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Planeta Terra

A Terra é um planeta do Sistema Solar, sendo o terceiro em ordem de
afastamento do Sol e o quinto em diâmetro. É o maior dos quatro
planetas rochosos . Entre os planetas do sistema, a Terra tem
condições únicas: mantém grandes quantidades de água em estado
líquido, tem placas tectónicas e um forte campo magnético. A
atmosfera interage com os sistemas vivos. A ciência moderna coloca a
Terra como único corpo planetário conhecido que possui vida da forma
a qual conhecemos. Alguns cientistas como James Lovelock
consideram que a Terra é um sistema vivo chamado Gaia.

O planeta Terra tem aproximadamente uma forma esférica, mas a sua
rotação causa uma pequena deformação para a forma elipsoidal
(achatada aos pólos). A forma real da Terra é chamada de Geóide,
apresenta forma muito irregular, ondulada, matematicamente
complexa.




 Características orbitais
 Raio orbital médio:    149.597.870,691 km
 Periélio:              0,983 UA
 Afélio:                1,017 UA
 Excentricidade:        0,01671022
Período orbital:          365 dias, 6 horas e 9
                           minutos
                           9,548 segundos (sideral)
 Velocidade orbital        29,7847 km/s
 média:
 Inclinação:               0,00005°
 Satélites naturais:       1 (a Lua)
 Características físicas
 Diâmetro equatorial:
 Área da superfície:
 Massa:
 Densidade média:
 Aceleração gravítica á                  (lat. 45°,
 superfície:               alt. 0)
 Velocidade de escape:
 Período de rotação:       23h 56m e 4,09966s
                           (sideral)
 Inclinação axial:         23,45°
 Albedo:                   37-39%
 Temperatura á             min méd máx
 superfície:               184 K 282 K 333 K
 Atmosfera
 Pressão atmosférica:      101,325 kPa
 Composição:               78.08% de Nitrogênio
                           20.95% de Oxigênio
                           0.93% de Argônio
                           0.038% de Dióxido de
                           carbono
                           Traços de vapor de Água




Características Físicas
Estrutura da Terra
O interior da Terra, assim como o interior de outros planetas rochosos,
é dividido por critérios químicos em uma camada externa (crosta) de
silício, um manto altamente viscoso, e um núcleo que consiste de uma
porção sólida envolvida por uma pequena camada líquida. Esta camada
líquida dá origem a um campo magnético devido a convecção de seu
material, eletricamente condutor.

O material do interior da Terra encontra frequentemente a
possibilidade de chegar à superfície, através de erupções vulcânicas e
fendas oceânicas. Muito da superfície terrestre é relativamente novo,
tendo menos de 100 milhões de anos; as partes mais velhas da crosta
terrestre têm até 4,4 mil milhões de anos.

Camadas terrestres, a partir da superfície:

       Litosfera (de 0 a 60,2 km)
   •
       Crosta (de 0 a 30/35 km)
   •
       Manto (de 60 a 2900 km)
   •
       Astenosfera (de 100 a 700 km)
   •
       Núcleo externo (líquido - de 2900 a 5100 km)
   •
       Núcleo interno (sólido - além de 5100 km)
   •

Tomada por inteiro, a Terra possui, aproximadamente, a seguinte
composição em massa:

       34,6% de Ferro
   •
       30,2% de Oxigênio
   •
       15,2% de Silício
   •
       12,7% de Magnésio
   •
       2,4% de Níquel
   •
       1,9% de Enxofre
   •
       0,05% de Titânio
   •

O interior da Terra atinge temperaturas de 5.270 K. O calor interno do
planeta foi gerado inicialmente durante sua formação, e calor adicional
é constantemente gerado pelo decaimento de elementos radioativos
como urânio, tório, e potássio. O fluxo de calor do interior para a
superfície é pequeno se comparado à energia recebida pelo Sol (a
razão é de 1/20k).




Camadas Geológicas da Terra
Núcleo
A massa específica média da Terra é de 5,515 toneladas por metro
cúbico, fazendo dela o planeta mais denso no Sistema Solar. Uma vez
que a massa específica do material superficial da Terra é apenas cerca
de 3000 quilogramas por metro cúbico, deve-se concluir que materiais
mais densos existem nas camadas internas da Terra (devem ter uma
densidade de cerca de 8.000 quilogramas por metro cúbico). Em seus
primeiros momentos de existência, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a
Terra era formada por materiais líquidos ou pastosos, e devido à ação
da gravidade os objetos muito densos foram sendo empurrados para o
interior do planeta (o processo é conhecido como diferenciação
planetária), enquanto que materiais menos densos foram trazidos para
a superfície. Como resultado, o núcleo é composto em grande parte
por ferro (80%), e de alguma quantidade de níquel e silício. Outros
elementos, como o chumbo e o urânio, são muitos raros para serem
considerados, ou tendem a se ligar a elementos mais leves,
permanecendo então na crosta.

O núcleo é dividido em duas partes: o núcleo sólido, interno e com raio
de cerca de 1.250 km, e o núcleo líquido, que envolve o primeiro. O
núcleo sólido é composto, segundo se acredita, primariamente por
ferro e um pouco de níquel. Alguns argumentam que o núcleo interno
pode estar na forma de um único cristal de ferro. Já o núcleo líquido
deve ser composto de ferro líquido e níquel líquido (a combinação é
chamada NiFe), com traços de outros elementos. Estima-se que
realmente seja líquido, pois não tem capacidade de transmitir certas
ondas sísmicas. A convecção desse núcleo líquido, associada a agitação
causada pelo movimento de rotação da Terra, seria responsável por
fazer aparecer o campo magnético terrestre, através de um processo
conhecido como teoria do dínamo. O núcleo sólido tem temperaturas
muito elevadas para manter um campo magnético (veja temperatura
Curie), mas provavelmente estabiliza o campo magnético gerado pelo
núcleo líquido.

Evidências recentes sugerem que o núcleo interno da Terra pode girar
mais rápido do que o restante do planeta, a cerca de 2 graus por ano.

Tanto entre a crosta e o manto como entre o manto e o núcleo existem
zonas intermediárias de separação, as chamadas descontinuidades.
Entre a crosta e o manto há a descontinuidade de Mohorovicic.

Manto
O manto estende-se desde cerca de 30 km e por uma profundidade de
2900 km. A pressão na parte inferior do mesmo é da ordem de 1,4
milhões de atmosferas. É composto por substâncias ricas em ferro e
magnésio. Também apresenta características físicas diferentes da
crosta. O material de que é composto o manto pode apresentar-se no
estado sólido ou como uma pasta viscosa, em virtude das pressões
elevadas. Porém, ao contrário do que se possa imaginar, a tendência
em áreas de alta pressão é que as rochas mantenham-se sólidas, pois
assim ocupam menos espaço físico do que os líquidos. Além disso, a
constituição dos materiais de cada camada do manto tem seu papel na
determinação do estado físico local. (O núcleo interno da Terra é sólido
porque, apesar das imensas temperaturas, está sujeito a pressões tão
elevadas que os átomos ficam compactados; as forças de repulsão
entre os átomos são vencidas pela pressão externa, e a substância
acaba se tornando sólida.)

A viscosidade no manto superior (astenosfera) varia entre 10 a 10
pascal segundo, dependendo da profundidade. Portanto, o manto
superior pode deslocar-se vagarosamente. As temperaturas do manto
variam de 100 graus Celsius (na parte que faz interface com a crosta)
até 3500 graus Celsius (na parte que faz interface com o núcleo).

Crosta
A crosta (que forma a maior parte da litosfera) tem uma extensão
variável de acordo com a posição geográfica. Em alguns lugares chega
a atingir 70 km, mas geralmente estende-se por aproximadamente
30 km de profundidade. É composta basicamente por silicatos de
alumínio, sendo por isso também chamada de Sial.

Existem doze tipos de crosta, sendo os dois principais a oceânica e a
continental, sendo bastante diferentes em diversos aspectos. A crosta
oceânica, devido ao processo de expansão do assoalho oceânico e da
subducção de placas, é relativamente muito nova, sendo a crosta
oceânica mais antiga datada de 160 Ma, no oeste do pacífico. É de
composição basáltica e é cobertas por sedimentos pelágicos e possuem
em média 7 km de espessura.

A crosta continental é composta de rochas félsicas a ultramáficas,
tendo composição média granodiorítica e espessura média entre 30 e
40 km nas regiões tectonicamente estáveis (crátons), e entre 60 a
80 km nas cadeias montanhosas como os Himalaias e os Andes. As
rochas mais antigas possuem até 3,96 Ma e existem rochas novas
ainda em formação.

A fronteira entre manto e crosta envolve dois eventos físicos distintos.
O primeiro é a descontinuidade de Mohorovicic (ou Moho) que ocorre
em virtude da diferença de composição entre camadas rochosas (a
superior contendo feldspato triclínico e a inferior, sem o mesmo). O
segundo evento é uma descontinuidade química que foi observada a
partir da obdução de partes da crosta oceânica.

Placas Tectônicas




Formação do Planeta Terra
O planeta teria se formado pela agregação de poeira cósmica em
rotação, aquecendo-se depois, por meio de violentas reações químicas.
O aumento da massa agregada e da gravidade catalisou impactos de
corpos maiores. Essa mesma força gravitacional possibilitou a retenção
de gases constituindo uma atmosfera primitiva. Os processos de
formação do planeta Terra são a acreção, diferenciação e
desintegração radioactiva.

O envoltório atmosférico primordial atuou como isolante térmico,
criando o ambiente na qual se processou a fusão dos materiais
terrestres. Os elementos mais densos e pesados, como o ferro e o
níquel, migraram para o interior; os mais leves localizaram-se nas
proximidades da superfície. Dessa forma, constituiu-se a estrutura
interna do planeta, com a distinção entre o núcleo, manto e crosta
(litosfera). O conhecimento dessa estrutura deve-se à propagação de
ondas sísmicas geradas pelos terremotos. Tais ondas, medidas por
sismógrafos, variam de velocidade ao longo do seu percurso até a
superfície, o que prova que o planeta possui estrutura interna
heterogênea, ou seja, as camadas internas possuem densidade e
temperatura distintas.

A partir do resfriamento superficial do magma, consolidaram-se as
primeiras rochas, chamadas magmáticas ou ígneas, dando origem a
estrutura geológica denominado escudos cristalinos ou maciços
antigos. Formou-se, assim, a litosfera ou crosta terrestre. A liberação
de gases decorrente da volatização da matéria sólida devido a altas
temperaturas e também, posteriormente, devido ao resfriamento,
originou a atmosfera, responsável pela ocorrência das primeiras
chuvas e pela formação de lagos e mares nas áreas rebaixadas. Assim,
iniciou-se o processo de intemperismo (decomposição das rochas)
responsável pela formação dos solos e conseqüente início da erosão e
da sedimentação.

As partículas minerais que compõem os solos, transportados pela
água, dirigiram-se, ao longo do tempo, para as depressões que foram
preenchidas com esses sedimentos, constituindo as primeiras bacias
sedimentares (bacias sedimentares são depressões da crosta, de
origem diversa, preenchidas, ou em fase de preenchimento, por
material de natureza sedimentar), e, com a sedimentação
(compactação), as rochas sedimentares. No decorrer desse processo,
as elevações primitivas (pré-cambrianas) sofreram enorme desgaste
pela ação dos agentes externos, sendo gradativamente rebaixadas.
Hoje, apresentam altitudes modestas e formas arredondadas pela
intensa erosão, constituindo as serras conhecidas no Brasil como
serras do Mar, da Mantiqueira, do Espinhaço, e, em outros países, os
Montes Apalaches (EUA), os Alpes Escandinavos (Suécia e Noruega),
os Montes Urais (Rússia), etc. Os escudos cristalinos ou maciços
antigos apresentam disponibilidade de minerais metálicos (ferro,
manganês,     cobre),    sendo   por   isso,  bastante   explorados
economicamente.
Nos dobramentos terciários podem haver qualquer tipo de minério. O
carvão mineral e o petróleo são comumente encontrados nas bacias
sedimentares. Já os dobramentos modernos são os grandes
alinhamentos montanhosos que se formaram no contato entre as
placas tectônicas em virtude do seu deslocamento a partir do período
Terciário da era Cenozóica, como os Alpes (sistema de cordilheiras na
Europa que ocupa parte da Áustria, Eslovênia, Itália, Suíça,
Liechtenstein, Alemanha e França), os Andes (a oeste da América do
Sul), o Himalaia (norte do subcontinente indiano), e as Montanhas
Rochosas.




Pangeia




Biosfera
A Terra é o único local onde se sabe existir vida. O conjunto de
sistemas vivos (compostos pelos seres e pelo ambiente) do planeta é
por vezes chamado de biosfera. A biosfera provavelmente apareceu
há 3,5 bilhões de anos. Divide-se em biomas, habitados por fauna e
flora peculiares. Nas áreas continentais os biomas são separados
primariamente pela latitude (e indiretamente, pelo clima). Os biomas
localizados nas áreas do pólo norte e do pólo sul são pobres em
plantas e animais, enquanto que na linha do Equador encontram-se os
biomas mais ricos. O estudo da biosfera é fundamentalmente o estudo
do seres vivos e sua distribuição pela superfície terrestre. A biosfera
contém inúmeros ecossistemas (conjunto formado pelos animais e
vegetais em harmonia com os outros elementos naturais).




Planisfério evidenciando as regiões terrestres e marinhas de maior produtividade.




Atmosfera
A Terra tem uma atmosfera relativamente fina, composta por 78% de
nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de argônio, mais traços de outros
gases incluindo dióxido de carbono e água. A atmosfera age como uma
zona intermediária entre o espaço e a Terra. Suas camadas,
troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera, ionosfera e exosfera,
têm dimensões variáveis ao redor do planeta e de acordo com a
estação do ano.
Atmosfera terrestre vista do espaço.




Geografia
       A área total da Terra é de aproximadamente 510 milhões de
   •
       km², dos quais 149 milhões são de terras firmes e 361 milhões
       são de água.
       As linhas costeiras (litorais) da Terra somam cerca de 356
   •
       milhões de km.




Hidrosfera
A Terra é o único planeta do Sistema Solar que contém uma superfície
com água. A água cobre 71% da Terra (sendo que disso 97% é água
do mar e 3% é água doce mas grande parte destes 3% encontram-se
nos calotes polares e nos lençóis freáticos). A água proporciona,
através de 5 oceanos, a divisão dos 7 continentes. Fatores que
combinaram-se para fazer da Terra um planeta líquido são: órbita
solar, vulcanismo, gravidade, efeito estufa, campo magnético e a
presença de uma atmosfera rica em oxigênio.
Rotação e Translação
O movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo dura 23 horas,
56 minutos e 4,09 segundos, o que equivale a um dia sideral. Nesse
período a Terra completa uma volta em torno de um eixo que une o
Pólo Sul ao Pólo Norte. Já o movimento de translação da Terra,
efetuado ao redor do Sol, leva 365 dias e 5 horas 48 minutos e 46,04
segundos solares médios - o que equivale a um ano sideral. A Terra
tem um satélite natural, a Lua, que completa uma volta em torno do
planeta a cada 27,3 dias.

O plano de órbita da Terra e seu plano axial não são necessariamente
alinhados: o eixo do planeta é inclinado por cerca de 23 graus e 30
minutos em relação ao um plano perpendicular à linha Terra-Sol. Essa
inclinação é responsável pelas estações do ano. Já o plano Terra-Lua é
inclinado por cerca de 5 graus em relação ao plano Terra-Sol - se não
fosse, haveria um eclipse a cada mês.

A esfera de influência gravitational (esfera da Hill) da Terra tem raio de
aproximadamente 1,5 Gm, dentro do qual a Lua orbita
confortavelmente.




                                                                                    A
xiais da inclinação da Terra (ou inclinação axial) e sua relação com a rotação do
eixo e plano de órbita.
Note que, como uma rotação da Terra em torno de seu eixo dura
menos que um dia médio solar (23h 56m 4,09 s= 0,99727*24h), o
movimento de translação da Terra, efetuado ao redor do Sol,
corresponde a 366,2564 rotações (365,2564/0,99727). Ou seja,
embora um ano tenha aproximadamente 365 dias, a Terra efectua 366
rotações num ano, por causa dos graus extra que tem que fazer cada
dia, entre dois «meio-dia solares».

Como a Terra está em movimento em volta do Sol, não basta uma
rotação completa para o Sol voltar a ficar no zénite. Como a Terra
mudou de posição e «avançou» uns 2500 milhares de quilómetros o
planeta ainda tem que rodar alguns graus extra para que o Sol apareça
de novo na mesma posição.

Como a velocidade da Terra é maior quando ela está mais próxima do
Sol (periélio) e menor quando ela está mais distante (afélio), o número
de graus extra necessários é maior no Inverno (Hemisfério Norte) do
que no Verão (Hemisfério Norte). Ou seja, os dias solares são mais
compridos no Inverno (do Hemisfério Norte, Verão, no Hemisfério Sul).
No Inverno, o dia solar é superior a 24 horas (o dia médio solar) e, no
verão, inferior a 24 horas.




Bibliografia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra

http://indoafundo.com
Planeta Terra

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Planeta Terra

  • 1. Planeta Terra A Terra é um planeta do Sistema Solar, sendo o terceiro em ordem de afastamento do Sol e o quinto em diâmetro. É o maior dos quatro planetas rochosos . Entre os planetas do sistema, a Terra tem condições únicas: mantém grandes quantidades de água em estado líquido, tem placas tectónicas e um forte campo magnético. A atmosfera interage com os sistemas vivos. A ciência moderna coloca a Terra como único corpo planetário conhecido que possui vida da forma a qual conhecemos. Alguns cientistas como James Lovelock consideram que a Terra é um sistema vivo chamado Gaia. O planeta Terra tem aproximadamente uma forma esférica, mas a sua rotação causa uma pequena deformação para a forma elipsoidal (achatada aos pólos). A forma real da Terra é chamada de Geóide, apresenta forma muito irregular, ondulada, matematicamente complexa. Características orbitais Raio orbital médio: 149.597.870,691 km Periélio: 0,983 UA Afélio: 1,017 UA Excentricidade: 0,01671022
  • 2. Período orbital: 365 dias, 6 horas e 9 minutos 9,548 segundos (sideral) Velocidade orbital 29,7847 km/s média: Inclinação: 0,00005° Satélites naturais: 1 (a Lua) Características físicas Diâmetro equatorial: Área da superfície: Massa: Densidade média: Aceleração gravítica á (lat. 45°, superfície: alt. 0) Velocidade de escape: Período de rotação: 23h 56m e 4,09966s (sideral) Inclinação axial: 23,45° Albedo: 37-39% Temperatura á min méd máx superfície: 184 K 282 K 333 K Atmosfera Pressão atmosférica: 101,325 kPa Composição: 78.08% de Nitrogênio 20.95% de Oxigênio 0.93% de Argônio 0.038% de Dióxido de carbono Traços de vapor de Água Características Físicas Estrutura da Terra
  • 3. O interior da Terra, assim como o interior de outros planetas rochosos, é dividido por critérios químicos em uma camada externa (crosta) de silício, um manto altamente viscoso, e um núcleo que consiste de uma porção sólida envolvida por uma pequena camada líquida. Esta camada líquida dá origem a um campo magnético devido a convecção de seu material, eletricamente condutor. O material do interior da Terra encontra frequentemente a possibilidade de chegar à superfície, através de erupções vulcânicas e fendas oceânicas. Muito da superfície terrestre é relativamente novo, tendo menos de 100 milhões de anos; as partes mais velhas da crosta terrestre têm até 4,4 mil milhões de anos. Camadas terrestres, a partir da superfície: Litosfera (de 0 a 60,2 km) • Crosta (de 0 a 30/35 km) • Manto (de 60 a 2900 km) • Astenosfera (de 100 a 700 km) • Núcleo externo (líquido - de 2900 a 5100 km) • Núcleo interno (sólido - além de 5100 km) • Tomada por inteiro, a Terra possui, aproximadamente, a seguinte composição em massa: 34,6% de Ferro • 30,2% de Oxigênio • 15,2% de Silício • 12,7% de Magnésio • 2,4% de Níquel • 1,9% de Enxofre • 0,05% de Titânio • O interior da Terra atinge temperaturas de 5.270 K. O calor interno do planeta foi gerado inicialmente durante sua formação, e calor adicional é constantemente gerado pelo decaimento de elementos radioativos como urânio, tório, e potássio. O fluxo de calor do interior para a superfície é pequeno se comparado à energia recebida pelo Sol (a razão é de 1/20k). Camadas Geológicas da Terra
  • 4. Núcleo A massa específica média da Terra é de 5,515 toneladas por metro cúbico, fazendo dela o planeta mais denso no Sistema Solar. Uma vez que a massa específica do material superficial da Terra é apenas cerca de 3000 quilogramas por metro cúbico, deve-se concluir que materiais mais densos existem nas camadas internas da Terra (devem ter uma densidade de cerca de 8.000 quilogramas por metro cúbico). Em seus primeiros momentos de existência, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a Terra era formada por materiais líquidos ou pastosos, e devido à ação da gravidade os objetos muito densos foram sendo empurrados para o interior do planeta (o processo é conhecido como diferenciação planetária), enquanto que materiais menos densos foram trazidos para a superfície. Como resultado, o núcleo é composto em grande parte por ferro (80%), e de alguma quantidade de níquel e silício. Outros elementos, como o chumbo e o urânio, são muitos raros para serem considerados, ou tendem a se ligar a elementos mais leves, permanecendo então na crosta. O núcleo é dividido em duas partes: o núcleo sólido, interno e com raio de cerca de 1.250 km, e o núcleo líquido, que envolve o primeiro. O núcleo sólido é composto, segundo se acredita, primariamente por ferro e um pouco de níquel. Alguns argumentam que o núcleo interno pode estar na forma de um único cristal de ferro. Já o núcleo líquido deve ser composto de ferro líquido e níquel líquido (a combinação é chamada NiFe), com traços de outros elementos. Estima-se que realmente seja líquido, pois não tem capacidade de transmitir certas ondas sísmicas. A convecção desse núcleo líquido, associada a agitação causada pelo movimento de rotação da Terra, seria responsável por fazer aparecer o campo magnético terrestre, através de um processo
  • 5. conhecido como teoria do dínamo. O núcleo sólido tem temperaturas muito elevadas para manter um campo magnético (veja temperatura Curie), mas provavelmente estabiliza o campo magnético gerado pelo núcleo líquido. Evidências recentes sugerem que o núcleo interno da Terra pode girar mais rápido do que o restante do planeta, a cerca de 2 graus por ano. Tanto entre a crosta e o manto como entre o manto e o núcleo existem zonas intermediárias de separação, as chamadas descontinuidades. Entre a crosta e o manto há a descontinuidade de Mohorovicic. Manto O manto estende-se desde cerca de 30 km e por uma profundidade de 2900 km. A pressão na parte inferior do mesmo é da ordem de 1,4 milhões de atmosferas. É composto por substâncias ricas em ferro e magnésio. Também apresenta características físicas diferentes da crosta. O material de que é composto o manto pode apresentar-se no estado sólido ou como uma pasta viscosa, em virtude das pressões elevadas. Porém, ao contrário do que se possa imaginar, a tendência em áreas de alta pressão é que as rochas mantenham-se sólidas, pois assim ocupam menos espaço físico do que os líquidos. Além disso, a constituição dos materiais de cada camada do manto tem seu papel na determinação do estado físico local. (O núcleo interno da Terra é sólido porque, apesar das imensas temperaturas, está sujeito a pressões tão elevadas que os átomos ficam compactados; as forças de repulsão entre os átomos são vencidas pela pressão externa, e a substância acaba se tornando sólida.) A viscosidade no manto superior (astenosfera) varia entre 10 a 10 pascal segundo, dependendo da profundidade. Portanto, o manto superior pode deslocar-se vagarosamente. As temperaturas do manto variam de 100 graus Celsius (na parte que faz interface com a crosta) até 3500 graus Celsius (na parte que faz interface com o núcleo). Crosta A crosta (que forma a maior parte da litosfera) tem uma extensão variável de acordo com a posição geográfica. Em alguns lugares chega a atingir 70 km, mas geralmente estende-se por aproximadamente 30 km de profundidade. É composta basicamente por silicatos de alumínio, sendo por isso também chamada de Sial. Existem doze tipos de crosta, sendo os dois principais a oceânica e a continental, sendo bastante diferentes em diversos aspectos. A crosta oceânica, devido ao processo de expansão do assoalho oceânico e da
  • 6. subducção de placas, é relativamente muito nova, sendo a crosta oceânica mais antiga datada de 160 Ma, no oeste do pacífico. É de composição basáltica e é cobertas por sedimentos pelágicos e possuem em média 7 km de espessura. A crosta continental é composta de rochas félsicas a ultramáficas, tendo composição média granodiorítica e espessura média entre 30 e 40 km nas regiões tectonicamente estáveis (crátons), e entre 60 a 80 km nas cadeias montanhosas como os Himalaias e os Andes. As rochas mais antigas possuem até 3,96 Ma e existem rochas novas ainda em formação. A fronteira entre manto e crosta envolve dois eventos físicos distintos. O primeiro é a descontinuidade de Mohorovicic (ou Moho) que ocorre em virtude da diferença de composição entre camadas rochosas (a superior contendo feldspato triclínico e a inferior, sem o mesmo). O segundo evento é uma descontinuidade química que foi observada a partir da obdução de partes da crosta oceânica. Placas Tectônicas Formação do Planeta Terra O planeta teria se formado pela agregação de poeira cósmica em rotação, aquecendo-se depois, por meio de violentas reações químicas. O aumento da massa agregada e da gravidade catalisou impactos de
  • 7. corpos maiores. Essa mesma força gravitacional possibilitou a retenção de gases constituindo uma atmosfera primitiva. Os processos de formação do planeta Terra são a acreção, diferenciação e desintegração radioactiva. O envoltório atmosférico primordial atuou como isolante térmico, criando o ambiente na qual se processou a fusão dos materiais terrestres. Os elementos mais densos e pesados, como o ferro e o níquel, migraram para o interior; os mais leves localizaram-se nas proximidades da superfície. Dessa forma, constituiu-se a estrutura interna do planeta, com a distinção entre o núcleo, manto e crosta (litosfera). O conhecimento dessa estrutura deve-se à propagação de ondas sísmicas geradas pelos terremotos. Tais ondas, medidas por sismógrafos, variam de velocidade ao longo do seu percurso até a superfície, o que prova que o planeta possui estrutura interna heterogênea, ou seja, as camadas internas possuem densidade e temperatura distintas. A partir do resfriamento superficial do magma, consolidaram-se as primeiras rochas, chamadas magmáticas ou ígneas, dando origem a estrutura geológica denominado escudos cristalinos ou maciços antigos. Formou-se, assim, a litosfera ou crosta terrestre. A liberação de gases decorrente da volatização da matéria sólida devido a altas temperaturas e também, posteriormente, devido ao resfriamento, originou a atmosfera, responsável pela ocorrência das primeiras chuvas e pela formação de lagos e mares nas áreas rebaixadas. Assim, iniciou-se o processo de intemperismo (decomposição das rochas) responsável pela formação dos solos e conseqüente início da erosão e da sedimentação. As partículas minerais que compõem os solos, transportados pela água, dirigiram-se, ao longo do tempo, para as depressões que foram preenchidas com esses sedimentos, constituindo as primeiras bacias sedimentares (bacias sedimentares são depressões da crosta, de origem diversa, preenchidas, ou em fase de preenchimento, por material de natureza sedimentar), e, com a sedimentação (compactação), as rochas sedimentares. No decorrer desse processo, as elevações primitivas (pré-cambrianas) sofreram enorme desgaste pela ação dos agentes externos, sendo gradativamente rebaixadas. Hoje, apresentam altitudes modestas e formas arredondadas pela intensa erosão, constituindo as serras conhecidas no Brasil como serras do Mar, da Mantiqueira, do Espinhaço, e, em outros países, os Montes Apalaches (EUA), os Alpes Escandinavos (Suécia e Noruega), os Montes Urais (Rússia), etc. Os escudos cristalinos ou maciços antigos apresentam disponibilidade de minerais metálicos (ferro, manganês, cobre), sendo por isso, bastante explorados economicamente.
  • 8. Nos dobramentos terciários podem haver qualquer tipo de minério. O carvão mineral e o petróleo são comumente encontrados nas bacias sedimentares. Já os dobramentos modernos são os grandes alinhamentos montanhosos que se formaram no contato entre as placas tectônicas em virtude do seu deslocamento a partir do período Terciário da era Cenozóica, como os Alpes (sistema de cordilheiras na Europa que ocupa parte da Áustria, Eslovênia, Itália, Suíça, Liechtenstein, Alemanha e França), os Andes (a oeste da América do Sul), o Himalaia (norte do subcontinente indiano), e as Montanhas Rochosas. Pangeia Biosfera A Terra é o único local onde se sabe existir vida. O conjunto de sistemas vivos (compostos pelos seres e pelo ambiente) do planeta é por vezes chamado de biosfera. A biosfera provavelmente apareceu
  • 9. há 3,5 bilhões de anos. Divide-se em biomas, habitados por fauna e flora peculiares. Nas áreas continentais os biomas são separados primariamente pela latitude (e indiretamente, pelo clima). Os biomas localizados nas áreas do pólo norte e do pólo sul são pobres em plantas e animais, enquanto que na linha do Equador encontram-se os biomas mais ricos. O estudo da biosfera é fundamentalmente o estudo do seres vivos e sua distribuição pela superfície terrestre. A biosfera contém inúmeros ecossistemas (conjunto formado pelos animais e vegetais em harmonia com os outros elementos naturais). Planisfério evidenciando as regiões terrestres e marinhas de maior produtividade. Atmosfera A Terra tem uma atmosfera relativamente fina, composta por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de argônio, mais traços de outros gases incluindo dióxido de carbono e água. A atmosfera age como uma zona intermediária entre o espaço e a Terra. Suas camadas, troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera, ionosfera e exosfera, têm dimensões variáveis ao redor do planeta e de acordo com a estação do ano.
  • 10. Atmosfera terrestre vista do espaço. Geografia A área total da Terra é de aproximadamente 510 milhões de • km², dos quais 149 milhões são de terras firmes e 361 milhões são de água. As linhas costeiras (litorais) da Terra somam cerca de 356 • milhões de km. Hidrosfera A Terra é o único planeta do Sistema Solar que contém uma superfície com água. A água cobre 71% da Terra (sendo que disso 97% é água do mar e 3% é água doce mas grande parte destes 3% encontram-se nos calotes polares e nos lençóis freáticos). A água proporciona, através de 5 oceanos, a divisão dos 7 continentes. Fatores que combinaram-se para fazer da Terra um planeta líquido são: órbita solar, vulcanismo, gravidade, efeito estufa, campo magnético e a presença de uma atmosfera rica em oxigênio.
  • 11. Rotação e Translação O movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo dura 23 horas, 56 minutos e 4,09 segundos, o que equivale a um dia sideral. Nesse período a Terra completa uma volta em torno de um eixo que une o Pólo Sul ao Pólo Norte. Já o movimento de translação da Terra, efetuado ao redor do Sol, leva 365 dias e 5 horas 48 minutos e 46,04 segundos solares médios - o que equivale a um ano sideral. A Terra tem um satélite natural, a Lua, que completa uma volta em torno do planeta a cada 27,3 dias. O plano de órbita da Terra e seu plano axial não são necessariamente alinhados: o eixo do planeta é inclinado por cerca de 23 graus e 30 minutos em relação ao um plano perpendicular à linha Terra-Sol. Essa inclinação é responsável pelas estações do ano. Já o plano Terra-Lua é inclinado por cerca de 5 graus em relação ao plano Terra-Sol - se não fosse, haveria um eclipse a cada mês. A esfera de influência gravitational (esfera da Hill) da Terra tem raio de aproximadamente 1,5 Gm, dentro do qual a Lua orbita confortavelmente. A xiais da inclinação da Terra (ou inclinação axial) e sua relação com a rotação do eixo e plano de órbita.
  • 12. Note que, como uma rotação da Terra em torno de seu eixo dura menos que um dia médio solar (23h 56m 4,09 s= 0,99727*24h), o movimento de translação da Terra, efetuado ao redor do Sol, corresponde a 366,2564 rotações (365,2564/0,99727). Ou seja, embora um ano tenha aproximadamente 365 dias, a Terra efectua 366 rotações num ano, por causa dos graus extra que tem que fazer cada dia, entre dois «meio-dia solares». Como a Terra está em movimento em volta do Sol, não basta uma rotação completa para o Sol voltar a ficar no zénite. Como a Terra mudou de posição e «avançou» uns 2500 milhares de quilómetros o planeta ainda tem que rodar alguns graus extra para que o Sol apareça de novo na mesma posição. Como a velocidade da Terra é maior quando ela está mais próxima do Sol (periélio) e menor quando ela está mais distante (afélio), o número de graus extra necessários é maior no Inverno (Hemisfério Norte) do que no Verão (Hemisfério Norte). Ou seja, os dias solares são mais compridos no Inverno (do Hemisfério Norte, Verão, no Hemisfério Sul). No Inverno, o dia solar é superior a 24 horas (o dia médio solar) e, no verão, inferior a 24 horas. Bibliografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra http://indoafundo.com