Catalogo santo antonio_arenilha

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500 Anos de Santo António de Arenilha
Mostra Filatélica
Vila Real de Santo António CTT 2013.05.13

O Carimbo Comemorativo representa a Marca Pré-Filatélica usada em Vila Real de Santo António no período compreendido entre 8/4/1810 a 14/7/1832 (datas comprovadamente conhecidas da primeira e última carta que ostentam esta Marca Pré-Filatélica em Vila Real de Santo António).
• O LOCAL E O HORÁRIO
Posto de Correio
Dia 13 de Maio de 3012 das 14H30 às 17H30
Centro Cultural António Aleixo
Rua Teófilo de Braga
8900-303 VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

√ Horário da Exposição

Diariamente das 10H00 às 12H00 e das 14H30 às 17H30

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Catalogo santo antonio_arenilha

  1. 1. VILA REAL DE SANTO ANTÓNIOMOSTRA FILATÉLICACOMEMORATIVA DO DIA DA CIDADE500 ANOSDESANTO ANTÓNIO DE ARENILHA(antiga Estação Telégrafo Postal de Vila Real de Santo António, construída em 1927 na Rua Eng.º Frederico Ramirez, desactivadaem 1978, quando da sua transferência para as actuais instalações. Foto gentilmente cedida por Foto Calé de Vila R. de Sto. António)CatálogoOrganização da Secção de Coleccionismo da Associação Humanitáriados Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo AntónioCentro Cultural António Aleixo – 11 a 30 de Maio de 2013
  2. 2. • ORGANIZAÇÃOSecção de Coleccionismo da Associação Humanitária dos BombeirosVoluntários de Vila Real de Santo António• APOIOS E AGRADECIMENTOS√ Câmara Municipal de Vila Real de Santo António√ Câmara Municipal de Castro Marim√ Correios de Portugal√ Federação Portuguesa de Filatelia√ Direcção e Comando da Associação Humanitária dos BombeirosVoluntários de Vila Real de Santo António• O CARIMBO COMEMORATIVO500 Anos de Santo António de ArenilhaMostra FilatélicaVila Real de Santo António CTT 2013.05.13O Carimbo Comemorativo representa a Marca Pré-Filatélica usada em VilaReal de Santo António no período compreendido entre 8/4/1810 a14/7/1832 (datas comprovadamente conhecidas da primeira e última cartaque ostentam esta Marca Pré-Filatélica em Vila Real de Santo António).• O LOCAL E O HORÁRIO√ Posto de CorreioDia 13 de Maio de 3012 das 14H30 às 17H30Centro Cultural António AleixoRua Teófilo de Braga8900-303 VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO√ Horário da ExposiçãoDiariamente das 10H00 às 12H00 e das 14H30 às 17H30
  3. 3. À descoberta da Marca Postalde Santo António de ArenilhaO carimbo pré-filatélico de Santo António de Arenilha, com asmedidas (52 x 8,5 mm), que ilustramos neste artigo, já foi objecto de pelomenos dois artigos, assinados por dois ilustres filatelistas com vastatradição na literatura filatélica, estou a falar do Dr. António Fragoso e doEng.º M. M. Andrade e Sousa.Não resistimos em insistir no tema, até porque este ano,comemoram-se os 500 anos da Carta de Privilégio concedida a AntónioLeite, por D. Manuel (ver artigo publicado no Jornal Baixo Guadiana, Ano12, nº 153 de Fevereiro de 2013 que igualmente incluímos neste catálogo).Concordamos perfeitamente com o Dr. António Fragoso que intitulao seu artigo como “Topónimo que ressuscita num carimbo de Correio”, jáo mesmo não acontece com parte do seu conteúdo, até porque desde 1958,data da sua publicação, até aos dias de hoje outros pormenores sobre aexistência de Santo António de Arenilha foram sendo conhecidos.Começamos por aludir ao facto que o artigo publicado por Fragososer consequência de uma carta enviada para Vila Real de Santo António,aquando da Segunda Exposição Filatélica realizada nesta cidade, à dataainda vila, e publicada posteriormente na revista “Mercado Filatélico”, nº107, de Maio de 1958. Depois de algumas considerações baseadas emdocumentos antigos, devidamente referenciados, sobre Santo António deArenilha e a sua nomenclatura, e, centradas as suas considerações numacarta enviada a partir de Vila Real de Santo António em 1832 que épertença do acervo da Administração Geral dos CTT, propõe-nos que aquestão terá andado à volta de D. Miguel, que denominou paladino daContra-Revolução e que este rei queria reintegrar Portugal na linha dastradições e daí a utilização da marca ( ) ou ainda, por que aressurreição toponímica de Arenilha terá sido mera consequência datradição local teimosamente arreigada!, inclinando-se aquele ilustrefilatelista por esta segunda hipótese. Também o cremos.Outro autor, M. M. Andrade e Sousa, um autor que muito estudou ocorreio no Algarve, em artigo publicado no Boletim do Jornalista Filatélico
  4. 4. (ano 1, nº 4 em 1976), podendo mesmo quase afirmar-se ser umcomplemento do artigo anterior, é mais objectivo, afirmando que, crê-seque esta povoação nasceu na Idade Média (Séculos XIII-XIV) epraticamente nada se sabe sobre a sua história. É conhecido apenas quedesapareceu aí por 1590-1610 devido a vicissitudes humanas e naturaisvárias… afirmando que Santo António de Arenilha deixou de existir cercade 1610.Centraliza o seu artigo à volta de duas cartas, ambas com origem emEspanha (Ayamonte e Cadiz), que tiveram o início do seu circuito postalem Vila Real de Santo António, fazendo o paralelismo com uma outra,proveniente também de Cadiz, mas cujo início do circuito postal teveorigem naquela cidade espanhola. Também está de acordo com Fragoso aoafirmar que a utilização do topónimo se deve a uma tradição localteimosamente arreigada, alvitrando ainda a hipótese de o primeiro CorreioAssistente ser certamente pessoa inimiga do Marquês de Pombal.A. Fragoso e M. M. Andrade e Sousa estão pois de acordo com apossível origem da marca ( ), tradição local.Vejamos pois alguns factos históricos e naturais para depois noscentralizarmos na MARCA EM ESTUDO.Discute-se ainda a localização de Santo António de Arenilha. Nãocabendo no conteúdo deste artigo determinar esse local com exactidão,mas, tratando-se de uma zona ribeirinha, na foz do Rio Guadiana, de solobastante arenoso e de fácil erosão, é natural o seu desaparecimento precoce,quer por causas naturais, quer por intervenção humana. O certo é queocupou uma área que hoje faz parte de Vila Real de Santo António.Visitámos o possível local; não nos dá qualquer pista, até porque estácompletamente diferente do dos tempos de Arenilha.O único testemunho não escrito que nos propõe a existência de SantoAntónio de Arenilha encontra-se actualmente no Museu do castelo deCastro Marim. É um sino e, contém a seguinte inscrição “He das Câmarasdesta Villa de Castro Marim e da de Santo António de Arenilha – Anno de1737”, que, pela data que apresenta, é posterior à existência das duasedificações religiosas da localidade.Não há quaisquer vestígios de Santo António d’Arenilha, já que ascasas seriam feitas de material perecível e não resta absolutamente nada dasduas únicas construções religiosas em pedra, a Matriz da Trindade e aErmida de Santo António, além do citado sino, pertencente à primeira dasedificações. Meio submerso nas águas do Guadiana podemos ver, aindahoje, alguns vestígios em pedra de uma torre (de fortim?) do que poderá tersido uma guarda avançada na embocadura do Guadiana, que, algunsestudiosos, dizem ser do tempo de Arenilha. Muitos testemunhos há, emuitos haverão de existir, mas todos eles com origem em fontes gráficas ouescritas e dos quais referimos alguns deles:
  5. 5. • Nos dias de hoje, é pelo Livro das Fortalezas, de Duarte de Armaspublicado entre 1508 e 1510, que é conhecido, pela primeira vez, otopónimo Arenilha, aliada à fortificação de Castro Marim;• A Carta de Privilégio concedida por D. Manuel e datada de 7 deFevereiro de 1513, diz textualmente: “nossa Villa darenilla que horamandamos fazer e edifycar (…) e que nos praz que ha dita Villa sejacouto assy e de maneira que ho he a nossa Villa de Castro Marym”;• D. João III, confirma este Privilégio em 25 de Maio de 1526,referindo o texto anterior;• Em 21 de Maio de 1529, carta da D. João III isentando os moradoresda Villa darenilha para não pagarem sisa do vinho, que venderam atorno, ou atavernado em suas casas;• Em 1547, Diogo Fernandes das Povoas, Provedor e Feitor-mor dasAlfândegas do mar e terra dos Reinos de Portugal e dos Algarves,tomam-se por Regimento (Lei que estabelece obrigações de tribunal,magistrado ou oficial) que “… achey que a dita Villa de SantoAntónio (Villa de Arenilha) avia nececidade de huma pessoa queolhasse pelos direitos das mercadorias e couzas outras quepertencem despacharem-se na Alfandega de Tavira…“;• Em 1554, foi efectuada uma Visitação da Igreja da Trindade deVilla de Santo António e à Ermida de Santo António, situadas nabarra do Guadiana;• Em 1555, Luís Leite, filho maior e barão lidimo, sucedeu a seu paiAntónio Leite, como senhor de Arenilha, após uma disputa do cargocom Jerónimo de Melo, fidalgo da Casa Real e alcaide-mor deCastro Marim, disputa esta que só acaba com a morte deste último;• Um outro acontecimento histórico, ocorrido em Janeiro e Fevereirode 1573, foi a visita que El-rei D. Sebastião efectuou à parte orientaldo Algarve. Vindo de Évora, é recebido em Tavira por uma multidãode portugueses e castelhanos (do outro lado do Guadiana haviadescontentamento com a governação de Filipe II), onde permaneceunos dias 1 e 2, deslocando-se no dia 3 para Castro Marim, fazendoum desvio para observar a Fortaleza de Cacela, visitando nessemesmo dia um pequeno lugar na barra do rio a que chamavam deSanto António e, desembarcando em seguida em Ayamonte, apedido do seu Corregedor, e regressando nesse mesmo a CastroMarim, onde grande parte da sua população era degredada. Apesarda insignificância de um povoado como o foi Santo Antóniod’Arenilha, teve honras de uma visita real. Haveria de ter uma outa,mas agora já como Vila Real de Santo António;• António Leite de Vasconcelos, habilita-se ao cargo de alcaide deArenilha por morte de seu pai, Luís Leite, mercê que lhe é conferida
  6. 6. em sua vida somente. Era alcaide em 1588, mercê que lhe éconcedida por Filipe I, recompensado-o pela sua fidelidade;• Em 1601, é conhecido aquele que poderá ter sido o último donatáriode Arenilha, Francisco Pereira de Vasconcelos, irmão do anterior,recebendo o cargo por uma vida, o qual foi dispensado por humbreve apostoliquo do Santo Padre, Clemente VIII, feito em 26 deJunho de 1600 para poder ter a dita alcaidaria mor, sem embargode não ser cavaleiro da ordem de Noso Senhor Jesus Cristo e nãoter servido em África na guerra contra os Mouros;• Em 1607, Henrique Fernandes Sarrão, na sua “História do Reino doAlgarve”, conta-nos que neste ano habitavam Santo António deArenilha apenas dois vizinhos, o que deveria corresponder a 9 ou 10almas;• Cartografia do séculos XVIII, em nosso poder, atestam a existênciado núcleo histórico de Vila Real de Santo António, chamando-lheVila Real de Santo António de Arenilha;Há ainda outros testemunhos escritos que alteram, de uma formamais ou menos intermitente, a nomenclatura desta Villa. A permanênciados seus habitantes parece ter sido sazonal, permanecendo neste localapenas durante um período limitado a pouco mais de quatro meses por ano,o tempo suficiente para a faina anual da pesca da sardinha e amanho dasvinhas.• Em 1508/1510, Duarte de Armas quando a ilustra na fortificação deCastro Marim denomina-a arenilha;• Em 1513, D. Manuel, na Carta de Privilégio chama-lhe Villadarenilha• Em 1542, D. João III faz saber aos Juízes e vereadores, procuradore homens bons da Villa de Arenilha que, ei por bem e meu serviçoque a dita Villa se nomee e chame daquy em diante a Villa de SantoAntónio e se nam nomei ne chame d’Arenilha• Em 1774 (17 de Março), iniciaram-se as terraplanagens para aedificação de Vila Real de Santo António;• Em 1775, o Marquês de Pombal, quando a Villa Real de SantoAntónio se dava igualmente o nome de Villa Real de Santo Antóniode Arenilha, dirigiu à câmara uma carta proibindo-lhe que se désse ànova villa o nome de Arenilha, por que, dizia, Arenilha é um palavrahespanhola e Villa Real é uma povoação portuguesa.
  7. 7. Entre 1508 e 1775, Houve uma série de avanços e recuos nautilização indiscriminada deste topónimo, escusando-me de as referir, pornada acrescentar ao tema em estudo.Depois de dissecados os artigos já publicados sobre o carimbo SantoAntónio d’Arenilha e, de apresentados alguns factos históricos, resta-nosconcluir apresentando mais algumas achegas aos artigos anteriores.Em 8 de Abril de 1810, data da primeira carta conhecida com autilização da marca em estudo ( ), já Luís António de Vasconcelostinha sido investido no cargo de Assistente de Correio de Vila Real deSanto António; o Alvará de confirmação para continuar no cargo, depois doCorreio voltar à posse da Coroa, havia sido elaborado em 5 de Março de1806. Terá sido pois, Luís António de Vasconcelos o responsável peloaparecimento desta marca. Porque razão o fez, ainda não se descobriu e,provavelmente nunca chegaremos a uma verdade plena. Foi um dos seussucessores e, eventualmente seu parente (estes cargos à época era normalficarem na mesma família), Primo Costa Guimarães, o primeiro a utilizar ocarimbo com a marca ( ).Não se pense que Luís António de Vasconcelos terá sido familiar dealguns dos Senhores de Arenilha; apesar da semelhança de nomes, oapelido Vasconcelos era comum, já que não temos qualquer prova que oconfirme. Também não pomos de parte esta hipótese e, neste caso, poderiaaqui residir o enigma do aparecimento desta marca – razões familiares.António Leite de Vasconcelos, neto do primeiro Senhor de Arenilha,António Leite, nem sequer foi contemporâneo de Luís António deVasconcelos, já que este último viveu cerca de dois séculos depois.Não foi por acaso que o Marquês de Pombal proibiu a utilização dotopónimo Arenilha. Era voz comum, que o antigo topónimo era utilizado deforma oral pela sua população e a do seu termo, como o era tambémquando lavrada em actas da vereação da câmara de Vila Real de SantoAntónio ou até, no que é mais estranho, nos novos decretos, que eramemanados a partir de Lisboa, durante o reinado de D. José I, referentes àextinção dos mais diversos serviços nas comarcas vizinhas de Cacela (emdecadência) e, de Castro Marim (que via nascer uma nova vila para passara viver à sua sombra), para as transferir para a nova Villa de Santo Antóniode Arenilha. Também as ordens dadas pelo Vigário Geral do Bispado doAlgarve utilizavam o topónimo Santo António de Arenilha.Mesmo depois da ordem do Marquês de Pombal de proibir que sedésse à nova villa o nome de Arenilha continuou a utilizar-se estetopónimo. É a força da tradição a ditar a sua lei.Será pois, a marca de ( ) consequência destes dois factos, ouhaverá outros que a eles se sobreponham?
  8. 8. Familiar – eventual ascendência parentesca entre os Senhores deArenilha e o do (primeiro) Assistente do Correio-mor de Vila Real deSanto António eTradicional – continuação, na voz do povo, do antigo topónimo.O certo é que não será por agora, que se chegará à resolução desteenigma, inclinando-me mais para a segunda das hipóteses, corroborando aopinião dos dois ilustres filatelistas citados neste artigo. É também aopinião de um não filatelista, o Prof. Hugo Cavaco, que ao legendar umadas figuras incluído no seu livro, Revisitando Santo António de Arenilha, acarta de ilustramos em adenda datada de 27/6/1823, diz textualmente,…”que atesta a teimosa permanência do topónimo”…Francisco Matoso GalveiasObras consultadas:• Oliveira, Ataíde – Monografia do Concelho de Vila Real de Santo António, Ed. Algarve emFoco, Outubro de 1999;• Cavaco, Prof. Hugo – Revisitando Santo António de Arenilha, Ed. Da Câmara Municipal de VilaReal de Santo António, Maio de 1995;• Castelo Branco, Manuel da Silva, introdução de – Duarte de Armas, Livro das Fortalezas, Ed. deAnquivo Nacional da torre de Tombo e Edições INAPA, 2ª Edição, Lisboa 1997;• Jornal do Algarve – Suplemento – Ed. de 12 de Maio de 1988;• Jornal do Baixo Guadiana – Ed. de Fevereiro de 2013;• Boletim do Jornalista Filatélico, Ano 1, nº 4 – 1976;• Revista Mercado Filatélico, nº 107, Maio de 1976;• Frazão, Luís Brito – Pré-Filatelia Portuguesa, Marcas Postais utilizadas em Portugal Continentalna Época Pré-Adesiva (1799-1853), Ed. de Branca de Brito Sucª, Lda, Setembro de 2012;• Catálogos de Leilões Filatélicos Paulo Dias, Ed. de Leilões P. Dias, Lda;• Catálogos de Leilões do Clube Filatélico de Portugal;• Catálogos de Leilões do Núcleo Filatélico do Ateneu Comercial do Porto.Agradecimentos:• Agradecemos à Fundação Portuguesa das Comunicações, na pessoa da D. Susana Afonso adisponibilidade no fornecimento da digitalização de peça filatélica;• Ao filatelista José Geada Sousa, pela revisão do texto;• Ao filatelista, Dr. Pedro Vaz Pereira pelas informações prestadas;• Ao filatelista Joaquim Manuel Cortes pelas informações prestadas;• Ao filatelista, Prof. António Gonçalves Borralho, pela cedência de peça filatélicas
  9. 9. • Ao pessoal da Biblioteca Municipal Vicente Campinas, pela disponibilidadeADENDA:Não são muitas as cartas conhecidas com a marca ( ). Haveráporventura mais algumas, em colecções particulares que são de conhecimento restrito.Outras há que, por apareceram em leilões filatélicos, são de “domínio público”, porconstarem nos catálogos, quer informáticos, de que damos alguns exemplos. A suaapresentação é feira por ordem cronológica em função da expedição da carta:▲Santo António de Arenilha – , marca batida a sépia –Catalogada por VRS1 em GM (Catálogo A. Guedes de Magalhães de M. Andrade eSousa) e LF (Luís Brito Frazão, na obra a seguir citada)., em carta datada de Cádis(Espanha) de 8 de Abril de 1810 para Lisboa, com porte manuscrito de “60” (Reis),marca ligeiramente sumida como habitualmente aparece. Peça filatélica Muito Boa/Boa.É uma carta dirigida à Condessa de Alva, minha irmã e minha Senhora, paraLisboa. Terá sido transportada em mão desde Cádis até Vila Real de Santo António. Oporte de 60Reis não estava de acordo com a tabela de portes então em vigor, já quedeveria ter pago 90Reis. Ainda segundo informação de Andrade e Sousa, no seu artigopublicado no Boletim do Jornalista Filatélico esta carta encontrava-se, à data depublicação do artigo (1976), no arquivo do Palácio da Anunciada, dos Marqueses deRio Maior em Lisboa.Esta carta foi à Praça por 750€ no 42º Leilão Paulo Dias, realizado em Lisboa,no Hotel Plaza no dia 3 de Novembro de 2007, tendo sido retirada do leilão.
  10. 10. .(Digitalização obtida a partir do Catálogo do Leilão Paulo Dias nº 42)▲Santo António de Arenilha – . Carta datada de 2 de Março de1812 circulada para Lisboa e batida e sépia. Catalogada por VRS1 em GM e LF. Cartainserida na obra Pré-Filatelia Portuguesa, Marcas Postais Utilizadas em PortugalContinental na Época Pré-Adesiva (1799-1853) da autoria de Luís Brito Frazão, ediçãode Branca de Brito Sucª, Lda. Peça Filatélica Muito Rara e Bom Estado.Não temos informação sobre o seu interior.▲Santo António de Arenilha – , marca batida a sépia –Catalogada por VRS1 em GM e LF, em carta datada de Ayamonte de 27 de Junho de1823 para Lisboa, com porte manuscrito de “35” (Reis). Alguns defeitos no interior,reparados, que não afectam a marca. Peça filatélica Rara e em estado aceitável.É uma carta dirigida a Francisco da Rosa (?) Madeyro, Lisboa e terá sidotransportada em mão desde Ayamonte para Vila Real de Santo António, onde iniciou oseu circuito postal. Também a esta carta Andrade e Sousa se referiu, pois disse pertencerà sua colecção particular e, ter sido oriunda dos arquivos dos Duques de Lafões.Esta carta foi à Praça por 16.000$00 no 6º Leilão Paulo Dias, realizado emLisboa, no Hotel Roma nos dias 26 e 27 de Novembro de 1994, tendo sido retirada doleilão. Não temos conhecimento se foi ou não arrematada. Igualmente volta a aparecerno 41º Leilão Paulo Dias, realizado a 23 de Março de 2007, tendo ido à praça por 150€e sido arrematado por 220€
  11. 11. (Digitalização obtida a partir do Catálogo do Leilão Paulo Dias nº 6)▲Santo António de Arenilha – , marca batida provavelmente asépia (só tivemos acesso a uma cópia e preto e branco) – Catalogada por VRS1 em GMe LF, em carta datada de Ayamonte de 27 de Setembro de 1827 para o Porto, com portemanuscrito. É uma peça Rara e Bonita.Esta carta foi à Praça por 40.000$00 no 4º Leilão Paulo Dias, realizado emLisboa, na Rua Dr. António Cândido, 17 (a São Sebastião). Desconhecemos se foi ounão arrematadaA Carta é dirigida a João António Severino, secretário da Junta da CompanhiaGeral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro – Porto e foi enviada peloAdministrador da Junta em Vila Real de Santo António. Note-se que o remetenteutilizou a toponímica Vila Real de Santo António, contrastando com o carimbo utilizadoque é de Santo António d’Arenilha.
  12. 12. (Digitalização obtida a partir do Catálogo do Leilão Paulo Dias nº 4)▲Santo António de Arenilha – , marca muito mal batida,provavelmente a sépia (só tivemos acesso a uma cópia e preto e branco) – Catalogadapor VRS1 em GM e LF, em carta datada de 23 de Junho de 1832. É uma carta isenta defranquia (R S – Real Serviço) e classificada como bastante Rara, diria mesmo Única.A carta é dirigida ao Ilmo. Snr. Sub Inspector Geral dos Correios e Postas doReyno, Lisboa e é remedida pelo Correio Assistente de V.a R.al (Vila Real).A carta vem ilustrar o artigo de António Fragoso, dizendo-nos este ilustrefilatelista, que é pertença do Arquivo da Administração Geral dos CTT, podendo ler-seno seu interior Deus Guarde a V. Sª., Vª Rª de Sº Antº 23 de Junho de 1832. Estamospois em presença de uma peça filatélica onde existe um contra-senso: no texto da cartaaparece Vila Real de Santo António, de forma abreviada e contem uma marca (carimbo)de Santo António de Arenilha – uma incongruência de topónimos.
  13. 13. (Carta com deficiente legibilidade, retirada do Artigo do Dr. António Fragoso e publicada na revista o“Mercado Filatélico”. Solicitámos nova digitalização à Fundação Portuguesa das Comunicações, à qualagradecemos a disponibilidade, mas que não nos pode ceder, não tendo sido possível uma reprodução emmelhores condições)▲Loulé – –Marca mal batida a sépia, Catalogada por LL1 em GM e LF,em carta datada de Aljustrel de 24 de Março de 1823.É uma carta isenta de franquia (S. N. R. – Serviço Nacional Real), enviada parao Ilmo. Snr. Director dos Correios e Postas do Reyno e, remetida por Francisco AntónioS. Thyago, Major de Artª de Milícias de Évora, que à data era o comandante deartilharia do regimento de Évora.Segundo Pedro Vaz Pereira, tanto os Correios de Beja, como o de Santo Antóniode Arenilha, tinham o correio distribuído por um estafeta pago pela Fazenda Real e quecirculava entre estas duas povoações, com o seguinte trajecto: partia de Santo Antóniode Arenilha e passava por Tavira, Faro, Loulé, Almodôvar, Castro Verde, Aljustrel ecom chegada a Beja. Esta carta poderá ter sido trazida de Aljustrel para Loulé,provavelmente, por um estafeta militar e, seguindo o trajecto indicado a partir de Louléaté Beja, de onde foi (re-) expedida para Lisboa.Porque a carta expressamente diz, Do Estafeta dos Corr.os de Beja até V.a Realde S.to An.to d’Arenilha (Do estafeta dos Correios de Beja até Vila Real de SantoAntónio de Arenilha), competia a este estafeta transportá-la de Loulé para Beja e daquipara Lisboa.É uma peça interessantíssima e bastante rara, pertencente ao espólio daFundação Portuguesa das Comunicações que, gentilmente no-la cedeu.
  14. 14. (Digitalização de carta gentilmente cedida pela Fundação Portuguesa das Comunicações e que nos mostraa existência de um estafeta em Vila Real de Santo António de Arenilha)▲Santo António de Arenilha. Carta qualquer marca postal, eventualmentetransportada em mão por estafetas militares. Está dirigida “Ao ilustríssimo Comandantee Armador Mor de Sua Magestade e do seu concelho Governador Militar eAdministrativo Vice Rei e Comandante Geral deste Reino Tavira” (Ao Ilmo Com.tt EArma dor Mor de Sua Mag.e. edoSeu Concelho Go.D.. M. A), sendo remetida peloComandante do Destacamento de Santo António de Arenilha (DoComt. do Destacam.tode.ta nova San.to Na.to darenilha).(Digitalização gentilmente cedida pelo Prof. António Gonçalves Borralho de cartapertencente à sua colecção particular.)
  15. 15. SANTO ANTÓNIO DE ARENILHA – FUNDADA HÁ 500 ANOSAssinala-se, no presente mês de Fevereiro de 2013, os 500 anos dafundação de Santo António de Arenilha. Apesar do respectivo topónimo jáaparecer no Livro das Fortalezas de Duarte de Armas – livro incumbido porD. Manuel onde estão representados os castelos e fortalezas existentes nafronteira portuguesa – não devemos contudo, partir do pressuposto de queali já existiria o dito povoado. Ora, o já mencionado Livro da Fortalezas foiproduzido nos primeiros anos do século XVI, talvez por volta de 1509, edenuncia o topónimo de evidente origem castelhana que se refereclaramente às características arenosas da margem portuguesa dadesembocadura do Guadiana. Porém, só alguns anos mais tarde foielaborada a Carta de Privilégio concedida por D. Manuel, em 8 deFevereiro de 1513, documento régio que determinou a construção deArenilha: “nossa Villa darenilla que hora mandamos fazer e edifycar (…) eque nos praz que ha dita Villa seja couto assy e de maneira que ho he anossa Villa de Castro Marym”. Desta maneira, pretendia o “Venturoso”evitar as investidas da pirataria moura (bastante activa na centúria dequinhentos) e o contrabando de mercadorias (prejudicial aos cofres daCoroa), através da criação de um couto de homiziados. Não podemosesquecer que toda a erma região entre Cacela e a foz do Guadianacorrespondia a um areal não protegido e pouco vigiado, pelo que se tornavapropício a incursões inimigas e outras actividades ilícitas. Porém, com acriação do referido couto, forçava-se o povoamento de uma localidade quepudesse vigiar as embarcações da pirataria magrebina que frequentementeapareceriam no horizonte. E, por outro lado, também o monarca português
  16. 16. afirmava a sua soberania política e administrativa sobre aquele território,para além de melhores proventos das pescarias do mar de Monte Gordo.Com efeito, estas reformas levadas a cabo na margem portuguesa doGuadiana, no reinado de D. Manuel, não podem nem devem ser atendidascomo um caso pontual ou isolado, mas sim contextualizados num quadromais ambicioso e abrangente; pretendia o soberano português o ser reinopolítica e administrativamente (vejam-se as reformas presentes nos foraismanuelinos), para além de assegurar a delimitação e manutenção das suasfronteiras, (veja-se a incumbência do referido Livro das Fortalezas deDuarte de Armas).A verdade é que Santo António de Arenilha acabaria por ter vidaefémera; já em 1600 referia Henrique Fernandes Sarrão em História doReino do Algarve: “os vezinhos são tão poucos, que não passam de dous”e, inevitavelmente, acabou por se despovoar nos princípios do século XVII.Contudo, e não obstante a curta vida de Arenilha, torna-se impossíveldeixar de referir a visão estratégica de D. Manuel no que se refere à defesados interesses da Coroa portuguesa. Uma visão estratégica que, não sepretendendo iluminada pelas luzes da razão, acabou por antecipar aoMarquês de Pombal em mais de dois séculos e meio…Fernando PessanhaFormador de História do Algarve*o autor não escreve ao abrigo do acordo ortográfico(Artigo inserido no JORNAL DO BAIXO GUADIANA,Jornal mensal, Ano 12, nº 153, de Fevereiro de 2013,e com a devida vénia do seu autor).Castro Marim, extraído do Livro de Fortalezas de Duarte de Armas.Arenilha está representada entre os dois barcos que se vêm à esquerda.
  17. 17. COLECÇÕES E EXPOSITORESFilatelia• Secção de Coleccionismo dos Bombeiros1 a 2 – Vila Real de Santo António – Antigamente• Luís Brito Frazão3 a 5 – Período Pré-Adesivo no Algarve• Pedro Miguel Vaz Pereira6 a 10 – Inteiros Postais da Monarquia Portuguesa• Francisco Jorge Geada Sousa11 a 18 – Expansão Ultramarina Portuguesa• Segundo Heredia Machado19 a 26 – Veihículos automóviles• Francisco Matoso Galveias27 a 29 – Animais em Vias de Extinção• Jorge Bomba30 a 31 – Erros e defeitos em selos de Portugal• António Gonçalves Borralho32 a 34 – Pintores nos Inteiros Postais Portugueses• Francisco Gómez Ponce35 a 37 – Monarquías hispânicas• Albano Parra Santos38 a 40 – Palops e a FilateliaCartografia• Cartas Geográficas do século XVIIICartofilia• Reprodução de Postais Ilustrados antigos de Vila Real de Santo António

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