Gazeta Final5

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Gazeta Final5

  1. 1. Escola Secundária Severim de Faria Gazeta Série III Edição 5 Maio/Junho 2009 Nesta Edição: . Editorial - p. 2 . Notícias dos 5 Dedos de Conversa - p.3 . Notícias dos Concursos da Biblio: CSI e Kathársis - p.4 . Do Passado à actualidade: reflexões - p.5 . O Teatro veio à Escola - p. 6 . A Escola vai lá fora - p.6 . Grande reportagem sobre quem foi lá fora e venceu - p.7 . Outros livros outras opini- ões: “Olhos Verdes”, de Luísa Ducla Soares - p.8 . Sugestões de leituras para férias - p.8 . Peregrinações pelos cami- nhos de Espanha, Itália e de Portugal - p.10,11 . Sugestões para outros passeio, visitas - p.11 . A palavra à BD, Os Três Página 1 Mosqueteiros - p.12 Gazeta, edição 5
  2. 2. Editorial Muita tinta tem corrido por aqui. Talvez não se note, mas os jovens desta escola têm produzido textos. É certo que, para tal, tem sido essencial a acção motivadora dos professores. Sem eles como mola de arranque, pouco se teria conseguido. Por isso, no final desta IIª série da Gazeta, um agradecimento especial a todos os professores que estiveram por detrás de tantos jovens autores. Provavelmente é hora de fazer um balanço à volta da Gazeta. Provavelmente dir-me-ão que a sua leitura não chega a todos e, de facto, este ano, os 80 exemplares de cada edição não chegaram a todos os possíveis leitores. Inicialmente paga, este ano de distribuição gratuita (graças ao apoio da Câmara Municipal de Évora), a Gazeta tem vindo a experimentar novos caminhos, consoante os contextos. Provavelmente terá de ser concebida e projectada noutros moldes, o que implica ainda assim uma participação mais acesa. Estamos, pois, abertos a sugestões. Quanto a mim, sonho com uma Gazeta constituída por um grupo de jovens jornalistas e repórteres, alunos desta escola, que sejam os seus construtores. Não me parece que seja um sonho muito difícil de concretizar, basta considerar-se que ele pode ter pernas para andar. Também o blogue da Biblioteca, criação deste ano lectivo, tem vindo a gerar novos criadores de textos. Umas vezes com o tal empurrãozinho, outras de modo mais espontâneo. Regularmente com um número de 15 visitantes por dia, fariaconversas criou não só um grupo de escritores, como também um grupo de leitores. Agradecemos a colaboração de todos e sublinhamos a ideia que nos moveu: escrever está ao alcance de todos, basta querer. Parabéns ainda a todos os que têm aderido ao Kathársis, prova viva de que muita tinta tem corrido nesta escola e que o prazer da escrita mora em muitos alunos. Finalmente, porque ouvir ler e gostar de ler é também essencial, um agradecimento especial àqueles que correm para a Biblioteca, nos intervalos maiores de 4ª, para ouvir mais uma história em 5 Dedos de Conversa. Paula Vidigal Ficha Técnica Arranjo e concepção gráfica Agradecimentos Paula Vidigal Conselho Executivo da Escola Secundária Severim de Faria Com o apoio de: Revisão Paula Vidigal Colaboradores deste número: Professores: Ana Paula Ferrão Alunas 11º AS António Cravo Alunos de Educação Moral Cidália Gil e Religiosa Católica Estela Cameirão Luís Elias Ana Rupio Maria Teresa Horta Equipa “Criaturas Pombalinas” Marta Roque Luís Camacho Noémia Pires Teresa Vaz Freire Paula Vidigal Página 2 Gazeta, edição 5
  3. 3. Notícias dos 5 Dedos de Conversa Neste período, com a ajuda dos fiéis desfecho: uma conversa mais alargada sobre temas ouvintes das sessões de 5 Dedos de dos dois livros. Conversa, iniciou-se um novo ciclo. Primeiro, Entretanto, às quartas (e foram muitas) as foram eles (os alunos) a (re)contarem a personagens foram distribuídas pelos jovens história de A Lua de Joana. Depois disso, “actores”: Dr. Brito – Miguel Ferrão, Bé – Inês passou-se ao acto II: proceder à leitura, Santos, Jorge – Carlos, Diogo – Inês F., Alice – em roda, umas vezes expressiva outras mais Carlota, Dr. Gomes – Ana R., e João Pedro – Daniela. dramatizada, do sucedâneo do primeiro livro: Os Herdeiros da Lua de Joana, obra da Biblioteca integrada no Projecto Plano Nacional de Leitura. Algumas vezes também, teceram-se alguns comentários e impressões, de tal modo que estes 5 Dedos tiverem desde cedo o propósito de um novo A Lua dos “teen” Dia 12 de Maio, pelas 10.00, na Biblioteca, mochila alguns dos “ingredientes” necessários: os 5 Dedos de Conversa, com o apoio do GPS, “Conhecer riscos e limitações”, “Ter força de tiveram uma conversa diferente, com um vontade”, “Ter objectivos na vida”, ”Ter pais c o n v i d a d o presentes”, “Ter amigos”… diferente. Depois de equipados para a viagem, outras A propósito de A questões se focaram, como a distinção entre Lua de Joana e Os drogas ilícitas e lícitas, entre drogas e Herdeiros, lidos nas toxicodependência, e ainda preconceitos nossas sessões de sociais, doenças provocadas pelas drogas, quartas-feiras, cuidados a ter com as solicitações de risco falou-se de do mundo que nos rodeia. toxicodependência, No fim, Paulo de Jesus causas e consequências, com um desafiou a turma à especialista na matéria: Paulo de Jesus, criação de uma outra do CRI (Centro de Respostas Lua de Joana mais Integradas de Évora). optimista e sem a droga. A grande questão centrou-se em saber Ouvidas as várias como dizer NÃO às drogas ilícitas (ou ideias, ficou-se, ao abuso das ditas lícitas) e, para isso, obviamente, com outro o orador girou a conversa em torno da livro e outra Joana. imagem da mochila que cada um deve Conselho final: cabe a trazer consigo, repleta de conteúdos que cada um de nós ser como Sísifo: ir buscar energia ajudem a viver saudavelmente. a outras fontes mais positivas e saudáveis do A turma presente soube participar que as drogas! animadamente e com interesse, colocando na Página 3 Gazeta, edição 5
  4. 4. Notícias dos Concursos da Biblio: CSI e Kathársis O desafio do 2º período esteve de C S I : desafio de Maio luto. Nesta edição, surge um herói lendário, Apesar de duas nobres participações, famoso pela sua coragem e bravura, as quais desvendaram correctamente aliadas a uma extraordinária e invulgar o autor (Eça de Queirós), não houve rapidez de raciocínio e de acção. concorrentes que adivinhassem o No seu álbum de família, encontramos os nome da obra. E era tão simples…: A Cidade e as seus autores (sim, nalgumas histórias do Serras. nosso rapaz, são dois). Infelizmente, a tinta só deu para as Esperamos que não se deixem vencer vogais dos nomes deles. O primeiro no 3º desafio deste ano. Tão fácil… chama-se _au_i_e _e _é_è_e, mais conhecido por _o_ _ i_, o outro é _o_ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ _i_ _y. O livro apresenta as aventuras de um dos maiores (Com o patrocínio de Livraria heróis de sempre. Sempre levado pelos nobres ideais da coragem, da honra e Nazareth, Évora) da justiça, o nosso célebre protagonista conta com a eterna Kathársis ajuda do seu inseparável companheiro. Divertem-se à No mês de Maio o júri leu os textos, grande e gozam com os reflectiu, reuniu, deliberou… desgraçados imbecis que se Depois, será a divulgação dos resultados atravessam do Concurso de Poesia / Prosa, este ano no seu com 12 concorrentes. Inédito este ano foi também o Concurso de imagem que caminho. Riem-se contou com a participação de ? jovens desalmadamente dos da Severim, amigos da cor e da forma. disparates inventados pelos Só para abrir o apetite, divulgamos mais tristemente célebres antecipadamente um desses desenhos, idiotas da sua terra. mantendo ainda no sigilo dos deuses o Em muitos álbuns, o nosso nome do artista. herói encontra-se com Na última semana de aulas, proceder- figuras reais, históricas não se-á à entrega de prémios numa sessão fictícias. É o que acontece nesta obra, com a pública, aberta à comunidade escolar, grande (uppps, mais uma vez foram-se as familiares e amigos dos concorrentes. consoantes) _a_a_ _e_ _ _ a_ _ _. Só mais uma pista: o livro tem seis histórias hilariantes. Escreve o nome dos dois autores e das seis histórias e coloca-os no sítio CSI, o mais rapidamente que conseguires ou até dia 29 de Maio de 2009. Página 4 Gazeta, edição 5
  5. 5. E Do passado à actualidade: reflexões A DÉCADA DE 1930: O GÉNIO, O CRIMINOSO E A VÍTIMA- E SE A HISTÓRIA SE REPETE ? «Esta tendência imperiosa de fazer mal pelo Em 30 de Julho, foi criada a União Nacional; próprio mal não admite análise, nem solução com Salazar, como ministro, fez um discurso intitulado elementos posteriores. É um impulso radical, Princípios Fundamentais da Revolução Política; nele primitivo, elementar.» criticou “as desordens cada vez mais graves do individualismo, do socialismo e do parlamentarismo, Edgar Allan Poe, The imp of the perverse laivados de actuações internacionalistas.”2 Fernando Pessoa criticou este “relatório falado, O ano de 1930 marcou o início de uma década, ou bois depois do carro, um apanhado, aliás muito considerada das mais complexas e sangrentas da lúcido e lógico, de princípios políticos já conhecidos” História Mundial. Caracterizou-se por inúmeros e observou que “ao público, ou a qualquer pessoa conflitos políticos e crises económicas que que pareça público não se pode dizer, embora culminariam na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) melhor, senão o que ela já sabe (…).3 Defensor da e no Holocausto. Maçonaria, Pessoa votava uma forte oposição a Tudo se iniciou em Outubro de 1929, quando as Salazar. cotações da Bolsa de Nova Iorque caíram em flecha, influenciando toda a economia europeia (parece que Verificámos, sem muita surpresa, que o discurso a História é cíclica). O c rash de Wall Street salazarista, se assemelhava ao de Hitler, proferido influenciou sobretudo a Alemanha, que em 1932 tinha em 1928, do qual apresentamos alguns excertos: “ seis milhões de pessoas no desemprego. (…) o nosso povo deve ser liberto do Aproveitando-se da crise económica e das internacionalismo sem esperança e sem ordem, e fragilidades daí decorrentes, Hitler e o partido formado deliberadamente e sistematicamente por nacional-socialista, assumiram o poder. um nacionalismo fanático. (…) arrancaremos o nosso Esta conjuntura político-social de crise favorecia povo ao absurdo do parlamentarismo, ensinando-o a a eclosão de movimentos totalitários anti- combater a loucura da democracia e a reconhecer a democráticos ou ditaduras. necessidade da autoridade e do comando.”4 Na Europa surgiram vários ditadores: Salazar em Não foi por acaso que Freud escreveu “O mal- Portugal, Franco em Espanha, Mussolini na Itália, estar da civilização”, em 1930, ano em que Hitler Hitler na Alemanha e Estaline na antiga União assumiu o comando das Forças Armadas alemãs. Soviética. Como se pode concluir, a década de 30 Em Portugal, nesta década, verificou-se uma taxa caracterizou-se pela hegemonia dos génios da de suicídio mais elevada do que nas posteriores, como perversidade, que contribuíram, de forma insana, se pode comprovar pelas estatísticas do INE,1 de para o aparecimento de ditadores, e, sobretudo, 1930 a 1983. de muitas vítimas da sua megalomania. (1930 - 10,2;1956 - 10,1%;1934 - 12,2; 1960 - 8,6%;1937 - 10,6; 1967 - 9,9%; 1939 - 12,8;1970 - 8%;1943 - 8,9; 1979 - 9,6%;1947 - 10,6; 1980 - Cidália Gil 7,4%;1955 - 9,2 ; 1983 - 9,7%). Em 1930, como podemos verificar, a percentagem de suicídios foi de 10,2%. Florbela Espanca (1894- (Footnotes) 1930), e Francisco Stromp (1892-1930) foram duas 1 Instituto Nacional de Estatística. Acedido em 10 das personalidades portuguesas que entraram nesta de Julho de 2008, em http://www.ine.pt estatística. 2 In Anuário 1930, acedido em 10 de Julho de 2008, No ano de 1939, data de início da Segunda Guerra em maltez.info/respublica/portugalpolitico/ acontecimentos/1930.htm Mundial, registava-se a taxa de suicídios mais 3 Idem elevada. 4 In Frédéric Delouche, História da Europa, Iniciou-se, a 21 de Janeiro de 1930, em Portugal, o Coimbra, Editorial Minerva, 1992 apud Walther 101º Governo interino, do General Domingos de Hofer (obracolectiva) Der Nationalsozialismus , Oliveira, que durou 896 dias, tendo, como ministro Dokumente 1933-1945, Frankfurt das Finanças, António de Oliveira Salazar. Página 5 Gazeta, edição 5
  6. 6. O Teatro veio à escola Auto da Festa a fazer a festa No dia 27 de Abril, a companhia de teatro profissional de Évora (Cendrev) veio fazer a festa à Severim. A peça, do dramaturgo português Gil Vicente e de seu nome Auto da Festa, foi posta em cena pela primeira vez nesta mesma cidade, numa casa nobre e particular, por volta de 1526. Desta vez, em 2009, a peça anima espaços ao ar livre, é dedicada a todos nós, e tem vindo a percorrer as escolas de Évora. A Severim não foi excepção, tendo a Festa animado várias turmas do 3º ciclo ao Secundário, nas traseiras do pavilhão polidesportivo. Os actores vestiram a pele das habituais figuras-tipo vicentinas, como o Vilão, a Cigana, a Velha, o Parvo, o Rascão, os Pastores e ainda a Verdade, interagindo com os alunos de modo original, já que caminhavam sobre andas, dando a esta encenação um ar festivo de espectáculo de rua. Tiveram sucesso entre o público as ciganas que, jovialmente, leram a sina aos professores presentes, suscitando o riso nos alunos. Com o seu palavreado brejeiro, o Parvo, já conhecido do Auto da Barca do Inferno, foi também motivo de boa disposição. Foi, portanto, a rir que se disseram algumas verdades as quais, do séc. XVI ao XXI, ainda não perderam actualidade: “ Oh grande mal!/ quem nunca cuidou que em Portugal/ a Verdade andasse tão abatida, / e a mentira honrada, / e com todos cabida por muito melhor e mais principal.” Paula Vidigal A Escola vai lá fora Estágio Profissional de Acção Social/ Animação Fórum de Animação Sociocultural “Toca a Falar” Sóciocultural Três alunas do 12º ano do Curso Tecnológico de No âmbito do curso tecnológico de Acção Social, três alunas, Acção Social, na vertente Animação Sociocultural, Ana Cabral, Ana Mendes e Telma Grilo do 12ºano realizaram o da Escola Secundária Severim de Faria, com o seu estágio em contexto profissional, durante o 2º Período, no apoio da Direcção Regional da Educação do Jardim Infantil Nossa Senhora da Piedade, em Évora. Alentejo, organizaram no passado dia 15 de Abril, o “ Fórum – Toca a Falar”, com o objectivo de debater as temáticas desta área de ensino, procurando conhecer o melhor de cada escola e simultaneamente encontrar respostas para as dificuldades sentidas. Assim, “Toca a Falar” foi uma óptima oportunidade para professores e alunos trocarem experiências. Ouvimos o Director de Serviços Técnico e Pedagógicos, em representação do Director Regional, elogiar a iniciativa e felicitar as alunas organizadoras, tendo mesmo, incentivado os Estas alunas desenvolveram, segundo as suas monitoras/ presentes a continuarem a realizar eventos desta professores da instituição, um trabalho de excelência nas três natureza. Na sua opinião, eventos deste tipo proporcionam aprendizagens únicas de grande valia salas onde estiveram integradas. para o futuro dos jovens. Página 6 Gazeta, edição 5
  7. 7. Grande reportagem sobre quem foi lá fora e venceu o quarto lugar. Eis que na questão referente aos jesuítas “Criaturas Pombalinas”, vencedores nacionais na Etiópia fomos das poucas equipas a acertar o que nos lançou para o 3º lugar. O tempo já não era problema, uma Foi um corrupio desde que se soube que estávamos nas finais vez que conseguimos recuperar imenso e ser mais rápidos. a realizar em Coimbra no dia 10 de Maio. No Sábado, num Questão relativa à descoberta do Brasil e uma das equipas último ensaio, surgiu como tema de conversa os cognomes que estava à frente desce de lugar, sendo ultrapassada dos reis. De imediato o professor forneceu-nos uma ficha na localização geográfica do Uruguai. Conseguimos com os reis das várias dinastias e os respectivos cognomes. alcançar o segundo lugar… E apesar de haver mais duas Informação que se revelou preciosa. equipas com o mesmo número de respostas certas, o nosso Finalmente, o dia da finalíssima chegou! A saída realizou- tempo era de longe o melhor! Nas últimas perguntas não se cerca das 8 horas da manhã. Na viagem, tempo para falhámos nenhuma questão. Quando se foram apurar as esclarecer dúvidas e relembrar a informação que nos fora equipas, passou a equipa do Fundão e a nossa devido ao dada pelo professor. A chuva prometia estragar o dia, tempo… Antes de passarmos à finalíssima com a outra sobretudo aquando da passagem por Montemor-o-Novo, equipa, foi feita uma pausa para intervalo. tornando-se numa companheira Regressados mais uma vez, fomos constante de viagem. A 1ª paragem foi chamados ao palco. Agora tínhamos que na área de serviço de Leiria. Reforçar responder a sete questões… E para nossa nergias e tentar fazer tempo para sorte incidiam sobre os cognomes dos esperar pelos pais que se perderam na reis… Ora esta era matéria que estava bem estrada e que viraram para Salvaterra fresca na nossa memória. Ambas as equipas de Magos. Esgotado algum tempo e para acertaram em todas as respostas! Mas nós não se perder mais tempo, retomámos o fomos mais rápidos. E assim fomos caminho para Coimbra, onde chegámos proclamados vencedores. Entrevistados às 11.30. Aí, o Ricardo Mata e respectiva para o Diário de Notícias recebemos a família, vindos de Tomar, juntaram-se a notícia de que uma das equipas eliminadas nós.A equipa estava unida e, após o na 1ª final nos fora acusar de ter cábulas… check-in, pronta para participar nas actividades que a Comprovado que tal não correspondia à realidade, fomos organização do evento oferecia… celebrar a vitória junto da nossa comitiva e dar asas à A hora do almoço aproximava-se e dirigimo-nos para as nossa euforia. Agora era preciso esperar que acabasse a docas. Toda a comitiva almoçou, mas a ânsia do concurso final do secundário para se proceder à entrega dos não nos deixava acalmar. A excitação aumentou quando no prémios. Entretanto, fomos para uma curta entrevista bar ao lado se vieram sentar o João Baião e a Tânia Ribas com a Ana Viriato em directo para o programa «Portugal de Oliveira. As 14 horas estavam a no Coração». A nossa boa disposição e alegria aproximar-se e fomos para o Pavilhão do foram ressalvadas por todos com quem Centro de Portugal onde decorriam as contactámos, incluindo alguns membros de finais. Em conversa com a organização do outras equipas. Até a apresentadora ficou evento ficámos a saber que os prémios nossa amiga e já conhecia o nosso nome… tinham sido alterados e as nossas «Olha as criaturas pombalinas, vocês andam expectativas goradas. Assim que a perseguir-me!» avistámos o professor de História a entrar Concluída a finalíssima do secundário, as no Pavilhão, fomos logo demonstrar o equipas vencedoras dos diversos níveis de nosso descontentamento. O importante ensino foram chamadas ao palco com os era participar! E já que tínhamos chegado tão longe e que respectivos professores. Procedeu-se à entrega dos nos tínhamos empenhado tanto, agora não podíamos baixar prémios e toca a filmar o genérico (que pensamos ser os braços. Com cerca de uma hora de atraso face ao para o programa a transmitir a 10 de Junho, na cerimónia previsto, lá fomos chamados pela apresentadora, Ana das 10 Maravilhas de origem portuguesa no mundo). Viriato, para subir ao palco e ocupar o nosso lugar. O Ricardo A euforia era mais que muita na viagem de regresso, tal ficou responsável por mexer no rato e responder… Nós como o cansaço! Este maravilhoso dia, experiência ímpar, ficámos à volta do computador… O espaço era pequeno para findou já passava da meia-noite! Agora toca a dormir que tanta gente. Na primeira fila estava o nosso professor e na 2ª todos têm que estar na escola bem cedinho! alguns pais. Os restantes estavam na fila seguinte… Do palco O nome da escola foi bem representado pelas Criaturas o nervosismo da comitiva era visível. Pombalinas, que estiveram ao seu mais alto nível! O jogo começou… Primeira questão e resposta correcta, mas perdemos algum tempo. Nas primeiras falhámos uma Criaturas Pombalinas: Duarte Carrasquinho,Francisco questão, o que nos lançou para o penúltimo lugar… Mas a Espenica, João Beirão, António Eliseu, Gonçalo Saúde, recuperação começou quando as primeiras equipas também Joaquim Godinho,Ricardo Mata (alunos do 8º B e D) e falharam as suas questões e nós acertámos. Saltámos para Luís Elias (professor de História) Página 7 Gazeta, edição 5
  8. 8. Jovens cientistas a explorar a Literatura... a propósito de Viagem ao Centro da Terra e O Planeta Branco Uma obra de aventura e descobrimento Um Planeta de outro mundo Este livro conta uma A história “Viagem ao centro da Terra” tem início viagem de três em Maio de 1863. Nesta aventura o professor Otto astronautas à descoberta Lidenbrock, com a ajuda do seu sobrinho Alex, de outros planetas, nos decifra um pergaminho deixado por Arne quais pudessem encontrar Saknussemm, que contém o segredo para conseguir água - “elemento essencial atingir o centro da Terra. à vida humana”- que A viagem propriamente dita, tem início na Islândia, começava a escassear na na cratera de um vulcão já extinto chamado terra. A viagem envolvia “Sneffels”. O professor Alex e o caçador contratado muitos riscos, uma vez que como “guia” nesta expedição, conseguem atingir o teriam de ultrapassar limite da crosta terrestre, onde se deveriam dois sistemas solares. E u verificar 1500oC e no entanto a temperatura pouco gostei muito deste livro, pois faz-nos sonhar com aumentou em comparação com a superfície o universo que ainda continua a ter muitos terrestre, sendo de 27.6oC. enigmas. E também nos faz pensar como somos Durante a viagem, eles deparam-se com inúmeras pequeninos no meio de tantas estrelas e planetas. coisas cuja existência seria completamente Aborda vários temas actuais, nomeadamente impossível, como um mar a 35 léguas de diversas acções do homem sobre a terra que profundidade, atmosfera eléctrica, monstros provocam poluição e, por sua vez, a diminuição marinhos primitivos vivos, cadáveres humanos da da camada de ozono, bem como as alterações época quaternária num excelente estado de climáticas. conservação, uma floresta de cogumelos gigantes, Por enquanto, a tecnologia e os conhecimentos uma outra floresta com vegetação típica da época existentes, não permitiriam a concretização da terciária (no entanto sem cor), um rebanho de situação descrita no livro. mastodontes e um ser humano gigante. Seguindo uma Só recorrendo à imaginação e em analogia com pista deixada por o nosso sistema solar, poderemos pressupor a Arne Saknussemm existência de outros planetas noutros sistemas conseguem voltar à solares. superfície através de No entanto, se tivermos em conta toda a evolução uma das erupções do científica, e as descobertas efectuadas ao longo vulcão Stromboli, em dos tempos, temos que admitir que tudo pode Itália. Na altura em que este vir a ser possível um dia. livro foi escrito Contudo a grande mensagem deste livro é que poderiam ser consideradas como possíveis algumas temos de alterar as nossas atitudes, ou seja, a destas ideias, pois nem a ciência nem a tecnologia solução para os problemas existentes, estavam suficientemente desenvolvidas ao ponto de encontram-se no planeta terra e no Homem. Esta provar que a temperatura e a pressão aumentam ideia é baseada no facto de se ter verificado com a profundidade em direcção ao interior do nosso que a rota prevista na terra não era correcta, planeta. não cumprindo assim o objectivo, já tentado Hoje em dia já foi provado que tanto a temperatura antes por diversas vezes, sem sucesso. (com o gradiente geotérmico) como a pressão aumentam em profundidade (a profundidade máxima Tal como é citado no livro: ”Há muito mais coisas atingido foi de 13 km o que corresponde a 9,94 no universo do que os vivos imaginam”. milhas, pois, até aos dias de hoje, não se conseguiu fabricar um material que consiga suportar as altas temperaturas verificadas a mais de elevada pressão Guilherme Branco, 7ºC atingidas a 35 milhas de profundidade. Inês Garção,10ºCT1 Página 8 Gazeta, edição 5
  9. 9. Outros livros, outras opiniões Olhos Verdes, de Luísa Costa Gomes doença tem e o porquê a sua convicção de lhe restar pouco tempo de vida, se ele é ou não a reencarnação Olhos Verdes é, sem dúvida, muito original, muito de Justina, o que acontece a Beatriz e ao seu marido, inteligente e interessante. o engenheiro João-Baptista. É um final aberto Tem uma característica particular: estranho e diga-se mesmo despropositado, talvez a adaptação de estrangeirismos a com intenção de pôr o leitor a reflectir sobre o palavras portuguesas, consoante a íntimo das personagens, que são de louvar, de tão sua fonética. Por exemplo: djines (de jeans ), toquechô (de talk complexas e elaboradas que são – um ponto a favor show ), frilance (de freelance), para compensar a desilusão da acção aberta. stendebai (de stand-by ), disaine (de design), entre outros Ana Rupio, 10ºLH1 termos. A escrita do livro é leve e elaborada, mas sem redundâncias, e em dados momentos, Sugestões de leituras para as férias relativamente a algum evento ou atitude de uma que se aproximam personagem, há uma data de reflexões sobre assuntos relacionados, como a beleza, a existência do espaço, O Perfume, Patrick Süskind entre outros. É por isso um livro profundo, que olha muito à interioridade. O meu Pé de Laranja Lima, José Não obstante o enredo ser curioso e imaginativo e o Mauro de Vasconcelos livro ter uma leitura muito fácil e entusiasmante, o final revela-se uma desilusão. O desfecho da acção, O Crepúsculo, Stephenie Meyer além de aberto e subjectivo, considera-se sem propósito, tal como não tem nexo existirem trinta O rapaz do pijama às riscas, John páginas a descrever pormenorizadamente a vida de Boyne um filósofo irlandês do século XVIII, que porventura era bispo e que foi bastante polémico devido às suas Na praia de Chesil, Ian teorias (muitas que se contradiziam umas às outras) McEwan e tinha um irmão que foi enforcado e tudo o mais. Os Homens que Não Admite-se mentalmente que esta biografia Amavam as Mulheres, tristemente pormenorizada estará ligada a certos Stieg Larsson aspectos da história do livro, mas infelizmente é preciso força de vontade para a ler na íntegra, ainda Manolito Gafotas, Elvira Lindo que nas entrelinhas, com vista a encontrar a tal relação subentendida entre o devaneio da autora e o Planisfério Pessoal, Gonçalo Cadilhe sentido da história. Depois deste conturbado Saga dos Otori, Lian Hearn penúltimo capítulo segue-se o último capítulo. Acabamos por não compreender qual o motivo da Pride and Prejudice, Jane Austen agitação de Pedro e porque tenta ele matar Eva, que Página 9 Gazeta, edição 5
  10. 10. Peregrinações pelos caminhos de Espanha... “Nos caminhos de S. João de Deus” Tal como prometemos na Gazeta anterior, aqui ficam as memórias mucho haciendo trenes en la nieve y valorando el da visita a Granada e Sierra Nevada, realizada em Fevereiro, paisaje. ¡Fue estupendo!”” Patrícia Tavares, 8º B sob o título “Nos caminhos de S. João de Deus”. Participaram nesta visita os alunos de Educação Moral e Religiosa A gastronomía e a Religião: “ … me ha gustado mucho Católica da Severim e da Escola de Santa Clara, acompanhados comer churros con chocolate caliente..”, “También pelas professoras Estela Cameirão e Marta Roque. hemos visitado La Casa de los Pisa, que es donde ha Foram três dias em grande e “à espanhola” que aqui ficam vivido San Juan de Dios, y esto fue lo principal en la gravados para memórias vindouras. visita…” Luis Silva, 8º B Sobre a paisagem: “A mí me gustó mucho el paisaje, la Sierra Os monumentos e a música: “ … fuimos a visitar los Nevada, La Alhambra y la ciudad en general”. palacios de La Alhambra y los Jardines de Ana Martins 8º B Generalife. Esta visita me sorprendió (…) ¡todo era muy precioso!” , “en La Sierra Nevada nos divertimos O convívio: “Creo que la mucho en la nieve, (…) y vimos la actuación de una comunicación entre los alumnos banda muy divertida…” , “Este viaje fue memorable.” también fue muy importante, Diana Silva, 9º D yo he hecho nuevos amigos y conocido nuevas personas”. Jogos: “...depois do jantar fizemos um serão Marina Gato, 8º B recreativo numa das salas do hotel , com uma A Sierra Nevada: “ … andamos brincadeira muito engraçada , e eu fui um dos que en las telesillas, me divertí foi cair na armadilha ...”João Lérias, 7º C ...de Itália... Alunos de EMRC do Secundário em Florença Os alunos de Educação Moral e Religiosa Católica do 10º, oportunidade de apreciar e conhecer. Os alunos 11º e 12º anos, das Escolas Secundárias de Évora, André demonstraram grande interesse na explicação e de Gouveia, Gabriel Pereira e Severim de Faria, descodificação da iconografia cristã, feita pelos participaram numa visita de estudo à região Toscana da professores da disciplina de EMRC, presente nos Itália, Florença e Siena, organizada pelos respectivos monumentos que visitaram. Durante esta jornada todos professores da disciplina de EMRC destas escolas, entre reconheceram a importância da presença do outro, o valor os passados dias 3 a 7 de Abril de 2009. dos pequenos prazeres da vida e alegria que nos dão, No âmbito da Unidade Lectiva sobre a Arte Cristã, esta mas também aprenderam a importância da força de visita teve como objectivos: Perceber os valores vontade e do sacrifício que por do Cristianismo presentes na Arte Renascentista; vezes temos de ter para os Conhecer o Património Histórico, Cultural e alcançarmos. Religioso de Florença e Região da Toscana; Esta jornada revelou-se uma Fomentar nos alunos o espírito religioso-cristão verdadeira e vivida lição para a vida. de peregrinação; Promover valores de cooperação e tolerância; Promover os valores humano-cristãos “Florença foi acima de tudo a minha da amizade, verdade, compromisso, viagem de sonhos. Conheci pessoas responsabilidade, respeito e diálogo; Descobrir a espectaculares que marcaram! importância da EMRC na formação integral dos alunos; Entramos naquele avião como grupo de pessoas que pouco Promover o intercâmbio e o convívio entre alunos de EMRC se conheciam, e saímos, alguns dias depois, como um grupo e professores. de amigos que esperamos preservar. Também vimos coisas Todos os 68 participantes nesta importante jornada lindas, testemunhos de como uma simples viagem pode regressaram muito mais ricos pelas experiências que valer como uma lição de vida!” partilharam juntos e por toda a beleza que tiveram Teresa Vaz Freire, 10º CT1 Página 10 Gazeta, edição 5
  11. 11. ... e de Portugal XVIII ENCONTRO DOS ALUNOS DE MORAL EM CORUCHE Mais um encontro de moral! Desta vez em Coruche! Éramos aproximadamente quatro mil! Vindos de todas as escolas do Distrito de Évora e até de Setúbal, que quiseram juntar-se a nós! Foi no passado dia 23 de Abril. Um dia solarengo que até deu para todos apanharmos umas cores nas faces, não fosse o encontro chamar-se MORALCOR. MORALCOR de todas as cores, de coração (pois reflectimos no tema do Amor, iluminados pela vida e textos do Apóstolo Paulo), de Coruche… “Sem Amor nada sou”, lembrou-nos São Paulo. Amor de dar atenção ao outro, de olhar pelo outro, de sair do nosso egoísmo e comodismo, de descobrir que sou amado, de que Alguém deu e dá a vida por mim porque me ama. Aqui ficam alguns testemunhos de alguns participantes da Escola Severim de Faria, como partilha do que lá se passou: “Na minha opinião gostei muito do encontro, uma vez que foi um dia diferente, pela positiva, e que apesar do calor que se fazia sentir, o convívio reinou e a mensagem “Sem amor, nada sou”, passou!” Rita Maneiras, 10ºCT2 “O que mais gostei no encontro foi o convívio. O maior desafio neste encontro foi vencer o calor, mas com a alegria que reinava entre as pessoas foi vencido. Adorei!” Joana Machado, 10º CT2 “O encontro de Moral foi muito rico! Gostei de tudo!” Luís Nunes, 11 AS1 “O encontro de Moral distingue-se sobretudo pelo convívio que proporciona entre os alunos e professores, pela boa disposição, pela alegria e pela festa. Agradeço muito pela espírito de entreajuda e companheirismo aos Professores acompanhantes: Cristina Brejo, Anabela Urbano, Mariana Marujo e Mário Pires. Também esteve presente a Professora Branca para matarmos saudades! Foi uma festa celebrando a vida!” Professora de EMRC, Estela Cameirão “Foi mais uma oportunidade de nos juntarmos com outros alunos de Moral de outras escolas. Foi divertido e partilhámos a mensagem, um pouco de vida de São Paulo e tivemos a oportunidade de aquecer o espírito e nossos corações no calor abrasador do sol. Espero que o que vivemos se repita nas nossas vidas!” Teresa Vaz Freire, 10 CT1 Sugestões para outros passeios, visitas... Casa-Museu de José Saramago: um espaço a descobrir Inaugurado há cerca de um ano, em 31 de Maio de 2008, foi forrada com exemplares da época do jornal O na Azinhaga do Ribatejo, a terra natal do escritor Século. galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, este No rés-do-chão fica a sala de leitura e a biblioteca, pólo da Fundação José Saramago merece uma visita. onde se podem consultar exemplares de todas as Situada no 1º andar de um edifício recuperado no largo obras de Saramago escritas em português e edições central da Azinhaga, que funcionou como prisão, registo estrangeiras, tais como Manual de Pintura e civil e sede da autarquia, a Casa-Museu exibe Caligrafia, A Jangada de Pedra, Memorial do fotografias de arquivo de Saramago, quadros baseados Convento, A Viagem do Elefante… na obra do escritor, e objectos ligados à infância A sede da Fundação José Saramago é partilhada passada na aldeia, onde viveu com os avós, seres por por Lisboa, e Lanzarote, onde o escritor vive desde quem nutria grande afecto. Dignos de interesse são, 1993, possuindo ainda um por exemplo, a cama dos avós, que, no Inverno acolhia pólo em Castril, terra natal também os porquinhos, para que os animais não da sua mulher, Pilar del Rio. morressem de frio, episódio a que Saramago se refere O da Azinhaga, pela sua no livro As Pequenas Memórias, e também “a arca das genuinidade e casticismo é, favas” que ficava à entrada da casa. A cama foi sem dúvida, um espaço a recuperada com as cores originais segundo memórias conhecer. de Saramago (rosa, amarelo e verde), enquanto a arca Ana Paula Ferrão Página 11 Gazeta, edição 5
  12. 12. Dar a palavra à B.D. Desenhos - Luís Camacho, 12º SH Baseado em: Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas Continua... Página 12 Gazeta, edição 5

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