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Índice:   História   A Vendedora   Lenda da  do Grão-     de Cebolas   Caninha  de-Milho                   Verde
História do Grão-de-Milho (ContoTradicional)
História do Grão-de-MilhoERA UMA VEZ uns casados e não tinham filhos. A mulhertanto pediu a Nossa Senhora que lhe desse um...
O pai quando quis voltar para casa, por mais que                            o procurasse não deu com ele, mas tanto       ...
O Grão-de-Milho logo que saiu para fora,lavou-se muito bem lavado numa pocinhaque ali estava e foi por ali fora. No meio  ...
A Vendedora de Cebolas(Conto Tradicional)
A rapariga tinha sido mandada à feira pela madrasta para vender um cesto de cebolas e uma giga de ovos. Saíra de casa com ...
A Vendedora de CebolasChegou à feira já o sol ia alto. Quanto mais cedo se chegasse,melhor negócio se fazia. Os preços com...
Poisou o cesto – ninguém ali à volta se oferecera para a ajudar a descê-lo dacabeça, nem mesmo as conhecidas de outros dia...
A Vendedora de CebolasFoi muito tarde que a rapariga se foi deitar no quarto dastraseiras, depois de ter lavado a loiça, p...
Tirou-lhe as várias camadas de casca e começou a comê-la com um pedacito de pão duroque guardara no bolso do avental. Esta...
– E como sabe ela qual é o dinheiro certo antes de a feira acabar? – perguntou a velhapiscando desta vez o olho esquerdo. ...
Eu te fado bem fadadaPara que sejas bem casadaA rapariga guardou as moedas no bolso do avental, acabou de comera cebola e ...
Lenda da Caninha Verde(Vouzela)
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Nesse dia esperado, as terras e os tesouros do antigo chefe mouro voltariam àposse da família e as formosas mouras seriam ...
O baptismo ficou marcado para o dia docasamento e foi então que aconteceu algo deextraordinário: no momento em que estava ...
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Três Contos Populares Portugueses

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  • Três Contos Populares Portugueses

    1. 1. Elaboradopor:Ricardo Leonardo O livro ideal para crianças que são apaixonadas por livros.Três Contos PopularesPortugueses
    2. 2. Índice: História A Vendedora Lenda da do Grão- de Cebolas Caninha de-Milho Verde
    3. 3. História do Grão-de-Milho (ContoTradicional)
    4. 4. História do Grão-de-MilhoERA UMA VEZ uns casados e não tinham filhos. A mulhertanto pediu a Nossa Senhora que lhe desse um filho, aindaque fosse do tamanho de um greiro de milho, que ao fimde nove meses ela pariu um filho, mas tão pequeno, tãopequeno, que era mesmo do tamanho de um greiro demilho. Foi-se passando tempo e o pequeno não crescianada, de sorte que ficou sempre do mesmo tamanho.O pai era lavrador e, quando andava a trabalhar no campo,era o Grão-de-Milho que lhe ia levar o jantar numa cesta;mas, como era tão pequeno, ninguém o via o que faziacorrer aquela cesta pela rua abaixo. O pai recomendava-lhe que não se chegasse para o pé dos bois, mas uma vezque ele tinha ido levar o jantar ao pai, a brincar trepoupara cima de uma folha de milho e um dos bois, pensandoque era um greiro de milho, lambeu-o com a língua.
    5. 5. O pai quando quis voltar para casa, por mais que o procurasse não deu com ele, mas tanto chamou que por fim ouviu responder que o boi o tinha comido e estava dentro da tripa. O pai ficou muito aflito e matou logo ali o boi e começou a procurá-lo nas tripas, mas por mais que procurasse não o encontrou, até que deixou ficar tripas e tudo. De noite um lobo, atraídoHistória do Grão-de-Milho pelo cheiro da carne, veio e comeu as tripas do boi, e deitou a fugir. O lobo teve umas grandes dores de barriga e o Grão-de-Milho começou a gritar-lhe: "C... aí, c... aí!" Mas o lobo, ouvindo isto teve tanto medo que mais fugia e não podia obrar. O Grão-de-Milho continuava a gritar: "C... aí, c... aí!", até que o lobo tão atrapalhado se viu que fez as suas necessidades.
    6. 6. O Grão-de-Milho logo que saiu para fora,lavou-se muito bem lavado numa pocinhaque ali estava e foi por ali fora. No meio História docaminho encontrou uns almocreves quelevavam os machos carregados de dinheiroe disse-lhes. Grão-de-De repente, saltam uns ladrões, matam osalmocreves e levam os machos com o Milhodinheiro para uma casa que havia nunspinherais. O Grão-de-Milho, como iamedito numa alforges, foi também sem serpescado. Os ladrões despejaram o dinheiroem cima de uma grande mesa ecomeçaram a contá-lo. O Grão-de-Milhopôs-se debaixo da mesa e começou agritar: "Quem dá dé-reis, quem dá dé-reis!"Os ladrões, assim que ouviram isto, tiveramtanto medo que deitaram a fugir. Então oGrão-de-Milho ensacou o dinheiro, pô-loem cima dos machos e foi para casa.Quando lá chegou, era ainda de noite ebateu à porta. O pai perguntou: "Quemestá aí?" e ele respondeu: "Sou eu, meupai; abra depressa." O pai veio logo abrir aporta e o Grão-de-Milho contou-lhe entãotudo, entregou-lhe os machos e o dinheiroe o lavrador, que era pobre, ficou muitorico.
    7. 7. A Vendedora de Cebolas(Conto Tradicional)
    8. 8. A rapariga tinha sido mandada à feira pela madrasta para vender um cesto de cebolas e uma giga de ovos. Saíra de casa com o cesto à cabeça ainda o sol não tinha nascido. Por várias vezes, ao longo do caminho, os socos derraparam nas pedras escorregadias pela geada. Salvou-a da queda o bom equilíbrio que sempre teve. Deixasse cair o cesto e era certa a tareia da madrasta. Tanto mais que não se vendem cebolas maçadas e ovos muito menos e ela tinha de entregar em casa o dinheiro certinho.A Vendedora de Cebolas
    9. 9. A Vendedora de CebolasChegou à feira já o sol ia alto. Quanto mais cedo se chegasse,melhor negócio se fazia. Os preços começavam a baixar com oarrastar da manhã e os mercadores acabavam por vender osúltimos produtos a menos de metade do preço, para não terem deregressar a casa com eles.Passou ao lado da tenda do mercador de caldeirões e corouquando o viu a falar com uma velha que apontava para umcaldeirão. Ele era tão bonito, que a rapariga gostava de passar alisó para o ver. O jovem mercador nem para ela olhava. E comopoderia ele olhar para uma rapariga tão feia e tão miseravelmentevestida? Mas ela não se importava. A lembrança dele nos diasduros de trabalho e nas noites frias aquecia-lhe o peito e issobastava-lhe.
    10. 10. Poisou o cesto – ninguém ali à volta se oferecera para a ajudar a descê-lo dacabeça, nem mesmo as conhecidas de outros dias de feira que ao ladoapregoavam os produtos – e sentiu-se derreada.No dia anterior, a madrasta tinha-a mandado retirar o estrume do curral,trabalho que lhe ocupou grande parte do dia. Já na cozinha, quando tinha maisvontade de comer e ir para a cama do que fazer o que quer que fosse, amadrasta ainda a obrigou a fazer a ceia e a preparar o cesto para a feira.Enquanto picava uma cebola para o refogado, chorou e o pai, que acabava dechegar de uma lavrada, perguntou-lhe:– Por que choras, minha filha?E ela disse-lhe que por causa da cebola. O pai acreditou e sentou-se junto àlareira a tirar as botas antes de pôr os pés ao fogo. A madrasta, ao lado, cosiauns fundilhos e ali estiveram a fazer sala à espera que o manjar estivessepronto, enquanto os dois miúdos, seus meio-irmãos, por ali andavam aarranhar-se com gritos e correrias.A Vendedora de Cebolas
    11. 11. A Vendedora de CebolasFoi muito tarde que a rapariga se foi deitar no quarto dastraseiras, depois de ter lavado a loiça, preparar o avental,a saia e a blusa que no dia seguinte vestiria para a feira.Mesmo assim, aos olhos de quem passava, não pareciamais do que uma mendiga, tão remendada estava a saia,tão gasto o avental e tão puída a blusa.Apesar de todas as desgraças, o negócio corria-lhe bem eno final da manhã tinha vendido quase todos os ovos eboa parte das cebolas. Estava com tanta fome que seatreveu a pegar numa cebola, das mais pequenas.
    12. 12. Tirou-lhe as várias camadas de casca e começou a comê-la com um pedacito de pão duroque guardara no bolso do avental. Estava ela de boca cheia, sentindo a acidez da cebola apicar-lhe a língua, quando se aproximou a velha que ela tinha visto a conversar com ojovem mercador. Trazia um caldeirão na mão, parou junto ao cesto e perguntou-lhe pelopreço das cebolas. A rapariga disse-lhe que, como eram as últimas, lhas dava por metadedo preço. A velha apalpou uma e comentou:– Não me parece que durem todo o Inverno. Têm a casca mole.Piscou o olho direito e acrescentou:– Se mas deres por metade do preço dessa metade que dizes, talvez as leve.– Não posso, tiazinha – respondeu a rapariga. – A minha madrasta recomendou-me quenão descesse o preço mais do que o justo. Se não lhe entregar o dinheiro certo, elacastiga-me. A Vendedora de Cebolas
    13. 13. – E como sabe ela qual é o dinheiro certo antes de a feira acabar? – perguntou a velhapiscando desta vez o olho esquerdo. – É por acaso bruxa?A rapariga não sabia dizer. As bruxas são más, toda a gente sabe, e se assim fosse, amadrasta era uma bruxa. Mas a rapariga também sabia que as bruxas eram velhas efeias. E então a madrasta já não podia ser bruxa. Foi por ser nova e bonita que o pai,quando ficou viúvo, casou com ela. Mas não sabia explicar como sabia a madrasta odinheiro que a rapariga lhe deveria entregar.– Talvez – sugeriu a velha – ela não saiba, mas diz que sabe para tu ficares com medo enão te deixares enganar pelos clientes ou não gastares o dinheiro mal gasto.E pôs-se a matutar. Bem que as cebolas valiam o dinheiro que a rapariga pedia. Mas elanão tinha moedas suficientes. Foi então que lhe surgiu uma ideia:– Dás-me as cebolas pelo meu preço e não precisarás mais de te preocupar com a tuamadrasta, que deve ser uma mulher bem mais malvada do que eu.A rapariga não percebeu bem a fala da velha do caldeirão. Mas porque lhe pareceu que avelha era atrasadinha, coitada, deu-lhe as cebolas ao preço que ela estava disposta apagar. A velha meteu as cebolas no caldeirão e foi-se embora muito satisfeita depois deter dito como despedida:Eu te fado bem fadadaPara que sejas bem casada.A rapariga guardou as moedas no bolso do avental, acabou de comer A Vendedora de Cebolas
    14. 14. Eu te fado bem fadadaPara que sejas bem casadaA rapariga guardou as moedas no bolso do avental, acabou de comera cebola e o pão, ajeitou o cesto na cabeça, agora bem mais leve e preparou-se paraabandonar a feira. Passou na tenda do mercador dos caldeirões e, como sempre fazia,olhou para lá de relance. Estava estranhamente abandonada, com os caldeirõesbrilhando ao sol sem ninguém que os guardasse. A rapariga aproximou-se, poisou ocesto e pôs-se a observar a tenda. Ali perto havia um charco e ela ouviu um coaxar. Juntoà água estava um enorme sapo, tão grande como ela nunca vira. A maneira como o bichocoaxava parecia dizer: Beija-me, beija-me, mas dito pelo nariz. Ela pôs-lhe a mão esentiu-lhe o dorso viscoso. Se fosse outra, sentiria nojo e fugiria dali a cuspir. Mas arapariga estava habituada a coisas bem mais nojentas que a madrasta a obrigava a fazer.– Estás aqui sozinho? Coitadinho! – disse ela.E o sapo coaxava: Beija-me, beija-me. Ela pegou nele em ambas as mãos, como sepegasse numa flor, passou-lhe os lábios pela cabecita sem pescoço e, sem que elapercebesse como, viu-se ao colo do jovem mercador de caldeirões. Ele sorriu e retribuiu-lhe o beijo. Depois disse:– És a rapariga mais bela deste reino. E porque me salvaste, farei de ti a rainha doscaldeirõesA Vendedora de Cebolas
    15. 15. Lenda da Caninha Verde(Vouzela)
    16. 16. da Em tempos que já lá vão, nos primeiros tempos da Reconquista, vivia num palácio em Fataunços, perto de Vouzela, o nobre guerreiro El Haturra, descendente do famoso chefe mouro Cid Alafum.El Haturra era velho e feio e nunca era visto sem a sua bengala, uma velha cana que vinha sendo transmitida na sua família, de geração em geração, entregue ao seu novo possuidor com umas palavras misteriosas... Ora, o facto de El Haturra se fazer acompanhar por aquela cana negra e ressequida era objecto de troça de todos, a tal ponto que um seu amigo, o jovem português Álvaro o aconselhou a desfazer-se dela. El Haturraconfidenciou-lhe então que a vara tinha magia e que se um dia chegasse a ficar verde era o sinal sagrado do profético encontro de dois primos descendentes de Cid Alafum.
    17. 17. Nesse dia esperado, as terras e os tesouros do antigo chefe mouro voltariam àposse da família e as formosas mouras seriam desencantadas. Uma condiçãoessencial era que ambos os descendentes professassem a religião de Alá. Umdia, passeavam El Haturra e o seu amigo Álvaro pelo campo quando viram umalinda princesa acompanhada por uma formosa aia, de cabelo negro e olhosazuis, que cavalgava um cavalo negro. História do Grão-de-MilhoDe repente, a vara começou a ficar verde e El Haturra começou a rejuvenescer,tornando-se jovem e belo. Ao primeiro olhar, El Haturra tinha reconhecido naaia a descendente de Cid Alafum e, juntamente com Álvaro, saiu atrás das duasjovens que se dirigiam à corte do rei de Portugal.Diz a lenda que El Haturra conseguiu convencer a jovem aia a casar-se com elee o rei de Portugal abençoou a união com uma condição: o baptismo de ElHaturra. De início o agora jovem El Haturra opôs-se veemente, mas por fim asua paixão foi mais forte e aceitou o desejo real.
    18. 18. O baptismo ficou marcado para o dia docasamento e foi então que aconteceu algo deextraordinário: no momento em que estava a serbaptizado, El Haturra voltou a ser velho e feiocomo dantes. A magia da caninha verde só seriaválida se ambos os nubentes professassem areligião de Maomé.A noiva desmaiou naquele mesmo momento enunca mais quis ouvir falar no seu noivo quedesapareceu para sempre, enquanto que a suacana verde foi guardada num sítio secreto.Segundo a tradição, se alguém gritar "Viva ofidalgo da caninha verde!" no mesmo local e àmesma hora em que se deu o encontro entre osdois descendentes de Cid Alafum, ouvirágargalhadas alegres das mouras encantadas quepensam que chegou a hora da sua libertação.
    19. 19. Mas esperem…Há Mais!
    20. 20. Aceda ao livro em Qualquer Local» Vejam em: ricardo- leonardo.blogspot.com
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