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Contrastes de desenvolvimento

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Contrastes de desenvolvimento

  1. 1. Contrastes d e desenvolvimento
  2. 2. http://www.youtube.com/watch?v=_pYeY2sInvY
  3. 3. Para refletir… O que é um país desenvolvido? O que é um país em desenvolvimento? Um país rico é um país desenvolvido? Um país desenvolvido é um país rico? Pode haver desenvolvimento sem crescimento económico? Pode haver crescimento económico sem desenvolvimento?
  4. 4. O que é o desenvolvimento? Crescimento económico ≠ Desenvolvimento
  5. 5. O crescimento relaciona-se, essencialmente com a produção de bens, dos serviços e do consumo. Considera apenas a riqueza gerada sem ter em conta o modo como ela se distribui nem tão pouco o bem-estar e a qualidade de vida que proporciona às populações. É um conceito de natureza quantitativa. Normalmente avalia-se através do PIB (Produto Interno Bruto) ou do PNB (Produto nacional Bruto)
  6. 6. Produto Interno Bruto, per capita, em 2011 Fonte: http://www.indexmundi.com/map/?t=0&v=67&r=xx&l=pt , consultado em 13-01-2014
  7. 7. O desenvolvimento envolve simultaneamente aspetos de natureza quantitativa e qualitativa, como sejam as condições económicas, sociais, políticas, científicas e ambientais, entre outras. É um conceito de natureza qualitativa. Ambiente Sociedade Cultura (…) EconomiaDESENVOLVI- MENTO
  8. 8. As várias dimensões do desenvolvimento Só pode ser considerado benéfico o crescimento económico que promove o desenvolvimento humano em todas as suas dimensões: - garantindo o pleno emprego e os meios de ganhar o sustento; - distribuindo equitativamente os recursos; - garantindo a liberdade das pessoas e valorizando as suas capacidades; - promovendo a coesão social e a cooperação; - salvaguardando o desenvolvimento futuro.
  9. 9. Só há desenvolvimento humano se todos os indivíduos forem beneficiados pela melhoria das suas condições de vida e pela satisfação dos seus direitos fundamentais. O respeito pela dignidade humana, aceitando a diferença, é condição essencial para que os indivíduos possam usufruir de bem-estar. Em termos de desenvolvimento, mais do que gerar riqueza (do que crescer economicamente) importa, sobretudo, saber como partilhá-la e utilizá-la, de modo a diminuir as desigualdades, a satisfazer as necessidades e a assegurar idênticas oportunidades a toda a população.
  10. 10. Para tal é necessário que o crescimento económico se traduza num conjunto de melhorias sociais, culturais, psicológicas, científicas e ambientais e que elas beneficiem toda a comunidade e não apenas um sector ou uma pequena minoria. Os países que estão melhor posicionados em IDH do que no PIB são aqueles que conseguem converter o crescimento económico em desenvolvimento de forma mais eficaz.
  11. 11. Então… O que é um país desenvolvido? São países onde as pessoas têm, na generalidade, boas condições de vida a nível de saúde, educação, alimentação, emprego, habitação, etc. São conhecidos também como países ricos, industrializados e do Norte. O que é um país em desenvolvimento? São países onde as pessoas têm, na generalidade, más condições de vida a nível de saúde, educação, alimentação, emprego, habitação, etc. São conhecidos também como países pobres, em vias de desenvolvimento, subdesenvolvidos e do Sul. Nalguns países ainda há ditaduras, pelo que a população não tem liberdade de expressão e não são respeitados os direitos
  12. 12. PaísesemDesenvolvimento Novos países industrializados do sudeste asiático Países que conheceram um crescimento económico elevado nas últimas três décadas do séc. XX, sendo, por vezes, incluídos no grupo dos países desenvolvidos, sobretudo os NPI de 1.ª geração: Coreia do Sul, Taiwan, Singapura e Honk Kong. Países industrializados ou em vias de industrialização rápida Países como a China, a Índia, o México ou o Brasil, que têm registado taxas de crescimento económico muito elevadas, mas que mantêm níveis de desenvolvimento ainda fracos e desigualdades internas graves Países produtores e exportadores de petróleo Ricos devido aos crescimento económico que resulta da venda do petróleo, mas com um nível de desenvolvimento ainda baixo. Têm uma fraca industrialização, uma mortalidade elevada e uma assistência médica e sanitária muito deficiente. Realidades que afetam, entre outros, o Irão, a Arábia Saudita e a Argélia. Países menos desenvolvidos Apresentam rendimentos muito baixos e deficiências estruturais graves que impedem o crescimento económico, estando na sua maior parte localizados em África. Tipologia dos países em desenvolvimento
  13. 13. A heterogeneidade dos países em desenvolvimento
  14. 14. Um país rico é um país desenvolvido? Não necessariamente, isto é, nem sempre. Um país desenvolvido é um país rico? Sim. Para ser desenvolvido tem de ter riqueza. Pode haver desenvolvimento sem crescimento económico? Não. Sem dinheiro/riqueza não se pode melhorar as condições de vida da população. Pode haver crescimento económico sem desenvolvimento? Sim. Nalguns países, nomeadamente nos países produtores de petróleo, o elevado crescimento económico beneficia apenas uma pequena parte da população. A repartição da riqueza é muito desequilibrada.
  15. 15. Como se mede o desenvolvimento? Para avaliar o crescimento, utilizam-se indicadores económicos como o PIB e o PNB ou o PIB per capita e o PNB per capita. Sendo o desenvolvimento um conceito pluridimensional, medi- lo constitui um processo complexo. Torna-se necessário utilizar diversos indicadores, que permitam espelhar a sua natureza pluridimensional. Para o efeito, utilizam-se indicadores compostos, isto é, indicadores que combinam em si vários indicadores simples, considerados representativos, sendo atribuída a cada um deles uma ponderação no cálculo do indicador composto.
  16. 16. Exemplos de indicadores compostos: IDH – Índice de Desenvolvimento Humano IDG – Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género IPH – Índice de Pobreza Humana MPG – Medida de Participação segundo o Género
  17. 17. Exemplos de indicadores simples: Económicos • PIB por habitante • PNB por habitante • Consumo de energia por habitante • (…) Demográficos • Taxa de mortalidade • Taxa de crescimento natural • Esperança média de vida • (…) Ambientais • Emissões de CO2 • Taxa de desflorestaçã o • (…) Socioculturais • Taxa de analfabetis- mo • Taxa de escolaridade feminina • Médicos por mil habitantes • (…) Políticos • Reconheci- mento dos direitos humanos • Reconheci- mento dos direitos da criança • Grau de participação na vida política • (…)
  18. 18. O conceito de Desenvolvimento Humano tem vindo a ser abordado pelas Nações Unidas desde 1990, tendo como premissa que “As pessoas são a verdadeira riqueza das nações”. Medir esse Desenvolvimento é o objectivo do Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, que foca três dimensões fundamentais: viver uma vida longa e saudável, medida pela esperança de vida à nascença, ser instruído, medida pela taxa de alfabetização de adultos e pela taxa de escolarização bruta combinada do primário, secundário e superior (com ponderação de um terço), e ter um padrão de vida digno, medida pelo PIB per capita.
  19. 19. IDH – Índice de Desenvolvimento Humano Longevidade RendimentoEducação Dimensões do IDH IDH
  20. 20. Uma vida longa e saudável Esperança média de vida conhecimento Tx. De alfabetização de adultos Um nível de vida digno PIB per capita Indicadores que compõem o IDH: O IDH varia entre 0 e 1 e permite caracterizar, de uma forma integrada, o nível de desenvolvimento dos países
  21. 21. Índice de Desenvolvimento Humano em 2010 Fonte: RDH, PNUD, 2010
  22. 22. Embora o IDH esteja representado no mapa anterior em quatro classes, no mundo podem individualiza-se três grandes grupos: - Países de desenvolvimento elevado – A Europa ocidental, a América do Norte, o Japão e a Oceânia. - Países de desenvolvimento médio – A maioria dos países da América do sul, do sudeste asiático e do médio oriente, ligados à produção do petróleo, onde o elevado crescimento económico se tem traduzido em alguma melhoria do nível de vida das suas populações - Países de baixo desenvolvimento – África, a América Central e algumas áreas do continente asiático, onde se registam os valores de desenvolvimento humano mais baixos
  23. 23. O IDH reflecte o desempenho nacional médio em termos de desenvolvimento humano, mas é importante não esquecer que as médias podem camuflar grandes disparidades a nível interno. As desigualdades que têm por base o rendimento ou o género podem tornar as médias nacionais de IDH num indicador de bem-estar humano ilusório. Por exemplo: Na China, Xangai ocupava o 24.º lugar na liga global do IDH, logo acima da Grécia, enquanto a provincia de Guizhou (rural) ficaria classificada na 131.ª posição.
  24. 24. Uma nova medida de desigualdade de género As desvantagens enfrentadas pelas mulheres e raparigas são uma importante fonte de desigualdade. Tudo demasiado frequentemente, mulheres e meninas são discriminadas em saúde, educação e mercado de trabalho, com repercussões negativas para as suas liberdades. Nós introduzimos uma nova medida dessas desigualdades construídas no mesmo quadro como o IDH e o IHDI - para melhor expor as diferenças na distribuição dos resultados entre homens e mulheres (figura 5.4 do Relatório). O Índice das Desigualdades de Gênero mostra que: A desigualdade de género varia enormemente de país para país, as perdas no rendimento devido à desigualdade de género (e não directamente comparável com as perdas totais de desigualdade, pois as variáveis são utilizadas diferentes) variam de 17 por cento a 85 por cento. A Holanda lidera a lista dos países mais igualdade de género, seguido por Dinamarca, Suécia e Suíça. Países com distribuição desigual do desenvolvimento humano também experimentam a grande desigualdade entre homens e mulheres, e os países com alta desigualdade de género também têm distribuição desigual do desenvolvimento humano.
  25. 25. Perdas devido à desigualdade de género Fonte: RDH, PNUD, 2010
  26. 26. Evolução do IDH, em Portugal
  27. 27. Evolução do IDH, em Portugal, por concelho
  28. 28. Portugal desce no 'ranking' do IDH http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1381452, http://www.esquerda.net/artigo/onu-portugal-sofre-maior-queda-no- %C3%ADndice-de-desenvolvimento-humano/27077 Como variou o IDH de Portugal desde 1975? 1975 - 0.785 1980 - 0.799 1985 - 0.821 1990 - 0.847 1995 - 0.876 2000 - 0.896 2005 - 0.904 (27.º lugar no ranking) - atingiu o IDH Muito elevado 2006 – 0,904 (28.º lugar no ranking) 2007 - 0.897 (29.º lugar no ranking) 2008 – 0.897 (29.º lugar no ranking) 2009 – 0.909 (34.º lugar no ranking) 2010 - 0.795 (40.º lugar no ranking) 2011 - 0.809 (41.º lugar no ranking) 2012 – 0.816 (43.º lugar no ranking)
  29. 29. É Portugal um país desenvolvido? Portugal integra desde 2005 o grupo dos países com um desenvolvimento humano muito elevado, espécie de primeira divisão, mas encontra-se nas últimas cinco posições desta tabela. Nos últimos anos, Portugal tem perdido posições no ranking do IDH. Portugal ocupa agora (2012) a 43ª posição em 187 países, entre os Emirados Árabes Unidos e a Letónia. Ou seja, está apenas 5 lugares acima da linha que separa os países com desenvolvimento humano na categoria "muito elevado" dos que pertencem à categoria "elevado". Este retrocesso do desenvolvimento humano português vem contrariar a tendência positiva que se registava nas últimas décadas.
  30. 30. Reduzir para metade a pobreza e a fome Alcançar o ensino primário universal Promover a igualdade entre os géneros Reduzir em 1/3 a mortalidade de crianças Melhorar a saúde materna Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças Garantir a sustentabilidade ambiental Criar uma parceria mundial para o desenvolvimento
  31. 31. Se os objectivos forem alcançados no mundo em 2015…  Mais de 500 milhões de pessoas terão deixado de viver em pobreza extrema;  Mais de 300 milhões de pessoas já não estarão a sofrer de fome;  Cerca de 30 milhões de crianças com idade inferior a 5 anos salvar-se-ão;  Mais de 2 milhões de mães não morrerão por motivos relacionados com o parto;  Haverá mais de 350 milhões de pessoas com acesso a água potável;  Existirão mais 650 milhões de pessoas com acesso ao saneamento básico;  Haverá mais centenas de milhões de mulheres e raparigas a frequentar a escola, a ter acesso a oportunidades económicas e políticas e a usufruir de maior segurança.

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