Hortaliças tradicionas de volta à mesa

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PESQUISA RESGATA O USO DE HORTALIÇAS NÃO CONVENCIONAIS NA CULINÁRIA MINEIRA.

Taioba, ora-pro-nóbis, azedinha, inhame, batata-doce e
várias outras hortaliças tradicionais que eram encontradas
nos quintais das casas, mas que perderam espaço
na culinária são destacadas em projetos da EPAMIG.

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Hortaliças tradicionas de volta à mesa

  1. 1. Projetos Página 3EPAMIG estimula a multiplicação de mudasde cana-de-açúcar para a alimentaçãobovina. Em 2014, produtores da regiãoCentro-Oeste terão acesso a essas mudas dequalidade.Novo Presidente Página 6Marcelo Lana Franco assumiu no mês demarço a presidência da EPAMIG. Solenidadede posse, em abril, contou com presença defuncionários, representantes do Governo econvidados.Publicações Página 2Saiba mais sobre tecnologias de produçãosustentável da batata e sobre a ferramentade administração rural, ISA, que tem oobjetivo de auxiliar o produtor na gestão desua propriedade.Minas Láctea Página 7Maior evento de difusão de tecnologiasdo setor laticinista agora é Minas Láctea.Confira a programação do evento, que serárealizado de 16 a 18 de julho, no Expominasem Juiz de Fora.Eventos Página 7Dias de campo no Sul de Minas abordamcultura da oliveira, em Maria da Fé, e grãoscomo arroz, feijão e soja, em Lambari. EmPitangui, no Centro-Oeste de Minas, o temafoi a silagem do milho.Informativo Trimestral da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais • Ano 13 • N° 161 • Abril de 2013Projetos de pesquisas estimulam o resgate e o uso culinário de hortaliças tradicionais como inhame,ora-pro-nóbis e taioba, que há alguns anos eram encontradas em quintais e hortas caseiras.Em mercados e feiras de Belo Horizonte e algumas regiões de Minas Gerais é possívelencontrar algumas dessas plantas. Páginas 4 e 5HORTALIÇAS NÃO CONVENCIONAIS
  2. 2. 2 EPAMIG NOTÍCIAS ABRIL 2013EDITORIALEXPEDIENTEPUBLICAÇÕESNo dia 4 de abril de 2013 Marcelo Lana tomou possedo cargo de presidente da EPAMIG. Nesta edição doEPAMIG Notícias destacamos o perfil do novo presidenteda EPAMIG (ao lado) e trecho do seu discurso de posse,a seguir:Senhoras e Senhores, profissionais da EPAMIG, sintogrande alegria em assumir a presidência da Empresade Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais. Admiro aimportância desta Empresa para a qualidade de vidada sociedade mineira e para o desenvolvimento doBrasil. Agradeço a confiança em mim depositada peloGovernador Antonio Anastasia ao fazer o convite paraliderar a EPAMIG.Ao aceitar o convite, reafirmo minha dedicação aoSistema da Agricultura sob a competente liderançado Secretário Elmiro Nascimento, que tem inserido aagropecuária mineira na agenda internacional. Comas coirmãs Emater–MG, IMA e Ruralminas, buscamossoluçõeseficazesparaosprodutoresruraiseagricultoresfamiliares do Estado.Sei que é grande o desafio que tenho pela frente.Minha carreira profissional, como gestor na Secretaria daAgricultura, no Servas e na Emater–MG, contribuiu paraessa oportunidade se consumar. Sempre tive como pontode partida a convicção na força e no poder do trabalhoem parceria. Portanto, avançaremos junto com osprofissionais da Empresa, contando com a participaçãodestes na gestão.Avançaremos no apoio às políticas públicas doGoverno de Minas e suas Secretarias, do GovernoFederal, dos Ministérios, das Universidades, da Embrapa,do Consepa, da Fapemig, do CNPq e da Petrobras,dentre outros grandes parceiros. Enfim, avançaremosnas parcerias com as instituições públicas e privadas,nacionais e de outros países, dedicadas à pesquisa,desenvolvimento, inovação, transferência de tecnologiae ensino.Assumo o compromisso de buscar o contínuocrescimento da Empresa. É momento de fortalecer oespaçoinstitucionalepolíticodaEPAMIG,deincrementara sua representatividade. Nessa diretriz, fui eleito, no diadois de abril, vice-presidente do Conselho Nacional dosSistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária – Consepa.E, na oportunidade, percebi que nossa EPAMIG dispõedo reconhecimento e da admiração das suas similares. OConsepa é fundamental na defesa dos nossos interessesem nível nacional; é crucial para maior sinergia entre aspesquisas desenvolvidas nos diversos estados, e para aelaboração de um plano conjunto de prioridades, a fimde nortear as iniciativas das Empresas de Pesquisa.Nesse sentido, é importante nos mantermosalinhados às diretrizes que emanam do Governo deMinas, principalmente a articulação em rede paramaior proximidade entre todas as secretarias, os órgãosdo Estado e a sociedade civil organizada. Essa é umaimportante diretriz defendida pelo Governador AntonioAnastasia, com resultados concretos para a melhoria daqualidade de vida da sociedade mineira.A prosperidade do presente e o nosso futurodependemdapesquisa,dodesenvolvimento,dainovaçãoe da transferência de tecnologia! E temos o orgulho desseser o trabalho da EPAMIG!Marcelo Lana FrancoPresidente da EPAMIGEmpresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Av. José Cândido da Silveira, 1647 - Bairro União - 31170-495 - Belo Horizonte- MG Presidente: Marcelo Lana Franco Vice-Presidente: Mendherson Souza Lima Diretor de Operações Técnicas: Plínio César SoaresDiretora de Administração e Finanças: Aline Silva Barbosa de Castro Jornalista Responsável: Rose de Oliveira - Reg. MTb: MG 05.728 JPRedação: Rose de Oliveira, Mariana Penaforte de Assis, Samantha Mapa, Ana Cristina Ajub Colaboração: Vânia LacerdaFotografias: Divulgação EPAMIG Editoração: Eurimar Cunha, Fernanda Yamamoto (estagiária) Tiragem: 2.500 exemplaresContatos: (31) 3489-5022 - comunicacao@epamig.brflickr/fotos/epamigtwitter.com/epamigfacebook.com/epamigw w w . e p a m i g . b rAcompanhe a EPAMIG nas redes sociais Mais informações: Divisão de Gestão e Comercialização - (31) 3489-5002 - www.informeagropecuario.com.brMarceloLanaFrancofoinomeadopresidentedaEPAMIGno último dia 22 de março e no dia 4 de abril tomou posseemsolenidadeoficialrealizadanaSededaEmpresaemBeloHorizonte (ver matéria na página 6). Em reunião realizadaem Brasília, no dia 2 de abril, foi eleito 1º vice-presidenteEPAMIG TEM NOVO PRESIDENTEdo Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de PesquisaAgropecuária (Consepa).Graduado em Direito e Administração de Empresas,Marcelo Lana, exerceu os cargos de presidente da Empresade Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de MinasGerais (Emater-MG) e diretor da Associação Brasileira deEntidadesEstaduaisdeAssistênciaTécnicaeExtensãoRural(Asbraer) para a Região Sudeste. Atuou como coordenadordo Programa VitaVida do Servas, como membro do Con-sea/MG e do Comusan. Foi também diretor da AssociaçãoComercial da CeasaMinas; membro do Conselho Fiscal doBDMG e do Conselho Administrativo da MGI ParticipaçõesS/A; juiz classista do TRT/MG; juiz arbitral da Caminas (Fe-deraminas) e da Camarb (Fiemg); diretor de Política Agrí-cola; diretor de Logística e Gestão na Secretaria de Estadode Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.Foi condecorado com a Medalha do TRT/MG, Grau Ofi-cial; e com a Comenda Mário Behring da Grande Loja Maçô-nica de Minas Gerais. Integrou a Missão Técnica da AsbraeràItália(emfevereirode2013),comafinalidadedeconhecerasboaspráticasagropecuáriasdaquelepaís,asexperiênciasbem-sucedidas de identificação geográfica e registro da ori-gem dos produtos, como concessão de selos e certificadosque agregam valor para comercialização.A edição da revista Informe Agropecuário sobre Ade-quação socioeconômica e ambiental de propriedades ru-rais aborda o tema sob a perspectiva de uma ferramenta deadministração rural, denominada ISA, que tem o objetivode auxiliar o produtor na gestão de sua propriedade de for-ma sustentável, priorizando aspectos econômicos, sociais eambientais.A produtividade na agropecuária está cada vez maisatrelada à utilização de tecnologias e ao conhecimento etambém à boa gestão da atividade. Nessa edição são apre-sentados também temas relacionados à gestão territorial,aos programas de pagamento por serviços ambientais, àstécnicas para conservação do solo e da água, restauraçãoMinas Gerais é o maior produtor nacional de batatas,com área colhida de 41 mil hectares e produção de 1,2 mi-lhão de toneladas. Grande parte da produção está concen-trada nas regiões Sul de Minas, Triângulo e Alto Paranaíba.Com o tema Batata: tecnologias e sustentabilidade da pro-dução a revista Informe Agropecuário visa o crescimentodesta cultura em todo o estado.No Brasil tem-se observado nas últimas décadas gran-de transformação na bataticultura, passando do cultivotradicional, em regiões de altitude elevada para o cultivomecanizado, sobretudo no Cerrado. O uso de tecnologiase maior organização da produção contribuem para estecrescimento.Nessa edição do Informe Agropecuário são abordadosflorestal, sistemas agroflorestais e exemplos concretos depolíticas e programas em execução.assuntos como produção de batata-semente, adaptaçõesa alterações climáticas, cultivares, controle de pragas edoenças, manejo pós-colheita e processamento da batatano Brasil.ADEQUAÇÃO DE PROPRIEDADES RURAISCULTIVO SUSTENTÁVEL DA BATATA
  3. 3. 00ABRIL 2013 EPAMIG NOTÍCIAS 3Viabilizar aos produtores de leite da região Cen-tro-Oeste mudas de cana-de-açúcar com qualidadepara alimentação bovina. Este é objetivo da parceria,firmada entre a EPAMIG, Emater-MG, Cooperativa Re-gional de Produtores Rurais de Sete Lagoas (Cooper-sete), Sindicato Rural de Sete Lagoas e Sicoob Cre-disete, que visa a formação de viveiro primário demudas de cana-de-açúcar para multiplicação.De acordo com o pesquisador da EPAMIG GeraldoMacedo, cinco variedades de cana estão sob testes naFazenda Experimental Santa Rita, em Prudente deMorais. Elas foram indicadas pela Universidade Fede-ral de Viçosa (UFV) e pelo Instituto Agronômico deCampinas (IAC). “São variedades produzidas para osetor sucroalcooleiro, sendo que algumas delas apre-sentam baixo teor de fibras, característica interessan-te para alimentação bovina”, explica.Seis produtores de leite cooperados da Cooper-Com o objetivo de reafirmar acordo de cooperaçãotécnica voltado para o fortalecimento de projetos paraa cafeicultura familiar no Brasil, o diretor de OperaçõesTécnicas da EPAMIG, Plínio Soares, recebeu represen-tantes da Fundação Hanns R. Neumann Stiftung no dia19 de março, na sede da Empresa, em Belo Horizonte.Instalada no Brasil desde 2009, a Associação Hanns R.Neumann Stiftung do Brasil é uma filial da FundaçãoHanns R. Neumann com sede em Hamburgo, Alemanha,que é o braço social do Neumann Kaffee Gruppe, lídermundial em comercialização de café.De acordo com Plínio, desde 2007 a EPAMIG atua emparceria com a Fundação em projetos de cafeiculturasustentável no Sul de Minas. “Diversos projetos foramdesenvolvidos em conjunto com a Fundação, como estu-dos de apontamentos de mudanças climáticas no cafeei-ro, estudos de qualidade do café, boas práticas agrícolas,beneficiamento e comercialização”, explica.O objetivo da reunião foi discutir parcerias futurasnessa área. Para o gerente-geral da Fundação Hanns R.Neumann Stiftung, Michael Opitz, é necessário estreitaras relações com a EPAMIG e com as demais instituiçõesde ensino, pesquisa e extensão para ampliação de proje-tos e serviços voltados ao fortalecimento da cafeiculturafamiliar em Santo Antônio do Amparo e região.Segundo o diretor-geral da Associação Hanns Neu-mann do Brasil, Elio Cruz de Brito, a expectativa é reno-var o convênio com a EPAMIG para ampliação de algu-mas ações. “Atualmente, os projetos contemplam maisde 1600 cafeicultores familiares em seis municípios doentorno de Santo Antônio do Amparo. A meta é apoiarquatro mil cafeicultores em 17 municípios no novo pro-jeto em parceria com o Banco Interamericano de Desen-volvimento (BID), parceiros privados e parceiros locais”.A EPAMIG realizou nos dias 19 e 20 de fevereiroencontros técnicos sobre piscicultura nos municípiosde Morada Nova de Minas e Felixlândia. Durante os en-contros foram apresentados a piscicultores, pescadores,técnicos e representantes de instituições de classe os re-sultados do projeto “Ordenamento e monitoramento deáreas aquícolas do Reservatório de Três Marias”.Os pesquisadores da EPAMIG Elizabeth Lomelinoe Vicente Gontijo apresentaram estudos de análises deáguas em regiões com maior concentração de piscicul-turas (unidades produtivas) e as questões ligadas à pro-dução de tilápias em tanques-rede na região. Segundoos pesquisadores, as análises apontaram três catego-rias de áreas aquícolas no reservatório: áreas onde hágrande renovação da água, por efeito de correntes, comqualidade da água adequada; áreas onde não há granderenovação de água, mas a movimentação superficial, as-sociada às condições geográficas do local, possibilita amanutenção da qualidade da água; e áreas onde há bar-ramentos ou estão em pontos pequenos e estreitos doreservatório, que devem ser evitadas para implantaçãode médios ou grandes projetos de piscicultura.De acordo com a pesquisadora Elizabeth alguns pis-cicultores instalaram unidades produtivas em áreas dedeprecionamento da represa. “Aconselhamos a mudan-ça do local dessas unidades no período da seca. O maisadequado seria evitar projetos de pisciculturas nessasáreas”, disse. “De maneira geral a qualidade da água noreservatório de Três Marias é boa”, aponta Vicente Gon-tijo. Atualmente, são realizadas nas pisciculturas apenasmedição de temperatura. O pesquisador alerta aos pro-dutores à importância do monitoramento: “A má quali-dade da água pode afetar a imunidade do peixe, predis-pondo-os a doenças e fungos. Portanto, os produtoresnão devem deixar de monitorar suas unidades”, enfatiza.Ordenamento e monitoramento da água em MinasEsse estudo é parte do projeto de Ordenamento daimplantação e desenvolvimento da piscicultura inten-siva nos Reservatórios de Três Marias, Furnas e NovaPonte, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisado Estado de Minas Gerais (Fapemig). A partir de 2011os pesquisadores da EPAMIG realizaram levantamentodo número de unidades produtivas visitas técnicas àspisciculturas e entrevistas com técnicos da Emater-MGe com os piscicultores da região para coleta de dadosdos municípios do entorno dos três reservatórios. Fo-ram contabilizadas 67 pisciculturas na região do reser-vatório de Três Marias com produção anual estimadaem 4.572 toneladas.PROJETOSEPAMIG ESTIMULAPISCICULTURA NA REGIÃO DORESERVATÓRIO DE TRÊS MARIASPARCERIA FORTALECE CAFEICULTURA FAMILIARPARCERIA INCENTIVA PRODUÇÃO DE MUDASDE QUALIDADE PARA ALIMENTAÇÃO BOVINADe acordo com o Macedo, para obter se boa produtividade de um cana-vial, recomenda-se que o produtor adote alguns procedimentos:• Plante mudas de qualidade, com até 12 meses de idade;• Procure orientação, durante implantação do canavial, quanto às va-riedades mais apropriadas para a região em que será feito o plantio;• Faça correção do solo, se necessário, adubação equilibrada e con-trole as plantas invasoras, pois estas podem interferir em até 80% daprodução;• Mantenha adubação de manutenção – reponha os nutrientes que ocanavial retira do solo.Para o pesquisador, é importante que o produtor conduza o canavial porseis anos (cultura semiperene). “Nesse ciclo de vida o canavial permi-tirá cinco cortes”, afirma. O custo de produção anual de um canavial,seguindo as recomendações acima citadas, é estimado em R$ 2.500 porhectare.Canavial mais produtivosete, dos municípios de Cachoeira da Prata, Inhaúma,Esmeraldas, Funilândia e Sete Lagoas, foram selecio-nados como viveiristas multiplicadores. Em marçodeste ano eles receberam as mudas melhoradas e ini-ciaram a produção. De acordo com Macedo, 50% dasmudas multiplicadas serão vendidas em 2014 a preçode custo aos produtores cooperados e o restante serácomercializado aos demais interessados. “A EPAMIGdisponibiliza a tecnologia e possibilita que os pró-prios produtores se organizem, juntamente com asinstituições de classe”, explica o pesquisador.A fazenda dos produtores de leite Maurílio, Mozarte Mardânio, os irmãos Vaz de Melo, foi uma das se-lecionadas para multiplicação das mudas, devido aopotencial técnico da propriedade. “A intenção é intro-duzir variedades com mais qualidade para alimenta-ção do gado leiteiro em toda a região”, disse MaurílioVaz de Melo.Terreiro de café em propriedade rural de Santo Antônio do Amparo
  4. 4. 4 EPAMIG NOTÍCIAS ABRIL 2013Taioba, ora-pro-nóbis, azedinha, inhame, batata-doce eváriasoutrashortaliçastradicionaisqueeramencontradasnos quintais das casas, mas que perderam espaçona culinária são destacadas em projetos da EPAMIG.PESQUISA RESGATA OUSO DE HORTALIÇASNÃO CONVENCIONAISNA CULINÁRIA MINEIRAPESQUISA RESGATA OUSO DE HORTALIÇASNÃO CONVENCIONAISNA CULINÁRIA MINEIRAAs hortaliças não convencionais sãoaquelas presentes em determinadaslocalidades ou regiões, que compõempratos regionais. Alguns pratos típi-cos em Minas Gerais, preparados comessas hortaliças, como frango com ora-pro-nóbis,taioba refogada e doce de batata-doce são de pre-paro simples e alto valor nutricional. Entretanto,com uma mudança de comportamento alimentar,essas plantas passaram a ter expressões econô-micas e sociais reduzidas e perderam espaço paraoutras hortaliças.Com o objetivo de promover o resgate do cul-tivo dessas hortaliças e o uso na culinária atual aEPAMIG e a Emater-MG, estão conduzindo pes-quisas e transferência de tecnologias nessa área.Atualmente, é desenvolvido o projeto “Avaliaçãode sistemas orgânicos no cultivo de hortaliçasnão convencionais”, com recursos da Fundaçãode Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais(Fapemig), na Fazenda Experimental Santa Rita,em Prudente de Morais, região Centro-Oeste deMinas Gerais. De acordo com a coordenadora do projeto,que é pesquisadora da EPAMIG, Marinalva Woods Pedro-sa, o objetivo é avaliar o sistema orgânico de cultivo dashortaliças azedinha, taioba e ora-pro-nóbis, visando àprodução de tecnologias para essas espécies. “Essas es-pécies já são cultivadas na região, são de fácil cultivo ericas em nutrientes”, explica.Segundo a pesquisadora, a EPAMIG tem desenvol-vido pesquisas com a proposta de incentivar a produ-ção dessas hortaliças através de práticas produtivasecologicamente mais equilibradas e que contribuampara promoção da sustentabilidade social, ambientale econômica. “A partir desse trabalho foram instalados26 bancos de hortaliças não convencionais em diversascomunidades do estado, sendo que dois desses bancosestão em Fazendas Experimentais da EPAMIG, em SãoJoão del-Rei e Prudente de Morais”, afirma. O Progra-ma “Bancos Comunitários de Multiplicação e Conser-vação de Hortaliças Não Convencionais” visa o resgatede diversas dessas espécies e também a multiplicaçãodelas. Este trabalho é desenvolvido por EPAMIG, Minis-tério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa),Embrapa, Universidade Federal de Viçosa (UFV),Emater-MG e prefeituras municipais.Para a chef de cozinha do restaurante Gôndola,de Sete Lagoas, Maria Alves, essas espécies há mui-tos anos fazem parte do cardápio do restaurante.“Diariamente, enfeitamos pratos típicos com floresda capuchinha. As flores apresentam sabor picantee dão um toque todo especial às receitas”. Maria,que há mais de 10 anos coordena a cozinha do Gôn-dola, conta que lá recebem clientes estrangeirosque querem conhecer receitas da região. “Prepara-mos pratos sofisticados com essas hortaliças, comorisotos com ora-pro-nóbis, suflê de taioba, pesto deazedinha, dentre outras receitas”.O produtor Argentino Faria é um dos mais de30 produtores rurais da Associação de ProdutoresUrbanos de Hortaliças de Sete Lagoas. Ele afirmaque essas hortaliças são fontes de diversificaçãode renda. “Produzo azedinha, taioba e ora-pro--nóbis. Já vendi um pouco de tudo e também souconsumidor dessas verduras”, conta. O produtormantém cultivo orgânico de suas hortaliças.
  5. 5. 00ABRIL 2013 EPAMIG NOTÍCIAS 5Mercado das hortaliçasEm Belo Horizonte, essas hortaliças tradicionais po-dem ser encontradas em mercados e feiras em diversasregiões da cidade. Na região Centro-Sul, o Mercado Cen-tral e o Mercado Novo oferecem em varejo e atacadoessas folhosas. Já a Feira dos Produtores atende os con-sumidores da região Nordeste da Capital. Rita Silva Los-quiano (foto), frequentadora assídua da Feira, conta queessas hortaliças compõem as refeições em sua residência.“Na minha casa consumimos taioba refogada e salada devárias outras hortaliças tradicionais. Na minha infânciatínhamos essas plantas no quintal de casa. Hoje moro emapartamento e não cultivo essas folhosas, mas as adquirono mercado”, disse. Sebastião Parreiras da Silva, feirantedesde 1981, disse atender donas de casas e também res-taurantes em sua banca na Feira dos Produtores.Pesquisas em hortaliçasNa Fazenda Experimental Santa Rita da EPAMIG,em Prudente de Morais, há um banco de germoplas-ma de hortaliças não convencionais. São produzidasmudas e sementes de hortaliças de diferentes espé-cies, como: araruta, azedinha, almeirão-de-árvore,cará-do-ar, cansanção, feijão mangalô, jacatupé,mangarito, ora-pro-nóbis, peixinho, vinagreira, den-tre outras.Conheça algumas receitas com essas plantasna cartilha “Hortaliças não convencionais: sa-beres e sabores”. Download gratuito no sitewww.epamig.br, no menu Publicações/Publicações Disponíveis/Cartilhas.Como cultivar sua própria hortaConsumir hortaliças frescas, colhidas em casa, pode parecer algo viável apenas para quem tem muito espaço,mas confira como é possível montar um canteiro na varanda ou no jardim de sua residência. Quem não tem um pe-queno canteiro no jardim pode optar por vasos, jardineiras ou hortas verticais. A pesquisadora Marinalva Pedrosaexplica como cultivar a hortaliça azedinha e ter uma alimentação mais saudável.Essa planta é também conhecida, pelo sabor característico, como azedeira ou azedinha-da-horta. Suas folhassão consumidas in natura na forma de saladas, mas podem ser utilizadas na composição de ensopados e recheios.Azedinha Confira as orientações: 1) A planta deve ficar exposta ao sol pelo me-nos uma parte do dia; 3) O plantio em canteiros é feito por meio de mudas provenientesda divisão de touceiras. Elas atingem cerca de 20 cm de altura; 4) Plantar em espaçamen-to de 25 cm entre plantas; 5) Para o plantio, incorporar ao solo esterco de gado; 6) Mo-lhar dia sim, dia não. Nos períodos mais quentes molhar todos os dias sem encharcar o solo;Colheita: 50 a 60 dias após o plantio quando as folhas atingem de 10 a 20 cm de comprimento.Rita Losquiano relembraa infância: “Tínhamos essashortaliças tradicionais no fundodo quintal das nossas casas”.
  6. 6. 6 EPAMIG NOTÍCIAS ABRIL 2013FORTALECIMENTO DA PESQUISA AGROPECUÁRIA PORMEIO DO AVANÇO NAS PARCERIAS INSTITUCIONAISEm solenidade realizada no dia 4 de abril, na sededa EPAMIG em Belo Horizonte, Marcelo Lana Francotomou posse como presidente da Empresa. O eventocontou com presença dos dirigentes e funcionários daEmpresa, de representantes dos governos federal, esta-dual e de diversos municípios mineiros e de entidadesdo sistema da agropecuária. Marcelo Lana afirmou es-tar ciente da importância da EPAMIG para o fortaleci-mento da agropecuária nacional.Segundo o novo presidente, será importante o apoiodo corpo funcional da Empresa para atingir o objetivode crescer dentro das diretrizes propostas pelo gover-no de Minas: “Avançaremos junto com os profissionaisda Empresa, contando com a participação de todos nes-ta gestão; também avançaremos no apoio às políticaspúblicas do governo de Minas e suas secretarias, dogoverno federal, dos ministérios, das universidades, daEmbrapa, do Conselho Nacional dos Sistemas Estaduaisde Pesquisa Agropecuária (Consepa), da Fundação deAmparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fape-mig), do CNPq e da Petrobras, dentre outros grandesparceiros. Enfim, avançaremos nas parcerias com asinstituições públicas e privadas, nacionais e de outrospaíses”, afirmou.O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária eAbastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento,enalteceu a escolha de Marcelo Lana. “Esta Empresa émodelo não só em Minas, mas em todo o Brasil e preci-sa de representantes que tenham como característicasdinamismo, garra, eficiência e dedicação, como Marce-lo Lana, para conduzi-la a seu lugar de direito”. ElmiroNascimento falou sobre a importância do trabalho inte-grado do sistema operacional da agricultura em Minas,reunindo EPAMIG, Emater-MG, Ruralminas e IMA.Representante do Ministério do DesenvolvimentoAgrário (MDA), o secretário substituto de AgriculturaFamiliar, Argileu Martins da Silva, salientou que há umaexpectativa positiva sobre a chegada de Marcelo Lanaà EPAMIG: “Conte com o Ministério e com a Secretariapara que a EPAMIG não apenas produza o conhecimen-to, mas o transforme em tecnologias para o campo”,afirmou Argileu.O secretário de Agricultura, Pecuáriae Abastecimento de Minas Gerais, Elmi-ro Nascimento, e o diretor-executivo daOrganização Internacional do Café (OIC),Robério Silva (foto), participaram do 17ºSimpósio de Cafeicultura de Montanha,em Manhuaçu, e destacaram a presençade Minas Gerais como maior produtora doBrasil, com estimativa de colheita de 25milhões de sacas este ano - 51,4% da safranacional.O simpósio, realizado entre os dias 20e 22 de março, reuniu cerca de 1,2 mil ca-feicultores da região das matas de Minaspara discutir a valorização do grão comoestímulo para a exportação. O secretárioElmiro Nascimento ressaltou a realizaçãoda Semana Internacional do Café, de 9 a13 de setembro, em Belo Horizonte, queirá sediar a reunião de 50 anos da OIC e a8ª. edição do Espaço Café Brasil, a maiorfeira da América Latina ligada ao segmen-to. A OIC representa 97% do café comercializado nomundo e 85% do grão importado, segundo o dire-tor-executivo, Robério Silva, realizar a reunião dos50 anos da organização em Minas Gerais indica quala posição do Brasil no mercado e as perspectivas defuturo.Tecnologias para a cafeiculturaDurante o Simpósio, pesquisadores da EPAMIGZona da Mata apresentaram quatro minicursos eatenderam o público para difundir os resultados dosprojetos de pesquisa sobre cafeicultura, além daspublicações mais recentes sobre o tema.O pesquisador Williams Ferreira falou sobre “Cli-ma e cafeicultura”; Sérgio Donzeles abordou o “Usoe tipos de secadores mecânicos para obtenção decafé de qualidade”; Marcelo de Freitas Ribeiro apre-sentou o tema “Boas práticas agrícolas para café demontanha”; e Sammy Fernandes Soares apresentouo sistema de reutilização e aproveitamento da águaresiduária do café. Cada palestra contou com a parti-cipação de cerca de 60 pessoas.SEAPA PRETENDE DIVULGAR QUALIDADE DO CAFÉ DE MINAS PARA O MUNDODurante solenidade de posse, o Secretário-adjunto da Seapa Paulo Romano, Marcelo Lana, Secretário de Governo Danilo de Castro e Secretário Elmiro Nascimento
  7. 7. 00ABRIL 2013 EPAMIG NOTÍCIAS 7EVENTOSTecnologias para produção de milho, soja, arroze feijão foram apresentadas durante dia de campo“Grandes Culturas”, realizado dia 8 de abril, na FazendaExperimental da EPAMIG em Lambari (Sul de Minas).Segundo o pesquisador da EPAMIG Fábio Aurélio DiasMartins, o objetivo foi incentivar o plantio de semen-tes mais adaptadas à região, além de mostrar novasalternativas para a cultura da soja. “Nas últimas safrashouve um aumento do cultivo de grãos no Sul de Minas.Estamos desenvolvendo estudos de rotação de cultu-ras, como arroz de ciclo precoce em sucessão à culturada soja, dentre outras”, explicou.O diretor de Operações Técnicas e pesquisadorda EPAMIG, Plínio Soares, apresentou as cultivaresBRSMG Rubelita (várzea) e BRSMG Caçula (terras altas)como opção de plantio de arroz. Essas cultivares sãoresultantes de vários anos de pesquisas do Programade Melhoramento Genético do Arroz, conduzido pelaEPAMIG, Universidade Federal de Lavras (UFLA) eEmbrapa Arroz e Feijão.A pesquisadora da EPAMIG Ana Cristina Juházsapresentou pesquisas da “Soja de Minas”, realizadasatravés do Programa de Melhoramento Genético daSoja para Alimentação Humana, desenvolvido pelaEPAMIG juntamente com Embrapa e Fundação Tri-ângulo. As cultivares BRSMG 790A (Fit soy - amare-la) e BRSMG 800A (Nutri Soy - marrom) são sojasespeciais para alimentação humana, com sabor maissuave, semente de maior tamanho e elevado teor deproteína.A EPAMIG definiu, no mês de março, importantesmudanças no principal evento de difusão de tecnologiasno setor laticinista da América Latina, realizadoanualmente em Juiz de Fora. O MINAS LÁCTEA vaireunir os tradicionais eventos: EXPOMAQ - Exposição deMáquinas, Equipamentos, Embalagens e Insumos para aIndústria Laticinista; EXPOLAC - Exposição de ProdutosLácteos; e Concurso Nacional de Produtos Lácteos.O MINAS LÁCTEA 2013 será realizado de 16 a 18de julho, no Expominas, em Juiz de Fora. A expectativaé que cerca de 130 empresas nacionais e estrangeirasparticipem da 41ª EXPOMAQ apresentando novidadesem maquinários, embalagens e insumos para a indústriade laticínios. Na EXPOLAC, o público poderá conferir atecnologia empregada pela indústria durante o processoprodutivo. Nesse espaço, destinado à degustaçãotecnológica, serão apresentados produtos lácteos jáconhecidos do consumidor. O 40º Concurso Nacional deProdutosLácteoscontarácomparticipaçãodeindústriasde diversos estados do Brasil, apresentando produtosA EPAMIG realizou em 6 de março, na FazendaExperimental de Pitangui (FEPI), dia de campo sobreproduçãodesilagemdemilho.Osparticipantesobtiveraminformações sobre silagens de boa qualidade e altaprodutividade. Pesquisadores da EPAMIG apresentaramtecnologias para implantação da cultura do milho como aescolha da cultivar adequada, plantio e práticas culturais,manejo da fertilidade do solo e nutrição do milho paraalto desempenho, ponto ideal de colheita, mecanização,vedação e manejo do silo.para concorrerem nas categorias: Queijo Prato, Gouda,Provolone, Parmesão, Reino, Minas padrão, RequeijãoCremoso, Doce de Leite Pastoso, Gorgonzola, Manteigade primeira qualidade e Destaque Especial (qualquerproduto lácteo - queijo, doce, que tenha pelo menos umacaracterística inovadora ou funcionalidade).NovidadesO circuito de palestras Lac’Idea será uma dasnovidades do MINAS LÁCTEA 2013. O novo canal paraa difusão de tecnologias sobre insumos, equipamentose técnicas para a produção de lácteos será realizado deforma bienal e alternada com as palestras científicas(Congresso Nacional de Laticínios), promovidas peloInstituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), que foramrealizadas em 2012 e retornarão à programação em2014.Outra novidade do MINAS LÁCTEA 2013 seráa presença da miniusina de laticínios da EPAMIG,a Via Láctea, que integrará pela primeira vez aprogramação do evento. Na miniusina o público temacesso à tecnologia de fabricação de produtos lácteosdesenvolvida pela EPAMIG. A Via Láctea reproduz parao público o funcionamento de uma indústria de lácteos,desde a análise da matéria-prima até a distribuição doproduto.Implantado em 2012, o projeto “Fino Paladar”, estarápresente nesta edição do MINAS LÁCTEA. Neste espaçoo público pode experimentar produtos que utilizamtecnologias em implementos, embalagens e insumosdesenvolvidas pelas empresas expositoras e esclarecerdúvidas sobre as características dos produtos expostos.Cursos de Formação Básica ProfissionalO Instituto de Laticínios Cândido Tostes realizará, nomesmo período do MINAS LÁCTEA, cursos de formaçãoem Leite e Derivados. Os nove cursos serão realizados,na sede do ILCT. A programação completa e maisinformações sobre os cursos podem ser obtidas no sitewww.candidotostes.com.br/cursos.O MAIOR EVENTO LATICINISTA DA AMÉRICA LATINA AGORA ÉNo dia 21 de fevereiro a EPAMIG realizou mais um diade campo relacionado à olivicultura e, desta vez, o focofoi o processamento de azeite extravirgem. O evento, re-alizado na Fazenda Experimental de Maria da Fé, Sul deMinas, reuniu pesquisadores, produtores e autoridades.O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária eAbastecimento, Elmiro Nascimento, destacou o papelda EPAMIG nesse novo capítulo da economia de MinasGerais. “Nós temos um potencial muito grande nessa re-gião. Aqui está o melhor azeite do Brasil e um dos me-lhores do mundo. O Brasil importa praticamente todo oazeite que consome, portanto, o potencial de mercado éimenso. Temos que concentrar esforços - o Governo deMinas e os governos municipais - para incrementarmoso desenvolvimento econômico desta região”, afirmou osecretário, que depois visitou os olivais e acompanhouextração de azeite.Durante as dinâmicas de campo profissionais daEPAMIG e de instituições convidadas abordaram temas,como extração de azeite, banco de germoplasma, conser-vas de azeitona, análise sensorial, cosméticos à base deazeite. O chefe da Divisão de Propriedade Intelectual daEPAMIG, Marcelo Alves, palestrou sobre a importânciada aprovação da indicação geográfica e da denominaçãodo azeite dos Contrafortes da Mantiqueira (que englobaMG, SP e RJ). Segundo ele, a indicação geográfica é umaforma importante para se agregar valor ao produto. Deacordo com Marcelo Alves, caso obtido, este será o pri-meiro registro de origem de azeite de oliva no Brasil e naAmérica Latina.PROCESSAMENTO DE AZEITE EXTRAVIRGEMPRODUÇÃO DE GRÃOS NO SUL DE MINASSILAGEM DE MILHO
  8. 8. 8 EPAMIG NOTÍCIAS ABRIL 2013ARTIGOSANÁLISE DE SOLO Por João Chrisóstomo Pedroso NetoJoão Chrisóstomo Pedroso Neto é pesquisador da EPAMIG Sul de Minas.Agrônomo pela Escola Superior de Agricultura de Lavras, Mestre em Solose Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Lavras e Doutor emFitotecnia pela mesma Universidade - e-mail: chrisostomo@epamig.brA análise de solo é uma ferramenta básica na práticade recomendações de calagem e adubação para as cul-turas agrícolas. Para o profissional da área o sucesso daatividade, depende de conhecer e seguir criteriosamen-te três etapas importantes.A primeira refere-se à coleta da amostra de solo, que,se não realizada corretamente, vai comprometer os pas-sos seguintes. Amostragem feita de forma errada geraresultados não representativos da área a ser cultivada,A EPAMIG atua para fortalecer a agricultura e a pe-cuária em Minas Gerais desenvolvendo projetos de pes-quisa que valorizam as especificidades regionais e quepropõem inovações e alternativas às práticas agrícolastradicionais. Para que essas tecnologias cheguem àspropriedades rurais a EPAMIG necessita transferir asmesmas para a extensão rural, representada pela Ema-ter-MG, que é a responsável pela assistência técnica aosagricultores, de acordo com as aptidões agrícolas, con-dições sociais, econômicas e ambientais de cada região.Aspectos diagnosticados pelo pesquisador daEPAMIG, Djalma Pelegrini, demonstram que para essastecnologias chegarem ao agricultor familiar, de formaque eles realmente tenham condições de adotar asmesmas, é necessário um trabalho integrado entreas instituições vinculadas à Secretaria de Estado deAgricultura Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG) –EPAMIG, Emater-MG, Instituto Mineiro de Agropecuária(IMA) e Ruralminas.Buscando essa interface pesquisa e extensão, emoutubro de 2012, juntamente com a Subsecretariade Agricultura Familiar (SAF/Seapa), obtivemos daFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de MinasGerais (Fapemig) o apoio financeiro e técnico, com aparticipação do assessor adjunto de planejamento egestão da Fapemig, professor Cláudio Furtado, comopalestrante no evento intitulado “Fórum InterfacePesquisa e Extensão”, realizado em abril. O eventoteve a parceria da Emater-MG e da Federação dosTrabalhadores na Agricultura (Fetaemg).O Fórum promoveu o diálogo entre os pesquisado-res, extensionistas e produtores rurais sobre os garga-los e as oportunidades na transferência de tecnologia eoutras interfaces do setor. As demandas levantadas nodebate e nas apresentações dos palestrantes estão sen-do compiladas em um relatório elaborado por repre-sentantes das instituições presentes. Como proposta aofinal do evento, o Subsecretário de Agricultura FamiliarEdmar Gadelha sistematizou o seguinte:1. Criar o Fórum Permanente Interface Pesquisa eExtensão, em diálogo com o Conselho Estadual de De-senvolvimento Rural Sustentável de Minas Gerais;2. Responsabilizar pela animação do “FórumPermanente Interface Pesquisa e Extensão” a SAF/Seapa, EPAMIG, Emater, IMA e Fetaemg;3. Repassar as apresentações e o relatório do fórumpara os participantes;4. Aproveitar o espaço das “Conferências Regionaise Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável”, empreparação a “Conferência Nacional de Desenvolvimen-to Rural Sustentável” para promover o debate sobre in-terface pesquisa e extensão;5. O “Fórum Permanente Interface Pesquisa e Exten-são” terá como uma de suas ações a construção do “Mar-co Referencial da Pesquisa e Extensão para a AgriculturaFamiliar”.o que compromete toda a atividade resultando em pre-juízo ao produtor rural. Detalhes sobre a forma corretade amostragem podem ser obtidos no documento “Re-comendação para o uso de corretivos e fertilizantes emMinas Gerais” (5ª aproximação) além de outras publi-cações.O segundo passo diz respeito à escolha do laborató-rio ao qual será confiada a análise. Também aqui, é fun-damental que o procedimento seja bem-sucedido, umavez que resultados não confiáveis podem levar a errosna interpretação. A escolha de um laboratório que parti-cipe do Programa de Controle da Qualidade de Análisesde Solos (Profert-MG) e que possua o selo de certifica-ção de qualidade é condição básica para o sucesso daatividade.O terceiro e último passo é uma atribuição do en-genheiro agrônomo e/ou do técnico em agropecuária.Nele são analisados os resultados e, junto à outra ferra-menta básica, a 5ª aproximação, é realizada a recomen-dação de acordo com as condições do solo e também asexigências nutricionais da cultura.Existem vários tipos de análises de solo disponí-veis, a escolha dependerá do objetivo a ser alcançado.As análises conhecidas como “rotina” dão subsídios aosprofissionais para definir as doses de calcário e adubosa ser aplicadas no solo para determinado cultivo. Umaanálise de rotina completa contempla fertilidade, inclu-sive micronutrientes, matéria orgânica e granulometriaou textura.As determinações que compõe a análise de retinasão: pH (potencial hidrogeniônico), que representa aconcentração de hidrogênio na solução do solo, tam-bém conhecida como acidez ativa; fósforo e potássiosolúveis, cálcio magnésio e alumínio trocáveis, acidezpotencial (H+Al que encontram se adsorvidos a CTC dasargilas); fósforo remanescente (que quantifica a capa-cidade do solo em adsorver fósforo), enxofre, micro-nutrientes (usualmente cobre, ferro, manganês, zincoe boro); carbono orgânico (usado na determinação damatéria orgânica) e granulometria ou textura, que de-fine a proporção entre as partículas unitárias – argila,silte e areia – do soloUtilizando as determinações citadas definem se al-guns atributos calculados são eles: soma de bases, CTCefetiva, CTC a pH 7, porcentagens de saturação por ba-ses e por alumínio, relações entre as bases e relação dasbases com a capacidade de troca de cátions (CTC).Mais detalhes podem ser obtidos através daleitura da cartilha “Análise de solos – Determinações,cálculos e interpretação” disponível no sitewww.epamig.br ou solicitar material impresso peloe-mail chrisostomo@epamig.br.INTERFACE PESQUISA E EXTENSÃO COM ÊNFASEEM TRANSFERÊNCIA TECNOLÓGICAPor Juliana Carvalho SimõesJuliana Carvalho Simões é pesquisadora e chefe da Divisão de Transfe-rência e Tecnologia da EPAMIG. Agrônoma. Mestrado em Fitossanidadepela Universidade Federal de Lavras - e-mail: jcsimoes@epamig.brOs agricultores familiares enfrentam sérios proble-mas que dificultam o desenvolvimento social, econô-mico e ambiental sustentável. Dentre esses problemasestão a baixa renda gerada na atividade e a baixa com-petitividade no mercado ocasionada pelo pouco acessoàs inovações tecnológicas, ao crédito, e ainda a falta demão de obra e os altos custos de produção.Com poucos recursos e sem as novas tecnologias, osagricultores familiares dificilmente serão competitivospara produzirem de forma sustentável. O acesso ao co-nhecimento e utilização das inovações tecnológicas é fun-damental para o fortalecimento da agricultura familiar.

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