua desabão.Agrotis(roscLarvasredondas decorpo mole ecolorido baço.Encaracolaquando éperturbada,em adulta éumamariposanocturna.Couve,feijão etomate.Mas,atacamtodos oscaules nosolo,especialmenteplantasmaisjovens.Osprejuízoscausados nosoloprovocam amurchadasplantase a suamorte.Cebolaegirassóis, estescomoarmadilha.NoOutono,conservar ahortalivre deervasdaninhas.CavarantesdaEscavar emredordasplantaseapanhar aslarvas.Utilizara luznegrapara asVespas,sapos,musaranhos, cobras,toupeirasepássaros,incluindoandorinhas (comemasborboletas), melros,Suco depulgão,armadilhasdeserradura,farelo emelaço.Rebentosdesabugueiro,travo,verbascoaosParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.22
  23. 23. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológicaas)substituiçãodomulch.Utilizarsubstânciasirritantes(cascade ovo,cinzasoufolhasdecarvalho)sobre asuperfície.mariposas.piscos etordoscastanhos.punhadoscomoarmadilhas.AranhiçovermelhoAparecesob aforma depequenospontosvermelhosna páginainferior dafolhagem.Muitashortícolasdiferentes.Folhasperfuradastornando-sedescoradas.Teiasmuitopequenas àsuperfície dasfolhas.Asfolhasficamcastanhas esecam.Muitasvezesseguem-sepodridões eoutrasdoenças.Cebola,alho,crisântemo paraencorajar tripespredadoras.Plantasdepólen enéctarparaatraíremjoaninhas eoutrosinsectospredadores.Plantarantesdotempoquente.Rotação dasculturas.Proporcionarboacirculação doar.Regarcommangueira emjactoforte.Pastadefarinhaegorduranasplantas,cinzaspeneiradas ouágua esabãono solo,pertodasplantas.Certostiposdemoscas,larvasdepirilampo,ácaros, tripéspredadoresdepulgões.Terra dediatomáceas,fosfato mineral,“suco depulgão”, Piretro,pulverização decebola ouserradura decedro. Pó decalcário emliquidopegajoso.CochonDe corpomoleMuitashortícolas.LesõescausadCulturasdeRevolver aPulverizar aVespas,Terra dediatomáceas,Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.23
  24. 24. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológicailha escamadoe oval. Ostufos dealgodãonas folhassão oscasulosdos seusovos.as pelasucção.Emurchecimento equedadosgomos.Assecreçõesatraemformigas efungos.pólen enéctarparaatrairjoaninhas eoutrosinsectospredadores.terraváriasvezesantesdeplantarparaerradicaçãodaservasdaninhas.páginainferiordasfolhascomjactosfortesdeágua.joaninhas eoutrosinsectospredadores.Chapins.água de sabão,resina depinheiro,aspersão comserradura decedro.GorgulhodashortícolasAdultosde cor decourocom um Vno dorso.A cabeçatem umatrombapequenae larga.Larvacom1,2cm-1,3cm dediâmetro,verde oubege,comcabeçaamarela elinhasponteadas decoloraçãoparda.Beterraba,couve,alface,cebola,batata,tomate enabo.Aberturasangulosas,depoislesõesemcoroaseguidas dedesfoliaçãototal.Ásteresparaencorajar asaranhas.Plantasdafamíliadasartemísia.Rotação deculturas,amanhos dosoloparadestruirascrisálidas.Mantera hortalimpadeervasdaninhas e delixos.ApanhamanualdaslarvasAranhas(paraosadultos),pássaros.RotenonaLagartadaInsectosverde-pálido,cerca de 3cmdecomprimento,com riscas nodorso. Ovosbrancoesverdeados.Borboletasbrancas,Couve,tomate,batata,salsa,ervilha,alface eaipo.Pequenosorifíciosnasfolhas.Hortelã,pimentão, salsa,rosmaninho,tomilho,aipo(comoarmadilha),funchoPlantaçãoprecoceouapenasnoOutono.Usarplantasresistentes daRemover à mão.Vespas,pulgões“assassinos”,neurópteros,sapos,doninhas ePolvilhaçãocom rotenona,piretro,diatomácea,cevadilha.Pulverizaçãocom “suco depulgão”, sal efarinha,aspersõesaromáticas.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.24
  25. 25. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológicacouvecomo adultos. (paraatrair asvespas),plantasdepólenparaatrair osneurópteros.famíliadacouve.Cobrirasplantascomrede.pássaros.LagartasmineirasSão muitopequenas efinas. A maiorparte sãolarvas depequenasmariposas eborboletas.Espinafre,beterraba,batata,pimento ecouve.Abremcovas eescavaçõesqueparecemtúneisentre apáginasuperior einferiordasfolhas.Folhasamarelas emanchadas.Vesículas eenrolamento.Ervasdafamíliadaartemísia comodissuasor.PlantaremJulho,remover afolhagemafectada.Eliminar aservasdaninhas.Rotação deculturas.Destruiraservasformigueiras nazonaApanharos ovoseesmagar.Remover asvesículas.Armadilhas deluznegrapara asmariposas.Parasitasnaturais.Pássaros,incluindopapa-mosquitos eavescanorasResistente atodas aspolvilhações.MEIOS DE COMBATESubstâncias de origem vegetal ou animalDesignação Nome comercialHidrolisado de proteínas EndomosylÓleo vegetal Codacine oilÓleo de soja TelmionPiretrinas e butóxido de piperonilo Pibutrin insecsida 33Microrganismos utilizados na luta contra pragasDesignação Nome comercialBacillus thuringiensis Biotrata, Ret-Bt, Dipel, TurexParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.25
  26. 26. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaSubstancias que só podem ser utilizadas em armadilhas e/ou difusoresDesignação Nome comercialMetaldeídoFeromonas Isomate CTT e Isomate C Plus - (Cydia pomonela)Isonet L – (Lobesia botrana)Isomate OFM Rosso – (Grapholita molesta)Piretroides (apenas a deltametrina e alambda-cialotrina)Importância da vegetação:Controlo da erosão;Fixação de populações de insectos auxiliares;Retenção da água e conservação do solo;Fixação de predadores (aves, répteis, mamíferos);Função ornamental;Boa gestão da vegetação circundante = meio de luta cultural = luta biológica = limitaçãonatural das pragas e doenças.PROPRIEDADES FUNGICIDAS E INSECTICÍFUGASAlecrim (Rosmarinus officinalisParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.26
  27. 27. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaAlfazema (Lavandula angustifolia)Repelem diversas pragas;Atrai insectos polinizadores;A sua presença resulta estimulante para outras plantasAneto (Anethum graveolensRefúgio para sirfídeos e caracóisParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.27
  28. 28. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaArruda (Ruta graveolensRepele gatos e formigasChagas (Tropaelum majus)Planta-isco para afídeosPossuem propriedades bactericidasParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.28
  29. 29. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaCravo-túnico (Tagetes sp.)Repele nemátodos e mosca-branca.Proporciona bons resultados na cultura de tomateiro; alho; roseirasCalêndula (Calendula officinalis)Produz grandes quantidades de pólen;Atrai uma grande quantidade de insectos úteis;Repele grande número de pragas.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.29
  30. 30. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaHeras (Hedera sp.)Refúgio para sirfídeos, himenópteros e crisopasSalsa (Petroselinum crispum )Repele mosca da cenoura e certos escaravelhos. Proporciona bons resultadosna cultura de tomateiro; roseiras; cenouras; espargosParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.30
  31. 31. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaIDENTIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS PRAGAS NUMA HORTAAFÍDEOS Aphis craccivora, Aphis fabaePrevenção com culturas intercalaresHORTELÃ, POEJO, ALHO, COENTROS,CEBOLINHOTratamentoARMADILHAS CROMOTRÓPICASARMADILHAS COM ÁGUAAGUA DE SABÃO, CINZAS PENEIRADAS, PIRETROLARVAS MINEIRAS Liriomyza huidobrensisPrevenção com culturas intercalaresParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.31
  32. 32. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaFAMÍLIA DA ARTEMÍSIA (ABSINTO)Tratamento: REMOVER A FOLHAGEM ATACADA, ELIMINAR ERVAS DANINHAS,ROTAÇÃO DE CULTURASESCARAVELHO DA BATATEIRA Leptinotarsa decemlineata SayPrevençãoPLANTAR TOMATE E BERINGELA NA BORDADURALuta quimicaBACILLUS THURIGIENSISLAGARTAS DA COUVE (Pieris brassicae L. e Pieris rapae L.)Prevenção com culturas intercalaresParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.32
  33. 33. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaHORTELÃ, SALSA, ROSMANINHO, AIPO, TOMILHOCOBRIR AS PLANTAS COM REDESTratamentoREMOVER Á MÃOPOLVILHAÇÃO COM ROTENONA OU PIRETROCOCHONILHAPrevençãoCULTURAS DE PÓLEN E NÉCTAR PARA ATRAIR COCCINELIDEOS (JOANINHAS) EOUTROS INSECTOS PREDADORESTratamentoDESALOJAR COM ÁGUAPULVERIZAR ÁGUA DE SABÃOPodridão cinzenta (Botrytis cinerea Pers.)Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.33
  34. 34. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaLuta Culturalarejamentoretirar o material doente da parcela e evitar as feridasevitar a plantação em terrenos frios e húmidos, rega frequente e prolongada,abaixamento térmico repentino e stress hídricoevitar o vigor excessivo (adubação azotada equilibrada)evitar rega por aspersãoANTRACNOSE Colletotrichum lindemuthianumMEIOS DE LUTAMEIOS DE LUTAUtilizar sementes sãsUtilizar sementes sãsCultivares menos susceptíveisCultivares menos susceptíveisRealizar rotaçõesRealizar rotaçõesParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.34
  35. 35. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaIDENTIFICAÇÃO DE AUXILIARES – Luta BiológicaCOCCINELÍDEOSAdalia bipunctataNEURÓPTEROS- Crhysoperla carneaParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.35
  36. 36. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaDÍPTERA- SirfidaeConsociaçõesAlguns exemplos:alho x morangueiro – estímulo mútuomilho x feijão x abóboracenoura x cebola (ou alho-porro) – repelência mútua sobre as moscas respectivastomateiro x cebolacebola x feijão - não aconselhavelParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.36
  37. 37. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.37
  38. 38. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaPLANEAR A HORTA BIOLOGICAAntes de instalar a Horta Biológica deve fazer um diagnóstico ao seu terreno, verificar aexposição solar, se o terreno é plano, o sistema de rega que possui e se possível fazer umaanálise de solo.Sendo o composto orgânico fundamental da manutenção da fertilidade da sua horta, estedeve ser o primeiro passo:Escolher o compostor:Dependendo do espaço da sua horta poderá escolher um compostor doméstico que sevendem em diversos espaços comerciais, ou optar por construir o seu compostor.Antes de adquirir o compostor deve ter em atenção: a capacidade adequada à sua produção de resíduos; a durabilidade; a garantia; o custo.Alguns exemplos de compostores:Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.38
  39. 39. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaEscolha do Local do CompostorO compostor deve ser colocado num local de fácil acesso durante o ano, com um misto desombra e sol, de preferência em cima da terra, numa superfície permeável (para facilitar adrenagem da água e a entrada de microorganismos benéficos do solo para a pilha) e debaixode uma árvore de folha caduca, que permite ter sombra no Verão e sol no Inverno.O compostor funcionará quer esteja colocado à sombra quer ao sol, mas poderá requereralguma atenção extra, em particular ao nível da humidade: se o compostor ficar exposto aosol durante todo o dia, a pilha pode secar demasiado; se for colocado à sombra, não irá tirarproveito do calor solar e poderá ficar com excesso de humidade.Em locais de clima seco, a localização ideal de uma pilha de composto é debaixo de umaárvore, que proporciona sombra durante parte do dia e evita a secagem e arrefecimento docomposto. Em locais de clima húmido, com muita precipitação, convém cobrir a pilha oucompostor porque o excesso de água atrasará a decomposição.Materiais a compostar e a não compostarParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.39
  40. 40. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaProcedimentoDepois de definir o local do seu compostor, coloque-o directamente sobre a terra para facilitaro trabalho dos microorganismos.I.Corte os resíduos castanhos e verdes em bocados pequenos.II.No fundo do compostor coloque aleatoriamente ramos grossos (promovendo o arejamentoe impedindo a compactação);III.Adicione uma camada de 5 a 10 cm de castanhos;IV.Adicione no máximo uma mão cheia de terra ou composto pronto; esta quantidade conterámicroorganismos suficientes para iniciar o processo de compostagem (os próprios resíduosque adicionar também contêm microrganismos); note-se que grandes quantidades de terraadicionadas diminuem o volume útil do compostor e compactam os materiais, o que éindesejável;V.Adicione uma camada de verdes;VI.Cubra com outra camada de castanhos;VII.Regue cada camada de forma a manter um teor de humidade adequado. Este teor podeser medido através do "teste da esponja", ou seja, se ao espremer uma pequena quantidadede material da pilha, ficar com a mão húmida mas não a pingar, a humidade é a adequada.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.40
  41. 41. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaVIII.Repita este processo até obter cerca de 1 m de altura. As camadas podem seradicionadas todas de uma vez ou à medida que os materiais vão ficando disponíveis.IX.A última camada a adicionar deve ser sempre de castanhos, para diminuir os problemasde odores e a proliferação de insectos e outros animais indesejáveis.As folhas e resíduos de corte de relva acumulam-se num espaço de tempo muito reduzido eem grandes quantidades. Caso tenha folhas em quantidades que não caibam no compostor:Enterre algumas no solo;Utilize-as como cobertura ("mulch") em volta do pé de plantas e árvores;Faça uma pilha num canto do jardim; as folhas degradar-se-ão rapidamente;Guarde-as emsacos de plástico, armazene em local seco e acessível e adicione ao compostor à medidadas suas necessidades.Para os resíduos do corte de relva:Coloque no compostor pequenas quantidades de cada vez e adicione materiais castanhos(os resíduos do corte de relva têm tendência para adquirir uma estrutura pastosa e criarcheiros);Deixe estes resíduos expostos ao sol a secar; tornar-se-ão materiais ricos em carbono(materiais castanhos), que poderão ser misturados aos mesmos resíduos ainda verdes.Aspecto da pilha de compostagem dentro do compostorParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.41
  42. 42. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaMaterial necessário para a compostagem:* Materiais orgânicos (ver Tabela 1);* Água* Compostor de jardim* Tesoura de podar (para reduzir a dimensão dos resíduos a compostar)* Ancinho (para remexer o material de compostagem)* Termómetro• Regador•TemperaturaDeve-se medir a temperatura periodicamente, por forma a verificar se ao longo do processoos valores aumentam repentinamente até aos 70ºC e decresçam lentamente até igualarem ovalor inicial de temperaturaHumidadeDeve regar-se os materiais colocados dentro do compostor sempre que se verifique queestes apresentam um aspecto seco.Para verificar o teor de humidade deverá apertar com a mão uma porção do composto. Se aágua contida escoar sob a forma de gotas, a humidade do composto é adequada, se escoarem fio tem uma humidade excessiva.ArDado que o processo decorre em meio aeróbio (presença de oxigénio), deve revolver a pilhade composto periodicamente (1 vez por semana) com o auxílio de uma forqueta dearejamento.Tempo de compostagemO tempo para compostar matéria orgânica depende de diversos factores. Por isso mesmo,quanto maior for a atenção à pilha de compostagem, mais rapidamente funcionará ocompostor.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.42
  43. 43. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaSe as necessidades nutricionais da pilha forem atendidas, se os materiais forem adicionadosem pequenas dimensões, alternando camadas de materiais verdes com materiais castanhos,mantendo o nível óptimo de humidade e remexendo a pilha 1 a 2 vezes por semana, ocomposto poderá estar pronto em 2 a 3 meses.Se o material for adicionado continuamente, a pilha remexida ocasionalmente e a humidadecontrolada, o composto estará pronto ao fim de 3 a 6 meses.O composto quando acabado não degrada mais, mesmo depois de revolvido. As suascaracterísticas variam com a natureza do material original, com as condições em que acompostagem se realizou e com a extensão da decomposição. Mesmo assim, o composto égeralmente de cor castanha, apresenta baixa razão C:N e alta capacidade para permutacatiónica e para absorção de água.Problemas, causas e soluções na compostagem domésticaParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.43
  44. 44. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaAplicação do CompostoQuando o composto estiver pronto:retire-o da pilha de compostagem; pode usar um crivoParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.44
  45. 45. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológicapara separar o material que ainda não foi degradado.Deixe o composto repousar 2 a 4 semanas antes da sua aplicação, especialmente emplantas sensíveis, colocando-o em local protegido do sol e chuva (fase de maturação).O composto é geralmente aplicado uma vez por ano, na altura das sementeiras, sendopreferível aplicá-lo na Primavera ou no Outono, visto que no Verão o composto secademasiado e, no Inverno, o solo está demasiado frio.Se usar o composto em plantas envasadas, misture 1/3 de composto com 1/3 de terra e 1/3de areia.Se tiver:⇒pequena quantidade de composto, espalhe-o por cima da terra na vala onde pretendesemear.⇒grande quantidade de composto, espalhe-o em camadas de 1 a 2 cm de espessuramisturado com o solo, sem enterrar ou espalhe-o em camadas de 2 cm à volta das árvores enão misture com o solo.E lembre-se que, ao compostar os seus resíduos, está a contribuir para diminuir os resíduosenviados para aterro, assim como a necessidade de fertilizantes químicos.Curiosidades:As folhas perdem cerca de 3/4 do seu volume uma vez compostadas. Uma grande pilha defolhas resultará numa pequena pilha de material compostado.Uma família média precisa de dois sacos de lixo de jardim (76 cm x 91 cm) de folhas,serradura ou feno por mês.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.45
  46. 46. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaPREPARAÇÃO DO TERRENO:1. Limpe o terreno das pedras e materiais infestantes para o preparar para o cultivo:Preparação do terreno, retirando infestantes e limpando a terra.2. Desenhe uma estrutura em bancadas (talhões), que poderão ser em tiras ou emrectangulos menores.A estrutura é de talhões paralelos, com cerca de 120 cm de largura e corredores de 50 cmintermédios. Os corredores servirão para tratar de casa bancada sem pisar as culturas,A altura de cada bancada é de 40 cm.As bancadas devem ser constiuidas por uma carga de composto e, se possível,cavadas emprofundidade. É importante trabalhar a partir de corredores e não pisar na bancada de cultivode forma a evitar a sua compactação...Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.46
  47. 47. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaProjecto das bancadas para cultivo da horta biológicaAspecto da estrutura da Horta Biológica em bancadasParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.47
  48. 48. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaPara para implementar as bancadas poderá utilizar-se pequenas estacas de madeirafixando-as no chão e ligadando-as por cordas, de forma que lhe permita dividir as parcelascorretamente tal como as desenhou. Inicialmente pode ser trabalhoso, mas depois iráfacilitar-lhe muito as coisas. É aconselhável não retirar as estacas Elas podem ser utilizadaspara uma multiplicidade de tarefas: colocação de painéis de protecção paras aves, ainstalação de estufa plástica, e assim por diante.Aspecto da horta com as estacas de madeiraParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.48
  49. 49. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaDepois de alcançar uma altura de 40 cm é passado um ancinho para conseguir uma bancadauniforme, removendo as pedras que aparecem na superficie.. Por último, acrescente sobre asuperfície da bancada dois ou três centímetros de composto.. É desejável compactarligeiramente lateralmente para evitar a perda de terras e permitir regar plantações sem perdada água.Um compostor com 3 divisórias, com composto em váriosestados para poder ser utilizado na horta biológica.Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.49
  50. 50. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológica3. Preparação do sistema de regaRega Gota a GotaCada bancada tem três linhas de gotejamento. A experiência mostra que, se temos umsistema de rega gota a gota, um programador ajustável , obteremos os melhores resultadoscom o mínimo esforço e com menos desperdício de água. Desta forma, poderemos ter umainstalação com o grau de humidade óptima em todos os momentos.A dosagem e a frequência de rega é importante e complexa, especialmente tendo em contaa grande variedade de plantas cultivadas numa horta biológica e as necessidades específicasde cada uma delas em cada ciclo do seu desenvolvimento. Por outro lado, além de analisadaa água ou necessidades de cada espécie vegetal, temos de considerar aParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.50
  51. 51. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta Biológicaprevisão do tempo localOutro factor a ter em atenção é a estrutura do solo.Esquema de um sistema de rega gota a gota por bancadaO sistema de rega aplicado nas bancadasPara hortas de pequenas dimensões pode ser utilizada a rega manualParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.51
  52. 52. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaPreparação para plantaçãoEm cada bancada são colocadas quatro linhas de diferentes produtos hortícolas, de acordocom um princípio da consociação entre as culturas e associações favoráveis. Os laterais dasbancadas são utilizados para as culturas que exigem pouca humidade.Dos outros aspectos a não esquecer são as rotações entre as culturas das bancadas. Tenta-se incluir na horta a maior diversidade de espéciesParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.52
  53. 53. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.53
  54. 54. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaColocação de canas para tomates e feijãoParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.54
  55. 55. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.55
  56. 56. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaPode observar-se mas bancadas a cobertura orgânica com palha para protecção das culturascontra as infestantes e para retenção da humidade no solo.Na implementaçõa da horta biológica deve ter-se partiular atenção à rotação das culturas eàs consociações.ROTAÇÃOSucessão, ao longo de um dado número de anos, sobre uma mesma parcela, deum certo número de culturas seguindo uma ordem determinada.SEM AFOLHAMENTOCOM AFOLHAMENTO (4 FOLHAS)Parque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.56ROTAÇÃONOTEMPO NO MESMOESPAÇOE NOESPAÇOROTAÇÃONO TEMPO
  57. 57. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaCRITÉRIOS PARA UMA ROTAÇÃOROTAÇÃO► Suceder plantas que desenvolvam órgãos diferentes:1 cultura de folhas (exigente em N)2 cultura de leguminosa (exigente em P)3 cultura de raízes (exigente em K)4 cultura de bolbosas (exigente em K e S)► Ter em conta as diferentes exigências quanto à matéria orgânica: muita/pouca - fresca/decompostaExemplo de rotação quadrienal no mesmo canteiro para hortícolas1º ano - hortícolas para folhas2º ano – hortícolas para raízes3º ano – leguminosasRotação no espaçoExemplo de rotação quadrienal de hortícolas em 4 canteirosrotação no espaço e no tempoParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.57
  58. 58. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaNas bordaduras da horta biológica não esquecer de plantar ou semear ervas aromáticas,medicinais e condimentares para afastar pragas, proteger as culturas e aumentar abiodiversidade na horta..Pode também plantar sebes ou árvores de fruto, dependendo da dimensão da horta, paraservir de abrigo a diversas aves e outros animais que são auxiliares das culturasColheita dos produtos da horta – o momento tão esperadoParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.58
  59. 59. Fundação BioLogic@All Rights Reserved – Confidential InformationManual BioHorta – Criação de uma Horta BiológicaPREFIRA PRODUTOS BIOLÓGICOS, PELA SUA SAÚDE E PELA DA TERRAÉ expressamente proíbida a cópia deste manual para outros fins que não a daimplementação da horta biológica pelas pessoas que participaram nos cursos de formaçãoBIOHORTA, da Fundação BioLogic@, sem autorização da Fundação:Apoio:Escola Superior Agrária de CoimbraParque da Ciência e Tecnologia da MaiaRua Engenheiro Frederico Ulrich, 26504470-605 Maia | Portugalt +351 937417095 | f +351 229 420 429www.biologicaonline.comPela sua Saúde e pela da Terra Pág.59

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