Estudo epidemiológico das cc na infância e adolescência

517 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
517
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
49
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Estudo epidemiológico das cc na infância e adolescência

  1. 1. Arq Bras Cardiol 2003; 80: 269-73. Miyague e cols Cardiopatias congênitas na infância e adolescência 269 Hospital Infantil Pequeno Príncipe e Associação de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro - Curitiba Correspondência: Nelson Itiro Miyague – Rua Vivian Stec Toledo, 70 – 82300- 740 – Curitiba, PR - E-mail: cardiologia.clinica@hipp.com.br Recebido para publicação em 9/10/01 Aceito em 7/11/01 Arq Bras Cardiol, volume 80 (nº 3), 269-73, 2003 Nelson Itiro Miyague, Silvia Meyer Cardoso, Fabrício Meyer, Frederico Thomaz Ultramari, Fábio Henrique Araújo, Igor Rozkowisk, Alisson Parrilha Toschi Curitiba, PR Estudo Epidemiológico de Cardiopatias Congênitas na Infância e Adolescência. Análise em 4.538 Casos Artigo Original As anomalias congênitas do coração e dos grandes vasossãoasmaisfreqüentesentreasmalformaçõescongê- nitas graves 1 e apresentam alta mortalidade no 1º ano de vida 2-4 . Vários estudos, realizados em populações especí- ficas, têm mostrado uma incidência entre 2 a 10 por 1.000 nascimentos vivos. No Paraná, baseando-se em um estudo recentenacidadedeLondrina,estima-seumaincidênciade 4/1.000 nascimentos vivos5 . Estetrabalhofoielaboradoparaconhecerafreqüência eaprevalênciadeanomaliascongênitasdocoração,emcri- anças encaminhadas a um centro terciário de atendimento emcardiologiapediátrica. Métodos Por meio de análise retrospectiva de prontuários, fo- ram pesquisados dados de 4.538 pacientes, de janeiro/95 a dezembro/97, no ambulatório de cardiologia pediátrica do HospitalInfantilPequenoPríncipe,Curitiba(PR),centroter- ciárioparatratamentodecardiopatiasemcriançaseadoles- centes. A maioria dos pacientes foi referida dos estados do Paraná(86,1%)edeSantaCatarina(10,9%). Todos foram submetidos aos exames clínicos e ele- trocardiográficos,obedecendoaumprotocolouniformiza- dodeprimeiroatendimento.Aradiografiadetóraxfoiana- lisada em 75% das crianças e 3.302 (72,7%) foram subme- tidas ao ecocardiograma com Doppler colorido e espectral no Serviço. Os pacientes foram divididos em quatro grupos: o 1º (normal)constituídode2.268(50%)criançascujaavaliação cardiológicaconsideradanormal;o2º(cardiopatiacongêni- ta),de2.017(44,4%)pacientes;o3º(cardiopatiaadquirida), 201(4,4%)pacienteseo4º(arritmia),52(1,2%)pacientes. O diagnóstico do defeito estrutural foi baseado no es- tudo ecocardiográfico. Assim sendo, foram excluídos da análise 56 crianças do grupo de cardiopatias congênitas, pornãoteremsidosubmetidasaoecocardiogramanoServi- ço. Todos os pacientes do grupo III tiveram o diagnóstico confirmadopeloecocardiograma.Em13criançasdogrupo Objetivo - Análise da freqüência e da prevalência de cardiopatia congênita em um centro de atendimento ter- ciário para crianças cardiopatas. Métodos - Avaliação epidemiológica do primeiro atendimento de 4.538 crianças em um hospital infantil, de janeiro/95 a dezembro/97. Todos os pacientes com cardio- patia congênita tiveram o diagnóstico confirmado pelo menos pelo ecocardiograma. A freqüência e a prevalência das anomalias foram computadas segundo a classificação deanáliseseqüencial.Foramcomparadosaidade,opesoe o sexo entre os grupos normal e cardiopatia congênita, após distribuição por faixa etária. Resultados - Do total avaliado foram consideradas com cardiopatia congênita 2.017 (44,4%) crianças com cardiopatia adquirida 201 (4,4%), com arritmias 52 (1,2%) e normais 2.268 (50%). A cardiopatia congênita predominou nas faixas etárias de lactente e neonato, cor- respondendo a 71,5% dos casos. O peso e a idade foram significativamentemenoresnascriançascomcardiopatia congênita. A comunicação interventricular foi a mais fre- qüente entre as anomalias acianóticas e a tetralogia de Fallot, entre as cianóticas. Conclusão - Crianças com cardiopatia congênita são encaminhadas principalmente nos períodos neonatal elactente,mostrandoumcomprometimentonodesenvolvi- mento ponderal, sendo a comunicação interventricular a cardiopatia mais freqüente. Palavras-chave: cardiopatia congênita, epidemiologia, prevalência
  2. 2. 270 Miyague e cols Cardiopatias congênitas na infância e adolescência Arq Bras Cardiol 2003; 80: 269-73. IVforamrealizadossomenteoseletrocardiogramas. Consideraram-seasfaixasetárias:neonatos(1-30dias), lactentes(31diasa2anos),pré-escolares(>2anosa6anos), escolares(>6anosa12anos)eadolescentes(>12anos). A classificação foi baseada na análise seqüencial do coração, realizada pelo ecocardiograma, obedecendo às nomenclaturas da European Paediatric Cardiac Code 6 e Congenital Heart Surgery Nomenclature and Database Project 7 . Considerou-se cardiopatia complexa um conjunto de malformações associadas, necessárias para a manutenção da vida do paciente; cada uma delas recebendo denomina- ção específica na literatura: drenagem anômala total de veias pulmonares, síndrome de hipoplasia do ventrículo esquerdo,ventrículoúnico,atresiamitral,atresiapulmonar comseptointerventricularíntegro,atresiatricúspide,dupla via de saída do ventrículo direito, dupla via de saída do ventrículoesquerdo,tetralogiadeFallot,truncusarteriosus e transposição dos grandes vasos da base. Por isso, a per- sistênciadocanalarterial,acomunicaçãointeratrial,acomu- nicação interventricular e a estenose pulmonar, não foram consideradas independentemente, quando pertencentes às alteraçõesdeumacardiopatiacomplexaefossemnecessá- rias para a sobrevida do paciente. Quando o conjunto das alterações não tinha denomi- nação específica, e as suas associações não eram obrigató- rias para a vida do paciente, as malformações foram consi- deradas doenças associadas e computadas isoladamente. Foramomitidosdoresultadoasanomaliasdeposição e lateralidade, o arco aórtico à direita, a estenose pulmonar periféricaeavalvaaórticabicúspide.Damesmaforma,não foramconsideradasnaanálisealteraçõesfuncionais,como insuficiênciamitral,insuficiênciatricúspide,insuficiência aórticaeinsuficiênciapulmonar. Os dados categóricos são apresentados em número absoluto e percentual. As variáveis contínuas são apre- sentadas com a média e desvio padrão e a mediana. O estu- docomparativodasvariáveisdemográficasfoifeitosomen- teentreosgruposI(normais)eII(cardiopatiascongênitas). OsgruposIIeIIImostravamnúmerosdecasossignificati- vamente menores que os outros grupos. Para comparação, utilizou-seotestetdeStudentseKruskallWallisparaasva- riáveiscontínuasequi-quadradroparaasvariáveisqualita- tivas. Os dados foram computados e analisados no progra- maEPIINFO.Foramconsideradosestatisticamentesignifi- cativasquandop<0,05. Resultados Dototalde4.482pacientesanalisados,1.961(43,8%)apre- sentavamcardiopatiacongênita,confirmadasaomenospelo ecocardiogramacomDopplercolorido(fig.1).Adistribuição do número de casos nas faixas etárias segundo os grupos encontra-senatabelaI.Ascardiopatiascongênitasforammais freqüentesnasfaixasetáriasdelactenteedeneonato. Os pacientes com cardiopatias congênitas apresenta- vamidadeepesosignificativamentemenoresqueascrian- ças normais, p<0,0001 e p<0,0001, respectivamente. Não houve predomínio de sexo no grupo de cardiopatias con- Tabela I - Distribuição do número de casos nas faixas etárias, segundo os grupos Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV Faixa etária Total Normais Congênita Adquirida Arritmia Neonato 504 - 1,2% 111 - 4,9% 380 - 19,4% 9 - 4,5% 4 - 7,7% Lactente 1649 - 36,8% 565 - 24,9% 1022 - 52,1% 49 - 24,5% 13 - 25% Pré-escolar 1019 - 22,7% 696 - 30,7% 290 - 14,8% 20 - 10% 13 - 25% Escolar 1128 - 25,2% 803 - 35,4% 220 - 11,2% 91 - 45,5% 14 - 26,9% Adolescente 181 - 4% 93 - 4,1% 49 - 2,5% 31 - 15,5% 8 - 15,4% Total 4481 2268 1961 200 52 Tabela II - Distribuição da idade, do peso e do sexo, segundo os grupos Idade (meses) Sexo Peso (gramas) Grupo Média ± DP Mediana F/M Média ± DP Mediana Normais 64,2 ± 49,2 60 987/1281 20.174 ± 12.890 18.050 Congênitas 25,9 ± 40,2 06,5 980/981 9.767 ± 9.474 05.900 Adquiridas 83,5 ± 59,2 96 101/99 22.776 ± 14,032 23.000 Arritmias 70,3 ± 57,3 70,4 30/22 20.506 ± 13.312 19.800 Fig. 1 - Distribuição dos casos, segundo os grupos.
  3. 3. Arq Bras Cardiol 2003; 80: 269-73. Miyague e cols Cardiopatias congênitas na infância e adolescência 271 gênitas. Houve discreto predomínio do sexo masculino no grupodenormaisedofemininonosoutrosgrupos(tab.II). A freqüência e a prevalência das cardiopatias congê- nitasestãodiscriminadasnatabelaIII.Cardiopatiacomple- xa foi encontrada em 439 pacientes e, em 538, houve asso- ciações de lesões. As cardiopatias congênitas acianóticas mais freqüentes foram: comunicação interventricular (30,5%), comunicação interatrial (19,1%), persistência do canal arterial (17%), estenose pulmonar valvar (11,3%) e coarctação da aorta (6,3%). Tetralogia de Fallot (6,9%), transposição dos grandes vasos da base (4,1%), atresia tricúspide(2,3%)eadrenagemanômalatotaldeveiaspulmo- nares(2%)foramasanomaliascianóticasmaisfreqüentes. Dascardiopatiascongênitasacianóticas,acomunica- çãointerventriculareacoarctaçãodaaortaapresentaram-se maisfreqüentementeassociadasaoutraslesões,sendosig- nificativamente mais freqüente na presença de coarctação daaorta,p<0,01.Predominaramcomodoençaisoladaaco- municaçãointeratrial,apersistênciadocanalarterialeaes- tenosepulmonar,porém,semdiferençasignificativaentre elas(fig.2). Discussão Aanomaliacardíacaéamalformaçãocongênitamais freqüente, principalmente associadas às alterações genéti- Tabela III - Distribuição das freqüências e das prevalências das cardiopatias congênitas Anormalidade n Freqüência X / 100 Prevalência X / 1000 Átrios e grandes veias - Drenagem anômala parcial de veias pulmonares 12 0,6 2,7 - Drenagem anômala total de veias pulmonares 39 2 8,7 - Cor triatriatum 4 0,2 0,9 - Átrio único 6 0,3 1,3 - Comunicação interatrial 375 19,1 83,7 Conexão atrioventricular - Atresia mitral 8 0,4 1,8 - Atresia tricúspide 45 2,3 10 - Ventrículo único 25 1,3 5,6 Conexão ventrículo-arterial - Transposição dos grandes vasos da base 81 4,1 18,1 - Dupla via de saída do ventrículo direito 43 2,2 9,6 - Dupla via de saída do ventrículo esquerdo 2 0,1 0,5 - Truncus arteriosus 20 1 4,5 Conexões atrioventricular e ventrículo-arterial - Transposição corrigida do grandes vasos da base 11 0,6 2,5 Valvas atrioventriculares - Doença de Ebstein 24 1,2 5,4 - Prolapso da valva mitral 26 1,3 5,8 Septo atrioventricular - Defeito do septo atrioventricular parcial 9 0,5 2 - Defeito do septo atrioventricular total 109 5,6 24,3 Ventrículos - Síndrome de hipoplasia do ventrículo esquerdo 15 0,8 3,4 Septo ventricular - Comunicação interventricular 598 30,5 133,5 Via de saída do ventrículo direito - Estenose pulmonar infundibular 2 0,1 0,5 - Estenose pulmonar valvar 222 11,3 49,5 - Atresia pulmonar com septo ventricular íntegro 13 0,7 2,9 Via de saída do ventrículo esquerdo - Hipertrofia septal assimétrica 2 0,1 0,5 - Estenose subaórtica fixa 23 1,2 5,1 - Estenose aórtica valvar 69 3,5 15,4 Tetralogia de Fallot e variantes - Tetralogia de Fallot 136 6,9 30,5 - Atresia Pulmonar com Comunicação Interventricular 16 0,8 3,6 Coronárias - Origem anômala da coronária esquerda 1 0,1 0,2 Aorta, artéria pulmonar e vasos base - Janela aorto-pulmonar 1 0,2 0,2 - Persistência do canal arterial 334 17 74,5 - Estenose do tronco pulmonar 4 0,2 0,9 - Estenose supravalvar aórtica 9 0,4 2 - Interrupção do arco aórtica 4 0,2 0,9 - Coarctação da aorta 123 6,3 17,5 - Duplo arco aórtico 7 0,4 1,6 - Origem anômala da artéria subclávia direita 8 0,4 1,8
  4. 4. 272 Miyague e cols Cardiopatias congênitas na infância e adolescência Arq Bras Cardiol 2003; 80: 269-73. cas ou cromossômicas. A manifestação clínica depende fundamentalmente da repercussão hemodinâmica e se ex- terioriza,emgeral,no1ºanodevida.Emtrabalhosdenecro- psia,observa-sequeamaiormortalidadetambémacontece nessa faixa etária2-4 . Em estudo de crianças abaixo de um ano de idade, no Royal Brompton Hospital (Inglaterra), verificou-se que a maioria das crianças internadas encontrava-se na faixa etária de neonatos8 . Neste trabalho houve predomínio de crianças com cardiopatia congênita no período de lactente seguido do período neonatal. Mesmo considerando que a nossa ava- liação refere-se ao atendimento ambulatorial e o estudo de Brompton a crianças internadas, nota-se que há uma dife- rença no tempo de encaminhamento desses pacientes. A predominância de diagnóstico de cardiopatia con- gênita no período de lactente em nosso meio coincide com amanifestaçãoclínicadascardiopatiasdeshunt comhiper- tensãovenocapilarpulmonar,comocomunicaçãointerven- tricularepersistênciadocanalarterial,doençasprevalentes em nosso trabalho. Porém, deve-se considerar que, neste trabalho, muitas crianças são oriundas do interior ou de outros estados, o que poderia ter retardado a procura, por partedospais,deumcentroespecializado. Doenças complexas, prevalentes em outros traba- lhos 7-11 ,quefazemasuamanifestaçãonosprimeirosdiasde vida, como hipoplasia do ventrículo esquerdo e transposi- ção dos grandes vasos da base, mostraram-se com menor freqüênciaemnossomeio.Comoevoluemaoóbitoprecoce- mente, pode-se supor que muitos não conseguem receber atendimentoespecializadonodevidotempooumesmofale- cemsemteroseudiagnósticorealizado. O retardo do desenvolvimento ponderal é significati- vo, considerando que o grupo controle pertence à mesma populaçãodecrianças.Arepercussãohemodinâmicapode ter influenciado nesta diferença. Crianças com cardiopatias congênitas com grande shunt da esquerda para direita, com insuficiência cardíaca ecomhipertensãopulmonar,apresentam,normalmente,retar- dodecrescimento.Ograudehipóxia,noentanto,nãomostra umacorreçãolinearcomograudestecomprometimento12 . Trabalhos epidemiológicos têm mostrado números variáveis na freqüência e na prevalência das cardiopatias congênitas. O avanço tecnológico e o uso rotineiro da ecocardiografiatêmcontribuídoparaamelhoradodiagnós- tico, com isto a prevalência de algumas cardiopatias mos- tra-semaiornosdiasdehoje.Acomunicaçãointerventricu- laréoexemplomaismarcantenostrabalhosatuais,comfre- qüênciade41,6%notrabalhodeSamánekecols. 11 ,contra 15,7%nasériedaNERICP10 . Acomunicaçãointerventricular,com30,5%nestema- terial, foi semelhante a de outros trabalhos, a doença mais freqüente. Mostrou-se abaixo da freqüência de trabalhos recentes, 41,59% 11 e 39% 13 , porém, acima dos trabalhos maisantigos,15,4%8 e15,7%10 .Fatores,comoanálisetrans- versal dos casos, o padrão-ouro do diagnóstico, o fecha- mento espontâneo da lesão e o não reconhecimento de co- municaçõesmínimasoulevespelomédicoresponsávelpelo atendimentoprimário,podemtercontribuídoparaadiferen- ça dos nossos números com relação à literatura. Comunicaçãointeratrial(19,1%),persistênciadocanal arterial (17%) e estenose pulmonar (11,3%) foram, na se- qüência,aslesõesmaisfreqüentes,comtaxaacimade10%. Naliteraturamostramumafreqüênciamenor,porseremclas- sificadasdemaneirasecundárianaescalahierárquica,ees- tão geralmente associadas a outras anomalias. A coarctação da aorta, a quinta lesão mais freqüente deste estudo, apresenta um alto grau de associação com outraslesões,mostraumafreqüênciasemelhanteaotrabalho deSamánekeVorísková11 .Aestenoseaórticavalvar,terceira lesão no estudo desse autores, foi pouco prevalente no nossomaterial,porém,semelhanteaoutrostrabalhos9,10,14 . Em relação às cardiopatias cianóticas, a tetralogia de Fallot (6,9%), a transposição dos grandes vasos da base (4,1%)eaatresiatricúspide(2,3%)foramaslesõesmaisfre- qüentes. Na literatura, a lesão mais prevalente é a transpo- siçãodosgrandesvasosdabase,comtaxavariandode3,5a 10,9%9,14 . Acoletadosdadosfoibaseadaemprotocolouniforme de atendimento dos pacientes, porém realizada de maneira retrospectiva, o que limita sensivelmente a sua interpreta- ção.Aoescolheroecocardiogramacomoopadrão-ourode diagnóstico, casos anteriormente considerados leves ou ignorados foram computados. No entanto, os ecocardio- gramasdoHospitalInfantilPequenoPríncipeforamrealiza- dosporváriosmembrosdaequipeclínicaenãoespecifica- menteporumecocardiografista,oquepodelevarainterpre- tações diferentes sobre uma mesma doença. Resumindo, as cardiopatias congênitas são encami- nhadas principalmente nos períodos de lactente e de neonato,sendoamaisfreqüenteacomunicaçãointerventri- cular.Cardiopatiascomplexas,commortalidadealtanospri- meirosdiasdevida,mostramprevalênciamenorquealitera- tura, sugerindo que não estão conseguindo ser atendidas adequadamente em nosso meio. Outros trabalhos devem serdesenvolvidosparaconfirmaçãodestesnúmeros,ecom istoestimularumaeducaçãomédicacontinuadaparamelho- rar o prognóstico desses doentes. O comprometimento do desenvolvimentoponderalnecessitademelhoravaliaçãoe orientaçãoemnossomeio. Fig. 2 - Distribuição das cardiopatias acianóticas mais freqüentes associadas ou não a outras cardiopatias.
  5. 5. Arq Bras Cardiol 2003; 80: 269-73. Miyague e cols Cardiopatias congênitas na infância e adolescência 273 Referências 1. HoffmanJIE,ChristiansonR.Congenitalheartdiseaseinacohortof19.502births with long-term follow-up. Am J Cardiol 1978; 42: 641-7. 2. Hegerty AS, Anderson RH, Ho SY. Congenital heart malformations in the first year of life - a necropsy study. Br Heart J 985; 54: 583-92. 3. Vesterby A, Nielsen K, Borg L, Paulsen S, Baandrup U. Congenital heart malformations in Jutland, Denmark: a three year necropsy study in children aged 0-14 years. Br Heart J 1987; 58: 653-8. 4. Samánek M, Benešová D, Goetzová J, Hrycejová I. Distribution of age at death in children with congenital heart disease who died before the age of 15. Br Heart J 1988; 59: 581-5. 5. Guitti JCS. Aspectos epidemiológicos das cardiopatias congênitas em Londrina, Paraná. Arq Bras Cardiol 2000; 74: 395-9. 6. Franklin RCG, Anderson RH, Daniëls O, Elliot M, et al. Report of the Coding Committee of the Association for European Paediatric Cardiology. Cardiol Young 1999; 9: 633-57. 7. Mavroudis C, Jacobs JP. Congenital heart surgery nomenclature and database project: overview and minimum dataset. Ann Thorac Surg 2000; 59: S2-17. 8. Scott DJ, Rigby ML, Miller GAH, Shinebourne EA. The presentation of symptomatic heart disease in infancy based on 10 years’ experience (1973-82). Implications for the provision of services. Br Heart J 1984; 52: 248-57. 9. Moller JH, Moodie DS, Blees M, Norton JB, Nouri S. Symptomatic heart disease in infants: comparison of three studies performed during 1969-1987. Pediatr Cardiol 1995; 16: 216-22. 10. Fyler DC, Buckley LP, Hellenbrand WE, Cohn HE. Report of the New England Regional Infant Program. Pediatrics 1980; 65: 375-461. 11. Samánek M, Vorísková M. Congenital heart disease among 815,569 children born between 1980 and 1990 and their 15-year survival: a prospective Bohemia survival study. Pediatr Cardiol 1999; 20: 411-7. 12. Feldt RH, Strickle Gl, Weidman WH. Growth of children with heart disease. Am J Dis Child 1969; 117: 573-9. 13. BosiG,ScorranoM,TosatoG,ForiniE,ChakrokhRandtheWorkingPartyofthe Italian Society of Pediatric Cardiology. The Italian Multicentric Study on epidemiology of congenital heart disease: first step of the analysis. Cardiol Young 1999; 9: 291-9. 14. Fixler DE, Pastor P, Chamberlin M, Sigman E, Eifler CW. Trends in congenital heart disease in Dallas County births 1971-1984. Circulation 1990; 81: 137-42. "Aleijadinho" Congonhas - MG Luiza Guilherme - São Paulo Editor da Seção de Fotografias Artísticas: Cícero Piva de Albuquerque Correspondência: InCor - Av. Dr. Enéas C. Aguiar, 44 - 05403-000 - São Paulo, SP - E-mail: delcicero@incor. usp.br

×