Revista Conexão

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Revista do Sebrae-SP fala sobre e-commerce, apps, pagamento por sistemas móveis, compras coletivas e direitos do consumidor

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Revista Conexão

  1. 1. ANO V / Nº 34 / jan-fev 2013Compras coletivasVeja como participardo sistema, fidelizandoclientesRota do financiamentoOnde e como levantarrecursos para implantarou ampliar os negóciosAplicativos notáveisEntenda a potencialidadedesse mercado queconquista o brasileiroPagamentos móveisQuanto apostarna tecnologia para facilitaras transações comerciaisOs negócios virtuais diversificam-se e fortalecema economia. Fique por dentro desse mercadoe amplie suas possibilidades de crescimentoEmpreendedordigital
  2. 2. Conexão 3PPalavrado PresidenteAlencar Burti, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SPstamos diante de verdadeira revolução navida social, cultural, política e econômicado planeta: estamos todos interconectadose vivenciando transformações dos proces-sos de produção e comercialização numa velocida-de vertiginosa, como nunca visto antes na história.O que diferencia uma empresa de sucesso noatual cenário? Já tivemos várias estrelas da vez nomundo empresarial: automatização, qualidade total,reengenharia, entre outras. Todas tinham em suaraiz um denominador comum: a inovação. E o movi-mento do mundo corporativo continua nesse rumo.Estudo recente da Endeavor Brasil e do InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos aju-da a entender quem vai fazer diferença brutal nasociedade do século 21: as empresas de alto impac-to, aquelas que têm crescimento acelerado, sejacom algo absolutamente novo ou com a mudançaem um modelo já existente, e servem como exem-plo relevante para a sociedade. E ainda continuamintensamente de olho nas tendências, inovando,sem se acomodar.Além disso, são empresas que começam peque-nas – cerca de 50% das empresas de alto crescimen-to eram pequenas em 2005. Após três anos, quase36,5% tornaram-se médias e 1,3% ficaram gigantes,empregando 250 ou mais funcionários. Ou seja, co-meçam pequenas, pensando grande.O cenário seria extremamente favorável aoBrasil, posicionando-nos como grande celeiro deempresas de alto impacto, se não fosse o pequenonúmero de empreendimentos com esse perfil noterritório nacional: pouco mais de 30 mil, ou seja,1,7% do total das empresas formalmente registra-das. E dessas, garantem os especialistas, poucasainda têm maturidade suficiente para abrir capital.Isso demonstra o grande desafio que temos pelafrente. Já temos boa parte do caminho pavimenta-do, afinal o brasileiro é empreendedor por natureza.As matérias da presente publicação constituemum mosaico dessa nova realidade e apontam alter-nativas que podem ajudar a superar, com sucesso,as dificuldades. E todas as redes, físicas e virtuais,do Sebrae-SP estão preparadas para orientar, capa-citar e promover esses negócios.É preciso também que nossos formuladores eexecutores de políticas públicas continuem aten-tos a esse novo cenário, liberando os empresáriosdas amarras que ainda impedem a aceleraçãorumo ao sucesso pleno, gerando emprego e renda.Não será preciso inventar a roda. Já temos umarcabouço legal – a Lei Geral das Micro e PequenasEmpresas – que garante o tratamento diferenciadoem vários campos.É preciso regulamentar e implementar na ínte-gra seus capítulos, bem como aprimorar o SimplesNacional e a legislação trabalhista, com a revisão eadoção de formas modernas de contratação de em-pregados, a regulamentação da figura da terceiri-zação de mão de obra, respeitando a vontade daspartes e a realidade dos pequenos negócios.Boa leitura e que 2013 seja o ano das empresasde alto impacto. Nós do Sebrae-SP vamos nos des-dobrar para que isso ocorra.Alto impactoEPlaneja Fácil SEBRAE-SPO passo a passo para facilitar esimplificar o planejamento da sua empresahttp://sebr.ae/sp/planfacilConte com o SEBRAE-SP! Para mais informações, utilize um de nossoscanais de comunicação listados abaixo ou visite um de nossos escritórios.Acesse:e conheça as orientações gratuitas que o SEBRAE-SP preparou para você.
  3. 3. 4 Conexão Conexão 53430parceriasComo e por queparticipar de sitesde compras coletivaspara fidelizar clientes262420mercadoOs meios de pagamento passam por uma revoluçãocom o uso de sistemas móveis de cobrançagestãoatualidade18 Investidores-anjo e linhas de financiamentoatrativas ajudam os negócios virtuaisConheça as iniciativase novidades do Sebrae-SPServiço de Apoioàs Micro e PequenasEmpresas do Estadode São PauloConselho Deliberativodo Sebrae-SPAssociação Comercial de São Paulo (ACSP)Alencar Burti - Presidente do ConselhoAssociação Nacional de Pesquisa,Desenvolvimento e Engenhariadas Empresas Inovadoras (Anpei)Celso Antonio BarbosaBanco do BrasilDiretoria de Distribuição São PauloWalter Malieni JuniorFederação da Agricultura e Pecuáriado Estado de São Paulo (Faesp)Fábio de Salles MeirellesFederação do Comércio de Bens, Serviçose Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio)Abram SzajmanFederação das Indústras do Estadode São Paulo (Fiesp)Paulo Antonio SkafFundação Parque Tecnológicode São Carlos (Parqtec)Sylvio Goulart Rosa JúniorInstituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)Altamiro Francisco da SilvaAgência de DesenvolvimentoPaulista (Desenvolve SP)Milton Luiz de Melo SantosSecretaria do Estado de DesenvolvimentoLuiz Carlos QuadrelliServiço Brasileiro de Apoio às Microe Pequenas Empresas (Sebrae)Carlos Alberto SilvaSindicato dos Bancos de Estado de São Paulo(Sindibancos)Wilson Roberto LevoratoSuperintendência Estadualda Caixa Econômica Federal (CEF)Paulo José GalliDiretoriaDiretor-superintendente - Bruno CaetanoDiretor Técnico - Ivan HussniDiretora de Administraçãoe Finanças - Pedro JeháRedaçãoGerente do projetoEduardo PugnaliEditora responsávelGabrielle Nascimento - MTB 56.866Produção e CoordenaçãoFischer2 Indústria Criativa Ltda.Diretor de ConteúdoAndré Rocha - MTB 45.653 SPEditora Executiva - Selma PanazzoEditora Assistente - Denise RamiroReportagem - Andrea Ramos Bueno,Enzo Bertolini, Gabriel Pelosie Thiago RufinoFotos - Olicio PelosiRevisão - Ruy AzevedoArteatendimento@tutu.eeEditores de arteMaria Clara Voegeli e Demian RussoChefe de arte - Carolina LusserDesigner - Kareen SayuriAssistentes de Arte - Camila Marquese Laís BrevilheriProdução Gráfica - Mila UchôaImpressão - Gráfica BandeirantesBimestral / 50 mil exemplaresCartas para: Comunicação SocialRuaVergueiro, 1.117, 8º andar,Paraíso, São Paulo, SP,CEP 01504-001 - Fax (11) 3177.4685ascom@sebraesp.com.brwww.sebraesp.com.brpanoramaentrevistaO consultor Carlos Cabral fala daproteção dos direitos na internetCEO do iFood, FelipeFioravante, fala comosurgiu a empresa , pormeio de um aplicativo12capaO e-commerce vendeu 12%a mais em novembro de 2012 emrelação ao mesmo período de 201110negócioscenárioO setor de aplicativoscresce ampliandoa utilização deferramentas tecnológicasAs vantagens do negóciovirtual e os cuidadosrecomendados paraobter sucesso06A diretoriaBruno CaetanoDiretor-superintendenteMmensagem da diretoriam tempos em que mouses, teclados, ta-blets, smartphones, e-readers dominam avida pessoal e profissional, os negóciosvirtuais descortinam inúmeras oportu-nidades de sucesso empresarial. O comércio eletrô-nico movimentou mais de R$ 22 bilhões no País em2012. Um poderoso setor da economia. E as micro epequenas empresas já faturam 20% desse volume.E há ainda como aumentar essa participação.Os caminhos são múltiplos. Da loja virtual à parce-ria com sites de compras coletivas, que faturaramR$ 1,8 bilhão em 2011, o empreendedor pode atuarnesse nicho de mercado. Além do negócio em si,existe verdadeira revolução de aplicativos que po-dem ser utilizados como ferramentas estratégicasde marketing para incrementar os lucros.A entrevista da edição com o empreendedor Feli-pe Fioravante aborda um exemplo de negócio criati-vo e vitorioso: o iFood, aplicativo que permite pedircomida pelo celular. Apesar dos casos de sucesso,é preciso cuidado para não ser presa fácil das par-ticularidades do comércio virtual. Fazer uma pro-moção e não entregar a mercadoria ou tratar comdesprezo o cliente que veio por meio do cupom dedesconto são erros crassos que podem comprome-ter o resultado do negócio, alertam os especialistasouvidos por Conexão para esta edição.Ter um negócio virtual demanda tanto trabalho,planejamento e política de qualidade quanto o pre-sencial. Engana-se quem hospeda um site na rede eacredita que isso basta para as vendas deslancha-rem. Não por outra razão, os consultores lembramque o mais importante é atender bem o cliente eoferecer conveniência para fidelizá-lo.Outro equívoco comum é imaginar que é pos-sível ser um empreendedor na rede sem disponi-bilizar nenhum capital. Por detrás da tela do com-putador existem gastos fixos que precisam serPonto.comeconsiderados quando da decisão de partir para o e--commerce. Agências de fomento, linhas especiais debancos comercias, investidores-anjo e crowdfundingsão alternativas de capitalização.O avanço tecnológico continua a oferecer ferra-mentas para o empreendedor tornar seu negóciomais atrativo, ágil e seguro. Já se pode comprar pelocelular, o chamado m-commerce, e mais do que isso.O meio de pagamento que já foi moedas, notas, pa-pel, plástico, caminha para o virtual. Apenas o apli-cativo da Cielo, uma das maiores empresas de car-tões do País, já registra mais de 100 mil downloadsnas plataformas iOS (Apple), Android e BlackBerrye um crescimento médio de 20% ao mês no númerode transações. Considerando que o Brasil tem 200milhões de celulares em operação, pode-se dimen-sionar a potencialidade desse sistema.Conexão preparou uma edição na qual o empre-endedor pode munir-se de informações para avaliarcom clareza a opção de atuar no comércio virtual,planejar seu negócio e fazê-lo vitorioso.
  4. 4. 6 Conexão Conexão 7Eentrevistao empresário não precisagastar em marketing para terum canal novo de divulgaçãotanto na internet quanto nomobile. Ele consegue novospedidos sem o risco de investirnuma tecnologia, gastardinheiro e, muitas vezes, nãoconseguir concluir o projetoUm dos fundadores do iFood expli-ca como foi o surgimento da empre-sa que, por meio de um aplicativo,permite ao usuário pedir comidapelo celular e receber a refeição noconforto de sua casa em poucos cli-ques. Nesta entrevista à Conexão,Fioravante detalha a operação vir-tual que já recebe 35 mil pedidospor mês e faturou R$ 1,3 milhãoem 2012. Atualmente, opera no Riode Janeiro, em Fortaleza, Salvador,Recife e, no estado de São Paulo,está na capital e nos municípios deSantos e Jundiaí, devendo chegar amais capitais neste ano. A apostade Fioravante é que em dois anos aempresa já tenha mais pedidos viamobile do que pelo site.Vocês já atuavam nomercado com a Disk Cook.Por que decidiram partirpara a nova empreitadacom o iFood?Felipe Fioravante – Na verdade,o iFood nasceu dentro da DiskCook. A Disk Cook sempre foifocada muito mais como serviçode delivery completo com entre-gador, atendimento. Dois anosatrás, percebemos o crescimen-to absurdo do mercado online,principalmente no site da pró-pria Disk Cook e vimos que da-ria para fazer um produto quefosse simplesmente uma pla-taforma marketplace, que inde-pendesse de operação logísticaou de atendimento telefônico. Eque fosse muito mais escaladoe pudesse atender grande partedas capitais do Brasil. Aí surgiua ideia e de fato decidimos: “Va-mos fazer”.E qual a diferença entreas empresas?Fioravante – A Disk Cook operatodo o delivery do restaurante,portanto ela foca os estabeleci-mentos que não têm serviço deentrega. Alguns empresários nãoquerem ter entregadores ou aten-dentes, mas, ao mesmo tempo, osclientes desses estabelecimentosquerem comer em casa. Já o iFoodé muito diferente. Não temos ne-nhum tipo de operação. Monta-mos a loja virtual do restauranteno nosso site, mas o empresáriojá precisa ter serviço de entregaoperante com taxas e tudo mais.Nosso objetivo é fazer um portalque seja referência no delivery.Queremos que os consumidoresacessem o site para descobrirtodos aqueles que entregam naregião e consigam fazer o pedidointeiro por lá. Basicamente, nossameta é conseguir novos clientespara os restaurantes. E tambémo empresário não precisa inves-tir em tecnologia que, normal-mente, tem custo altíssimo eoperação complicada. Mesmo asgrandes redes de restaurantesnão conseguem manter esse se-tor funcional, imagine para umaempresa de pequeno porte. Hoje,já temos toda a plataforma mobi-le e conseguimos oferecer a umcusto baixo toda a tecnologia afim de conseguir novos clientes.Quantos restaurantesestão associados aosistema iFood?Fioravante – Hoje, temos cercade mil restaurantes associados:50% em São Paulo, 30% no Riode Janeiro e os demais nasoutras cidades em que atuamos.Para o proprietário deum restaurante, qualé a vantagem de estarassociado ao iFood?Fioravante – São várias vanta-gens. A primeira é que o empre-sário abre um canal novo, emque normalmente não atua. Elenão precisa necessariamentegastar em marketing para terum canal novo de divulgaçãotanto na internet quanto no mo-bile. O dono do restaurante con-segue novos pedidos sem o riscode investir numa tecnologia,gastar dinheiro e, muitas vezes,não conseguir concluir o projeto.A segunda grande vantagemé que o restaurante já recebe opedido pronto, normalmentesem erro e sem o custo de terum funcionário dedicado aoatendimento. A comissão que orestaurante paga ao iFood, alémde trazer novas vendas, já reduzo custo e ainda não ocupa a li-nha de telefone. Sendo assim,dá para o empresário trabalharsem ter um custo adicional. Conexão 7Felipe FioravanteCEO do iFood conta a história da empresapor thiago rufino  fotos: olicio pelosifaçapedidoo seu
  5. 5. 8 ConexãoHá critérios para queo estabelecimento sejaescolhido?Fioravante – Temos alguns crité-rios para a escolha dos restau-rantes, mas nossa intenção é tera maior parte do mercado dentrodo próprio iFood. Não queremosfazer a distinção se aquele esta-belecimento é de alta gastrono-mia ou fast food. Achamos que ocliente, dependendo da situação,quer apenas comer com comodi-dade em casa. Temos restauran-tes de alto até baixo tíquete mé-dio. Algumas coisas que temoscomo padrão é: saber se o res-taurante já tem delivery há algumtempo, no mínimo três meses.Isso porque muitas vezes o esta-belecimento ainda não está como serviço de entrega consolida-do e tem outros problemas pararesolver antes de querer vendermais. Por isso, evitamos os quenão têm experiência nessa área.Também evitamos alguns tiposde comida que não entregamna hora. Por exemplo, empresasque fazem encomendas de sal-gadinhos, bombons ou qualqueroutro alimento que demore maisde algumas horas para ser entre-gue. Priorizamos alimentos quepossam ser repassados em curtointervalo de tempo. Hoje, há al-guns serviços de bebidas que en-tregam em cerca de uma hora. Ejá temos empresas com esse per-fil na nossa plataforma. Muitasvezes, se o consumidor contrataum serviço que demora de doisa três dias para receber, cria-seuma expectativa que pode nãoser atingida.Como o iFood gerenciaeventuais problemas comos pedidos?Fioravante – O cliente tem tantoa confirmação de que o pedidofoi enviado para o restaurantequanto que o estabelecimentorecebeu aquele pedido. A partirdaí, sugerimos que a comunica-ção seja feita diretamente entre ocliente e o estabelecimento, sejapara a alteração de um produto,cancelamento ou posição do pe-dido. Fornecemos esse contatopara o cliente, mas temos umacentral que acompanha essespedidos, principalmente na par-te de envio ou qualquer proble-ma que tiver nessa conexão. E,Grande parte do nossotrabalho no mobile é conseguirfazer um sistema que consumao menos de banda possívelpara que o usuário tenha umaexperiência legal no aplicativoao mesmo tempo, o site do iFoodé construído com a opinião dospróprios clientes, para que todossaibam o que esperar do serviço.O cliente pode avaliar a comida,a entrega, o custo-benefício. Te-mos o próprio feedback dos usuá-rios para passar aos novos clien-tes e quanto melhor avaliado orestaurante estiver, mais acimano ranking de visualização do siteele estará. A ideia é que consiga-mos ter os melhores restauran-tes e privilegiar aqueles com osmelhores serviços.Como a empresa secomporta, em relaçãoaos parceiros, quandohá problemas, uma vezque tem responsabilidadecompartilhada com osestabelecimentos?Fioravante – Acompanhamos opedido desde o momento em queele é feito até a entrega. Mas casotenha problemas de atraso, a co-mida chegue fria, por exemplo,ou problemas mais graves acon-teçam, observamos a avaliaçãodo cliente. Esse processo de ava-liação é feito em todos os pedidose, caso seja negativa, entramosem contato com o restaurante eo cliente para resolver a situação.Quantos pedidos vocêsrecebem por mês?E qual a plataformamais utilizada:internet ou mobile?Fioravante – Recebemos cerca de35 mil pedidos por mês. Hoje, aplataforma mais utilizada con-tinua sendo o site, mas o mobilevem crescendo bastante e járepresenta 20% dos pedidos. Ecomo começamos a trabalharcom o aplicativo no começo de2012, o resultado tem surpreendi-do bastante. Hoje, o serviço contacom uma taxa de fidelização deaproximadamente 30% todo mês.Como é o processo demonetização do iFood? Equal o faturamento daempresa?Fioravante – Para cada pedidoque o restaurante recebe pelosistema, cobramos 10% de co-missão, mas o cliente final nãopaga a mais por isso. Sendo as-sim, ligar no restaurante ou pedirpelo iFood tem o mesmo preço, orestaurante paga uma variávelsobre o número de clientes queconseguimos levar até ele. É ummodelo bem vantajoso para orestaurante porque se ele nãovender nada não terá de pagarpor isso. No ano passado, o fatu-ramento foi de R$ 1,3 milhão.Qual foi o destino doaporte de R$ 3,1 milhõesque o iFood recebeu dofundo de investimentosWarehouse?Fioravante – A partir do momen-to que separamos as duas empre-sas, tivemos o aporte para cres-cer. Na época, contávamos com100 restaurantes e grande partedo investimento foi feita para au-mentar nossa rede, atingir outrascidades, mais estabelecimentos,incrementar a divulgação do pró-prio serviço e desenvolver a tec-nologia. Basicamente foram trêscoisas: força comercial, marke-ting e tecnologia. Foi depois doinvestimento que partimos paraa frente mobile.A falta deinfraestrutura na áreade telecomunicação,sobretudo as tecnologiasmóveis, é um empecilhopara a entrada de maisclientes nesse mercado?Fioravante – A primeira coisa queo cliente precisa ter é conexãopara conseguir realizar os pedi-dos, e isso é uma coisa ainda bemsofrida no Brasil. Grande partedo nosso trabalho no mobile éconseguir fazer um sistema queconsuma o menos de banda pos-sível para que o usuário tenhauma experiência legal no apli-cativo. Mas, ao mesmo tempo,tem muita gente que ainda nãotem um serviço de dados por sermuito caro. Então, eles acabamusando apenas redes wi-fi e issodificulta bastante, assim comoos aparelhos pré-pagos. Tantoa infraestrutura quanto o custoelevado fazem com que mui-tos usuários, mesmo tendo umsmartphone, não fiquem conecta-dos o tempo todo.Os pontos que vocêlevanta são limitadorespara o uso do serviço.Qual seria a saída paracontorná-los ampliando abase de usuários?Fioravante – Apesar de ser umlimitador, recebemos muitosacessos via site e os clientes, nor-malmente, quando pedem nãoestão em movimento, estão emcasa ou no escritório e isso ajudabastante. No geral, pensamos emimplementar o serviços em cida-des que têm uma estrutura maisdesenvolvida nesse sentido.Eentrevista
  6. 6. 10 Conexão Conexão 11O Sebrae-SP fechou 2012 comsaldo positivo de iniciativaspró-empreendedorismo. Foramatendidos mais de 420 milempreendedores individuais emicro e pequenas empresas emtodo o estado. Foram aplicadosmais de 4.500 cursos, mais de313 mil horas de consultoriase 13 mil palestras, oficinas eseminários realizados.Em 2012, o Sebrae-SP tambémajudou os empreendedorespaulistas a inovarem seusprocessos. Cerca de 20 milempresas utilizaram as soluçõesde inovação da entidade. Umdos destaques foi o ProgramaAgente Local de Inovação, lançadono ano e que já acompanhou1.300 empresas. Por intermédiodele, o Sebrae-SP promove ainovação das empresas por meiode agentes locais. Em 2013, otrabalho prossegue. Ao todo, são300 agentes locais de inovaçãobolsistas capacitados peloSebrae-SP percorrendo asindústrias de pequeno porte deSão Paulo. Entre as ações depolíticas públicas, o Sebrae-SPencerrou o ano comemorandoa marca de 75 municípioscom a Lei Geral implantadae a formalização de 250 milempreendedores individuais.No ano passado, até novembro, no acumuladodos últimos 12 meses, os pequenos negóciostiveram um saldo líquido de 1,3 milhão decontratações no País, uma expansão de 3,57% docontingente de trabalhadores registrados. Dentreos pequenos negócios, o setor que mais criou empregosfoi o comércio, crescimento atribuído ao períodode festas. No recorte geográfico, houve aumento deemprego em três das cinco grandes regiões brasileiras,destacando-se a Sul, Sudeste e Nordeste. Foram 11meses de resultados positivos, alcançando uma médiamensal que ultrapassa a casa dos 100 mil novospostos de trabalho. Os dados são de estudo do Sebraeelaborado com base nas informações do Cadastro Geralde Empregados e Desempregados (Caged), do Ministériodo Trabalho e Emprego (MTE).Em temposque se discutea necessidade deracionamento deenergia, uma boa nova.As empresas de pequenoe médio portes poderão economizar energiae água, por meio do software Avalie, lançadopela Eletrobras através da Procel Indústria e doSebrae, em um projeto que levou um ano paraser desenvolvido e recebeu investimentos deR$ 28 mil, sendo R$ 20 mil da Eletrobras. Como levantamento preliminar dos dados sobreos níveis de eficiência no uso desses recursos,o sistema permite que os empreendedoresplanejem os gastos e identifiquem potenciaisde conservação, aumentando a competitividade.O programa pode ser baixado no site do SebraeNacional. http://bit.ly/XeJeJ3A ordem éeconomizarMmicro e pequenasClicou, achouO Banco Nacional de DesenvolvimentoEconômico e Social (BNDES) lançou na primeirasemana de janeiro o Mais BNDES. Trata-sede uma ferramenta no site da instituiçãopara orientar os clientes sobre a forma definanciamento e seu perfil. Com apenasalguns cliques, o empreendedor pode buscaros financiamentos mais adequados para afinalidade desejada. Ao fim da consulta, édisponibilizado um roteiro com dados básicossobre a linha escolhida, informando taxas dejuros, prazo e documentação necessária paraefetuar a operação. O banco tambémlançou um canal no YouTube(www.youtube.com/bndesgovbr) onde serãodisponibilizados vídeos institucionais,campanhas publicitárias e pequenosprogramas sobre produtos e serviços.Em 10 de dezembro de 2012, o Sebrae-SP e parceirosreuniram-se para premiar as empresas vencedorasda etapa paulista da quinta edição do MPE Brasil –Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas, umreconhecimento às iniciativas, ações e atividades das microe pequenas empresas, quanto à aplicação de tecnologiase aos métodos de gestão que tenham promovido ganhosde produtividade, rentabilidade e competitividade.Doze empresas tiveram suas trajetórias empresariaisreconhecidas em 2012. Nesta edição, 20.374 empresaspaulistas inscreveram-se. Destas, 2.550 alcançaramos requisitos necessários para seguirem na disputae 17 chegaram à final.Prêmio MPEMercado detrabalho aquecidoFoto:RicardoLima/LUZFoto:MarioMirandaFilho/LUZDireção do Sebrae-SP, Bruno Caetano (superintendente),Alencar Burti (presidente do Conselho Deliberativo) e IvanHussni (diretor técnico), com Rosangela De Pintor, clientedo Sebrae-SP que foi contar sua experiência no eventoRepresentantes das 12 empresas vencedoras do eventoVestindoa camisaCerca de 1.100 colaboradores do Sebrae-SP participaram da reuniãoJeito Sebrae-SP de Ser realizada no Hotel Royal Palm Plaza, emCampinas, em 17 de dezembro.Único evento que reúne todos os colaboradores do estado, teve naabertura a palavra da diretoria e presidência. O encontro contou ainda com as palestras deCarlos Massa, o Ratinho, que lembrou que o Sebrae-SP ajuda a tornar realidade o sonho deempreender, e Leila Navarro, consultora motivacional.Balanço eperspectivas
  7. 7. 12 Conexão Conexão 13Por Enzo BertoliniCcapafuturobrilhanteEmpresas de diferentes ramos e tamanhostêm investido no e-commerce comoestratégia de aproximação com diferentesconsumidores e um novo canal de vendas,numa modalidade que não para de crescer12 Conexãoma das profissões mais antigas do mun-do, a de vendedor, evoluiu ao longo dostempos sempre em busca de meios emaneiras de atingir públicos diferentespara efetivar e potencializar suas vendas. A mudan-ça se deu saindo de uma loja física apenas, estática,para vendedores porta a porta, vendas via catálo-gos e telefone, telemarketing e por fim a venda onli-ne, conhecida mundialmente como e-commerce.Os primeiros passos em direção a esse modelo denegócio foram dados logo após o surgimento da webpara o público em geral, nos anos 90. A pioneira foi agigante internacional Amazon.com, nascida em 1994.A partir de então, milhares seguiram seu exemplo.Na virada do milênio, o volume de comércios on-line e a abertura de empresas “pontocom” chegaramao ápice, o que gerou uma bolha no ramo de internet.Como consequência do aumento exagerado, muitasempresas quebraram e outras precisaram readequar--se. Desde então, o mercado de e-commerce estabilizou-UCcapa-se e voltou a crescer de maneira mais estruturada.Como complemento, o forte crescimento daclasse C no Brasil tem impactado diretamente nasvendas online. Com R$ 1,46 trilhão de consumo fa-miliar previsto em 2015, a classe C crescerá tantoque será maior que a soma do consumo das famí-lias das classes A e B. Ao fim da década, o consumodessas famílias será de R$ 1,87 trilhão.A nova classe média vem, ao longo dos anos,ganhando cada vez mais espaço no mercado con-sumidor brasileiro. São milhares de pessoas quepassaram a ter acesso aos mais variados produtose serviços, até pouco tempo atrás, fora do alcancedessa fatia da população, entre eles eletroeletrôni-cos, serviços com acesso via internet, TV por assi-natura e telefone celular.“Certamente, o Brasil estará ao fim desta déca-da entre as nações com o maior volume de fluxode dados via internet, smartphones e com grande co-bertura de serviços de telefonia e televisão via cabo12 Conexãoe fibras óticas”, explica AntonioCarlos Borges, diretor-executivoda Federação do Comércio deBens, Serviços e Turismo do Esta-do de São Paulo (FecomercioSP).“Esse comportamento conectivoé inexorável, bem como a neces-sidade de nos prepararmos paraatender a esse novo consumidorde bens, serviços e turismo.”A classe média está mais emevidência e o resultado dissoé que as empresas tiveram deajustar a forma de atuação paraatender a esse novo consumidor,mais exigente e que não podeerrar na hora de realizar suascompras. As estratégias de ven-das das empresas tiveram de seralteradas gradativamente paraatrair a esse público, que antesescolhia os produtos pelo pre-ço e que, agora, conhecedor dosseus direitos, preza pela qualida-de dos produtos e serviços e, ob-viamente, do atendimento. Paraconquistar esse novo consumi-dor, verifica-se um movimentode segmentação do mercado, emque a proliferação de lojas espe-cializadas tornou-se mais densa.Adicionalmente, o acesso ao co-mércio eletrônico por parte daclasse média passou a balizar aoferta de bens e serviços no co-mércio. Tal processo deu-se pelamassificação do acesso à tecnolo-gia, com a redução de preços dosequipamentos e do aumento derenda da população.O crescimento econômico daclasse C fez a venda de compu-tadores aumentar intensamentee gerou impacto imediato no vo-lume de compras online. Dadosda Pesquisa Conjuntural do Co-mércio Varejista (PCCV), da Feco-mercioSP e do e-bit, mostram quesomente na região metropolitanade São Paulo houve aumento de12% na quantidade de comprasonline em novembro de 2012 emrelação ao mesmo período de2011, totalizando mais de R$ 351milhões em vendas.Os consumidores buscam nãoapenas produtos e serviços naslojas virtuais, mas também opi-niões e referências em diferentessites sobre empresas, atendimentoe comparação de preços. Caso aempresa não corresponda às suasexigências, ele vai procurar outraou fazer as compras em outros si-tes fora do País. A importância docomércio eletrônico é tanta que,hoje em dia, é quase impossívelpensar numa empresa varejistafora desse mercado. A tendênciaé de que as lojas físicas se sofisti-quem cada vez mais para atrairesse novo consumidor, alternandoa forma de oferecer seus produtose serviços e aproveitando-se, atémesmo, dos sites de compras co-letivas para vender e tornar suamarca conhecida no mercado.Como se pode perceber, as mu-danças no perfil de consumo de-vem ser consideradas pelas em-presas nos dias atuais, uma vezque a fidelização tornou-se maisdifícil, ainda mais quando se levaem conta a acirrada concorrência.O País tem um dos maioresmercados consumidores do mun-do, tendendo a melhorar a distri-buição da renda e aumentar o con-sumo por alguns anos. Com basenisso, é quase inevitável que todosos empreendedores precisem va-ler-se da informatização e do co-mércio virtual para sobreviverem.
  8. 8. 14 Conexão Conexão 15Com o acesso à tecnologia,pode-se concluir que o consumovem derrubando barreiras geo-gráficas, fazendo com que o con-sumidor adquira produtos e atémesmo serviços das mais varia-das regiões do mundo.Há uma grande diversidadede e-commerce, desde o contatomais simples entre consumidore empresa até o m-commerce (viacelular), que cresce com os lan-çamentos de smartphones maissofisticados.Para o empreendedor de microe pequena empresa, o e-commerceé uma grande opção de vendas. Apequena empresa vem aprenden-do a otimizar o comércio eletrôni-co como forma de fazer negócios.O gerente da Unidade de De-senvolvimento e Inovação do Se-brae-SP, Renato Fonseca, explicaque o e-commerce pode ser umaforma complementar de fazernegócio ou ser o único canal devendas. “Há muita empresa novasendo criada para existir e venderprodutos e/ou serviços apenas nainternet”, reforça. “E-commerce sig-nifica modelo de negócio inova-dor: uma empresa tradicional quevê no comércio online mais umcanal de venda ou um empreen-dedor querendo criar nova empre-sa com foco só na internet.”A internet é um canal que exi-ge aprendizado por ser uma for-ma diferente de relacionamentocom o consumidor. Muitas vezesa estratégia aplicada na loja físicanão pode (e não deve, em algunscasos) ser aplicada na loja online.Há uma gama de procedimentosmuito amplos. Por exemplo, cer-tas maneiras como os produtossão exibidos na tela do computa-dor podem ser mais apropriadaspara levar a uma venda. “Há suti-lezas como a usabilidade do site ecomo o cliente visualiza o produ-to”, compartilha Fonseca.Uma loja virtual de vestuárioe calçados pode parecer estranhaem um primeiro momento, por-que o cliente não experimenta oproduto. Porém, esse ramo temcrescido com o aumento de pes-soas que fazem compras online.A Bike Forever, loja especializadana venda de roupas e acessóriospara bicicleta, é um exemplo dis-so. Martin Montingelli criou aempresa em agosto de 2011 coma proposta de ser apenas virtual.“Nascemos com a ideia de aten-der clientes de qualquer parte domundo por conta de obras de ar-tistas reconhecidos, como o car-tunista americano Andy Singer”,conta. Com mais de 200 produtosà venda, a marca possui tíquetemédio de R$ 160. São cerca de100 pedidos por mês. Montingellidestaca o relacionamento com ocliente como fundamental parao crescimento da marca. Impor-tante a ponto de a empresa fazero caminho inverso da maioriados negócios e se planejar paraabrir uma loja física no primei-ro semestre deste ano, para queseus consumidores possam ex-perimentar produtos como bici-cletas, capacetes e vestuário es-pecífico para esse público.Como começarÉ ilusão achar que e-commerce éuma opção mais em conta que aloja convencional. Embora o negó-cio virtual possa ser mais baratoque o físico, quando se pensa emestrutura e contas como energia,aluguel e demais despesas, hácustos parecidos, como impostose logística. E, assim como a lojafísica, é preciso tempo para se de-dicar ao empreendimento.A diretora da .com/teúdo –Marketing Digital, Camila Porto,reforça esse pensamento. Segun-do ela, para o pequeno negócio,a possibilidade de começar compoucos recursos é real, porém de-manda grande esforço no sentidode conseguir resultados com a lojaonline. “Você está competindo, de-pendendo do segmento, com em-presas que faturam milhões pormês e possuem preços agressivos,além de reputação muito maiorque a do empreendedor iniciante.”Conhecer, estudar e informar--se sobre os desafios de empreen-der pela internet é fundamental.Há diversos sites que falam so-bre e-commerce e podem ajudar oempresário, além de eventos e li-vros. Saber onde está pisando é oprimeiro passo que deve ser dadopor qualquer empreendedor. OSebrae oferece vários treinamen-tos online sobre o tema. “É essen-cial planejar e aprender a operaresse canal”, diz Fonseca, do Se-brae-SP. “Fazer experiências semo risco de danificar a imagem sãoações interessantes.”Emerson Santiago abriu há doisanos e meio a loja virtual da Coun-try Pet Shop. Embora não obtenhaainda grande retorno financeiro,ele destaca o aumento da visibili-dade da empresa. “Não tenho umaequipe dedicada ou recursos paragrandes investimentos, porém fizum curso de e-commerce e um pla-no de negócios para melhorar.”A escolha da plataforma dehospedagem do site impactaráde maneira positiva ou negativao início da jornada virtual. Mui-tos empresários têm optado peloFacebook como plataforma paravendas. Empresas como Like Sto-re e Facileme se especializaramna captação e desenvolvimentodesse nicho. “É importante a pre-sença de conteúdo, entender a lin-guagem do público, criar uma fanpage e utilizar os meios de propa-ganda de redes sociais para obteralcance”, diz Fonseca.Um dos melhores exemplos dobom uso das redes sociais para ven-das é o Magazine Você, plataformade vendas de produtos do MagazineLuiza no Facebook. A experiênciacomeçou de maneira fechada ape-nas aos familiares dos funcionárioscom 700 lojas. Logo, a empresa re-cebeu pedidos e antecipou o lança-mento oficial em dois meses. “A ex-pectativa era abrir 10 mil lojas até ofim de 2012, mas já passamos das60 mil lojas”, conta Frederico Traja-no, diretor de Marketing e Vendasdo Magazine Luiza.Segundo ele, “o principal ob-jetivo ao utilizar o Facebook éatingir um público que ainda nãotem contato com a marca. Paraisso, o Magazine Luiza apostano crescimento das redes sociaise na confiança que o brasileirotem nas indicações dos amigos.Afinal, ninguém conhece melhorvocê do que seu amigo.”Camila reforça a opinião de Tra-jano ao dizer que o social-commercejá se tornou realidade e deixou deser uma coisa inovadora. “As pes-soas fazem compras baseadas naopinião de outras há anos. O quetemos hoje são novos elementosque acompanham o consumidordesde o momento que ele sai decasa até a hora de tirar a carteirado bolso: smartphones.”As mídias sociais são grandesaliados dos consumidores, sejapara buscar mais informaçõessobre o que desejam comprar,seja para encontrar o melhor pre-ço. “Sendo assim”, complementaCamila “uma loja online que abraas portas para o cliente opinar eavaliar os melhores produtos sótem a agregar, tanto para o em-presário, quanto para os consu-midores. É uma troca de expe-riências que permite a melhorcompra”. Isso para o cliente é óti-mo e para o lojista idem, pois é opróprio comprador gerando con-teúdo e convencendo os demaisa comprar ou não. A Bike Foreverutiliza seu perfil na maior e maisconhecida rede social do mundopara manter contato com seusconsumidores e atraí-los paraseu site. “Estamos sempre conec-tados e respondemos as pergun-tas e os recados o mais rápidopossível”, diz Montingelli.Recentemente, uma pesqui-sa do Data Popular mostrou que oMagazine Luiza está entre as trêsempresas que melhor utilizam oFacebook e influenciam nas redessociais. Além do Blog da Lu, são uti-lizadas perguntas de clientes parao “Lu Explica” no site da empresapor meio de vídeos e matérias.Para que haja segurança natransação é fundamental que aempresa mostre todos os ângu-los do produto, se há possibilida-de de troca e em quais condições,as facilidades de pagamento, en-tre outros pontos. A loja virtualtem de estar preparada para res-ponder às dúvidas do cliente eadaptada ao público de internet.Outra vantagem da loja virtual é“o principal objetivo aoutilizar o Facebook é atingirum público que ainda não temcontato com a marca. Para isso,o Magazine Luiza aposta nocrescimento das redes sociais”Frederico Trajano, diretor de Marketing e Vendas do Magazine LuizaFoto:DivulgaçãoCcapaCcapa
  9. 9. 16 Conexão Conexão 17que possibilita o monitoramentodo relacionamento que os clien-tes têm com a empresa. “A opor-tunidade de fazer experiênciasé fantástica”, ressalta Fonseca.As compras online geram umabase de dados importante, quemuitas vezes é impossível de seconhecer em uma loja física. “Agestão de banco de dados for-mados por clientes em contatocom a loja virtual é importantena elaboração de estratégias deabordagem de vendas”, explica orepresentante do Sebrae-SP.Para saber o que quer o cliente,a diretora da .com/teúdo – Mar-keting Digital recomenda que oempresário tente entender as dú-vidas mais frequentes do cliente eacompanhe seu comportamentode compra dentro de um site comferramentas de web analytics. Fon-seca, do Sebrae-SP, sugere que oempresário participe como obser-vador de redes e grupos que seuconsumidor está inserido. Testarestilos de linguagem é outra dicaque ele deixa. “Venda online éeterna experimentação”, diz.A gestão de banco de dados quenaturalmente são formados comos clientes em contato com a lojavirtual é importante para aumen-tar o fluxo de visitantes e, conse-quentemente, o tíquete médio.Frederico Trajano conta quea gestão do relacionamento como consumidor do Magazine Lui-za, conhecido pela sigla em in-glês CRM, é um dos mais avan-çados do mercado. “O aumentoda competitividade vem por co-nhecermos a fundo nossa basede clientes e sabermos em qualestágio está cada um deles den-tro da rede. A partir de dadosatualizados e tratados de formaa evitar erros, nos baseamos emnossos estudos para a realizaçãode campanhas multiplataformas,desenvolvendo estratégias parafidelizar nosso público”, conta.Martin Montingelli, da BikeForever, diz: “Costumo analisardiariamente os hábitos de com-pra dos consumidores, em temporeal. A partir daí, decidimos es-tratégias de abordagem.”Logística e planejamentoCalcanhar de aquiles da maioriadas empresas de varejo online, alogística já fez a fama positiva ounegativa de muitas lojas virtuais.É importante que o empresárioconheça seu volume e sua deman-da de entregas, além dos valorespraticados por empresas privadase pelos Correios. “Dependendo doseu segmento, os Correios não sãoa melhor alternativa se pensar-mos em embalagens, por exem-plo”, diz Camila. Para uma peque-na empresa, vejo o custo comoum ponto forte na hora de optarpor uma empresa ou outra. “Qua-lidade e pontualidade na entregasão diferenciais que agregam va-lor à marca”, completa. O gerenteda Unidade de Desenvolvimentoe Inovação do Sebrae-SP reforçaque a empresa tem de cumprir oque promete. “Venda pela internetlida com a confiança do consumi-dor”, diz ele.Na preparação para datas quemais geram venda para o comér-cio físico e virtual, Dia das Mãese Natal, o Magazine Luiza estru-tura a logística e o atendimentopara que o aumento da demandanessas datas não seja um fatornegativo para o negócio. “Traba-lhamos com prazos de entregareais e informamos aos clien-tes, a cada compra, a previsãode data de entrega para que oproduto chegue corretamente aoendereço indicado”, diz.A Black Friday gerou grandevolume de vendas para a BikeForever, que precisou montaruma estrutura extra para darconta da demanda. Na cidade deSão Paulo, para entregas no cen-tro expandido, a empresa utilizaa bicicleta para agilizar o enviodos produtos.Para que a empresa alcancesucesso no e-commerce, acima detudo, é importante planejamen-to e dedicação.Saiba o que fazere o que evitar no e-commerce12345678910Estar convencido de que internet éuma fonte importante para os negócios(complementar ou principal)Preparar-se para melhor utilizaresse canal de negócios (cursos,livros, consultas ao Sebrae-SP)Criar conteúdo útil e frequentepara o clienteDefinir objetivos e métricasAprender com as informaçõesgeradas pelo clienteEvoluir com outras empresasque lidam com o mesmo públicoPossuir processos de entregae atendimento ao cliente,que transmitam confiançaUtilizar a mídia digital e as redes sociaispara comunicar o negócio virtualTer uma loja virtual de utilizaçãofácil e uma equipe qualificadapara operar o e-commerceOferecer conveniênciaos dez passospara o sucessoAchar que negóciona internet é modismoComeçar ações de e-commercesem estar preparadoEntender os meios digitais como via demão única na comunicaçãoEsquecer que atrás da loja virtual temtodo o processo do mundo real (entrega,pagamento, estoque, funcionários etc.)Não gerar conteúdoe atualizações frequentesNão utilizar os dados gerados pelopróprio contato do cliente com a lojaNão cumprir o que promete(prazos, tempo de resposta etc.)Não aprender com o próprio clienteAchar que internet é algo muito difícilNão considerar a conveniência do clienteos dez pecadosnessa área“costumoanalisardiariamenteos hábitos decompras dosconsumidores,em tempo real.A partir daí,decidimosestratégias deabordagem”Martin Montingelli, da Bike ForeverFoto:OlicioPelosiCcapaCcapa
  10. 10. 18 Conexão Conexão 19er um negócio virtual é muito fácil. Oempreendedor não precisa obter licençase alvarás de órgãos estaduais ou muni-cipais; não há encargos trabalhistas;investimento em equipamentos de segurança, ma-terial de escritório, locação de imóvel. Certo? Errado.Por ser um negócio virtual, ele não deixa deexigir planejamento e, na maioria das vezes, apor-te financeiro. Até porque ter endereço eletrônico egrande número de acessos na web não garante oêxito do negócio.A explosão de empresas virtuais no início dadécada passada deve servir de lição para os atuaisempreendedores. Na época, muitas delas direcio-naram recursos financeiros para canais errados.“Houve muito investimento em mídia de massa,em uma época em que o acesso à internet nãoatingia parcela tão grande da população”, lembraPedro Guasti, vice-presidente do Buscapé CompanyTPor Andrea Ramos Buenoconseguir Financiamento para o comércio virtual e serviços online exigetanta atenção e profissionalismo quanto para os negócios tradicionaisO caminhodo dinheiroFinançase diretor-geral do e-bit. “A internet é só o canal. Aempresa tem de entender que tráfego não é lucro.”Portanto, buscar parcerias para a obtenção deaporte financeiro e apoio para aquisição de know--how faz toda a diferença na hora de montar o co-mércio virtual.Em 2011, André Nazareth e outros três amigos,recém-formados em engenharia, viram o site MeuCarrinho, onde é possível fazer pesquisas de pre-ços e compartilhamento de listas de supermer-cados elaboradas pelos usuários, ganhar fôlego,após vencer o concurso Sua Ideia Vale Um Mi-lhão, promovido pelo Buscapé Company. Além doprêmio em dinheiro, os quatro empreendedoresentraram em um ambiente já conhecido dos com-pradores de lojas virtuais e com afinidade com onegócio desenvolvido. “O aporte do Buscapé foi adivulgação que tornou nossa visibilidade muitogrande,” conta Nazareth.Foto:Divulgação“Vejo que asempresasdo grupo(buscapé)formam umecossistema,fazendo comque a gentese desenvolvamais rápido,podendo focarna gestão daempresa”André Nazareth, sóciodo site Meu CarrinhoO apoio transformou-se emaporte financeiro, mesmo sem ainjeção de valores. “Vejo que asempresas do grupo formam umecossistema, fazendo com que agente se desenvolva mais rápido,podendo focar na gestão da em-presa”, explica Nazareth.O negócio, que surgiu comum investimento aproximado deR$ 1 mil e com os sócios traba-lhandoemsuasprópriascasas,fe-chou 2012 com 250 mil downloads.Para este ano, a meta é chegar a 1milhão deles.As empresas mais tradi-cionais geralmente começamcom recursos do próprio em-preendedor, que depois podemganhar reforço de bancos co-merciais e agências de fomen-to. Caso da Desenvolve SP e doBNDES, que costumam financiar,tradicionalmente, empresas commaior grau de previsibilidade defaturamento e de risco.“Esses bancos e agências nãovão investir em negócios inova-dores, com maior dificuldade deprever lucros e, por isso, sujeitosa grandes riscos”, explica Luiz Ri-cardo Grecco, analista financeirodo Sebrae-SP.Dentre os negócios inovado-res, ele destaca os de menor ounenhum ganho financeiro. Casode alguns projetos com apelosustentável, em que o apoio cos-tuma ser mais por afinidade como tema que pelo retorno financei-ro. O crowdfunding (financiamentocoletivo), uma das opções maiscomuns, utiliza sites que coletamrecursos para aprovar uma em-presa ou um projeto. Nesse tipode financiamento, o negócio só seconcretiza quando há a captaçãodos recursos necessários.Há ainda os negócios finan-ciados pelos investidores-anjoque aplicaram R$ 495 milhõesem 2012, segundo a AssociaçãoAnjos do Brasil. Cássio Spina,fundador da entidade, explicaquais os critérios para ser bene-ficiado com o investimento. “Nor-malmente ser empresa inicianteou ter no máximo dois anos. Oinvestimento deve girar até unsR$ 600 mil. E o importante é quea empresa algum grau de ino-vação, pode ser no produto, noprocesso, no modelo de negócio.”Outro ponto obrigatório, segundoSpina, é que o negócio seja esca-lável. “Ou seja, que possa crescerrapidamente, mas sem exigir amesma soma de investimentoinicial”, esclarece.E quais são as obrigações doempreendedor diante dos investi-dores-anjo? “Estar dedicado 100%ao negócio, mostrar que tem ca-pacidade de execução, conseguirrealizar alguma parte do negóciosozinho e demonstrar conheci-mento do mercado escolhido”,enumera Spina.Existe quem busque os meiosmais tradicionais: o financia-mento bancário e a confiançados fornecedores. Foi a receitaadotada mais de uma vez pela Aa Z Perfumes, que possibilitou oinício e, posteriormente, o saltode crescimento da empresa, quevende perfumes e cosméticosapenas pela internet. O idealiza-dor do projeto havia representa-do uma loja americana da áreano Brasil, antes de ter sua marca.Em 2001, com capital próprio decerca de R$ 150 mil, Rubens Tebet,a mulher e os dois filhos deram iní-cio à empresa. Vários anos de re-lacionamento bancário e contatoscom fornecedores trouxeram faci-lidades. “No início, fazíamos paga-mentos à vista. Com o tempo, osfornecedores passaram a ampliaros prazos”, conta Tebet.Quatro anos mais tarde, como negócio já consolidado e a pos-sibilidade de expansão, utilizouos mesmos recursos para com-prar a atual sede da empresa econtratar profissionais de web:reservas próprias e empréstimobancário.
  11. 11. 20 Conexão Conexão 21Estima-se que o Brasil te-nha mais de 27 milhõesde usuários de smart-phones, número maiordo que países como Alemanhaou França que contam com, res-pectivamente, 24 e 25 milhõesde adeptos dessa tecnologia. Osdados são de estudo do institutoIpsos MediaCT. De acordo com orelatório, cerca de 60% dos bra-sileiros que têm um dispositivomóvel declararam utilizar esserecurso a todo o momento. Aindasegundo a pesquisa, o ano passa-do também foi marcado pela en-trada maciça de novos consumi-dores nesse mercado, já que 69%dos entrevistados afirmaram queo aparelho que usavam era seuprimeiro smartphone.Em meio a números expressi-vos, o potencial para o mercadode aplicativos crescer de formapujante é enorme. Mas, afinal,qual o poder econômico que dis-positivos móveis, como smart-phones e tablets, podem proporcio-nar para as empresas? De acordocom Renato Fonseca, gerente daUnidade de Desenvolvimento eInovação do Sebrae-SP, é difícilmensurar as reais possibilida-des devido a grandiosidade dessemercado. “A maioria das pessoaspassa 24 horas com o celular amenos de 1 metro de distância.Por isso, os dispositivos móveisestão cada vez mais tornando-semembros do corpo e da mentepor darem um ‘poder’ novo parao usuário”, afirma.Já Breno Masi, diretor-execu-tivo do Grupo .Mobi, acredita quea revolução que os dispositivosmóveis têm causado é equivalen-te às mudanças ocorridas com apopularização da internet. “Tudoo que ocorreu com a chegada daweb está sendo replicado na erado mobile. Antes, nenhum peque-no comércio estava preocupadoem ter um site, hoje é inadmis-Mercado de desafiosPor ser uma área consolidadaem outros países, os brasileirosdesenvolvedores de aplicativosvão encontrar softwares simila-res aos seus e, muitas vezes, atémesmo gratuitos. E como fazercom que a empreitada dê certo?Para Fonseca, do Sebrae-SP, oprimeiro passo é pensar em umaplicativo que seja realmenteútil. “É preciso resolver um pro-blema do dia a dia das pessoas.O aplicativo tem de ter um de-sign que facilite para o usuário,que seja inteligente. O recursotambém precisa de alguma bar-reira de entrada, uma dificul-dade para que não seja copiadoe entregue de graça por outrasempresas”, acrescenta.Porém, Fonseca admite que omaior desafio ainda é monetizara operação. “O modelo de negócioque envolva o aplicativo deve serpensado, se for vendido tem deFoto:OlicioPelosi“O mercado de aplicativos podegerar muito dinheiro, além dereduzir custos”Breno Masi, diretor-executivo do Grupo .Mobisível ficar de fora. Logo o mesmoocorrerá com os aplicativos paramobile”, opina. Segundo Masi, embreve “um restaurante não pode-rá deixar de ter um sistema dereserva móvel, com cardápio. Oupadarias que avisem os clientessobre a fabricação dos produtos”,exemplifica.Mesmo com potencial a serdesenvolvido, Masi acredita queos brasileiros ainda não se aten-taram para essa revolução. “Omercado de aplicativos pode gerarmuito dinheiro, além de reduzircustos. Com o sistema de paga-mento móvel, o empresário podeenviar alguém à casa do clientepara entregar o produto e fazer acobrança pelo celular”, diz Masi.“Os empreendedores ainda veemos aplicativos como uma parte domarketing, mas eles devem enxer-gar a ferramenta como um servi-ço. Quem perceber isso vai sair nafrente e fazer bom dinheiro.”NnegóciosNapontadosdedosPor Thiago RufinoMercado de aplicativos temgrande potencial a ser exploradono Brasil, mas ainda enfrentadificuldades pelo alto preço deaparelhos e do serviço 3G
  12. 12. 22 Conexão Conexão 23agregar valor e não pode ter con-correntes gratuitos”, afirma.Atualmente, tanto uma em-presa que deseja divulgar seusprodutos por meio de aplicati-vos quanto aqueles que preten-dem desenvolver os programaspodem recorrer a companhiasespecializadas nesse serviçoou aprender a criar essas ferra-mentas. “Antes de desenvolverum aplicativo, as três perguntasfundamentais são: qual proble-ma meu público-alvo gostariade resolver? Como vou ajudar?E como posso destacar-me dosconcorrentes?”, orienta Fonseca.Assim como os demais setoresda área de tecnologia no Brasil, odesenvolvimento de aplicativostambém tem problemas com mãode obra. “Como é uma área muitonova, ainda faltam profissionais.Mas vemos que as pessoas estãocom melhor formação. Hoje, elasjá vêm um pouco melhores, é ummercado que evolui”, diz Masi.“Uma coisa que percebo é quecada vez mais os profissionais sãoautodidatas e de boa qualidade”. JáFonseca acredita que o País estáno caminho da profissionalização.“Temos startups desenvolvendoaplicativos com bom ecossistemade profissionais. Isso tem geradoempresas interessantes”, adiciona.Ideias em práticaUm grupo de alunos do ensinomédio da Escola Viva, primeiroestabelecimento a aplicar a novametodologia da Formação de Jo-vens Empreendedores, programado Sebrae-SP, recebeu a tarefa, emuma das disciplinas, de desenvol-ver um negócio empreendedor. Apartir daí, surgiu a ideia de criarum aplicativo. “Foi uma junção daferramenta de eventos disponívelno Facebook com a ideia de fazercheck-in nos locais”, conta a estu-dante de 17 anos Olivia Saraiva.“Basicamente, é uma agenda decompromisso compartilhada comos amigos. Você sabe aonde todosvão. Também juntamos com apossibilidade de venda de ingres-sos para shows”, continua.Denominado “WeGo”, o con-ceito do aplicativo foi criado pe-los estudantes com auxílio dosprofessores. Segundo Olivia, oconceito surgiu por uma questãode praticidade, mas acabou sen-do executado por acaso. “Acha-mos que o aplicativo não seriafeito, mas tivemos uma semanade palestras sobre tecnologia nocolégio. Um dos convidados ficouinteressado pela ideia, e agora aempresa dele está desenvolven-do”, conta. O próximo passo seráoferecer o programa para outrasorganizações e comercializá-lonas plataformas Android e iOS.A ideia para criar um aplica-tivo pode surgir de uma necessi-dade. Foi exatamente assim queocorreu com Yussif Ali Mere Neto,CEO da iPostal. “Morei fora porum período e percebi que mandarum cartão-postal para o Brasil eramuito caro. Por meio do nosso sis-tema, a pessoa pode tirar a foto ejá mandar o cartão. Dá pra fazertanto via mobile ou site”, explica. Aempresa foi fundada em junho doano passado por quatro jovens re-cém-formados que viram a opor-tunidade ainda inédita até entãono Brasil, mas que já era popularnos Estados Unidos.O sistema consiste em o usuá-rio produzir a foto pelo dispositivomóvel e escolher uma mensagempara integrar a imagem. Depois écobrada uma taxa de R$ 3,99 paraque a empresa imprima o mate-rial e envie para o destinatárioem qualquer lugar do mundo. Se-gundo Mere Neto, em dezembro aiPostal atingiu a marca de 7 milclientes. “Hoje, o maior públicoé de pessoas que estão viajando.Também pretendemos expandiras linhas de produtos para quepossamos personalizar com fotosde outros temas, mas ainda nãotemos nada definido”, explica.Assim como Mere Neto, amotivação para solucionar umproblema cotidiano também foio ponto de partida para o empre-sário Tallis Gomes fundar a EasyTaxi. O serviço oferecido permiteque o usuário chame o táxi maispróximo via dispositivo móvel co-nectado à internet. “O plano ini-cial era para ônibus, mas em umaocasião liguei para uma coopera-tiva e tive de esperar um táxi por“Morei fora por umperíodo e percebi quemandar um cartão-postalpara o Brasil era muitocaro. Por meio do nossosistema, a pessoa podetirar a foto e já mandaro cartão. Dá pra fazertanto via mobile ou site”Yussif Ali Mere Neto, CEO da iPostalmuito tempo. Daí, surgiu a ideia”,conta Gomes, CEO da empresa.Fundada em junho de 2011, aEasy Taxi foi pioneira no serviçode chamada de táxi na AméricaLatina. Desde o início de sua ope-ração, o aplicativo já recebeu umasérie de prêmios, entre eles, oIBM Smartcamp e o TNM AwardsBrazil, na categoria “melhor appmobile”. Atualmente, a empresaopera nas cidades do Rio de Janei-ro e de São Paulo, mas em brevevai expandir a operação para BeloHorizonte, Curitiba, Salvador, etambém no exterior, em Bogotá,Buenos Aires, Caracas, Cidade doMéxico, Lima e Santiago.Segundo Gomes, o retorno fi-nanceiro do aplicativo ocorre daseguinte forma: os taxistas cadas-trados no sistema não pagam poradesão ou mensalidade, apenas ataxa de R$ 2 por “corrida” recebi-da via aplicativo. “Hoje, temos 100mil usuários. E, apenas em SãoPaulo, recebemos 600 mil pedidospor dia”, afirma. Segundo ele, opioneirismo da iniciativa no Bra-sil foi essencial para impulsionaro negócio. “O fato de termos sidoa primeira empresa a oferecero serviço na América Latina e oterceiro no mundo nos dá a expe-riência. Nosso diferencial para osdemais concorrentes é que o usu-ário consegue táxi com apenasum clique”, reitera Gomes.Apesar do bom desempenhodas empresas lideradas por MereNeto e Gomes, eles concordamque um dos principais empeci-lhos para a expansão desse mer-cado é a falta de infraestruturapara a conexão de internet móvelno Brasil. “A cobertura do serviçopoderia melhorar, porque rece-bemos muitas reclamações deusuários que tentam mandar asfotos pelo smartphone, mas nãoconseguem pela baixa qualidadedo 3G”, exemplifica Mere Neto. JáGomes aponta outras dificuldadesatreladas. “Um celular que custapoucas centenas de dólares chegaaqui por milhares de reais”, corro-bora. “O Brasil é um país carentede internet e tecnologia, a cone-xão 3G é ridícula. Não podemosmelhorar o serviço sem alterar-mos a carga tributária e a falta deinfraestrutura”, critica Gomes.Portanto, o potencial do mer-cado de aplicativos no Brasil éimenso, mas para que o setorcresça de forma pujante serápreciso melhorar a questão tec-nológica, reduzir a carga tribu-tária incidente, que encarece de-mais aparelhos e serviços comoplanos de dados 3G. Empresáriose desenvolvedores de aplicativosdevem pensar soluções em con-junto para adentrar nessa área afim de divulgar seus produtos eserviços. “Imagine a quantidadede habitantes que terão acesso asmartphones nos próximos anos.Existe um mundo a ser desco-berto que terá muita demanda”,afirma Fonseca.NnegóciosFoto:OlicioPelosi
  13. 13. 24 Conexão Conexão 25volume de smartphones no mundo já ul-trapassou a marca de 1 bilhão. No fimde 2012, o Brasil registrou 259 milhõesde linhas de celular ativas, segundo aAgência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Osnúmeros estão diretamente ligados à viabilidadedo mobile payment, pagamento móvel, via celular etablet, no qual o dinheiro passa de “mão em mão”com a velocidade de um clique. Pode ser feito emqualquer lugar, a qualquer hora, adicionando umdiferencial ao seu negócio.Ao considerar que esses números da telefoniatendem a triplicar nos próximos cinco anos essaopção de pagamento deve facilmente mudar o sta-tus de diferencial para necessária. Assim como écomum nos dias atuais oferecer o pagamento pormeio de cartão (de crédito ou débito).OPor Gabriel PelosiOs serviços de pagamento por celularfinalmente começam a deslanchar e podem sero diferencial para a conquista de mais clientesCompras emalta velocidademmercadoÉ claro que ainda não é o momento de aposentara carteira, mas é de se considerar que aquele que dero primeiro passo rumo ao pagamento móvel poderáusufruir por mais tempo dessa ferramenta. “É ummeio de criar um diferencial diante do mercado.Permite oferecer melhor opção para o cliente, já quefacilitar o pagamento é sempre boa prática”, diz Gus-tavo Carrer, consultor de marketing do Sebrae-SP.Aplicativos e ferramentas para isso estão dispo-níveis no mercado. Desde empresas já consolida-das até startups oferecem esse serviço, geralmentecom taxas mais atrativas do que a da tradicionalmaquininha de cartões.A Cielo, maior processadora de cartões domercado brasileiro, disponibiliza desde 2010 umaplicativo para smartphones e tablets que aceita pa-gamentos de bandeiras como Visa e Mastercard.Foto:OlicioPelosi“As taxas são muito maisbaixas do que as da maquininhacomum de cartões”Marcos da Silva, consultor da marca de cosméticos MaryKayAs vantagens da tecnologia vãoalém da praticidade: a mensa-lidade do aplicativo parte de R$11, enquanto a da máquina tra-dicional de cartões é de R$ 64.“A grande vantagem é que,com essa solução, que foca osprofissionais liberais e autô-nomos, temos feito nossa redechegar a importantes segmen-tos da economia, que não eramcomuns antes do pagamentoeletrônico”, diz Rogério Signori-ni, diretor de Inovação da Cielo.O aplicativo Cielo Mobile encer-rou 2012 ultrapassando a marca de100 mil downloads nas plataformasiOS (Apple), Android e BlackBerry. Aoperadora não revela números ab-solutos, mas as transações via celu-lar e tablets crescem em média 20%ao mês, movimentando cerca deR$ 10 milhões mensais. “Esse é ummercado de duas pontas e a mas-sificação dos pagamentos móveisdependerá da densidade de uso.Investimos em mobile payment comoum de nossos pilares estratégicosa fim de pavimentar a companhiapara o futuro”, relata Signorini.Novos aparelhos com o siste-ma Android, do Google, já carre-gam um chip NFC que permitefazer transações pelo GoogleWallet, serviço de pagamentosda gigante da internet em par-ceria com a Mastercard. O mer-cado de pagamentos móveis éabrangente e oferece diferentestecnologias a preços variados. Deplanos isentos de mensalidadeaté uma taxa de manutenção deR$ 35,90 mensais, a Pagcom, umastartup brasileira criada em 2008por três amigos de 20 e poucosanos, pretende atingir 3 milhõesde usuários em pouco tempo.A tecnologia da Pagcom aplica-se em dois segmentos no smart-phone: o software, por meio doaplicativo, e o hardware, aparelhoacoplado no smartphone parapassar o cartão. “Qualquer ramode negócio pode utilizar esse meiode pagamento, mas o profissional‘móvel’, como médico, advogado,manicure, vendedor porta aporta são os que mais utilizamo serviço. É um mercado ‘blueocean’ (novos mercados compouca concorrência), uma grandeoportunidade que ninguém aindase consolidou como líder”, explicaCaio Davidoff, CEO da Pagcom.O vendedor porta a porta Mar-cos da Silva, consultor da marcade cosméticos MaryKay, aprova atecnologia. “Resolvi fazer um tes-te com o sistema de pagamentovia celular. As taxas são muitomais baixas do que as da maqui-ninha comum de cartões e a pra-ticidade de usar o telefone comomeio de recebimento me dá maissegurança contra roubos. Outrobenefício é que não preciso ven-der fiado e posso oferecer a opçãode o cliente parcelar a compra. Eaté vendo mais por isso, aumen-tando meu tíquete médio.”Antes de colocar a máquinaregistradora de lado, no entanto,é preciso tomar alguns cuida-dos, conforme orienta o consul-tor do Sebrae-SP. “É importanteestudar bem esse tipo de tec-nologia, sua área de atuação eo tipo de cliente do seu negócio.Por meio de um estudo rápido, épossível identificar quantos dosseus clientes possuem smartpho-ne, por exemplo. Se o perfil doseu cliente é mais conservador,talvez não seja o momento deadotar essa tecnologia. Já se seupúblico é mais antenado, se vocêtrabalha com tecnologia, possuiuma loja de games, por exemplo,o resultado pode ser positivo”,ensina Carrer.Linha do tempo dosmeios de pagamentosAté o século VII a.C.escambo•A partir do século VII a.C.moedas•A partir do século Vpapel-moeda (as notas)•No século XVcheques•Em 1950cartão de crédito•Anos 1980cartão de débito•2008mobile payment
  14. 14. 26 Conexão Conexão 27uem passou pelo estacionamento da ruaMaria Antônia, no bairro da Consolação,região central de São Paulo, no idos doano 2000, dificilmente imaginaria quepouco mais de uma década depois o pequeno co-mércio de calçados que funcionava ali alcançariaa casa dos dez dígitos em faturamento. Mas o fe-nômeno ocorreu e atende pelo nome de Netshoes.“Vendo o sucesso da empresa hoje, a gente quaseQPor Denise RamiroO comÉrcio eletrônico já movimenta mais de R$ 22 bilhões no País e 20% dessevolume pertence ao segmento de micro e pequenas empresas. Especialistasensinam aqui como entrar nesse universo virtualSua lojaem uma telaesquece que ela nasceu como microempresa”, dizRenato Mendes, gerente de Assuntos Corporativosda Netshoes. O que mais chama a atenção na histó-ria dessa empresa é que ela virou um ícone do co-mércio de produtos esportivos justamente quandodecidiu concentrar as vendas na plataforma eletrô-nica, fechando as sete unidades físicas.A opção foi além do feeling do dono do negócio, oempresário de origem armênia Márcio Kumruian.Quando, em 2007, ele percebeuque a taxa de crescimento doe-commerce era maior que a delojas físicas, decidiu focar o ne-gócio exclusivamente nas vendasonline. O resultado foi um saltogigante nas receitas, que saíramde R$ 30 milhões em 2007 paraR$ 1 bilhão no ano passado.A aposta do criador da Netshoesestava certa. Atualmente, o Paísjá conta com cerca de 45 mil em-presas estabelecidas na web, quefaturaram R$ 22,5 bilhões em2012, um avanço de 20% sobreo ano anterior, segundo dadospreliminares do e-bit, empresareferência em informações sobree-commerce nacional. Grande par-te da receita está concentradanas mãos de algumas empresasgigantes, mas, aos poucos, as mi-cro e pequenas ganham terrenonessa seara. Em 2005, a partici-pação do segmento no fatura-mento total do e-commerce nãochegava a 8%, no ano passado,girou em torno de 20%. “Não hábarreira de entrada para os pe-quenos negócios, mas a perma-nência na internet requer bomplanejamento”, diz Pedro Guasti,diretor-geral do e-bit e vice-pre-sidente do Buscapé.Antes de partir para a redevirtual, é preciso definir o quevender, para quem, qual o inves-timento, o custo mensal, o volu-me necessário para obter lucro.“É um negócio como outro qual-quer. De virtual, só tem o espa-ço, o resto é real”, ensina Guasti.Para o executivo da Netshoes, osucesso do negócio está centradono atendimento e na escolha donicho para atuar. “O grande erroé entrar em mercados consolida-dos, como o da linha branca, quejá é muito bem servido por gran-des players”, diz Mendes.A própria Netshoes é uma po-tência no mercado de calçados es-portivos. Quem se arriscar a com-É verdade que é possível colocarum site no ar de graça, mas aoperação do negócio envolve ou-tros compromissos: segurançadas informações do cliente, con-tratação de provedor de internet,plataforma de pagamentos, hos-pedagem das informações da lojavirtual, frete e divulgação, entreoutros investimentos.É o que sentiu na pele o pau-lista Fabio Marinari quando deci-diu inaugurar há dois anos a lojavirtual Show Tenis. “A dificulda-de de operar uma loja na interneté muito maior”, afirma Marinari.A comparação veio após ele mon-tar uma loja de rua da marca, emnovembro passado, na cidade deBauru, interior de São Paulo. Aideia de ter um espaço físico sur-giu por acaso, quando precisouampliar a área de estocagem dosprodutos da loja virtual. Agora,o estoque com 400 modelos detênis, a maioria importados, ea loja física estão instalados emFoto:WalterCraveiro“O grandeerro éentrar emmercadosconsolidados,como oda linhabranca, quejá é muitobem servidopor grandesplayers”Renato Mendes,gerente de AssuntosCorporativos da Netshoespetir com ela terá de enfrentaruma estrutura que conta com trêscentrosdedistribuiçãoeumaequi-pe de 1.780 funcionários. Segun-do Mendes, um terço desse timeatua no atendimento pós-venda eé o grande pilar do negócio, paraquem a empresa dedica atençãoespecial, promovendo treinamen-to e capacitação frequentes. “Obom atendimento envolve uma di-nâmica de prazo, oferta, variedadede produtos e conveniência muitobem azeitados.”De acordo com Marcelo Si-nelli, consultor de marketing doSebrae-SP, para tirar proveito doe-commerce é preciso saber que osucesso da empreitada está ligadoà qualidade do serviço. “O atendi-mento na internet tem de ser ex-cepcional”, diz Sinelli. Ele tambémdestaca a importância de deixarde lado alguns mitos em torno domercado eletrônico. Entre eles, ode que a internet é um meio eco-nômico para vender seu produto.Ccenário
  15. 15. 28 Conexão Conexão 29um espaço de 100 metros qua-drados, mais que o dobro do an-terior. “A grande diferença entreo cliente físico e o virtual é queo primeiro não olha tanto preço,quer apenas encontrar o que estáprocurando”, compara ele.Marinari não se intimidoucom a gigante Netshoes. “Porsermos menores, podemos estarmais perto do cliente”, diz ele.“Estar perto significa, explica oempresário, ligar para o clienteantes da entrega do pedido parasaber se ele tem alguma dúvida,dando confiança ao consumidor.”Os especialistas na áreadestacam a importância de seescolher de forma correta osfornecedores dos serviços de in-fraestrutura. Há opções de em-presas que oferecem todas essasferramentas juntas: plataformade pagamentos – com parceriascom as principais bandeiras decartões de crédito –, certifica-ções para atuar na área, hospe-dagem da loja, análise de riscode crédito e do comportamentode compra do consumidor. Ocusto para colocar uma loja vir-tual no ar gira em torno de R$5 mil. Para mantê-la ativa, sãocerca de R$ 300 mensais.Destacar seu produto numuniverso de ofertas que é a in-ternet é outra tarefa árdua. Nocaso do e-commerce, o marketingmais apropriado para as microe pequenas empresas são asmídias digitais e redes sociais.“Não basta montar a loja virtu-al, é preciso atrair tráfego”, dizGuasti. O consultor de marke-ting do Sebrae-SP sugere os linkspatrocinados em sites conheci-dos, como o Google, como boaalternativa. Eles constumamfornecer relatórios para o clientecom informações sobre o consu-midor, o número de acessos aosite, perfil do cliente, quais siteso cliente visita, o que ele compramais, qual estado ou cidade con-some mais, qual o produto maisprocurado, entre outros dadosestratégicos. “As redes sociaistambém podem ser utilizadascomo forma de criar vínculoscom a marca”, diz Sinelli.A vitrine virtual é outro pontoque merece atenção. A descriçãoe as fotos dos produtos ganhampeso grande na hora da vendavirtual. “Para cada produto tenhode ter, no mínimo, quatro fotos”,diz Marinari. Daqui para frente,a tendência é o mercado evoluirpara o marketing segmentado.O que significa basear-se em in-formações sobre os hábitos decompra do cliente para fazer ummarketing individualizado, quevai requerer, obviamente, inves-timento pesado. “A ideia é ofere-cer o produto certo para a pessoacerta”, diz Mendes, da Netshoes.Em um futuro próximo, alertaMendes, outra questão será colo-cada à prova: a combinação fretegratuito mais entrega rápida nãovai perdurar. “Não dá para segu-rar isso por muito tempo, o fretepode ser gratuito, mas para issoa entrega deverá ser alongada ouo cliente deverá pagar por isso”,explica. E a Netshoes já colocou aideia em prática ao lançar no fimdo ano passado a entrega SuperExpressa, opção em que o clienterecebe o produto no mesmo diase o pedido for feito até as 13 ho-ras. Desde que pague por isso.“A grandediferença entreo cliente físicoe o virtual éque o primeironão olhatanto preço,quer apenasencontraro que estáprocurando”Fabio Marinari, dono da Show TenisSeu site e loja virtual no arDois projetos do Sebrae Nacionalvoltados para o e-commerce, o Conecteseu Negócio e Primeiro e-commerce,ajudam a inserir as micro e pequenasempresas no mundo digital de ma-neira rápida, fácil e acessível. Paraisso, o Sebrae estabeleceu parceriascom gigantes do setor de web, semenvolver repasse financeiro.O acordo com a Google, assinadoem 2011, contempla o fornecimentode um website, no projeto Conecte seuNegócio. Já com o Mercado Livre, a par-ceria marcou o lançamento do Primeiroe-commerce, que viabiliza a criaçãode uma loja virtual com integraçãodos meios de pagamento e certifica-do de segurança. Segundo AdrianaMenegaz, analista técnica do SebraeNacional, o website é indicado paraempresas de serviços e a loja virtualpara quem tem escala de produtos enecessita da internet para expandiras vendas. O Conecte seu Negócio égratuito durante um ano. O Primeiroe-commerce também não tem custos,mas é cobrada taxa de 4,99% sobre ovalor da venda para cobrir despesascom o uso da estrutura de pagamentoe do certificado de segurança.Os projetos estão abertos aosinteressados portadores de CNPJ.Para participar basta entrar na pá-gina específica de cada um deleswww.conecteseunegocio.com.br ewww.primeiroecommerce.com.br epreencher o cadastro. Ambos contem-plam uma variedade de fundos, letrase imagens para serem utilizados.O Primeiro e-commerce já colocou 364lojas no ar e o Conecte seu Negócio jásoma 51.154 mil sites publicados.Ccenário
  16. 16. 30 Conexão Conexão 31m shopping com milhares de itens à vendadas mais diversas categorias de produto eainda que oferece descontos mais atrati-vos do que os das lojas tradicionais. Esseparaíso do consumo existe, mas de maneira virtual.Atendendo pelo sistema de compras coletivas ou declubes de compra, os sites conquistam cada vez maisadeptos no País. Para os empreendedores do comércioe de serviços há a vantagem de conseguir uma exposi-ção superlativa de sua marca em troca do pagamentode um percentual somente das vendas realizadas.De acordo com a Câmara Brasileira de ComércioEletrônico (câmara-enet), as compras coletivas mo-vimentaram R$ 1,8 bilhão em 2011, com estimativade ter encerrado o ano passado com crescimentode 5%. Segundo a entidade, houve uma depuraçãodesse negócio. O Brasil chegou a ter 2 mil sites damodalidade em operação. A bolha estourou e, hoje,UPor Selma PanazzoCompras virtuais caem no gosto do brasileiro que busca comodidadee ofertas. Um nicho que os pequenos negócios podem aproveitarO cliQUE vendedorPparceriashá menos de 50 em funcionamento, após dois anosde entrarem no mercado nacional.“Apesar do fechamento da maioria dos sites, oconceito veio para ficar.” É o que garante GersonRolim, consultor da câmara-enet. Embora o pata-mar de sucesso nas vendas seja elevado, Rolim lem-bra, sobretudo aos empreendedores de pequenosnegócios, que essa ferramenta de marketing requeralguns cuidados para a receita não desandar. Oconsultor da câmara passa uma dica importante. “Acompra coletiva é para ser usada esporadicamente,pois se for feita sempre, o recurso de desconto vaidiminuir o fluxo de caixa e sua margem.”“Em marketing não há um coelho na cartola. Tem--se de cuidar para não atirar para todo lado”, comple-menta Marcelo Sinelli, consultor de marketing do Se-brae-SP. Ele alerta que existe muitos empreendedoresque não entendem como funciona o sistema de com-Foto:Divulgação“No comércio local, ospequenos são mais da metadede nosso faturamento”Miguel Queimado, CEO do Groupon Brasilpras coletivas, acreditando quevão ganhar dinheiro pelo volume.O importante, segundo Sinelli, écompreender que essa ferramentapossibilita falar com um clienteque de outra forma não se falaria,além da chance de fidelizá-lo, nes-se caso, cobrando o preço pleno,sem desconto. O consultor aindalembra uma regra que não podeser descumprida nunca. “Nãotratar mal o cliente de cupom. Seisso ocorrer, perdem-se vendas fu-turas e toda a estratégia terá sidoum tiro no pé.”Outro ponto destacado pelosespecialistas é diferenciar seuproduto dentro de um site de com-pras ou clube de compras, umavez que a concorrência é forte.Foi isso que motivou o sucesso dosite Coquelux, lançado em agostode 2008 e que se posicionou comoclube de compras de luxo. O espa-ço virtual reúne 600 marcas entreprodutos de moda, acessórios,design de casa, tecnologia, gastro-nomia e entretenimento. Em umbazar, realizado em janeiro e ju-lho, é possível encontrar produtosde desejo com descontos que va-riam de 30% a 85%. O tíquete mé-dio de compras é de R$ 230. PierreEmmanoel Jean Etienne Joffre,presidente da empresa, revelauma vantagem adicional dessessites: “É uma oportunidade de darsegunda vida para um produtoimobilizado, recuperando o inves-timento feito na sua compra.”Para ser parceiro de sites decompra, recomenda-se que o em-preendedor responda a algumasperguntas. Será que realmenteacredito que ofereço bons produ-tos ou grande serviço? Será quetenho capacidade de atender o vo-lume de clientes que o site vai ge-rar? Estou preparado e conscientede que devo atender muito bemo cliente de cupom? “Esses ques-tionamentos são fundamentaispara o sucesso”, ensina MiguelQueimado, CEO do Groupon Bra-sil, maior site da categoria, pre-sente em 48 países e líder domercado em faturamento no País.Em 2012, o Groupon congregou 12mil parceiros, muitos pequenos,sobretudo no segmento de pres-tação de serviço. Essas empresasconcederam descontos entre 50%a 70%. “No comércio local, os pe-quenos são mais da metade denosso faturamento”, revela Quei-mado. Aliás, a empresa prima porter um sistema operacional queapoia a participação dos peque-nos negócios no comércio online.Ao pensar em facilitar o acessodo consumidor a todos os sitesde compra habitados na rede,um grupo de colegas de faculda-de criou em 2010 o Save-me, umaglutinador de sites que se orga-niza por áreas do produto ou ser-viço demandado. “Diante do su-cesso, grandes empresas vierampara anunciar e o espaço passoua ser um agregador de ofertas devarejistas tradicionais”, explicaGuilherme Wroclawski, sócio--fundador. O site reúne 2 milhõesde ofertas por dia. As pequenase médias empresas são mais de50% dos anunciantes. O que mos-tra a eficiência da vitrine virtual.Mas é preciso atenção. “Venda on-line não é o fim. É o começo de umrelacionamento comercial. Vouter de oferecer um tratamentopós-venda e nesse momento nãoposso fazer diferença entre o con-sumidor online e o tradicional”,alerta Wroclawski. Como exem-plo desse tino para os negócios,ele lembra o caso de uma chur-rascaria que fez promoção válidapara três pessoas, mas apenasde carne. Contudo, o proprietáriodecidiu dar os acompanhamentoscomo cortesia aos consumidoresonline. Ganhou clientela.
  17. 17. 32 Conexão Conexão 33PAEs Postos Sebrae-SP de Atendimento ao EmpreendedorAlto TietêFerraz de Vasconcelos: R. BrunoAltafin, 26 • Centro • CEP: 08501-160Tel.: 11 4675.4407Itaquaquecetuba: R. Valinhos, 52Monte Belo • CEP: 08577-010Tel.: 11 4642.2121Suzano: R.Gal. Francisco Glicério,1334 • Centro • CEP: 08674-002Tel.: 11 4747.5189ARAÇATUBABirigui: R. Roberto Clarck, 460 • Centro CEP: 16200-043 • Tel.: 18 3641.5053Andradina: R. Paes Lemes, 1280Centro • CEP: 16901-010Tel.: 18 3723.5411Ilha Solteira: R. Rio Tapajós, 185Zona Norte • CEP: 15385-000Tel.: 18 3742.4918Penápolis: R. Ramalho Franco, 340Centro • CEP:16300-000Tel.: 18 3652.1918ARARAQUARAIbitinga: R. Quintino Bocaiúva, 498Centro • CEP: 14940-000Tel.: 16 3342.7194 ou 3342.7198Itápolis: R. Odilon Negrão,570 • Centro CEP: 14900-000 • Tel.: 16 3262.1534BAIXADA SANTISTACubatão: R. Padre Nivaldo Vicentedos Santos, 41 • CentroCEP: 11510-261 - Tel.:13 3362.6025BARRETOSBebedouro: Praça José StamatoSobrinho, 51 • CentroCEP: 14700-050 • Tel.:17 3343.8420ou 17 3343.8395BAURULençóis Paulista: R. Cel. JoaquimGabriel, 11 • Centro • CEP: 18680-091Tel.:14 3264.3955Lins: R. Floriano Peixoto, 1093 -Centro • CEP: 16400-101Tel.: 14 3523.7597BOTUCATULaranjal Paulista: Rua Barão do RioBranco, 107 • CentroCEP: 18500-001 • Tel.:3383.9127Campinas/JundiaíArthur Nogueira: R. Duque deCaxias, 2204 • Jd. Santa Rosa CEP: 13160-000 • Tel.: 19 3877.2727ou 19 3877.2729Bragança Paulista: Em fase de mu-dança (endereço antigo: Av. AntonioPires Pimentel, 653) o PAE irá para aSecretaria de Desenvolvimento daPrefeitura de Bragança PaulistaHolambra: Av. das Tulipas, 103Centro • CEP: 13825-000Tel.: 19 3802.2020Hortolândia: R. Luis Camilo deCamargo, 918, 1º andar • RemansoCampineiro • CEP: 13184-420Tel.: 19 3897.9993 ou 19 3897.9994Itatiba: R. Coronel Camilo Pires, 225Centro • CEP: 13250-270Tel.: 11 4534.7893 ou 11 4534.7896Indaiatuba: Av. Eng. Fábio RobertoBarnabé, 2800 - Jd. Esplanada II -Secretaria de Desenvolvimento deIndaiatuba - CEP: 13331-900Tel.: 19 3834.9272Jaguariúna: R. Candido Bueno, 843sala 06 e 07 - CentroCEP: 13820-000 - Tel.: 19 3867.1477Paulínia: Av. Pres. Getúlio Vargas,527 - CEP: 13140-000Tel.:19 3874.9976Sumaré: Praça da República 203 –Centro - CEP: 13170-160Tel.: 19 3828.4003 ou 19 3903.4224Valinhos: Av. Invernada, 595 - VeraCruz - CEP: 13271-450Tel.: 19 3829.4019 ou 19 3512.4944GUARATINGUETÁCruzeiro: R. Capitão Neco,118 - Centro CEP: 12701-350 - Tel.: 12 3141.1107Pindamonhangaba: R. AlbuquerqueLins,138 - Centro - CEP: 12410-030Tel.: 12 3642.9744Campos do Jordão: Av. JanuárioMiráglia, 1330 - CEP: 12460-000Tel.:12 3664.2631GUARULHOSArujá: R. Adhemar de Barros, 60 -Centro - CEP: 07400-000Tel.: 11 4653.3521Mairiporã: Avenida Tabelião Passa-rela, 348 – Centro - CEP: 07600-000Tel.: 11 4419.5790ItapevaCapão Bonito: R. Cel. Ernestino, 550Centro - CEP: 18300-492Tel.: 15 3542.4053Itararé: R. Sete de Setembro, 412 –Centro - CEP: 18460-000Tel.: 15 3532.1162MARÍLIAParaguaçú Paulista: R. Santos Du-mont, 600 - Centro - CEP: 19700-000Tel.:18 3361.6899Pompéia: Av. Expedicionário dePompéia, 217 - CEP: 17580-000Tel.:14 3452.1288Tupã: Av. Tapuias, 907 - Sl. 5 - CentroCEP: 17600-260 - Tel.:14 3441.3887OSASCOEmbú: R. Siqueira Campos, 100 -Centro - CEP: 06803-320Tel.: 11 4241.7305Itapecerica da Serra: R. Treze deMaio, 100 - Centro - CEP: 06850-840Tel.: 11 4668.2455Santana de Parnaíba: Av. TenenteMarques, 5405 - FazendinhaCEP: 06502-250 - Tel.: 11 4156.4524Taboão da Serra: R. Cesário Dau, 535Jd. Maria Rosa - CEP:06763-080Tel.: 11 4788.7888OURINHOSCerqueira César: R. José JoaquimEsteves, quiosque 2 - Centro 18760-000 - Tel.:14 3714.4266Pirajú: R. Treze de Maio, 500 - CentroCEP: 18800-000 - Tel.:14 3351.3579Santa Cruz do Rio Pardo: Pça. Dep.Leônidas Camarinha, 316 - Centro -CEP: 18900-000 - Tel.:14 3332.5900PIRACICABACapivari: R. Pe. Fabiano, 560 • Centro CEP: 13360-000 • Tel.: 19 3491.3649Limeira: R. Prefeito Dr. Alberto Fer-reira, 179 • Centro • CEP: 13480-074Tel.: 19 3404.9838Santa Bárbara D’Oeste: R. Riachue-lo, 739 • Centro • CEP: 13450-020Tel.: 19 3499.1012 ou 3499.1013Presidente PrudenteAdamantina: Alameda Fernão Dias,396 • Centro • CEP:17800-000Tel.: 18 3521.1831Dracena: R. Brasil, 1420 • CentroCEP: 17900-000 • Tel.: 18 3822.4493Martinópolis: Pça. Getúlio Vargas,s/n.° (Pátio da Fepasa) • Centro CEP: 19500-000 • Tel: 18 3275.4661Presidente Epitácio: R. Paraná, 262Centro • CEP: 19470-000Tel.: 18 3281.1710Rancharia: Av. D. Pedro II, 484 • Centro• CEP: 19600-000 •Tel.: 18 3265.3133Ribeirão PretoAltinópolis: R. Major Garcia, 376Centro • CEP: 14350-000Tel.: 16 3665.9549Cravinhos: R. Dr. José Eduardo VieiraPalma, 52 • CentroCEP: 14140-000 • Tel.: 16 3951.7351Jaboticabal: Esplanada do Lago, 160CEP: 14871-450 • Tel.: 16 3203.3398Jardinópolis: R. Dr. Artur Costa Curta,550 - Área Industrial - CEP: 14680-000Tel.: 16 3663.7906Orlândia: R. Dez, 340 • CentroCEP: 14620-000 • Tel.: 16 3826.3935Ribeirão Preto: Av. Dom Pedro I, 642CEP: 14100-000 • Tel.: 16 3514.9697Santa Rosa de Viterbo: Av. SãoPaulo, 100 • CEP: 14270-001Tel.: 16 3954.1832Sertãozinho:• Av. Marg. Adamo Meloni, 3563CEP: 14175-300 • Tel.: 16 3945.5422• Av. Afonso Trigo, 1588 • Jd. 5 deDezembro • CEP: 14160-100Tel.: 16 3945.1080SÃO CARLOSDescalvado: Rua José QuirinoRibeiro, 55 • CEP: 13690-000Tel.: 19 3594.1109 ou 19 3594.1100Leme: Av. Carlo Bonfanti, 106 • CentroCEP: 13610-238 • Tel.: 19 3573.7100Porto Ferreira: R. Dona Balbina, 923Centro • CEP: 13660-000Tel.: 19 3589.2376Rio Claro: R. Três, 1431 • CentroCEP: 13500-161 • Tel.: 19 3526.5058e 19 3526.5057Araras: R. Tiradentes 1316, CentroCEP: 13600-970 • Tel.: 19 3543.7212Pirassununga: R. Galício Del Nero,51 • Centro • CEP: 13630-900Tel.: 19 3562.1541São João da Boa VistaSão José do Rio Pardo: R. José An-dreoli, 132 • Centro • CEP: 13720-000Tel.: 19 3682.9344 ou 19 3682.9343Mogi Mirim: Av. Luiz G. de AmoedoCampos, 500, Nova Mogi • Nasdependências da Associação Comer-cial e Industrial de Mogi MirimCEP: 13801-372 • Tel.: 19 3814.5760Ramais: 5781 e 5789São Sebastião da Grama: Pça. dasÁguas, 100 - Jd. São Domingos • Nasdependências da Prefeitura MunicipalCEP: 13790-000 • Tel.: 19 3646.9956São José do Rio PretoCatanduva: R. S. Paulo, 777Higienópolis • CEP: 15804-000Tel.: 17 3531.5313José Bonifácio: R. Vinte e um deAbril, 420 • Centro • CEP: 15200-000Tel.: 17 3245.3561Mirassol: R. Sete de Setembro, 1855Fundos • Centro • CEP: 15130-001Tel.: 17 3253.3434Novo Horizonte: R. Jornalista PauloFalzeta 1 • Vila Paty • CEP: 14960-000Tel.: 17 3542.7701Olímpia: Pça. Rui Barbosa, 117Centro • CEP: 15400-001Tel.: 17 3279.7390São José dos CamposCaraguatatuba: R. Taubaté, 90Sumaré • CEP: 11661-060Tel.: 12 3882.3854Ilhabela: Pça. Vereador José Leite dosPassos, 14 • B. Velha • CEP: 11630-000Tel.: 12 3895.7220São Sebastião: Av. ExpedicionárioBrasileiro, 207 • CentroCEP: 11600-000 • Tel.: 12 3892.1549Taubaté: R. Armando de Sales Oli-veira, 457 • Centro • CEP: 12030-080Tel.: 12 3621.5223Ubatuba: R. Dr. Esteves da Silva, 51Centro • CEP: 11680-000Tel.: 12 3834.1445Jacareí: Rua Lamartine Dellama-re,153 • Centro • CEP: 12327-010Tel.: 12 3952.7362SorocabaItapetininga: R. Campo Salles, 230Centro • CEP: 18200-005Tel.: 15 3272.9218 ou 15 3272.9210Boituva: João Leite, 370 • CentroCEP:18550-000 • Tel.: 15 3263.1413Itu: Av. Itu 400 Anos, s/n • Itu NovoCentro • CEP: 13303-500Tel.: 11 4886.9641Salto de Pirapora: Pça. AntonioLeme dos Santos, 2 • CentroCEP:18160-000 • Tel.: 15 3244.3071Piedade: Pça. da Bandeira, 81 • Centro CEP: 18170-000 • Tel.: 15 3244.3071Porto Feliz: R. Ademar de Barros, 340Centro • CEP: 18540-000Tel.: 15 3261.9047Salto: R. Nove de Julho, 403 • Centro CEP: 13320-005 • Tel.: 11 4602.6765São Roque: R. Rui Barbosa, 693Centro • CEP: 18130-440Tel.: 11 4784.1383Tatuí: R. XV de Novembro, 491Centro • CEP: 18270-310Tel.: 15 3305.4832VotuporangaSanta Fé do Sul: Av. GrandesLagos, 141 • Distrito Industrial IICEP: 15775-000 • Tel.: 17 3631.6145SEDEEdifício Mario CovasR. Vergueiro, 1117Paraíso • CEP: 01504-001Tel.: 11 3177.4500CAPITALCentroR. Vergueiro, 1.071Paraíso • CEP: 01504001Tel.: 11 3177.4635 • Fax: 11 3177.4672LESTE IR. Itapura, 270Tatuapé • CEP: 03310-000Tel.: 11 2225.2177 • Fax: 11 2225.2177LESTE IIR. Vitorio Santim, 57Itaquera • CEP: 08290-000Tel.: 11 2074.6601 • Fax: 11 2074.6601NORTER. Duarte de Azevedo, 280/282Santana • CEP: 02036-021Tel.: 11 2976.2988 • Fax: 11 2976.2988OESTER. Clélia, 336/344Perdizes • CEP: 05042-000Tel.: 11 3832.5210 • Fax: 11 3832.5210SULAv. Adolfo Pinheiro, 712Santo Amaro • CEP: 04734-001Tel.: 11 5522.0500 • Fax: 11 5522.0500REGIÃOMETROPOLITANAALTO TIETÊAv. Francisco Ferreira Lopes, 345Vila Lavínia • Mogi das CruzesCEP: 08735-200Tel.: 11 4722.8244 • Fax: 11 4722.9108BAIXADA SANTISTAAv. Dona Ana Costa, 416/418Gonzaga • CEP: 11060-002Tel.: 13 3289.5818 • Fax: 13 3289.4644GRANDE ABCR. Cel. Fernando Prestes, 47Centro • Santo André • CEP: 09020-110Tel.: 11 4990.1911 • Fax: 11 4990.1911GUARULHOSAv. Esperança, 176Centro • CEP: 07095-005Tel.: 11 2440.1009 • Fax: 11 2440.1009OSASCOR. Primitiva Vianco, 640Centro • CEP: 06016-004Tel.:11 3682.7100 • Fax: 11 3682.7100INTERIOR DO ESTADOARAÇATUBAAvenida dos Araçás, 2113Centro • CEP: 16010-285Tel.: 18 3622.4426 • Fax: 18 3622.2116AraraquaraAv. Maria Antonia Camargo deOliveira, 2903 - Vila FerroviáriaAraraquara • CEP: 14802-330Tel.:16 3332.3590 • Fax: 16 3332.3566BARRETOSR. 14, nº 735Centro • CEP: 14780-040Tel.: 17 3323.2899 • Fax: 17 3323.2899BAURUAv. Duque de Caxias, 16-82Vila Cardia • CEP: 17011-066Tel.: 14 3234.1499 • Fax: 14 3234.2012BOTUCATUR. Dr. Costa Leite, 1570 - CentroCEP: 18602-110 • Fone:14 3815.9020Fax: 14 3815.9020CampinasAv. Andrade Neves, 1811Jardim Chapadão • CampinasCEP: 13070-000Tel.: 19 3243.0277 • Fax: 19 3242.6997FRANCAAv. Dr. Ismael Alonso y Alonso, 789Centro • CEP: 14400770Tel.:16 3723.4188 • Fax: 16 3723.4483GUARATINGUETÁR. Duque de Caxias, 100Centro • CEP: 12501-030Tel.:12 3132.6777 • Fax: 12 3132.2740JundiaiR. 23 de Maio, 41Vianelo • CEP: 13207-070Tel.:11 4587.3540 • Fax: 11 4587.3554MARÍLIAAv. Brasil, 412Centro • CEP: 17509-052Tel.: 14 3422.5111 • Fax: 14 3413.3698OURINHOSR. dos Expedicionários, 651Centro • CEP: 19900-041Tel.:14 3326.4413 • Fax: 14 3326.4413PIRACICABAAv. Rui Barbosa, 132Vila Rezende • CEP: 13405218Tel.:19 3434.0600 • Fax: 19 3434.0880PRESIDENTE PRUDENTER. Major Felício Tarabay, 408Centro • CEP: 19010-051Tel.:18 3222.6891 • Fax: 18 3221.0377RIBEIRÃO PRETOR. Inácio Luiz Pinto, 280Alto da Boa Vista • CEP: 14025-680Tel.:16 3621.4050 • Fax: 16 3620.8241São CarlosR. 15 de Novembro, 1677Centro • CEP: 13560-240Tel.:16 3372.9503 • Fax: 16 3372.9503SÃO JOÃO DA BOA VISTAR. Presidente Franklin Roosevelt, 110Perpétuo Socorro • CEP: 13870540Tel.:19 3622.3166 • Fax: 19 3622.3209SÃO JOSÉ DO RIO PRETOR. Dr. Presciliano Pinto, 3184Jd. Alto Rio Preto • CEP: 15020-000Tel.:17 3222.2777 • Fax: 17 3222.2999SÃO JOSÉ DOS CAMPOSR. Humaitá, 227/233Centro • CEP: 12245-810Tel.: 12 3922.2977 • Fax: 12 3922.9165SOROCABAAv. General Carneiro, 919Cerrado • CEP: 18043-003Tel.:15 3224.4342 • Fax: 15 3224.4435SUDOESTE PAULISTAR. Ariovaldo Queiroz Marques, 100Centro • Itapeva • CEP: 18400-560Tel.:15 3522.4444 • Fax: 15 3522.4120VALE DO RIBEIRAR. José Antonio de Campos, 297Centro • Registro • CEP: 11900-000Tel.:13 3821.7111VOTUPORANGAAv. Wilson de Souza Foz, 5137Vila Residencial Esther • CEP: 15502-052Tel.: 17 3421.8366 • Fax: 17 3421.5353ESCRITÓRIOSREGIONAISDO SEBRAE-SP São carlosAraraquaracampinasJundiaíPAs Pontos deAtendimento aoEmpreendedorBrasilândiaRua Parapuã, 491Tel.: 11 3991.4848pabrasilandia@sebraesp.com.brCampo LimpoRua Mario Neme, 16/22Tel.: 11 5842.2373pacampolimpo@sebraesp.com.brCidade AdemarAv. Cupecê, 2861Tel.: 11 5562.9312pacidadeademar@sebraesp.com.brItaim PaulistaR. Manoel Bueno da Fonseca, 129Tel.:11 2568.5086paitaimpaulista@sebraesp.com.brJaraguáRua Friedrich Von Voith, 142Tel.:11 3943.1103paejaragua@sebraesp.com.brRio PequenoAv. Rio Pequeno, 155Tel.: 11 3719.2311paeriopequeno@sebraesp.com.brSão MateusRua Felice Buscaglia, 348Tel.: 11 2015.6366pasaomateus@sebraesp.com.brSapopembaAv. Sapopemba, 2824Tel.: 11 2021.1110pasapopemba@sebraesp.com.brTremembéAv. Maria Amália L. de Azevedo, 241Tel.: 11 2267.1003patremembe@sebraesp.com.br
  18. 18. APAs transformações recentes nomundo da tecnologia apontampara um futuro no qual a formade se fazer comércio eletrônico torne a atividade devender e comprar na internet cada vez mais inde-pendente de um pequeno conjunto de dispositivoseletrônicos intensificando-se as vendas por meio desmartphones, tablets, videogames e TVs.A disseminação dessas novas modalidades dee-commerce com certeza trará novos e imprevisíveisdesafios para a segurança das informações. No en-tanto, mais do que tentar prever qual será a novagrande brecha no sistema A ou B, é relevante con-siderar no futuro o agravamento de problemas co-muns nos dias de hoje.Armazenamento de dados de cartão: arma-zenar dados de cartão é algo muito arriscado. Essaação viola as regras das bandeiras de cartão quepreveem multas para os casos de incidentes em queos dados caiam nas mãos de bandidos.Não armazene essas informações. Se sua estra-tégia de negócio prevê a implementação de meca-nismos que favoreçam a compra por impulso, comoos de “compra em um clique”, procure utilizar ser-viços de terceiros, transferindo o risco de lidar comessas informações. Essa medida gera um custoadicional, mas nada se compara ao transtorno e oprejuízo que um vazamento de informações podecausar ao seu negócio.Organização: não há segurança em um am-biente desorganizado.Essa regra se aplica a qual-quer tipo de operação, até as que não dependem detecnologia, pois em uma plataforma desorganizadase torna muito difícil aplicar padrões de segurançapersonalizados.Falhas no processo de desenvolvimen-to de software: a maioria das invasões em lojasvirtuais ocorrem devido a brechas de segurançadeixadas no site durante seu processo de desenvol-vimento. Incentivar a constante atualização dos de-senvolvedores sobre formas de agregar segurançaao desenvolvimento do software é vital para a pro-teção das informações. Uma das fontes de informa-ção mais relevantes no assunto é a página do gruposem fins lucrativos Open Web Application SecurityProject (Owasp).Infraestrutura: a infraestrutura na qualos serviços estão armazenados também carece decuidados para proteger os serviços expostos à in-ternet. Essa atividade dedicar cuidados especiaisna configuração dos servidores e dos dispositivosde segurança como firewalls e sistemas de detecção/prevenção de intrusões. Incentivar a constante atu-alização dos profissionais que administram o am-biente também é essencial.Testes de segurança: a melhor maneira deidentificar problemas de saúde é diagnosticá-los emseu princípio através da prática de exames regula-res. O mesmo raciocínio se aplica à segurança dainformação. Testar a segurança é sempre necessá-rio e o mercado brasileiro é bem servido de produ-tos e serviços de teste.Prestadores de serviços: ao se terceirizaruma operação de seu e-commerce é importante dei-xar claro no contrato os papéis e responsabilidadescom relação à segurança. Definições como as dequem é responsável por assumir os prejuízos emcaso de um incidente de segurança precisam estardispostas no contrato, de modo minimizar trans-tornos no caso de problema.O momento de constantes inovações em que vi-vemos tende a nos reservar surpresas fascinantes nofuturo. Dedicar tempo para o estudo e a solução deproblemas dos dias de hoje pode determinar se seunegócio estará protegido para aproveitar esses novostempos e destacar-se diante da concorrência.Segurança: O futuro,aos precavidos pertencecarlos cabral é Consultor sobre proteção na rede. possuiformação em computação forense pela UniversidadePresbiteriana Mackenzie e em sociologia pela FundaçãoEscola de Sociologia e Política de São PaulopanoramaPara tornar a comunicação acessível ao cliente com deficiência auditiva e proporcionar um ambientemais acolhedor, o SEBRAE-SP disponibiliza o serviço de Intérprete de Libras em seus eventos presenciais.A solicitação do serviço deverá ser comunicada no ato da inscrição e com antecedência de 5 (cinco) diasúteis à data de realização do evento. Com esta antecipação, o SEBRAE-SP providenciará as melhorescondições de acessibilidade em respeito às necessidades de cada um.O cliente, ou seu representante, poderá se inscrever pessoalmente nos Escritórios Regionais, pelo portaldo SEBRAE-SP ou pelo 0800 570 0800.Libras - Língua Brasileira de SinaisMais acessibilidadepara o Empreendedor
  19. 19. EI você aí !Empreendedor Individual,você tem dúvidas sobre a declaração derenda e o pagamento de tributos e contribuições?Conte com o SEBRAE-SP! Para mais informações, utilize um de nossoscanais de comunicação listados abaixo ou visite um de nossos escritórios.http://sebr.ae/sp/eiAcesse:e conheça as orientações gratuitas que o SEBRAE-SP preparou para você.

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