Rugendas e Debret: retratos da escravidão no Brasil

51.663 visualizações

Publicada em

A ESCRAVIDÃO NEGRA NO BRASIL: ANÁLISE POR MEIO DAS OBRAS DE JOHANN MORITZ RUGENDAS E JEAN BAPTISTE DEBRET.

Publicada em: Educação
2 comentários
23 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
51.663
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
623
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
869
Comentários
2
Gostaram
23
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Rugendas e Debret: retratos da escravidão no Brasil

  1. 1. A ESCRAVIDÃO NEGRA NO BRASIL: ANÁLISE POR MEIO DAS OBRAS DE JOHANN MORITZ RUGENDAS E JEAN BAPTISTE DEBRET 1-Rugendas e Debret: retratos da escravidão no Brasil
  2. 2. Debret Jean-Baptiste Debret (1768 -1848) integrou a Missão Artística Francesa (1816), que fundou, no Rio de Janeiro, uma academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou pintura. De volta à França (1831) publicou Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839), documentando aspectos da natureza, do homem e da sociedade brasileira no início do século XIX.
  3. 3. O alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858) é conhecido por suas pinturas de cenas brasileiras, inspiradas por uma viagem feita ao Brasil entre 1821 e 1823, na qual integrou, como desenhista, a equipe de investigação científica do barão de Langsdorff. Suas principais obras estão no livro Viagem Pitoresca ao Brasil. RUGENDAS
  4. 4. Contexto Histórico •Fim Do Governo Napoleao na Franca; •Vinda da Família Real ao Brasil-1808/1821; •Inicio do processo de Independência do Brasil. Rugendas e Debret vieram ao Brasil na primeira metade do século XIX, momento em que o pais deixava de ser colônia para se tornar império. Economicamente, o Brasil colônia era dependente da Inglaterra, assim como a metrópole portuguesa, de quem herdou tal condição. Assim, mantinha relações comerciais desfavoráveis com a Inglaterra, vendendo-lhe matéria- prima a baixos preços e comprando seus manufaturados a preços exultantes. Portanto, as estruturas internas estavam baseadas na produção agrícola voltada pra a exportação e no trabalho escravo. Neste momento, há também uma efervescência cultural proporcionada pelas missões artísticas estrangeiras que chegaram ao país a fim de desenvolverem aqui atividades culturais. Quanto à sociedade dessa época, pode ser caracterizada como patriarcal e escravista.
  5. 5. Rugendas e Debret dedicaram ao negro a quase totalidade de suas pinturas. A simples observação delas nos faz perceber o papel desempenhado pelos negros na sociedade da época, visto que os escravos representaram a principal força de trabalho no Brasil até 1888.
  6. 6. 2-ETNIAS A diversidade de povos africanos que foram trazidos para o Brasil como Escravos. A seguir, observe a diversidade de povos africanos que foram trazidos para o Brasil como escravos e as diferentes formas que os povos tinham de singularizar- se, por meio de seus adornos e marcas corporais.
  7. 7. Debret, escravas negras de diferentes nações, 1816-1831.
  8. 8. (1) Angola, (2) Congo, (3) Bengüela, (4) Monjolo, (5) Cabinda, (6) Quiloa, (7) Rebolo, (8) e (9) Moçambique, (10) Mina. As etnias de 1-5 e 7 são da África central, 8-9 são do sudeste africano e 10 é da África ocidental. A presença de um escravo Quiloa é peculiar, pois essa é uma etnia da África Oriental, região da qual vieram muito poucos escravos para o Brasil. Todos, com exceção da escrava da Mina, falavam dialetos da família Bantu. Rugendas, diferentes etnias, 1820.
  9. 9. Jean-Baptiste Debret, Diferentes Nações Negras de escravos no Brasil, 1831.+
  10. 10. Rugendas, Etnias Negras, 1920.
  11. 11. Rugendas - Escravos de Moçambique, 1822.
  12. 12. 3-A VIAGEM ESTANTE HUMANA-Os traficantes dividiam o porão em três patamares, com altura de menos de meio metro cada um. Presos pelos pés, mais de 500 escravos se espremiam deitados ou sentados. "Ficavam como livros numa estante", disse o traficante Joseph Cliffer. O interior desses porões era de uma altura muito baixa, cerca de cinco pés, e que fazia-se necessário fazer “prateleiras” para a acomodação de tantos escravos. Eles ainda eram transportados seminus e se alimentavam de farinha e água. outra forma de aprisionamento e de manutenção da ordem: algemas e correntes nos pés e nas mãos, que prendiam uns aos outros.
  13. 13. Negros no Porão de Navio,Rugendas Rugendas relata-nos o momento da travessia dos negros da África para a América, mostrando-nos o amontoamento deles nos porões dos navios. Eram cerca de duzentos a trezentos, variando entre homens, mulheres e crianças.
  14. 14. Desembarque de escravos no Rio, Rugendas Entretanto, depois de chegarem e serem liberados para o desembarque, os negros eram colocados na alfândega, onde eram registrados depois do pagamento dos direitos de entrada, sendo, em seguida, conduzidos ao mercado. Os negros recém-chegados continuam seminus e são vistoriados por um médico, sendo vigiados por capatazes para que não haja fuga ou revolta.
  15. 15. Rugendas, Mercado de Escravos , 1835 4-A imagem retrata o local onde os escravos ficavam expostos, como mercadorias, para serem examinados pelos compradores.
  16. 16. mercado do Valongo, Rugendas O Cais do Valongo, porta de entrada no Brasil para cerca de meio milhão de africanos entre 1811 e 1831, dos 4 milhões que aqui chegaram até 1850 ,foi redescoberto há pouco mais de um ano durante obras de revitalização da região portuária do Rio de Janeiro, após ficar 168 anos soterrado. O ancoradouro traz com ele memórias da escravidão no país e faz parte do Circuito Histórico e Arqueológico da Herança Africana. Cada "peça" tinha um preço. Um africano novo e saudável, em 1811, podia chegar a algo em torno de cem mil réis, mas podia alcançar 200 mil se tivesse alguma habilidade especial, como a carpintaria. Como comparação, uma casa pequena no Rio de Janeiro custava cerca de um conto de réis, o que daria para comprar dez escravos normais ou cinco habilidosos.
  17. 17. Habitação dos Negros, Rugendas 5-Moradia A imagem retrata a moradia dos negros nas fazendas no interior do país, tanto nos engenhos quanto naquelas destinadas apenas à agricultura. Nem todas as fazendas possuíam senzalas, porém, as moradias não eram desvinculadas da dominação exercida pelos senhores de escravos. Como pode ser percebido no canto superior esquerdo da pintura, o senhor observa da sacada da casa grande.
  18. 18. 6-O trabalho Economia colonial: •Açúcar; •Mineração- a partir do séc. XVII; •Café.
  19. 19. Engenho de Açúcar (Rugendas) Percebe-se nitidamente a formação do engenho: A moenda - o centro de toda produção; os negros no trabalho com a cana-de-açúcar; o capataz orientando e dando ordens e os animais que participam do processo de moer a cana, como os burros e os bois.
  20. 20. Engenho de cana de açúcar - Debret
  21. 21. O trabalho dos escravos negros na América não se restringia à agricultura e aos engenhos, sendo eles também incorporados à mineração. A imagem, representa a região montanhosa de Minas Gerais, principal ponto de extração de ouro e pedras preciosas. Todo o ouro se destinava aos donos das terras, sendo uma quinta parte de toda a produção, destinada ao pagamento de imposto para a coroa portuguesa. Lavagem do Ouro no Itacolomi (Rugendas)
  22. 22. Comboio de café rumo à cidade - Debret O café, produto conhecido no Brasil neste período há uns 60 anos, era algo lucrativo na província do Rio de Janeiro. Para uma produção de qualidade, era necessário um negro para cada mil pés de café. Quanto ao transporte, era feito por escravos que carregavam sacos de 128 libras.
  23. 23. Rugendas, Colheita de Café na Tijuca
  24. 24. Preparação da Raiz de Mandioca (Rugendas) Além do trabalho no engenho, também havia o trabalho da agricultura, para o qual muitos negros também eram destinados. Depois da labuta diária, ainda voltavam-se para a produção de farinha de mandioca, principal produto de sua alimentação. Para isso, dispunham de quatro horas semanais para a preparação da mesma.
  25. 25. Jean-Baptiste Debret, Negros cangueiros. Escravos urbanos no Brasil, de 1830 O trabalho braçal no Brasil Colonial dependia inteiramente da mão de obra escrava. O trabalho humano era realizado sem a intervenção de máquinas, pois a Rainha Maria I havia banida qualquer indústria.
  26. 26. Negros serradores de tábuas - Debret
  27. 27. Loja de Sapateiro,Debret Debret espantou-se com o número considerável de pequenas fábricas de sapatos no Rio de Janeiro. Na loja representada, um sapateiro português castiga o seu escravo com a palmatória, enquanto sua mulher, uma mulata, o espreita com prazer, ao mesmo tempo em que amamenta um bebê. À direita, outros dois escravos prosseguem, amedrontados, no serviço.
  28. 28. Rugendas, Lavadeiras do Rio de Janeiro ,
  29. 29. Debret, Negra tatuada vendendo cajus, aquarela, 1827 Escravos de ganho
  30. 30. Debret, Negros vendedores de palmito
  31. 31. Debret - Negros vendedores de aves
  32. 32. Jean Baptiste Debret - Loja de barbeiros, 1821
  33. 33. J. B. DEBRET. Barbeiros ambulantes. 1826
  34. 34. 7-CASTIGOS Os escravos não eram considerados seres humanos, mas mercadoria. Nas lavouras o escravos trabalhavam de sol a sol e sem descanso, pois aos domingos cuidavam dos seus roçados, do qual obtinham o seu sustento. Moravam em senzalas, habitação coletiva quase sem janelas. Devido a dureza do trabalho e a má alimentação, sua vida útil não ultrapassava os dez anos. Para repreensão dos escravos considerados criminosos, havia duas justiças paralelas: a oficial e a privada. Instrumentos utilizados para a tortura açoite - chicote feito de cinco tiras de couro retorcido com nós; era utilizado para punir pequenas faltas ou acelerar o ritmo de trabalho; tronco - instrumento de tortura e humilhação, onde os escravos permaneciam presos, indefesos aos ataques de insetos e ratos, em contato com sua urina e fezes, isolados na senzala...
  35. 35. o cepo - tronco grosso de madeira que o escravo carregava na cabeça preso por uma longa corrente e uma argola que trazia no tornozelo); anjinhos - eram instrumentos de suplício que prendia os dedos dos polegares das vitimas em dois anéis que comprimia gradualmente por intermédio de uma pequena chave ou parafuso. máscara de flandres - usado para punição por furto de alimentos, alcoolismo e na mineração de diamantes. As máscaras podiam cobrir todo o rosto ou só a boca;
  36. 36. Execução do Castigo de Açoite (Debret) O açoite era aplicado a todo escravo negro culpado de falta grave: deserção, roubo, ferimentos recebidos em brigas, etc. O senhor que requerer a aplicação da pena obtém uma autorização do intendente da polícia, que lhe dá o direito de determinar o número de chibatadas, de 50 a 200, que podem ser administradas em 2 dias. O horário mais comum era entre nove e dez da manhã nas praça públicas, onde se localizavam os pelourinhos. Após sair do açoite, o escravo era submetido à lavagem do ferimentos com vinagre e pimenta para que não infeccionasse.
  37. 37. Rugendas, Castigo Público
  38. 38. Rugendas, Castigos Domésticos
  39. 39. Negros no Tronco. Debret A tela mostra uma das formas de castigo e tortura impostas aos negros. Além do comum açoite, era comum nas fazendas o suplício do tronco, onde os escravos enfiavam os punhos ou as pernas e, até mesmo o pescoço, permanecendo por vários dias nessa mesma posição. Era comum encontrar em cada fazenda ou casa, esse tipo de tronco, formado por duas peças de madeira presas por um cadeado, cuja chave ficava com o feitor. Também se costumava prender assim o negro indisciplinado, até que se conseguisse rendê-lo.
  40. 40. , Feitores Corrigindo Negros(Debret Os feitores fiscalizavam constantemente o trabalho dos escravos, sua comida e sua disciplina. As faltas mais graves eram a embriaguez, o roubo, a fuga e a preguiça. O castigo mais usual consistia numa série de chicotadas que deixavam o escravo gravemente ferido. Esses feitores eram, em sua maioria, portugueses. Essa tela mostra um escravo que foi derrubado e está imobilizado, sendo castigado. Ao fundo, outro negro está sendo castigado por um segundo escravo, comandado pelo feitor. A cena mostra também uma roça ao fundo e um riacho. À esquerda, canaviais e cafezais.
  41. 41. Debret, O Colar de Ferro, castigo dos negros fugitivos
  42. 42. Capitão do mato. Rugendas.
  43. 43. Negro com máscara - Debret
  44. 44. 8-Cultura: danças, festas, religiosidade e costumes "Dir-se-ia que após os trabalhos do dia, os mais barulhentos prazeres produzem sobre o negro o mesmo efeito que o repouso. À noite, é raro encontrarem-se escravos reunidos que não estejam animados por cantos e danças; dificilmente se acredita que tenham executado, durante o dia, os mais duros trabalhos, e não conseguimos nos persuadir de que são escravos que temos diante dos olhos". Rugendas, Viagem pitoresca através do Brasil, obra editada em Paris, 1835. Entrudo, Debret
  45. 45. Rugendas, Lundu. Viagem Pitoresca através do Brasil
  46. 46. Jogar capoeira - Rugendas
  47. 47. Rugendas, Batuque
  48. 48. Debret, Marimba - o desfile de domingo de carnaval, após o meio dia.
  49. 49. As simpatias e benzeduras também eram condenadas; eram consideradas feitiçaria porque apelavam para o poder mágico. As práticas religiosas de negros eram proibidas na colônia, mas não desapareceram, conviveram com o pensamento cristão. Para os portugueses, essas práticas religiosas eram atos de bruxaria, manifestações ligadas ao demônio, que deveriam ser condenadas. Por isso, essas religiões foram proibidas. Se índios e negros fossem pegos praticando-as, seriam considerados bruxos e condenados à morte; se colonos, homens brancos europeus, fossem surpreendidos durante esses cultos, poderiam ser multados, excomungados, degredados para a África ou processados e condenados à morte. Apesar das punições, essas práticas religiosas foram mantidas.
  50. 50. Judas Queimado no Sábado de Aleluia (Debret No canto superior direito da imagem encontra-se uma igreja, onde em sua porta estão seus fiéis brancos católicos, enquanto que, ao centro, temos a malhação do Judas pelos negros que não se misturavam com os brancos para certas comemorações visto que, esta malhação era considerada, na verdade, uma comemoração pagã. Porém, era ela europeia e foi incorporada pelos negros vindos para a América. Percebe-se o sincretismo existente entre as crenças africanas e a religião católica.
  51. 51. Negras novas a caminho da igreja para o batismo, Debret
  52. 52. Três orixás, Rugendas
  53. 53. Dentre as diversas formas de resistência à escravidão eram as organizações religiosas (irmandades, confrarias, devoções), que lhes permitiam organizar-se para auxílio mútuo. A maioria dessas organizações agrupavam membros da mesma nação, assim, os minas, rebolos, cabindas,, quiloas e outros povos constituíam irmandades entre si para melhor resistir à crueldade da escravidão. Entre as necessidades, estavam a construção de igrejas e capelas onde pudessem enterrar seus mortos com dignidade, coletar dinheiro para comprar a liberdade de seus membros, organizar suas festas e se organizar politicamente coroando seus reis. Elegiam eles próprios seus reis, a quem obedeciam e a quem dedicavam seus esforços para comprar a alforria. As cerimônias de coroação aconteciam nas festas de N.S. do Rosário, no Ciclo do Natal, quando os escravos tinham os dias livres para realizar suas festividades. Como soberano de uma nação, o rei coroado recebia os cumprimentos de membros de outras nações africanas da cidade, as Embaixadas. Atualmente estas festas são o Maracatu, Afoxé ou Congada. Religiosidade
  54. 54. Rei, rainha, princesa e mestre-sala, membros da Irmandade de N. S. do Rosário, recolhem donativos dos escravos . Jean-Baptiste Debret. Coleta para a manutenção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário
  55. 55. Johann Moritz Rugendas. Festa de Nossa Senhora do Rosário, Patrona dos negros
  56. 56. Jean Baptiste Debret. Cortejo fúnebre do filho de um rei negro
  57. 57. Johann Morittz Rugendas. Enterro de um negro na Bahia
  58. 58. Jean Baptiste Debret. Enterro de uma mulher negra
  59. 59. Cirurgião negro colocando ventosas, Debret Costumes
  60. 60. Debret em seus quinze anos de Brasil (1816- 1831) apresentou as cenas cotidianas do Brasil do século XIX. A imagem reproduz uma prática comum à maioria das cidades brasileiras do século XIX, legado da estrutura escravista colonial portuguesa. Um negro, provavelmente forro, desenvolve seu ofício na busca da cura dos pacientes, utilizando a técnica do sangramento, via ventosas, na busca de devolver o equilíbrio do corpo. Para o africano os males do corpo eram fruto dos espíritos ou feitiçarias, que provocavam o desequilíbrio entre o corpo e a alma, sendo o sangue o transmissor da doença, sangrar era devolver o equilíbrio ao corpo, eliminando o mal. Curiosidade: a “consulta” era sem custos, já os remédios e a sangria deveriam ser pagos pelo paciente; a cena é tão comum que crianças brincam à porta da casa enquanto os pacientes são tratados.
  61. 61. Um funcionário do governo sai a passeio com a família, Debret
  62. 62. Um jantar brasileiro, Jean Baptiste Debret
  63. 63. DEBRET Jean Baptiste, Costume
  64. 64. Negro e Negra na Bahia, Rugendas
  65. 65. Rugendas
  66. 66. Típica cena do cotidiano doméstico. A senhora costurando, a filha estudando e os escravos na lida diária. RUGENDAS- UMA SENHORA BRASILEIRA EM SEU LAR
  67. 67. VOLTA Á CIDADE DE UM PROPRIETÁRIO DE CHÁCARA, Debret
  68. 68. Negras cozinheiras, vendedoras de angu - Debret
  69. 69. Rugendas, VENDA no RECIFE
  70. 70. História e Arte sempre caminharam juntas. Se por um lado a arte é sempre a expressão de seu próprio tempo, de um contexto histórico específico, ela, por isso mesmo, muitas vezes ajuda a entender o contexto em que é produzida. “Cabia-me, pois, como testemunha estrangeira e como pintor de história, colher dados exatos e de primeira ordem para uma parte dignamente consagrada a salvar a verdade do esquecimento” Debret
  71. 71. 1826 - Brasil compromete em acabar com o tráfico dentro de 3 anos; 1831 - Lei Feijó, que abolia o tráfico negreiro. Foi uma lei feita por pressão da Inglaterra e para agradá-la. Daí a expressão "para inglês ver" existente até hoje. 1845 - A Inglaterra aprova o Bill Abeerden, que dá a Inglaterra o poder de apreender os navios negreiros com destino ao Brasil; 1850 - É aprovada sob pressão inglesa a lei Eusébio de Queirós, que proíbe o tráfico negreiro em definitivo no Brasil. Esta lei é a REEDIÇÃO da Lei de 1831. 1871 - Lei do Ventre Livre ou Lei Rio Branco 1885 - Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotejipe 1888 - Lei Áurea. Leis abolicionistas

×