ILUMINAÇÃO

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ILUMINAÇÃO

  1. 1. ILUMINAÇÃO O olho humano tem uma capacidade impressionante de enxergar uma gama bastante extensa. A câmera de televisão não pode se aproximar do alcance imenso do olho humano. Em produção de televisão, o iluminador tem de trabalhar dentro das limitações da câmera. A iluminação para televisão é diferente da iluminação em teatro, fotografia e cinema. No teatro, nossos olhos são a referência, eles é que captam as imagens, e com isso conseguimos ver profundidade e enormes nuanças de luz. Infelizmente, a televisão tem somente duas dimensões. A percepção da profundidade terá de ser criada através de técnicas próprias de iluminação.
  2. 2. ILUMINAÇÃO Provavelmente, o mais importante aspecto da iluminação em televisão, em programas que não sejam em linha de show, é que a iluminação deverá parecer o mais natural possível. O telespectador deverá ter uma sensação muito especial que não há iluminação alguma, exceto a luz natural que deveria ser usada na cena, como se fosse uma situação da vida real, ao invés de uma cena de televisão.
  3. 3. ILUMINAÇÃO É importante lembrar que o objeto técnico mais importante da iluminação é a luz refletida do objeto e não a quantidade de luz que está incidindo sobre o objeto, isto permite ao iluminador estabelecer uma referência de preto e uma referência de branco. Isto é feito, simplesmente, determinando as cores que refletem no objeto menos iluminado (referência preto) e o objeto mais iluminado (referência branco). Um objeto totalmente negro não irá refletir nada e terá uma reflexão de 0%. Um objeto branco irá refletir toda a luz, que significa uma reflexão de 100%. Normalmente, a televisão em cores não deve ter uma referência de branco de mais de 60% ou uma referência de negro de menos de 3%. Isto estará então, dentro da relação de contraste 20 para 1
  4. 4. ILUMINAÇÃO Iluminação é a ação de controlar as luzes e as sombras para mostrar a forma e a textura de um rosto ou um objeto, sugerir um ambiente em particular ou, como acontece com a música, criar uma atmosfera.
  5. 5. ILUMINAÇÃO <ul><li>VARIÁVEIS </li></ul><ul><li>Natureza – ( dura ou difusa ) </li></ul><ul><li>Intensidade </li></ul><ul><li>Direção </li></ul>
  6. 6. ILUMINAÇÃO Luz e Sombra - uma imagem só existirá se existir luz e sombra: sem um desses 2 elementos, não há imagem alguma, restando um clarão uniforme ou uma imagem totalmente escura. Mais do que uma técnica, a iluminação é uma arte, através da qual as formas dos objetos e pessoas podem ser modeladas, revelando com maior ou menor intensidade sua tridimensionalidade, sua textura e seu posicionamento junto aos outros elementos à sua volta.
  7. 7. ILUMINAÇÃO Sombras não devem nunca serem completamente eliminadas - o que causaria o 'achatamento' da imagem - e sim serem controladas. E uma das formas mais eficientes de efetuar este controle é atenuando-as, suavizando a luz que cria as mesmas através da utilização de recursos como filtros difusores colocados sobre os refletores (uma placa grande de acrílico translúcido ('leitoso') colocada a 1 ou 2 palmos de distância da fonte de luz pode fazer esta função, mas podem ser utilizados também outros materiais, como lençóis brancos, cortinas, papéis e similares), caixas do tipo soft-box (uma estrutura em forma de cubo relativamente grande recoberta por tecido branco com a fonte de luz embutida em seu interior pode fazer esta função), reflexão da luz em anteparos colocados próximos à pessoa ou objeto (uma parede branca pode fazer esta função), etc...
  8. 8. ILUMINAÇÃO <ul><li>Qualquer que seja o objetivo da iluminação, é necessário trabalhar com dois tipos de luzes: </li></ul><ul><li>Direcional </li></ul><ul><li>Difusa . </li></ul><ul><li>A Luz Direcional gerada por luzes diretas que iluminam áreas relativamente pequenas, tem um facho de luz muito marcado, que produz sombras densas e bem definidas. O sol de um dia claro e sem nuvens, atua como um gigantesco Spotlight que produz sombras densas e definidas. A Luz Difusa ilumina áreas relativamente grandes através de um facho amplo e pouco definido. Se produz por meio de luzes difusas ou Floodlights, as quais geram sombras suaves e transparentes. O sol de um dia nublado atua como uma luz difusa ideal, já que as nuvens transformam os severos raios do sol em luz altamente difusa. </li></ul>
  9. 9. ILUMINAÇÃO Iluminação Básica de 3 pontos: Luz Chave : Luz principal proveniente de uma fonte de iluminação direcional que incide sobre um sujeito ou área; permite distinguir a forma básica do objeto. Contra-Luz : É a iluminação proveniente de trás, dirigida ao objeto e oposta a câmera; permite distinguir a sombra do objeto do fundo e reforça o contorno do objeto. Luz de Preenchimento : É a que reduz o grau de contraste da sombra. Pode ser direcional se a área à ser preenchida é muito limitada. * Luz de Fundo : Se emprega para iluminar o fundo ou a cenografia e se maneja por separado da iluminação dos executantes ou da área de atuação.
  10. 10. ILUMINAÇÃO Modelo Iluminação de 3 pontos:
  11. 11. ILUMINAÇÃO Luz Principal - ( key light ou frontal ou chave ou primária) em um sistema de iluminação de 3 pontos, é a luz mais importante das três, localizada à frente da pessoa a ser gravada. É ela que define a iluminação básica da cena. Normalmente é uma luz direta e concentrada (denominada luz dura ou hard ), causando, individualmente (quando só ela é acesa) sombras pronunciadas sobre o rosto da pessoa. No entanto, pode também ser do tipo difusa, dispersa (denominada luz suave ou soft ), que quase não causa sombras. A luz dura é obtida diretamente do refletor, enquanto que a luz suave é obtida com o emprego de dispositivos suavizadores como o difusor , colocado à frente do refletor, ou então o emprego de um soft box.
  12. 12. ILUMINAÇÃO Luz Principal – Key Light
  13. 13. ILUMINAÇÃO Modelo Iluminação de 3 pontos: ( Luz Principal )
  14. 14. ILUMINAÇÃO Modelo Iluminação de 3 pontos: ( Luz Principal )
  15. 15. ILUMINAÇÃO Luz de Preenchimento - ( fill light ou lateral ou secundária) em um sistema de iluminação de 3 pontos, é a luz que localiza-se ao lado da pessoa que está sendo gravada. Tem a finalidade básica de suavizar sombras causadas no rosto da pessoa (olhos, nariz e pescoço) pela luz principal e de preencher os vazios que causam essas sombras, daí seu nome, preenchimento . Para obter este efeito, a luz de preenchimento é normalmente mais extensa, suave e difusa do que a luz principal. Após o posicionamento da luz principal e da contra-luz, a luz de preenchimento é a última a ser ajustada. Sua intensidade deve ser menor do que a intensidade da luz principal. Como as rugas e marcas de expressão presentes no rosto humano conferem dramaticidade à ação quando são mostradas, a intensidade da luz de preenchimento deve ser inversamente proporcional ao desejo de se transmitir esta sensação.
  16. 16. ILUMINAÇÃO Luz de preenchimento – Fill Light
  17. 17. ILUMINAÇÃO Modelo Iluminação de 3 pontos: ( Luz de Preenchimento )
  18. 18. ILUMINAÇÃO Modelo Iluminação de 3 pontos: ( Luz de Preenchimento )
  19. 19. ILUMINAÇÃO Contra-Luz ( backlight ou contra-luz ) em um sistema de iluminação de 3 pontos, é a luz que localiza-se atrás da pessoa que está sendo gravada. Tem a finalidade básica de moldar o rosto da pessoa destacando-o do cenário ao fundo e evidenciando a distância em que o mesmo se encontra em relação ao fundo. Após o posicionamento da luz principal, a contra-luz é ajustada diametralmente oposta à mesma
  20. 20. ILUMINAÇÃO A luz deve ser direcionada para a parte de trás dos cabelos e ombros da pessoa. A contra-luz não deve ser suavizada com difusores ou softboxes ; deve ser um tipo de refletor capaz de ser focalizado somente sobre a pessoa. Isso porque luzes difusas propagam-se em um leque bem aberto, podendo atingir a objetiva da câmera acarretando com isso reflexos indesejados. Mesmo que difusores não estejam sendo utilizados, às vezes, conforme seu posicionamento, parte da luz emitida pela contra-luz pode atingir a objetiva da câmera. Se isto ocorrer, flags ou barndoors podem ser posicionados adequadamente sobre o refletor, até bloquear a luz que atinge a câmera. Ao contrário da luz principal, sua altura não é tão importante, desde que esteja acima da cabeça da pessoa, da luz principal e que não atinja a objetiva da câmera. Pode até mesmo ser presa no teto, atrás da pessoa.
  21. 21. ILUMINAÇÃO Contra Luz – Back Light
  22. 22. ILUMINAÇÃO Modelo Iluminação de 3 pontos: ( Contra-Luz )
  23. 23. ILUMINAÇÃO A intensidade da contra-luz deve ser maior ou menor, conforme as características particulares da pessoa que está sendo gravada. Assim por exemplo, cores claras de cabelo e pessoas calvas exigem contra-luz menos intensa. Como não são indicados dispositivos difusores para este tipo de luz, a solução para atenuar ou aumentar sua intensidade é afastar ou aproximar o refletor do local onde a pessoa está. Por outro lado, a intensidade maior ou menor dessa luz interfere também, embora em menor escala do que ocorre com a luz de preenchimento, na atmosfera geral da cena: uma contra-luz mais intensa torna o aspecto da pessoa mais dramático e glamuroso. A questão da calvície tem ainda uma solução alternativa: o uso de pó apropriado de maquiagem para reduzir o brilho e os reflexos, com a vantagem adicional de também absorver a transpiração.
  24. 24. ILUMINAÇÃO Iluminação de 3 pontos
  25. 25. ILUMINAÇÃO Escala Kelvin A luz considerada como de cor branca na verdade é uma mistura de todas as cores básicas presentes no arco-íris: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. No entanto, nem sempre a proporção destas cores componentes é a mesma, o que faz com que o resultado final, embora aparente ser branco para o cérebro humano, na realidade tenda para tonalidades avermelhadas, azuis ou intermediárias. Isto porque, como será visto adiante, o cérebro humano possui mecanismos de correção para esses desvios.
  26. 26. ILUMINAÇÃO No século 19, um físico escocês chamado Lord Kelvin criou uma forma de medir os desvios de proporção na composição da luz branca, ou seja, quando predominava o vermelho, o amarelo, o azul, etc... Por este processo, imaginava-se um hipotético objeto totalmente negro (chamado por ele de 'corpo negro' , porque absorveria 100% de qualquer luz que incidisse sobre ele) que, ao ser aquecido, passaria a emitir luz. E, além disso, a luz emitida iria mudando gradualmente de cor. A analogia era feita era com um pedaço de ferro, aquecido cada vez mais: o chamado 'ferro em brasa', inicialmente de cor vermelha, passava por várias tonalidades (amarelo, verde, azul) conforme a temperatura subia mais e mais.
  27. 27. ILUMINAÇÃO Lord Kelvin criou então uma escala de temperaturas, à qual deu seu nome e estabeleceu que à temperatura de 1.200 K (graus Kelvin) o corpo negro tornaria-se vermelho. E que quanto mais aquecido, mais sua tonalidade se alterava, correspondendo a temperaturas intermediárias. Assim, a escala Kelvin de temperatura de cor associa cor e temperatura
  28. 28. ILUMINAÇÃO
  29. 29. ILUMINAÇÃO Chroma Key A área Chroma Key de um cenário é um fundo azul (em algumas ocasiões verde) que se emprega para agregar à imagem, fundos gerados eletronicamente, os quais substituem esses fundos azuis durante a produção.   O aspecto mais importante para obter a iluminação da área chroma-key é conseguir a iluminação uniforme do fundo do cenário, o que significa que o fundo azul necessariamente deve ser obtido mediante o uso de instrumentos de iluminação altamente difusos, como luzes suaves.
  30. 30. ILUMINAÇÃO Chroma Key
  31. 31. ILUMINAÇÃO Chroma Key
  32. 32. ILUMINAÇÃO Chroma Key
  33. 33. ILUMINAÇÃO Flag ou Bandeira - nome dado a uma placa metálica, cujo objetivo é barrar parcialmente a luz proveniente de um refletor, impedindo-a de atingir em parte ou todo determinada pessoa ou objeto. Em arranjos complexos de iluminação é comum o uso de flags para propiciar a iluminação seletiva de pessoas / objetos: a luz, principalmente quando é do tipo difusa, espalha-se em um leque aberto, atingindo muitas vezes áreas indesejadas. Flags são geralmente fixados em suportes do tipo haste vertical com um tripé na base.
  34. 34. ILUMINAÇÃO Flag ou Bandeira
  35. 35. ILUMINAÇÃO Barndoor – É o nome dado à cada uma das 4 placas metálicas frontais que fazem parte de alguns modelos de refletores. Estas placas são móveis e permitem, com isso, que se possa moldar o facho de luz emitido pelo refletor. É possível por exemplo fechar quase que totalmente as placas superior e inferior, fazendo com que as mesmas quase se encontrem: apenas um facho horizontal luminoso será emitido. Ou então abrir essas placas e mudar a posição das placas laterais. Refletores com barndoors são úteis como contra-luz em esquemas de iluminação de 3 pontos, para evitar que a sua luz atinja a objetiva da câmera.
  36. 36. ILUMINAÇÃO Barndoor ou Bandô
  37. 37. ILUMINAÇÃO Os Barndoors Laterais geralmente são montados com 3 placas, onde as duas das bordas superior e inferior são móveis, podendo ser ajustados para encontrar as placas dos barndoors superior e inferior do refletor.
  38. 38. ILUMINAÇÃO Difusor - tela ou folha de gelatina colocada sobre uma fonte de luz para suavizá-la, eliminando sombras pronunciadas causadas pela iluminação não-difusa. A gelatina é afixada com prendedores à frente do refletor ou então suspensa presa em um tripé, também à frente do refletor. A tela pode ser colocada em posições mais distantes da fonte de luz, o que torna seu efeito suavizador mais intenso: quanto mais longe do refletor a mesma for colocada, mais difusa a luz se tornará. No entanto, distâncias maiores exigem telas de dimensões maiores.
  39. 39. ILUMINAÇÃO Gelatinas e Correção de Cores - as luzes incandescentes utilizadas em interiores possuem temperatura de cor mais baixa do que a da luz do dia (luz exterior). Em uma sala iluminada por luzes incandescentes e pela luz do dia que entra através de uma janela, é necessário igualar as temperaturas das luzes na cena. Gelatinas coloridas permitem fazer isso, de duas formas diferentes. Uma delas é recobrir as janelas com gelatinas alaranjadas (do tipo CTO - Color Temperature Orange). A outra, instalar gelatinas azuladas (do tipo CTB - Color Temperature Blue) sobre as luzes incandescentes internas. Como o efeito final é o mesmo, a decisão pode-se basear no custo-benefício, ou seja, na quantidade de gelatina a ser utilizada em uma abordagem ou outra.
  40. 40. ILUMINAÇÃO CTB (Color Temperature Blue) - Tipo de gelatina utlizada para correção de temperatura de cor. Um exemplo de utilização é a gravação em uma sala iluminada pela claridade do dia através de grandes janelas de vidro. No interior desta sala, existem lâmpadas incandescentes, que devem permanecer acesas para complementar a iluminação eliminando sombras. Ou então será feito o uso de refletores, em que a temperatura de cor de suas lâmpadas situa-se abaixo da temperatura da luz do dia. Neste caso, recobrindo-se as luzes internas e/ou os refletores com uma gelatina de tonalidade azul (CTB) aumenta-se a temperatura de cor dos mesmos (geralmente 3200K), cuja luz fica agora equilibrada com a temperatura de cor da luz que provém das janelas (em torno de 5600K).
  41. 41. ILUMINAÇÃO Outra opção seria ao invés de recobrir as luzes internas / refletores, recobrir as janelas, neste caso utilizando uma gelatina do tipo CTO, para abaixar a temperatura da luz proveniente do Sol aproximando-a da temperatura das luzes internas. O resultado final seria o mesmo, porém, a opção levando-se em conta o fator custo benefício seria a primeira (CTB), por exigir gasto menor em quantidade de folhas de gelatina. Um mesmo tipo de gelatina (CTB) possui dezenas de graduações de intensidade de cor, estabelecidas através de números ou códigos. Assim, por exemplo, para aproximar a luz de interiores para a luz solar é comum o uso de folhas de gelatina CTB de número 80 ou 81.
  42. 42. ILUMINAÇÃO Gelatina CTB
  43. 43. ILUMINAÇÃO CTO (Color Temperature Orange) - Tipo de gelatina utlizada para correção de temperatura de cor. Um exemplo de utilização é a gravação em uma sala iluminada predominantemente pela luz de lâmpadas incandescentes e/ou refletores com lâmpadas deste tipo, na qual existe uma janela de vidro por onde penetra a luz do dia. Neste caso, recobrindo-se a janela com folhas de gelatina de tonalidade laranja (CTO) abaixa-se a temperatura de cor da luz proveniente da mesma (em torno de 5600K), cuja luz fica agora equilibrada com a temperatura de cor da luz interna (geralmente 3200K).
  44. 44. ILUMINAÇÃO Outra opção seria ao invés de recobrir a janela, recobrir as luzes internas, neste caso utilizando uma gelatina do tipo CTB, para subir a temperatura da luz proveniente destas luzes aproximando-a da temperatura da luz externa. O resultado final seria o mesmo, e a opção deve levar em conta o fator custo benefício (quantidade de folhas de gelatina necessária x facilidade de instalação). Um mesmo tipo de gelatina (CTO) possui dezenas de graduações de intensidade de cor, estabelecidas através de códigos ou números. Assim, por exemplo, para aproximar a luz de luz solar da luz incandescente, é comum o uso de folhas de gelatina CTO de número 85.
  45. 45. ILUMINAÇÃO Gelatina CTO
  46. 46. ILUMINAÇÃO REFLETORES
  47. 47. ILUMINAÇÃO Fresnel - Um dos mais antigos tipos de refletor ainda em uso, o Fresnel (cujo nome vem de seu inventor) é caracterizado por uma lente na frente da lâmpada de filamento (tungstênio). Com essa lente, é possível ao iluminador escolher um &quot;foco&quot; de luz, mais aberto ou mais fechado. A lâmpada é móvel dentro do fresnel, e ao ser aproximada da lente, seu foco abrange uma área maior do que se for afastada da lente. O fresnel direciona o foco de luz e sua utilidade no cinema é de relevância ímpar. Há fresnéis de várias potências, desde 100 watts até 10.000, 15.000 e até 20.000 watts. Fresnéis são luzes semi-difusas quando o foco está aberto, e duras quando o foco está fechado. As abas externas do fresnel são chamadas &quot;Bandôs&quot; (do inglês Band-Door) , e servem como bandeiras que evitam a dispersão da luz pelos lados.
  48. 48. ILUMINAÇÃO Fresnel
  49. 49. ILUMINAÇÃO Aberto Arri 1000 - Similar ao fresnel, mas não possui lente na frente, o que significa que ele não pode direcionar o foco de sua luz (razão pela qual é chamado &quot;aberto&quot;) e este tende a se espalhar. Os abertos mais modernos possuem uma pequena variação de foco através de um mecanismo que altera a superfície refletora interna do aberto movendo-o para frente e para trás. Apesar disso, seu foco não é tão precisamente controlado quanto o fresnel. É luz dura, também de tungstênio.
  50. 50. ILUMINAÇÃO Mini-Brut, Brut e Maxi-Brut - É uma espécie de &quot;calha&quot; de luz, onde uma série de &quot;faróis&quot; se colocam em série ou paralelos, de 2 em 2, 3 em 3, 6 em 6 e até mais, promovendo uma luz muito intensa e aberta. Os maiores são chamados Maxi-Brut. É luz dura, mas geralmente, quando usada em estúdio, é rebatida para funcionar como luz geral ou luz de enchimento, pois produz luz muito forte. Em pequenas produções se usa o Mini-Brut, de três séries de 2 faróis.
  51. 51. ILUMINAÇÃO Spot - É também chamado de &quot;marmita&quot; pelo formato característico retangular, mas possui vasta nomenclatura e não existe um consenso sobre como chamá-lo para que todos saibam que falamos dele. De qualquer maneira, é luz aberta que se utiliza de uma lâmpada de quartzo (halógena), muito utilizada em casamentos e batizados, sempre atrás do sujeito que está com a câmera de vídeo. É luz dura e geralmente é usada com difusores na frente. Há também Spots que não possuem o formato &quot;marmita&quot;, e daí a confusão. Alguns deles se utilizam de lâmpadas Photo Flood.
  52. 52. ILUMINAÇÃO Soft - Soft Arri com difusor É um spot difuso. Utiliza a mesma lâmpada halógena mas já possui um rebatedor na sua estrutura, emitindo luz já com características difusas. Também pode ser uma fonte de luz tungstênio com filtro difusor incorporado à sua estrutura
  53. 53. ILUMINAÇÃO Sun Gun - É um refletor de mão móvel, ou seja, uma fonte de luz muito intensa usada para iluminar caminhos e cenas de movimento, geralmente corridas e perseguições a pé. O operador carrega o Sun Gun e um cinturão de baterias, que permite a iluminação destas cenas em lugares de difícil acesso para refletores maiores, como cavernas, mata, etc... Em geral, a bateria do Sun Gun não dura muito, e portanto é necessário um planejamento anterior rigoroso.
  54. 54. ILUMINAÇÃO Lâmpadas de Photo Flood - Não é exatamente um refletor; mas apenas uma lâmpada de filamento com características especiais. Trata-se de uma lâmpada de bulbo muito parecida com lâmpadas caseiras comuns, e cuja vantagem é que justamente possuem rosca universal que pode ser colocada em qualquer soquete comum. A diferença dela para as demais lâmpadas caseiras é que: a) É muito mais potente, de 300 a 600w. (é necessário, por isso, tomar cuidado onde se liga, pois alguns fios não resistem a essa potência e derretem, causando curto). b) Possui temperatura de cor controlada e é vendida nas versões Tungstênio e Daylight, e c) dura muito, mas muito menos que lâmpadas comuns (de 3 a 6 horas).
  55. 55. ILUMINAÇÃO
  56. 56. ILUMINAÇÃO

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