Os ciclos económicos

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Os ciclos económicos

  1. 1. Didáxis Vale S. Cosme 12º Ano Os Ciclos EconomicosTrabalho realizado por:-Diana Matos 12º3-Helena Cruz 12º3 Economia C Os Ciclos Económicos
  2. 2. ÍNDICE Introdução……………………………………………………………………………………………………………………….......3 Desenvolvimento…………………………………………………………………………………………………………….......4 Conceitos relacionados com os ciclos económicos…………………………………………………………….......4 O que é um ciclo económico?...................................................................................................6 Classificação dos ciclos económicos..........................................................................................7 Duração ………………………………………………………………………………………………………………………........7 Ciclo de Kitchin……..………………………………………….…………………..….……………….……………..…....8 Ciclo de Juglar.…………………………………………………………………….………………….….……….……......9 Ciclo de Kuznets………………………………………………………………….…………………………….…...…....10 Ciclo de Kondratieff……………………………………………………………………..………………..…..……..…..10 Políticas anticiclo ou contra-ciclo………………………………………………………………….....………....…….….11 O que são as políticas anticiclo ou contra-ciclo?.................................................................11 Qual o papel das políticas de anticiclo ou contra-ciclo?......................................................11 CASE STUDIES...........................................................................................................................12 Schumpeter ...........................................................................................................................12 Dados Biográficos….....………………………………………………………………………………………………..…....12 Schumpeter e a teoria dos ciclos de Negócios, Tecnologia e Inovação.....…….………………....13 Kondratieff...............................................................................................................................16 Dados biográficos..............................................................................................................................16 Kondratieff e o seu ciclo económico longo........................................................................................17 Teoria dos ciclos............................................................................................................................17 Os ciclos.........................................................................................................................................19 Validade da teoria.........................................................................................................................20 Considerações do grupo perante a temática dos ciclos económicos/Conclusão....................21 Bibliografia / Webgrafia....................................................................................................................22Economia C Os Ciclos Económicos 2
  3. 3. INTRODUÇÃO A economia ou atividade económica tende a crescer ao longo do tempo ainda que de formairregular e sendo que, esta assenta-se na produção, distribuição e consumo de bens e serviços.Conjuntamente é uma ciência social que estuda a atividade económica, através dodesenvolvimento da teoria económica, e que tem na administração o seu emprego. Os modelosatualmente usados na economia evoluíram da economia política dos finais do século XIX. Podemrepresentar, a situação económica de um país ou região; isto é, a sua situação relativamente aosciclos da economia. Desta forma, com o intuito de esclarecer melhor todos os conceitos relacionados com cicloseconómicos, achamos necessário a realização de este trabalho, bem como uma exploração maisaprofundada sobre os ciclos de Kondratieff e de Schumpeter, no entanto abordaremos também deuma forma mais simples todos os ciclos económicos existentes.Economia C Os Ciclos Económicos 3
  4. 4. DESENVOLVIMENTO CONCEITOS RELACIONADOS COM OS CICLOS ECONÓMICOS Quando falamos de ciclos económicos utilizamos vários conceitos necessários para os explicar,no entanto, para que seja totalmente perceptível as explicação dos ciclos económicos, é necessárioprimeiramente esclarecer alguns desses conceitos. Crise económica  pode definir-se uma crise económica como uma ruptura entre o equilíbrioentre a oferta e a procura de bens e serviços que provoca uma depressão da conjunturaeconómica. A manifestação mais gritante da crise é a queda da produção ou, pelo menos, umaforte redução da sua taxa de crescimento. Desenvolvimento económico  é um processo onde a receita nacional concreta de umaqualquer economia aumenta durante um longo período de tempo. A receita nacional concreta é oproduto total de bens e serviços, expresso não em termos monetários mas em termos reais: areceita nacional concreta é rectificada por um índice ajustado de preços de bens, consumo e bensde capital. Produto interno bruto (PIB)  O PIB é um indicador muito utilizado na macroeconomia com ointuito de medir a actividade económica de uma região. É a soma de todos os bens e serviços finaisproduzidos numa determinada região (por exemplo: países, estados, cidades), durante umdeterminado período (por exemplo: mês, trimestre, ano).Economia C Os Ciclos Económicos 4
  5. 5. Crescimento económico  representa o aumento sustentado, a longo prazo, da produção numacerta economia e prevê a reunião de vários fatores, por exemplo: o aumento da dimensão dosmercados interno e externo, o investimento de capital físico e humano e o progresso técnico.Economia C Os Ciclos Económicos 5
  6. 6. O QUE É UM CICLO ECONÓMICO? Os ciclos económicos são oscilações da atividade económica (produto interno bruto), num longoespaço de tempo e com uma regularidade que possa ser observada. Desta forma, e segundo a definição dada pelo dicionário de Economia Verbo, os cicloseconómicos são o conjunto de “oscilações regulares no nível da actividade económica durante umdeterminado número de anos”. Desta forma, é possível afirmar que os ciclos económicos se dividem em 4 fases: a prosperidade,a crise ou recessão, a depressão e a retoma. A prosperidade e a retoma são parte do cicloeconómico onde se dá um crescimento do mesmo, da mesma forma, a crise e a depressãorepresentam a parte do ciclo económico onde se dá um declínio do mesmo. Período de Crescimento Período de Estagnação e Declínio Prosperidade Crise ou Retoma Recessão Depressão Embora os ciclos económicos se repitam, estes não são necessariamente periódicos. Por sua vez,os ciclos económicos são um fenómeno que ocorrem nas economias de mercado. Da mesma forma,é possível afirmar que embora existam ciclos económicos com uma duração muito semelhante, istonão significa que existam ciclos económicos iguais, teoria defendida por Samuelson que afirma que“nunca se verificam dois ciclos económicos iguais, se bem que posso ter muito em comum.”Economia C Os Ciclos Económicos 6
  7. 7. CLASSIFICAÇÃO DOS CICLOS ECONÓMICOS Foram muitos os economistas que a terem estudado o evoluir das economias, encontraramperíodos regulares em que a actividade económica percorria um ciclo, ciclo esse que possuía umperíodo ascendente e um período descendente. Esses ciclos eram identificados como ciclos delongo, médio e curto prazo, sendo que estes últimos encontram-se relacionados com desequilíbriosusuais da actividade de certos sectores. DURAÇÃO Os Ciclos Económicos podem ser: Ciclo de Kitchin (3 a 5 anos) Ciclo de Juglar (6 a 10 anos) Ciclo de Kuznets ( 20 a 30 anos) Ciclo de Kondratieff (60 a 80 anos)Economia C Os Ciclos Económicos 7
  8. 8. CICLO DE KITCHIN O ciclo de Kitchin é caracterizado por possuir uma duração de 3 a 5 anos. Joseph Kitchin foi o primeiro economista a identificar ciclos de curta duração, sendo que esteafirma que os ciclos económicos se devem a causas conjunturais aleatórias, próprias da evolução daatividade económica, como por exemplo a variação da procura. Consequentemente, no ciclodescrito por Kitchin, quando se dá uma fase de grande procura, segue-se um rápido aumento dostock do produto em questão o que leva a uma produção elevada, esta fase no ciclo designa-se defase ascendente. Seguidamente, segundo este economista, existe também uma fase onde severifica uma quebra na procura, o que leva a uma redução de encomendas e á utilização dos stockso que leva uma baixa do crescimento da produção, esta fase é designada por fase descendente. Foram observados nos EUA, onde se verificou um ciclo de stocks de 3 a 5 anosEconomia C Os Ciclos Económicos 8
  9. 9. CICLO DE JUGLAR O ciclo de Juglar possui uma duração média, de 6 a 10 anos, sendo que este ciclo se inteira nosciclos longos. Clement Juglar para além de ser economista era também um médico francês, facto queinfluenciou o seu trabalho na economia. Assim sendo, Juglar associou o termo de crise da economiaao da crise da saúde, ou seja, uma crise patológica resultava de um amontoado de actos que eramacumulados em período saudável. Traduzindo esta teoria para o campo da economia, a crise naeconomia dava-se após um conjunto de situações vividas num período de retoma e/ou expansãoque acabariam por levar a uma crise na economia devido ao excesso verificado durante a fasesaudável da economia. Os ciclos de Juglar são dependentes das variações de procura e afiguram-se a ciclos deinvestimento em consequências sobre o PIB, o emprego e a inflação. Neste ciclo, as fases derecessão são menos graves e mais curtas, as fases expansionistas são mais activas. No século XIX, o ciclo de Juglar era um padrão associado ao Reino Unido.Economia C Os Ciclos Económicos 9
  10. 10. CICLO DE KUZNETS O ciclo de Kuznets tem uma duração de cerca de 20 a 25 anos, sendo que este se relaciona comas variações da actividade de construção habitacional e de infra-estruturas. Este ciclo é tambémconhecido como ciclo de transporte. Neste ciclo, as variações entre fases verificam-se nas variaçõesexistentes nas actividades de construção e transporte. CICLO DE KONDRAT IE FF O ciclo de Kondratieff tem uma duração de 60 a 80 anos, sendo que este ciclo se liga asmudanças tecnológicas. O ciclo de Kondratieff é dividido em duas fases em que se verifica uma faseascendente e uma faz descendente. Estas flutuações de longo prazo são características daeconomia capitalista. Para Nikolai Kondratieff são a duração e o tempo de maturação dosequipamentos de capital que explicam a duração do ciclo económico. Nikolai Kondratieff procuroucomputar os ciclos de longo prazo, destacando as suas características cíclicas. A RevoluçãoIndustrial de 1787 a 1842 constitui uma importante ferramenta na construção do seu cicloeconómico.Economia C Os Ciclos Económicos 10
  11. 11. POLÍTICAS ANTICICLO OU CONTRA-CICLO O QUE SÃO AS POLÍTICAS ANTICICLO OU CONTRA-CICLO? Uma política económica de contra-ciclo é um conjunto de acções assentes pelo governo e com aintenção de impedir ou minimizar, os efeitos da fase do ciclo económico em questão. Os ciclos económicos resultam da superprodução, as quais são seguidas de fases de declínio nataxa de lucro, o que leva a uma redução dos investimentos e leva também a uma redução do nívelde atividade. QUAL O PAPEL DAS POLÍTICAS DE ANTICICLO OU CONTRA-CICLO? As políticas anticíclicas são sustentadas pelos keynesianos, que dizem que o ciclo económico nãose regula por si mesmo, ao contrário do que pensavam os neoclássicos. Segundo a escolakeynesiana o défice público é o principal instrumento para uma política económica que pretendaabrandar os efeitos da fase de um certo ciclo. Assim, durante a fase de crescimento do ciclo: nos períodos de prosperidade, o Estado deveaumentar os impostos, formando um fundo de reserva que possa ser utilizado durante os períodosde recessão (ou depressão). Da mesma forma, na fase de recessão ou depressão o governo deveintervir, reduzindo os impostos, o que irá provocar a expansão do crédito e dos gastos, sendo queestes investimentos são capazes de estimular a economia. Desta forma, durante a recessão, odéfice público deve se expandir de modo a restabelecer o equilíbrio.Economia C Os Ciclos Económicos 11
  12. 12. CASE STUDIES SCHUMPETER DADOS BIOGRÁFICOS Joseph Alois Schumpeter foi um dos economistas mais importantes do século XX. Nasceu na cidade de Triesch. Começou a ensinar antropologia em 1909 na Universidade deCzernorvitz e três anos mais tarde, na Universidade de Graz. Em Março de 1919, ocupou o posto de ministro das Finanças da Republica Austríaca,permanecendo por pouco tempo no mesmo. De seguida assumiu a presidência de um bancoprivado, o Bidermannbank de Viena, que faliu em 1924. A experiencia custou a Schumpeter toda asua fortuna pessoal e deixou-o endividado durante alguns anos. Depois desta passagem ruinosapela administração pública e pelo sector privado, decidiu voltar a leccionar, desta vez naUniversidade de Bonn, Alemanha, de 1925 a 1932.Com a ascensão do Nazismo, teve que deixaraEuropa, o que o levou a viajar pelos Estados Unidos e pelo Japão, mudando-se, em 1932 paraCambridge, onde assumiu a posição de professor na Universidade de Harvard. Permaneceu nestelocal até ao dia da sua morte a 08 de Janeiro de 1950. Schumpeter é uma das figuras que mais se destacou na teoria economia moderna. Depois deestudar Direito em Viena (1901-1906), trabalhou como advogado no Tribunal Constitucional doCairo. Em 1909, diplomou-se em Viena com o estudo sobre metodologia sistemática da ciênciaeconómica. Ficou famoso em 1912 com a sua “teoria do desenvolvimento económico”. Schumpeterconsiderava que as crises conjunturais não obedeciam apenas a factores externos (guerras, máscolheitas), mas estavam igualmente relacionadas com a actividade empresarial, com o sistema deEconomia C Os Ciclos Económicos 12
  13. 13. crédito e com a tecnologia, que na sua opinião, eram causas directas do desenvolvimentoeconómico.Economia C Os Ciclos Económicos 13
  14. 14. SCHUMPETER E A TEORIA DOS CICLOS DE NEGÓCIOS, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO Joseph Schumpeter foi um grande encorajador para todos os jovens economistas matemáticos,tendo sido também o presidente/fundador da Econometric Society no ano de 1933; Schumpeternão foi um matemático, mas sim um economista que foi um admirador da integração com aSociologia para uma melhor noção de suas teorias económicas. Schumpeter esclareceu que o impulso essencial que inicia e mantém o movimento da máquinacapitalista decorre de novos bens de consumo, dos novos processos de produção ou transporte,dos novos mercados, das novas formas de organização industrial que a empresa capitalista cria. Este economista defendia que o capitalismo se desenvolvia através do aparecimento deempreendedores, isto é, inventores extraordinariamente criativos (os inovadores) que eram osresponsáveis por todas as ondas de prosperidade que o sistema conhecia. No entanto, as inovações para serem úteis necessitam de se tornarem reais, para que possam dealguma forma alterar a evolução económica, e para que isto aconteça é necessário que o primeiroempreendedor, que criou e introduziu essa mesma inovação seja seguido por muitos outrosempreendedores, para que se possa dizer que esta inovação teve sucesso. Desta forma aparecem muitos projectos inovadores, devido á facilidade da obtenção de créditono sector económico emergente, o que leva a que os sectores tradicionais sejam penalizados. Apósesta fase dá-se uma expansão económica, que traz um aumento de novas empresas, do crédito einvestimento, das receitas e do emprego. A disputa feita pelos êxitos acabar por conduzir aoabrandamento do investimento; isto acontece devido a uma previsão de sucesso muito desconfiadasendo que as oportunidades oferecidas ao sector inovador esgotam-se e a taxa de juro sobe.Desencadeia -se então uma outra fase do ciclo económico, a recessão. Nesta fase, factoresimparciais actuam naquela que irá designar falência das empresas; isto leva a que o investimento eas receitas diminuam, a poupança e o crédito restringem-se, e dá-se o aumento do desemprego.Entra-se assim na depressão. A depressão existe enquanto houver investimento mal realizado ecapacidade excessiva face ao nível de procura e continua a existir até que uma reaproximação aoestado de equilíbrio se inicie, a recuperação ou crescimento económico.Economia C Os Ciclos Económicos 14
  15. 15. Em Schumpeter o ciclo longo é caracterizado pela concorrência ou acumulação das inovaçõesque iniciaram a fase inicial de prosperidade; cada ciclo tem uma característica própria e o sistemaeconómico no fim de um determinado ciclo é qualitativamente diferente do que era no fim do cicloque o antecedeu, ou seja, podemos afirmar que este ciclos não se trata de processos repetitivos naeconomia.Segundo este, uma inovação tem sucesso se possuir três condições muito importantes:-que, num período de tempo, existam novas e mais vantajosas possibilidades do ponto de vistaeconómico privado ou num ramo da indústria;-que exista acesso limitado a essas mesmas possibilidades, seja em razão nas qualificações pessoaisnecessárias, seja por causa de circunstâncias externas;-que a situação económica permita o cálculo de custos e uma premeditação razoavelmente fiável,isto é, que haja uma situação de equilíbrio económico. Schumpeter identificou três ciclos longos: a revolução industrial (1787-1842, algodão, têxteis,ferro e maquina a vapor), o ciclo burguês (1842-1897, caminhos de ferro, vapores marítimos) e ociclo neo-mercantilista (1897-1950, industrias químicas, electrificação, veículos automóveis). É importante referir que este economista diz que a inovação não é um facto económicoassociado a um campo particular de uma causa, mas sim uma atitude que assume várias formas deactuação e que pode aparecer em vários domínios da vida social, assim sendo têm-se que aadequada explicação dos fenómenos económicos deverá ser procurada pensando até que sechegue a causas não económicas. Segundo os desenvolvimentos teóricos posteriores, os ciclos de Kondratieff têm dimensãomundial, sendo mais nítidos na produção mundial (embora observáveis nas produções nacionaispredominantes) e no comércio mundial (em sectores predominantes também). É também importante referir que na ideologia de Schumpeter quando se fala de lucro não serefere ao pagamento do capital investido mas sim ao lucro extraordinário, ou seja, o lucro acima damédia do mercado que poderia ser utilizado em novos investimentos ou em diferentes sectores daeconomia.Economia C Os Ciclos Económicos 15
  16. 16. KONDRATIEFF DADOS BIOGRÁFICOS Nikolai Dmitrijewitsch Kondratieff (1892/1938), nasceu numa província (Kostroma) situada aonorte de Moscou, foi um economista que deixou como herança para o mundo uma das teorias maiscontroversas e discutidas entre as nações: a ideia de que haveria ciclos com duração deaproximadamente 40 a 60 anos nas actividades económicas que regiam o capitalismo industrial. Depois da Revolução Russa, passou a dedicar-se exclusivamente a actividades académicas. Em1924, publicou o seu primeiro livro, “As Ondas Longas da Conjuntura”, livro este que trazia no seuinterior a teoria dos ciclos económicos. Durante a NEP (Nova Política Económica), incentivou com sustentação teórica a produção deprodutos agrícolas e bens de consumo sobre a indústria pesada (de base). Contudo, com a mudança de mentalidade ocorrida no governo de Stálin, em 1928, passa aincentivar a rápida industrialização e colectivização forçada, Kondratieff caiu em desgraça. Ainda nomesmo ano, é afastado da direcção do Instituto de Conjuntura. Finalmente, em 1930 é julgado,preso e condenado, sendo fuzilado na prisão em 1938. Segundo Nikolai Kondratieff, o capitalismo desenvolve-se em ciclos de aproximadamente 40 a 60anos. A ideia contraria tanto as premissas leninistas da crise geral quanto a posição dos liberais, deprosperidade indefinida da economia. Esses ciclos longos estão intimamente relacionados com osprocessos de inovação tecnológica.Economia C Os Ciclos Económicos 16
  17. 17. KONDRATIEFF E O SEU CICLO ECONÓMICO LONGO TEORIA DOS CICLOS Os ciclos económicos de Kondratieff podem ser divididos em quatro fases: Primavera, Verão,Outono e Inverno. Na primavera ocorre investimento, crescimento e a criação de riqueza. No Verão dá-se o limitedo crescimento exponencial. No Outono ocorre um estagnamento da prosperidade e, finalmente,no Inverno dá-se a depressão e o declínio da economia. Cada ciclo tem como motor, no seu períodode crescimento, o aparecimento de uma inovação tecnológica.Economia C Os Ciclos Económicos 17
  18. 18. Segundo Nikolai Kondratieff, o capitalismo desenvolve-se em ciclos de aproximadamente 40 a 60anos. A ideia contraria tanto as premissas leninistas da crise geral quanto a posição dos liberais, deprosperidade indefinida da economia. Esses ciclos longos estão intimamente relacionados com osprocessos de inovação tecnológica.Economia C Os Ciclos Económicos 18
  19. 19. OS CICLOS Os três primeiros ciclos são definidos: -Ciclo 1) 1800-1848 (a máquina à vapor) crise de 1848. -Ciclo 2) 1848-1896 (o caminho de ferro) compreendendo o período da grande Depressão: 1873 à 1896. -Ciclo 3) 1896-1940 (motor à explosão, electricidade), crise de 1929. -Ciclo 4) 1940 - não têm um final definido (Indústria petroleira, electrónica, petróleo fonte deenergia); desta forma, podemos concluir que ainda não terminou o quarto ciclo de Kondratieff. Noentanto, existem mesmo assim várias hipóteses sobre o final deste ciclo. Os três pontos de vista sobre este assunto: 1. Os ciclos de Kondratieff já não existem. Eram válidos para o século 19 e inícios do 20, mas jánão o são nos dias de hoje. 2. O ciclo número 4 já terminou e a crise (o inverno) teve lugar nos anos 1970 com o choquepetrolífero. Estamos num novo ciclo (ciclo numero cinco) que deveria conduzir a um novo inverno apartir de 2010-2020. 3. O ciclo número 4 não terminou. Um período de grande crescimento baseado na utilização do petróleo a baixos preços e asintervenções dos bancos centrais no mundo económico deslocou o inverno de Kondratieff, mas nãoo fez de desaparecer.Economia C Os Ciclos Económicos 19
  20. 20. VALIDADE DA TEORIA A teoria é valida até certo ponto: já ficou claro que o capitalismo vive de fases, de ciclos, ondegeralmente, no inicio de outro ciclo há o aparecimento de uma inovação tecnológica, seguida poruma politica económica que é o reflexo da época. Há diversos exemplos na História que podemprovar isto. No entanto, não se pode ser tão rigoroso a ponto de estabelecer datas exactas paro oacontecimento de uma crise, haverá um tempo maior ou menor para o mundo recuperar. A teoria e a crise - de acordo com a teoria de Nikolai Kondratieff, esta crise económica queestamos a enfrentar seria o inverno do quinto ciclo, e já existem suposições sobre o processo derecuperação mundial. Foi criada a sigla BRIC, países que, segundo estudos são emergentes epossuem economias suficientemente fortes e sólidas para, futuramente, suceder as potênciasactuais.Economia C Os Ciclos Económicos 20
  21. 21. CONSIDERAÇÕES DO GRUPO PERANTE A TEMÁTICA DOS CICLOS ECONÓMICOS / CONCLUSÃO Depois de este breve trabalho, podemos afirmar que as teorias acerca da duração e dascaracteriísticas dos ciclos económicos são muito varidadas e complexas, nomeadamente a deSchumpeter e a de Kondratieff , teorias a que nós nos proposemos a explicar e anlisar, sendo quenos apercebemos que algumas teorias possuem diversas falhas. Desta forma, admitimos que na sociedade actual existe um grande prblema, o facto de todas aspessoas quererem encontrar a fase do ciclo económico em que nos encontramos e a possivelduração desse mesmo ciclo económico, mas esta visão perante a sociedade e a nossa economiaestá errada uma vez que, quando pensamos desta forma limitamo-nos a encontrar resoluçõesquando não possuimos as totais certezas da fase em que a economia se encontra. Consequentementee como não é possivel deixar de verificar, o pensamento de schumpeter nãoesta incorrecto quando este afirma que são as inovações que trazem um novo ciclo á economia deum pais, se verificarmos na história de todos países, encontramos uma fase de prosperação que sedeve a uma inovação por eles construida e que interessa a um grande número de países. Se isto severifica, é lógico que ao vender essa mesma inovação o país vao adquirir muito dinheiro devido ámesma, e vai encontrar-se numa fase de prosperidade, no entanto quando a procura de essainovação cessar o país pode entar num colapso da economia e pode sofrer uma crise económica,dando origem a um novo ciclo.Economia C Os Ciclos Económicos 21
  22. 22. BIBLIOGRAFIA / WEBGRAFIA http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_econ%C3%B4mico http://en.wikipedia.org/wiki/Nikolai_Kondratiev http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Schumpeter http://www.ihu.unisinos.br/uploads/publicacoes/edicoes/1158329722.22pdf.pdf http://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=ciclos%20economicos&source=web&cd=1&sqi=2&ved=0CB8QFjAA&url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FCiclo_econ%25C3%25B4mico&ei=GqrTTtHRDM7t8QOx5P2FBg&usg=AFQjCNGUvwubbD9B8UYQ_jPE1GvW-RNBFA http://www.knoow.net/cienceconempr/economia/cicloeconomico.htm http://www.janelanaweb.com/digitais/rui_rosa4.html http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_econ%C3%B4mico http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&cp=8&gs_id=2o&xhr=t&q=ciclos+economicos&pq=schumpeter&gs_sm=&gs_upl=&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.,cf.osb&biw=1280&bih=655&um=1&ie=UTF-8&tbm=isch&source=og&sa=N&tab=wiEconomia C Os Ciclos Económicos 22
  23. 23. http://www.google.pt/search?tbm=isch&hl=pt-PT&source=hp&biw=1280&bih=655&q=kondratieff&gbv=2&oq=kondratieff&aq=f&aqi=&aql=&gs_sm=e&gs_upl=729l4344l0l4421l11l8l0l0l0l0l0l0ll0l0 http://www.google.pt/search?um=1&hl=pt-PT&biw=1280&bih=655&tbm=isch&sa=1&q=schumpeter&btnG=PesquisarEconomia C Os Ciclos Económicos 23

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