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Cultura e tecnologia na abordagem do Ministério da Cultura - Alice Lacerda

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Cultura digital como política pública - Palestra realizada no dia 12 de maio de 2010 no Ciber Comunica 5.0 sobre Ciber Democracia por Alice Lacerda.

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Cultura e tecnologia na abordagem do Ministério da Cultura - Alice Lacerda

  1. 1. Ciber.Comunica 5.0 Unijorge <ul><li>Cultura e tecnologia na abordagem </li></ul><ul><li>do Ministério da Cultura. </li></ul><ul><li>A Ação Cultura Digital. </li></ul><ul><li>2010 </li></ul>
  2. 2. Objetivo Entender de que forma a relação entre cultura e tecnologia é relevante na formulação de políticas para o campo da cultura no Brasil por parte do Estado (MinC).
  3. 3. Diagnósticos e desafios: - Ampliar o uso dos meios digitais de expressão e acesso à cultura e ao conhecimento; - Promover a presença da diversidade cultural e regional nos meios de comunicação e fortalecer a televisão pública brasileira; - Reconhecer a inovação científica e tecnológica como valor estratégico para a cultura; Plano Nacional de Cultura
  4. 4. Plano Nacional de Cultura Estratégias gerais : 1. Fortalecer a ação do Estado no planejamento e na execução das políticas culturais; Modernizar infra-estrutura, digitalizar arquivos, ligar instituições publicas em rede; Papel regulamentador e legislador do Estado no campo das tecnologias, principalmente no que se refere a produção e difusão de conteúdos culturais
  5. 5. Estratégias gerais: 2. Incentivar, proteger e valorizar a diversidade artística e cultural brasileira: Modernização tecnológica das estruturas burocráticas; Disponibilidades de acervos culturais na internet; Mapeamento da cadeia produtiva das artes digitais; Inserção de conteúdos tradicionais em mídias tecnológicas. Plano Nacional de Cultura
  6. 6. Estratégias gerais 3. Universalizar o acesso dos brasileiros à fruição e à produção cultural: Apoiar a elaboração de uma política pública de acesso veloz e gratuito à internet nos municípios brasileiros, de modo a garantir a todos acesso às tecnologias de comunicação e informação. Instituir programas para a manutenção de rede de equipamentos digitais de acesso público em espaços como telecentros, lan-houses, bibliotecas multimídias, escolas, museus e centros culturais, entre outros; Estimular a utilização da internet para o compartilhamento de conteúdos audiovisuais que possam ser utilizados livremente por instituições comunitárias. Plano Nacional de Cultura
  7. 7. Estratégias gerais: 4. Ampliar a participação da cultura no desenvolvimento socioeconômico sustentável: Implementar iniciativas de capacitação e fomento ao uso de meios digitais de registro, produção e difusão cultural. (apropriação social das tecnologias); Fomentar a aquisição de computadores, programas e serviços de navegação para uso artístico/cultural (grupos tradicionais e populares); Fomentar o desenvolvimento de “softwares” livres e públicos para a produção, a difusão e a gestão da cultura; Realizar programa de prospecção e disseminação de modelos de negócios para o cenário de convergência digital, com destaque para os segmentos da música, dos jogos eletrônicos e da televisão digital. Plano Nacional de Cultura
  8. 8. Estratégias gerais: 5. Consolidar os sistemas de participação social na gestão das políticas culturais Construir um sistema de gestão compartilhada e em rede para as políticas de cultura intersetoriais relacionadas à educação, à ciência e tecnologia, ao turismo, ao meio ambiente, à previdência e às demais áreas, de modo a ampliar a participação social no monitoramento, avaliação e revisão de programas, projetos e ações. Plano Nacional de Cultura
  9. 10. Programa Cultura Viva “ Trata-se, pois, de um programa flexível, que se molda à realidade, em vez de moldar a realidade. Um programa que será não o que o governante pensa ser certo ou adequado, mas o que o cidadão deseja e consegue tocar adiante. Nada de grandioso, certamente. Mas sua multiplicação integrada, com banda larga e sites, emissoras de TV e rádio comunitárias, programas na TV pública e jornais comunitários, deve produzir uma revolução silenciosa no País, invertendo o fluxo do processo histórico. Agora será da periferia à periferia: depois, ao centro.” (Discurso do Min. Gilberto Gil em Berlim, Alemanha, 2006.)
  10. 11. <ul><li>Conceito de política: democrática e participativa, Estado enquanto assegurador dos direitos dos cidadãos; </li></ul><ul><li>Conceito de cultura: cultura na sua concepção ampliada, conceito antropológico de cultura. Conceito de cultura enquanto direito. </li></ul>Programa Cultura Viva
  11. 12. <ul><li>Público-alvo: comunidades tradicionais, comunidades periféricas e jovens; </li></ul><ul><li>Atores sociais: Estado (em todas as esferas) e sociedade civil na sua forma organizada. </li></ul>Programa Cultura Viva
  12. 13. <ul><li>Acionamento do Sistema Cultural: todas as etapas, com ênfase na produção, fruição e difusão; </li></ul><ul><li>- Objetivos e Metas </li></ul><ul><li>Formulações e Ações </li></ul>Programa Cultura Viva
  13. 15. Pontos de Cultura <ul><li>“ Cada Ponto de Cultura será um amplificador das expressões culturais de sua comunidade. Onde se faz música, haverá um estúdio de gravação digital, com capacidade para gravar, fazer uma pequena tiragem de CDs e botar na Internet o que foi gravado. Onde se faz vídeo, cinema ou televisão comunitária, haverá um estúdio de vídeo digital, com câmera, ilha de edição, microfones e mala de luz. E mais: dança teatro, leitura, artes visuais, web, enfim, o que a comunidade quiser e puder, ousar e fizer, sonhar e materializar.” </li></ul><ul><li>(Discurso do Min. Gilberto Gil em Berlim, Alemanha, 2006.) </li></ul>
  14. 16. <ul><li>Quem são? </li></ul><ul><li>O que fazem? </li></ul><ul><li>Como fazem? </li></ul><ul><li>Para quem? </li></ul><ul><li>Com qual recurso? </li></ul><ul><li>Por quanto tempo? </li></ul>Pontos de Cultura
  15. 17. <ul><li>Quem são? </li></ul><ul><li>- Instituições públicas governamentais (universidades, fundações); </li></ul><ul><li>- Organizações sociais (sindicatos, associações, cooperativas); </li></ul><ul><li>- Movimentos Sociais (MST, LGBT, anti-manicominial); </li></ul><ul><li>Organizações não-governamentais ONGs e OSCIPs; </li></ul><ul><li>- Grupos étnicos; </li></ul>Pontos de Cultura
  16. 18. <ul><li>O que fazem? </li></ul><ul><li>Teatro </li></ul><ul><li>Dança </li></ul><ul><li>Música </li></ul><ul><li>Cinema </li></ul><ul><li>Vídeo </li></ul><ul><li>Cursos </li></ul><ul><li>Oficinas </li></ul>Pontos de Cultura
  17. 19. <ul><li>Como fazem? </li></ul>Pontos de Cultura A metodologia é por conta das instituições e grupos, cada um desenvolve as ações de acordo com as metodologias já utilizadas ou apresentam propostas de novas metodologias.
  18. 20. <ul><li>Para quem? </li></ul><ul><li>Crianças </li></ul><ul><li>Adolescentes </li></ul><ul><li>Jovens </li></ul><ul><li>Idosos </li></ul><ul><li>Mulheres </li></ul><ul><li>Indígenas </li></ul><ul><li>Quilombolas </li></ul>Pontos de Cultura
  19. 21. Casa das Fases Londrina - PR
  20. 22. Apiwtxa Marechal Thaumaturgo - AC
  21. 23. <ul><li>Com qual recurso? </li></ul><ul><li>R$ 180 mil </li></ul>Pontos de Cultura
  22. 24. <ul><li>Por quanto tempo? </li></ul><ul><li>Convênio dura 3 anos, mas... </li></ul>Pontos de Cultura
  23. 26. Ação Cultura Digital <ul><li>Kit multimídia - R$ 30 mil em equipamentos: </li></ul><ul><li>1 Impressora laser </li></ul><ul><li>7 Microfones (lapela) </li></ul><ul><li>1 Amplificador </li></ul><ul><li>1 Mesa de som </li></ul><ul><li>1 Câmera fotográfica e outra filmadora digital </li></ul><ul><li>3 Computadores </li></ul><ul><li>1 Escaner de mesa... </li></ul>
  24. 27. <ul><li>Softwares livres </li></ul><ul><li>Metareciclagem </li></ul><ul><li>Flexibilização dos Direitos Autorais </li></ul>Ação Cultura Digital
  25. 28. Referências BARBALHO, Alexandre. Política cultural. In: RUBIM, Linda. Organização e produção da cultura. Salvador, EDUFBA, 2005. COELHO, Teixeira. Dicionário crítico de política cultural. São Paulo, Iluminuras / FAPESP, 1997. CULTURA, Ministério da. Caderno “Diretrizes Gerais para o Plano Nacional de Cultura”. Brasília, agosto de 2008. www.cultura.gov.br/pnc GIL, Gilberto. Pronunciamento sobre o Programa Cultura Viva. Berlim, Alemanha, Setembro de 2004. FOINA, Ariel G., FREIRE, Alexandre, FONSECA, Felipe. O Impacto da Sociedade Civil (des)Organizada: Cultura Digital, os Articuladores e Software Livre no Projeto dos Pontos de Cultura do MinC. 2006. MATO, Daniel (org.) Cultura, política y sociedad. Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires, CLACSO, 2005. RUBIM, Antonio Albino Canelas. Políticas culturais: entre o possível e o impossível. In: NUSSBAUMER, Gisele (org.) Teorias & políticas da cultura. Salvador, EDUFBA, 2007, p.139-158. ______ Políticas culturais no Brasil: tristes tradições, enormes desafios. Salvador, 2007.
  26. 29. <ul><li>Obrigada! </li></ul>[email_address]

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