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Após a Abolição,                        a     Luta        Contra           a
Discriminação Racial
Isso quer dizer, necessariamente, igualdade, liberdade. Pois a população
foi entregue à sua própria sorte. Os negros não tiveram as mesmas
oportunidades no trabalho, na educação, na política. Nos movimentos
organizados, lentamente os negros caminham em direção à cidadania.

De lá para cá, jornais como o Clarim da Alvorada, associações como a
Frente Negra Brasileira, entidades como o Teatro Experimental do
Negro e o de Cultura e Arte Negra, compostos por negros
universitários,   jornalistas, artistas,  trabalhadores   e   outros,
movimentaram os negros na luta contra a discriminação.

Entre o Senhor e o Escravo: O homem Livre
Em sua escola, talvez mesmo em sua sala, você tenha amigos
descendentes de pessoas que vieram de diferentes países estrangeiros.
Nos 300 anos iniciais da História do Brasil, a população era composta
basicamente por índios, portugueses, africanos e mestiços.

É claro que sim! Vejamos, portanto, como viviam os                     grupos
intermediários entre senhores e escravos na sociedade colonial.

Formas de Dominação




                                                                         Cena
retratando uma senzala. (imagem coletada de:
http://www.asminasgerais.com.br/zona%20da%20mata/UniVlerCidades/Hist
%C3%B3ria/imagens/hist0002.html)
O número de índios escravizados, quando comparado ao de escravo
africano foi menor. Há ainda uma diferença importante: os índios tinham
o conhecimento da terra. Os africanos, pelo contrário, desconheciam a
terra, tendo maior dificuldade para escapar da escravidão, pois já
chegavam cativos ao Brasil.

O ladino, pelo contrário, era o escravo “domesticado” que já conhecia a
língua falada pelo dominador. Já havia assimilado as normas, regras e
comportamentos esperados de um escravo. A reação individual é muito
mais fácil de ser controlada do que a reação coletiva.

Quando entrava na senzala, encontrava outras pessoas na mesma
situação que ele, mas com hábitos e costumes diferentes. Na África,
algumas vezes, a tentativa de reação de alguém, era denunciada por
antigos inimigos.

Os escravos deveriam repetir as orações cristãs e os padres, por sua vez,
justificavam a escravidão dizendo ser um ato de amor cristão por parte
dos escravos, serem servos de seus amos.

Mesmo na fazenda, trabalhos mais leves eram atribuídos a alguns
escravos e mais pesados a outros, despertando com isso, ódios e
inimizades. Por todo o Brasil, que não só ele e os poucos cativos que
conhecia viviam nessa situação, mas que milhões de outros sofriam a
mesma exploração, absoluta e total.

Envenenamentos, Justiçamentos e Fugas
Os grandes proprietários não se relacionavam diretamente com os
escravos. Os feitores e seus ajudantes atribuíam as tarefas,
supervisionavam o trabalho e puniam os rebeldes. Desde a época da
Colônia e até hoje, basta que alguém seja mestiço, para esquecer a
herança negra que possuem no sangue.

Nas fazendas, como nas cidades, havia sempre o pelourinho ou tronco,
onde os escravos “desobedientes”, “mal domesticados” recebiam punição
pública, como exemplo.

O tronco e o chicote eram os castigos mais comuns até 1830. O número
de chibatadas em cada castigo, poderia variar entre 300 e 400. Após esse
ano, o castigo não poderia ser superior a 50 chibatadas.
O
açoite com o escravo amarrado ao tronco era a punição mais comum nas senzalas.
(imagem coletada de:
http://culturaeducacao.blogspot.com/2007_11_01_archive.html)

Caso o prisioneiro fosse apenas um fugitivo, seria condenado à morte.
Você sabia que apenas em 1876 a pena de morte foi abolida no Brasil? Os
condenados é claro, eram os escravos! Existiam outras formas de
contestações muito mais difíceis de serem descobertas. Como dormir
sossegado rodeado de escravos que a qualquer momento poderiam matá-
lo?
Faziam o possível para afastá-lo de si ou então se livrar dele
definitivamente, vendendo-o. Porém, em certos casos, nada podia ser
feito, pois o escravo simplesmente deixava de comer, morrendo de
inanição.


Resistências Coletivas: os Quilombos
Até aqui falamos de formas individuais de resistência ou protesto. Quando
os escravos fugitivos se agrupavam num mesmo local, em geral afastados
das fazendas e cidades, surgia um mocambo, ou, como era mais
conhecido, um quilombo. Em seu interior havia chefes, culto religioso, e
uma vida social baseada na igualdade e na solidariedade.

O quilombo mais famoso do continente americano se localizava no interior
do atual Estado de Alagoas. Seu nome era Palmares e quando os militares
pernambucanos e os bandeirantes paulistas o destruíram, ele contava
com uma população de aproximadamente 30.000 habitantes.
No Maranhão havia o quilombo do Preto Cosme. Em Minas Gerais, o do
Ambrósio e no Rio de Janeiro, onde hoje há favelas, havia, até o século
passado, o Quilombo da Tijuca.




Cena retratando um quilombo. (imagem coletada de:
http://equipeguerreira.zip.net/arch2008-09-21_2008-09-27.html



Nos países vizinhos, na América Central e no sul dos Estados Unidos, os
quilombolas (habitantes dos quilombos) atormentaram os escravocratas,
abrigando-se em locais seguros, saqueando e pilhando fazendas e
plantações.


Após a Abolição, a Luta Contra a Discriminação
Racial
Só depois de 350 anos da chegada dos primeiros escravos africanos no
Brasil, que a escravidão foi abolida oficialmente. E agora perguntamos: a
luta dos negros terminou após a abolição da escravatura?

Apenas por meio da participação em movimentos                   organizados,
lentamente os negros caminham em direção à cidadania.
Gravura retratando a Abolição da Escravatura. (imagem coletada de:
http://salvoconduto.blogs.sapo.pt/51783.html)


Mestiços e Homens Livres da Colônia
Durante os séculos de colonização, as atividades agrícolas principais eram
desenvolvidas nas grandes fazendas dos senhores de escravos. Próximo
dos engenhos existiam pequenas roças ocupadas por camponeses pobres
que plantavam apenas para sua sobrevivência, o que podemos chamar de
cultura de subsistência.

Eram em geral mestiços ou negros forros (libertos), que viviam em
estado de miséria. Suas cabanas eram sujas, quase sem móveis e
utensílios domésticos. Os grandes proprietários produziam para vender na
Europa e os pequenos camponeses produziam para o seu consumo.

Alguns camponeses eram livres e viviam em suas terras, sendo chamados
de sitiantes. A grande maioria vivia nas terras dos senhores de engenho,
a quem entregavam parte do que produziam.
Até hoje milhares de famílias pobres continuam a lutar por um pedaço de
terra para trabalhar. Uma minoria de fazendeiros possui grandes
quantidades de terras muitas vezes improdutivas.


Os Homens Livres e as Relações de Poder
Os homens livres, os agregados que viviam nas terras dos grandes
senhores permaneciam ligados ao proprietário, pois tinham que dar parte
do que produziam. Entre proprietários e moradores agregados surgiam
relações de proteção e ajuda. Muitas vezes eles se tornavam compadres.

As relações entre senhores e agregados não eram de igual para igual. Se
o morador desobedecesse ao proprietário, ele era expulso. Os agregados
faziam papéis de capangas. Esta característica é encontrada até hoje. Os
grandes fazendeiros eram chamados de “coronéis” ou “capitães”,
“padrinho” ou “padim” pelos pobres. Na época das eleições, os “coronéis”
controlavam o voto de seus “afilhados”. Ainda hoje pode se ver situação
semelhante até mesmo nas cidades, onde o pobre vota naquele que sabe
fazer promessas.


Conclusão
No período da colonização, tivemos a escravidão indígena e a africana. A
escravidão indígena durou menos tempo. Os escravos africanos
desconheciam as terras e por isso tinham mais dificuldade para fugir. Os
escravos que conseguiam fugir fundavam aldeias chamadas quilombos.

Mesmo após a abolição e até hoje, os negros lutam contra a
discriminação racial. Só muito mais tarde vieram para o Brasil pessoas
livres de diversos países, tais como italianos, espanhóis, alemães, etc. os
chamados imigrantes. Mas os portugueses sempre representaram a maior
parte dos europeus no Brasil.

As atividades agrícolas no período colonial eram praticadas por escravos e
homens livres pobres. Os homens livres trabalhavam em suas próprias
terras ou como agregados das grandes propriedades.
Bibliografia:

Nome do livro: Brasil, Uma História em Construção.
Autores: José Rivair Macedo e Mariley W. Oliveira

http://indoafundo.com

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Abolição Discriminação Racial

  • 1. Após a Abolição, a Luta Contra a Discriminação Racial Isso quer dizer, necessariamente, igualdade, liberdade. Pois a população foi entregue à sua própria sorte. Os negros não tiveram as mesmas oportunidades no trabalho, na educação, na política. Nos movimentos organizados, lentamente os negros caminham em direção à cidadania. De lá para cá, jornais como o Clarim da Alvorada, associações como a Frente Negra Brasileira, entidades como o Teatro Experimental do Negro e o de Cultura e Arte Negra, compostos por negros universitários, jornalistas, artistas, trabalhadores e outros, movimentaram os negros na luta contra a discriminação. Entre o Senhor e o Escravo: O homem Livre Em sua escola, talvez mesmo em sua sala, você tenha amigos descendentes de pessoas que vieram de diferentes países estrangeiros. Nos 300 anos iniciais da História do Brasil, a população era composta basicamente por índios, portugueses, africanos e mestiços. É claro que sim! Vejamos, portanto, como viviam os grupos intermediários entre senhores e escravos na sociedade colonial. Formas de Dominação Cena retratando uma senzala. (imagem coletada de: http://www.asminasgerais.com.br/zona%20da%20mata/UniVlerCidades/Hist %C3%B3ria/imagens/hist0002.html)
  • 2. O número de índios escravizados, quando comparado ao de escravo africano foi menor. Há ainda uma diferença importante: os índios tinham o conhecimento da terra. Os africanos, pelo contrário, desconheciam a terra, tendo maior dificuldade para escapar da escravidão, pois já chegavam cativos ao Brasil. O ladino, pelo contrário, era o escravo “domesticado” que já conhecia a língua falada pelo dominador. Já havia assimilado as normas, regras e comportamentos esperados de um escravo. A reação individual é muito mais fácil de ser controlada do que a reação coletiva. Quando entrava na senzala, encontrava outras pessoas na mesma situação que ele, mas com hábitos e costumes diferentes. Na África, algumas vezes, a tentativa de reação de alguém, era denunciada por antigos inimigos. Os escravos deveriam repetir as orações cristãs e os padres, por sua vez, justificavam a escravidão dizendo ser um ato de amor cristão por parte dos escravos, serem servos de seus amos. Mesmo na fazenda, trabalhos mais leves eram atribuídos a alguns escravos e mais pesados a outros, despertando com isso, ódios e inimizades. Por todo o Brasil, que não só ele e os poucos cativos que conhecia viviam nessa situação, mas que milhões de outros sofriam a mesma exploração, absoluta e total. Envenenamentos, Justiçamentos e Fugas Os grandes proprietários não se relacionavam diretamente com os escravos. Os feitores e seus ajudantes atribuíam as tarefas, supervisionavam o trabalho e puniam os rebeldes. Desde a época da Colônia e até hoje, basta que alguém seja mestiço, para esquecer a herança negra que possuem no sangue. Nas fazendas, como nas cidades, havia sempre o pelourinho ou tronco, onde os escravos “desobedientes”, “mal domesticados” recebiam punição pública, como exemplo. O tronco e o chicote eram os castigos mais comuns até 1830. O número de chibatadas em cada castigo, poderia variar entre 300 e 400. Após esse ano, o castigo não poderia ser superior a 50 chibatadas.
  • 3. O açoite com o escravo amarrado ao tronco era a punição mais comum nas senzalas. (imagem coletada de: http://culturaeducacao.blogspot.com/2007_11_01_archive.html) Caso o prisioneiro fosse apenas um fugitivo, seria condenado à morte. Você sabia que apenas em 1876 a pena de morte foi abolida no Brasil? Os condenados é claro, eram os escravos! Existiam outras formas de contestações muito mais difíceis de serem descobertas. Como dormir sossegado rodeado de escravos que a qualquer momento poderiam matá- lo? Faziam o possível para afastá-lo de si ou então se livrar dele definitivamente, vendendo-o. Porém, em certos casos, nada podia ser feito, pois o escravo simplesmente deixava de comer, morrendo de inanição. Resistências Coletivas: os Quilombos Até aqui falamos de formas individuais de resistência ou protesto. Quando os escravos fugitivos se agrupavam num mesmo local, em geral afastados das fazendas e cidades, surgia um mocambo, ou, como era mais conhecido, um quilombo. Em seu interior havia chefes, culto religioso, e uma vida social baseada na igualdade e na solidariedade. O quilombo mais famoso do continente americano se localizava no interior do atual Estado de Alagoas. Seu nome era Palmares e quando os militares pernambucanos e os bandeirantes paulistas o destruíram, ele contava com uma população de aproximadamente 30.000 habitantes.
  • 4. No Maranhão havia o quilombo do Preto Cosme. Em Minas Gerais, o do Ambrósio e no Rio de Janeiro, onde hoje há favelas, havia, até o século passado, o Quilombo da Tijuca. Cena retratando um quilombo. (imagem coletada de: http://equipeguerreira.zip.net/arch2008-09-21_2008-09-27.html Nos países vizinhos, na América Central e no sul dos Estados Unidos, os quilombolas (habitantes dos quilombos) atormentaram os escravocratas, abrigando-se em locais seguros, saqueando e pilhando fazendas e plantações. Após a Abolição, a Luta Contra a Discriminação Racial Só depois de 350 anos da chegada dos primeiros escravos africanos no Brasil, que a escravidão foi abolida oficialmente. E agora perguntamos: a luta dos negros terminou após a abolição da escravatura? Apenas por meio da participação em movimentos organizados, lentamente os negros caminham em direção à cidadania.
  • 5. Gravura retratando a Abolição da Escravatura. (imagem coletada de: http://salvoconduto.blogs.sapo.pt/51783.html) Mestiços e Homens Livres da Colônia Durante os séculos de colonização, as atividades agrícolas principais eram desenvolvidas nas grandes fazendas dos senhores de escravos. Próximo dos engenhos existiam pequenas roças ocupadas por camponeses pobres que plantavam apenas para sua sobrevivência, o que podemos chamar de cultura de subsistência. Eram em geral mestiços ou negros forros (libertos), que viviam em estado de miséria. Suas cabanas eram sujas, quase sem móveis e utensílios domésticos. Os grandes proprietários produziam para vender na Europa e os pequenos camponeses produziam para o seu consumo. Alguns camponeses eram livres e viviam em suas terras, sendo chamados de sitiantes. A grande maioria vivia nas terras dos senhores de engenho, a quem entregavam parte do que produziam.
  • 6. Até hoje milhares de famílias pobres continuam a lutar por um pedaço de terra para trabalhar. Uma minoria de fazendeiros possui grandes quantidades de terras muitas vezes improdutivas. Os Homens Livres e as Relações de Poder Os homens livres, os agregados que viviam nas terras dos grandes senhores permaneciam ligados ao proprietário, pois tinham que dar parte do que produziam. Entre proprietários e moradores agregados surgiam relações de proteção e ajuda. Muitas vezes eles se tornavam compadres. As relações entre senhores e agregados não eram de igual para igual. Se o morador desobedecesse ao proprietário, ele era expulso. Os agregados faziam papéis de capangas. Esta característica é encontrada até hoje. Os grandes fazendeiros eram chamados de “coronéis” ou “capitães”, “padrinho” ou “padim” pelos pobres. Na época das eleições, os “coronéis” controlavam o voto de seus “afilhados”. Ainda hoje pode se ver situação semelhante até mesmo nas cidades, onde o pobre vota naquele que sabe fazer promessas. Conclusão No período da colonização, tivemos a escravidão indígena e a africana. A escravidão indígena durou menos tempo. Os escravos africanos desconheciam as terras e por isso tinham mais dificuldade para fugir. Os escravos que conseguiam fugir fundavam aldeias chamadas quilombos. Mesmo após a abolição e até hoje, os negros lutam contra a discriminação racial. Só muito mais tarde vieram para o Brasil pessoas livres de diversos países, tais como italianos, espanhóis, alemães, etc. os chamados imigrantes. Mas os portugueses sempre representaram a maior parte dos europeus no Brasil. As atividades agrícolas no período colonial eram praticadas por escravos e homens livres pobres. Os homens livres trabalhavam em suas próprias terras ou como agregados das grandes propriedades.
  • 7. Bibliografia: Nome do livro: Brasil, Uma História em Construção. Autores: José Rivair Macedo e Mariley W. Oliveira http://indoafundo.com