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Desenvolvimento e
Sustentabilidade
Responsabilidade
socioambiental corporativa
Vitor Vieira Vasconcelos
São Bernardo do Campo - SP
Novembro de 2021
Conteúdo
 Responsabilidade Socioambiental
Corporativa
 Índices de Responsabilidade Corporativa
 Licença Social para Operar
Desenvolvimento no Capitalismo
 Empresas querem aumentar o lucro
 Indivíduos querem consumir mais bens e
serviços
 Governos querem aumentar do PIB
Crescimento
perpétuo?
E os limites do
planeta?
Abramovay, Ricardo. (2012). Muito além da economia verde. São Paulo: Editora Abril.
Desenvolvimento Sustentável Hegemônico
Ambientalismo de
mercado
Autorregulação de mercado
Modernização
ecológica
Mercado
+
Regulação
governamental
Populismo
ambiental
Mercado
+
Participação de
comunidades locais
• Em favor do crescimento econômcio
• Não propõe mudar os princípios do Capitalismo
ADAMS, Bill. Green development: Environment and sustainability in a developing
world. 3rd ed. Routledge, 2009.
Pressupostos da Sustentabilidade Empresarial
 Relação entre sociedade e natureza mediada pelo
mercado
 Sinais de preços mudam decisões em situações de escassez:
 Diminuição do consumo
 Aumento da eficiência
 Busca por fontes alternativas
 O mercado seria mais rápido e eficiente do que o Estado
para se adaptar às mudanças ambientais
 Necessidade de valorar e incorporar os recursos naturais e
impactos ambientais nos mercados econômicos
ADAMS, Bill. Green development: Environment and sustainability in a developing
world. 3rd ed. Routledge, 2009.
Razões para a responsabilidade
corporativa socioambiental
 Crescente exposição dos negócios privados ao
julgamento público
• Pressão por denúncias internacionais de ONGs
• Commodities
o Restrições ao comércio internacional
o Impacto ambiental agregado
 Estratégias de acumulação de capital reputacional
• Oportunidades de desenvolvimento por colaboração
na sociedade de informação em rede
Abramovay, Ricardo. (2012). Muito além da economia verde. São Paulo: Editora Abril.
Magalhães, Reginaldo Sales. Lucro e reputação: interações entre bancos e organizações sociais
na construção das políticas socioambientais. Diss. Universidade de São Paulo, 2010.
Críticas à Responsabilidade
Corporativa Socioambiental
 Greenwash – discurso ilusório para o público
 Companhias devem maximizar os lucros
• É a sua forma de ajudar a sociedade
• Incluir outros objetivos faria perder a eficiência
econômica do mercado
• Os outros objetivos devem ser impostos pelo
governo a todas as empresas, e não adotados
voluntariamente
Abramovay, Ricardo. (2012). Muito além da economia verde. São Paulo: Editora Abril.
Kenney, John. (2006). Beyound Propaganda. Aug 14. New York Times.
Hayek, Friedrich A. "The use of knowledge in society." The American economic review 35, no. 4 (1945): 519-530.
Hayek, F. A. "The results of human action but not of human design." Studies in philosophy, politics and economics, 96, 1967
Tendências de Responsabilidade Corporativa
Socioambiental
 Acordos setoriais voluntários
 Rastreamento de produtos
• Exposição dos impactos ambientais
 Departamentos e consultorias de relacionamento com a
sociedade
 Articulação com ONGs e governos
 Adequação à legislação ambiental nacional
 Uso de indicadores socioambientais
 Mecanismos de certificação
Abramovay, Ricardo. (2012). Muito além da economia verde. São Paulo: Editora
Fóruns de Discussão
 World Business Council for Sustainable Development
• Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento
Sustentável
 Instituto Ethos
 Rede Empresarial Brasileira de Avaliação de Ciclo de Vida
 Iniciativa Empresarial em Clima (IEC)
 Coalizão Brazil Clima, Florestas, Agricultura
Ciclo do Sistema de Gestão Ambiental
(Certificação ISO 14.000)
Planejar
Fazer
Verificar
Agir
Política Ambiental
Objetivos e Metas
Requerimentos Legais
Aspectos e impactos
ambientais significativos
Procedimentos
Controle de Documentação
Treinamento
Comunicação
Monitoramento
Auditorias internas
Auditorias externas
Relatórios de resultados
Revisão gerencial
Ações corretivas
Aprimoramentos
Extensões da ISO 14.000
 14.001: Normas gerais
 14.006: Ecodesign
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 14.040: Avaliação do ciclo de vida do produto
 14.064: Emissões de gases de efeito estufa
Críticas ao sistema ISO 14.000
• Não avalia se a produção é ambientalmente amigável,
mas somente se há uma gestão ambiental de qualidade
 A empresa sabe os seus impactos, mas não precisa ir além do
mínimo exigido pela legislação ambiental
• Permite terceirização de trabalhos “sujos”
• Não incorpora cogestão social
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• Não precisa publicitar o monitoramento ambiental
• Custo do sistema de gerenciamento ambiental e da
certificação são impeditivos para médias e pequenas
empresas
Porto, M. F. D. S., & Schütz, G. E. (2012). Gestão ambiental e democracia: análise crítica, cenários e desafios. Ciência & saúde coletiva, 17, 1447-1456.
Soledade, M. D. G. M., Nápravník, M. L. A. F. K., Santos, J. N., & de Aguiar Mac-Allister, D. M. (2007). ISO 14000 e a Gestão Ambiental: uma reflexão das
praticas ambientais corporativas. IX ENGEMA–Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente, Curitiba.
Vilela, R. A. G. ; Iguti, Aparecida Mari. Uma análise crítica da ISO 14.000. 4º Congresso Latino Americano de Ergonomia e 8º Congresso Brasileiro de
Ergonomia, 1997, Florianópolis. Anais..., 1997. v. 1. p. 243-247.
Revisão ISO 14.001:2015
 Obrigação de incorporar a
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metas de melhoria contínua da
performance ambiental
EMAS – Eco-management and Audit Scheme
Extensão da ISO 14.000 na União Europeia
 Publicidade do monitoramento ambiental
 Comparação de indicadores ambientais entre
instituições
 Supervisão por órgãos governamentais
 Tendência para revisões futuras da ISO 14.000
Relatórios de Sustentabilidade
 Voluntários e autodeclaratórios
 Sustainability Reporting Guidelines
• Padrões do GRI (Global Reporting Initiative)
 Indicadores padronizados
 Compatíveis com a ISO 14.000
 Crítica como greenwashing
• Omissões e imparcialidade
• Sem fiscalização sobre veracidade
Global Reporting Initiative (2015). Reporting principles and standard disclosures.
https://www.globalreporting.org/resourcelibrary/GRIG4-Part1-Reporting-Principles-and-Standard-Disclosures.pdf
www.unglobalcompact.org
United Nations. 2020. Global Compact Annual Management Report
Global Compact
Redes locais do Global Compact
United Nations. 2020. Global Compact 20th Anniversary Progress Report: Uniting
Business in the decade of action.
68 redes locais para políticas de sustentabilidade
Moratória da Soja na Amazônia
Grupo de Trabalho da Soja. Moratória da Soja. Safra 2019/2020.
https://abiove.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Relat%C3%B3rio_Morat%C3%B3ria_Soja_2019_20.pdf
Acordo contendo expansão
da soja sobre florestas
Permite expansão da soja
sobre pastagens
Indicação da área monitorada
nos 102 municípios
selecionados
Moratória da Soja na Amazônia
Grupo de Trabalho da Soja. Moratória da Soja. Safra 2019/2020.
https://abiove.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Relat%C3%B3rio_Morat%C3%B3ria_Soja_2019_20.pdf
Taxas de desflorestamento calculadas a
partir do PRODES para os 102
municípios monitorados no bioma
Amazônia, com destaque para os anos
anteriores e posteriores à Moratória
Grupo de Trabalho da Soja. Moratória da Soja. Safra 2019/2020.
https://abiove.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Relat%C3%B3rio_Morat%C3%B3ria_Soja_2019_20.pdf
Evolução da área de soja em desacordo com a Moratória nos estados de MT, PA,
RO, RR, AP, MA e TO para os anos safra 2012/13 a 2019/20
Grupo de Trabalho da Soja. Moratória da Soja. Safra 2019/2020.
https://storage.googleapis.com/planet4-brasil-stateless/2018/07/Relat%C3%B3rio-de-Monitoramento-2017.pdf
Distribuição espacial dos
102 municípios analisados,
classificados segundo a
área de soja em desacordo
com a Moratória da safra
2019/20
Grupo de Trabalho da Soja. Moratória da Soja. Safra 2019/2020.
https://storage.googleapis.com/planet4-brasil-stateless/2018/07/Relat%C3%B3rio-de-Monitoramento-2017.pdf
Evolução da área desflorestada acumulada (bioma Amazônia e 102
municípios) e da soja em desacordo com a Moratória nos municípios
monitorados
 Associação das instituições certificadoras de
sustentabilidade socioambiental
 Padrões para credibilidade dos indicadores
https://www.isealalliance.org
ISEAL Alliance
Aquacultura
Algodão
Açúcar
Café
Silvicultura
Pesca e frutos do mar
Biocombustíveis
Óleo de Palma
ISEAL Alliance
Jóias
Agricultura em Florestas
Tropicais
Carpetes
Economia Solidária
ISEAL Alliance
Better Sugar Initiative
 Associação de produtores de cana de açúcar
• 553 membros
• 27% da área plantada de cana de açúcar no mundo
• Certificação de 5,8% da produção de cana do mundo
• 72 milhões de toneladas anuais certificadas
 Certificação
• Indicadores de sustentabilidade
• Rastreamento
• Modalidade alternativa para agricultores familiares
https://www.bonsucro.com/
Bonsucro no Mundo
Bonsucro (2019) Outcome Report .
https://www.bonsucro.com/wp-content/uploads/2020/06/Bonsucro-Outcome-Report-2019.pdf
Membros da
Bonsucro
* Previous report data was adjusted to reflect calendar year number of members rather than financial year (April to March in the United Kingdom).
Sociedade civil
Usuários finais
Agricultores e associações
Indústrias e associações
Intermediários/Comerciantes
Membros por classe
Bonsucro (2019) Outcome Report .
https://www.bonsucro.com/wp-content/uploads/2020/06/Bonsucro-Outcome-Report-2019.pdf
Usinas Certificadas da Bonsucro
Cadeias de Rastreamento Certificadas pela Bonsucro
https://www.bonsucro.com/our-impacts/#keynumbers
Eficiência de
Produção
Crescimento
econômico
Saúde dos
trabalhadores
Diminuição das
emissões de gases
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Diminuição do
uso de água
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Política Nacional de Resíduos Sólidos
Lei Federal nº 12.305, de 2010
 Ciclo de vida do produto (Art. 3º, IV):
• Série de etapas que envolvem o
desenvolvimento do produto, a obtenção de
matérias-primas e insumos, o processo
produtivo, o consumo e a disposição final.
http://www.sindiplast.org.br
Política Nacional de Resíduos Sólidos
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 Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de
vida dos produtos (Art. 3º, XVII):
• conjunto de atribuições individualizadas e
encadeadas dos fabricantes, importadores,
distribuidores e comerciantes, dos consumidores e
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decorrentes do ciclo de vida dos produtos
Art. 30, Parágrafo único: A responsabilidade
compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos tem por
objetivo:
I - compatibilizar interesses entre os agentes econômicos e
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(...)
V - estimular o desenvolvimento de mercado, a produção e
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Política Nacional de Resíduos Sólidos
Lei Federal nº 12.305, de 2010
Política Nacional de Resíduos Sólidos
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Resíduos Sólidos:
III - estímulo à adoção de padrões sustentáveis de
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a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de
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XV - estímulo à rotulagem ambiental e ao
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https://youtu.be/zDQHnSw1ZS0
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Títulos Verdes (Green Bonds)
 Investimento em Títulos de Renda Fixa
(públicos ou privados) em fundos que
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 Incentivos governamentais
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 Relatórios dos projetos para os investidores
 Padrões pela ISO 14.030
Crescimento dos Títulos Verdes no Mundo
Climate Bonds Initiative (2021) Sustainable debt: global state of the market 2020.
Verde Social Sustentabilidade
Uso do valor investido em títulos verdes no mundo
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Climate Bonds Initiative (2021) Sustainable debt: global state of the market 2020.
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Conteúdo
 Responsabilidade Socioambiental
Corporativa
 Índices de Responsabilidade Corporativa
 Licença Social para Operar
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 Seleção de 500 grandes empresas com perfil
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 Filtro inicial baseado nos relatórios do Global
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ESG Index
https://www.spglobal.com/esg/scores
Lucro de 10 anos do 500 ESG Index comparado ao S&P
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Steadman, R. et al. (2021) The S&P 500® ESG Index: Defining the Sustainable Core. S&P global
Índice de Sustentabilidade Empresarial
(Bovespa) S&P/B3 Brazil ESG Index
 Até 40 empresas entre as 200 com ações
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 Pesquisa com 7 dimensões e provas
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 Conselho deliberativo:
http://www.b3.com.br
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Steadman, R. et al. (2021) The S&P/B3 Brazil ESG Index:
A New Benchmark for
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B3 (2021) Diretrizes do índice de
sustentabilidade empresarial.
https://www.b3.com.br/data/files/F6/B2/FB/2C/6B6
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http://iseb3.com.br/
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Fonte: https://comoinvestir.thecap.com.br/o-que-e-esg/
http://www.sabe.com.br/blog/detalhe/carteira-sustentabilidade-supera-o-ibovespa-em-129-pontos
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GGGI (2020). Green Growth Index 2020: Measuring performance in achieving SDG targets GGGI Technical Report n. 16.
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Conteúdo
 Responsabilidade Socioambiental
Corporativa
 Índices de Responsabilidade Corporativa
 Licença Social para Operar
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 Definição:
• Nível de aceitação ou aprovação da comunidade local
para a operação de um empreendimento ou projeto
 Usos:
• Monitoramento da opinião pública
• Certificação de responsabilidade social
• Consentimento por comunidades indígenas/tradicionais
• Instrumento complementar ao licenciamento ambiental
Moffat, K., Lacey, J., Zhang, A. and Leipold, S., 2016. The social licence to operate: a critical review. Forestry: An
International Journal of Forest Research, 89(5), pp.477-488.
Prno, J. and Slocombe, D.S., 2012. Exploring the origins of ‘social license to operate in the mining sector: Perspectives
from governance and sustainability theories. Resources policy, 37(3), pp.346-357
Wilburn, K.M. and Wilburn, R., 2011. Achieving social license to operate using stakeholder theory. Journal of
International Business Ethics Vol, 4(2), pp.3-16.
https://www.ey.com/en_gl/mining-metals/10-business-risks-facing-mining-and-metals
Thomson, R.G. Boutilier. Social license to operate. P. Darling (Ed.), SME Mining Engineering
Handbook, Society for Mining, Metallurgy and Exploration, Littleton, CO (2011) (pp. 1779–1796)
Indústria
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Fronteira da
credibilidade
Fronteira da
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licença
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da
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Monitoramento da Licença Social para Operar
Mina de San Cristobal – Bolívia
http://socialicense.com/action.html
Exploração Operação
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Monitoramento da Licença Social para operar
 23 empreendimentos de mineração e energia (2001-2015)
 Brasil, México, Congo, Gana, Guiné, Mali, Tanzania, e EUA
 2152 entrevistas
Boutilier, Robert G., A Measure of the Social License to Operate for Infrastructure and
Extractive Projects (2017). http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.3204005
Desaprovação
(recusa)
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(tolerância)
Alta
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Confiança
plena
Alta
aceitação
(tolerância)
Baixa
aprovação
Monitoramento da Licença Social para operar
Boutilier, Robert G., A Measure of the
Social License to Operate for
Infrastructure and Extractive Projects
(2017).
http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.3204005
Média
– 4, 15 – América do Norte
– 3,52 – América Latina
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– 3,04 – África
Críticas à Licença Social para Operar
 Baixa relação entre opinião da população local e sucesso
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 Maioria de aprovação pode levar a direitos de grupos
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 Alta aceitação da população usada para aprovar projetos
com impacto ambiental além dos nível legais
 A população sabe avaliar os projetos melhor que os
especialistas?
• Necessidade de informação imparcial
Demuijnck, G. and Fasterling, B., 2016. The social license to operate. Journal of Business Ethics, 136(4), pp.675-685.
Meesters, M.E. and Behagel, J.H., 2017. The Social Licence to Operate: Ambiguities and the neutralization of harm in
Mongolia. Resources Policy, 53, pp.274-282.
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Vitor Vieira Vasconcelos
vitor.v.v@gmail.com

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Responsabilidade socioambiental corporativa

  • 1. Desenvolvimento e Sustentabilidade Responsabilidade socioambiental corporativa Vitor Vieira Vasconcelos São Bernardo do Campo - SP Novembro de 2021
  • 2. Conteúdo  Responsabilidade Socioambiental Corporativa  Índices de Responsabilidade Corporativa  Licença Social para Operar
  • 3. Desenvolvimento no Capitalismo  Empresas querem aumentar o lucro  Indivíduos querem consumir mais bens e serviços  Governos querem aumentar do PIB Crescimento perpétuo? E os limites do planeta? Abramovay, Ricardo. (2012). Muito além da economia verde. São Paulo: Editora Abril.
  • 4. Desenvolvimento Sustentável Hegemônico Ambientalismo de mercado Autorregulação de mercado Modernização ecológica Mercado + Regulação governamental Populismo ambiental Mercado + Participação de comunidades locais • Em favor do crescimento econômcio • Não propõe mudar os princípios do Capitalismo ADAMS, Bill. Green development: Environment and sustainability in a developing world. 3rd ed. Routledge, 2009.
  • 5. Pressupostos da Sustentabilidade Empresarial  Relação entre sociedade e natureza mediada pelo mercado  Sinais de preços mudam decisões em situações de escassez:  Diminuição do consumo  Aumento da eficiência  Busca por fontes alternativas  O mercado seria mais rápido e eficiente do que o Estado para se adaptar às mudanças ambientais  Necessidade de valorar e incorporar os recursos naturais e impactos ambientais nos mercados econômicos ADAMS, Bill. Green development: Environment and sustainability in a developing world. 3rd ed. Routledge, 2009.
  • 6. Razões para a responsabilidade corporativa socioambiental  Crescente exposição dos negócios privados ao julgamento público • Pressão por denúncias internacionais de ONGs • Commodities o Restrições ao comércio internacional o Impacto ambiental agregado  Estratégias de acumulação de capital reputacional • Oportunidades de desenvolvimento por colaboração na sociedade de informação em rede Abramovay, Ricardo. (2012). Muito além da economia verde. São Paulo: Editora Abril. Magalhães, Reginaldo Sales. Lucro e reputação: interações entre bancos e organizações sociais na construção das políticas socioambientais. Diss. Universidade de São Paulo, 2010.
  • 7. Críticas à Responsabilidade Corporativa Socioambiental  Greenwash – discurso ilusório para o público  Companhias devem maximizar os lucros • É a sua forma de ajudar a sociedade • Incluir outros objetivos faria perder a eficiência econômica do mercado • Os outros objetivos devem ser impostos pelo governo a todas as empresas, e não adotados voluntariamente Abramovay, Ricardo. (2012). Muito além da economia verde. São Paulo: Editora Abril. Kenney, John. (2006). Beyound Propaganda. Aug 14. New York Times. Hayek, Friedrich A. "The use of knowledge in society." The American economic review 35, no. 4 (1945): 519-530. Hayek, F. A. "The results of human action but not of human design." Studies in philosophy, politics and economics, 96, 1967
  • 8. Tendências de Responsabilidade Corporativa Socioambiental  Acordos setoriais voluntários  Rastreamento de produtos • Exposição dos impactos ambientais  Departamentos e consultorias de relacionamento com a sociedade  Articulação com ONGs e governos  Adequação à legislação ambiental nacional  Uso de indicadores socioambientais  Mecanismos de certificação Abramovay, Ricardo. (2012). Muito além da economia verde. São Paulo: Editora
  • 9. Fóruns de Discussão  World Business Council for Sustainable Development • Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável  Instituto Ethos  Rede Empresarial Brasileira de Avaliação de Ciclo de Vida  Iniciativa Empresarial em Clima (IEC)  Coalizão Brazil Clima, Florestas, Agricultura
  • 10. Ciclo do Sistema de Gestão Ambiental (Certificação ISO 14.000) Planejar Fazer Verificar Agir Política Ambiental Objetivos e Metas Requerimentos Legais Aspectos e impactos ambientais significativos Procedimentos Controle de Documentação Treinamento Comunicação Monitoramento Auditorias internas Auditorias externas Relatórios de resultados Revisão gerencial Ações corretivas Aprimoramentos
  • 11. Extensões da ISO 14.000  14.001: Normas gerais  14.006: Ecodesign  14.020: Rotulagem ambiental  14.040: Avaliação do ciclo de vida do produto  14.064: Emissões de gases de efeito estufa
  • 12. Críticas ao sistema ISO 14.000 • Não avalia se a produção é ambientalmente amigável, mas somente se há uma gestão ambiental de qualidade  A empresa sabe os seus impactos, mas não precisa ir além do mínimo exigido pela legislação ambiental • Permite terceirização de trabalhos “sujos” • Não incorpora cogestão social (ONGs, sindicatos e comunidade) • Não precisa publicitar o monitoramento ambiental • Custo do sistema de gerenciamento ambiental e da certificação são impeditivos para médias e pequenas empresas Porto, M. F. D. S., & Schütz, G. E. (2012). Gestão ambiental e democracia: análise crítica, cenários e desafios. Ciência & saúde coletiva, 17, 1447-1456. Soledade, M. D. G. M., Nápravník, M. L. A. F. K., Santos, J. N., & de Aguiar Mac-Allister, D. M. (2007). ISO 14000 e a Gestão Ambiental: uma reflexão das praticas ambientais corporativas. IX ENGEMA–Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente, Curitiba. Vilela, R. A. G. ; Iguti, Aparecida Mari. Uma análise crítica da ISO 14.000. 4º Congresso Latino Americano de Ergonomia e 8º Congresso Brasileiro de Ergonomia, 1997, Florianópolis. Anais..., 1997. v. 1. p. 243-247.
  • 13. Revisão ISO 14.001:2015  Obrigação de incorporar a Análise de Ciclo de Vida (ACV)  Obrigação de estabelecer e atingir metas de melhoria contínua da performance ambiental
  • 14. EMAS – Eco-management and Audit Scheme Extensão da ISO 14.000 na União Europeia  Publicidade do monitoramento ambiental  Comparação de indicadores ambientais entre instituições  Supervisão por órgãos governamentais  Tendência para revisões futuras da ISO 14.000
  • 15. Relatórios de Sustentabilidade  Voluntários e autodeclaratórios  Sustainability Reporting Guidelines • Padrões do GRI (Global Reporting Initiative)  Indicadores padronizados  Compatíveis com a ISO 14.000  Crítica como greenwashing • Omissões e imparcialidade • Sem fiscalização sobre veracidade Global Reporting Initiative (2015). Reporting principles and standard disclosures. https://www.globalreporting.org/resourcelibrary/GRIG4-Part1-Reporting-Principles-and-Standard-Disclosures.pdf www.unglobalcompact.org
  • 16. United Nations. 2020. Global Compact Annual Management Report Global Compact
  • 17. Redes locais do Global Compact United Nations. 2020. Global Compact 20th Anniversary Progress Report: Uniting Business in the decade of action. 68 redes locais para políticas de sustentabilidade
  • 18. Moratória da Soja na Amazônia Grupo de Trabalho da Soja. Moratória da Soja. Safra 2019/2020. https://abiove.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Relat%C3%B3rio_Morat%C3%B3ria_Soja_2019_20.pdf Acordo contendo expansão da soja sobre florestas Permite expansão da soja sobre pastagens Indicação da área monitorada nos 102 municípios selecionados
  • 19. Moratória da Soja na Amazônia Grupo de Trabalho da Soja. Moratória da Soja. Safra 2019/2020. https://abiove.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Relat%C3%B3rio_Morat%C3%B3ria_Soja_2019_20.pdf Taxas de desflorestamento calculadas a partir do PRODES para os 102 municípios monitorados no bioma Amazônia, com destaque para os anos anteriores e posteriores à Moratória
  • 20. Grupo de Trabalho da Soja. Moratória da Soja. Safra 2019/2020. https://abiove.org.br/wp-content/uploads/2021/07/Relat%C3%B3rio_Morat%C3%B3ria_Soja_2019_20.pdf Evolução da área de soja em desacordo com a Moratória nos estados de MT, PA, RO, RR, AP, MA e TO para os anos safra 2012/13 a 2019/20
  • 21. Grupo de Trabalho da Soja. Moratória da Soja. Safra 2019/2020. https://storage.googleapis.com/planet4-brasil-stateless/2018/07/Relat%C3%B3rio-de-Monitoramento-2017.pdf Distribuição espacial dos 102 municípios analisados, classificados segundo a área de soja em desacordo com a Moratória da safra 2019/20
  • 22. Grupo de Trabalho da Soja. Moratória da Soja. Safra 2019/2020. https://storage.googleapis.com/planet4-brasil-stateless/2018/07/Relat%C3%B3rio-de-Monitoramento-2017.pdf Evolução da área desflorestada acumulada (bioma Amazônia e 102 municípios) e da soja em desacordo com a Moratória nos municípios monitorados
  • 23.  Associação das instituições certificadoras de sustentabilidade socioambiental  Padrões para credibilidade dos indicadores https://www.isealalliance.org
  • 25. Silvicultura Pesca e frutos do mar Biocombustíveis Óleo de Palma ISEAL Alliance
  • 27. Better Sugar Initiative  Associação de produtores de cana de açúcar • 553 membros • 27% da área plantada de cana de açúcar no mundo • Certificação de 5,8% da produção de cana do mundo • 72 milhões de toneladas anuais certificadas  Certificação • Indicadores de sustentabilidade • Rastreamento • Modalidade alternativa para agricultores familiares https://www.bonsucro.com/
  • 29. Bonsucro (2019) Outcome Report . https://www.bonsucro.com/wp-content/uploads/2020/06/Bonsucro-Outcome-Report-2019.pdf Membros da Bonsucro * Previous report data was adjusted to reflect calendar year number of members rather than financial year (April to March in the United Kingdom). Sociedade civil Usuários finais Agricultores e associações Indústrias e associações Intermediários/Comerciantes Membros por classe
  • 30. Bonsucro (2019) Outcome Report . https://www.bonsucro.com/wp-content/uploads/2020/06/Bonsucro-Outcome-Report-2019.pdf Usinas Certificadas da Bonsucro Cadeias de Rastreamento Certificadas pela Bonsucro
  • 31. https://www.bonsucro.com/our-impacts/#keynumbers Eficiência de Produção Crescimento econômico Saúde dos trabalhadores Diminuição das emissões de gases do efeito estufa Diminuição do uso de água Projetos socioambientais
  • 32. Política Nacional de Resíduos Sólidos Lei Federal nº 12.305, de 2010  Ciclo de vida do produto (Art. 3º, IV): • Série de etapas que envolvem o desenvolvimento do produto, a obtenção de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o consumo e a disposição final.
  • 34. Política Nacional de Resíduos Sólidos Lei Federal nº 12.305, de 2010  Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos (Art. 3º, XVII): • conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos
  • 35. Art. 30, Parágrafo único: A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos tem por objetivo: I - compatibilizar interesses entre os agentes econômicos e sociais e os processos de gestão empresarial e mercadológica com os de gestão ambiental, desenvolvendo estratégias sustentáveis; (...) V - estimular o desenvolvimento de mercado, a produção e o consumo de produtos derivados de materiais reciclados e recicláveis; Política Nacional de Resíduos Sólidos Lei Federal nº 12.305, de 2010
  • 36. Política Nacional de Resíduos Sólidos Lei Federal nº 12.305, de 2010 Art. 7o São objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos: III - estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços; XII - integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; XV - estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável.
  • 38. Títulos Verdes (Green Bonds)  Investimento em Títulos de Renda Fixa (públicos ou privados) em fundos que financiarão projetos ambientais  Incentivos governamentais (isenções de taxas)  Relatórios dos projetos para os investidores  Padrões pela ISO 14.030
  • 39. Crescimento dos Títulos Verdes no Mundo Climate Bonds Initiative (2021) Sustainable debt: global state of the market 2020. Verde Social Sustentabilidade
  • 40. Uso do valor investido em títulos verdes no mundo Energia Uso do solo Climate Bonds Initiative (2021) Sustainable debt: global state of the market 2020. Indústria CTI Água Resíduos sólidos Não especificado Construção Transporte
  • 41. Conteúdo  Responsabilidade Socioambiental Corporativa  Índices de Responsabilidade Corporativa  Licença Social para Operar
  • 42. S&P 500® ESG Index  Seleção de 500 grandes empresas com perfil sustentável para investimentos na bolsa de valores  Exclui indústria de armas controversas, tabaco e carvão para termoelétricas  Filtro inicial baseado nos relatórios do Global Compact (Nações Unidas)  Ranking final baseado em pesquisas e relatórios das empresas (Pontuação ESG)
  • 44. Lucro de 10 anos do 500 ESG Index comparado ao S&P 500 Steadman, R. et al. (2021) The S&P 500® ESG Index: Defining the Sustainable Core. S&P global
  • 45. Índice de Sustentabilidade Empresarial (Bovespa) S&P/B3 Brazil ESG Index  Até 40 empresas entre as 200 com ações mais lucrativas  Pesquisa com 7 dimensões e provas documentais  Conselho deliberativo: http://www.b3.com.br http://indicadores.isebvmf.com.br Steadman, R. et al. (2021) The S&P/B3 Brazil ESG Index: A New Benchmark for Sustainability and Investment. S&P global
  • 46. B3 (2021) Diretrizes do índice de sustentabilidade empresarial. https://www.b3.com.br/data/files/F6/B2/FB/2C/6B6 AA71096B63AA7AC094EA8/Diretrizes%20do%20I SE.pdf
  • 47. Índice de Sustentabilidade Empresarial (Bovespa) S&P/B3 Brazil ESG Index Empresas em 2021 AES Brasil Energia, B2W, Banco do Brasil, BR Distribuidora, Bradesco, BRF, BTG, CCR, Cemig, Cielo, Copel, Cosan, CPFL, Duratex, Ecorodovias, EDP, Eletrobras, Engie, Fleury, GPA, Itaú Unibanco, Itaúsa, Klabin, Light, Lojas Americanas, Lojas Renner, M. Dias Branco, Marfrig, Minerva, Movida, MRV, Natura, Neoenergia, Petrobras, Santander, Sendas (Assaí), Suzano, Telefônica, Tim e Weg. http://iseb3.com.br/
  • 48. O Que é ESG? As Letras que estão Movimentando o Mercado Financeiro Fonte: https://comoinvestir.thecap.com.br/o-que-e-esg/
  • 50. Índice Global de Crescimento Verde Indicadores baseados nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODS) GGGI (2020). Green Growth Index 2020: Measuring performance in achieving SDG targets GGGI Technical Report n. 16.
  • 51. Us sustentável e eficiente de recursos naturais Oportunidade de Economia Verde Proteção do Capital Natural Inclusão Social Índice Global de Crescimento Verde (2019) GGGI (2020). Green Growth Index 2020: Measuring performance in achieving SDG targets GGGI Technical Report n. 16.
  • 52. Índice Global de Crescimento Verde (2019) GGGI (2020). Green Growth Index 2020: Measuring performance in achieving SDG targets GGGI Technical Report n. 16.
  • 53. Mudança no Índice Global de Crescimento Verde de 2005 para 2019 GGGI (2020). Green Growth Index 2020: Measuring performance in achieving SDG targets GGGI Technical Report n. 16.
  • 54. Conteúdo  Responsabilidade Socioambiental Corporativa  Índices de Responsabilidade Corporativa  Licença Social para Operar
  • 55. Licença Social para Operar  Definição: • Nível de aceitação ou aprovação da comunidade local para a operação de um empreendimento ou projeto  Usos: • Monitoramento da opinião pública • Certificação de responsabilidade social • Consentimento por comunidades indígenas/tradicionais • Instrumento complementar ao licenciamento ambiental Moffat, K., Lacey, J., Zhang, A. and Leipold, S., 2016. The social licence to operate: a critical review. Forestry: An International Journal of Forest Research, 89(5), pp.477-488. Prno, J. and Slocombe, D.S., 2012. Exploring the origins of ‘social license to operate in the mining sector: Perspectives from governance and sustainability theories. Resources policy, 37(3), pp.346-357 Wilburn, K.M. and Wilburn, R., 2011. Achieving social license to operate using stakeholder theory. Journal of International Business Ethics Vol, 4(2), pp.3-16.
  • 57. Thomson, R.G. Boutilier. Social license to operate. P. Darling (Ed.), SME Mining Engineering Handbook, Society for Mining, Metallurgy and Exploration, Littleton, CO (2011) (pp. 1779–1796) Indústria Resistência Social Aliança Aprovação Aceitação Fronteira da identidade Fronteira da credibilidade Fronteira da credibilidade Fronteira da identidade Indecisão Não aceitação Desaprovação Fronteira da legitimidade Fronteira da legitimidade Hostilidade Conflito Confiança Confiança Concessão da licença social Retirada da licença social
  • 58. Monitoramento da Licença Social para Operar Mina de San Cristobal – Bolívia http://socialicense.com/action.html Exploração Operação Construção Legitimidade Credibilidade Confiança Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4 Fase 5
  • 59. Monitoramento da Licença Social para operar  23 empreendimentos de mineração e energia (2001-2015)  Brasil, México, Congo, Gana, Guiné, Mali, Tanzania, e EUA  2152 entrevistas Boutilier, Robert G., A Measure of the Social License to Operate for Infrastructure and Extractive Projects (2017). http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.3204005 Desaprovação (recusa) Baixa aceitação (tolerância) Alta aprovação Confiança plena Alta aceitação (tolerância) Baixa aprovação
  • 60. Monitoramento da Licença Social para operar Boutilier, Robert G., A Measure of the Social License to Operate for Infrastructure and Extractive Projects (2017). http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.3204005 Média – 4, 15 – América do Norte – 3,52 – América Latina – 3,16 – Australásia – 3,04 – África
  • 61. Críticas à Licença Social para Operar  Baixa relação entre opinião da população local e sucesso do negócio  Maioria de aprovação pode levar a direitos de grupos minoritários serem violados  Alta aceitação da população usada para aprovar projetos com impacto ambiental além dos nível legais  A população sabe avaliar os projetos melhor que os especialistas? • Necessidade de informação imparcial Demuijnck, G. and Fasterling, B., 2016. The social license to operate. Journal of Business Ethics, 136(4), pp.675-685. Meesters, M.E. and Behagel, J.H., 2017. The Social Licence to Operate: Ambiguities and the neutralization of harm in Mongolia. Resources Policy, 53, pp.274-282.