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O QUE SE DIZIA 
"A mulher - diz a lei - é inferior ao homem em todas as coisas. Ela deve obedecer. Não 
para se humilhar, mas para ser dirigida, pois foi ao homem que Deus deu o poder." 
Flávio Josefo. 
"Louvado seja Deus que não me criou mulher", costumavam rezar os homens da terra de 
Jesus. 
Assim era a coisa. Para o homem, tudo. Para a mulher, nada, ou quase nada. Em vários 
aspectos, a situação da mulher não era muito diferente da situação de um escravo. Tinha que 
cuidar da casa, dos filhos. Tinha que obedecer, sempre. Se não conseguia ter filhos, era 
desprezada. 
ESPAÇOS RESERVADOS 
No templo, a mulher só podia entrar até um certo ponto: havia um espaço reservado para ela. 
Na sinagoga (a casa de reunião e de oração), uma barreira separava as mulheres dos homens. 
Podia haver até quinhentas mulheres na sinagoga, mas se pelo menos dez homens adultos 
não estivessem presentes, a celebração não podia começar. A mulher não podia fazer as 
leituras, nem dizer o que pensava e sentia quando um dos homens presentes tivesse acabado 
de ler. 
Nada de escola, e quanto menos se ensinasse a ela, melhor. Devia aprender somente a fazer 
"coisas de mulher". Em alguns casos, a menina podia ser vendida como escrava. 
Uma mulher não podia ser testemunha num tribunal. Não podia pedir divórcio. Se tivesse 
mesmo que sair de casa, precisava usar um véu na cabeça. Ninguém devia conversar em 
público com uma mulher casada, nem cumprimentá-la. 
Claro que o quadro nem sempre era tão sombrio. No interior do país, a situação não era tão 
dramática. Havia mais liberdade, mais participação. Os mais pobres tinham o seu jeito 
próprio de ver e fazer as coisas. Porém, em geral, a mulher era discriminada. Muito 
discriminada! 
MARIA/MULHER (POESIA) 
“Maria, o teu nome principia na palma da minha mão. E cabe direitinho Dentro do meu coração”. (Ary Barroso) 
E foi a mulher – este poema tão belo, de acordo com as narrativas bíblicas– que Deus escolheu para 
coroa de sua criação: depois de ter feito tudo, fez Ele a mulher. E este poema é tão forte que inspira o 
homem a fazer poemas outros em sua intenção. Começando com Adão, o primeiro homem, que quando 
viu Eva cantou: 
“Esta sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne! 
Ela será chamada ‘mulher’, Porque foi tirada do 
‘homem’!” (Gênesis 2:23) 
O que está por trás das simples palavras ao anjo: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim 
conforme a tua palavra "(Lucas 1:38), é de uma dimensão sem medidas. Não pela beleza das palavras, 
pois são comuns até, e não estão arranjadas de forma poética. Mas o que está no princípio das mesmas, 
o que as moveu. A atitude que as fez brotar, surgir. Sim, pois quando as palavras afloram à boca, algo 
já as produziu na mente. E quando elas chegam à mente, é porque os seus fios já foram entretecidos no 
mais profundo do peito. 
Note bem, grávida e noiva, mas o filho que carrega não é do seu amado José. Agora ela corre o risco da 
difamação por parte do noivo, por parte da família, por parte da cidade. Corre o risco de perder o amor 
de sua vida. Corre o risco de perder o seu sonho de casamento. Corre o risco enfim, de perder sua própria
vida; pois a traição marital era punida com a morte. Ela carrega uma incógnita no ventre. Quem seria 
Jesus? Que missão tão elevada seria esta? Como desempenharia esta missão? Era tudo tão estranho, tão 
absurdo, tão fantástico... 
"A mulher, que não pode aproximar-se do Santuário, 
“conterá” o Deus que aquele mesmo Santuário pretendia 
encerrar entre seus muros. A mulher, que não podia nem 
sequer ousar tocar na Bíblia, acolherá dentro de si a 
Palavra de Deus feita carne. A mulher, que não pode 
dirigir-se ao sacerdote, nem muito menos tocá-lo, será mãe 
do Santo dos Santos. O Deus, que jamais dirigiu a palavra 
a uma mulher, a chamará “Immà” (mãe)." (Alberto Maggi) 
Por isso, Maria tem que ser poesia e das mais belas. Poesia gestada no útero da dor, e esperando dor, 
que como disse Simeão, semelhante a uma espada transpassaria sua alma, seu coração (Lucas 2:35). Dor 
que ela sentiu em toda sua intensidade, quando viu Jesus, o seu menino querido, filho dedicado, 
pendurado numa cruz, se esvaindo em sangue. E se é esta dor que gera poesia – a dor moral – Maria é 
chamada de poema com muita razão de ser. 
Maria... 
Esta que é a mulher mais importante da história, a “bendita entre as mulheres” (Lucas 1:42). Amiga, 
irmã, companheira, na mesma caminhada de fé no Cristo que salva. 
Mulher que dá exemplo de posicionamento diante de seu Deus, diante da vida, e ao mesmo tempo 
conclama com sua atitude, todos os seus outros irmãos na fé, a imitá- la: “Façam tudo o que ele (Cristo) 
lhes mandar!” (João 2:5). 
Maria/mulher “é um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta” (Milton Nascimento). 
Verdadeiramente ela foi “bendita entre as mulheres!” E as suas palavras continuam soando como um 
desafio a todas gerações: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra”. 
Joelson Gomes

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Palestra sobre Maria

  • 1. O QUE SE DIZIA "A mulher - diz a lei - é inferior ao homem em todas as coisas. Ela deve obedecer. Não para se humilhar, mas para ser dirigida, pois foi ao homem que Deus deu o poder." Flávio Josefo. "Louvado seja Deus que não me criou mulher", costumavam rezar os homens da terra de Jesus. Assim era a coisa. Para o homem, tudo. Para a mulher, nada, ou quase nada. Em vários aspectos, a situação da mulher não era muito diferente da situação de um escravo. Tinha que cuidar da casa, dos filhos. Tinha que obedecer, sempre. Se não conseguia ter filhos, era desprezada. ESPAÇOS RESERVADOS No templo, a mulher só podia entrar até um certo ponto: havia um espaço reservado para ela. Na sinagoga (a casa de reunião e de oração), uma barreira separava as mulheres dos homens. Podia haver até quinhentas mulheres na sinagoga, mas se pelo menos dez homens adultos não estivessem presentes, a celebração não podia começar. A mulher não podia fazer as leituras, nem dizer o que pensava e sentia quando um dos homens presentes tivesse acabado de ler. Nada de escola, e quanto menos se ensinasse a ela, melhor. Devia aprender somente a fazer "coisas de mulher". Em alguns casos, a menina podia ser vendida como escrava. Uma mulher não podia ser testemunha num tribunal. Não podia pedir divórcio. Se tivesse mesmo que sair de casa, precisava usar um véu na cabeça. Ninguém devia conversar em público com uma mulher casada, nem cumprimentá-la. Claro que o quadro nem sempre era tão sombrio. No interior do país, a situação não era tão dramática. Havia mais liberdade, mais participação. Os mais pobres tinham o seu jeito próprio de ver e fazer as coisas. Porém, em geral, a mulher era discriminada. Muito discriminada! MARIA/MULHER (POESIA) “Maria, o teu nome principia na palma da minha mão. E cabe direitinho Dentro do meu coração”. (Ary Barroso) E foi a mulher – este poema tão belo, de acordo com as narrativas bíblicas– que Deus escolheu para coroa de sua criação: depois de ter feito tudo, fez Ele a mulher. E este poema é tão forte que inspira o homem a fazer poemas outros em sua intenção. Começando com Adão, o primeiro homem, que quando viu Eva cantou: “Esta sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne! Ela será chamada ‘mulher’, Porque foi tirada do ‘homem’!” (Gênesis 2:23) O que está por trás das simples palavras ao anjo: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra "(Lucas 1:38), é de uma dimensão sem medidas. Não pela beleza das palavras, pois são comuns até, e não estão arranjadas de forma poética. Mas o que está no princípio das mesmas, o que as moveu. A atitude que as fez brotar, surgir. Sim, pois quando as palavras afloram à boca, algo já as produziu na mente. E quando elas chegam à mente, é porque os seus fios já foram entretecidos no mais profundo do peito. Note bem, grávida e noiva, mas o filho que carrega não é do seu amado José. Agora ela corre o risco da difamação por parte do noivo, por parte da família, por parte da cidade. Corre o risco de perder o amor de sua vida. Corre o risco de perder o seu sonho de casamento. Corre o risco enfim, de perder sua própria
  • 2. vida; pois a traição marital era punida com a morte. Ela carrega uma incógnita no ventre. Quem seria Jesus? Que missão tão elevada seria esta? Como desempenharia esta missão? Era tudo tão estranho, tão absurdo, tão fantástico... "A mulher, que não pode aproximar-se do Santuário, “conterá” o Deus que aquele mesmo Santuário pretendia encerrar entre seus muros. A mulher, que não podia nem sequer ousar tocar na Bíblia, acolherá dentro de si a Palavra de Deus feita carne. A mulher, que não pode dirigir-se ao sacerdote, nem muito menos tocá-lo, será mãe do Santo dos Santos. O Deus, que jamais dirigiu a palavra a uma mulher, a chamará “Immà” (mãe)." (Alberto Maggi) Por isso, Maria tem que ser poesia e das mais belas. Poesia gestada no útero da dor, e esperando dor, que como disse Simeão, semelhante a uma espada transpassaria sua alma, seu coração (Lucas 2:35). Dor que ela sentiu em toda sua intensidade, quando viu Jesus, o seu menino querido, filho dedicado, pendurado numa cruz, se esvaindo em sangue. E se é esta dor que gera poesia – a dor moral – Maria é chamada de poema com muita razão de ser. Maria... Esta que é a mulher mais importante da história, a “bendita entre as mulheres” (Lucas 1:42). Amiga, irmã, companheira, na mesma caminhada de fé no Cristo que salva. Mulher que dá exemplo de posicionamento diante de seu Deus, diante da vida, e ao mesmo tempo conclama com sua atitude, todos os seus outros irmãos na fé, a imitá- la: “Façam tudo o que ele (Cristo) lhes mandar!” (João 2:5). Maria/mulher “é um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta” (Milton Nascimento). Verdadeiramente ela foi “bendita entre as mulheres!” E as suas palavras continuam soando como um desafio a todas gerações: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra”. Joelson Gomes