O livro de Daniel Peter Paul Rubens
Introdução
Daniel é basicamente um livro muito fácil de entender. Seus primeiros seis
capítulos são narrativos. Após estes...
Ainda há homens íntegros?
Será que ainda existem pessoas confiáveis? A Igreja Evangélica está crescendo
como nunca, mas, i...
A mensagem do Livro de Daniel pode não ser palatável ou popular, mas é
desesperadamente necessária. Ela faz uma radiografi...
Em vez de buscarmos o reconhecimento, a fama, os “louros” deste mundo,
devemos como filhos de Deus nos aprofundar em um re...
Montando o cenário – um panorama histórico
Deus chamou a Abraão. Ele construiu uma família. A família tornou-se uma
grande...
Tanto o reino do norte como o do sul em determinado momento abandonaram
o Senhor. Deus enviou então Seu juízo sobre estas ...
Em vez de quebrantamento, arrependimento e volta para Deus, o povo de Israel
endureceu ainda mais o coração – 2º Cron. 36:...
O poder do Império Babilônico
A Babilônia tornou-se o maior Império do mundo. Era a “senhora” do universo.
Nabucodonozor deixou a cidade maravilhosa. Um...
3 primeiras lições espirituais
1ª - DEUS DISCIPLINA SEU POVO QUANDO ESTE DEIXA DE
OBEDECER A SUA PALAVRA
Filhos são discip...
Em 2º lugar: quando o povo de Deus é derrotado, a causa principal nunca é o
poder do inimigo, mas resultado apenas de seu ...
Em 5º lugar: a hediondez e a feiura do pecado aos olhos de Deus deveriam
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Quando confiamos em coisas ou pessoas, mais quem em Deus, o Senhor pode
tirar de nós as coisas e até as pessoas para nos c...
O livro de Daniel nos ensina lições preciosas aqui.
1º lugar: é Deus quem está comandando o invasor para disciplinar o inv...
À luz do texto de Daniel vamos aprender algumas lições oportunas e muito
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Mas há uma lição que podemos chamá-la de:
“A PRINCIPAL LIÇÃO”
A sentença maior do livro de Daniel nos revela algo MUITO im...
Daniel propôs em seu coração que agradaria a Deus sob
quaisquer circunstancias e nunca se apartou deste propósito!
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Livro de Daniel introdução e parte 01

  1. 1. O livro de Daniel Peter Paul Rubens
  2. 2. Introdução Daniel é basicamente um livro muito fácil de entender. Seus primeiros seis capítulos são narrativos. Após estes, há seis outros capítulos repletos de símbolos aparentemente “misteriosos” e de fato não são tão simples como os seis primeiros. Mas o livro inteiro é bastante prático, especialmente para o Povo de Deus. Quero estimulá-lo a estudar todo o livro, porque sua mensagem é de suma importância para a Igreja contemporânea. Vivemos dias como uma “Nova Babilônia”, por isso, entender como Daniel reagiu às circunstâncias nos dará uma ótima oportunidade de aprendizagem e crescimento espiritual. Não desista, pois ao final Deus terá revelado coisas surpreendentes a você e toda a Igreja de Cristo. Que Deus nos abençoe! Pr. Daniel Moda Júnior
  3. 3. Ainda há homens íntegros? Será que ainda existem pessoas confiáveis? A Igreja Evangélica está crescendo como nunca, mas, infelizmente são apenas números. O Brasil, nem o mundo melhoraram por causa disso. Estamos no fragor de uma crise avassaladora: a crise da integridade. Esta crise está presente na família, nas Instituições públicas, na educação, no comércio, na política e também na Igreja. Os problemas não são periféricos, eles afetam questões cruciais. Não apenas os absolutos morais, mas também os critérios da própria verdade. Gene Edward Veith diz: “O que nós temos hoje não é apenas um comportamento imoral, mas uma perda de critérios morais”. Davi expressou bem esta angústia quando pergunta: “Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?” – Salmo 11:03.
  4. 4. A mensagem do Livro de Daniel pode não ser palatável ou popular, mas é desesperadamente necessária. Ela faz uma radiografia da própria alma, investiga partes profundas do coração e lança luz nos corredores sombrios de nossa alma. Daniel viveu em um tempo em que a verdade e a bondade estavam sendo pisoteadas, os valores morais estavam sendo escarnecidos e a religião tinha perdido sua integridade. Daniel é um livro histórico e profético. Olha para o passado, interpreta o presente e revela o futuro. Nada escapa ao controle de Deus, mesmo quando Sua presença ou Sua providência parecem não ser vistas na Terra. As rédeas da história não estão nas mãos dos poderosos deste mundo, mas nas Mãos de Deus que está assentado no alto e sublime trono. Daniel tem uma mensagem clara para o nosso tempo. Revela-nos como podemos ser íntegros na adversidade e na prosperidade. Mostra-nos como devemos confiar em Deus e como devemos buscar avidamente vivermos em total integridade.
  5. 5. Em vez de buscarmos o reconhecimento, a fama, os “louros” deste mundo, devemos como filhos de Deus nos aprofundar em um relacionamento íntegro e santo com o Deus que a todo instante se declara: “Eu Sou Santo, por isso sejam santos”. Neste caso o “abençoador” tem mais valor que a benção e o “Doador” tem mais valor que a dádiva. Aqueles que conhecem a Deus são ativos e fortes, jamais se curvam diante dos homens e diante de outros “deuses”. Não importa os vales escuros que cruzamos, as estradas espinhosas que temos que passar, se somos despojados dos tesouros da terra ou banidos para as prisões, não importa se o mundo inteiro nos odeia e se o Diabo lança contra nós sua fúria indômita, a Igreja de Deus selada por Deus, amada por Deus, é mais que vencedora! E em breve, a Igreja tomará posse de sua herança eterna, herança esta, incorruptível e imarcescível (consistente, duradoura). O destino da Igreja que não se curva é a Glória eterna. Por isso o livro de Daniel é conhecido como o “Apocalipse do Antigo Testamento”.
  6. 6. Montando o cenário – um panorama histórico Deus chamou a Abraão. Ele construiu uma família. A família tornou-se uma grande nação. Esta desceu ao Egito onde permaneceu 400 anos. Deus tirou Seu povo do cativeiro com poderosa Mão e feitos impressionantes. Israel perambulou pelo deserto durante 40 anos sob a liderança de Moisés. Depois de sua morte o povo ficou sob responsabilidade de Josué. Surge então a “Teocracia” no período dos juízes. Este tempo durou 300 anos. Neste período Israel oscilou entre pecado, juízo, arrependimento e restauração. Depois da Teocracia veio a Monarquia – Saul é escolhido pelo povo para governar sobre Israel. Foram 120 anos entre Saul, depois Davi e Salomão. Com a morte de Salomão em 931 a.C o reino de divide em dois: Reino do norte Reino do sul. Reino do norte – 10 tribos, 19 reis impiedosos. Reino do sul - 02 tribos (Judá e Benjamim), teve 20 reis (alguns piedosos, outros não).
  7. 7. Tanto o reino do norte como o do sul em determinado momento abandonaram o Senhor. Deus enviou então Seu juízo sobre estas nações. O reino do norte foi tomado pela Assíria em 722 a.C. Já o reino do sul tomado pelos caudeus que tinham como rei Nabucodonozor – Rei do Império Babilônico. No ano de 606 a.C, Nabucodonozor, rei da Babilônia, venceu uma sangrenta guerra tanto contra a Assíria como o Egito. O antigo rei israelita Jeoaquim, péssimo rei e assassino foi morto e seu reino (sul) caiu nas mãos dos egípcios. Nabucodonozor fez três incursões sobre a cidade de Jerusalém. Em 606 a.C. levou os nobres, dentre eles Daniel, e os vasos consagrados do templo. Na segunda em 597 a.C levou outros mais cativos. Neste tempo o profeta Ezequiel também foi levado como escravo. Em 586 a.C o rei da Babilônia e seu exército poderoso arrasaram totalmente Jerusalém destruindo totalmente o templo construído por Salomão. Zedequias governava Jerusalém nesta época e seus filhos foram capturados e mortos em sua presença e seus olhos foram vazados e ele foi levado como prisioneiro para a Babilônia – 2º Reis 25.
  8. 8. Em vez de quebrantamento, arrependimento e volta para Deus, o povo de Israel endureceu ainda mais o coração – 2º Cron. 36:13. Diz ainda a Palavra de Deus: “...todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam cada vez mais a sua infidelidade, seguindo todas as abominações dos gentios, e profanaram a casa do Senhor, que Ele tinha santificado em Jerusalém” – 2º Cron. 36:14.
  9. 9. O poder do Império Babilônico
  10. 10. A Babilônia tornou-se o maior Império do mundo. Era a “senhora” do universo. Nabucodonozor deixou a cidade maravilhosa. Uma das sete maravilhas do mundo antigo estava na cidade: Os jardins suspensos da Babilônia. O povo caudeu vivia em vaidade e orgulho, mas os escravos e prisioneiros de guerra sofriam desesperadamente. Suas crianças morriam de fome, os velhos eram pisados e as jovens violentadas. Isso trouxe lágrimas ao jovem profeta Jeremias. Ele chega a dizer que mais felizes foram os que estavam mortos à espada, do que aqueles que haviam sobrevivido – Lm. 04:09. O povo lamenta e chora, dependura as harpas e sonha com uma vingança sangrenta – Salmo 137.
  11. 11. 3 primeiras lições espirituais 1ª - DEUS DISCIPLINA SEU POVO QUANDO ESTE DEIXA DE OBEDECER A SUA PALAVRA Filhos são disciplinados, bastardos não. A disciplina é um ato de amor, ainda que ministrada com lágrimas. Algumas verdades se destacam aqui: Em 1º lugar – a obediência traz benção, mas a desobediência traz maldição. Os tempos de prosperidade de Israel foram durante o reinado de homens que andavam com Deus. Sempre que um rei se desviava de Deus, o povo se corrompia e sofria amargamente. Mergulhavam no pecado e na depravação moral, ou seja, desobedeciam abertamente as ordenanças Divinas, por isso, eram disciplinados – 2º Cron. 36:14.
  12. 12. Em 2º lugar: quando o povo de Deus é derrotado, a causa principal nunca é o poder do inimigo, mas resultado apenas de seu próprio pecado. Não é uma vitória do inimigo, mas um resultado direto da desobediência. Nabucodonozor não derrotou e prendeu o rei - Deus o entregou nas mãos de Nabucodonozor. Os utensílios do templo não foram apenas saqueados, foram entregues ao inimigo pelo próprio Deus – Daniel 01:01-03. Deus tinha propósitos com isso. Em 3º lugar: em vez de o rei rasgar as vestes ao ouvir a mensagem de Deus, rasgou a Palavra de Deus, queimou-a e mandou prender o profeta. Sempre que os homens endurecem seus corações e deixam de ouvir a Palavra de Deus, o juízo de Deus vem sobre eles. Em 4º lugar: a certeza do cumprimento das ameaças de Deus sobre a desobediência deveria levar o povo ao arrependimento. A Palavra de Deus sempre se cumpre quando promete misericórdia ou juízo.
  13. 13. Em 5º lugar: a hediondez e a feiura do pecado aos olhos de Deus deveriam levar o povo a temê-Lo. Foi o pecado que trouxe destruição sobre Jerusalém. Foi o pecado que causou a destruição do templo. O pecado é sempre MALIGNÍSSIMO. Só os loucos zombam dele. Horrível coisa é cair nas Mãos do Deus Vivo! – Hebreus 10:31. 2ª - DEUS DISCIPLINA SEU POVO QUANDO ESTE SUBSTITUI A OBEDIÊNCIA A SUA PALAVRA POR UMA FÉ MÍSTICA O povo de Judá e todo o Israel deixou de confiar em Deus para confiar no Templo. O povo estava seguro de que não importava como vivessem, desde que frequentassem o templo – o templo os salvaria. Eles lidavam com o sagrado, mas eram profanos. O povo se reunia no templo e pensava que sua religiosidade os salvaria do juízo de Deus. Orgulhavam-se se pertencer ao templo, mas viviam na prática do pecado. Deus não tolera o pecado, ainda que camuflado pela religiosidade externa.
  14. 14. Quando confiamos em coisas ou pessoas, mais quem em Deus, o Senhor pode tirar de nós as coisas e até as pessoas para nos corrigir. Deus alertou a Igreja em Éfeso que removeria seu candeeiro, caso ela não se arrepende-se: Apoc. 02:01-07. Deus controla a história, até os ímpios estão a serviço dos propósitos de Deus. O Senhor é Soberano. Nabucodonozor era apenas uma vara na Mão de Deus para castigar Seu povo desobediente. Em Jeremias 25:09, Deus o chama de “Meu servo”. O rei da Babilônia prestava serviços a Deus sem ter consciência disso. Portanto, quando confiamos mais em coisas ou pessoas, entramos numa rota de colisão com Deus e caímos em um abismo profundo. Nenhum inimigo pode ser mais perigoso para nós, que as pessoas e coisas que tomam o lugar de Deus em nossas vidas! 3º - DEUS DISCIPLINA SEU POVO PARA MOSTRAR-LHES QUE ELE ESTÁ NO CONTROLE DE TODAS AS COISAS
  15. 15. O livro de Daniel nos ensina lições preciosas aqui. 1º lugar: é Deus quem está comandando o invasor para disciplinar o invadido. É Deus quem levanta reis e depõe reis. É Deus que levanta reinos e abate reinos. A Soberania de Deus inclui não apenas atos de misericórdia, mas atos de juízo – Is. 45:07. 2º lugar: Deus permite que aquilo em que o Seu povo confia seja profanado, para que aprendam a depender apenas Dele. O povo confiava no templo e nos objetos sagrados, mas Deus, para Sua Glória, permite que sejam saqueados e levados para um templo pagão. Antes de Deus construir em nossos corações uma fé verdadeira Ele destrói todas as coisas que nos levam ao misticismo e a idolatria. 3º lugar: Deus mostra que religiosidade leva o povo à prática do pecado. Nossa frequência ao templo não pode nos garantir vitória espiritual se nossa vida pessoal está comprometida com o pecado.
  16. 16. À luz do texto de Daniel vamos aprender algumas lições oportunas e muito práticas. A primeira lição é que o cálice da ira de Deus um dia transbordará. A paciência de Deus tem limites. O mesmo Deus que adverte, aconselha, exorta chama e convida, é o mesmo que usa a vara de Sua ira para disciplinar. Quem não ouve a Sua voz, terá que ouvir o rugido do Leão. A segunda lição é que o pecado NUNCA compensa. Aqueles que vivem na prática do pecado um dia serão apanhados. Ninguém pode escapar. Mais uma vez: LOUCO é quem zomba do pecado. A terceira lição é que uma religião de rótulo não poderá nos ajudar no dia da calamidade. O povo de Deus confiava no templo, não no DEUS do Templo. Não levavam a sério a Palavra de Deus. A quarta lição é que o amor de Deus é visto até mesmo como disciplina. Deus ama tanto o Seu povo que usa o chicote para lhe trazer arrependimento. Depois de 70 anos vivendo como escravos e cativos na Babilônia, o povo de Deus voltou completamente livre da idolatria e da religiosidade. Então, valeu a lição! A última lição é que Deus é Soberano e de Seu trono dirige toda a história da humanidade, para que se cumpram todos os Seus santos propósitos.
  17. 17. Mas há uma lição que podemos chamá-la de: “A PRINCIPAL LIÇÃO” A sentença maior do livro de Daniel nos revela algo MUITO importante: Como podemos permanecer fiéis a Deus em um mundo hostil e imoral? O Livro mostra-nos como viver para Deus quando tudo está contra nós. É possível uma pessoa viver para Deus quando as circunstancias são totalmente contrárias. Noé, Abraão, Moises e Davi foram homens tementes a Deus, mas a Palavra de Deus registra que cada um deles em determinada ocasião cometeu uma falta grave. A Bíblia não esconde os erros de seus principais personagens, nem os apresenta melhor do que de fato eram, mas a Bíblia não registra qualquer mancha no caráter de Daniel. Pense nisso. Um garoto de 14 anos foi tirado de sua casa, família e muitos amigos para sempre, foi forçado a marchar para uma terra estranha. Ali foi cercado de inimigos poderosos, idólatras, invejosos, mas em tempo algum se afastou de Deus. Seu caráter era irreprovável!
  18. 18. Daniel propôs em seu coração que agradaria a Deus sob quaisquer circunstancias e nunca se apartou deste propósito! Pouquíssimos de nós enfrentamos as dificuldades que Daniel enfrentou. Cada um de nós imagina que ninguém tem dificuldades tão grandes como as nossas. Justificamos nosso padrão de vida cristã medíocre apontando para os problemas e as dificuldades que temos. O livro de Daniel nos denuncia completamente – expõe o nosso “eu” como sol do meio dia e prova a todos que a verdadeira espiritualidade nunca dependeu de circunstâncias fáceis, de uma vida sem problemas ou angustias. Qual era então o segredo de Daniel ? É bem simples: antes de interpretar o sonho do rei o que Daniel fez? Orou – 02:17-19. O que ele estava fazendo quando foi denunciado? Estava orando – 06:10. Qual o assunto do capítulo 09? Daniel em oração. O segredo? DANIEL ERA UM HOMEM DE ORAÇÃO. Sabendo disso estudemos então o livro de Daniel e aprendamos a permanecer firmes em meio a Babilônia destes dias!
  19. 19. Próxima lição – Daniel capítulo 01 Coragem para ser diferente

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