Fotografia de rua

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Apresentação sobre fotografia de rua.

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Fotografia de rua

  1. 1. Fotografia de Rua
  2. 2. Introdução • A fotografia de rua deve apresentar uma visão pura de algo que está acontecendo. Muito mais do que uma interpretação do fotógrafo, ela passa a ser um espelho da sociedade. Ela pode muitas vezes ser irónica, afastada do seu assunto, e muitas vezes se concentrar em um único momento humano.
  3. 3. Contexto histórico
  4. 4. Paris • Considerada o berço da fotografia de rua, a capital francesa abrigou grandes representantes da chamada “Escola de Paris”.
  5. 5. Eugène Atget • (1857 – 1927) • Um dos pioneiros da fotografia documental, Atget é considerado por alguns como o pai da fotografia de rua.
  6. 6. Eugène Atget
  7. 7. Eugène Atget
  8. 8. Eugène Atget
  9. 9. Eugène Atget
  10. 10. André Kertész • (1894 –1985) • O húngaro André Kertész migrou para Paris em 1925 e seu trabalho fotográfico destacava-se pelo isolamento da figura central na composição apresentada.
  11. 11. Paris, André Kertész
  12. 12. Paris, 1929, André Kertész
  13. 13. André Kertész
  14. 14. André Kertész
  15. 15. Paris, André Kertész
  16. 16. André Kertész
  17. 17. Henri Cartier-Bresson • (1908 – 2004) • Momento decisivo
  18. 18. Henri Cartier-Bresson
  19. 19. Henri Cartier-Bresson
  20. 20. Henri Cartier-Bresson
  21. 21. Henri Cartier-Bresson
  22. 22. Robert Doisneau • (1912 – 1994) • Doisneau foi um dos fotógrafos mais populares da França. Era conhecido por sua modéstia e imagens irônicas, misturando as classes sociais das ruas e cafés de Paris. • Foi influenciado pela obra de Atget, de Kertész e de Cartier Bresson.
  23. 23. Robert Doisneau
  24. 24. Robert Doisneau
  25. 25. Robert Doisneau
  26. 26. Robert Doisneau
  27. 27. Robert Doisneau
  28. 28. Robert Doisneau
  29. 29. Nova York • Se Paris é considerada o berço da fotografia de rua, Nova Iorque é a cidade onde esse tipo de fotografia atingiu sua maioridade, durante a década de 60 e 70.
  30. 30. New York, década de 1940, Rebecca Lepkoff
  31. 31. New York, década de 1940, Rebecca Lepkoff
  32. 32. New York, década de 1940, Rebecca Lepkoff
  33. 33. New York, década de 1940, Rebecca Lepkoff
  34. 34. New York, 1963, Joel Meyerowitz
  35. 35. New York, 1969, Elliott Erwitt
  36. 36. New York, 1979, Jill Freedman
  37. 37. Brooklyn, 1980, Jamel Shabazz
  38. 38. Vivian Maier • (1926 – 2009)
  39. 39. Nova York, Vivian Maier
  40. 40. Nova York, Vivian Maier
  41. 41. Nova York, 1953, Vivian Maier
  42. 42. Nova York, 1953, Vivian Maier
  43. 43. Nova York, 1953, Vivian Maier
  44. 44. Nova York, 1953, Vivian Maier
  45. 45. Nova York, 1954, Vivian Maier
  46. 46. Sugestão de filme: Finding Vivian Maier (2013) br: A Fotografia Oculta de Vivian Maier
  47. 47. Brasil • A fotografia de rua no Brasil começa a ganhar destaque após o surgimento do fotoclubismo e o consequente desenvolvimento do modernismo na fotografia.
  48. 48. Eduardo Salvatore • (1914 – 2006) • Fundador do Foto Cine Clube Bandeirante de São.
  49. 49. Eduardo Salvatore
  50. 50. Eduardo Salvatore
  51. 51. Eduardo Salvatore
  52. 52. Chico Albuquerque • (1917 – 2000) • Fotógrafo cearense, destacou-se por seu trabalho com moda, mas também pelo registro da vida cotidiana.
  53. 53. Chico Albuquerque
  54. 54. Chico Albuquerque
  55. 55. Thomas Farkas • (1924 – 2011) • Húngaro de nascimento, Farkas veio para o Brasil quando criança, em 1930.
  56. 56. São Paulo, Thomas Farkas
  57. 57. São Paulo, 1942, Thomas Farkas
  58. 58. São Paulo, 1946, Thomas Farkas
  59. 59. São Paulo, 1950, Thomas Farkas
  60. 60. Thomas Farkas
  61. 61. Flávio Damm • Gaúcho de Porto Alegre, começou na profissão quando tinha 16 anos. • Aos 21 entrou para a equipe da histórica revista O Cruzeiro, onde permaneceu por dez anos.
  62. 62. Lisboa, 1955, Flávio Damm
  63. 63. Brasília, 1962, Flávio Damm
  64. 64. Paris, 1989, Flávio Damm
  65. 65. Rio de Janeiro , 1999, Flávio Damm
  66. 66. Rio de Janeiro , 2000, Flávio Damm
  67. 67. Teresópolis, 2000, Flávio Damm
  68. 68. Flávio Damm
  69. 69. Walter Firmo • Walter Firmo começou sua carreira no jornal Última Hora, no Rio de Janeiro, em 1957. Em 1960, passou a trabalhar no Jornal do Brasil. • Em 1971, depois de uma temporada nos EUA, retornou ao Brasil para iniciar uma pesquisa fotográfica sobre as festas do folclore brasileiro
  70. 70. Walter Firmo
  71. 71. Walter Firmo
  72. 72. Walter Firmo
  73. 73. Walter Firmo
  74. 74. Walter Firmo
  75. 75. Walter Firmo
  76. 76. Marcos Semola • Fotógrafo carioca.
  77. 77. Marcos Semola
  78. 78. Marcos Semola
  79. 79. Marcos Semola
  80. 80. Marcos Semola
  81. 81. Marcos Semola
  82. 82. Marcos Semola
  83. 83. 10 fotógrafos de rua para seguir no Instagram • Libby Holmsen (@libby_holmsen) • Xyza Bacani (@xyzacruzbacani) • Márcio Bortoloti (@marciobortoloti) • pxnch (@pxnch) • Gül Yıldız (@gulyildiz1) • Hannibal Renberg (@leoleoparis) • Jasper Tejano (@jaspertejano) • Matthew Wylie (@m_mateos) • Marina Sersale (@eauditalie) • Richard Koci Hernandez (@koci)
  84. 84. Equipamento
  85. 85. - Chase Jarvis A melhor câmera é aquela que está com você.” “
  86. 86. Quanto menor, melhor • Na fotografia de rua é mais importante ter uma câmera discreta.
  87. 87. Quanto menor, melhor • Eu falei “discreta”, certo?
  88. 88. Mirrorless • Considerando a questão do tamanho, uma câmera sem espelho pode ser uma boa opção para a prática de fotografia de rua.
  89. 89. Objetiva fixa • Também conhecidas como primes, as objetivas fixas são conjuntos de lentes com apenas uma distância focal (50mm por exemplo) em que não é possível utilizar o zoom.
  90. 90. Objetiva fixa • Pequena: Objetivas fixas podem ser bem pequenas. As que não têm motor AF são ainda menores que a espessura da sua câmera. Especialmente para fotógrafos de rua, pode ser bastante conveniente não parecer um fotojornalista.
  91. 91. Objetiva fixa • Rápidas: Objetivas fixas são normalmente mais rápidas que as com zoom. A abertura máxima nas objetivas zoom não passam de f/2.8. Nas fixas esse número é na maioria das vezes, menor, o que quer dizer que tem mais luz chegando ao sensor. Você pode fotografar com menos luz e ter melhor profundidade de campo.
  92. 92. Objetiva fixa Prós • Pequena • Rápida • Barata • Nítida Contras • ?
  93. 93. Configurando a câmera • Na fotografia de rua, os momentos acontecem rapidamente, por isto, é importante ter a câmera configurada com antecedência.
  94. 94. Profundidade de campo • O que você quer colocar dentro da sua área de nitidez, pode determinar como a história será contada.
  95. 95. Nuria Rojo
  96. 96. Tripé • Nas ruas, um tripé pode não ser conveniente, exceto para fotos de borrões em movimento ou longas exposições. • Encontre um meio de colocar sua câmera em uma superfície sólida para evitar de usar um tripé.
  97. 97. Treinando o olhar
  98. 98. Saiba procurar • Como seu olho vai ser capaz de focar alguma coisa se não souber o que está procurando? A primeira coisa em cada saída à rua, é saber qual o seu interesse nisso. Pode ser uma “Cor”, um certo item, como uma “Bolsa”, uma parte do corpo como os “Pés” ou algum tipo de composição ou situação de luz (contra-luz, por exemplo).
  99. 99. Encontre a luz certa • Observe a iluminação do local. Qual a sua fonte, direção e qualidade. Ande ao redor do objeto ou sujeito para investigar qual ângulo é possível aproveitar melhor a luz.
  100. 100. Belo Horizonte, 2013, Cid Costa Neto
  101. 101. Belo Horizonte, 2013, Cid Costa Neto
  102. 102. Momento decisivo • O fotógrafo francês Cartier- Bresson, definiu o conceito de momento decisivo, como sendo o exato momento no qual é realizada a fotografia. Cartier-Bresson
  103. 103. Momento decisivo • [...] você escolhe um ponto, se acomoda, prepara o equipamento e espera… Depois de passar algum tempo nisso, você começa a pressentir o que vai acontecer na rua. É quase como um sexto sentido. Você quase faz parte da própria rua. Consegue sentir sua pulsação [...] (Alfie Goodrich)
  104. 104. Henri Cartier-Bresson
  105. 105. Evandro Teixeira
  106. 106. Flávio Damm
  107. 107. Cor ou preto e branco? • Na fotografia de rua, não existe certo ou errado em relação ao uso de cores, mas escolher essa definição a priori, influenciará no seu processo de contrução.
  108. 108. Ação e reação
  109. 109. Ação e reação • Na fotografia de rua, assim como em qualquer outro tipo de fotografia que envolva pessoas, o resultado depende diretamente da postura de quem está do lado de trás da câmera. A foto é um reflexo da maneira como o fotógrafo se posicionar diante daquilo que retrata.
  110. 110. Lisboa, 2011, Cid Costa Neto
  111. 111. Perguntar ou não perguntar • Abordar ou não uma pessoa a ser fotografa é sempre uma questão complicada na fotografia.
  112. 112. Ouro Preto, 2013, Cid Costa Neto
  113. 113. Nuria Rojo
  114. 114. Livre-se da timidez • É normal que o fotógrafo fique tímido ao apontar a câmera para outra pessoa desconhecida. A sugestão do fotógrafo Thomas Leuthard é: “Esconda-se atrás da câmera”.
  115. 115. Belo Horizonte, 2012, Cid Costa Neto
  116. 116. Questões legais e éticas
  117. 117. O que é o direito à imagem • O direito à imagem é um dos direitos da personalidade, ou seja, é o direito irrenunciável e intransmissível que todo indivíduo tem de controlar o uso de seu corpo, nome, imagem, aparência ou quaisquer outros aspectos constitutivos de sua identidade, seja a representação fiel de seus aspectos físicos (fotografia, retratos pintados, gravuras etc.). Thomas Leuthard
  118. 118. No Brasil, o direito à imagem é contemplado pelo novo Código Civil Brasileiro: "Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais." [Código Civil Brasileiro, capítulo II, artigo 20]
  119. 119. Quais os limites do direito à imagem • O direito à imagem, no entanto, possui restrições baseadas na prevalência do interesse social, e, portanto, o direito coletivo sobrepõe o direito individual.
  120. 120. O indivíduo retratado em cenário público, ou eventos sociais, implicitamente, autorizou a veiculação de sua imagem: “Constituem limites ao direito à própria imagem: notoriedade (as pessoas célebres, em face do interesse que despertam na sociedade, sofrem restrição no seu direito à imagem); acontecimentos de interesse público ou realizados em público (não se exige o consentimento do sujeito quando a divulgação de sua imagem estiver ligada a fatos, acontecimentos ou cerimônias de interesse público ou realizadas em público); interesse científico, didático ou cultural (justifica-se a publicação da imagem de uma pessoa quando se visa a alcançar fins científicos, didáticos ou culturais); interesse da ordem pública (diz respeito à necessidade de divulgar a imagem da pessoa para atender ‘interesses da administração da justiça e da segurança pública’).” - [Edilsom Pereira de Farias, in: FRANCIULLI NETTO]
  121. 121. Termos de uso • Este slide foi produzido como parte do material de apoio a estudantes do curso livre ministrado no Centro de Extensão da Escola Guignard, unidade da Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG, em Belo Horizonte. • As imagens de terceiros são reproduzidas neste slide para fins exclusivamente didáticos, respeitando as limitações aos Direitos Autorais, conforme Capitulo IV da Lei 9610 de 19 de fevereiro de 1998. • A comercialização deste material é estritamente proibida.

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