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O ensino da Língua Inglesa e o uso das Novas
  Tecnologias da Informação e Comunicação


                             Joyce Vieira Fettermann
                        Mestre em Cognição e Linguagem
                                                UENF
Cenário Educacional com o Advento das NTICs
- Melhoria na qualidade do ensino-aprendizado;
- Transformações de atividades humanas;
- Atualização constante de informações;
- Estabelecimento de novas conexões;
- Novas abordagens de ensino (mais atraentes e diversificadas);
- Proximidade com a realidade cotidiana dos estudantes;
- Ampliação da sala de aula para o mundo, devido ao contato com
pessoas de diversas nacionalidades por meio de ambientes virtuais,
como as redes sociais.
Welcome to MyEC!




• Multiculturalismo;
• O aprendizado ocorre de maneira descontraída e atraente;
• Postagem simultânea de conteúdo no Twitter e no Facebook.
• É possível blogar, adicionar fóruns de discussões, postar fotos,
links, músicas, eventos, vídeos, participar de (e criar) grupos,
“curtir” os posts (como é feito no Facebook);
4. METODOLOGIA
- Na quarta parte, define-se a metodologia utilizada neste estudo,
  sua natureza e contexto, população e amostra, as
  técnicas/instrumentos de coleta de dados e os procedimentos de
  análise de dados.
- Utilizou-se a pesquisa qualitativa de cunho exploratório
  (TRIVIÑOS, 1987; SOUZA, 2009), pelo seu caráter aberto e
  flexível, que possibilita ao pesquisador transitar pelo cenário da
  pesquisa, revendo pontos críticos e aprofundando questões que
  perpassem o decurso da investigação. Igualmente, buscou-se
  suporte na pesquisa quantitativa, por apresentar dados
  estatísticos comparativos referentes ao sujeitos-atores da pesquisa,
  por meio de gráficos ilustrativos.
- Pesquisa bibliográfica, analisando algumas teorias que abordam
  o ensino da Língua Inglesa, além dos conteúdos que tratam do uso
  das novas tecnologias neste processo, buscando alicerce na seleção
  e na análise de autores que asseguram uma fundamentação teórica
  ao problema investigado.
4. METODOLOGIA

- Pesquisa Exploratória como eixo básico (SOUZA, 2009).
- Machado e Tijiboy (2005) – o uso das redes sociais ainda é um
  campo ainda pouco explorado, porém, promissor (págs. 57 e 58).
- Explica-se o cunho exploratório desta pesquisa pelo fato de
  investigar numa rede social a possibilidade de utilizá-la como
  ferramenta pedagógica para o ensino de um idioma estrangeiro, no
  caso, o inglês; suscitando sua aplicabilidade como recurso paralelo
  no processo ensino-aprendizagem, sobretudo, no contexto
  presencial, mais especificamente, em cursos livres. Aponta-se,
  ainda, quanto ao seu teor exploratório, o ineditismo da proposta
  de promover um diálogo entre estudiosos das TICs com a
  Linguística Aplicada.
4.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA

-   Participantes: 40 usuários frequentadores do MyEC, aprendizes da
    língua Inglesa em cursos livres de idiomas.
TÉCNICAS/INSTRUMENTOS DE COLETA DE
                                     DADOS

- Observação Participante (CHIZOTTI, 1998) - a observação
  participante “é obtida por meio do contato direto do pesquisador
  com o fenômeno observado para recolher ações dos atores em
  seu contexto natural, a partir de perspectiva e seus pontos de
  vista”.
- Duplo papel exercido (pesquisadora e usuária da rede social
  MyEC), permitindo olhar o desenvolvimento da pesquisa por
  dentro, identificando seus pontos positivos e negativos, e
  acompanhar cotidianamente os dados relevantes que emergiam no
  campo e configurar o relatório final da pesquisa.
- Procurou-se constantemente relacionar a prática à literatura
  pertinente, epistemologicamente embasada nos referenciais
  teóricos eleitos como pilares da investigação.
TÉCNICAS/INSTRUMENTOS DE COLETA DE
                                      DADOS
- Diário de Campo (CHIZOTTI, 1998) - é um instrumento
  utilizado para as anotações de registro das observações, que
  contêm “[...] informações sobre as técnicas, os dados, o desenrolar
  do cotidiano da pesquisa, as reflexões de campo, as situações
  vividas (percepções, excitações, interferências, conflitos, empatias
  etc.) que poderão ocorrer no decurso da pesquisa”.
- Questionário (TRIVIÑOS, 1987) – (17 questões, sendo uma
  aberta) aplicado utilizando-se a ferramenta Google Docs e
  disponibilizado na rede MyEC.
- Período: 26/01 a 15/02/2012 (até o dia 31/01 foi o período de
  validação do questionário, validado por 15 membros do MyEC).
- O questionário foi ajuizado pelo orientador e pela coorientadora
  do trabalho, e por uma professora de inglês (Apêndice D).
PROCEDIMENTOS DE ANÁLISE DE DADOS

- Escala de Likert (ALEXANDRE, 2003).
- No questionário, lança-se mão de um conjunto de afirmações e o
  sujeito respondente deve assinalar o grau em que concorda (se
  elas se aplicam a eles), numa escala de Likert com cinco opções:
  “discordo totalmente”, “discordo”, “não sei”, “concordo”,
  “concordo totalmente”.
- Esta escala não deu margem para que os participantes
  respondessem cada questão mais de uma vez, o que permitiu que
  o resultado de cada gráfico tivesse 100% no total percentual das
  respostas.
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS




                          Gráfico 1 – Faixa etária dos respondentes.
                                  Fonte: dados da pesquisa.

Quanto à faixa etária, observa-se que a maior parte dos respondentes (55%) tem idade
entre 18 e 25 anos. Isso demonstra o que defende o educador novaiorquino Marc Prensky,
quando diz que os nativos digitais pertencem à geração de aprendizes que nasceram em
meio aos avanços tecnológicos, estando acostumados a receber informações rapidamente,
gostam de processar mais de uma coisa por vez e de realizar múltiplas tarefas. Segundo o
pesquisador, esses aprendizes trabalham melhor quando conectados a um grupo, a uma
rede de contatos e, por causa do grande volume de interação com a tecnologia, pensam e
processam as informações de maneira bem diferente das gerações anteriores (PRENSKY,
2001, p. 1).
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS




                    Gráfico 2 – Nível de inglês declarado pelos informantes.
                                  Fonte: dados da pesquisa.

Observa-se que dentre os depoentes que constituíram o grupo amostral deste estudo, a
maior parte (35%) se encaixa no nível intermediário de conhecimento da língua inglesa.
Igualmente, é significativo evidenciar o número de participantes que tem nível avançado
(22,5%).
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS




                Gráfico 3 – Tempo de uso da Rede Social My English Club.
                              Fonte: dados da pesquisa.

Este gráfico aponta que a maioria dos respondentes, ou seja, 63% frequentam a rede há
menos de um ano. Embora, como já apontado anteriormente, este ambiente social virtual
tenha surgido em 1997, a frequência ao seu uso demonstrada, provavelmente, se
explique no fato de que recentemente é que vem sendo dada maior ênfase à sua
utilização, não apenas no Brasil, mas também em nível mundial. Nesse contexto, Moraes
(2005) aponta a modernidade facilitada pelas novas tecnologias diante de um mercado de
trabalho já bastante inserido na “era internetiana”, elucidando o valor das Tecnologias da
Informação e da Comunicação, estabelecendo-se em vários setores da sociedade, dentre
eles, o setor educativo, inclusive no ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras.
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS




 
            Gráfico 4 – Como o My English Club pode ajudar seu inglês a melhorar?
                                Fonte: dados da pesquisa.




     Gráfico 5 – Ser um membro do My English Club me ajuda a melhorar nas quatro habilidades
           (escrita, leitura, fala e audição) e também a trabalhar de maneira colaborativa.
                                         Fonte: dados da pesquisa.
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
 




      Gráfico 6 – O uso da rede social MyEC aumenta meu vocabulário.
                         Fonte: dados da pesquisa.




       Gráfico 7 – O uso da rede social MyEC melhora minha pronúncia.
                          Fonte: dados da pesquisa.
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
 




    Gráfico 8 – O contato com pessoas de outros países no MyEC me motiva a melhorar meu
                                       nível de inglês.
                                  Fonte: dados da pesquisa.

    Este gráfico aponta significativamente a importância da rede social MyEC como
    ferramenta promotora de intercâmbio cultural e fator de aprendizagem. É interessante
    observar que todos os respondentes (100%) concordaram que a utilização da rede
    efetivamente melhora seu nível de aquisição da língua. É possível perceber o MyEC
    como proposta que engendra o ensino de um idioma estrangeiro, objetivando a
    comunicação do real (estando presentes os diversos elementos que o compõem),
    possibilitando, pois, ampliar e instituir novo sentido a essa aprendizagem, na qual
    deixam de figurar elementos cristalizados da prática pedagógica da rotina da sala de
    aula regular, indo, assim, ao encontro da sala de aula dos cursos livres, cuja proposta é
    justamente promover um ambiente mais espontâneo e pertinente a situações do
    cotidiano dos atores sociais.
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

  




     Gráfico 9 – Utilizar o MyEC aumenta meu conhecimento de outras culturas ao redor do
                                            mundo.
                                   Fonte: dados da pesquisa.

O desenho demonstrado neste gráfico evidencia a importância da sociodiversidade
cultural como aporte para a aquisição do conhecimento provida por esta rede social.
Posto isso, pode-se aqui fazer uso do conceito de mediação na interação homem-
ambiente pelo uso de instrumentos, que Vygotsky (1984) estendeu ao uso de signos.
Depreende-se que os sistemas de signos (a linguagem, a escrita, o sistema de números),
assim como o sistema de instrumentos, são criados pelas sociedades ao longo do curso da
história humana e, assim, transformam a forma social e o nível de seu desenvolvimento
cultural dos indivíduos. Portanto, nota-se que a utilização da rede social digital My English
Club, por ser um ambiente em que os signos são praticados por seus participantes para
que haja comunicação, proporciona aos mesmos o aumento cultural não somente em
nível local, mas também mundial, podendo se inteirar sobre assuntos veiculados em
diversas partes do mundo: cardápios, comportamento, religião, política, relações sociais,
entre outros, além da própria língua.
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

 




    Gráfico 10 – Ferramentas como fóruns, blogs, vídeos e discussões em geral me dão mais
             autoconfiança para falar sobre um tópico específico nesta rede social.
                                   Fonte: dados da pesquisa.

Este gráfico corrobora o que já foi desvelado anteriormente, sobre as ferramentas
oferecidas pela rede social My English Club: fórum, blog, chat, vídeos, fotografias, música,
grupos de compartilhamento, entre outros. Estes recursos promovem a aquisição das
habilidades pertinentes ao ensino-aprendizagem da língua inglesa, favorecendo a realização
de atividades que simulam situações reais para não falantes do idioma.
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

 




     Gráfico 11 – Os membros do MyEC praticam a língua inglesa de forma autêntica, uma vez
    que as coisas que aprendem são utilizadas em situações da vida real (por exemplo: saudações,
                                 gírias, idiomas, colocações etc.).
                                     Fonte: dados da pesquisa.
No momento em que ele entra em contato com novas culturas e pessoas e mantém uma
comunicação através de um idioma estrangeiro numa rede social online, eles passam a
assimilar novas informações de maneira autêntica, uma vez que estarão em contato direto
com falantes nativos da língua, podendo, então, relacionar-se com eles, aprimorando seu
conhecimento construído. Isso se deve à exposição que se dá a um leque de possibilidades
culturais, tornando-o, assim, inserido no contexto linguístico do idioma pretendido. Nesse
sentido, o presente gráfico ressalta a importância dos instrumentos propiciados pelo
MyEC, como ambiente espontâneo e natural (KRASHEN, 1982), onde se aprimora o uso
do idioma adquirido por meio de áudio e vídeo, blogs e demais recursos disponíveis no
referido espaço virtual.
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

 




    Gráfico 12 – Um estudante pode compartilhar o que aprendeu no MyEC em sua sala de
      aula, causando uma troca voluntária de ideias e informações (por exemplo: ele pode
    compartilhar um novo vocabulário com seus colegas, novas informações sobre o que as
                                       pessoas gostam.
                                  Fonte: dados da pesquisa.




      Gráfico 13 – A linguagem informal e espontânea utilizada no MyEC me ajuda a aprender
                        inglês melhor, me sinto confortável desta maneira.
                                    Fonte: dados da pesquisa.
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
De acordo com os resultados desvelados nos gráficos 12 e 13, corrobora-se o referencial,
   
indicado pela própria formulação das perguntas, de que a aprendizagem adquirida no
cenário da rede social, ao ser levada para o contexto da sala de aula dos cursos livres de
idiomas e compartilhada, contribui, como já foi abordado e ressaltado na trajetória desta
análise de dados, para o sucesso do processo ensino-aprendizagem da Língua Inglesa,
tornando-se, portanto, uma prática inovadora e efetiva. Como salienta Crystal (2002, pp.
232-233), “[...] não há dúvida de que a Internet finalmente transformará o ensino e a
aprendizagem de inglês, e a maneira como serão conduzidos”.
 
  
TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

 




    Gráfico 14 – De 5 a 10, quanto do que você aprendeu no MyEC já foi utilizado em suas aulas do 
                                           curso de inglês?
                                      Fonte: dados da pesquisa.

Os resultados do gráfico acima demonstram que os usuários do MyEC realmente
aplicam os conhecimentos adquiridos, através das ferramentas providas pela rede, no
processo de aprendizagem do idioma no ambiente presencial, mesmo que, em alguns
momentos com menor frequência, provavelmente devido ao fato de que o ensino
nesse contexto é sistematizado e vinculado às práticas pedagógicas pertinentes ao
método utilizado pelo professor, através de atividades e estratégias específicas;
enquanto no espaço do MyEC a linguagem é mais informal e menos sistematizada.
Contudo, não deixa de ser relevante, por estar mais articulada à realidade que permeia
o cotidiano dos indivíduos.
CONCLUSÕES
   Evidenciou-se a relevância científica, social e pedagógica desta investigação, uma vez
    que, com a ajuda das tecnologias deste século, o conhecimento em nível mundial (e
    não apenas local) tem se tornado acessível a todos os que dela lançam mão.
   Esclarece-se que todos os objetivos estão respondidos através das reflexões tecidas
    nas diversas partes que sustentaram esta dissertação (referencial teórico,
    intervenções da rede social MyEC no ensino presencial da Língua Inglesa e
    integração desse uso ao ensino).
   Através do referencial teórico tecido e dos depoimentos dos respondentes da
    pesquisa, é notável que o MyEC pode intervir de maneira significativa no
    aprendizado da Língua Inglesa, por meio das respostas ilustradas nos gráficos e das
    categorias emanadas dos discursos dos participantes na pergunta aberta, como foi
    apresentado.
   Ressalta-se o quanto a pesquisa realizada foi significativa, especialmente pela
    perspectiva de sua utilidade e significado para o ensino da Língua Inglesa.
Referências
   CASTELS, Manuel. A Sociedade em Rede. A Era da Informática: Economia, Sociedade e
    Cultura. Rio de Janeiro, Ed. Paz e Vida, 1999.
   _______________ A Galáxia Internet: Reflexões sobre Internet, Negócios e Sociedade. Rio
    de Janeiro. Jorge Zahar Editora, 2003.
   CITELLI, Adilson. Comunicação e Educação: a linguagem em movimento. São Paulo: Editora
    Senaco, 2000.
   COLOMBO, Sonia Simões e outros. Gestão educacional: uma nova visão. Porto Alegre, RS:
    Artmed, 2004.
   D’ EÇA, T. (2004). A Internet na Iniciação à Língua Estrangeira: Blogs e CALL lessons.
    Encontro Regional da Associação Portuguesa de Linguística – O Ensino das Línguas e a Linguística.;
    Disponível em: http://www.malhatlantica.pt/teresadeca/papers/setubal2004/blogsecall.htm (Acessado
    em: 05/11/2010).
   D’ EÇA, T. (2006). O blog como elemento de motivação para a leitura e escrita na língua
    estrangeira. Proformar Online, 15; Disponível em: http://www.proformar.org/revista/edicao_15/blog.pdf
    (Acessado em: 05/11/2010).
   FLICK, Uwe. Uma Introdução à Pesquisa Qualitativa. 2.ed. Editora Artmed, 2004.
   FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de
    Janeiro, RJ: Paz e Terra, 1997.
   HOLANDA, Adriano. Questões sobre pesquisa qualitativa e pesquisa fenomenológica.
    Análise Psicológica (2006), 3 (XXIV): 363-372. Disponível em:
    http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v24n3/v24n3a10.pdf.(Acesso em: 10/11/2010).
   JOLY, M. C.R. A. & SILVEIRA. M.A. Avaliação preliminar do questionário de Informática
    Educacional (QIE). Psicol. Estud. Maringá, V.8-n-1,2003. Disponível em:
    <http://www.scielo.br/scielo.php? Script = sci_arttext & pid = s1413- 73722003000100011 & Ing = pt &
    nrm = 150 >. (Acesso em: 10/11/2010).
   KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e à distância. Campinas/SP:
    Papirus, 2003 – (Série Prática Pedagógica).
   KRASHEN, Stephen D. (1982). Principles and practice in second language acquisition.
    Oxford, Pergamon Press.
   LEMOS, André. Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contemporânea.
    Porto Alegre, Sulina, 4ª Ed., 2008.
   _____________ Ciberespaço e Tecnologias Móveis. Processos de Territorialização
    e Desterritorialização na Cibercultura. Razón y palabra, ISSN 1605-4806, Nº. 52, 2006.  
   LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência – Inteligência-O Futuro do Pensamento
    na Era da Informática. São Paulo. Editora 34, 15ª impressão, 2008.
   ____________ Cibercultura. São Paulo. Editora 34, 1996.
   ____________ O que é o virtual?. São Paulo. Editora 34, 7 ª impressão, 2005.
   LIMA, Regiane da Silva Macedo. Tecnologias Educacionais como suporte para o
    processo de aprendizagem de Língua Inglesa: aspectos relevantes. Anais do III CELLMS,
    IV EPGL e I EPPGL – UEMS-Dourados. 08 a 10 de outubro de 2007.
   LITWIN, Edith. Tecnologia educacional: política, histórias e propostas. Porto Alegre,
    RS: Artes Médicas, 1997
   LOPES. M. C. P. APLIEMS. Ensinar e aprender línguas numa sociedade digital.
   Associação dos professores de língua inglesa do Estado de Mato Grosso do Sul (APLIEMS) 23.
    junho. 2007.
   LOPES. M. C. P. Interação nas aulas de inglês oral: em sala de aula e em laboratório
    de informática. 2000. Trabalho de conclusão de curso. (mestrado) 2000. Pontifícia
    Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. 2000.
   MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo na sociedade de
    massa. Coleção Ensaio & Teoria. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2ª Edição, 1998.
   MARTELETO, Regina Maria. Análise de redes sociais – aplicação nos estudos de
    transferência da informação. Ci. Inf. v.30 n.1 Brasília jan./abr. 2001.
   MCLUHAN, Marshall. Understanding Media: the extensions of Man. New York:
    MCGrouw-Hill Book Company, 1964.
   MCLUHAN, Stephanie e STAINES, David. McLuhan por McLuhan: entrevistas e
    conferências inéditas do profeta da globalização. Rio de Janeiro. Ediouro, 2005.
   OLIVEIRA, Ramon de. Informática educativa. Campinas, SP: Papirus, 1997.
   PELLANDA, Nize Maria Campos; PELLANDA, Eduardo Campos (Orgs). Ciberespaço: um
    hipertexto com Pierre Lévy. Porto Alegre, RS: Artes e Ofícios, 2000.
   PERRENOUD, Philippe e outros. As competências para ensinar no século XXI. Porto
    Alegre, RS: ArtMed, 2002.
   ____________________. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre, RS:
    Artes Médicas Sul, 2000.
   PRENSKY, Marc. Nativos Digitais, Imigrantes Digitais. De On the Horizon (NCB
    University Press, Vol. 9 No. 5, Outubro 2001). Tradução do artigo "Digital natives, digital
    immigrants", cedida por Roberta de Moraes Jesus de Souza: professora, tradutora e mestranda
    em educação pela UCG.
   RECUERO, Raquel – Redes Sociais na Internet 
    http://www.redessociais.net/ – PDF completo do livro. (Acessado em 10/04/10). 
   SANCHO, J. M. Para uma Tecnologia Educacional. Trad. NEVES. B. A. Porto Alegre.
    Artmed. 1998.
   SILVA, Marco. Sala de aula iterativa. Rio de Janeiro, RJ: Quartet, 2 ed. 2001.
   SOUZA, Carlos Henrique Medeiros de. Comunicação, educação e novas tecnologias.
    Campos dos Goytacazes, RJ: Editora FAFIC, 2003.
   SOUZA, Carlos Henrique Medeiros de. Educação e Ciberespaço. Brasília, DF: Editora Usina
    de Letras.2009
   PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira. O uso da Tecnologia no Ensino de Línguas
    Estrangeiras: breve retrospectiva histórica. UFMG/CNPq/FAPEMIG, 1995. Disponível
    em: <http://www.veramenezes.com/techist.pdf> (Acessado em: 23/11/2010).
Obrigada!




Joyce Vieira Fettermann
  LEEL – CCH – UENF
joycejvieira@gmail.com

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O ensino da Língua Inglesa e o uso das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação

  • 1. O ensino da Língua Inglesa e o uso das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação Joyce Vieira Fettermann Mestre em Cognição e Linguagem UENF
  • 2. Cenário Educacional com o Advento das NTICs - Melhoria na qualidade do ensino-aprendizado; - Transformações de atividades humanas; - Atualização constante de informações; - Estabelecimento de novas conexões; - Novas abordagens de ensino (mais atraentes e diversificadas); - Proximidade com a realidade cotidiana dos estudantes; - Ampliação da sala de aula para o mundo, devido ao contato com pessoas de diversas nacionalidades por meio de ambientes virtuais, como as redes sociais.
  • 3. Welcome to MyEC! • Multiculturalismo; • O aprendizado ocorre de maneira descontraída e atraente; • Postagem simultânea de conteúdo no Twitter e no Facebook. • É possível blogar, adicionar fóruns de discussões, postar fotos, links, músicas, eventos, vídeos, participar de (e criar) grupos, “curtir” os posts (como é feito no Facebook);
  • 4.
  • 5.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9. 4. METODOLOGIA - Na quarta parte, define-se a metodologia utilizada neste estudo, sua natureza e contexto, população e amostra, as técnicas/instrumentos de coleta de dados e os procedimentos de análise de dados. - Utilizou-se a pesquisa qualitativa de cunho exploratório (TRIVIÑOS, 1987; SOUZA, 2009), pelo seu caráter aberto e flexível, que possibilita ao pesquisador transitar pelo cenário da pesquisa, revendo pontos críticos e aprofundando questões que perpassem o decurso da investigação. Igualmente, buscou-se suporte na pesquisa quantitativa, por apresentar dados estatísticos comparativos referentes ao sujeitos-atores da pesquisa, por meio de gráficos ilustrativos. - Pesquisa bibliográfica, analisando algumas teorias que abordam o ensino da Língua Inglesa, além dos conteúdos que tratam do uso das novas tecnologias neste processo, buscando alicerce na seleção e na análise de autores que asseguram uma fundamentação teórica ao problema investigado.
  • 10. 4. METODOLOGIA - Pesquisa Exploratória como eixo básico (SOUZA, 2009). - Machado e Tijiboy (2005) – o uso das redes sociais ainda é um campo ainda pouco explorado, porém, promissor (págs. 57 e 58). - Explica-se o cunho exploratório desta pesquisa pelo fato de investigar numa rede social a possibilidade de utilizá-la como ferramenta pedagógica para o ensino de um idioma estrangeiro, no caso, o inglês; suscitando sua aplicabilidade como recurso paralelo no processo ensino-aprendizagem, sobretudo, no contexto presencial, mais especificamente, em cursos livres. Aponta-se, ainda, quanto ao seu teor exploratório, o ineditismo da proposta de promover um diálogo entre estudiosos das TICs com a Linguística Aplicada.
  • 11. 4.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA - Participantes: 40 usuários frequentadores do MyEC, aprendizes da língua Inglesa em cursos livres de idiomas.
  • 12. TÉCNICAS/INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS - Observação Participante (CHIZOTTI, 1998) - a observação participante “é obtida por meio do contato direto do pesquisador com o fenômeno observado para recolher ações dos atores em seu contexto natural, a partir de perspectiva e seus pontos de vista”. - Duplo papel exercido (pesquisadora e usuária da rede social MyEC), permitindo olhar o desenvolvimento da pesquisa por dentro, identificando seus pontos positivos e negativos, e acompanhar cotidianamente os dados relevantes que emergiam no campo e configurar o relatório final da pesquisa. - Procurou-se constantemente relacionar a prática à literatura pertinente, epistemologicamente embasada nos referenciais teóricos eleitos como pilares da investigação.
  • 13. TÉCNICAS/INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS - Diário de Campo (CHIZOTTI, 1998) - é um instrumento utilizado para as anotações de registro das observações, que contêm “[...] informações sobre as técnicas, os dados, o desenrolar do cotidiano da pesquisa, as reflexões de campo, as situações vividas (percepções, excitações, interferências, conflitos, empatias etc.) que poderão ocorrer no decurso da pesquisa”. - Questionário (TRIVIÑOS, 1987) – (17 questões, sendo uma aberta) aplicado utilizando-se a ferramenta Google Docs e disponibilizado na rede MyEC. - Período: 26/01 a 15/02/2012 (até o dia 31/01 foi o período de validação do questionário, validado por 15 membros do MyEC). - O questionário foi ajuizado pelo orientador e pela coorientadora do trabalho, e por uma professora de inglês (Apêndice D).
  • 14. PROCEDIMENTOS DE ANÁLISE DE DADOS - Escala de Likert (ALEXANDRE, 2003). - No questionário, lança-se mão de um conjunto de afirmações e o sujeito respondente deve assinalar o grau em que concorda (se elas se aplicam a eles), numa escala de Likert com cinco opções: “discordo totalmente”, “discordo”, “não sei”, “concordo”, “concordo totalmente”. - Esta escala não deu margem para que os participantes respondessem cada questão mais de uma vez, o que permitiu que o resultado de cada gráfico tivesse 100% no total percentual das respostas.
  • 15. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Gráfico 1 – Faixa etária dos respondentes. Fonte: dados da pesquisa. Quanto à faixa etária, observa-se que a maior parte dos respondentes (55%) tem idade entre 18 e 25 anos. Isso demonstra o que defende o educador novaiorquino Marc Prensky, quando diz que os nativos digitais pertencem à geração de aprendizes que nasceram em meio aos avanços tecnológicos, estando acostumados a receber informações rapidamente, gostam de processar mais de uma coisa por vez e de realizar múltiplas tarefas. Segundo o pesquisador, esses aprendizes trabalham melhor quando conectados a um grupo, a uma rede de contatos e, por causa do grande volume de interação com a tecnologia, pensam e processam as informações de maneira bem diferente das gerações anteriores (PRENSKY, 2001, p. 1).
  • 16. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Gráfico 2 – Nível de inglês declarado pelos informantes. Fonte: dados da pesquisa. Observa-se que dentre os depoentes que constituíram o grupo amostral deste estudo, a maior parte (35%) se encaixa no nível intermediário de conhecimento da língua inglesa. Igualmente, é significativo evidenciar o número de participantes que tem nível avançado (22,5%).
  • 17. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Gráfico 3 – Tempo de uso da Rede Social My English Club. Fonte: dados da pesquisa. Este gráfico aponta que a maioria dos respondentes, ou seja, 63% frequentam a rede há menos de um ano. Embora, como já apontado anteriormente, este ambiente social virtual tenha surgido em 1997, a frequência ao seu uso demonstrada, provavelmente, se explique no fato de que recentemente é que vem sendo dada maior ênfase à sua utilização, não apenas no Brasil, mas também em nível mundial. Nesse contexto, Moraes (2005) aponta a modernidade facilitada pelas novas tecnologias diante de um mercado de trabalho já bastante inserido na “era internetiana”, elucidando o valor das Tecnologias da Informação e da Comunicação, estabelecendo-se em vários setores da sociedade, dentre eles, o setor educativo, inclusive no ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras.
  • 18. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS   Gráfico 4 – Como o My English Club pode ajudar seu inglês a melhorar? Fonte: dados da pesquisa.  Gráfico 5 – Ser um membro do My English Club me ajuda a melhorar nas quatro habilidades (escrita, leitura, fala e audição) e também a trabalhar de maneira colaborativa. Fonte: dados da pesquisa.
  • 19. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS   Gráfico 6 – O uso da rede social MyEC aumenta meu vocabulário. Fonte: dados da pesquisa. Gráfico 7 – O uso da rede social MyEC melhora minha pronúncia. Fonte: dados da pesquisa.
  • 20. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS   Gráfico 8 – O contato com pessoas de outros países no MyEC me motiva a melhorar meu nível de inglês. Fonte: dados da pesquisa. Este gráfico aponta significativamente a importância da rede social MyEC como ferramenta promotora de intercâmbio cultural e fator de aprendizagem. É interessante observar que todos os respondentes (100%) concordaram que a utilização da rede efetivamente melhora seu nível de aquisição da língua. É possível perceber o MyEC como proposta que engendra o ensino de um idioma estrangeiro, objetivando a comunicação do real (estando presentes os diversos elementos que o compõem), possibilitando, pois, ampliar e instituir novo sentido a essa aprendizagem, na qual deixam de figurar elementos cristalizados da prática pedagógica da rotina da sala de aula regular, indo, assim, ao encontro da sala de aula dos cursos livres, cuja proposta é justamente promover um ambiente mais espontâneo e pertinente a situações do cotidiano dos atores sociais.
  • 21. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS   Gráfico 9 – Utilizar o MyEC aumenta meu conhecimento de outras culturas ao redor do mundo. Fonte: dados da pesquisa. O desenho demonstrado neste gráfico evidencia a importância da sociodiversidade cultural como aporte para a aquisição do conhecimento provida por esta rede social. Posto isso, pode-se aqui fazer uso do conceito de mediação na interação homem- ambiente pelo uso de instrumentos, que Vygotsky (1984) estendeu ao uso de signos. Depreende-se que os sistemas de signos (a linguagem, a escrita, o sistema de números), assim como o sistema de instrumentos, são criados pelas sociedades ao longo do curso da história humana e, assim, transformam a forma social e o nível de seu desenvolvimento cultural dos indivíduos. Portanto, nota-se que a utilização da rede social digital My English Club, por ser um ambiente em que os signos são praticados por seus participantes para que haja comunicação, proporciona aos mesmos o aumento cultural não somente em nível local, mas também mundial, podendo se inteirar sobre assuntos veiculados em diversas partes do mundo: cardápios, comportamento, religião, política, relações sociais, entre outros, além da própria língua.
  • 22. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS   Gráfico 10 – Ferramentas como fóruns, blogs, vídeos e discussões em geral me dão mais autoconfiança para falar sobre um tópico específico nesta rede social. Fonte: dados da pesquisa. Este gráfico corrobora o que já foi desvelado anteriormente, sobre as ferramentas oferecidas pela rede social My English Club: fórum, blog, chat, vídeos, fotografias, música, grupos de compartilhamento, entre outros. Estes recursos promovem a aquisição das habilidades pertinentes ao ensino-aprendizagem da língua inglesa, favorecendo a realização de atividades que simulam situações reais para não falantes do idioma.
  • 23. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS   Gráfico 11 – Os membros do MyEC praticam a língua inglesa de forma autêntica, uma vez que as coisas que aprendem são utilizadas em situações da vida real (por exemplo: saudações, gírias, idiomas, colocações etc.). Fonte: dados da pesquisa. No momento em que ele entra em contato com novas culturas e pessoas e mantém uma comunicação através de um idioma estrangeiro numa rede social online, eles passam a assimilar novas informações de maneira autêntica, uma vez que estarão em contato direto com falantes nativos da língua, podendo, então, relacionar-se com eles, aprimorando seu conhecimento construído. Isso se deve à exposição que se dá a um leque de possibilidades culturais, tornando-o, assim, inserido no contexto linguístico do idioma pretendido. Nesse sentido, o presente gráfico ressalta a importância dos instrumentos propiciados pelo MyEC, como ambiente espontâneo e natural (KRASHEN, 1982), onde se aprimora o uso do idioma adquirido por meio de áudio e vídeo, blogs e demais recursos disponíveis no referido espaço virtual.
  • 24. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS   Gráfico 12 – Um estudante pode compartilhar o que aprendeu no MyEC em sua sala de aula, causando uma troca voluntária de ideias e informações (por exemplo: ele pode compartilhar um novo vocabulário com seus colegas, novas informações sobre o que as pessoas gostam. Fonte: dados da pesquisa. Gráfico 13 – A linguagem informal e espontânea utilizada no MyEC me ajuda a aprender inglês melhor, me sinto confortável desta maneira. Fonte: dados da pesquisa.
  • 25. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS De acordo com os resultados desvelados nos gráficos 12 e 13, corrobora-se o referencial,   indicado pela própria formulação das perguntas, de que a aprendizagem adquirida no cenário da rede social, ao ser levada para o contexto da sala de aula dos cursos livres de idiomas e compartilhada, contribui, como já foi abordado e ressaltado na trajetória desta análise de dados, para o sucesso do processo ensino-aprendizagem da Língua Inglesa, tornando-se, portanto, uma prática inovadora e efetiva. Como salienta Crystal (2002, pp. 232-233), “[...] não há dúvida de que a Internet finalmente transformará o ensino e a aprendizagem de inglês, e a maneira como serão conduzidos”.     
  • 26. TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS   Gráfico 14 – De 5 a 10, quanto do que você aprendeu no MyEC já foi utilizado em suas aulas do  curso de inglês? Fonte: dados da pesquisa. Os resultados do gráfico acima demonstram que os usuários do MyEC realmente aplicam os conhecimentos adquiridos, através das ferramentas providas pela rede, no processo de aprendizagem do idioma no ambiente presencial, mesmo que, em alguns momentos com menor frequência, provavelmente devido ao fato de que o ensino nesse contexto é sistematizado e vinculado às práticas pedagógicas pertinentes ao método utilizado pelo professor, através de atividades e estratégias específicas; enquanto no espaço do MyEC a linguagem é mais informal e menos sistematizada. Contudo, não deixa de ser relevante, por estar mais articulada à realidade que permeia o cotidiano dos indivíduos.
  • 27. CONCLUSÕES  Evidenciou-se a relevância científica, social e pedagógica desta investigação, uma vez que, com a ajuda das tecnologias deste século, o conhecimento em nível mundial (e não apenas local) tem se tornado acessível a todos os que dela lançam mão.  Esclarece-se que todos os objetivos estão respondidos através das reflexões tecidas nas diversas partes que sustentaram esta dissertação (referencial teórico, intervenções da rede social MyEC no ensino presencial da Língua Inglesa e integração desse uso ao ensino).  Através do referencial teórico tecido e dos depoimentos dos respondentes da pesquisa, é notável que o MyEC pode intervir de maneira significativa no aprendizado da Língua Inglesa, por meio das respostas ilustradas nos gráficos e das categorias emanadas dos discursos dos participantes na pergunta aberta, como foi apresentado.  Ressalta-se o quanto a pesquisa realizada foi significativa, especialmente pela perspectiva de sua utilidade e significado para o ensino da Língua Inglesa.
  • 28. Referências  CASTELS, Manuel. A Sociedade em Rede. A Era da Informática: Economia, Sociedade e Cultura. Rio de Janeiro, Ed. Paz e Vida, 1999.  _______________ A Galáxia Internet: Reflexões sobre Internet, Negócios e Sociedade. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editora, 2003.  CITELLI, Adilson. Comunicação e Educação: a linguagem em movimento. São Paulo: Editora Senaco, 2000.  COLOMBO, Sonia Simões e outros. Gestão educacional: uma nova visão. Porto Alegre, RS: Artmed, 2004.  D’ EÇA, T. (2004). A Internet na Iniciação à Língua Estrangeira: Blogs e CALL lessons. Encontro Regional da Associação Portuguesa de Linguística – O Ensino das Línguas e a Linguística.; Disponível em: http://www.malhatlantica.pt/teresadeca/papers/setubal2004/blogsecall.htm (Acessado em: 05/11/2010).  D’ EÇA, T. (2006). O blog como elemento de motivação para a leitura e escrita na língua estrangeira. Proformar Online, 15; Disponível em: http://www.proformar.org/revista/edicao_15/blog.pdf (Acessado em: 05/11/2010).  FLICK, Uwe. Uma Introdução à Pesquisa Qualitativa. 2.ed. Editora Artmed, 2004.  FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro, RJ: Paz e Terra, 1997.  HOLANDA, Adriano. Questões sobre pesquisa qualitativa e pesquisa fenomenológica. Análise Psicológica (2006), 3 (XXIV): 363-372. Disponível em: http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v24n3/v24n3a10.pdf.(Acesso em: 10/11/2010).  JOLY, M. C.R. A. & SILVEIRA. M.A. Avaliação preliminar do questionário de Informática Educacional (QIE). Psicol. Estud. Maringá, V.8-n-1,2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php? Script = sci_arttext & pid = s1413- 73722003000100011 & Ing = pt & nrm = 150 >. (Acesso em: 10/11/2010).
  • 29. KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e à distância. Campinas/SP: Papirus, 2003 – (Série Prática Pedagógica).  KRASHEN, Stephen D. (1982). Principles and practice in second language acquisition. Oxford, Pergamon Press.  LEMOS, André. Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre, Sulina, 4ª Ed., 2008.  _____________ Ciberespaço e Tecnologias Móveis. Processos de Territorialização e Desterritorialização na Cibercultura. Razón y palabra, ISSN 1605-4806, Nº. 52, 2006.    LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência – Inteligência-O Futuro do Pensamento na Era da Informática. São Paulo. Editora 34, 15ª impressão, 2008.  ____________ Cibercultura. São Paulo. Editora 34, 1996.  ____________ O que é o virtual?. São Paulo. Editora 34, 7 ª impressão, 2005.  LIMA, Regiane da Silva Macedo. Tecnologias Educacionais como suporte para o processo de aprendizagem de Língua Inglesa: aspectos relevantes. Anais do III CELLMS, IV EPGL e I EPPGL – UEMS-Dourados. 08 a 10 de outubro de 2007.  LITWIN, Edith. Tecnologia educacional: política, histórias e propostas. Porto Alegre, RS: Artes Médicas, 1997  LOPES. M. C. P. APLIEMS. Ensinar e aprender línguas numa sociedade digital.  Associação dos professores de língua inglesa do Estado de Mato Grosso do Sul (APLIEMS) 23. junho. 2007.  LOPES. M. C. P. Interação nas aulas de inglês oral: em sala de aula e em laboratório de informática. 2000. Trabalho de conclusão de curso. (mestrado) 2000. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo. 2000.  MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo na sociedade de massa. Coleção Ensaio & Teoria. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2ª Edição, 1998.  MARTELETO, Regina Maria. Análise de redes sociais – aplicação nos estudos de transferência da informação. Ci. Inf. v.30 n.1 Brasília jan./abr. 2001.  MCLUHAN, Marshall. Understanding Media: the extensions of Man. New York: MCGrouw-Hill Book Company, 1964.  MCLUHAN, Stephanie e STAINES, David. McLuhan por McLuhan: entrevistas e conferências inéditas do profeta da globalização. Rio de Janeiro. Ediouro, 2005.
  • 30. OLIVEIRA, Ramon de. Informática educativa. Campinas, SP: Papirus, 1997.  PELLANDA, Nize Maria Campos; PELLANDA, Eduardo Campos (Orgs). Ciberespaço: um hipertexto com Pierre Lévy. Porto Alegre, RS: Artes e Ofícios, 2000.  PERRENOUD, Philippe e outros. As competências para ensinar no século XXI. Porto Alegre, RS: ArtMed, 2002.  ____________________. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre, RS: Artes Médicas Sul, 2000.  PRENSKY, Marc. Nativos Digitais, Imigrantes Digitais. De On the Horizon (NCB University Press, Vol. 9 No. 5, Outubro 2001). Tradução do artigo "Digital natives, digital immigrants", cedida por Roberta de Moraes Jesus de Souza: professora, tradutora e mestranda em educação pela UCG.  RECUERO, Raquel – Redes Sociais na Internet  http://www.redessociais.net/ – PDF completo do livro. (Acessado em 10/04/10).   SANCHO, J. M. Para uma Tecnologia Educacional. Trad. NEVES. B. A. Porto Alegre. Artmed. 1998.  SILVA, Marco. Sala de aula iterativa. Rio de Janeiro, RJ: Quartet, 2 ed. 2001.  SOUZA, Carlos Henrique Medeiros de. Comunicação, educação e novas tecnologias. Campos dos Goytacazes, RJ: Editora FAFIC, 2003.  SOUZA, Carlos Henrique Medeiros de. Educação e Ciberespaço. Brasília, DF: Editora Usina de Letras.2009  PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira. O uso da Tecnologia no Ensino de Línguas Estrangeiras: breve retrospectiva histórica. UFMG/CNPq/FAPEMIG, 1995. Disponível em: <http://www.veramenezes.com/techist.pdf> (Acessado em: 23/11/2010).
  • 31. Obrigada! Joyce Vieira Fettermann LEEL – CCH – UENF joycejvieira@gmail.com