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UNIVERSIDADE GAMA FILHO
CENTRAL DE CURSOS DE EXTENSÃO E
PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
CURSO DE ENSINO DE LÍNGUA INGLESA COM ÊNFASE EM NOVAS
TECNOLOGIAS
AS MÍDIAS SOCIAS NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA
INGLESA
ALINE CAROLINA DOS SANTOS MEHEDIN
São Paulo
2012
 
 
ALINE CAROLINA DOS SANTOS MEHEDIN
AS MÍDIAS SOCIAS NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA
INGLESA
Artigo apresentado à Central de Cursos de
Extensão e Pós-Graduação Lato Sensu
como requisito parcial para conclusão do
Curso de Especialização em Ensino de
Língua Inglesa com Ênfase em Novas
Tecnologias.
Professora Orientadora: Mestre Maria
Alice de Fátima Capocchi Ribeiro.
São Paulo
2012
   
 
 
                                                           
AS MÍDIAS SOCIAS NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA1
ALINE CAROLINA DOS SANTOS MEHEDIN2
RESUMO
O artigo objetiva discutir como podemos otimizar o ensino e a aprendizagem da Língua
Inglesa através do uso das Mídias Sociais, a partir de uma reflexão sobre os quatro pilares
desta pesquisa que são as mudanças na Língua Inglesa e nos métodos e abordagens de ensino;
os Imigrantes Digitais e os Nativos Digitais; e as Novas Tecnologias e as Mídias Sociais e seu
uso em sala de aula, sendo estes pilares a base da pesquisa bibliográfica. O trabalho também
objetiva apresentar as opiniões de alunos, ex-alunos e professores, colhidas através de
questionários, a respeito do uso destas mídias sociais em sala de aula e em tarefas de casa para
otimizar o desenvolvimento da Língua Inglesa. Perante os resultados, concluiu-se que, mesmo
tendo tecnologias disponíveis e percebendo o potencial que estas mídias têm como meio de
tornar o ensino e a aprendizagem de Língua Inglesa mais relevante e condizente com a
atualidade, muitos professores não têm o conhecimento e a confiança necessários para utilizá-
las eficientemente com seus alunos de forma que o aprendizado seja aparente para os alunos e
que possam avaliá-los justa e efetivamente. Os alunos, em geral, mostraram-se bastante
abertos à proposta de ensino e aprendizagem de Língua Inglesa mais voltados ao Século XXI.
Todos os participantes mostraram-se dispostos a aprender mais sobre as mídias e como usá-
las em suas aulas e em seus estudos.
Palavras-chave: Mídias Sociais. Língua Inglesa. Nativos Digitais e Imigrantes Digitais.
Ensino e Aprendizagem.
 
1
 Artigo de conclusão do Curso de Ensino de Língua Inglesa com Ênfase em Novas Tecnologias da Universidade
Gama Filho.
2
 Professora particular de Língua Inglesa e tradutora POB<>EN. Contatos: aline.teacher.translator@gmail.com e
lilica1983@gmail.com. Blogs: http://amenglishconsultancy.com/ e http://edutechportfolio.wordpress.com/ . 
4 
 
1. INTRODUÇÃO
As ferramentas da Web 2.0 e as mídias sociais são uma realidade. A maioria das
pessoas que possui acesso à Internet conhece e/ou possui conta nas mais diversas mídias
sociais, principalmente as pessoas nascidas e criadas nesta era digital. Por que, então, não
aproveitamos todas estas ferramentas disponíveis para o ensino e o aprendizado de línguas?
As diversas mídias sociais disponíveis online nos possibilitam trabalhar todas as habilidades
da língua com os alunos e oferecer um ensino e aprendizagem de Língua Inglesa mais realista
e relevante. Por mídias sociais aqui estão compreendidas as redes sociais, os blogs e as wikis,
as mídias de vídeo e áudio, as mídias agregadoras, as mídias para a construção de portfólios e
pôsteres, entre outras. Procurou-se com esta pesquisa trazer estas ferramentas à luz e
investigar se fazem parte do dia a dia dos alunos e professores em sala de aula e como isto
está sendo feito, assim como conhecer qual a opinião de alunos e professores.
O ensino de Língua Inglesa tem se transformado bastante ao longo dos anos. Para que
se possa criar e aplicar um sistema de ensino mais coerente devemos considerar a Língua
Inglesa em si e como o conceito sobre a Língua e o uso dela mudou nos últimos anos e
analisar quais as ferramentas que temos disponíveis para o ensino e a aprendizagem da Língua
Inglesa, tanto nas escolas quanto à disposição dos nossos alunos e como utilizá-las eficaz e
equilibradamente. Precisamos refletir sobre como o papel do professor de Língua Inglesa
mudou, de como o professor passou de fonte de conhecimento para um mediador e facilitador
do ensino, entre outras funções e como os alunos mudaram. O que mudou também é a forma
como as informações são adquiridas hoje em dia; no entanto, é importante saber como
podemos transformar estas informações em conhecimento e como podemos passá-lo adiante
de forma significativa e duradoura. Especialistas e filósofos dizem que estamos vivendo na
era da inteligência e do conhecimento coletivo e colaborativo, uma consequência da
interatividade da vida em rede (Lévy, 1999; 2001). Assim, só poderemos oferecer um ensino
de qualidade se estivermos bem informados e questionarmos o que é eficaz considerando
todas as perspectivas e mudanças.
A pesquisa foi dividida em duas partes, sendo a primeira focada no estudo
bibliográfico de autores de diferentes áreas de conhecimento no que concerne o tema deste
trabalho e a segunda parte envolveu conhecer um pouco da realidade de nossos alunos e
professores e suas opiniões através de um questionário elaborado e disponibilizado online.
5 
 
Os principais objetivos da pesquisa foram buscar na teoria razões para incluir o uso
das mídias sociais nas aulas de Língua Inglesa; investigar o quanto a tecnologia educacional
está presente na sala de aula e na vida de alunos e professores e qual a opinião deles a respeito
do uso de mídias sociais na sala de aula e nas tarefas de casa; entre outros.
2. FUNDAMENTAÇÃO
2.1. MUDANÇAS NO CONCEITO E NA FORMA DE ENSINAR/APRENDER A LÍNGUA
INGLESA
ELT (English Language Teaching – Ensino de Língua Inglesa) tem sido feito por
muitos anos e sua significância e importância continuam a crescer, principalmente depois do
surgimento da Internet, o que consagrou o que chamamos de Globalização, pois não há mais
fronteiras. A Língua Inglesa é falada como primeira língua por aproximadamente 400 milhões
de pessoas e como segunda língua por um bilhão e seiscentos milhões.
A Língua Inglesa vem sendo ensinada há muito tempo para falantes não nativos como
ESL (English as a Second Language) e EFL (English as a Foreign Language). Além destes,
há também o termo ELF (English as Lingua Franca). No entanto, alguns estudiosos como
Crystal (2003), Mckay (2002) e Burns e Coffin (2001), defendem que a Língua Inglesa nos
dias de hoje deve ser pensada e ensinada como uma língua internacional ou global, e assim
surgiram os termos EIL (English as an International Language) e GL (Global Language).
David Crystal, em seu livro English as a Global Language (2003), diz que a Língua Inglesa
se tornou a Língua Global apenas por um motivo: poder. Seja este poder militar, econômico,
tecnológico, entre outros, como disse na mesma entrevista de 2011 para a revista Spotlight:
“Uma língua se torna uma língua internacional ou global por apenas uma
razão: o poder das pessoas que a usam. No caso da Língua Inglesa, nós estamos
falando de uma combinação de fatores de poder que têm influenciado a língua nos
últimos 400 anos – o poder político (o Império Britânico), o poder tecnológico (a
Revolução Industrial), o poder econômico (especialmente os Estados Unidos), e o
6 
 
poder cultural (avanços como o telefone, a música pop e a Internet)”. (tradução
livre) 3
   
 
Quando se pensa em Ensino de Língua Inglesa também é importante relembrar todas
as maneiras como a língua tem sido ensinada. Desde os primórdios do EFL e do ESL, já
tivemos vários métodos e abordagens de ensino. Os métodos mais atuais são o Método
Lexical, a Abordagem Comunicativa e o Task-Based Method que, segundo alguns estudos,
será o método mais usado agora que temos ferramentas como computadores e Internet. A
ideia é que cada vez mais ensinemos o que fazer ou o que alcançar com a língua e não a
língua em si (Jarvis, 2004). Essas mudanças em relação ao conceito de língua e aos diferentes
métodos também nos levam a uma mudança de papéis de alunos e professores e a tendência é
centralizarmos o ensino cada vez menos nos professores e cada vez mais nos alunos, fazendo
com que eles, em conjunto uns com os outros, busquem pelo seu conhecimento e aprendizado
de forma mais autônoma, coletiva, colaborativa, interativa e independente.
2.2. PROFESSORES E ALUNOS – AS DIFERENTES GERAÇÕES E SEUS PAPÉIS NO
ENSINO E APRENDIZAGEM
Em qualquer situação em que há alguém ensinando e alguém aprendendo é muito
importante prestar atenção na relação humana que se apresenta. Conhecer melhor os alunos e
ter noções sobre as variáveis que permeiam as suas vidas e que os fazem ser como são faz
com que possamos entender melhor porque as pessoas pensam e aprendem de certa forma e
não de outra, e isso faz toda a diferença no resultado final.
Há uma forma bastante comum de se classificar as gerações, que é usada
principalmente no meio corporativo e que pode também ajudar a entender um pouco sobre
nós mesmos e nossos alunos. De acordo com essa classificação, hoje em dia existem quatro
gerações coexistindo: elas são a Geração Baby Boomers, a Geração X, a Geração Y e a mais
recente Geração Z. De acordo com Deise Engelmann, em seu artigo de 2009, intitulado “O
                                                            
3
“A language becomes an international or global language for one reason only: the power of the people who
use it. In the case of English, we are talking about a combination of power factors that have influenced the
language over a period of 400 years – political (the British Empire), technological (the Industrial Revolution),
economic (especially the US), and cultural (developments such as the telephone, pop music and the Internet)”.
 
7 
 
Futuro da Gestão de Pessoas – Como lidaremos com a Geração Y”, pode-se considerar que os
Baby Boomers são os nascidos entre 1948 e 1963; à geração X pertencem os nascidos entre
1964 e 1977; pertencem à geração Y aqueles que nasceram entre 1978 e 1994 e os nascidos a
partir 1994 são pertencentes à Geração Z.
Os Baby Boomers têm como principais características a grande responsabilidade e
dedicação com as quais lidam com trabalho e estudos e também um grande respeito à
autoridade e hierarquia. Costumam ser bastante focados e disciplinados. Os chamados
Geração X costumam ser um tanto conservadores e materialistas, são autoconfiantes e
bastante questionadores. As pessoas classificadas como Geração Y costumam ser ambiciosas
e arrojadas, buscam o prazer e a liberdade de expressão, sentem necessidade de progredirem
rápida e constantemente, gostam de inovações, se arriscam mais e se envolvem em vários
projetos ao mesmo tempo, mas têm pouca paciência e não costumam respeitar muito
hierarquia e autoridade. A Geração Z é a geração multitarefa, que acessa a Internet, ouve
música, assiste à televisão e estuda ao mesmo tempo. Costumam ser muito ansiosos e bastante
impacientes, mas são mais abertos a novas ideias. Nascidos nesta geração também são
conhecidos como Nativos Digitais, e por consequência, as pessoas nascidas antes da Era
Digital são chamadas de Imigrantes Digitais. Em geral, os professores hoje em dia são
Imigrantes Digitais e há alunos que são tanto Imigrantes quanto Nativos Digitais. O nosso
maior desafio encontra-se em entender melhor o segundo grupo e pensar em formas de como
tornar o ensino da Língua Inglesa mais relevante e significativo para estes alunos.
De acordo com Prensky (2001), o termo Nativos Digitais refere-se à geração atual de
alunos que são todos falantes nativos da língua digital de computadores, vídeo games e da
Internet. Uma das características mais marcantes desta geração é o que chamamos de
Tecnofilia, ou seja, todos são simplesmente adoradores da tecnologia. De acordo com
Tapscott, em seu livro “Growing Up Digital”, de 1998, essa geração quer ter liberdade de
expressão e de escolha em tudo que faz; eles adoram personalizar e customizar as coisas,
querem poder adicionar diversão ao trabalho e aos estudos e à sua vida social; e são
extremamente inovadores. E essas mudanças todas não são apenas comportamentais; há
estudos que comprovam que toda esta interação e conectividade levaram a uma mudança
estrutural nos cérebros destes Nativos Digitais.
Prensky afirma que o “maior desafio de Imigrantes Digitais que são instrutores e
professores e que falam uma ‘língua’ desatualizada (da era pré-digital) é ensinar uma
8 
 
população que fala uma língua completamente nova.” (tradução livre).4
Ken Robinson, trouxe
a mesma questão à discussão em seu livro “Out of our Minds: Learning to be Creative”
(2011): “Adolescentes e crianças falam a língua digital como sua língua materna, a maioria
dos adultos a falam como a sua segunda língua.” (tradução livre).5
Os nativos digitais estão
acostumados a receber informação muito rapidamente; eles apreciam o processo paralelo de
pensar sobre as coisas, aprendem de forma randômica, buscam entretenimento e são
multitarefas. Já os Imigrantes Digitais aprenderam e ensinam de forma mais lenta, passo a
passo e acima de tudo, de maneira bastante séria. Levando estes aspectos em consideração,
Prensky (2001) nos pergunta: “Os alunos que são Nativos Digitais devem aprender da forma
antiga ou os Imigrantes Digitais que são educadores devem aprender e ensinar da maneira
nova?” (tradução livre).6
É nessa questão que jaz o maior desafio do ensino e aprendizagem
na atualidade.
Todos estes aspectos nos fazem pensar no papel que alunos e professores devem ter no
processo de ensino e aprendizagem nos dias de hoje. Agora, com os alunos, criando e
compartilhando informações e conhecimento, eles se tornarão muito mais responsáveis pelo
seu próprio aprendizado e de seus colegas, já que aprendem de forma mais colaborativa e
coletiva. Cabe ao professor ser o fio condutor desta experiência, fazendo com que os alunos
façam as conexões corretas, usando as ferramentas adequadas e que percorram os caminhos
certos à procura das respostas.
2.3. OS AVANÇOS DA TECNOLOGIA E A TECNOLOGIA NO ENSINO E
APRENDIZADEM DA LÍNGUA INGLESA
Desde os primórdios da humanidade existe tecnologia. Algo que também sempre
existiu é a relação de ensino e de aprendizagem. E certamente a tecnologia e as maneiras de
ensinar e aprender sempre estiveram juntas. É fato que novas ferramentas, novos processos e
novas habilidades ajudam a tornar uma relação de ensino-aprendizagem mais fácil, mais
eficiente ou mais duradoura.
                                                            
4
 “...our Digital Immigrants instructors, who speak an outdated language (that of pre-digital era), are struggling
to teach a population that speaks an entirely new language”.
5
 “Teenagers and young children speak digital as their mother tongue. Most adults speak it as a second
language.”
6
 “Should the Digital Native students learn the old ways, or should their Digital Immigrants educators learn the
new?” 
9 
 
Pensemos nessa relação de ensino-aprendizagem com a parceria da tecnologia no
ensino de Língua Inglesa. No início do processo de ensino de Língua Inglesa, os professores
contavam apenas com livros e dicionários; logo depois tivemos o surgimento dos gravadores
de voz e de aparelhos de fita cassete; e logo em seguida, o VHS, oferecendo assim, a cada
fase, várias novas possibilidades de ensino e aprendizagem. Com o advento do computador,
criou-se o que chamamos de CALI (Computer Assisted Language Instruction – Instrução de
Línguas assistida por computador) e CALL (Computer Assisted Language Learning –
Aprendizado de Línguas assistido por computador). Hoje, com as novas tecnologias digitais e
com a facilidade de acesso à Internet, podem-se acessar vídeos, textos; pode-se comunicar
com pessoas em todas as partes do mundo em tempo real. Isso permite que o ensino de
Língua Inglesa tenha uma maior significância e seja feito de maneira mais realista. E isso nos
traz muitas novas possibilidades no ensino e aprendizagem de Língua Inglesa, inclusive
cursos online, ou até mesmo o que se chama de blended learning, que seria uma fusão de
aulas presenciais com aulas à distância.
No entanto, é claro que invenções sempre têm sua fase de adaptação e que no começo
é normal as pessoas serem um tanto céticas a respeito do que podemos fazer e obter com elas.
Todos os tipos de tecnologia tiveram a sua fase de testes, mas depois de um tempo tornaram-
se parte do nosso dia-a-dia. As tecnologias digitais estão disponíveis e os alunos estão aptos a
usá-las, porém a escola continua basicamente a mesma, com a mesma estrutura, o mesmo
currículo e professores com o mesmo pensamento há décadas. O que se deve fazer agora é
pensar em como podemos aproveitar todas estas tecnologias e como podemos aprender com
estes nativos digitais para que possamos revolucionar a educação.
2.4. WEB 2.0 E AS MÍDIAS SOCIAIS
A World Wide Web, ou apenas Web, é um subconjunto da Internet que surgiu no início
dos anos 90 e é uma criação do cientista de computação Timothy John Berners-Lee. A
primeira fase da Web, hoje conhecida por Web 1.0, foi de 1990 até o início dos anos 2000.
Nesta fase, quase não havia interação na Internet; as pessoas apenas podiam interagir através
de salas de bate-papo ou de e-mail. No início da criação dos sites, os únicos criadores e
compartilhadores de informação eram os chamados webmasters e os internautas podiam
apenas receber informação, sem responder a ela.
10 
 
A Web 2.0, nasceu no início dos anos 2000 e é marcada pela invenção de diferentes
“linguagens” de criação e compartilhamento de dados que permitiram que a rede se
transformasse em uma plataforma onde todos podem ser tanto receptores quando criadores de
conteúdo e todos podem interagir e compartilhar. Com a Web 2.0, surgiram as Mídias
Sociais. Jane Bozarth, autora do livro “Social Media for Trainers: Techniques for Enhancing
and Extending Learning”, de 2010, define:
“…o termo Mídia Social refere-se a material online produzido pelo público,
distinto do conteúdo produzido por jornalistas e escritores profissionais, ou gerado
pela indústria ou mídias de massa. Exemplos de tecnologias sociais usadas para criar
mídias sociais incluem aquelas para comunicação (como os blogs), colaboração
(como as wikis), comunidades (como o Facebook), resenhas e opiniões (como a
página de resenhas do Amazon escrita pelos leitores), e multimídia (como o
YouTube)”.7
(tradução livre).
As Mídias Sociais podem ser usadas como excelentes ferramentas no Ensino e
Aprendizagem de Língua Inglesa, principalmente pelo fato de auxiliarem os alunos a criarem
e colaborarem coletivamente, através do conceito do sócio-construtivismo e do conectivismo;
e colocar o aluno como o centro do seu próprio aprendizado. Os conceitos de construtivismo e
conectivismo, que é uma teoria desenvolvida por George Siemens e Stephen Downes, nos
trazem uma ferramenta de estudos que está sendo utilizada cada vez mais; conhecida como
PLN (Personal or Professional Learning Network). Esta rede informal de aprendizado é
formada pelas pessoas com as quais o aluno interage, e através da qual ele obtém
conhecimento. Cada aluno pode criar a sua própria PLN, usando uma mídia ou mais, de
acordo com suas preferências, criando suas conexões e assim desenvolvendo a sua própria
rede que contribui para o seu desenvolvimento e aprendizado. Não é necessário que se
conheça essas pessoas pessoalmente e a ideia é que todos compartilhem informações,
conhecimento, conteúdo em geral. Por exemplo, para esta pesquisa, foi criado um grupo no
Facebook chamado “Social Media for Teaching/Learning English”, do qual fazem parte
colegas de profissão e também especialistas na área, tais como João Mattar, Stephen Downes,
                                                            
7
  “...the term social media refers to online material produced by the public, distinct from content produced by
Professional writers, journalists, or generated by the industrial or mass media. Examples of social technologies
used to create social media include those for communication (such as blogs), collaboration (such as wikis),
communities (such as Facebook), reviews and opinions (such as Amazon reader reviews), and multimedia (such
as YouTube).”
11 
 
Gil Giardelli, Sugatra Mitra, entre outros. Neste grupo foi compartilhado muito material
interessante e necessário para o sucesso desta pesquisa.
A seguir, alguns exemplos de Mídias Sociais para utilizar em sala ou por alunos
autonomamente para criarem as suas PLNs ou simplesmente criarem e compartilharem
conteúdos referentes aos estudos de Língua Inglesa.
Mídias Agregadoras - Sites como Pinterest, Delicious, ScoopIt são chamados de
mídias agregadoras. Os alunos podem usar estas mídias agregadoras para montar suas
pastas de estudos com material recolhido de sites da Web; como uma pasta somente
com exercícios de gramática, por exemplo.
Blogs e microblogs - Worpress e Blogspot são os blogs mais conhecidos e usados
internacionalmente. Alunos podem usar blogs como o seu diário de aprendizado
publicando textos e até mesmo atividades; e professores podem usar blogs como um
canal de comunicação com seus alunos, compartilhando ideias, links de sites,
exercícios, etc. Blogs podem ser usados principalmente se a intenção é melhorar a
língua escrita. O Twitter é um exemplo de microblog, onde os alunos e professores
podem compartilhar suas ideias, num texto menor. Os professores podem, por
exemplo, publicar charadas e perguntas referentes ao conteúdo estudado em aula.
Mídias de Vídeo - YouTube, Vodcast e Vimeo são exemplos de mídias de vídeo.
Nestes sites, além de assistir a vídeos de assuntos diversos, os alunos e professores
podem criar os seus próprios vídeos e compartilhá-los na web. Há sites de vídeo que
não permitem a criação e compartilhamento, como o TED. Porém, estes sites possuem
um material riquíssimo em conteúdo para a prática da audição, já que temos vídeos
autênticos na Língua Inglesa e com a possibilidade de assisti-los com legendas.
Mídias de Áudio - Há vários sites na web que disponibilizam os chamados podcasts,
que são gravações em áudio que podem ser baixadas da Internet. Há tanto podcasts
feitos para aulas de Inglês, em que a linguagem é nivelada, quanto os que não são
feitos com a intenção de servir como material específico para aulas e, por isso,
possuem uma linguagem bastante autêntica. Um bom exemplo de site para fazer o
download de podcasts é o site da BBC.
Redes Sociais - Sites como Orkut, Facebook, MySpace são chamados de redes sociais
e podem ser usadas por alunos e professores para manter contato; nelas podem ser
formados grupos de estudos e os professores podem criar páginas para compartilhar
material com os alunos, entre outras possibilidades.
12 
 
Mídias colaborativas - Um exemplo de mídia colaborativa são as wikis, que são
parecidas com blogs, porém todos podem editar o documento, assim construindo
conteúdo coletivamente e colaborativamente. Professores podem, por exemplo, pedir
para que os alunos em conjunto, escrevam uma estória em Inglês, sendo que cada um
será responsável por uma parte do texto.
3. METODOLOGIA
Considero o surgimento de novas tecnologias de informação e de comunicação e de seu
uso no ensino como um fenômeno ao qual pessoas reagem de formas diferentes. É algo bem
atual, principalmente aqui no Brasil, por este motivo meu trabalho tem como fundo o Método
de Abordagem Fenomenológico, pois se pretendeu investigar as opiniões e reações sobre este
assunto, tanto de especialistas através de livros, revistas e artigos, quanto de alunos e
professores. O método fenomenológico não é dedutivo, nem indutivo; ele preocupa-se apenas
com a descrição direta da experiência tal como ela é. De acordo com Ferrari, (1973, p.47),
esse método trata daqueles aspectos mais essenciais do fenômeno, aspirando apreendê-los por
meio da intuição, sem esgotá-los. Ou seja, mesmo tendo analisado as opiniões de
especialistas, de professores e de alunos, a pesquisa não se limita a isso, não termina aqui, não
tem uma resposta definitiva. Isso acontece principalmente pelo fato de não poder
simplesmente generalizar o que todas pessoas sentem a respeito do assunto e como veem estas
transformações hoje em dia. Outro motivo é o fato de que há ainda muito espaço para
pesquisas e descobertas na área, estamos apenas em fase de experimentos e de apropriação
destas ferramentas para o ensino e aprendizagem de Línguas, temos ainda um longo percurso
pela frente até que essas tecnologias se façam mais presentes em sala de aula e na vida de
alunos e professores.
Como Método de Procedimentos foi adotado o Descritivo, pois o trabalho tem o objetivo
de observar, registrar, analisar e descrever as questões levantadas na pesquisa, sem manipular
os resultados de forma alguma. Quanto ao nível de profundidade do estudo, a pesquisa
também pode ser classificada como descritiva, pois aqui os dados levantados serão apenas
descritos, sem tentar explicar ou explorar o assunto mais profundamente.
A primeira parte da pesquisa pode ser classificada como indireta e bibliográfica, pois a
primeira parte do trabalho é fundamentada nos escritos de autores especialistas em suas áreas
13 
 
através da leitura e estudo de livros, artigos e periódicos na área de Língua Inglesa,
Metodologia e Abordagem de Ensino de Língua Inglesa, Linguística Aplicada à Língua
Inglesa, Cognição, Construção de Conhecimento em Grupo, Conectivismo, Internet e as
ferramentas da Web 2.0, Mídias Sociais, Língua e Linguagens, Comunicação, Tecnologia e
Ensino. A segunda parte da pesquisa é classificada como direta, já que os dados da análise
foram coletados através de questionários disponibilizados na Internet para que os alunos e
professores pudessem expressar suas opiniões a respeito das mídias sociais no ensino e
aprendizagem de Língua Inglesa. Estes questionários foram elaborados na plataforma do
Google Docs e foram enviados via email ou compartilhados em redes sociais; e continham
perguntas fechadas, de múltiplas escolhas e questões abertas também. De acordo com Rauen
(2002, p.127-128), um questionário é constituído por três partes: cabeçalho, questões de
caracterização dos informantes e o corpo das questões. “O cabeçalho é a parte que encima um
questionário, indicando, em termos gerais, seu objetivo e o que se espera do informante”.
Logo, “são apresentadas questões de caracterização dos informantes, dados de identificação
tais como idade, entre outras.” E, por fim, “no corpo de questões, o investigador se lança às
perguntas relevantes da pesquisa”, relacionadas diretamente ao objeto do estudo. Os
questionários puderam ser acessados através dos seguintes links:
- para alunos:
(https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?pli=1&formkey=dGRrRldRaWtnVzBoTE10c
kZKWEsxTEE6MQ#gid=0)
- para professores:
(https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dEktcVJNd3dRcnRzRlFlbDFnRlA
2WXc6MQ#gid=0)
Os links foram enviados por e-mail e postados no Facebook e no Twitter, para que
colegas de profissão, alunos e ex-alunos os pudessem responder e também compartilhá-los
com outros professores e alunos que conhecessem. Os questionários ficaram disponíveis para
resposta de Julho a Setembro e foram coletadas as respostas de 61 alunos e ex-alunos e de 30
professores.
Enfim, quanto à abordagem da pesquisa, ela é classificada como qualitativa que, segundo
Minayo (1996, p.21),
“trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores
e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos
processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de
variáveis”.
14 
 
A pesquisa não procurou apenas quantificar as respostas dadas pelos alunos e
professores, mas analisá-las e tentar compreendê-las. A pesquisa não foi baseada apenas em
números, mas principalmente na percepção e reflexão de como os alunos e professores veem
esta nova era digital e como se veem trabalhando e estudando neste contexto e se estão
preparados ou não para as muitas mudanças que ainda estão para acontecer.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1. ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS NA PESQUISA FEITA COM ALUNOS E EX-
ALUNOS DE LÍNGUA INGLESA
Como dito anteriormente, 61 pessoas responderam este questionário, sendo que deste
número, 29 pessoas não mais estudam e 32 ainda estão estudando Língua Inglesa. Do número
total, 2% estudam ou estudaram Inglês em colégio regular, 61% em escolas de idiomas, 33%
com professores particulares, 3% aprenderam ou aprendem sozinhos e 2% de outra maneira.
Quanto à faixa etária, 2% encontram-se entre 10-15 anos, 16% entre 16-20 anos, 26% entre
21-25 anos e a maioria, 56%, está na faixa acima de 25 anos. Os níveis de conhecimento em
Língua Inglesa também variam: 5% estão no nível básico, 8% no nível pré-intermediário,
18% no nível intermediário, 30% no nível intermediário avançado e 39% no nível avançado.
Uma razoável parte das pessoas que responderam este questionário são ou foram alunos meus;
dos que já não mais estudam formalmente, uma boa parte ainda tenta manter a fluência
estudando em casa e praticando no trabalho ou com colegas e amigos. Fica claro, através
destas respostas, que tanto imigrantes digitais quanto nativos digitais responderam o
questionário e que a maioria dos alunos possui um nível de conhecimento em Língua Inglês
bastante elevado, o que de certa forma, faz com que tenham um pouco mais de autonomia e
possibilidades no que diz respeito a estudarem sozinhos fazendo uso das ferramentas certas
para tal.
A respeito da Internet e ferramentas da Web, os alunos foram questionados sobre
quantas vezes acessam a Internet e assim 8% deles responderam que acessam de 3 a 4 vezes
por semana e 92% acessam todos os dias. Foi importante saber que 69% do total dos alunos
que responderam a pesquisa utilizam a Internet em casa para auxiliar em seus estudos de
15 
 
Língua Inglesa. As mídias sociais mais populares entre os alunos são Blogger, Facebook,
Twitter, Instagram, Google+, LinkedIn, Orkut, Google Docs, Dropbox, YouTube, e Skype.
Constatou-se através da pesquisa que 77% dos alunos se veem usando estas mídias sociais
com o propósito de aprender e desenvolver a Língua Inglesa tanto nas aulas quanto em seus
estudos em casa. A maioria dos alunos percebe a grande importância que estas ferramentas
têm se forem bem utilizadas. Alguns dos motivos que deram para o uso destas mídias sociais
são o acesso a materiais autênticos, a possibilidade de contato com pessoas de outros países
que falam ou que também estudam a Língua Inglesa e a facilidade de encontrar material
disponível para estudos, sejam materiais de vídeo, áudio, gramática, escrita, entre outros.
Quando questionados a respeito de seus professores e o uso de mídias em sala de aula
e tarefa de casa, 72% responderam que seus professores fazem ou já fizeram uso das mesmas
e 85% destes alunos considera esta atitude dos professores muito interessante e motivadora. A
maior parte dos alunos percebe que, quando o professor faz uso destas mídias, a aula parece
ser mais dinâmica, mais realista e interativa, eles sentem-se mais interessados na aula e mais
motivados a participar. No entanto, grande parte dos alunos, acreditam que a tecnologia deve
ser uma ferramenta e que o professor e o material continuam sendo as peças principais de uma
aula bem dada e aproveitada. Além disso, 89% dos alunos disseram que gostariam que seus
professores usassem mais ou continuassem usando estas mídias em aula e tarefa de casa, pois
acreditam que poderiam otimizar o seu aprendizado com estas ferramentas. Eles se veem
usando redes sociais para trocar ideias, materiais e sugestões entre colegas e professores; se
veem usando blogs e wikis para melhorar a sua escrita na Língua Inglesa e compartilhar seus
textos e opiniões; acreditam que o YouTube e o Vimeo são ótimos canais para praticar a
audição, assim como podcasts; e também se veem usando cada vez mais Skype e outras
mídias similares para entrar em contato com pessoas de outros países e assim poder praticar a
sua fala.
Com a pesquisa feita com os alunos, salvo alguns poucos casos, constatou-se que os
alunos são positivos e abertos em relação ao uso de mídias sociais no ensino e aprendizagem
de Língua Inglesa. Mesmo os Imigrantes Digitais conseguem perceber a grande oportunidade
que se encontra no uso destas mídias e estão dispostos a aprender a trabalhar com as mídias
que não conhecem. É clara a percepção sobre como eles podem aprimorar seus estudos em
todos os aspectos e habilidades da língua, como podem interagir com outros aprendizes ou
falantes, como podem criar e compartilhar seu conhecimento através das ferramentas da Web
2.0. Muitos alunos mostraram-se muito satisfeitos com a pesquisa em si e gostariam de ver
muito em breve professores mesclando tecnologia e ensino, mas sempre com um propósito,
16 
 
pois depende do professor ter a consciência e saber a medida certa, fazendo com que essa
combinação seja algo natural e até mesmo imperceptível e que faça sentido dentro do
conteúdo que está sendo ensinado, algo que não seja forçado ou até mesmo exagerado. A
chave está no equilíbrio, segundo os alunos e, num futuro próximo, será impossível
desassociar ensino e tecnologia, segundo eles.
4.2. ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS NA PESQUISA FEITA COM PROFESSORES
DE LÍNGUA INGLESA
Participaram da pesquisa 30 professores de Língua Inglesa, sendo que 10% trabalham
com aulas particulares, 53% trabalham em escola de idiomas, 10% em colégios particulares,
7% em colégios da rede pública, 3% em cursos universitários, 3% trabalham com aulas à
distância e 13% trabalham em outras modalidades de ensino. A maioria destes professores,
40%, ensinam Língua Inglesa há mais de 15 anos, 13% de 11 a 15 anos, 33% de 5 a 10 anos e
10% dão aula há menos de cinco anos. A idade dos alunos para os quais estes professores
lecionam varia de cinco anos a mais de 25, portanto estes professores, que em sua maioria são
Imigrantes Digitais ensinam tanto Imigrantes quanto Nativos Digitais.
Quando questionados a respeito dos recursos que possuem em sala de aula, 70% destes
professores responderam que ainda possuem quadro negro e 30% já trabalham com lousas
digitais. Entre os outros recursos disponíveis estão o retroprojetor, em 20% das salas;
televisão, em 63%; DVD player, em 70%; CD player, em 80%; computador, em 80% e
Internet, em também 80% dos casos. Podemos ver que em geral, as salas de aula onde estes
professores trabalham estão razoavelmente equipadas e os professores assim poderiam fazer
uso de mídias sociais em suas aulas, talvez se fazendo necessários apenas alguns ajustes. É
sabido e necessário abrirmos um parênteses para chamarmos a atenção ao fato de que estes
professores trabalham em bons ambientes de ensino, mas que nem todas as escolas e
professores de Língua Inglesa se beneficiam deste tipo de ambiente tão bem equipado.
Em relação ao conhecimento sobre as ferramentas da Web 2.0, a maioria encontra-se
na faixa de conhecimento mediano, 73%. Do restante, 13% consideram ter pouco ou nenhum
conhecimento e os outros 13% têm bastante conhecimento e estão sempre se atualizando. As
mídias sociais mais populares entre estes professores são Blogger, Facebook, Twitter,
Google+, LinkedIn, Orkut, Google Docs, MSN Messenger, YouTube e Skype, resultado bem
17 
 
parecido com o dos alunos. Porém, a maioria dos professores apenas usa em aula YouTube
para vídeos de música ou de algo relacionado com o conteúdo, Google para pesquisar algo
com os alunos, Facebook para manter contato com alunos fora da sala de aula e para que eles
possam tirar dúvidas e também utilizam dicionários online e sites de notícias em Inglês para
obter textos autênticos para usar em suas aulas. Alguns professores também usam algumas
das mídias acima para as tarefas de casa dos alunos. Mesmo usando pouco estas mídias, os
professores percebem que ao usá-las, os alunos parecem mostrar um envolvimento e interesse
maior nas aulas, fazendo com que queiram participar mais.
Quando questionados de forma mais específica sobre as mídias sociais usadas para
atingir um dado objetivo, o resultado de certa forma surpreendeu, ou seja, estes professores
percebem o potencial destas ferramentas, mas não sabem como tirariam um maior proveito
delas. A respeito de utilizar mais Wikis e blogs com o intuito de desenvolver a escrita e a
leitura dos alunos, 90% dos professores acreditam que são excelentes ferramentas, porém
alguns receiam principalmente pelo fato de haver erros em alguns site e páginas e que seus
alunos aprendam uma forma incorreta da língua e temem não ter controle e não poder ajudar
no que diz respeito aos textos escritos por seus alunos; não saberiam como corrigi-los ou até
mesmo se é isso que deveria ser feito. Muitos também se preocupam com o fato de que hoje
em dia muitos alunos têm dificuldade de construir textos próprios, sem que haja muita cópia
de textos já escritos, o que chama a nossa atenção para discutir e refletir sobre a questão de
plágio e de como podemos instigar os alunos a colocarem suas próprias ideias com suas
próprias palavras em seus textos e também reforçar que devem citar fontes se usarem citações
de outras pessoas em seus textos.
Sobre o uso de podcasts, vídeos do TED, YouTube ou Vimeo, entre outros, para
melhorar a audição dos alunos em Inglês, a atitude dos professores é bem positiva – 97%
deles acreditam que são ferramentas indispensáveis nos dias de hoje, pois com o uso delas os
alunos tem exposição a vários sotaques, linguagem natural e autêntica e é um material que
está disponível sempre que precisarem. Há ressalvas, porém, sobre como utilizá-los de forma
mais efetiva e eficiente, professores sentem uma certa dificuldade para preparar atividades
mais específicas, trabalhando sub-habilidades da audição, usando estas ferramentas. No
entanto, todos concordam que estas mídias trazem a realidade para a sala de aula.
Considerando Skype, MSN Messenger e outras mídias similares para a prática da
oralidade da língua, 87% dos professores acreditam que o uso destas pode sim melhorar a
fluência dos alunos e lhes dão a oportunidade de comunicar-se com outros aprendizes e
falantes de outros lugares, o que de certa forma traz aos alunos um sentimento de realização
18 
 
através do aprendizado da Língua Inglesa, pois podem usá-la com um objetivo verdadeiro de
comunicação. Porém, muitos professores só veem uso nestas ferramentas para aulas à
distância, não veem como poderiam utilizá-las com seus alunos em sala ou como estabelecer
tarefas de casa.
No que se refere ao uso de grupos de discussão, ferramentas disponíveis em várias
redes sociais como Facebook e Orkut, por exemplo, com o intuito de estabelecer um maior
convívio, interação e troca entre alunos e professores para construir conhecimento em grupo,
87% dos professores se mostram abertos à ideia. Professores percebem o potencial que estes
grupos podem ter no aprendizado de seus alunos, pois os veem como um ambiente mais
informal em que os alunos possam se sentir mais à vontade para expor suas dúvidas,
questionamentos e opiniões e estarão usando a língua, mesmo sem perceber. Alguns
professores, inclusive, já possuem grupos em redes sociais com algumas de suas turmas.
Já se tratando de mídias que podem ser usadas para a criação de portfólios eletrônicos
com os trabalhos e conteúdos produzidos pelos alunos, como Pathbrite e Glogster, os
professores não foram muito positivos. Apenas 57% veem estas mídias como uma forma de
avaliação do conhecimento adquirido pelos alunos, porém muitos assim o pensam porque
admitiram não conhecê-las muito bem e não conseguirem visualizar como poderiam utilizá-
las de maneira que seus alunos possam mostrar o que aprenderam e como podem avaliar o
conteúdo produzido pelos alunos justamente e uniformemente.
No geral, através das respostas do questionário, fica claro que os professores apostam
no uso destas mídias como uma forma de ensinar a Língua Inglesa de maneira mais realista,
eficiente e significativa para os alunos. A compreensão de que estas mídias estarão cada vez
mais presentes nas salas de aula e nos estudos em casa é clara para 93% dos professores,
inclusive 90% deles fazem uso de mídias sociais para o seu próprio aprendizado e
aprimoramento como professores, através de pesquisas, leituras de blogs especializados e de
revistas específicas, troca entre professores e cursos à distância. O que os impede de
implementar estas mídias ou usá-las com mais frequência em suas aulas são principalmente a
falta de conhecimento de como aproveitá-las de forma eficiente e construtiva, em que se faz
claro o aprendizado do aluno; receio de que alunos considerem o uso destas mídias muito
mais entretenimento do que aprendizado em si; não ter todos os recursos necessários
disponíveis e também a resistência de muitos coordenadores e diretores de escolas e até pais
de alunos em relação ao assunto. É muito satisfatório constatar que 67% destes professores se
sentem preparados para esta mudança que está acontecendo e que todos os professores que
responderam a pesquisa estão interessados e dispostos a aprender mais sobre o uso de mídias
19 
 
sociais e como elas podem transformar suas aulas, trazendo um melhor aproveitamento aos
seus alunos, com mais autonomia e colaboração entre todos. Algo que chama a atenção foi o
fato de muitos professores se surpreenderem um pouco com o tema da pesquisa,
classificando-o como inovador, sendo que na verdade, não é um assunto tão recente assim,
isso nos mostra que nem todos os professores estão mesmo bastante atualizados com os novos
rumos que a educação está tomando em geral, pelo menos em outros países por agora. Porém,
todos foram bem receptivos à pesquisa e ao tema da mesma, e alguns até mesmo responderam
que procurarão pesquisar mais sobre o assunto.
5. CONCLUSÃO
A realidade nos mostra que não há como ignorar esta transformação no Ensino e
Aprendizagem de Língua Inglesa, estamos vivendo uma consequência natural da evolução da
educação. Através da revisão teórica, percebe-se que tudo se transforma e tudo demanda um
certo tempo para que nos adaptemos. A Língua Inglesa vem se transformando como língua e
como língua estrangeira há muitos anos; os métodos e abordagens de ensino estão sempre
sendo atualizados ou modificados ou substituídos por métodos diferentes; nossos alunos hoje
em dia pensam e aprendem de forma diferente; e a tecnologia digital vem se transformando de
forma muito rápida. Não há como ir contra as transformações, o que se deve fazer é aceitá-las,
aprender a utilizá-las e adaptar estas mudanças ao nosso dia a dia, no nosso caso, como
professores de Língua Inglesa, adaptá-la a nossa prática docente.
A coleta de dados mostra que a atitude em relação a estas mudanças é bastante
positiva. Estão claras a importância e a necessidade de se dar mais atenção ao uso das mídias
sociais no ensino e aprendizagem da Língua Inglesa, porém esta mudança há de ser feita com
bastante consciência e cuidado. A solução não é apenas encher as salas de aula de tecnologia,
isso não mudaria nada, na verdade, até atrapalharia, pois perderíamos o rumo. A solução é
estudar, aprender a incluir essas tecnologias em sala de aula sempre com uma intenção, com
um porquê, não apenas para dizer que somos professores atualizados e modernos. A pesquisa
mostrou que há essa preocupação em fazer as coisas da maneira correta, de continuar
ensinando de forma profissional e de poder avaliar os alunos de forma justa, seja com ou sem
tecnologia. Tudo gira em torno do aluno e de seu aprendizado, e é assim que deve ser. Fico
satisfeita em saber que tanto os alunos e os professores estão abertos a essa mudança e
20 
 
também conscientes ao fato de que é um processo que demanda um certo tempo até que
possamos nos especializar em tecnologias educacionais. É bom saber que todos compreendem
a relevância da pesquisa e do tema e que estão dispostos a aprender como lidar com esta nova
fase e como utilizar estas tecnologias para o bem de todos.
Sei que esta pesquisa foi apenas um primeiro passo, uma investigação sobre
principalmente o que se sente a respeito do tema e que há muito a ser feito daqui em diante.
Temos as mais interessantes e adaptáveis ferramentas disponíveis online de graça. Temos
alunos que são Nativos Digitais e que podem nos ensinar muito a respeito de como utilizá-las.
Temos professores dispostos a aprender como lidar com estas ferramentas e como incluí-las
em suas práticas em sala de aula e também nas tarefas de seus alunos. Porém, há ainda muitas
escolas que não possuem acesso a tanta tecnologia, há coordenadores e diretores de escolas e
pais de alunos que ainda desconfiam da efetividade de usar estas ferramentas e para isso
precisamos ainda de muita conversa e trabalho. Contudo, gosto de acreditar que uma semente
foi plantada e que agora só depende de nós buscarmos mais informações, testar, errar e
consertar, até que as tecnologias educacionais se tornem algo natural para nós, professores, e
todos os nossos alunos, não somente os Nativos Digitais e que assim possamos construir o
nosso conhecimento de forma duradoura, mais relevante e coletivamente, que possamos
aprender e usar a Língua Inglesa como um meio para realizar projetos e atingir objetivos e
não como um fim nela mesma. O futuro será baseado em construir conhecimento
coletivamente e devemos estar todos preparados para isso e envolvidos.
21 
 
SOCIAL MEDIA IN TEACHING AND LEARNING ENGLISH
ABSTRACT
This article aims to discuss how it is possible to optimize the teaching and learning of the
English Language through the use of Social Media, by reflecting upon the four pillars of this
research which are the changes in the English Language and in teaching methods and
approaches; the Digital Immigrants and the Digital Natives; and the New Technologies and
Social Media and their use in the classroom. These four pillars were the basis of the
bibliographic research. The article also aims to present the opinions, collected through
questionnaires, of teachers, former students and students, towards the use of these social
media in the classroom and at home in order to optimize the development of the English
Language. The results of this research show that, even with the technologies available and
knowing the potential these media offer so as to make the teaching and learning of the English
Language more relevant and up-to-date, many teachers do not have enough knowledge and
confidence to use them efficiently with their students in a way that their learning is noticeable
and in a way they can assess their students fairly and effectively. The students, in general,
were very open to the proposal of learning English in a more updated way. All the participants
seem to be willing to learn more about these media and how to use them in their classes and
studies.
Keywords: Social Media, English Language, Digital Natives and Digital Immigrants,
Teaching and Learning.
22 
 
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26 
 
ANEXO A¹ – QUESTIONÁRIO DISPONIBILIZADO PARA ALUNOS E EX-ALUNOS
O uso de Mídias Sociais no Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa
Queridos alunos e ex-alunos, preciso de sua contribuição. Esta pesquisa é para colher dados
para o Artigo Final do meu curso de pós-graduação em Ensino de Língua Inglesa com Ênfase
em Novas Tecnologias. Ficarei muito grata se puderem gastar uns minutinhos para
responderem as questões abaixo.
* Reposta obrigatória.
Você está estudando Inglês no momento? *
( ) sim
( ) não
Onde você estuda (estudou) Inglês? *
( ) no colégio
( ) escola de idiomas
( ) aulas particulares
( ) sozinho
( ) outro:
Em que faixa etária você se encontra? *
( ) 10 - 15 anos
( ) 16 - 20 anos
( ) 21 - 25 anos
( ) acima de 25 anos
Qual o seu nível de conhecimento da Língua Inglesa? *
( ) Básico
( ) Pré Intermediário
( ) Intermediário
( ) Intermediário Avançado
27 
 
( ) Avançado
Com que frequência você usa a Internet? *
( ) todo dia
( ) de 3 a 4 vezes por semana
( ) de 1 a 2 vezes por semana
( ) não uso Internet
Você costuma(va) usar a Internet para os seus estudos de Inglês em casa? *
( ) sim
( ) não
Seu(sua) professor(a) de Inglês costuma(va) usar a Internet como recurso de ensino em sala
de aula? *
( ) sim
( ) não
O que você pensa quando seu(sua) professor(a) de Inglês usa Internet e ferramentas da Web
2.0 em sala de aula? *
( ) acho muito interessante e motivador
( ) acho bacana, mas não vejo muita diferença de quando não usa
( ) acho uma perda de tempo
Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. *
Quais das mídias sociais abaixo você conhece? *
( ) Wordpress
( ) Blogger
( ) Posteous
( ) Tumblr
( ) Facebook
( ) Podcasts
( ) Twitter
( ) Pinterest
28 
 
( ) Instagram
( ) Google+
( ) LinkedIn
( ) MySpace
( ) Ning
( ) Orkut
( ) Google Docs
( ) Dropbox
( ) Delicious
( ) Digg
( ) Wikis
( ) YouTube
( ) Skype
( ) Flickr
( ) Scribd
( ) Slide Share
( ) Vimeo
( ) Wallwisher
( ) Glogster
( ) Scoop it
( ) Pathbrite
( ) Formspring
( ) LiveJournal
( ) Flixter
( ) Goodreads
( ) Skoob
( ) Outra:
Em quais das mídias sociais abaixo você possui conta? *
( ) Wordpress
( ) Blogger
( ) Posterous
( ) Tumblr
( ) Facebook
29 
 
( ) Twitter
( ) Pinterest
( ) Instagram
( ) Google+
( ) LinkedIn
( ) MySpace
( ) Ning
( ) Orkut
( ) Google Docs
( ) Dropbox
( ) Delicious
( ) Digg
( ) Wikis
( ) YouTube
( ) Skype
( ) Flickr
( ) Scribd
( ) Slide Share
( ) Vimeo
( ) Wallwisher
( ) Glogster
( ) Scoop it
( ) Pathbrite
( ) Formspring
( ) LiveJournal
( ) Flixter
( ) Goodreads
( ) Skoob
( ) Outra:
Você se vê usando as mídias socias citadas acima com o propósito de aprender e desenvolver
o seu Inglês em casa e na escola? *
( ) sim
( ) não
30 
 
Justifique sua resposta para a pergunta anterior. *
Você gostaria que o(a) seu(sua) professor(a) de Inglês fizesse uso de mídias sociais para
otimizar o seu aprendizado de Língua Inglesa em sala de aula e/ou como atividades de casa? *
( ) sim
( ) não
Justifique sua resposta para a pergunta anterior. *
Você acredita que o futuro do Ensino e Aprendizagem de Línguas em geral está bastante
ligado ao uso de novas tecnologias e ferramentas da Web 2.0? *
( ) sim
( ) não
Justifique sua resposta para a pergunta anterior. *
Você achou esta pesquisa válida para o processo de desenvolvimento de um ensino mais
voltado à era digital em que estamos vivendo? *
( ) sim
( ) não
Deixe suas considerações finais sobre o assunto. *
31 
 
ANEXO A² – QUESTIONÁRIO DISPONIBILIZADO PARA PROFESSORES DE
LÍNGUA INGLESA
O uso de Mídias Sociais no Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa
Caros colegas de profissão, esta pesquisa está sendo realizada por mim para o artigo final do
Curso de Pós-Graduação em Ensino de Língua Inglesa com Ênfase em Novas Tecnologias
que estou fazendo. Ficaria muito grata se vocês pudessem gastar uns minutinhos de seu tempo
precioso para responder o questionário abaixo e contribuir com esta pesquisa. Muito obrigada.
* Resposta obrigatória.
Há quanto tempo você leciona Inglês? *
( ) menos de cinco anos
( ) de 5 a 10 anos
( ) de 11 a 15 anos
( ) mais de 15 anos
Onde você leciona Inglês? *
( ) aulas particulares
( ) escola de idiomas
( ) colégio particular
( ) colégio da rede pública de ensino
( ) universidade e faculdade
( ) aulas à distância
( ) Outro:
Quais dos recursos abaixo você possui em sua sala de aula? *
( ) quadro negro
( ) quadro interativo
( ) retroprojetor
( ) televisão
( ) DVD player
32 
 
( ) CD player
( ) computador
( ) Internet
Qual a faixa etária de seus alunos? * Você pode marcar mais de uma opção.
( ) 5 a 10 anos
( ) 11 a 15 anos
( ) 16 a 20 anos
( ) 21 a 25 anos
( ) acima de 25 anos
Como você considera o seu conhecimento sobre Internet e ferramentas da Web 2.0? *
( ) tenho pouco conhecimento
( ) conhecimento mediano
( ) bastante conhecimento, estou sempre me atualizando em relação a isso
Quais das mídias sociais abaixo você conhece? *
( ) Worpress
( ) Blogger
( ) Posterous
( ) Tumblr
( ) Facebook
( ) Podcasts
( ) Twitter
( ) Pinterest
( ) Instagram
( ) Google+
( ) LinkedIn
( ) MySpace
( ) Ning
( ) Orkut
( ) Google Docs
( ) Dropbox
( ) Delicious
33 
 
( ) Digg
( ) Wikis
( ) YouTube
( ) Skype
( ) Flickr
( ) Scribd
( ) Slide Share
( ) Vimeo
( ) Wallwisher
( ) Glogster
( ) Scoop it
( ) Pathbrite
( ) Formspring
( ) LiveJournal
( ) Flixter
( ) MSN Messenger
( ) TED
( ) Outra:
Em quais das mídias sociais abaixo você possui conta? *
( ) Worpress
( ) Blogger
( ) Posterous
( ) Tumblr
( ) Facebook
( ) Twitter
( ) Pinterest
( ) Instagram
( ) Google+
( ) LinkedIn
( ) MySpace
( ) Ning
( ) Orkut
( ) Google Docs
34 
 
( ) Dropbox
( ) MSN Messenger
( ) Delicious
( ) Digg
( ) Wikis
( ) YouTube
( ) Skype
( ) Flickr
( ) Scribd
( ) Slide Share
( ) Vimeo
( ) Wallwisher
( ) Glogster
( ) Scoop it
( ) Pathbrite
( ) Formspring
( ) LiveJournal
( ) Flixter
( ) Outra:
Você utiliza alguma das mídias sociais citadas acima em suas aulas? Quais? *
Você utiliza alguma das mídias sociais citadas acima para estabelecer tarefa de casa para os
seus alunos? Quais? *
Quando você utiliza estas mídias com seus alunos, você percebe um maior envolvimento,
interesse e motivação por parte deles? *
( ) sim
( ) não
Você acredita que o uso de blogs e Wikis pode contribuir para o aprimoramento da escrita e
da leitura em Inglês dos seus alunos? *
( ) sim
( ) não
35 
 
Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. *
Você acredita que o uso de podcasts e de vídeos do YouTube, TED e do Vimeo, entre outros,
pode contribuir para o desenvolvimento e aprimoramento da audição em Inglês dos seus
alunos? *
( ) sim
( ) não
Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. *
Você acredita que o uso de mídias como o MSN Messenger ou Skype pode contribuir para o
aprimoramento da fala em Inglês dos seus alunos? *
( ) sim
( ) não
Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. *
Você acredita que o uso de grupos de pessoas - ferramenta encontrada em várias redes socias
- pode contribuir para um maior envolvimento entre professores e alunos e entre alunos e
alunos para um aprendizado/ensino mais realista e natural já que todos podem contribuir com
suas ideias e opiniões e assim construir o conhecimento juntos? *
( ) sim
( ) não
Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. *
Você acredita que sites como o Glogster e o Pathbrite, que permitem aos alunos produzir
pôsteres e portfólios, pode contribuir para uma avaliação constante do progresso e
desenvolvimento de seus alunos? *
( ) sim
( ) não
Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. *
36 
 
Além das mídias sociais citadas anteriormente, você faz uso de dicionários online e sites de
busca em sala de aula? *
( ) sim
( ) não
Você consegue perceber e compreender a importância e o quanto as ferramentas da Web 2.0
podem contribuir para o ensino e a aprendizagem da Língua Inglesa, principalmente levando
em consideração os alunos nascidos e criados nesta era digital? *
( ) sim
( ) não
Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. *
Se você não faz uso destas mídias no momento, o que lhe impede de usá-las em suas aulas?
Você pode escolhar mais de uma opção.
( ) não tenho as ferramentas necessárias no ambiente em que trabalho
( ) a escola onde tabalho não me permite usar tais mídias com os meus alunos
( ) não possuo o conhecimento necessário para usá-las com o objetivo de melhorar o
ensino/aprendizagem em minhas aulas
( ) não acredito que o uso destas mídias fará grande diferença em relação à maneira que
ensino e que meus alunos aprendem
( ) não acho que meus alunos se interessariam muito
( )tenho receio de que os alunos pensem que estamos brincando ao invés de estudar/aprender
( ) penso que trabalhar com estas mídias demanda muito tempo e preparação por parte dos
professores
Você faz uso destas mídias para os seus estudos e aprimoramento como professor? *
( ) sim
( ) não
Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. *
Você acredita que o futuro do Ensino e Aprendizagem de Línguas em geral está bastante
ligado ao uso de novas tecnologias e ferramentas da Web 2.0? *
37 
 
( ) sim
( ) não
Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. *
Você se sente preparado para esta nova fase digital no ensino e aprendizagem pela qual
estamos passando? *
( ) sim
( ) não
Justifique a sua resposta a pergunta anterior. *
Você consideraria estudar mais a respeito destas mídias sociais para o uso em suas aulas? *
( ) sim
( ) não
Você achou esta pesquisa válida para o processo de desenvolvimento de um ensino mais
voltado a era digital em que estamos vivendo? *
( ) sim
( ) não
Deixe suas considerações finais sobre o assunto. *
38 
 
AGRADECIMENTOS
Sem querer ser presunçosa, agradeço primeiramente a mim mesma por não ter
desistido e estar concluindo este trabalho e este curso, que é muito importante para a minha
carreira como professora de Língua Inglesa. Foram dois anos de muito trabalho e de estresse.
Fazer um curso à distância não é fácil, principalmente quando há tantas informações
desencontradas e falta de comunicação.
Agradeço muito ao meu querido marido Arnaldo, pela paciência comigo nestes quase
dois anos de curso, pelo abraço carinhoso e pelas palavras de apoio nos momentos em que eu
estava prestes a desistir e pelo interesse genuíno na minha pesquisa e no meu trabalho. Além
de me ensinar como ser humano, também me ensina a ser uma profissional melhor a cada dia
que passa.
Agradeço aos meus filhinhos, o canino Joaquim e o felino Dexter, pela companhia e
pelos soninhos tirados no meu colo enquanto trabalhava na pesquisa e no artigo.
Agradeço aos meus pais Ana Clara e Gilmar e à minha irmã Ariadne, pelos valores
ensinados, pelo amor, pela força e pela compreensão sempre que precisei cancelar encontros
de família por ter que estudar e concluir o meu trabalho.
Agradeço infinitamente aos meus alunos e ex-alunos, sem os quais a pesquisa não teria
sido possível de ser realizada, pois foram eles que me deram muitas das respostas que
procurava. Agradeço-os também por me permitirem fazer parte de seu aprendizado e me
deixar acompanhá-los nesta linda jornada pelo conhecimento. É por vocês que estou sempre
procurando me especializar e melhorar como professora e é pelo contato com vocês e pelas
experiências trocadas que tenho certeza que estou fazendo o que devo e quero fazer.
Agradeço aos meus colegas de profissão, todos os professores que participaram da
pesquisa compartilhando suas experiências e me ajudando também com ideias e sugestões.
Nossa profissão é linda e não é fácil, mas tenho certeza que todos adoram o que fazem e o
fazem com profissionalismo e carinho.
Agradeço à professora Cíntia Rabello pelos exemplos de profissionalismo, ética,
comprometimento, vontade e amor pela arte de ensinar e à Sandra de Almeida, da Central de
Cursos, que sempre me atendeu prontamente nas vezes em que tive problemas ou dúvidas.
Agradeço também aos colegas de curso, que mesmo de longe, foram muito
importantes nesta caminhada.
À todos o meu mais carinhoso abraço e minha eterna gratidão.
39 
 
FOLHA DE APROVAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO
Aluno: Aline Carolina dos Santos Mehedin
As Mídias Sociais no Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa.
Monografia apresentada à Central de Cursos de Extensão e Pós-Graduação Lato Sensu
da Universidade Gama Filho como requisito parcial para a conclusão do Curso de Pós-
Graduação em Ensino de Língua Inglesa com Ênfase em Novas Tecnologias.
AVALIAÇÃO
1. CONTEÚDO
Grau: ______
2. FORMA
Grau: ______
3. NOTA FINAL: ______
AVALIADO POR
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
São Paulo, _____ de ______________ de 20___
__________________________________________________
Titulação e Nome completo do coordenador do Curso

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As mídias sociais no ensino de inglês

  • 1.     UNIVERSIDADE GAMA FILHO CENTRAL DE CURSOS DE EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU CURSO DE ENSINO DE LÍNGUA INGLESA COM ÊNFASE EM NOVAS TECNOLOGIAS AS MÍDIAS SOCIAS NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA ALINE CAROLINA DOS SANTOS MEHEDIN São Paulo 2012
  • 2.     ALINE CAROLINA DOS SANTOS MEHEDIN AS MÍDIAS SOCIAS NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA Artigo apresentado à Central de Cursos de Extensão e Pós-Graduação Lato Sensu como requisito parcial para conclusão do Curso de Especialização em Ensino de Língua Inglesa com Ênfase em Novas Tecnologias. Professora Orientadora: Mestre Maria Alice de Fátima Capocchi Ribeiro. São Paulo 2012    
  • 3.                                                                 AS MÍDIAS SOCIAS NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA1 ALINE CAROLINA DOS SANTOS MEHEDIN2 RESUMO O artigo objetiva discutir como podemos otimizar o ensino e a aprendizagem da Língua Inglesa através do uso das Mídias Sociais, a partir de uma reflexão sobre os quatro pilares desta pesquisa que são as mudanças na Língua Inglesa e nos métodos e abordagens de ensino; os Imigrantes Digitais e os Nativos Digitais; e as Novas Tecnologias e as Mídias Sociais e seu uso em sala de aula, sendo estes pilares a base da pesquisa bibliográfica. O trabalho também objetiva apresentar as opiniões de alunos, ex-alunos e professores, colhidas através de questionários, a respeito do uso destas mídias sociais em sala de aula e em tarefas de casa para otimizar o desenvolvimento da Língua Inglesa. Perante os resultados, concluiu-se que, mesmo tendo tecnologias disponíveis e percebendo o potencial que estas mídias têm como meio de tornar o ensino e a aprendizagem de Língua Inglesa mais relevante e condizente com a atualidade, muitos professores não têm o conhecimento e a confiança necessários para utilizá- las eficientemente com seus alunos de forma que o aprendizado seja aparente para os alunos e que possam avaliá-los justa e efetivamente. Os alunos, em geral, mostraram-se bastante abertos à proposta de ensino e aprendizagem de Língua Inglesa mais voltados ao Século XXI. Todos os participantes mostraram-se dispostos a aprender mais sobre as mídias e como usá- las em suas aulas e em seus estudos. Palavras-chave: Mídias Sociais. Língua Inglesa. Nativos Digitais e Imigrantes Digitais. Ensino e Aprendizagem.   1  Artigo de conclusão do Curso de Ensino de Língua Inglesa com Ênfase em Novas Tecnologias da Universidade Gama Filho. 2  Professora particular de Língua Inglesa e tradutora POB<>EN. Contatos: aline.teacher.translator@gmail.com e lilica1983@gmail.com. Blogs: http://amenglishconsultancy.com/ e http://edutechportfolio.wordpress.com/ . 
  • 4. 4    1. INTRODUÇÃO As ferramentas da Web 2.0 e as mídias sociais são uma realidade. A maioria das pessoas que possui acesso à Internet conhece e/ou possui conta nas mais diversas mídias sociais, principalmente as pessoas nascidas e criadas nesta era digital. Por que, então, não aproveitamos todas estas ferramentas disponíveis para o ensino e o aprendizado de línguas? As diversas mídias sociais disponíveis online nos possibilitam trabalhar todas as habilidades da língua com os alunos e oferecer um ensino e aprendizagem de Língua Inglesa mais realista e relevante. Por mídias sociais aqui estão compreendidas as redes sociais, os blogs e as wikis, as mídias de vídeo e áudio, as mídias agregadoras, as mídias para a construção de portfólios e pôsteres, entre outras. Procurou-se com esta pesquisa trazer estas ferramentas à luz e investigar se fazem parte do dia a dia dos alunos e professores em sala de aula e como isto está sendo feito, assim como conhecer qual a opinião de alunos e professores. O ensino de Língua Inglesa tem se transformado bastante ao longo dos anos. Para que se possa criar e aplicar um sistema de ensino mais coerente devemos considerar a Língua Inglesa em si e como o conceito sobre a Língua e o uso dela mudou nos últimos anos e analisar quais as ferramentas que temos disponíveis para o ensino e a aprendizagem da Língua Inglesa, tanto nas escolas quanto à disposição dos nossos alunos e como utilizá-las eficaz e equilibradamente. Precisamos refletir sobre como o papel do professor de Língua Inglesa mudou, de como o professor passou de fonte de conhecimento para um mediador e facilitador do ensino, entre outras funções e como os alunos mudaram. O que mudou também é a forma como as informações são adquiridas hoje em dia; no entanto, é importante saber como podemos transformar estas informações em conhecimento e como podemos passá-lo adiante de forma significativa e duradoura. Especialistas e filósofos dizem que estamos vivendo na era da inteligência e do conhecimento coletivo e colaborativo, uma consequência da interatividade da vida em rede (Lévy, 1999; 2001). Assim, só poderemos oferecer um ensino de qualidade se estivermos bem informados e questionarmos o que é eficaz considerando todas as perspectivas e mudanças. A pesquisa foi dividida em duas partes, sendo a primeira focada no estudo bibliográfico de autores de diferentes áreas de conhecimento no que concerne o tema deste trabalho e a segunda parte envolveu conhecer um pouco da realidade de nossos alunos e professores e suas opiniões através de um questionário elaborado e disponibilizado online.
  • 5. 5    Os principais objetivos da pesquisa foram buscar na teoria razões para incluir o uso das mídias sociais nas aulas de Língua Inglesa; investigar o quanto a tecnologia educacional está presente na sala de aula e na vida de alunos e professores e qual a opinião deles a respeito do uso de mídias sociais na sala de aula e nas tarefas de casa; entre outros. 2. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. MUDANÇAS NO CONCEITO E NA FORMA DE ENSINAR/APRENDER A LÍNGUA INGLESA ELT (English Language Teaching – Ensino de Língua Inglesa) tem sido feito por muitos anos e sua significância e importância continuam a crescer, principalmente depois do surgimento da Internet, o que consagrou o que chamamos de Globalização, pois não há mais fronteiras. A Língua Inglesa é falada como primeira língua por aproximadamente 400 milhões de pessoas e como segunda língua por um bilhão e seiscentos milhões. A Língua Inglesa vem sendo ensinada há muito tempo para falantes não nativos como ESL (English as a Second Language) e EFL (English as a Foreign Language). Além destes, há também o termo ELF (English as Lingua Franca). No entanto, alguns estudiosos como Crystal (2003), Mckay (2002) e Burns e Coffin (2001), defendem que a Língua Inglesa nos dias de hoje deve ser pensada e ensinada como uma língua internacional ou global, e assim surgiram os termos EIL (English as an International Language) e GL (Global Language). David Crystal, em seu livro English as a Global Language (2003), diz que a Língua Inglesa se tornou a Língua Global apenas por um motivo: poder. Seja este poder militar, econômico, tecnológico, entre outros, como disse na mesma entrevista de 2011 para a revista Spotlight: “Uma língua se torna uma língua internacional ou global por apenas uma razão: o poder das pessoas que a usam. No caso da Língua Inglesa, nós estamos falando de uma combinação de fatores de poder que têm influenciado a língua nos últimos 400 anos – o poder político (o Império Britânico), o poder tecnológico (a Revolução Industrial), o poder econômico (especialmente os Estados Unidos), e o
  • 6. 6    poder cultural (avanços como o telefone, a música pop e a Internet)”. (tradução livre) 3       Quando se pensa em Ensino de Língua Inglesa também é importante relembrar todas as maneiras como a língua tem sido ensinada. Desde os primórdios do EFL e do ESL, já tivemos vários métodos e abordagens de ensino. Os métodos mais atuais são o Método Lexical, a Abordagem Comunicativa e o Task-Based Method que, segundo alguns estudos, será o método mais usado agora que temos ferramentas como computadores e Internet. A ideia é que cada vez mais ensinemos o que fazer ou o que alcançar com a língua e não a língua em si (Jarvis, 2004). Essas mudanças em relação ao conceito de língua e aos diferentes métodos também nos levam a uma mudança de papéis de alunos e professores e a tendência é centralizarmos o ensino cada vez menos nos professores e cada vez mais nos alunos, fazendo com que eles, em conjunto uns com os outros, busquem pelo seu conhecimento e aprendizado de forma mais autônoma, coletiva, colaborativa, interativa e independente. 2.2. PROFESSORES E ALUNOS – AS DIFERENTES GERAÇÕES E SEUS PAPÉIS NO ENSINO E APRENDIZAGEM Em qualquer situação em que há alguém ensinando e alguém aprendendo é muito importante prestar atenção na relação humana que se apresenta. Conhecer melhor os alunos e ter noções sobre as variáveis que permeiam as suas vidas e que os fazem ser como são faz com que possamos entender melhor porque as pessoas pensam e aprendem de certa forma e não de outra, e isso faz toda a diferença no resultado final. Há uma forma bastante comum de se classificar as gerações, que é usada principalmente no meio corporativo e que pode também ajudar a entender um pouco sobre nós mesmos e nossos alunos. De acordo com essa classificação, hoje em dia existem quatro gerações coexistindo: elas são a Geração Baby Boomers, a Geração X, a Geração Y e a mais recente Geração Z. De acordo com Deise Engelmann, em seu artigo de 2009, intitulado “O                                                              3 “A language becomes an international or global language for one reason only: the power of the people who use it. In the case of English, we are talking about a combination of power factors that have influenced the language over a period of 400 years – political (the British Empire), technological (the Industrial Revolution), economic (especially the US), and cultural (developments such as the telephone, pop music and the Internet)”.  
  • 7. 7    Futuro da Gestão de Pessoas – Como lidaremos com a Geração Y”, pode-se considerar que os Baby Boomers são os nascidos entre 1948 e 1963; à geração X pertencem os nascidos entre 1964 e 1977; pertencem à geração Y aqueles que nasceram entre 1978 e 1994 e os nascidos a partir 1994 são pertencentes à Geração Z. Os Baby Boomers têm como principais características a grande responsabilidade e dedicação com as quais lidam com trabalho e estudos e também um grande respeito à autoridade e hierarquia. Costumam ser bastante focados e disciplinados. Os chamados Geração X costumam ser um tanto conservadores e materialistas, são autoconfiantes e bastante questionadores. As pessoas classificadas como Geração Y costumam ser ambiciosas e arrojadas, buscam o prazer e a liberdade de expressão, sentem necessidade de progredirem rápida e constantemente, gostam de inovações, se arriscam mais e se envolvem em vários projetos ao mesmo tempo, mas têm pouca paciência e não costumam respeitar muito hierarquia e autoridade. A Geração Z é a geração multitarefa, que acessa a Internet, ouve música, assiste à televisão e estuda ao mesmo tempo. Costumam ser muito ansiosos e bastante impacientes, mas são mais abertos a novas ideias. Nascidos nesta geração também são conhecidos como Nativos Digitais, e por consequência, as pessoas nascidas antes da Era Digital são chamadas de Imigrantes Digitais. Em geral, os professores hoje em dia são Imigrantes Digitais e há alunos que são tanto Imigrantes quanto Nativos Digitais. O nosso maior desafio encontra-se em entender melhor o segundo grupo e pensar em formas de como tornar o ensino da Língua Inglesa mais relevante e significativo para estes alunos. De acordo com Prensky (2001), o termo Nativos Digitais refere-se à geração atual de alunos que são todos falantes nativos da língua digital de computadores, vídeo games e da Internet. Uma das características mais marcantes desta geração é o que chamamos de Tecnofilia, ou seja, todos são simplesmente adoradores da tecnologia. De acordo com Tapscott, em seu livro “Growing Up Digital”, de 1998, essa geração quer ter liberdade de expressão e de escolha em tudo que faz; eles adoram personalizar e customizar as coisas, querem poder adicionar diversão ao trabalho e aos estudos e à sua vida social; e são extremamente inovadores. E essas mudanças todas não são apenas comportamentais; há estudos que comprovam que toda esta interação e conectividade levaram a uma mudança estrutural nos cérebros destes Nativos Digitais. Prensky afirma que o “maior desafio de Imigrantes Digitais que são instrutores e professores e que falam uma ‘língua’ desatualizada (da era pré-digital) é ensinar uma
  • 8. 8    população que fala uma língua completamente nova.” (tradução livre).4 Ken Robinson, trouxe a mesma questão à discussão em seu livro “Out of our Minds: Learning to be Creative” (2011): “Adolescentes e crianças falam a língua digital como sua língua materna, a maioria dos adultos a falam como a sua segunda língua.” (tradução livre).5 Os nativos digitais estão acostumados a receber informação muito rapidamente; eles apreciam o processo paralelo de pensar sobre as coisas, aprendem de forma randômica, buscam entretenimento e são multitarefas. Já os Imigrantes Digitais aprenderam e ensinam de forma mais lenta, passo a passo e acima de tudo, de maneira bastante séria. Levando estes aspectos em consideração, Prensky (2001) nos pergunta: “Os alunos que são Nativos Digitais devem aprender da forma antiga ou os Imigrantes Digitais que são educadores devem aprender e ensinar da maneira nova?” (tradução livre).6 É nessa questão que jaz o maior desafio do ensino e aprendizagem na atualidade. Todos estes aspectos nos fazem pensar no papel que alunos e professores devem ter no processo de ensino e aprendizagem nos dias de hoje. Agora, com os alunos, criando e compartilhando informações e conhecimento, eles se tornarão muito mais responsáveis pelo seu próprio aprendizado e de seus colegas, já que aprendem de forma mais colaborativa e coletiva. Cabe ao professor ser o fio condutor desta experiência, fazendo com que os alunos façam as conexões corretas, usando as ferramentas adequadas e que percorram os caminhos certos à procura das respostas. 2.3. OS AVANÇOS DA TECNOLOGIA E A TECNOLOGIA NO ENSINO E APRENDIZADEM DA LÍNGUA INGLESA Desde os primórdios da humanidade existe tecnologia. Algo que também sempre existiu é a relação de ensino e de aprendizagem. E certamente a tecnologia e as maneiras de ensinar e aprender sempre estiveram juntas. É fato que novas ferramentas, novos processos e novas habilidades ajudam a tornar uma relação de ensino-aprendizagem mais fácil, mais eficiente ou mais duradoura.                                                              4  “...our Digital Immigrants instructors, who speak an outdated language (that of pre-digital era), are struggling to teach a population that speaks an entirely new language”. 5  “Teenagers and young children speak digital as their mother tongue. Most adults speak it as a second language.” 6  “Should the Digital Native students learn the old ways, or should their Digital Immigrants educators learn the new?” 
  • 9. 9    Pensemos nessa relação de ensino-aprendizagem com a parceria da tecnologia no ensino de Língua Inglesa. No início do processo de ensino de Língua Inglesa, os professores contavam apenas com livros e dicionários; logo depois tivemos o surgimento dos gravadores de voz e de aparelhos de fita cassete; e logo em seguida, o VHS, oferecendo assim, a cada fase, várias novas possibilidades de ensino e aprendizagem. Com o advento do computador, criou-se o que chamamos de CALI (Computer Assisted Language Instruction – Instrução de Línguas assistida por computador) e CALL (Computer Assisted Language Learning – Aprendizado de Línguas assistido por computador). Hoje, com as novas tecnologias digitais e com a facilidade de acesso à Internet, podem-se acessar vídeos, textos; pode-se comunicar com pessoas em todas as partes do mundo em tempo real. Isso permite que o ensino de Língua Inglesa tenha uma maior significância e seja feito de maneira mais realista. E isso nos traz muitas novas possibilidades no ensino e aprendizagem de Língua Inglesa, inclusive cursos online, ou até mesmo o que se chama de blended learning, que seria uma fusão de aulas presenciais com aulas à distância. No entanto, é claro que invenções sempre têm sua fase de adaptação e que no começo é normal as pessoas serem um tanto céticas a respeito do que podemos fazer e obter com elas. Todos os tipos de tecnologia tiveram a sua fase de testes, mas depois de um tempo tornaram- se parte do nosso dia-a-dia. As tecnologias digitais estão disponíveis e os alunos estão aptos a usá-las, porém a escola continua basicamente a mesma, com a mesma estrutura, o mesmo currículo e professores com o mesmo pensamento há décadas. O que se deve fazer agora é pensar em como podemos aproveitar todas estas tecnologias e como podemos aprender com estes nativos digitais para que possamos revolucionar a educação. 2.4. WEB 2.0 E AS MÍDIAS SOCIAIS A World Wide Web, ou apenas Web, é um subconjunto da Internet que surgiu no início dos anos 90 e é uma criação do cientista de computação Timothy John Berners-Lee. A primeira fase da Web, hoje conhecida por Web 1.0, foi de 1990 até o início dos anos 2000. Nesta fase, quase não havia interação na Internet; as pessoas apenas podiam interagir através de salas de bate-papo ou de e-mail. No início da criação dos sites, os únicos criadores e compartilhadores de informação eram os chamados webmasters e os internautas podiam apenas receber informação, sem responder a ela.
  • 10. 10    A Web 2.0, nasceu no início dos anos 2000 e é marcada pela invenção de diferentes “linguagens” de criação e compartilhamento de dados que permitiram que a rede se transformasse em uma plataforma onde todos podem ser tanto receptores quando criadores de conteúdo e todos podem interagir e compartilhar. Com a Web 2.0, surgiram as Mídias Sociais. Jane Bozarth, autora do livro “Social Media for Trainers: Techniques for Enhancing and Extending Learning”, de 2010, define: “…o termo Mídia Social refere-se a material online produzido pelo público, distinto do conteúdo produzido por jornalistas e escritores profissionais, ou gerado pela indústria ou mídias de massa. Exemplos de tecnologias sociais usadas para criar mídias sociais incluem aquelas para comunicação (como os blogs), colaboração (como as wikis), comunidades (como o Facebook), resenhas e opiniões (como a página de resenhas do Amazon escrita pelos leitores), e multimídia (como o YouTube)”.7 (tradução livre). As Mídias Sociais podem ser usadas como excelentes ferramentas no Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa, principalmente pelo fato de auxiliarem os alunos a criarem e colaborarem coletivamente, através do conceito do sócio-construtivismo e do conectivismo; e colocar o aluno como o centro do seu próprio aprendizado. Os conceitos de construtivismo e conectivismo, que é uma teoria desenvolvida por George Siemens e Stephen Downes, nos trazem uma ferramenta de estudos que está sendo utilizada cada vez mais; conhecida como PLN (Personal or Professional Learning Network). Esta rede informal de aprendizado é formada pelas pessoas com as quais o aluno interage, e através da qual ele obtém conhecimento. Cada aluno pode criar a sua própria PLN, usando uma mídia ou mais, de acordo com suas preferências, criando suas conexões e assim desenvolvendo a sua própria rede que contribui para o seu desenvolvimento e aprendizado. Não é necessário que se conheça essas pessoas pessoalmente e a ideia é que todos compartilhem informações, conhecimento, conteúdo em geral. Por exemplo, para esta pesquisa, foi criado um grupo no Facebook chamado “Social Media for Teaching/Learning English”, do qual fazem parte colegas de profissão e também especialistas na área, tais como João Mattar, Stephen Downes,                                                              7   “...the term social media refers to online material produced by the public, distinct from content produced by Professional writers, journalists, or generated by the industrial or mass media. Examples of social technologies used to create social media include those for communication (such as blogs), collaboration (such as wikis), communities (such as Facebook), reviews and opinions (such as Amazon reader reviews), and multimedia (such as YouTube).”
  • 11. 11    Gil Giardelli, Sugatra Mitra, entre outros. Neste grupo foi compartilhado muito material interessante e necessário para o sucesso desta pesquisa. A seguir, alguns exemplos de Mídias Sociais para utilizar em sala ou por alunos autonomamente para criarem as suas PLNs ou simplesmente criarem e compartilharem conteúdos referentes aos estudos de Língua Inglesa. Mídias Agregadoras - Sites como Pinterest, Delicious, ScoopIt são chamados de mídias agregadoras. Os alunos podem usar estas mídias agregadoras para montar suas pastas de estudos com material recolhido de sites da Web; como uma pasta somente com exercícios de gramática, por exemplo. Blogs e microblogs - Worpress e Blogspot são os blogs mais conhecidos e usados internacionalmente. Alunos podem usar blogs como o seu diário de aprendizado publicando textos e até mesmo atividades; e professores podem usar blogs como um canal de comunicação com seus alunos, compartilhando ideias, links de sites, exercícios, etc. Blogs podem ser usados principalmente se a intenção é melhorar a língua escrita. O Twitter é um exemplo de microblog, onde os alunos e professores podem compartilhar suas ideias, num texto menor. Os professores podem, por exemplo, publicar charadas e perguntas referentes ao conteúdo estudado em aula. Mídias de Vídeo - YouTube, Vodcast e Vimeo são exemplos de mídias de vídeo. Nestes sites, além de assistir a vídeos de assuntos diversos, os alunos e professores podem criar os seus próprios vídeos e compartilhá-los na web. Há sites de vídeo que não permitem a criação e compartilhamento, como o TED. Porém, estes sites possuem um material riquíssimo em conteúdo para a prática da audição, já que temos vídeos autênticos na Língua Inglesa e com a possibilidade de assisti-los com legendas. Mídias de Áudio - Há vários sites na web que disponibilizam os chamados podcasts, que são gravações em áudio que podem ser baixadas da Internet. Há tanto podcasts feitos para aulas de Inglês, em que a linguagem é nivelada, quanto os que não são feitos com a intenção de servir como material específico para aulas e, por isso, possuem uma linguagem bastante autêntica. Um bom exemplo de site para fazer o download de podcasts é o site da BBC. Redes Sociais - Sites como Orkut, Facebook, MySpace são chamados de redes sociais e podem ser usadas por alunos e professores para manter contato; nelas podem ser formados grupos de estudos e os professores podem criar páginas para compartilhar material com os alunos, entre outras possibilidades.
  • 12. 12    Mídias colaborativas - Um exemplo de mídia colaborativa são as wikis, que são parecidas com blogs, porém todos podem editar o documento, assim construindo conteúdo coletivamente e colaborativamente. Professores podem, por exemplo, pedir para que os alunos em conjunto, escrevam uma estória em Inglês, sendo que cada um será responsável por uma parte do texto. 3. METODOLOGIA Considero o surgimento de novas tecnologias de informação e de comunicação e de seu uso no ensino como um fenômeno ao qual pessoas reagem de formas diferentes. É algo bem atual, principalmente aqui no Brasil, por este motivo meu trabalho tem como fundo o Método de Abordagem Fenomenológico, pois se pretendeu investigar as opiniões e reações sobre este assunto, tanto de especialistas através de livros, revistas e artigos, quanto de alunos e professores. O método fenomenológico não é dedutivo, nem indutivo; ele preocupa-se apenas com a descrição direta da experiência tal como ela é. De acordo com Ferrari, (1973, p.47), esse método trata daqueles aspectos mais essenciais do fenômeno, aspirando apreendê-los por meio da intuição, sem esgotá-los. Ou seja, mesmo tendo analisado as opiniões de especialistas, de professores e de alunos, a pesquisa não se limita a isso, não termina aqui, não tem uma resposta definitiva. Isso acontece principalmente pelo fato de não poder simplesmente generalizar o que todas pessoas sentem a respeito do assunto e como veem estas transformações hoje em dia. Outro motivo é o fato de que há ainda muito espaço para pesquisas e descobertas na área, estamos apenas em fase de experimentos e de apropriação destas ferramentas para o ensino e aprendizagem de Línguas, temos ainda um longo percurso pela frente até que essas tecnologias se façam mais presentes em sala de aula e na vida de alunos e professores. Como Método de Procedimentos foi adotado o Descritivo, pois o trabalho tem o objetivo de observar, registrar, analisar e descrever as questões levantadas na pesquisa, sem manipular os resultados de forma alguma. Quanto ao nível de profundidade do estudo, a pesquisa também pode ser classificada como descritiva, pois aqui os dados levantados serão apenas descritos, sem tentar explicar ou explorar o assunto mais profundamente. A primeira parte da pesquisa pode ser classificada como indireta e bibliográfica, pois a primeira parte do trabalho é fundamentada nos escritos de autores especialistas em suas áreas
  • 13. 13    através da leitura e estudo de livros, artigos e periódicos na área de Língua Inglesa, Metodologia e Abordagem de Ensino de Língua Inglesa, Linguística Aplicada à Língua Inglesa, Cognição, Construção de Conhecimento em Grupo, Conectivismo, Internet e as ferramentas da Web 2.0, Mídias Sociais, Língua e Linguagens, Comunicação, Tecnologia e Ensino. A segunda parte da pesquisa é classificada como direta, já que os dados da análise foram coletados através de questionários disponibilizados na Internet para que os alunos e professores pudessem expressar suas opiniões a respeito das mídias sociais no ensino e aprendizagem de Língua Inglesa. Estes questionários foram elaborados na plataforma do Google Docs e foram enviados via email ou compartilhados em redes sociais; e continham perguntas fechadas, de múltiplas escolhas e questões abertas também. De acordo com Rauen (2002, p.127-128), um questionário é constituído por três partes: cabeçalho, questões de caracterização dos informantes e o corpo das questões. “O cabeçalho é a parte que encima um questionário, indicando, em termos gerais, seu objetivo e o que se espera do informante”. Logo, “são apresentadas questões de caracterização dos informantes, dados de identificação tais como idade, entre outras.” E, por fim, “no corpo de questões, o investigador se lança às perguntas relevantes da pesquisa”, relacionadas diretamente ao objeto do estudo. Os questionários puderam ser acessados através dos seguintes links: - para alunos: (https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?pli=1&formkey=dGRrRldRaWtnVzBoTE10c kZKWEsxTEE6MQ#gid=0) - para professores: (https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dEktcVJNd3dRcnRzRlFlbDFnRlA 2WXc6MQ#gid=0) Os links foram enviados por e-mail e postados no Facebook e no Twitter, para que colegas de profissão, alunos e ex-alunos os pudessem responder e também compartilhá-los com outros professores e alunos que conhecessem. Os questionários ficaram disponíveis para resposta de Julho a Setembro e foram coletadas as respostas de 61 alunos e ex-alunos e de 30 professores. Enfim, quanto à abordagem da pesquisa, ela é classificada como qualitativa que, segundo Minayo (1996, p.21), “trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis”.
  • 14. 14    A pesquisa não procurou apenas quantificar as respostas dadas pelos alunos e professores, mas analisá-las e tentar compreendê-las. A pesquisa não foi baseada apenas em números, mas principalmente na percepção e reflexão de como os alunos e professores veem esta nova era digital e como se veem trabalhando e estudando neste contexto e se estão preparados ou não para as muitas mudanças que ainda estão para acontecer. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1. ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS NA PESQUISA FEITA COM ALUNOS E EX- ALUNOS DE LÍNGUA INGLESA Como dito anteriormente, 61 pessoas responderam este questionário, sendo que deste número, 29 pessoas não mais estudam e 32 ainda estão estudando Língua Inglesa. Do número total, 2% estudam ou estudaram Inglês em colégio regular, 61% em escolas de idiomas, 33% com professores particulares, 3% aprenderam ou aprendem sozinhos e 2% de outra maneira. Quanto à faixa etária, 2% encontram-se entre 10-15 anos, 16% entre 16-20 anos, 26% entre 21-25 anos e a maioria, 56%, está na faixa acima de 25 anos. Os níveis de conhecimento em Língua Inglesa também variam: 5% estão no nível básico, 8% no nível pré-intermediário, 18% no nível intermediário, 30% no nível intermediário avançado e 39% no nível avançado. Uma razoável parte das pessoas que responderam este questionário são ou foram alunos meus; dos que já não mais estudam formalmente, uma boa parte ainda tenta manter a fluência estudando em casa e praticando no trabalho ou com colegas e amigos. Fica claro, através destas respostas, que tanto imigrantes digitais quanto nativos digitais responderam o questionário e que a maioria dos alunos possui um nível de conhecimento em Língua Inglês bastante elevado, o que de certa forma, faz com que tenham um pouco mais de autonomia e possibilidades no que diz respeito a estudarem sozinhos fazendo uso das ferramentas certas para tal. A respeito da Internet e ferramentas da Web, os alunos foram questionados sobre quantas vezes acessam a Internet e assim 8% deles responderam que acessam de 3 a 4 vezes por semana e 92% acessam todos os dias. Foi importante saber que 69% do total dos alunos que responderam a pesquisa utilizam a Internet em casa para auxiliar em seus estudos de
  • 15. 15    Língua Inglesa. As mídias sociais mais populares entre os alunos são Blogger, Facebook, Twitter, Instagram, Google+, LinkedIn, Orkut, Google Docs, Dropbox, YouTube, e Skype. Constatou-se através da pesquisa que 77% dos alunos se veem usando estas mídias sociais com o propósito de aprender e desenvolver a Língua Inglesa tanto nas aulas quanto em seus estudos em casa. A maioria dos alunos percebe a grande importância que estas ferramentas têm se forem bem utilizadas. Alguns dos motivos que deram para o uso destas mídias sociais são o acesso a materiais autênticos, a possibilidade de contato com pessoas de outros países que falam ou que também estudam a Língua Inglesa e a facilidade de encontrar material disponível para estudos, sejam materiais de vídeo, áudio, gramática, escrita, entre outros. Quando questionados a respeito de seus professores e o uso de mídias em sala de aula e tarefa de casa, 72% responderam que seus professores fazem ou já fizeram uso das mesmas e 85% destes alunos considera esta atitude dos professores muito interessante e motivadora. A maior parte dos alunos percebe que, quando o professor faz uso destas mídias, a aula parece ser mais dinâmica, mais realista e interativa, eles sentem-se mais interessados na aula e mais motivados a participar. No entanto, grande parte dos alunos, acreditam que a tecnologia deve ser uma ferramenta e que o professor e o material continuam sendo as peças principais de uma aula bem dada e aproveitada. Além disso, 89% dos alunos disseram que gostariam que seus professores usassem mais ou continuassem usando estas mídias em aula e tarefa de casa, pois acreditam que poderiam otimizar o seu aprendizado com estas ferramentas. Eles se veem usando redes sociais para trocar ideias, materiais e sugestões entre colegas e professores; se veem usando blogs e wikis para melhorar a sua escrita na Língua Inglesa e compartilhar seus textos e opiniões; acreditam que o YouTube e o Vimeo são ótimos canais para praticar a audição, assim como podcasts; e também se veem usando cada vez mais Skype e outras mídias similares para entrar em contato com pessoas de outros países e assim poder praticar a sua fala. Com a pesquisa feita com os alunos, salvo alguns poucos casos, constatou-se que os alunos são positivos e abertos em relação ao uso de mídias sociais no ensino e aprendizagem de Língua Inglesa. Mesmo os Imigrantes Digitais conseguem perceber a grande oportunidade que se encontra no uso destas mídias e estão dispostos a aprender a trabalhar com as mídias que não conhecem. É clara a percepção sobre como eles podem aprimorar seus estudos em todos os aspectos e habilidades da língua, como podem interagir com outros aprendizes ou falantes, como podem criar e compartilhar seu conhecimento através das ferramentas da Web 2.0. Muitos alunos mostraram-se muito satisfeitos com a pesquisa em si e gostariam de ver muito em breve professores mesclando tecnologia e ensino, mas sempre com um propósito,
  • 16. 16    pois depende do professor ter a consciência e saber a medida certa, fazendo com que essa combinação seja algo natural e até mesmo imperceptível e que faça sentido dentro do conteúdo que está sendo ensinado, algo que não seja forçado ou até mesmo exagerado. A chave está no equilíbrio, segundo os alunos e, num futuro próximo, será impossível desassociar ensino e tecnologia, segundo eles. 4.2. ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS NA PESQUISA FEITA COM PROFESSORES DE LÍNGUA INGLESA Participaram da pesquisa 30 professores de Língua Inglesa, sendo que 10% trabalham com aulas particulares, 53% trabalham em escola de idiomas, 10% em colégios particulares, 7% em colégios da rede pública, 3% em cursos universitários, 3% trabalham com aulas à distância e 13% trabalham em outras modalidades de ensino. A maioria destes professores, 40%, ensinam Língua Inglesa há mais de 15 anos, 13% de 11 a 15 anos, 33% de 5 a 10 anos e 10% dão aula há menos de cinco anos. A idade dos alunos para os quais estes professores lecionam varia de cinco anos a mais de 25, portanto estes professores, que em sua maioria são Imigrantes Digitais ensinam tanto Imigrantes quanto Nativos Digitais. Quando questionados a respeito dos recursos que possuem em sala de aula, 70% destes professores responderam que ainda possuem quadro negro e 30% já trabalham com lousas digitais. Entre os outros recursos disponíveis estão o retroprojetor, em 20% das salas; televisão, em 63%; DVD player, em 70%; CD player, em 80%; computador, em 80% e Internet, em também 80% dos casos. Podemos ver que em geral, as salas de aula onde estes professores trabalham estão razoavelmente equipadas e os professores assim poderiam fazer uso de mídias sociais em suas aulas, talvez se fazendo necessários apenas alguns ajustes. É sabido e necessário abrirmos um parênteses para chamarmos a atenção ao fato de que estes professores trabalham em bons ambientes de ensino, mas que nem todas as escolas e professores de Língua Inglesa se beneficiam deste tipo de ambiente tão bem equipado. Em relação ao conhecimento sobre as ferramentas da Web 2.0, a maioria encontra-se na faixa de conhecimento mediano, 73%. Do restante, 13% consideram ter pouco ou nenhum conhecimento e os outros 13% têm bastante conhecimento e estão sempre se atualizando. As mídias sociais mais populares entre estes professores são Blogger, Facebook, Twitter, Google+, LinkedIn, Orkut, Google Docs, MSN Messenger, YouTube e Skype, resultado bem
  • 17. 17    parecido com o dos alunos. Porém, a maioria dos professores apenas usa em aula YouTube para vídeos de música ou de algo relacionado com o conteúdo, Google para pesquisar algo com os alunos, Facebook para manter contato com alunos fora da sala de aula e para que eles possam tirar dúvidas e também utilizam dicionários online e sites de notícias em Inglês para obter textos autênticos para usar em suas aulas. Alguns professores também usam algumas das mídias acima para as tarefas de casa dos alunos. Mesmo usando pouco estas mídias, os professores percebem que ao usá-las, os alunos parecem mostrar um envolvimento e interesse maior nas aulas, fazendo com que queiram participar mais. Quando questionados de forma mais específica sobre as mídias sociais usadas para atingir um dado objetivo, o resultado de certa forma surpreendeu, ou seja, estes professores percebem o potencial destas ferramentas, mas não sabem como tirariam um maior proveito delas. A respeito de utilizar mais Wikis e blogs com o intuito de desenvolver a escrita e a leitura dos alunos, 90% dos professores acreditam que são excelentes ferramentas, porém alguns receiam principalmente pelo fato de haver erros em alguns site e páginas e que seus alunos aprendam uma forma incorreta da língua e temem não ter controle e não poder ajudar no que diz respeito aos textos escritos por seus alunos; não saberiam como corrigi-los ou até mesmo se é isso que deveria ser feito. Muitos também se preocupam com o fato de que hoje em dia muitos alunos têm dificuldade de construir textos próprios, sem que haja muita cópia de textos já escritos, o que chama a nossa atenção para discutir e refletir sobre a questão de plágio e de como podemos instigar os alunos a colocarem suas próprias ideias com suas próprias palavras em seus textos e também reforçar que devem citar fontes se usarem citações de outras pessoas em seus textos. Sobre o uso de podcasts, vídeos do TED, YouTube ou Vimeo, entre outros, para melhorar a audição dos alunos em Inglês, a atitude dos professores é bem positiva – 97% deles acreditam que são ferramentas indispensáveis nos dias de hoje, pois com o uso delas os alunos tem exposição a vários sotaques, linguagem natural e autêntica e é um material que está disponível sempre que precisarem. Há ressalvas, porém, sobre como utilizá-los de forma mais efetiva e eficiente, professores sentem uma certa dificuldade para preparar atividades mais específicas, trabalhando sub-habilidades da audição, usando estas ferramentas. No entanto, todos concordam que estas mídias trazem a realidade para a sala de aula. Considerando Skype, MSN Messenger e outras mídias similares para a prática da oralidade da língua, 87% dos professores acreditam que o uso destas pode sim melhorar a fluência dos alunos e lhes dão a oportunidade de comunicar-se com outros aprendizes e falantes de outros lugares, o que de certa forma traz aos alunos um sentimento de realização
  • 18. 18    através do aprendizado da Língua Inglesa, pois podem usá-la com um objetivo verdadeiro de comunicação. Porém, muitos professores só veem uso nestas ferramentas para aulas à distância, não veem como poderiam utilizá-las com seus alunos em sala ou como estabelecer tarefas de casa. No que se refere ao uso de grupos de discussão, ferramentas disponíveis em várias redes sociais como Facebook e Orkut, por exemplo, com o intuito de estabelecer um maior convívio, interação e troca entre alunos e professores para construir conhecimento em grupo, 87% dos professores se mostram abertos à ideia. Professores percebem o potencial que estes grupos podem ter no aprendizado de seus alunos, pois os veem como um ambiente mais informal em que os alunos possam se sentir mais à vontade para expor suas dúvidas, questionamentos e opiniões e estarão usando a língua, mesmo sem perceber. Alguns professores, inclusive, já possuem grupos em redes sociais com algumas de suas turmas. Já se tratando de mídias que podem ser usadas para a criação de portfólios eletrônicos com os trabalhos e conteúdos produzidos pelos alunos, como Pathbrite e Glogster, os professores não foram muito positivos. Apenas 57% veem estas mídias como uma forma de avaliação do conhecimento adquirido pelos alunos, porém muitos assim o pensam porque admitiram não conhecê-las muito bem e não conseguirem visualizar como poderiam utilizá- las de maneira que seus alunos possam mostrar o que aprenderam e como podem avaliar o conteúdo produzido pelos alunos justamente e uniformemente. No geral, através das respostas do questionário, fica claro que os professores apostam no uso destas mídias como uma forma de ensinar a Língua Inglesa de maneira mais realista, eficiente e significativa para os alunos. A compreensão de que estas mídias estarão cada vez mais presentes nas salas de aula e nos estudos em casa é clara para 93% dos professores, inclusive 90% deles fazem uso de mídias sociais para o seu próprio aprendizado e aprimoramento como professores, através de pesquisas, leituras de blogs especializados e de revistas específicas, troca entre professores e cursos à distância. O que os impede de implementar estas mídias ou usá-las com mais frequência em suas aulas são principalmente a falta de conhecimento de como aproveitá-las de forma eficiente e construtiva, em que se faz claro o aprendizado do aluno; receio de que alunos considerem o uso destas mídias muito mais entretenimento do que aprendizado em si; não ter todos os recursos necessários disponíveis e também a resistência de muitos coordenadores e diretores de escolas e até pais de alunos em relação ao assunto. É muito satisfatório constatar que 67% destes professores se sentem preparados para esta mudança que está acontecendo e que todos os professores que responderam a pesquisa estão interessados e dispostos a aprender mais sobre o uso de mídias
  • 19. 19    sociais e como elas podem transformar suas aulas, trazendo um melhor aproveitamento aos seus alunos, com mais autonomia e colaboração entre todos. Algo que chama a atenção foi o fato de muitos professores se surpreenderem um pouco com o tema da pesquisa, classificando-o como inovador, sendo que na verdade, não é um assunto tão recente assim, isso nos mostra que nem todos os professores estão mesmo bastante atualizados com os novos rumos que a educação está tomando em geral, pelo menos em outros países por agora. Porém, todos foram bem receptivos à pesquisa e ao tema da mesma, e alguns até mesmo responderam que procurarão pesquisar mais sobre o assunto. 5. CONCLUSÃO A realidade nos mostra que não há como ignorar esta transformação no Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa, estamos vivendo uma consequência natural da evolução da educação. Através da revisão teórica, percebe-se que tudo se transforma e tudo demanda um certo tempo para que nos adaptemos. A Língua Inglesa vem se transformando como língua e como língua estrangeira há muitos anos; os métodos e abordagens de ensino estão sempre sendo atualizados ou modificados ou substituídos por métodos diferentes; nossos alunos hoje em dia pensam e aprendem de forma diferente; e a tecnologia digital vem se transformando de forma muito rápida. Não há como ir contra as transformações, o que se deve fazer é aceitá-las, aprender a utilizá-las e adaptar estas mudanças ao nosso dia a dia, no nosso caso, como professores de Língua Inglesa, adaptá-la a nossa prática docente. A coleta de dados mostra que a atitude em relação a estas mudanças é bastante positiva. Estão claras a importância e a necessidade de se dar mais atenção ao uso das mídias sociais no ensino e aprendizagem da Língua Inglesa, porém esta mudança há de ser feita com bastante consciência e cuidado. A solução não é apenas encher as salas de aula de tecnologia, isso não mudaria nada, na verdade, até atrapalharia, pois perderíamos o rumo. A solução é estudar, aprender a incluir essas tecnologias em sala de aula sempre com uma intenção, com um porquê, não apenas para dizer que somos professores atualizados e modernos. A pesquisa mostrou que há essa preocupação em fazer as coisas da maneira correta, de continuar ensinando de forma profissional e de poder avaliar os alunos de forma justa, seja com ou sem tecnologia. Tudo gira em torno do aluno e de seu aprendizado, e é assim que deve ser. Fico satisfeita em saber que tanto os alunos e os professores estão abertos a essa mudança e
  • 20. 20    também conscientes ao fato de que é um processo que demanda um certo tempo até que possamos nos especializar em tecnologias educacionais. É bom saber que todos compreendem a relevância da pesquisa e do tema e que estão dispostos a aprender como lidar com esta nova fase e como utilizar estas tecnologias para o bem de todos. Sei que esta pesquisa foi apenas um primeiro passo, uma investigação sobre principalmente o que se sente a respeito do tema e que há muito a ser feito daqui em diante. Temos as mais interessantes e adaptáveis ferramentas disponíveis online de graça. Temos alunos que são Nativos Digitais e que podem nos ensinar muito a respeito de como utilizá-las. Temos professores dispostos a aprender como lidar com estas ferramentas e como incluí-las em suas práticas em sala de aula e também nas tarefas de seus alunos. Porém, há ainda muitas escolas que não possuem acesso a tanta tecnologia, há coordenadores e diretores de escolas e pais de alunos que ainda desconfiam da efetividade de usar estas ferramentas e para isso precisamos ainda de muita conversa e trabalho. Contudo, gosto de acreditar que uma semente foi plantada e que agora só depende de nós buscarmos mais informações, testar, errar e consertar, até que as tecnologias educacionais se tornem algo natural para nós, professores, e todos os nossos alunos, não somente os Nativos Digitais e que assim possamos construir o nosso conhecimento de forma duradoura, mais relevante e coletivamente, que possamos aprender e usar a Língua Inglesa como um meio para realizar projetos e atingir objetivos e não como um fim nela mesma. O futuro será baseado em construir conhecimento coletivamente e devemos estar todos preparados para isso e envolvidos.
  • 21. 21    SOCIAL MEDIA IN TEACHING AND LEARNING ENGLISH ABSTRACT This article aims to discuss how it is possible to optimize the teaching and learning of the English Language through the use of Social Media, by reflecting upon the four pillars of this research which are the changes in the English Language and in teaching methods and approaches; the Digital Immigrants and the Digital Natives; and the New Technologies and Social Media and their use in the classroom. These four pillars were the basis of the bibliographic research. The article also aims to present the opinions, collected through questionnaires, of teachers, former students and students, towards the use of these social media in the classroom and at home in order to optimize the development of the English Language. The results of this research show that, even with the technologies available and knowing the potential these media offer so as to make the teaching and learning of the English Language more relevant and up-to-date, many teachers do not have enough knowledge and confidence to use them efficiently with their students in a way that their learning is noticeable and in a way they can assess their students fairly and effectively. The students, in general, were very open to the proposal of learning English in a more updated way. All the participants seem to be willing to learn more about these media and how to use them in their classes and studies. Keywords: Social Media, English Language, Digital Natives and Digital Immigrants, Teaching and Learning.
  • 22. 22    REFERÊNCIAS BAKER, Thomas. The PLN – Professional Learning Network. 1. ed. Livro publicado apenas digitalmente por Thomas Baker e Amazon. (Kindle Edition) BLAKE, Robert. Brave New Digital Classroom: Technology and Foreign Language Learning. 1. ed. Washington: Georgetown University Press, 2008. (Kindle Edition) BONK, Curtis. The World is Open: How Web Technology is Revolutionizing Education. 1. ed. São Franscisco: Jossey-Bass, 2009. (Kindle Edition) BOSS, Suzy; KRAUSS, Jane. Reinventing Project-Based Learning. 1. ed. Washington: International Society for Technology in Education (ISTE), 2007. (Kindle Edition) BOZARTH, Jane. Social Media for Trainers: Techniques for Enhancing and Extending Learning. 1. ed. São Fransciso: Pfeiffer, 2010. BURNS, Anne; COFFIN, Caroline. Analyzing English in a Global Context. 1. ed. Londres e Nova Iorque: Routledge, 2001. CRYSTAL, David. English as a Global Language. 2. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2003. _________________. Entrevista: English: a Status Report. Revista Spotlight. Disponível em: <http://www.davidcrystal.com/DC_articles/English136.pdf>. Acesso em: Agosto de 2012. _________________. Entrevista. Revista New Routes. Editora Disal. Disponível em: <http://www.davidcrystal.com/DC_articles/Creative12.pdf>. Acesso em: Agosto de 2012. DOWNES, Stephen. Connectivism and Connective Knowledge. 2012. Disponível em: <http://www.downes.ca/files/Connective_Knowledge-19May2012.pdf>. Acesso em: Agosto de 2012. ELLIS, Rod. Task-Based Language Learning and Teaching. 1. ed. Oxford: Oxford University Press, 2003.
  • 23. 23    ENGELMANN, Deise C. O Futuro da Gestão de Pessoas: como lidaremos com a geração Y?, 2009. Disponível em: <http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Artigo/4696/o-futuro-da- gestao-de-pessoas-como-lidaremos-com-a-geracao-y.html>. Acesso em: Agosto de 2012. FERRARI, Alfonso Trujillo. Metodologia da Ciência. Campinas: Ed.do Autor, 1973. FERRITER, William; RAMSDEN, Jason; SHENINGER, Eric. Communicating and Connecting with Social Media. 1. ed. Bloomington: Solution Tree Press, 2011. (Kindle Edition) FIERRO, Maria Del Carmen; HOWARD, Catherine; ROSALES, Nádia. Digital Natives and ELT at UJED. 2010. Disponível em: <http://filosofia.uatx.mx/ponencias/cincuenta.pdf>. Acesso em: Agosto de 2012. GEE, James P.; HAYES, Elizabeth R. Language and Learning in the Digital Age. 1. ed. Nova Iorque: Routledge, 2011. (Kindle Edition) GARCIA, Felipe et al. Nativos Digitales y Modelos de Aprendizaje. 2008. Disponível em: <http://ftp.informatik.rwth-aachen.de/Publications/CEUR-WS/Vol-318/Garcia.pdf. Acesso em: Agosto de 2012. GARRISON, Randy. E-Learning in the 21st Century. 2. ed. Nova Iorque: Taylor and Francis, 2011. GASSER, Urs; PALFREY, John. Born Digital: Understanding the First Generation of Digital Natives. 1. ed. Nova Iorque: Basic Books, 2008. (Kindle Edition) GRADDOL, David. The Future of English?: A guide to Forecasting the Popularity of the English Language in the 21st Century. 2. ed. The British Council, 2000. JARVIS, Huw; ATSILARAT, Sirin. Shifting paradigms: from a communicative to a context-based approach. 2004. Disponível em: <http://www.asian-efl- journal.com/Dec_04_HJ&SA.pdf>. Acesso em: Agosto de 2012. _________________. Technology and Change in English Language Teaching (ELT). 2005. Disponível em: <http://70.40.196.162/December05PDF%20issue.pdf#page=213>. Acesso em: Agosto de 2012.
  • 24. 24    KAATTARI, Joanne. Guide to Effective Technologies for Providing Online Training. 1. ed. Ontario. Livro publicado apenas digitalmente por Community Literacy of Ontario e Amazon, 2012. (Kindle Edition) KING, Lance. The Teaching Revolution. 2012. Disponível em: <http://www.taolearn.com/articles/article62.pdf>. Acesso em: Agosto de 2012. LÉVY, Pierre. Cyberculture. 1. ed. Minnesota: University of Minnesota Press, 2001. _________________. Collective Intelligence: Mankind’s Emerging World in Cyberspace. 1. ed. Minnesota: University of Minnesota Press, 1999. MATTAR, João. Web 2.0 e Redes Sociais na Educação à Distância: cases no Brasil. 2011. Publicado na revista digital La Educación. Disponível em: <http://www.educoas.org/portal/laeducacion2010>. Acessado em Julho de 2012. MCKAY, Sandra. Teaching English as an International Language. 1. ed. Oxford: Oxford University Press, 2002. MINAYO, Maria Cecília de S. (Org.). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1996. MITRA, Sugatra; NEGROPONTE, Nicholas. Beyond the Hole in the Wall: Discover the Power of Self-Organized Learning. 1. ed. Massachussets/Cambridge. Livro publicado apenas digitalmente por TED e Amazon. (Kindle Edition) O’REILLY, Tim. What is Web 2.0? Design Patterns and Business Models for the Next Generation of Software. Disponível em: <http:// www.oreilly.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-web-20.html>. Acesso em: Agosto de 2012. PRENSKY, M. Digital Natives, Digital Immigrants. 2001. Disponível em: <http://www.marcprensky.com/writing/prensky%20- %20digital%20natives,%20digital%20immigrants%20-%20part1.pdf>. Acesso em: Julho de 2012. _________________. The Digital Game-Based Learning Revolution. 2001. Disponível em: <http://courses.ceit.metu.edu.tr/ceit420/week2/Prensky-Ch1-Digital-Game-Based- Learning.pdf>. Acesso em: Julho de 2012.
  • 25. 25    _________________. The Role of Technology in Teaching and the Classroom. 2008. Disponível em: <http://www.youblisher.com/p/25819-The-Role-of-Technology/>. Acesso em: Julho de 2012. _________________. Changing Paradigms from “being taught” to “learning on your own with guidance”. 2007. Disponível em: <http://marcprensky.com/writing/Prensky- ChangingParadigms-01-EdTech.pdf>. Acesso em: Julho de 2012. RAUEN, Fábio José. Roteiros de Investigação Científica. Tubarão: Editora da Unisul, 2002. RICHARDS, Jack. The Context of Language Teaching. 1. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 1989. _________________.; RODGERS, Theodore. Approaches and methods in Language Teaching. 2. ed. New York/Cambridge: Cambridge University Press, 2001. ROBINSON, Ken. Out of Our Minds: Learning to be Creative. 2. ed. Chichester: Capstone Publishing Ltd, 2011. SCHRUM, Lynne; SOLOMON, Gwen. Web 2.0 How-to for Educators. 1. ed. Washington: International Society for Technology in Education (ISTE), 2010. (Kindle Edition) TAPSCOTT, Dan. Growing Up Digital: The Rise of the Net Generation. 1. ed. Nova Iorque: McGraw-Hill, 1998. THORNE, Kaye. Blended Learning: How to Integrate Online and Traditional Learning. 1. ed. Londres: Kogan, 2003.
  • 26. 26    ANEXO A¹ – QUESTIONÁRIO DISPONIBILIZADO PARA ALUNOS E EX-ALUNOS O uso de Mídias Sociais no Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa Queridos alunos e ex-alunos, preciso de sua contribuição. Esta pesquisa é para colher dados para o Artigo Final do meu curso de pós-graduação em Ensino de Língua Inglesa com Ênfase em Novas Tecnologias. Ficarei muito grata se puderem gastar uns minutinhos para responderem as questões abaixo. * Reposta obrigatória. Você está estudando Inglês no momento? * ( ) sim ( ) não Onde você estuda (estudou) Inglês? * ( ) no colégio ( ) escola de idiomas ( ) aulas particulares ( ) sozinho ( ) outro: Em que faixa etária você se encontra? * ( ) 10 - 15 anos ( ) 16 - 20 anos ( ) 21 - 25 anos ( ) acima de 25 anos Qual o seu nível de conhecimento da Língua Inglesa? * ( ) Básico ( ) Pré Intermediário ( ) Intermediário ( ) Intermediário Avançado
  • 27. 27    ( ) Avançado Com que frequência você usa a Internet? * ( ) todo dia ( ) de 3 a 4 vezes por semana ( ) de 1 a 2 vezes por semana ( ) não uso Internet Você costuma(va) usar a Internet para os seus estudos de Inglês em casa? * ( ) sim ( ) não Seu(sua) professor(a) de Inglês costuma(va) usar a Internet como recurso de ensino em sala de aula? * ( ) sim ( ) não O que você pensa quando seu(sua) professor(a) de Inglês usa Internet e ferramentas da Web 2.0 em sala de aula? * ( ) acho muito interessante e motivador ( ) acho bacana, mas não vejo muita diferença de quando não usa ( ) acho uma perda de tempo Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. * Quais das mídias sociais abaixo você conhece? * ( ) Wordpress ( ) Blogger ( ) Posteous ( ) Tumblr ( ) Facebook ( ) Podcasts ( ) Twitter ( ) Pinterest
  • 28. 28    ( ) Instagram ( ) Google+ ( ) LinkedIn ( ) MySpace ( ) Ning ( ) Orkut ( ) Google Docs ( ) Dropbox ( ) Delicious ( ) Digg ( ) Wikis ( ) YouTube ( ) Skype ( ) Flickr ( ) Scribd ( ) Slide Share ( ) Vimeo ( ) Wallwisher ( ) Glogster ( ) Scoop it ( ) Pathbrite ( ) Formspring ( ) LiveJournal ( ) Flixter ( ) Goodreads ( ) Skoob ( ) Outra: Em quais das mídias sociais abaixo você possui conta? * ( ) Wordpress ( ) Blogger ( ) Posterous ( ) Tumblr ( ) Facebook
  • 29. 29    ( ) Twitter ( ) Pinterest ( ) Instagram ( ) Google+ ( ) LinkedIn ( ) MySpace ( ) Ning ( ) Orkut ( ) Google Docs ( ) Dropbox ( ) Delicious ( ) Digg ( ) Wikis ( ) YouTube ( ) Skype ( ) Flickr ( ) Scribd ( ) Slide Share ( ) Vimeo ( ) Wallwisher ( ) Glogster ( ) Scoop it ( ) Pathbrite ( ) Formspring ( ) LiveJournal ( ) Flixter ( ) Goodreads ( ) Skoob ( ) Outra: Você se vê usando as mídias socias citadas acima com o propósito de aprender e desenvolver o seu Inglês em casa e na escola? * ( ) sim ( ) não
  • 30. 30    Justifique sua resposta para a pergunta anterior. * Você gostaria que o(a) seu(sua) professor(a) de Inglês fizesse uso de mídias sociais para otimizar o seu aprendizado de Língua Inglesa em sala de aula e/ou como atividades de casa? * ( ) sim ( ) não Justifique sua resposta para a pergunta anterior. * Você acredita que o futuro do Ensino e Aprendizagem de Línguas em geral está bastante ligado ao uso de novas tecnologias e ferramentas da Web 2.0? * ( ) sim ( ) não Justifique sua resposta para a pergunta anterior. * Você achou esta pesquisa válida para o processo de desenvolvimento de um ensino mais voltado à era digital em que estamos vivendo? * ( ) sim ( ) não Deixe suas considerações finais sobre o assunto. *
  • 31. 31    ANEXO A² – QUESTIONÁRIO DISPONIBILIZADO PARA PROFESSORES DE LÍNGUA INGLESA O uso de Mídias Sociais no Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa Caros colegas de profissão, esta pesquisa está sendo realizada por mim para o artigo final do Curso de Pós-Graduação em Ensino de Língua Inglesa com Ênfase em Novas Tecnologias que estou fazendo. Ficaria muito grata se vocês pudessem gastar uns minutinhos de seu tempo precioso para responder o questionário abaixo e contribuir com esta pesquisa. Muito obrigada. * Resposta obrigatória. Há quanto tempo você leciona Inglês? * ( ) menos de cinco anos ( ) de 5 a 10 anos ( ) de 11 a 15 anos ( ) mais de 15 anos Onde você leciona Inglês? * ( ) aulas particulares ( ) escola de idiomas ( ) colégio particular ( ) colégio da rede pública de ensino ( ) universidade e faculdade ( ) aulas à distância ( ) Outro: Quais dos recursos abaixo você possui em sua sala de aula? * ( ) quadro negro ( ) quadro interativo ( ) retroprojetor ( ) televisão ( ) DVD player
  • 32. 32    ( ) CD player ( ) computador ( ) Internet Qual a faixa etária de seus alunos? * Você pode marcar mais de uma opção. ( ) 5 a 10 anos ( ) 11 a 15 anos ( ) 16 a 20 anos ( ) 21 a 25 anos ( ) acima de 25 anos Como você considera o seu conhecimento sobre Internet e ferramentas da Web 2.0? * ( ) tenho pouco conhecimento ( ) conhecimento mediano ( ) bastante conhecimento, estou sempre me atualizando em relação a isso Quais das mídias sociais abaixo você conhece? * ( ) Worpress ( ) Blogger ( ) Posterous ( ) Tumblr ( ) Facebook ( ) Podcasts ( ) Twitter ( ) Pinterest ( ) Instagram ( ) Google+ ( ) LinkedIn ( ) MySpace ( ) Ning ( ) Orkut ( ) Google Docs ( ) Dropbox ( ) Delicious
  • 33. 33    ( ) Digg ( ) Wikis ( ) YouTube ( ) Skype ( ) Flickr ( ) Scribd ( ) Slide Share ( ) Vimeo ( ) Wallwisher ( ) Glogster ( ) Scoop it ( ) Pathbrite ( ) Formspring ( ) LiveJournal ( ) Flixter ( ) MSN Messenger ( ) TED ( ) Outra: Em quais das mídias sociais abaixo você possui conta? * ( ) Worpress ( ) Blogger ( ) Posterous ( ) Tumblr ( ) Facebook ( ) Twitter ( ) Pinterest ( ) Instagram ( ) Google+ ( ) LinkedIn ( ) MySpace ( ) Ning ( ) Orkut ( ) Google Docs
  • 34. 34    ( ) Dropbox ( ) MSN Messenger ( ) Delicious ( ) Digg ( ) Wikis ( ) YouTube ( ) Skype ( ) Flickr ( ) Scribd ( ) Slide Share ( ) Vimeo ( ) Wallwisher ( ) Glogster ( ) Scoop it ( ) Pathbrite ( ) Formspring ( ) LiveJournal ( ) Flixter ( ) Outra: Você utiliza alguma das mídias sociais citadas acima em suas aulas? Quais? * Você utiliza alguma das mídias sociais citadas acima para estabelecer tarefa de casa para os seus alunos? Quais? * Quando você utiliza estas mídias com seus alunos, você percebe um maior envolvimento, interesse e motivação por parte deles? * ( ) sim ( ) não Você acredita que o uso de blogs e Wikis pode contribuir para o aprimoramento da escrita e da leitura em Inglês dos seus alunos? * ( ) sim ( ) não
  • 35. 35    Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. * Você acredita que o uso de podcasts e de vídeos do YouTube, TED e do Vimeo, entre outros, pode contribuir para o desenvolvimento e aprimoramento da audição em Inglês dos seus alunos? * ( ) sim ( ) não Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. * Você acredita que o uso de mídias como o MSN Messenger ou Skype pode contribuir para o aprimoramento da fala em Inglês dos seus alunos? * ( ) sim ( ) não Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. * Você acredita que o uso de grupos de pessoas - ferramenta encontrada em várias redes socias - pode contribuir para um maior envolvimento entre professores e alunos e entre alunos e alunos para um aprendizado/ensino mais realista e natural já que todos podem contribuir com suas ideias e opiniões e assim construir o conhecimento juntos? * ( ) sim ( ) não Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. * Você acredita que sites como o Glogster e o Pathbrite, que permitem aos alunos produzir pôsteres e portfólios, pode contribuir para uma avaliação constante do progresso e desenvolvimento de seus alunos? * ( ) sim ( ) não Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. *
  • 36. 36    Além das mídias sociais citadas anteriormente, você faz uso de dicionários online e sites de busca em sala de aula? * ( ) sim ( ) não Você consegue perceber e compreender a importância e o quanto as ferramentas da Web 2.0 podem contribuir para o ensino e a aprendizagem da Língua Inglesa, principalmente levando em consideração os alunos nascidos e criados nesta era digital? * ( ) sim ( ) não Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. * Se você não faz uso destas mídias no momento, o que lhe impede de usá-las em suas aulas? Você pode escolhar mais de uma opção. ( ) não tenho as ferramentas necessárias no ambiente em que trabalho ( ) a escola onde tabalho não me permite usar tais mídias com os meus alunos ( ) não possuo o conhecimento necessário para usá-las com o objetivo de melhorar o ensino/aprendizagem em minhas aulas ( ) não acredito que o uso destas mídias fará grande diferença em relação à maneira que ensino e que meus alunos aprendem ( ) não acho que meus alunos se interessariam muito ( )tenho receio de que os alunos pensem que estamos brincando ao invés de estudar/aprender ( ) penso que trabalhar com estas mídias demanda muito tempo e preparação por parte dos professores Você faz uso destas mídias para os seus estudos e aprimoramento como professor? * ( ) sim ( ) não Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. * Você acredita que o futuro do Ensino e Aprendizagem de Línguas em geral está bastante ligado ao uso de novas tecnologias e ferramentas da Web 2.0? *
  • 37. 37    ( ) sim ( ) não Justifique a sua resposta para a pergunta anterior. * Você se sente preparado para esta nova fase digital no ensino e aprendizagem pela qual estamos passando? * ( ) sim ( ) não Justifique a sua resposta a pergunta anterior. * Você consideraria estudar mais a respeito destas mídias sociais para o uso em suas aulas? * ( ) sim ( ) não Você achou esta pesquisa válida para o processo de desenvolvimento de um ensino mais voltado a era digital em que estamos vivendo? * ( ) sim ( ) não Deixe suas considerações finais sobre o assunto. *
  • 38. 38    AGRADECIMENTOS Sem querer ser presunçosa, agradeço primeiramente a mim mesma por não ter desistido e estar concluindo este trabalho e este curso, que é muito importante para a minha carreira como professora de Língua Inglesa. Foram dois anos de muito trabalho e de estresse. Fazer um curso à distância não é fácil, principalmente quando há tantas informações desencontradas e falta de comunicação. Agradeço muito ao meu querido marido Arnaldo, pela paciência comigo nestes quase dois anos de curso, pelo abraço carinhoso e pelas palavras de apoio nos momentos em que eu estava prestes a desistir e pelo interesse genuíno na minha pesquisa e no meu trabalho. Além de me ensinar como ser humano, também me ensina a ser uma profissional melhor a cada dia que passa. Agradeço aos meus filhinhos, o canino Joaquim e o felino Dexter, pela companhia e pelos soninhos tirados no meu colo enquanto trabalhava na pesquisa e no artigo. Agradeço aos meus pais Ana Clara e Gilmar e à minha irmã Ariadne, pelos valores ensinados, pelo amor, pela força e pela compreensão sempre que precisei cancelar encontros de família por ter que estudar e concluir o meu trabalho. Agradeço infinitamente aos meus alunos e ex-alunos, sem os quais a pesquisa não teria sido possível de ser realizada, pois foram eles que me deram muitas das respostas que procurava. Agradeço-os também por me permitirem fazer parte de seu aprendizado e me deixar acompanhá-los nesta linda jornada pelo conhecimento. É por vocês que estou sempre procurando me especializar e melhorar como professora e é pelo contato com vocês e pelas experiências trocadas que tenho certeza que estou fazendo o que devo e quero fazer. Agradeço aos meus colegas de profissão, todos os professores que participaram da pesquisa compartilhando suas experiências e me ajudando também com ideias e sugestões. Nossa profissão é linda e não é fácil, mas tenho certeza que todos adoram o que fazem e o fazem com profissionalismo e carinho. Agradeço à professora Cíntia Rabello pelos exemplos de profissionalismo, ética, comprometimento, vontade e amor pela arte de ensinar e à Sandra de Almeida, da Central de Cursos, que sempre me atendeu prontamente nas vezes em que tive problemas ou dúvidas. Agradeço também aos colegas de curso, que mesmo de longe, foram muito importantes nesta caminhada. À todos o meu mais carinhoso abraço e minha eterna gratidão.
  • 39. 39    FOLHA DE APROVAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO Aluno: Aline Carolina dos Santos Mehedin As Mídias Sociais no Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa. Monografia apresentada à Central de Cursos de Extensão e Pós-Graduação Lato Sensu da Universidade Gama Filho como requisito parcial para a conclusão do Curso de Pós- Graduação em Ensino de Língua Inglesa com Ênfase em Novas Tecnologias. AVALIAÇÃO 1. CONTEÚDO Grau: ______ 2. FORMA Grau: ______ 3. NOTA FINAL: ______ AVALIADO POR ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ São Paulo, _____ de ______________ de 20___ __________________________________________________ Titulação e Nome completo do coordenador do Curso