De olho no futuro

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SCHNEIDER, Alexandre Marcelo. De olho no futuro. Revista do CIEE, Porto Alegre, n.48, p.10, mai-jun. 2005.

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De olho no futuro

  1. 1. De olho no futuro A preocupação com a gestão da carreira tem crescido muito ultimamente. Basta observar a vasta bibliografia existente sobre o assunto, desde artigos em revistas especializadas até livros específicos, que buscam trazer contribuições para o êxito no crescimento profissional. A gestão de carreira , na verdade, deveria ser motivo de prazer e satisfação e não de preocupação, que em alguns casos, parece beirar a neurose. O desafio para mudar essa concepção passa por encará-la não como objetivo final, mas sim, como um meio para auxiliar na realização pessoal. Dessa maneira, a progressão na carreira ocorre como conseqüência natural da coerência das nossas atitudes no dia-a-dia. A empresa obviamente, como estratégia de retenção de talentos, deve desenvolver políticas que permitam ao seu colaborador vislumbrar possibilidades de crescimento. Não necessariamente na forma de um plano extremamente elaborado, mas sim, com políticas claras que definam o processo. Porém, a responsabilidade maior fica a cargo do profissional. Se em outras épocas paternalistas a empresa cuidava da carreira de seus profissionais, apesar disto ser confortável, podava anseios pessoais e restringia os benefícios do esforço e evolução pessoais. Hoje o mercado busca profissionais que façam da sua gestão pessoal de carreira e vida pessoal a melhor vitrine para uma nova oportunidade profissional. Abordando dessa forma, a receita pode variar muito. O crescimento pode se dar tanto pela experiência em inúmeras organizações, quanto pela evolução estruturada numa mesma organização; pode ser pela aquisição tanto de conhecimentos especializados quantos generalistas. No entanto, na maioria dos casos, passa sim pela capacidade de análise contextual do ambiente, pela pró-atividade e pela competência em equilibrar vida pessoal com profissional. As empresas estão cientes de que dificuldades na vida pessoal impactam diretamente no desempenho profissional. Se a carreira profissional não é um fim em si, ela faz parte de um conjunto de inúmeras outras carreiras que necessitam também de um processo de gestão. Entre elas, pode-se destacar a carreira da paternidade ou maternidade, a carreira
  2. 2. conjugal nas suas mais diversas configurações, a carreira cidadã, a carreira do lazer e a carreira espiritual. Enfim, como um malabarista que recebe aplausos proporcionalmente à sua habilidade em não deixar cair nenhum dos malabares, a busca da realização pessoal passa pela nossa habilidade em equilibrar todas essas carreiras além da profissional. Tropeços em qualquer uma delas, afetarão sobremaneira todas as demais. Passou a ilusão de que o profissional ao adentrar na empresa pode esquecer suas dificuldades pessoais e dedicar-se com plenitude de desempenho à atividade profissional. O Ser Humano é um ser integral sob o ponto de vista bio-psico-social e espiritual e como tal, seu desempenho, principal ingrediente da evolução na carreira, depende da gestão de todos esses aspectos. Portanto, antes de falar em gestão de carreira, precisamos encontrar nossos objetivos pessoais, identificar nossos valores e principalmente, mapear nossas competências e carências profissionais e pessoais. Trabalhando no sentido de potencializar essas competências e suprir as carências, estaremos caminhando para uma plenitude como pessoas e como conseqüência, dando um passo efetivo para tornar a evolução da carreira um processo natural e automático. Alexandre Marcelo Schneider SCHNEIDER, Alexandre Marcelo. De olho no futuro. Revista do CIEE, Porto Alegre, n.48, p.10, mai-jun. 2005.

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