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SOARES NETO, Joaquim José. Uma escala para medir a infraestrutura escolar. Est.
Aval. Educ., São Paulo, v. 24, n. 54, p. 7...
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  1. 1. CONHECENDO A REALIDADE DA INFRAESTRUTURA NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE TEMPO INTEGRAL DE MORRINHOS-GO Gysmael Marques Tarão gysmaelmr@hotmail.com Hevellin Estrela hevellinestrela@gmail.com Laianny Barbosa do Prado laianny.prado@ifgoiano.edu.br Keila Aparecida Xavier Keilaxavier2@gmail Resumo O trabalho tem como objetivo conhecer a realidade da infraestrutura das escolas municipais de tempo integral da cidade de Morrinhos em Goiás. A justificativa de tal pesquisa dá-se pela necessidade de conhecimento da realidade, com a intenção de verificar, através dos dados obtidos, se a infraestrutura contribui para a formação do aluno. A metodologia utilizada para a realização deste trabalho foi pesquisa bibliografica pertinente ao tema, pesquisa de dados no sítio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas - INEP, para conhecimento da realidade escolar do município, a observação e conversas informais com os diretores das escolas, no intuito de conhecer a infraestrutura. Verificou-se com esta pesquisa que a realidade da infraestrutura escolar não foge ao que acontece no restante do país, onde as infraestruturas são precárias, atendendo apenas o básico, necessitando ampliar o espaço físico e as atividades a serem desenvolvidas pelo leque de possibilidade que o programa mais educação disponibiliza além de não explorar as oportunidades que a comunidade pode contribuir, não atendendo plenamente o objetivo da escola integral que é de desenvolver a criança na sua totalidade. Palavras-chave: Infraestrutura; Escola Integral; Condições. Introdução A escola de tempo integral têm-se tornado cada vez mais uma realidade no Brasil. Não só pelo que defende a LDB, que as escolas devem ter no mínimo sete horas diárias, mas pela própria necessidade da sociedade em preparar o aluno para o conhecimento, mas também para a vida, tornando a interdisciplinariedade existente em todos os âmbitos do dia a dia. Para falarmos sobre educação integral, primeiro é necessário tentarmos conceituá-la. De acordo com Alves (2011, p. 5), educação integral trata-se de uma modalidade de ensino-aprendizagem que vê o sujeito em suas múltiplas dimensões, valorizando não apenas aspectos cognitivos, como também a compreensão de um sujeito que é corpo, tem afetos e está inserido num contexto de relações. Anísio Teixeira, um dos percursores da educação de tempo integral no Brasil, segundo o texto Educação integral, elaborado por vários autores em resposta a um chamado do Ministério da Educação, nos diz o que ele tinha em mente com esse tipo de escola:
  2. 2. Anísio Teixeira, um dos mentores intelectuais do Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova, pensando na implementação de um Sistema Público de Ensino para o país, propunha uma educação em que a escola “desse às crianças um programa completo de leitura, aritmética e escrita, ciências físicas e sociais, e mais artes industriais, desenho, música, dança e educação física, saúde e alimento à criança, visto não ser possível educá-la no grau de desnutrição e abandono em que vivia”. (BRASIL, 2009, p. 15) Para atender os desejos Anísio Teixeira, precisamos pensar na parte de infraestrutura que será disponibilizada aos alunos, que irão passar a maior parte do tempo do dia nessas escolas. Este trabalho objetiva realizar m levantamento da infraestrutura de escolas de tempo integral do município de Morrinhos-GO. Limitaremos a pesquisa à questões físicas mesmo, não abordaremos equipamentos, uma vez que o intuito deste é conhecer a realidade das escolas, no que elas possuem de salas de aulas, bibliotecas, quadras entre outras estruturas físicas para a aplicação das atividades da escola de tempo integral. Segundo Chaves (2013, p. 1), menos de 15% das escolas brasileiras têm um nível considerado adequado de infraestrutura e apenas 0,6% alcançam o padrão avançado”. As deficiências primárias como falta de acesso à água e energia estão sendo resolvidas, cerca de 95% das instituições públicas contam com esses recursos, mas o Brasil ainda está longe de oferecer espaços adequados de ensino para a maior parte de seus alunos. Com esses dados, percebe-se que a infraestrutura das escolas publica ainda está longe do ideal. Para Soares (2013, p. 80) A infraestrutura das escolas é um dos aspectos da educação brasileira que vem chamando a atenção há muitos anos. Em meados de 1980, Castro e Fletcher (1986) discutem as condições materiais das escolas brasileiras na época. Eles colocam explicitamente a questão da eficiência e da eficácia dos gastos públicos com educação e falam da relevância da infraestrutura das escolas para o aprendizado dos alunos. É importante ressaltar que mesmo com todas as dificuldades de infraestrutura, falta de adequação e até mesmo de questões básicas, como saneamento e energia, em diversas escolas foram implementadas as escolas de tempo integral, que tem o objeto de formar o individuo em sua totalidade. Muito mais do que o tempo em sala de aula, a educação integral reorganiza espaços e conteúdos. Nesse sentido, várias questões surgem, dentre elas: como é a infraestrutura das escolas de tempo integral em Morrinhos-GO? A justificativa do trabalho se dá pela necessidade de conhecer como está a infraestrutura das escolas municipais de tempo integral de Morrinhos. Assim, é
  3. 3. importante fazer um levantamento da situação da infraestrutura e analisar se existe relação com ambientes planejados e bem estruturados que podem contribuir com a formação do estudante. Pretende-se verificar, através da observação e conversas informais, a situação da infraestrutura atual das escolas. Asism, o objetivo desta pesquisa é conhecer a realidade da infraestrutura das escolas municipais de tempo integral em Morrinhos-GO. A metodologia desenvolvida neste trabalho se fundamenta na pesquisa bibliográfica. O censo escolar disponibilizado no sítio do INEP para verificar se existe alguma informação pertinente sobre o município de Morrinhos-GO. Posteriormente foi feita observação e conversas informais, em duas escolas municipais de tempo integral, junto ao coordenador da escola, com o intuito de levantar os dados e conhecer a realidade da estrutura das escolas de tempo integral municipais de Morrinhos-GO, a coleta de dados foi feita no período de maio a agosto de 2015. Resultados e Discussão Os dados obtidos no site no INEP, com acesso livre, amplos o que não contribue para especificar a realidade das escolas de Morrinhos-GO. Mas tendo como base o questionário que o Censo escolar aplica nas escolas, podemos fazer a observação da infraestrutura verificando o que é considerado básico para se ter em uma escola e o que pode contribuir para uma melhor formação e aplicação das atividades da escola de tempo integral. Foi verificado que na cidade de Morrinhos, possuímos duas escolas de tempo integral, ambas atuam na área urbana e trabalham com o ensino fundamental. Para uma melhor diferenciação, denominaremos aqui as escolas como escola A e escola B. A escola A está em atividade sendo uma escola de tempo integral, possui prédio próprio. A água e a energia: a rede pública, porém a água de consumo dos alunos não é filtrada. A rede de esgoto também é da rede pública e o lixo depende da coleta periódica. As dependências disponíveis nas escolas são: sala da diretoria, sala de professores, sala de secretaria, laboratório de informática, cozinha, quadra de esportes descoberta, refeitório, banheiro dentro do prédio e despensa. A escola possui 5 (cinco) salas de aulas. Para o contraturno a escola disponibiliza atividades do mais educação, com atividades de recreação, brinquedoteca, futebol, dança e
  4. 4. letramento. A escola possui 181 (cento e oitenta e um) alunos participando regularmente do projeto mais educação. A escola B está em atividade sendo uma escola de tempo integral, possui prédio próprio. A água e a energia: da rede pública. A água de consumo dos alunos é filtrada, porém não possui rede de esgoto. Parte do lixo da escola é reciclado e a outra parte depende de coleta periódica. As dependênciias disponíveis na escola são: sala de diretoria, sala de professores, sala de secretaria, laboratório de informática, lavanderia, cozinha, quadra de esportes coberta, patio coberto, refeitório, banheiro com chuveiro, banheiro adequado a pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, almoxarifado. A escola possui 5 (cinco) salas de aulas. Para o contraturno a escola disponibiliza atividades do Pragama Mais educação, com atividades de futebol e educação física. A escola possui 155 (cento e cinquenta e cinco) alunos participado regularmente do projeto mais educação. Diante da análise dos dados da infraestrutura em ambas escolas, percebe-se que elas não possuem espaço físico adequado para acolher a demanda de alunos, que é relativamente grande. Embora a escola B tenha uma infraestrutura melhor, com quadra coberta e pátio coberto, ela atua em oficinas apenas ligadas ao esporte e ao lazer, sendo que a coordenadora explica que não desenvolve outras oficinas por falta do espaço físico. A escola A possui uma infraestrutura mais precária, não favorece atividades fora da sala de aula, por isso, quase todas as atividades são realizadas dentro das salas. Por meio de conversa informal é possível perceber que ambas ofertam a educação de tempo integral apenas no espaço escolar, logo não buscam suprir seus déficits de infraestrutura por meio da utilização de espaços do entorno escolar, nem realizam atividades pedagógicas fora da escola, o que agregaria aspectos cognitivos e valores importantes, promovendo o sentimento de pertencimento e de responsabilidade de crianças e adultos, reforçando os laços comunitários, conforme sugere o passo a passo da educação integral (BRASIL, 2011, p. 34). Considerações Finais A escola de tempo integral tem por objetivo desenvolver a criança em sua integridade,no qual a escola deve utilizar-se de espaço públicos para ofertar suas oficinas. Mas, é necessário um espaço físico adequado que acolha de forma
  5. 5. satisfatória aos alunos que irão passar praticamente a maior parte de seu tempo dentro da escola. Em Morrinhos as escolas municipais de tempo integral, apesar de suas singulariedades, acompanham a realidade brasileira com infraestrutura precária, não tendo nem água filtrada como é o caso da escola A, espaço físico limitado ao ambiente escolar sem preocupação nenhuma de explorar os ambientes educativos da comunidade Morrienhese ,atendendo assim as demandas básicas de seus alunos. Conforme Moll, em sua entrevista concedida a Dietrich (2013, p. 1) é necessario que: A escola tem baixar seus muros para não ser um simulacro da vida real. Trata-se se pensar a educação desde a perspectiva do território e ampliar este mapa para além do espaço físico em que vivemos, no âmbito da saúde, da cultura, do meio ambiente para que nossos teatros, cinemas, praças e bibliotecas sejam tomadas por crianças e adolescentes. Portanto, as escolas municipais de Morrinhos refletem à realidade brasileira atendendo apenas o necessário não se preocupando em baixar os muros da escola para assim formar seus alunos de modo integral. Referências ALVES, Joana D'arc Moreira. Escola de tempo integral: uma reflexão sobre suas contribuições e seus desafios, considerando a diversidade e a inclusão. Itinerarius reflectionis, v. 2, n. 11, 2011. Disponível em: < http://revistas.ufg.br/index.php/ritref/issue/view/1198>. Acesso em 11 mar. 2015. BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Educação integral: texto referência para o debate nacional. Brasília: Mec/Secad, 2009. BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Programa mais educação: passo a passo. Brasília: SEB/MEC, 2011. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/passoapasso_maiseducacao.pdf>. Acesso em: 5 mai. 2015. CHAVES, Svendia. Espaço para o ensino. UOL, 2013. Disponível em: < http://revistaescolapublica.uol.com.br/textos/39/espaco-para-o-ensino-319357- 1.asp>. Acesso em: 5 mai. 2015. DIETRICH, Julia. “A escola de tempo tem que baixar seus muros para não ser um simulacro real”. Centro de referências em educação integral. 2013. Disponível em: < http://educacaointegral.org.br/noticias/a-escola-tem-que-baixar-seus-muros- para-nao-ser-um-simulacro-da-vida-real/>. Acesso em: 15 jul. 2015.
  6. 6. SOARES NETO, Joaquim José. Uma escala para medir a infraestrutura escolar. Est. Aval. Educ., São Paulo, v. 24, n. 54, p. 78-99, jan./abr. 2013. Disponível em: <http://www.unb.br/noticias/downloads/uma_escala_para_medir_a_infraestrutura_es colar.pdf>. Acesso em: 5 maio 2015.
  7. 7. SOARES NETO, Joaquim José. Uma escala para medir a infraestrutura escolar. Est. Aval. Educ., São Paulo, v. 24, n. 54, p. 78-99, jan./abr. 2013. Disponível em: <http://www.unb.br/noticias/downloads/uma_escala_para_medir_a_infraestrutura_es colar.pdf>. Acesso em: 5 maio 2015.

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