Brasil: 1955 - 1964
O governo de Juscelino Kubitschek            (1956-1960)• Juscelino foi o último presidente da República  a assumir o carg...
• O mandato de Juscelino Kubitschek ficou  conhecido como o mais expressivo  crescimento da economia brasileira. O lema  u...
• com investimentos na produção de aço,  alumínio, metais não-ferrosos, cimento, papel  e celulose, borracha, construção n...
• desnacionalização econômica, porque estas  empresas passaram a controlar setores  industriais da economia do Brasil.• Se...
• Investindo em energia e transportes. Por isso,  desenvolveu construções de importantes  usinas hidrelétricas. Também pro...
• Ele construiu 20 mil km de estradas e  pavimentou mais 5 mil para atrair  multinacionais para o país. Mas, se por um  la...
• O presidente tratou também de atender  reivindicações específicas da corporação  militar, no plano dos vencimentos e de ...
• Fora criado também a Superintendência do  Desenvolvimento do Nordeste (Sudene),  destinado a promover o planejamento da ...
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• A indústria automobilística foi a grande  alavanca que impulsionou a industrialização  brasileira nos anos 50 e 60. JK n...
• Para tentar amenizar o problema, o  presidente criou a SUDENE afim de promover  o desenvolvimento do Nordeste, porém seu...
• exportações não estavam gerando lucros o  suficiente para sanar o problema, e desse  modo JK foi se enforcando com a pró...
• considera como um político visionário e de  grande responsabilidade pelo  desenvolvimento do país. O governo de JK é  le...
• O governo de Juscelino foi marcado por  grandes obras e mudanças.
O Governo Jânio Quadros:• A estabilidade que marcou as eleições  presidenciais de 1960 e o expressivo número  de votos alc...
• salvo os desafios e problemas deixados pelo  ex-presidente JK. Entretanto, as ações  tomadas pelo conservador e polêmico...
• Entretanto, horas depois realizou um discurso  incisivo denunciando uma série de mazelas  atribuídas à administração irr...
• Inicialmente, ao invés de tomar ações diretas  contra os mais graves problemas do país,  tratou de moralizar os costumes...
• Somente depois, buscou sanear os gastos do  poder público restringindo algumas regalias  asseguradas a militares e funci...
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• Dando sequência à sua postura  completamente ambígua, Jânio anunciou uma  reforma cambial que beneficiava os credores  i...
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• No dia 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros  renunciou ao cargo de presidente em razão  das pressões exercidas por “força...
• Entretanto, o plano de retornar à presidência  com maiores poderes acabou sendo  completamente frustrado. O Congresso  N...
• moralista acabou varrendo a si mesmo do  cenário político nacional.
João Goulart - Jango
• Com a renúncia de Jânio Quadros, a  presidência caberia ao vice João Goulart  popularmente conhecido como Jango. No  mom...
• Porém, os grupos de oposição mais  conservadores representantes das elites  dominantes e de setores das Forças Armadas  ...
• O governador do estado do Rio Grande do Sul,  Leonel Brizola, destacou-se como principal  líder da resistência ao promov...
• conjunta contra os legalistas. No Congresso  Nacional, os líderes políticos negociaram uma  saída para a crise instituci...
• enfim, o retorno e posse de Jango. Em 5 de  setembro Jango retorna ao Brasil, e é  empossado em 7 de setembro.
• Em janeiro de 1963, Jango convocou um  plebiscito para decidir sobre a manutenção ou  não do sistema parlamentarista. Ce...
• regime presidencialista, os conflitos políticos e  as tensões sociais se tornaram tão graves que o  mandato de Jango foi...
• Como saída para resolver os frequentes  impasses surgidos pela ausência de apoio  político no Congresso Nacional, Jango ...
• Foi uma forma precária de assegurar a  governabilidade, pois limitava ou impedia a  adoção por parte do governo de medid...
• O Congresso não a aprovou. Em seguida,  líderes sindicais ligados ao governo  mobilizaram os trabalhadores que entraram ...
• A busca de apoio social junto às classes  populares levou o governo a se aproximar do  movimento sindical e dos setores ...
• foi ocupado por Celso Furtado, que elaborou o  chamado Plano Trienal de Desenvolvimento  Econômico e Social. O objetivo ...
• Em 1963, o governo abandonou o programa  de austeridade econômica, concedendo  reajustes salariais para o funcionalismo ...
• os investidores estrangeiros. Ao longo do ano  de 1963, o país foi palco de agitações sociais  que polarizaram as corren...
• Por outro lado, os movimentos sindicais e  populares pressionavam para que o governo  implementasse reformas sociais e e...
• em apoio a Jango. Uma semana depois, as  elites rurais, a burguesia industrial e setores  conservadores da Igreja realiz...
• As Forças Armadas também foram  influenciadas pela polarização ideológica  vivenciada pela sociedade brasileira naquela ...
• deixaram de apoiar o governo de Jango,  facilitando o movimento golpista.
• Em 31 de março de 1964, tropas militares  lideradas pelos generais Luís Carlos Guedes e  Olímpio Mourão Filho desencadei...
• O movimento conspirador que depôs Jango da  presidência da república reuniu os mais  variados setores sociais, desde as ...
• foram facilmente reprimidas.
Brasil 1955   1964 - até golpe m ilitar
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Brasil 1955 1964 - até golpe m ilitar

  1. 1. Brasil: 1955 - 1964
  2. 2. O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960)• Juscelino foi o último presidente da República a assumir o cargo no Palácio do Catete. Foi empossado em 31 de janeiro de 1956, e, governou por 5 anos, até 31 de janeiro de 1961. Seu vice-presidente foi João Goulart. Com ele, o Brasil viveu anos de otimismo embalados pelo sonho da construção de Brasília, a nova capital do país.
  3. 3. • O mandato de Juscelino Kubitschek ficou conhecido como o mais expressivo crescimento da economia brasileira. O lema usado foi "Cinquenta anos de progresso em cinco anos de governo". Para cumprir as promessas, foi elaborado o Plano de Metas, que tinha como objetivo um acelerado crescimento econômico a partir da expansão do setor industrial,
  4. 4. • com investimentos na produção de aço, alumínio, metais não-ferrosos, cimento, papel e celulose, borracha, construção naval, maquinaria pesada e equipamento elétrico. Para isso dar certo, JK apoiou a entrada de multinacionais e transnacionais para o Brasil. Como consequência, houve um agravamento na inflação, fazendo com que a abertura da economia ao capital estrangeiro gerasse uma
  5. 5. • desnacionalização econômica, porque estas empresas passaram a controlar setores industriais da economia do Brasil.• Sendo governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek queria modificar as bases econômicas do estado, que eram agrícolas, transformando-as em urbanas e industrializadas.
  6. 6. • Investindo em energia e transportes. Por isso, desenvolveu construções de importantes usinas hidrelétricas. Também procedeu à organização das Centrais Elétricas de Minas Gerais, a Cemig, que se expandiu como empresa modelo do setor hidrelétrico nacional. Na área da siderurgia, apoiou a implantação da Manesmann.
  7. 7. • Ele construiu 20 mil km de estradas e pavimentou mais 5 mil para atrair multinacionais para o país. Mas, se por um lado o Plano de Metas alcançou os resultados esperados, por outro, foi responsável pela consolidação de um capitalismo extremamente dependente que sofreu muitas críticas e acirrou o debate em torno da política desenvolvimentista.
  8. 8. • O presidente tratou também de atender reivindicações específicas da corporação militar, no plano dos vencimentos e de equipamento. Tentou manter, tanto quanto possível, o movimento sindical sob controle. Além disso, acentuou-se a tendência de indicar militares para postos governamentais estratégicos.
  9. 9. • Fora criado também a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), destinado a promover o planejamento da expansão industrial do Nordeste. Portanto, no governo de Juscelino Kubitschek ocorreu uma definição nacional- desenvolvimentista de política econômica. Promoveu-se uma ampla atividade do Estado tanto no setor de infra-estrutura como no
  10. 10. • Fora criado também a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), destinado a promover o planejamento da expansão industrial do Nordeste. Portanto, no governo de Juscelino Kubitschek ocorreu uma definição nacional- desenvolvimentista de política econômica. Promoveu-se uma ampla atividade do Estado tanto no setor de infra-estrutura como no
  11. 11. • incentivo direto à industrialização, mas assumiu também abertamente a necessidade de atrair capitais estrangeiros, concedendo- lhes inclusive grandes facilidades. Esta expressão, nacional-desenvolvimentismo, em vez de nacionalismo, sintetiza uma política econômica que tratava de combinar o Estado, a empresa privada nacional e o capital estrangeiro para promover o
  12. 12. • desenvolvimento, com ênfase na industrialização. Contudo, o governo de JK estava mais voltado para o incentivo à indústria automobilística do que para as carências e necessidades da população. No Plano de Metas, o desenvolvimento industrial estava centrado na produção de veículos, principalmente automóveis.
  13. 13. • A indústria automobilística foi a grande alavanca que impulsionou a industrialização brasileira nos anos 50 e 60. JK não contou com o fato de os bens produzidos pelas indústrias eram acessíveis apenas a uma pequena parte do país, já que a maior parte era formada pro trabalhadores, uma classe marginalizada, já que a riqueza era concentrada nas mãos de poucos.
  14. 14. • Para tentar amenizar o problema, o presidente criou a SUDENE afim de promover o desenvolvimento do Nordeste, porém seu Partido,o PSD, que era apoiado por coronéis não aprovou a medida, e o órgão que seria a solução para acabar com a desigualdade social não obteve sucesso. O PIB brasileiro cresceu 7% e a renda per capita aumentou, mas esse progresso gerou muitas dívidas e as
  15. 15. • exportações não estavam gerando lucros o suficiente para sanar o problema, e desse modo JK foi se enforcando com a própria corda, do modo que a inflação subia e a moeda brasileira se desvalorizava. A sorte de Juscelino foi que esses problemas só vieram à tona quando seu mandato estava bem perto do fim, e isto não abalou a sua imagem diante da população, que até hoje o
  16. 16. • considera como um político visionário e de grande responsabilidade pelo desenvolvimento do país. O governo de JK é lembrado até hoje como um governo de incentivo e desenvolvimento, já que este tinha como planos trazer a industrialização ao Brasil e realizar cinquenta anos de progresso em somente cinco anos de seu mandato.
  17. 17. • O governo de Juscelino foi marcado por grandes obras e mudanças.
  18. 18. O Governo Jânio Quadros:• A estabilidade que marcou as eleições presidenciais de 1960 e o expressivo número de votos alcançados por Jânio Quadros deixou a impressão que o regime democrático brasileiro voltava ao normal. Apoiado por uma ampla parcela da população, o mandato de Jânio não parecia carregar alguma tensão nítida,
  19. 19. • salvo os desafios e problemas deixados pelo ex-presidente JK. Entretanto, as ações tomadas pelo conservador e polêmico Jânio Quadros deram outros destinos a essa história. Em seu primeiro discurso oficial como presidente, Jânio usou de poucas palavras e chegou a elogiar o seu tão combatido antecessor.
  20. 20. • Entretanto, horas depois realizou um discurso incisivo denunciando uma série de mazelas atribuídas à administração irresponsável de JK. A partir de então, a imprevisibilidade, o histrionismo (comportamento caracterizado por colorido dramático e com notável tendência em buscar contínua atenção) e o apelo às massas seriam as características marcantes daquele breve mandato.
  21. 21. • Inicialmente, ao invés de tomar ações diretas contra os mais graves problemas do país, tratou de moralizar os costumes da época com medidas de pouco impacto. Entre outras ações, Jânio proibiu a realização de rinhas de galo, aboliu o uso de biquíni em desfiles de beleza e restringiu as corridas de cavalo somente para os finais de semana.
  22. 22. • Somente depois, buscou sanear os gastos do poder público restringindo algumas regalias asseguradas a militares e funcionários públicos. Com relação às atribuições dos poderes, Jânio tinha interesse em dar maior liberdade ao presidente e limitar a intervenção política do Congresso. O tom autoritário e conservador adotado no plano
  23. 23. • interno era o inverso de sua política internacional, que privilegiava ampla autonomia diplomática e buscava aproximar- se do bloco socialista desejando maiores vantagens econômicas. Por isso, os Estados Unidos, que vivia o auge da Guerra Fria, observava o governo de Jânio com certa cautela.
  24. 24. • Dando sequência à sua postura completamente ambígua, Jânio anunciou uma reforma cambial que beneficiava os credores internacionais e, nos meses seguintes, se esforçou para estreitar relações com os socialistas. A incógnita de seu posicionamento político logo desembocou em uma grave crise política quando, em agosto de 1961,
  25. 25. • Jânio recebeu o líder revolucionário Ernesto Che Guevara e condecorou-o com a Grã-Cruz da ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. O gesto do presidente causou uma grande agitação política entre os conservadores, que temiam a aproximação com o socialismo.
  26. 26. • No dia 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente em razão das pressões exercidas por “forças terríveis”. Segundo alguns estudiosos, a renúncia acobertaria um golpe de Estado onde a população não aceitaria a sua retirada do governo e os mais conservadores repudiariam a chegada de João Goulart à presidência.
  27. 27. • Entretanto, o plano de retornar à presidência com maiores poderes acabou sendo completamente frustrado. O Congresso Nacional aceitou prontamente o seu pedido de renúncia e a população não promoveu nenhum tipo de manifestação a favor do retorno de Jânio Quadros à presidência. Dessa forma, a polêmica figura do presidente
  28. 28. • moralista acabou varrendo a si mesmo do cenário político nacional.
  29. 29. João Goulart - Jango
  30. 30. • Com a renúncia de Jânio Quadros, a presidência caberia ao vice João Goulart popularmente conhecido como Jango. No momento da renúncia de Jânio Quadros, Jango se encontrava na Ásia, em visita a República Popular da China. O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu o governo provisoriamente.
  31. 31. • Porém, os grupos de oposição mais conservadores representantes das elites dominantes e de setores das Forças Armadas não aceitaram que Jango tomasse posse, sob a alegação de que ele tinha tendências políticas esquerdistas. Não obstante, setores sociais e políticos que apoiavam Jango iniciaram um movimento de resistência.
  32. 32. • O governador do estado do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, destacou-se como principal líder da resistência ao promover a campanha legalista pela posse de Jango. O movimento de resistência, que se iniciou no Rio Grande do Sul e irradiou-se para outras regiões do país, dividiu as Forças Armadas impedindo uma ação militar
  33. 33. • conjunta contra os legalistas. No Congresso Nacional, os líderes políticos negociaram uma saída para a crise institucional. A solução encontrada foi o estabelecimento do regime parlamentarista de governo que vigorou por dois anos (1961-1962) reduzindo enormemente os poderes constitucionais de Jango. Com essa medida, os três ministros militares aceitaram,
  34. 34. • enfim, o retorno e posse de Jango. Em 5 de setembro Jango retorna ao Brasil, e é empossado em 7 de setembro.
  35. 35. • Em janeiro de 1963, Jango convocou um plebiscito para decidir sobre a manutenção ou não do sistema parlamentarista. Cerca de 80 por cento dos eleitores votaram pelo restabelecimento do sistema presidencialista. A partir de então, Jango passou a governar o país como presidente, e com todos os poderes constitucionais a sua disposição. Porém, no breve período em que governou o país sob
  36. 36. • regime presidencialista, os conflitos políticos e as tensões sociais se tornaram tão graves que o mandato de Jango foi interrompido pelo Golpe Militar de março de 1964. Desde o início de seu mandato, Jango não dispunha de base de apoio parlamentar para aprovar com facilidade seus projetos políticos, econômicos e sociais, por esse motivo a estabilidade governamental foi comprometida.
  37. 37. • Como saída para resolver os frequentes impasses surgidos pela ausência de apoio político no Congresso Nacional, Jango adotou uma estratégia típica do período populista, recorreu a permanente mobilização das classes populares a fim de obter apoio social ao seu governo.
  38. 38. • Foi uma forma precária de assegurar a governabilidade, pois limitava ou impedia a adoção por parte do governo de medidas antipopulares, ao mesmo tempo em que seria necessário o atendimento das demandas dos grupos sociais que o apoiavam. Um episódio que ilustra de forma notável esse tipo de estratégia política ocorreu quando o governo criou uma lei implantando o 13º salário.
  39. 39. • O Congresso não a aprovou. Em seguida, líderes sindicais ligados ao governo mobilizaram os trabalhadores que entraram em greve e pressionaram os parlamentares a aprovarem a lei. As dificuldades de Jango na área da governabilidade se tornaram mais graves após o restabelecimento do regime presidencialista.
  40. 40. • A busca de apoio social junto às classes populares levou o governo a se aproximar do movimento sindical e dos setores que representavam as correntes e idéias nacional- reformistas. Por esta perspectiva é possível entender as contradições na condução da política econômica do governo. Durante a fase parlamentarista, o Ministério do Planejamento e da Coordenação Econômica
  41. 41. • foi ocupado por Celso Furtado, que elaborou o chamado Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social. O objetivo do Plano Trienal era combater a inflação a partir de uma política de estabilização que demandava, entre outras coisas, a contenção salarial e o controle do déficit público.
  42. 42. • Em 1963, o governo abandonou o programa de austeridade econômica, concedendo reajustes salariais para o funcionalismo público e aumentando o salário mínimo acima da taxa pré-fixada. Ao mesmo tempo, Jango tentava obter o apoio de setores da direita realizando sucessivas reformas ministeriais e oferecendo os cargos a pessoas com influência e respaldo junto ao empresariado nacional e
  43. 43. • os investidores estrangeiros. Ao longo do ano de 1963, o país foi palco de agitações sociais que polarizaram as correntes de pensamento de direita e esquerda em torno da condução da política governamental. Em 1964 a situação de instabilidade política agravou-se. O descontentamento do empresariado nacional e das classes dominantes como um todo se acentuou.
  44. 44. • Por outro lado, os movimentos sindicais e populares pressionavam para que o governo implementasse reformas sociais e econômicas que os beneficiassem.• Atos públicos e manifestações de apoio e oposição ao governo eclodem por todo o país. Em 13 de março, ocorreu o comício da estação da Estrada de Ferro Central do Brasil, no Rio de Janeiro, que reuniu 300 mil trabalhadores
  45. 45. • em apoio a Jango. Uma semana depois, as elites rurais, a burguesia industrial e setores conservadores da Igreja realizaram a "Marcha da Família com Deus e pela Liberdade", considerado o ápice do movimento de oposição ao governo.
  46. 46. • As Forças Armadas também foram influenciadas pela polarização ideológica vivenciada pela sociedade brasileira naquela conjuntura política, ocasionando rompimento da hierarquia devido à sublevação de setores subalternos. Os estudiosos do tema assinalam que, a quebra de hierarquia dentro das Forças Armadas foi o principal fator que ocasionou o afastamento dos militares legalistas que
  47. 47. • deixaram de apoiar o governo de Jango, facilitando o movimento golpista.
  48. 48. • Em 31 de março de 1964, tropas militares lideradas pelos generais Luís Carlos Guedes e Olímpio Mourão Filho desencadeiam o movimento golpista. Em pouco tempo, comandantes militares de outras regiões aderiram ao movimento de deposição de Jango. Em 1 de abril, João Goulart praticamente abandonou a presidência, e no dia 2 se exilou no Uruguai.
  49. 49. • O movimento conspirador que depôs Jango da presidência da república reuniu os mais variados setores sociais, desde as elites industriais e agrárias (empresários e latifundiários), banqueiros, Igreja Católica e os próprios militares, todos temiam que o Brasil caminhasse para um regime socialista. O golpe militar não encontrou grande resistência popular, apenas algumas manifestações que
  50. 50. • foram facilmente reprimidas.

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