O DESENVOLVIMENTOLOCAL E O RIOGRANDE DO SULDebates FEE
Roteiro1. Sobre desenvolvimento, resiliência e bloqueios2. Política industrial e economia territorial3. Onde se encaixam C...
Sobre desenvolvimento, resiliência ebloqueios              “(...) desenvolvimento é a combinação de              transform...
• Existe uma grande inércia nas localizações das  atividades humanas. Mesmo sofrendo crises, as  atividades não se dispers...
Política industrial e economia local
SETOR                             OBSERVAÇÕESIndústria Oceânica e Polo Naval   Há poucas informações sistematizadas. Os Ca...
Máquinas e Implementos           Setor bem conhecido, mas as condições de competitividadeAgrícolas                        ...
• Nos Cadernos Setoriais aparecem muitas lacunas de  informações importantes, tanto para o desenvolvimento  dos setores no...
Atividades emergentes “localizadas”• Metade Sul  • Indústria naval em Rio Grande – o impacto é maior para Rio    Grande e ...
• Norte  • Laticínios – pode aumentar a diversificação, mas tem pouca    amplitude. O produtor, que já está no mercado do ...
Onde se encaixam CT&I?• Nos últimos 30 anos, CT&I se tornaram incontornáveis  nas discussões sobre desenvolvimento.• O RS ...
Em favor do território e da prospectiva• A passagem do sistema produtivo nacional para o  território visto como unidade de...
• Se a existência do território pressupõe uma construção  histórica de longa duração da parte dos atores, isso significa  ...
• Nessa perspectiva, a relação local/global muda. A  estratégia local segue a dinâmica dos atores locais,  escapando da co...
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Debates FEE - Desenvolvimento local e o Rio Grande do Sul - Maria Alice Lahorgue

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A economista Maria Alice Lahorgue fala sobre a importância do lançamento do e-book da FEE e agradece a participação no evento. Faz um resgate histórico sobre conceito de desenvolvimento e apresenta uma análise histórica da política industrial e da economia territorial do RS.

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Debates FEE - Desenvolvimento local e o Rio Grande do Sul - Maria Alice Lahorgue

  1. 1. O DESENVOLVIMENTOLOCAL E O RIOGRANDE DO SULDebates FEE
  2. 2. Roteiro1. Sobre desenvolvimento, resiliência e bloqueios2. Política industrial e economia territorial3. Onde se encaixam CT&I?4. Em favor do território e da prospectiva
  3. 3. Sobre desenvolvimento, resiliência ebloqueios “(...) desenvolvimento é a combinação de transformações de ordem mental e social de uma população que lhe possibilitem o aumento cumulativo e duradouro de seu produto real global.” (Perroux, 1964)• Quando se analisa a formação do RS e a estruturação de sua economia, é fácil identificar os grandes traços que hoje têm suas regiões, as especializações produtivas, as infraestruturas e assim por diante.• No período mais recente, de 1980 para cá, houve poucas transformações reais de estrutura produtiva. Obviamente, setores novos aparecem (informática, eletrônica, automóveis), mas nada que altere as tendências fortes.
  4. 4. • Existe uma grande inércia nas localizações das atividades humanas. Mesmo sofrendo crises, as atividades não se dispersam. Podem ter seu tamanho reduzido, mas permanecem presentes.• Essa resiliência dos sistemas localizados é tanto maior quanto maior for o sucesso da especialização. Isso se deve à criação histórica das condições de competitividade e autonomia da produção especializada.• O sucesso pode levar ao bloqueio.
  5. 5. Política industrial e economia local
  6. 6. SETOR OBSERVAÇÕESIndústria Oceânica e Polo Naval Há poucas informações sistematizadas. Os Cadernos não apresentam o tamanho do mercado num horizonte mais longo, não há menção a competidores.Reciclagem e Despoluição Poucas informações. Setor pouco estruturado (os segmentos são unidos pela origem da matéria-prima)Equipamentos para Indústria de Além do Plano da Petrobrás, o Caderno não traz muitasPetróleo e Gás informações. Como o setor é estruturado, há estudos e outras fontes de informação.Calçados e Artefatos Setor bem estudado. Há muitas informações.Eletrônica, Automação, Setor estruturado em APL, facilitando a obtenção dasComunicações informaçõesSoftware Setor bem estudado, com associações atuantesPetroquímica, Produtos de Setor estruturado em torno do Pólo Petroquímico. Entretanto,Borracha e Artefatos de Borracha há poucas informações sobre a chamada terceira geraçãoMadeira, Celulose e Móveis Cadeia extensa. O segmento Móveis tem estrutura de APL nas principais regiões produtoras. O segmento Celulose tem vários estudos. A Madeira é mais dispersa e menos conhecido.
  7. 7. Máquinas e Implementos Setor bem conhecido, mas as condições de competitividadeAgrícolas locacional carecem de análises mais aprofundadasAutomotivo e Implementos Setor bem estudado. No Caderno, não fica claro oRodoviários posicionamento competitivo da produção gaúcha.Agroindústria (sete segmentos) Há dados gerais sobre produção e consumo, mas faltam análises sobre a demanda e sobre os problemas (competição com outras localizações, produtividade, entre outros)Indústria de Criatividade Os dados apresentados são de estudo da Firjan. Trata-se de setor extenso e complexo, do qual se sabe pouco no âmbito do RSSaúde Avançada e Há estudos disponíveis no estadoMedicamentosEnergia Eólica Há estudos (mapa dos ventos, etc)Semicondutores Cadeia pequena no RS, com poucos players. Informações abundantesBiocombustíveis Tem estudos e informações
  8. 8. • Nos Cadernos Setoriais aparecem muitas lacunas de informações importantes, tanto para o desenvolvimento dos setores no RS, quanto para o desenvolvimento dos locais onde os setores estão ou estarão.• Ou seja, a política industrial não está completa.• Ela só se completará com o aprofundamento do que foi feito até agora: padrão de localização, padrão de competição, elementos de infraestrutura necessários e localizados e assim por diante.
  9. 9. Atividades emergentes “localizadas”• Metade Sul • Indústria naval em Rio Grande – o impacto é maior para Rio Grande e Pelotas (aliás, para a Aglomeração Urbana do Sul) do que para o resto da região. => desenvolvimento de fornecedores, formação de pessoal, mercado de habitação, atividades de lazer e outros serviços às famílias. • Silvicultura – por si, não cria empregos. As possíveis atividades a jusante é que poderão os criar. As fábricas de celulose são de processo => poucos empregos também. As fábricas de móveis tendem a criar mais empregos e puxarem uma cadeia mais longa de fornecedores locais e regionais. • Outra questão sobre a silvicultura é que sua expansão pode auxiliar a destruição do Bioma Pampa.
  10. 10. • Norte • Laticínios – pode aumentar a diversificação, mas tem pouca amplitude. O produtor, que já está no mercado do leite, terá benefício. O novo terá alguma dificuldade para amortizar os investimentos necessários (um tambo para “dar certo” exige um investimento inicial em torno de 500 mil – vacas, equipamentos, instalações, giro – com uma baixa taxa de retorno). As pragas da soja resistentes ao glifosato talvez sejam um impulso maior para a diversificação (pois exigem rotação de culturas para seu controle => passa a ser vantagem plantar grãos de alto risco (trigo) ou de pouco mercado (canola, girassol)).
  11. 11. Onde se encaixam CT&I?• Nos últimos 30 anos, CT&I se tornaram incontornáveis nas discussões sobre desenvolvimento.• O RS não tem estratégia de inovação consequente => discurso + $$• As atividades promissoras estão ligadas às novas tecnologias, que dependem da disponibilidade de pessoal qualificado, de apoio em qualidade e metrologia, de capacidade de P&D e de financiamento adequado.• Neste ano de 2012, a Fapergs vai investir em torno de 36 milhões. Para o ano que vem, estão previstos 46 milhões. A Fapemig investiu 284 milhões em 2010.
  12. 12. Em favor do território e da prospectiva• A passagem do sistema produtivo nacional para o território visto como unidade de análise de novas estratégias de desenvolvimento constitui uma novidade essencial na percepção dos sistemas de organização da economia.• Em primeiro lugar, o território não é somente um espaço delimitado, no qual se desenvolvem dinâmicas específicas sob a égide das autoridades locais. O território é, também, o resultado de um processo de construção e de delimitação efetivado pelos atores.• Em segundo lugar, a valorização das atividades econômicas nas dinâmicas territoriais implica a existência de inputs (ativos que são utilizados para a criação de produtos), os “recursos territoriais”.
  13. 13. • Se a existência do território pressupõe uma construção histórica de longa duração da parte dos atores, isso significa que as externalidades territoriais criadas pelos atores resultam de um processo situado à montante, que integra um mundo não comercial.• Trata-se do sentido de uma distinção crucial que deve ser feita entre recursos e ativos. O ativo é um fator “em atividade”, quer dizer, valorizado no mercado. O recurso, diferentemente do ativo, constitui uma reserva, um potencial latente e mesmo virtual, que pode se transformar em ativo se as condições de produção ou de criação de tecnologia assim o permitirem.• Dessa forma, a expressão da variável territorial busca, nas condições de elaboração de recursos à montante, a expressão do trabalho de uma sociedade e, mais precisamente, do próprio território relativamente à manifestação de sua identidade.
  14. 14. • Nessa perspectiva, a relação local/global muda. A estratégia local segue a dinâmica dos atores locais, escapando da competitividade como estratégia dominante.• Planejar passa a significar orientar a ação da sociedade para a obtenção de objetivos que ela mesma se dá.• Como método, não basta olhar o passado e buscar as tendências. É necessário olhar o futuro possível com o filtro do território.• Abordagem territorial e prospectiva podem fazer a diferença num estado como o RS, cujos desafios econômicos, sociais e ambientais não serão vencidos com as receitas de sempre.

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