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Índice
Apresentação ................................................................................................................................ 2
Contactos ...................................................................................................................................... 2
1.EDUCAÇÃO PARA A DEMOCRACIA E DIREITOS HUMANOS ....................................................... 3
Jogo 1 – DIREITOS HUMANOS, MOSTRA-ME O QUE SÃO......................................................... 4
Jogo 2 - CADEIA DE CONSEQUÊNCIAS....................................................................................... 7
Jogo 3- PUZZLE DAS NECESSIDADES HUMANAS ....................................................................... 8
Jogo 4 - O COMBOIO EUROPEU .............................................................................................. 13
Jogo 5 - A LUTA POR RIQUEZA E PODER.................................................................................. 15
Jogo 6 – DRAMATIZAÇÃO SOBRE REFUGIADOS...................................................................... 21
Jogo 7 - EM DEBATE ................................................................................................................ 24
2.EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE E SEXUALIDADE............................................................................ 27
Jogo 8 – RODA DOS ELOGIOS.................................................................................................. 28
Jogo 9 – GOSTAVA DE SER ASSIM?.......................................................................................... 31
Jogo 10 - O QUE É A SEXUALIDADE? ....................................................................................... 33
Jogo 11 – VERDADE OU CONSEQUÊNCIA................................................................................ 35
Jogo 12 - VALORES E PRECONCEITOS...................................................................................... 37
Jogo 13 – FISIOLOGIA DA REPRODUÇÃO HUMANA................................................................ 39
Jogo 14 - GRAVIDEZ INDESEJADA, SITUAÇÃO COMPLICADA ................................................. 41
3.EDUCAÇÃO PARA A IGUALDADE DE GÉNERO E PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA .......................... 43
Jogo 15 - CARA OU COROA...................................................................................................... 44
Jogo 16 – QUEM É QUEM?...................................................................................................... 47
Jogo 17 – ALTERNATIVAS AO “BULLYING” .............................................................................. 50
Jogo 18 – NAMORAR DÁ QUE FALAR… ................................................................................... 54
Jogo 19 – O QUE FAZER?......................................................................................................... 57
Jogo 20 – TRABALHO DE MULHER, TRABALHO DE HOMEM................................................... 61
Jogo 21 – “IGUALITIONARY”.................................................................................................... 63
Bibliografia .................................................................................................................................. 66
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Apresentação
A equipa INFORMANUAIS é líder na produção de recursos pedagógicos para
formadores e professores, desenvolvendo a sua atividade desde 2009.
De momento, conta com mais de 1000 manuais de formação, apresentações
PowerPoint e atividades para diferentes áreas de formação.
A nossa página do Facebook conta já com mais de 149 000 seguidores, o que reflete a
multiplicidade de clientes particulares e institucionais que recorrem aos nossos serviços.
Com este manual pretende-se divulgar alguns jogos pedagógicos que podem ser usados
pelos professores, formadores e outros animadores de grupos no sentido da
dinamização das suas sessões/ aulas, particularmente junto dos jovens.
Os temas abordados inserem-se em áreas transversais de educação para a cidadania,
subdivididos em 3 temáticas:
• Educação para a democracia e direitos humanos
• Educação para a saúde e sexualidade
• Educação para a igualdade de género e prevenção da violência.
Aguardamos os vossos contactos.
Contactos
infor.manuais@gmail.com
htttp://www.informanuais.com
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1.EDUCAÇÃO PARA A DEMOCRACIA E DIREITOS HUMANOS
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Jogo 1 – DIREITOS HUMANOS, MOSTRA-ME O QUE SÃO
Duração aproximada:
• 1 hora 30 minutos
Palavras-chave:
• direitos humanos, encenação (teatro sem palavras)
Materiais:
• adereços (roupas, brinquedos, utensílios de casa, etc.),
• papel e marcadores,
• lápis de cor, cola,
• cordel e cartão.
Instruções
• Explique que o objectivo desta atividade consiste em representar a ideia geral ou o
conceito de Direitos Humanos, de modo a ser entendido por pessoas de diferentes
culturas, que falem línguas diferentes.
Desenvolvimento
1. Explique que os participantes têm de realizar uma representação mímica e que não
poderão usar palavras. No entanto, os grupos podem, se quiserem, usar os materiais ou
adereços fornecidos;
2. Divida o número de participantes em pequenos grupos de quatro a seis pessoas e
entregue uma folha grande e lápis/marcadores a cada um;
3. Dê dez minutos a cada grupo para uma reflexão em grupo inicial e para que possam
escolher três ou quatro ideias que gostariam de mimar;
4. Agora dê-lhes 30 minutos para pensarem e ensaiarem a mímica. Explique que isto
deve ser um trabalho de grupo e que todos devem participar na dramatização;
5. Passados os 30 minutos, volte a juntar os grupos para que todos assistam às várias
representações;
6. Depois de cada representação deve haver feedback e análise;
5
7. Peça aos espectadores que falem sobre o que viram e que identifiquem as ideias
chave da representação;
8. Dê também a hipótese a cada grupo responsável de explicar sumariamente alguns
pontos que não tenham sido captados pelos espectadores.
Análise e avaliação
• Como é que se sentiram com esta atividade?
• Foi mais ou menos difícil do que imaginavam?
• Quais foram as maiores dificuldades, ou quais foram os aspetos mais difíceis de
representar?
• Aprenderam alguma coisa nova sobre Direitos Humanos?
• Houve diferenças ou semelhanças entre os diversos grupos?
• Estavam todos de acordo com a ideia geral de Direitos Humanos? Se não estavam,
porquê?
Dicas para o animador
• A menos que os participantes nada saibam sobre Direitos Humanos, será muito mais
interessante começar a atividade com o mínimo de orientação por parte do animador.
• O objectivo principal desta atividade consiste em revelar as impressões e os
conhecimentos que os jovens têm sobre Direitos Humanos, fruto das suas experiências.
• Valerá a pena explicar este aspeto aos jovens para que eles não se sintam constrangidos
por não "saberem" exatamente o que são Direitos Humanos.
• Deixe também claro que a ideia é a de retratar Direitos Humanos em geral, e não um
direito humano específico. Contudo, eles podem decidir pegar num Direito Humano
particular para fazer a ligação com o conceito genérico.
• No final da sessão, os espectadores devem ser capazes de (ou pelo menos começar a)
responder à questão: "O que são Direitos Humanos?".
• Não deixe que aqueles que não acreditam na sua veia de ator fiquem para trás.
• Explique que há muitos papéis para desempenhar e que esta atividade conta com a
participação de todo o grupo.
• Adereços fora do vulgar podem ajudar a despertar ideias criativas – vale tudo, desde
panelas, carrinhos de brincar, chapéus, almofadas, pedras, uma tampa de caixote do
lixo, entre outros.
6
Variantes
• Esta atividade também pode ser feita com desenhos: peça aos grupos que desenhem
um cartaz – sem palavras – que exponha as principais ideias acerca de Direitos
Humanos.
• A atividade pode não ser uma tarefa de introdução aos Direitos Humanos, mas sim uma
ajuda para organizar e clarificar ideias com que já tenham trabalhado ou que tenham
aprendido numa pesquisa.
Outra alternativa é focar esta atividade nos direitos laborais, centrando depois a discussão em:
1. condições de trabalho;
2. motivos e consequências da exploração laboral;
3. ligação entre condições de trabalho e formas de produção;
4. ligação entre condições de trabalho e hábitos de consumo;
5. ligação entre condições de trabalho e modelos de desenvolvimento / situações
de pobreza e exclusão social;
6. alternativas a esta realidade – tais como Comércio Justo;
7. o que podemos fazer para contribuir para a mudança desta realidade.
Sugestões para aprofundamento
• Leiam algumas peças de teatro ou outro tipo de literatura que tenha como tema os
Direitos Humanos e organizem uma representação para os membros da vossa
comunidade local.
• Podem desenvolver as vossas mímicas ou pensar numa produção que envolva todo o
grupo e representá-la para a comunidade.
• Se optarem pela variante dos cartazes, façam depois uma exposição.
7
Jogo 2 - CADEIA DE CONSEQUÊNCIAS
Objetivos
• Explorar a importância dos Direitos Humanos e de vivenciar os valores da colaboração
• Refletir sobre a diversidade, a justiça, a inclusão, a responsabilidade e a aceitação
Duração
• 90 minutos
Equipamento
• Flipchart,
• folhas,
• marcadores
Desenvolvimento
• Para estimular um debate sobre valores e ética em matérias relevantes à Educação para
a Cidadania Global, o facilitador começa com um excerto retirado do estudo de John
Rawls ”A Theory of Justice” (“Uma Teoria de Justiça”);
”As desigualdades económicas e sociais devem satisfazer duas condições. Primeiro, têm de ser
associadas a escritórios e cargos abertos a todos em condições de justa igualdade de
oportunidades; segundo, devem destinar-se ao benefício supremo dos membros mais
desfavorecidos da sociedade.”
• O grupo é dividido em pequenos grupos (dependendo do número de participantes).
• A cada grupo, é pedido que identifique uma cadeia de consequências para situações
diferentes, por ex.: atirar uma garrafa de plástico a um rio, a inação de um grupo perante
um ato de violência; a subida de um partido de extrema-direita ao poder, etc.
• Os participantes são incentivados a identificar o máximo número de consequências
possível das ações ou dos projetos em questão.
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Jogo 3- PUZZLE DAS NECESSIDADES HUMANAS
Objetivos
• Introduzir e refletir sobre a questão dos Direitos Humanos
• Refletir criticamente sobre o papel dos Direitos Humanos nos processos de globalização
e também sobre o impacto dos processos de globalização nos Direitos Humanos
Duração
• 90 minutos
Equipamento
• Flipchart,
• folhas,
• marcadores,
• fotos,
• papel,
• canetas,
• tesoura
Preparação
Prepare duas folhas de papel do flipchart, cada uma com oito fotos coladas (uma para cada
direito humano escolhido para este método) intercaladas com etiquetas, cada qual designando
um dos oito “Direitos Humanos que se encontram em risco face à globalização”
O facilitador mostra uma imagem que simboliza a globalização e pergunta aos participantes o
que veem e qual a sua opinião a esse respeito. De seguida, o facilitador pede aos participantes
que proponham uma definição de globalização ou que expressem o que a globalização significa
para eles.
Posteriormente, as seguintes definições de globalização são lidas por dois voluntários:
9
“O termo “globalização” é utilizado para descrever uma variedade de alterações económicas,
culturais, sociais e políticas que modelou o mundo nos últimos 50 anos, desde a muito celebrada
revolução nas tecnologias de informação, à redução das fronteiras nacionais e geopolíticas, num
movimento transnacional imparável de bens, serviços e capital. A homogeneização crescente
dos gostos dos consumidores, a consolidação e a expansão do poder empresarial, os aumentos
vertiginosos quer na riqueza, quer na pobreza, a “McDonaldização” da comida e da cultura e a
crescente ubiquidade das ideias democráticas liberais, todos, de uma forma ou de outra, devem-
se à globalização.”
(Shalmali Guttal)
“A globalização pode ser descrita como a integração económica mais próxima do que nunca de
todos os países do mundo, resultante da liberalização e do consequente aumento no volume e
na variedade do comércio internacional de bens e serviços, da redução do custo dos transportes,
da crescente intensidade da penetração internacional do capital, do acentuado crescimento na
mão de obra global e da difusão acelerada a nível mundial da tecnologia, em particular, das
comunicações.”
(Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa)
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Com base nas definições anteriores, o facilitador dá a sua opinião sobre o tópico (aspetos
negativos e positivos).
2 (60 min): Exercício sobre os direitos humanos
a) A cada participante, é fornecida uma folha de papel e solicitado que desenhe a sua
silhueta e a recorte (se a folha for suficientemente grande, também pode deitar-se nela
e pedir a alguém que o desenhe). Em seguida, os participantes devem desenhar linhas
que dividam os desenhos em seis partes, tal como um puzzle.
b) Em conjunto, todos os participantes compilam uma lista de itens (necessidades básicas)
que são importantes para eles, como por ex., comida, amigos, abrigo, educação, um
rendimento estável, boa saúde, ambiente limpo, uma boa família, ter ideais, liberdade
de expressão, possibilidade de viajar, paz, não ser discriminado, etc., até terem uma lista
de aprox. 25-32 itens.
c) Cada participante escolhe as seis palavras da lista que considere mais importantes para
si no momento. Destas, escreve uma em cada uma das peças do puzzle do seu desenho.
d) Os desenhos são recortados nas seis peças de puzzle.
e) Um voluntário mostra o seu puzzle e apresenta-o ao grupo, explicando porque escolheu
aquelas seis palavras. Deixe o voluntário designar as palavras selecionadas uma a uma
e peça ao resto do grupo para quando for designada uma palavra que eles também
tenham escolhido, retirar essa peça e colocá-la em frente a eles.
f) Após o voluntário ter terminado, o grupo determina se alguém selecionou exatamente
as mesmas palavras, ou tem algumas palavras em comum.
g) Peça a outro voluntário para partilhar a sua seleção de palavras com o grupo (de
preferência, alguém que não tenha nenhuma, ou apenas uma ou duas palavras em
comum com o primeiro voluntário) e repita o passo f.
h) Debata com o grupo por que motivo as pessoas se apercebem das suas necessidades de
forma diferente. Pergunte-lhes se veem necessidades/ direitos (novos ou extraídos da
11
lista já efetuada) que sejam absolutamente fundamentais para cada ser humano.
Compile uma lista com todos os itens e compare-os aos excertos da Declaração
Universal dos Direitos Humanos.
3 É pedido aos participantes que façam corresponder as fotos com os direitos (preparados na
folha do flipchart) e que comentem cada ligação de acordo com as suas próprias experiências
locais/internacionais. O formador pode concluir com uma apresentação (PPT):
A globalização propriamente dita não viola os Direitos Humanos mas, em certos casos, produz
efeitos negativos que reforçam a violação dos direitos humanos.
Alguns dos Direitos Humanos que se encontram em risco à face da globalização são os seguintes:
• Os direitos à igualdade, à dignidade e à não discriminação
• Os direitos à saúde, à alimentação e ao abrigo
• O direito a trabalhar
• O direito à vida
• O direito a possuir uma propriedade
• O direito à saúde e a um ambiente saudável
• O direito de proteção contra formas de trabalho prejudiciais e de exploração
• Os direitos dos povos indígenas à sua cultura e ao desenvolvimento
Também pode modificar este exercício (Passo c) atribuindo cartões de personagens às pessoas,
por ex., ‘uma avó de 90 anos’, ‘um refugiado à procura de asilo’, um rapaz numa cadeira de
rodas’, ‘um homem de negócios, ‘um estudante com baixo rendimento’, ‘uma rapariga sem
abrigo’, ‘um jogador de futebol profissional’, ‘uma criança criada num orfanato indiano’, ‘um
agricultor venezuelano’, etc.
De seguida, peça ao participante que se identifique com a pessoa constante no cartão da
personagem e que mencione quais seriam os direitos mais importantes para ela.
Questões para reflexão no passo b)
• Muitas das suas necessidades coincidem com as de outras pessoas?
• Compreendeu por que motivo outras pessoas escolheram outros aspetos que eram
mais importantes para elas?
• Como escolheu as suas necessidades?
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• Pensa que a sua lista é diferente da lista que teria realizado há cinco anos ou de uma
lista que possa eventualmente realizar no futuro?
• Existem necessidades/direitos que devem ser respeitados em todas as pessoas sem
exceção? Qual a razão para isso, já que nos apercebemos das nossas necessidades de
forma diferente?
• Existe alguma ligação entre a globalização e as suas necessidades? Se sim, qual?
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Jogo 4 - O COMBOIO EUROPEU
Objetivos
• Refletir (criticamente) sobre os estereótipos e preconceitos
• Consciencializar para competências de gestão da diversidade, fomentando-as
Duração
• 90 minutos
Equipamento
• Flipchart, folhas, marcadores
Desenvolvimento
• O facilitador apresenta a história de fundo para o exercício (ver em baixo) e explica que
cada participante deve escolher individualmente na lista as três pessoas com quem mais
gostaria de viajar e as três pessoas com quem menos gostaria de viajar.
• Os participantes são divididos em pequenos grupos e cada grupo tenta chegar a acordo
quanto a uma lista com os três passageiros mais desejados e os três menos desejados,
debatendo as razões das suas preferências pessoais.
• Cada grupo apresenta as suas conclusões juntamente com as razões para as opções
escolhidas, mencionando pontos em que a discórdia entre elementos do grupo se
revelou particularmente forte.
• O facilitador estimula um debate acerca do conceito de diversidade, dos elementos e
características da diversidade, dos obstáculos à busca pela igualdade e à valorização da
diversidade e os passos a realizar para as alcançar.
• Se possível, cada pequeno grupo deve ter um facilitador para orientar o debate quando
necessário e apoiar o grupo a elaborar a sua lista.
• O facilitador pode permitir uma reflexão crítica na utilização deliberada de estereótipos
neste exercício. O exercício também pode ser adaptado aos contextos socioculturais
específicos dos formandos.
• Este método destina-se a confrontar-nos com estereótipos e preconceitos que temos
na vida real. Pode ser bastante emotivo, pelo que os facilitadores devem estar
preparados para lidar com situações críticas no processo do grupo.
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Documento de apoio
A história de fundo
Imagine que se encontra a bordo do comboio “Expresso do Vale Querido” para uma viagem de
uma semana na via Lisboa – Moscovo.
Está a viajar numa cabine com cama que deve partilhar com outras 3 pessoas. Indique com quais
dos seguintes passageiros preferia partilhar a cabine:
1. Um soldado sérvio da Bósnia
2. Um corretor suíço obeso
3. Um DJ que parece ter muito dinheiro
4. Um jovem artista seropositivo
5. Um cigano húngaro que acabou de ser libertado da prisão
6. Um nacionalista basco que viaja frequentemente para a Rússia
7. Um acordeonista cego da Áustria
8. Um estudante ucraniano que não quer regressar a casa
9. Uma mulher romena de 40 anos que não tem visto e transporta uma criança de um ano ao
colo
10. Um alemão impulsivo e misógino
11. Um sueco tempestuoso aparentemente alcoolizado
12. Um lutador profissional de Belfast que vai para um jogo de futebol
13. Uma prostituta polaca de Berlim
14. Um agricultor francês que só fala francês e transporta um cesto cheio de queijo
15. Um refugiado curdo que vive na Alemanha e está a caminho da Líbia
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Jogo 5 - A LUTA POR RIQUEZA E PODER
Duração aproximada:
• 1 hora 30 minutos
Materiais:
• 120 moedas,
• 3 a 4 pares de meias,
• 2 folhas grandes (A3)
• marcadores, papel e canetas
Preparação:
Leia o exercício até ao fim para ficar com uma ideia do desenvolvimento da atividade. Note, por
exemplo, que a simulação se divide em três partes:
1.ª parte – A corrida (10 minutos);
2.ª parte – Os donativos (10 minutos);
3.ª parte – Fomentar a justiça económica.
A análise será feita apenas no final da atividade.
– O coordenador do jogo seleciona e guarda 20 moedas (ficando ainda com 100);
– Escolher 3 pessoas para representarem os migrantes;
– Fazer uma tabela onde se possa marcar a riqueza dos jogadores;
– Preparar uma outra tabela intitulada "Doadores Honorários".
Instruções:
Explicar que esta atividade consiste numa simulação onde os participantes vão distribuir a
riqueza e o poder do mundo entre si.
1.ª Parte: A corrida (10 minutos)
1. O objectivo do jogo é obter o maior número possível de moedas. Só têm de obedecer a uma
regra: nenhum participante pode tocar noutro membro do grupo (podem até estipular uma
penalidade para quem quebrar essa regra como, por exemplo, pagar uma moeda);
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2. Pedir a todas as pessoas, exceto aos que vão desempenhar o papel de "migrantes", que se
sentem no chão, em círculo (de forma a que tenham espaço suficiente para jogar);
3. Distribuir as 20 moedas guardadas por 4 ou 5 participantes;
4. Dar a cada um dos 4 restantes participantes um par de meias. Explique que vão ter de as
manter enfiadas nas mãos durante todo o jogo. As discussões em relação às razões para partilhar
as moedas ou as meias devem ser adiadas até à fase de análise da atividade;
5. Espalhe as restantes 100 moedas de forma equitativa pelo meio do círculo;
6. Quando ouvirem a palavra "comecem", os participantes devem recolher o maior número de
moedas possível. Isto provavelmente não demora mais de 2 minutos;
7. Quando tiverem recolhido todas as moedas, cada participante deve informar o resto do grupo
da sua riqueza. Na tabela da riqueza, faça o registo do nome do participante e do número de
moedas recolhidas;
8. Lembrar os participantes que essas moedas representam a sua riqueza e o seu poder no
mundo. O montante que possuem determina a sua capacidade de satisfazer as suas
necessidades (ou seja: educação básica, alimentação adequada, bons cuidados médicos,
alojamento) e os seus desejos (ou seja: educação superior, carro, computador, brinquedos,
televisão e outros produtos de luxo). E tudo de acordo com a lista que se segue:
a) Seis ou mais moedas – os participantes serão capazes de satisfazer as suas
"necessidades" e a maioria dos seus "desejos".
b) Três a cinco moedas – os participantes serão capazes de satisfazer as suas
"necessidades" básicas.
c) Duas ou menos moedas – os participantes terão dificuldades em sobreviver devido a
doenças, falta de educação, má nutrição e falta de alojamento.
Nota: Se o grupo for pequeno, usar menos moedas. Por exemplo, para 12 pessoas usar 80
moedas. Em alternativa, reajustar o número de moedas necessário para cada nível de riqueza.
Para que os resultados sejam demonstrativos da realidade, deverá haver um número muito
reduzido de participantes com seis ou mais moedas, havendo uma clara maioria de participantes
nos outros dois níveis (3 a 5 moedas e 2 ou menos moedas).
17
2.ª Parte: Os Donativos (10 minutos)
1. Informar os participantes que podem, se quiserem, dar moedas aos outros membros do
grupo. No entanto, não são obrigados a isso. Caso o façam, o seu nome será anotado como
doadores, na lista de "Doadores Honorários";
2. Durante 3 a 4 minutos, os participantes podem redistribuir o dinheiro se o quiserem fazer;
3. No final, perguntar o nome dos participantes que quiseram doar as suas moedas e o montante
doado. Anotar os seus nomes da lista de "Doadores Honorários";
4. Verificar na tabela da riqueza se alguém mudou de categoria como resultado desta
redistribuição de moedas e registar as alterações na tabela com uma seta.
3.ª Parte: Fomento da justiça económica (40 minutos)
1. Dividir o número de participantes em três grupos em função do número de moedas que eles
tenham (muita riqueza, alguma riqueza e pouca riqueza);
2. Pedir a três "migrantes" para se juntar a outro grupo. Anotar as suas reações ao serem
colocados num grupo e não no outro, mas não discutir esta colocação até à análise no final;
3. Distribuir as canetas e o papel. Cada grupo tem como tarefa criar um plano para uma
repartição justa das moedas (a riqueza do mundo) de forma a diminuir o fosso entre as
diferentes categorias de riqueza e de poder. Cada plano deve:
– Explicar o que precisa de ser feito (o que for preciso);
– Descrever os planos do grupo e as suas razões;
– Mostrar a razão da justiça do plano.
4. Os grupos têm 10 minutos para esboçarem os seus planos. Explicar que não são necessários
grandes detalhes, mas que devem realçar algumas das acções e abordagens possíveis para
acabar com o problema da pobreza;
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5. Pedir a cada grupo que nomeie um porta-voz para explicar o plano ao resto dos participantes
e para responder a dúvidas que possam surgir. Anotar os planos numa folha A3;
6. Anunciar que vão levar os vários planos a votos para decidir qual será adotado.
A distribuição dos votos será a seguinte:
– Cada participante do grupo com "muita riqueza e poder" – 5 votos.
– Cada participante do grupo com "alguma riqueza e poder" – 2 votos.
– Cada participante do grupo com "pouca riqueza e poder" – meio voto.
7. Pedir aos participantes que votem. Registar os votos numa folha A3 e anunciar qual o plano
vencedor;
8. Desenvolver o plano e, caso seja necessário, redistribuir a riqueza.
Análise e avaliação
Comece por avaliar a forma como decorreu a atividade e pergunte aos participantes se se
divertiram. Depois comentem o que aconteceu e o que foi aprendido. Promova a discussão,
baseada nas seguintes perguntas:
1. O que é que os participantes sentiram sobre a forma como as moedas foram adquiridas
e distribuídas? Sentiram-se tratados com justiça?
2. Quais os motivos que levaram os participantes a oferecerem as suas moedas? Para
serem “notados”? Porque se sentiam culpados? Outras razões?
3. Como se sentiram as pessoas que receberam as moedas na parte 2? Agradecidas?
Auxiliadas?
4. E os participantes com as meias? Que tipo de pessoas representam? Ficaram em que
grupo?
5. E os 3 “migrantes” distribuídos pelos grupos: sentiram-se tratados com justiça? O que
aconteceu com eles é semelhante ao que acontece com pessoas em todo o mundo? Que
tipo de pessoas?
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6. Quais as diferenças entre os planos propostos para a existência de uma distribuição
justa? Estes planos refletiram a riqueza do grupo que fez a proposta?
7. Porque é que alguns participantes tiveram mais votos que outros? Isto foi uma
representação correta da distribuição de poder no mundo?
8. Os Direitos Humanos são infringidos quando existem tais diferenças de riqueza e poder?
Se sim, quais?
9. Deviam os que “têm” estar preocupados com os que “não têm”? Porquê? Razões de
segurança, económicas, morais/religiosas ou políticas? Porque será que os que “têm”
dão dinheiro e recursos aos que “não têm”? É possível resolver os problemas de pobreza
desta forma?
10. Que podem fazer os que “não têm” para melhorar a sua situação? Que tipo de acções
foram tomadas na realidade?
Dicas para o animador
• O objectivo desta atividade consiste em consciencializar as pessoas para a desigualdade
na distribuição da riqueza e do poder no mundo. No entanto, há o perigo de
confirmarem as desigualdades dentro do seu grupo.
• Assim, tenha em atenção a composição social e económica do grupo e desenvolva o
debate de acordo com as diferentes realidades dos participantes. Peça-lhes que se
deixem envolver pelo jogo de maneira a que pareça que as moedas sejam realmente a
sua riqueza.
• Deixe bem claro que, tal como acontece na vida real, se eles derem algumas das suas
moedas, perderão parte da sua riqueza e poder. Se estiver demasiado calor para usar
meias, pense noutra solução para diferenciar os participantes que têm mais riqueza e
poder dos outros.
• Pode, por exemplo, avisá-los de que só poderão entrar 15 a 30 segundos mais tarde do
que os mais ricos. Ou então pode atar-lhes uma das mãos atrás das costas – se eles
forem dextros, ate a mão esquerda e vice-versa.
• As questões sugeridas para análise e avaliação são complexas e podem, por isso,
requerer tempo e discussões profundas. Se tiver pouco tempo ou se o grupo for
demasiado grande, aconselhamos a que divida as perguntas por pequenos grupos.
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• Estes grupos mais pequenos devem ser “mistos”, ou seja, devem incluir pessoas das três
diferentes categorias. No final, peça aos grupos para nomearem um porta-voz que
apresente os resultados da análise em plenário, para que todos possam ter hipótese de
ouvir e refletir sobre as várias questões.
Sugestões para aprofundamento
Pode aprofundar ainda mais estas questões ou pedir aos participantes que escrevam um
relatório. Sugerimos os seguintes tópicos:
– Como é que a riqueza e o poder afectem a capacidade individual de usufruirmos dos
nossos Direitos e dignidade Humana?
– Há alguma responsabilidade associada à riqueza e ao poder?
Ideias para Acção
• Entrem em contacto com uma organização que trabalhe com pessoas desfavorecidas na
vossa comunidade, de forma a assegurar as necessidades locais.
• Desenvolvam um projeto que possa ajudar a vossa comunidade.
• Muitas vezes, fazer alguma publicidade ao problema é um passo de gigante para uma
mudança. Por isso, pode sugerir que os participantes discutam o problema da
distribuição da riqueza com os seus pais e amigos.
21
Jogo 6 – DRAMATIZAÇÃO SOBRE REFUGIADOS
Objectivo:
• Esta atividade socorre-se de uma encenação em que refugiados e funcionários
fronteiriços expressam diferentes pontos de vista de forma a aprofundar o
conhecimento dos alunos sobre os direitos dos refugiados.
Ponto de aprendizagem
• Os refugiados são um grupo especialmente vulnerável que necessita de protecção e que
tem direitos específicos.
Materiais
• Os textos intitulados "Argumentos e opções dos funcionários da imigração",
"Argumentos e opções dos refugiados" e "Informação sobre refugiados" que se
encontram no final desta atividade.
• Quadro ou folha larga de papel, canetas e fita adesiva.
Duração:
• Uma hora
Como fazer?
• Comece com um brainstorm para descobrir o que os alunos pensam acerca dos
refugiados. Escreva a palavra "refugiado" no quadro e peça à turma para dizer as
primeiras coisas que a palavra lhes faz lembrar.
• Leia a "Informação sobre refugiados" ao grupo para introduzir o assunto. Pergunte ao
grupo se têm algumas questões a colocar-lhe sobre o que lhes leu.
• Ajude o grupo a representar a peça que se segue.
• Leia em voz alta o enredo que se segue (se desejar pode criar nomes imaginários para
os países X e Y):
"Está uma noite húmida, fria e escura na fronteira entre X e Y. Chegou uma coluna de refugiados,
em fuga da guerra no país X. Eles querem atravessar para Y. Têm fome e frio e estão cansados.
22
Não têm dinheiro nem documentos. Os funcionários de imigração do país Y têm diferentes
pontos de vista - uns querem permitir que os refugiados atravessem, mas outros não. Os
refugiados estão desesperados e usam todos os argumentos possíveis para tentar persuadir os
funcionários de imigração."
• Peça a um terço da turma para imaginar que são funcionários de imigração do país Y.
Dê a este grupo os "Argumentos e opções dos funcionários de imigração".
• Peça a outro terço da turma para imaginar que são refugiados. Dê-lhes os "Argumentos
e opções dos refugiados".
• Diga aos atores que podem usar os argumentos dos seus cartões e todos os outros que
se lembrem.
• Se ajudar, desenhe ainda uma linha no chão para simbolizar a fronteira. Diga-lhes que
quando a encenação começar eles têm dez minutos para chegar a uma conclusão, que
pode ser uma das da lista, ou qualquer outra.
• É a si e ao grupo que cabe decidir se os "refugiados" e "funcionários de imigração" irão
expor os seus argumentos enquanto grupo, ou se irão assumir a responsabilidade de
defender argumentos individualmente.
• Peça ao restante terço da turma para agir como observadores (metade pode observar
os "funcionários de imigração" e a outra metade pode observar os "refugiados").
• Dê aos refugiados e aos funcionários de imigração alguns minutos antes da peça para
que dêem uma vista de olhos nos seus argumentos e opções e decidam as táticas.
• Comece a peça. Fica ao seu critério decidir quando a peça deve terminar.
• Após a peça, discuta-a usando as questões que se seguem. É importante para extrair os
pontos que os alunos aprenderam.
Questões
• Como é que a situação decorreu? O que aconteceu?
• Qual a sensação de ser um refugiado?
• Qual a sensação de ser um funcionário de imigração?
• Os refugiados têm direito à protecção, à luz da Convenção Relativa ao Estatuto do
Refugiado, de 1951. Estes refugiados tiveram direito à protecção? Porquê? Porque não?
• Achas que um país deve ter o direito de recusar refugiados?
• Recusarias? E se soubesses que eles enfrentariam a morte no seu próprio país?
23
Escolhas
• Se houver tempo, repita a encenação, mas todos os alunos que foram funcionários de
imigração devem ser agora refugiados. No final pergunte-lhes como se sentiram a
representar o papel contrário.
• O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) é responsável pela
protecção dos direitos dos refugiados. Poderá investigar onde está localizada a
representação da ACNUR no seu país e convidar membros para dar uma palestra ao seu
grupo.
• Peça aos membros do grupo para escrever um relato imaginativo da cena passada na
fronteira. O relato podia ser feito a partir do ponto de vista de uma criança refugiada.
• Como acção, os membros do grupo poderiam reunir objetos essenciais e entregá-los
aos refugiados que se abrigam no seu país.
24
Jogo 7 - EM DEBATE
Palavras-chave
• Democracia; Representação Política; Participação Igualitária
Introdução
• Esta atividade aborda a representação e participação política das mulheres e dos
homens, a partir de um debate que proporcionará dinamismo no grupo.
Objetivos
• Aprofundar conhecimentos sobre a representação das mulheres e dos homens na
política;
• Desenvolver competências para analisar a informação de forma construtiva e crítica;
• Fomentar competências de argumentação;
• Promover competências de resolução de conflitos e de cooperação.
Dimensão do grupo
• Mín. 10
Duração
• 60 min
Materiais/Equipamento/Logística
• Selecção de artigos;
• Flipchart;
• Marcadores.
Desenvolvimento
• Pretende-se recriar um ambiente de debate na Assembleia da República ou num
programa de televisão.
25
• Constitui-se dois grupos (se possível, em número igual de participantes): um dos grupos
será “a favor” e o outro “contra”.
• Indicar que cada um dos grupos deverá defender os seus pontos de vista e contrapor os
da oposição.
• Facultar o conjunto de notícias sobre o tema, agrupadas consoante refiram argumentos
“a favor” ou “contra” aos respetivos grupos, de forma a possibilitar uma maior
informação sobre o tema que fomente um debate mais enriquecedor em termos de
conteúdo.
• Propor aos grupos que preparem os seus discursos e argumentações.
• Informar que cada grupo tem de escolher três porta-vozes para apresentarem o seu
discurso e reforçar a importância de estarem todas as pessoas representadas.
• Informar ainda que as/ os restantes jovens também terão um papel ativo no sentido de
alimentar a argumentação, facultando papéis escritos às/aos porta-vozes que
sustentem as respetivas posições.
• De seguida, propõe-se que as/os porta-vozes de cada grupo se sentem frente-a-frente
e apresentem o seu discurso e argumentações.
• As/Os facilitadoras/es vão assumir um papel de moderadoras/es.
• Pretende-se que se gere um debate ativo e propõe-se que as/ os facilitadoras/os
introduzam questões “provocatórias” para avivar o debate, gerar discussão e
controvérsia, p. ex.:
• “Será preciso uma representação proporcional por sexos?”;
• “As mulheres são boas líderes?”;
• “As mulheres só não estão na política porque não querem!”;
• “A paridade vem impor candidatas”).
• O objectivo deverá ficar claro: “vencer a discussão”.
Após o debate, propõe-se que em plenário, se reflita:
• Sobre os conteúdos abordados;
• Sobre a escolha das/os porta-vozes.
Observações
• Esta atividade requer uma preparação prévia, pesquisar notícias e/ou artigos sobre
um determinado tema acerca da representação das mulheres na política (exemplo,
a “Lei da Paridade”), que manifestem opiniões a favor e contra.
26
• É importante ter notícias/artigos com informações atualizadas e, para a dinâmica, é
importante recriar o cenário de um debate na Assembleia da República ou na
televisão.
• Durante a dinâmica, é de salientar a importância de que na esfera pública,
atualmente, existem menos mulheres na política do que homens e que o objectivo
é a participação igualitária, ou seja: que neste espaço de participação também têm
de ter a mesma visibilidade que os homens.
• É importante refletir sobre a presente experiência, como é que as raparigas se
sentiram quando estavam como porta-vozes? E os rapazes?
27
2.EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE E SEXUALIDADE
28
Jogo 8 – RODA DOS ELOGIOS
Área temática
• Conhecimento e valorização do corpo
Objetivos:
• Trabalhar a autoestima através do reforço do grupo de pares
• Promover uma autoestima positiva
• Reforçar a coesão do grupo de pares
Duração:
• 90 min.
Passo a passo:
• Introduzir a atividade definindo o elogio como um comportamento verbal que salienta
as características positivas de uma pessoa e que tem o poder de fortalecer e aprofundar
as relações entre as pessoas.
• Dispor os alunos sentados em forma de círculo e distribuir por todos uma ficha nº 9.
• Solicitar aos alunos que identifiquem a ficha com o seu nome no campo destinado a esse
efeito.
• Recolher as fichas e reparti-las aleatoriamente: cada aluno fica com uma ficha com o
nome de um(a) colega.
• Em seguida, solicitar aos alunos que escrevam um elogio à pessoa que está identificada
na sua ficha. Insistir que devem escrever, unicamente, aspetos positivos sobre a pessoa.
• Uma vez escrito o primeiro elogio, solicitar aos alunos que dobrem a parte superior da
ficha, ocultando assim o elogio que escreveram, e que entreguem a ficha ao colega que
está sentado à sua direita.
• Quando receberem uma nova ficha, solicitar aos alunos que escrevam um elogio à
pessoa identificada e entreguem ao colega da direita sem se esquecerem de dobrar a
parte superior da folha.
• Repetir a mesma ação sucessivamente ficando o percurso das fichas concluído quando
cada aluno receber a ficha onde escreveu o primeiro elogio.
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• O professor recolhe as fichas, confere se de facto constam apenas elogios, e se assim
for, entrega a cada aluno a ficha com a sua identificação.
• Cada aluno lê a sua ficha e comenta com a turma que efeitos tiveram em si os elogios
dos colegas.
• Finalizar a atividade incentivando os alunos a elogiar com mais frequência os seus pares.
30
Ficha nº 1
RODA DOS ELOGIOS
Nome:___________________________________________________
31
Jogo 9 – GOSTAVA DE SER ASSIM?
Palavras-chave
• Media; Estereótipos
Introdução
• Esta atividade consiste numa reflexão conjunta sobre as consequências negativas para
o/a próprio, da interiorização dos estereótipos de género veiculados pelos media e pela
sociedade em geral.
Objectivos
• Reconhecer os efeitos potencialmente prejudiciais de viver de acordo com os
estereótipos e como eles levam o abuso e a violência;
• Perceber que viver de acordo com os estereótipos envolve o sacrifício dos valores
pessoais e dos direitos de outros.
Dimensão do grupo
• Mín. 5
Duração
• 30 min
Materiais/Equipamento/Logística
• Fotografia de uma revista de uma mulher magra (para distribuir ou projetar).
Desenvolvimento
1. Mostrar uma fotografia de uma mulher magra (na “moda”) com um projetor ou numa folha
de papel e perguntar:
• Esta pessoa apresenta-se de acordo com o ideal da nossa sociedade?
• Como é uma mulher bem sucedida, de acordo com esse ideal?
• Qual a ligação entre esta imagem na revista e as perturbações do comportamento
alimentar?
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• Acham que as mulheres gostariam de ser magras se não existissem estas imagens nos
media?
• Como é que são os ideais de beleza noutras culturas? (Nalgumas culturas, ter peso é
sinal de beleza e saúde)
• E noutros tempos na história? A magreza foi sempre o ideal? (Nem sempre) (Refletir
acerca dos efeitos nefastos de viver de acordo com os ideais sociais).
2. Dar uma breve contribuição, dizendo que, para as mulheres, a pressão é para “serem” de
determinada maneira, enquanto para os homens a pressão é para “agirem” e se “comportarem”
de forma a se encaixarem no ideal definido. Perguntar:
• O que é que os homens têm que fazer fisicamente para provar que são “homens a
sério”?
• De acordo com o modelo atual de “homem a sério”, se um rapaz tem um desgosto
amoroso ou sofre um grande trauma, quais as dificuldades que irá encontrar para falar
acerca dos seus problemas? Que nome será chamado se falar?
3. Refletir acerca dos efeitos nefastos de viver de acordo com os ideais sociais.
Observações
• Pode introduzir esta atividade como um exercício de reflexão na sequência do trabalho
sobre os estereótipos de género.
• Conduzir o debate em torno dos ideais de beleza, tendo sempre em mente a
importância de gostarmos de nós mesmos/as como somos.
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Jogo 10 - O QUE É A SEXUALIDADE?
Objetivo:
• Discutir com os adolescentes as manifestações da sexualidade.
Materiais:
• Sala ampla e confortável, cartolinas, folhas de papel, canetas coloridas, revistas c jornais
atuais, tesouras e cola.
Tempo:
• 30 minutos.
Procedimento
1 - Pedir aos adolescentes que pensem em algo que tenham visto, ouvido, falado ou
sentido sobre sexualidade.
2 - Solicitá-los a guardar esses pensamentos para si. Não é necessário escrever.
Trabalho em grupo:
1 - Formar grupos de 5 adolescentes e solicitar que conversem sobre diferentes
situações em que a sexualidade é manifestada pelas pessoas no ambiente social.
2 - Entregar revistas, jornais, folhas de papel, canetas, tesouras e cola aos grupos.
3 - Solicitar os grupos a montar um painel com as figuras, os anúncios e textos que
estejam relacionados com a sexualidade.
4 - Após a elaboração do painel, pedir a cada grupo que eleja um representante para
explicar como foi o processo de discussão e de montagem do painel.
5 - Cada coordenador de grupo coloca seu painel em uma parede da sala e explicará
para o grande grupo o seu real significado.
6 - Após as apresentações dos coordenadores, abrir um debate com todos os
participantes.
7 - O facilitador poderá fazer uma síntese dos tópicos apresentados e incentivar a
reflexão sobre essas manifestações da sexualidade em diferentes culturas.
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Pontos para discussão:
a) Por que as pessoas confundem sexualidade com sexo?
b) De que maneiras a sexualidade pode ser expressada?
c) Que sentimentos podem estar envolvidos na expressão da sexualidade?
d) O que se entende por sexualidade, sensualidade, erotismo e pornografia?
Resultado esperado:
• Ter esclarecido as conceções do grupo sobre sexualidade e suas diferentes formas de
expressão.
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Jogo 11 – VERDADE OU CONSEQUÊNCIA
Objetivos:
• Adquirir, manter e fomentar uma atitude positiva relativamente à sexualidade humana
• Trocar os mitos e as crenças erróneas sobre sexualidade por informação correta
Duração:
• 90 minutos
Recursos:
• Ficha nº 2
• 1 Saco
• Cartolina
Passo a passo:
• Recortar os quadrados da ficha nº 2 e colar em quadrados de cartolina.
• Introduzir a atividade com a leitura do texto de introdução da ficha nº 2.
• Colocar todos os quadrados num saco e solicitar a um aluno que retire um cartão do
saco.
• Solicitar a esse aluno que leia para a turma a afirmação escrita no seu cartão.
• Em seguida, perguntar à turma: Verdade ou consequência? Os alunos terão que
responder verdade se se tratar de uma afirmação verdadeira e consequência se se tratar
de um mito.
• Solicitar a fundamentação das respostas dadas e, enquanto moderar o debate, gerado
em torno da divergência de respostas, orientar os alunos para a resposta certa.
• Continuar a atividade com a leitura de todos os cartões e debate em torno das
afirmações.
• A atividade fica concluída quando forem debatidos os conteúdos de todos os cartões.
• Nota: Todas as afirmações dos cartões são mitos relacionados com a sexualidade. Pode
sugerir aos alunos que apresentem outros exemplos de mitos sobre sexualidade.
36
Ficha Nº 2
Um mito sobre sexualidade traduz-se numa opinião, não fundamentada, sobre algo relacionado
com a sexualidade. Essa opinião, expressa com convicção, costuma acompanhar a ignorância e
converte-se facilmente nas crenças de uma comunidade ou de uma geração podendo trazer
consequências graves para a vivência saudável da sexualidade.
Uma relação sexual tem de envolver sempre
penetração
Uma relação sexual deve terminar sempre
num orgasmo
Os homens sentem mais desejo sexual do
que as mulheres
O homem quer e está sempre pronto para o
sexo
Os homens não devem expressar
sentimentos
O álcool é um estimulante sexual
Todas as mulheres podem ter orgasmos
múltiplos
Um homem com um pénis maior tem melhor
desempenho sexual
Para que a mulher engravide é necessário
atingir o orgasmo em simultâneo com o
homem
A mulher não deve ter iniciativa sexual
A satisfação sexual da mulher aumenta com
o tamanho do pénis
A masturbação causa distúrbios físicos e/ ou
psicológicos
Uma relação sexual com qualidade requer
um orgasmo
A masturbação é um comportamento sexual
exclusivamente masculino
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Jogo 12 - VALORES E PRECONCEITOS
Objectivo:
• uma oportunidade para uma expressão aberta e honesta dos sentimentos e
pensamentos.
Número de participantes:
• 12 a 25
Tempo necessário:
• cerca de 30 minutos.
Materiais necessários:
• uma sala de aula grande
• três placares bem visíveis, cada um com uma das seguintes expressões: “Concordo”,
“Discordo” e “Não tenho a certeza”
Desenvolvimento
• Quem dirige o workshop lê em voz alta uma das afirmações de “Valores e sentimentos”
abaixo descritas.
• Depois, baseando-se nos seus sentimentos sobre a afirmação, cada um dos
participantes coloca-se ao lado do placar que representa a resposta por si selecionada
(“Concordo”, “Discordo” ou “Não tenho a certeza”).
• É então solicitado a alguns participantes para explicarem a sua escolha.
• Este mesmo processo é utilizado para as restantes afirmações de “Valores e
sentimentos”.
• Mais tarde deve ser promovida a discussão sobre a forma como as pessoas responderam
a todas as afirmações e como é que se sentiram relativamente à sua participação no
exercício.
• Importante: não existem respostas certas ou erradas; apenas atitudes, valores,
sentimentos ou sensações.
• Além disso, o/a educador/a deve manter-se imparcial enquanto os participantes
expressam o seu ponto de vista.
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Ficha: valores e sentimentos
1. Precisamos de tratar as pessoas portadoras de VIH com respeito, dignidade e simpatia.
2. A homossexualidade é uma orientação sexual válida e aceite.
3. A SIDA é transmitida por estrangeiros.
4. Uma pessoa portadora do VIH deve estar registada enquanto tal em instituições do poder
local.
5. As pessoas portadoras do VIH devem informar os seus parceiros sexuais sobre a sua condição.
6. Uma mulher grávida portadora do VIH deve abortar.
7. Uma pessoa portadora do VIH não pode trabalhar na área da saúde.
8. As pessoas que vivem com SIDA devem ser isoladas no caso de não seguirem os conselhos
médicos.
9. Ninguém se deve preocupar sobre o estatuto serológico a não ser a própria pessoa.
10. Portadores de VIH e seus descendentes não deveriam frequentar as escolas.
11. Os filhos de pessoas portadoras de VIH devem ser retiradas da vivência com os pais.
12. As instituições e pessoas que discriminam as pessoas infetadas com o VIH deveriam ser
punidas por lei
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Jogo 13 – FISIOLOGIA DA REPRODUÇÃO HUMANA
Objetivos:
• Caracterizar e compreender a anatomia e a fisiologia dos sistemas reprodutores
• Caracterizar e compreender todos os processos envolvidos na reprodução humana
• Caracterizar o ciclo menstrual e ovulatório
Recursos:
• Ficha n.º 1
• 1 Saco
Duração:
• 90 minutos
Desenvolvimento:
1. Recortar os retângulos da ficha n.º 1 e coloca-los dentro de um saco.
2. Apresentar os objetivos da atividade à turma.
3. Dividir a turma em 8 grupos e solicitar a um elemento de cada grupo que retire um
retângulo do saco.
4. Emparelhar grupos. Ou seja, a cada grupo atribuir um outro grupo para ser o seu par.
5. Dar a conhecer a cada grupo qual o tema que o seu grupo-par irá trabalhar.
6. Solicitar a cada grupo que estude o seu tema e elabore 5 questões sobre o tema do
seu grupo-par.
7. Na aula seguinte realizar uma competição entre grupos. Cada grupo faz perguntas e
responde ao seu par. Para organizar melhor a atividade é importante definir apenas um
interlocutor de cada grupo para perguntar e responder às perguntas(após dialogar com
o grupo) e um tempo limite para
demorar a responder. Ganham os grupos que tiverem mais respostas certas.
8. O(a) professor(a) é mediador da competição e o juiz avaliador das respostas.
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Ficha nº 1
REPRODUÇÃO SEXUADA PROCESSO DE OVOGÉNESE
PROCESSO DE ESPERMATOGÉNESE SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO FECUNDAÇÃO
CICLO MENSTRUAL E OVULATÓRIO PARTO
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Jogo 14 - GRAVIDEZ INDESEJADA, SITUAÇÃO COMPLICADA
Objetivos:
• Refletir sobre as consequências físicas, psicológicas e sociais da gravidez na adolescência
Duração:
• 90 min.
Recursos:
• Ficha n.º 1
Passo a passo:
1. Introduzir a atividade explicando aos alunos que irão elaborar uma peça de teatro que
represente as reações dos elementos dos vários círculos sociais que rodeiam a vida de
uma adolescente que
acabou de descobrir que está grávida.
2. Dividir a turma em 8 grupos e distribuir aleatoriamente pelos grupos os quadrados da
ficha n.º 1.
3. Explicar a cada grupo que, de acordo com o círculo social que lhe foi atribuído, irá
definir personagens para cada elemento do grupo.
4. Depois de definidas as personagens, todos os grupos devem ir contracenando com a
adolescente grávida.
5. No final do teatro, os alunos devem explicar o que sentiram ao representarem as
personagens.
Nota:
• O grupo que receber o quadrado sem informação deve inventar outro círculo social.
• Pode filmar o teatro e utilizá-lo para outras atividades na escola ou representar
novamente o teatro numa comemoração para todos os alunos da escola.
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Ficha nº 1
Adolescente grávida e família (pais, irmão/a,
avós…)
Amigas que a convidam para sair à noite
Namorado e família (pais, irmão/a, avós…) Professores e colegas da escola
Professores e colegas do atletismo Médico e enfermeira
Psicóloga da escola Funcionário(s) e clientes do supermercado
onde vai fazer compras
……….. ……….
43
3.EDUCAÇÃO PARA A IGUALDADE DE GÉNERO E PREVENÇÃO DA
VIOLÊNCIA
44
Jogo 15 - CARA OU COROA
Tema:
• Violência no namoro
Objectivos:
• Estimular a adoção de comportamentos assertivos;
• discutir a questão da violência no namoro;
• refletir sobre a influência da linguagem verbal e não-verbal na resolução de conflitos;
• desenvolver competências de resolução de conflitos.
Idade preferencial:
• A partir dos 13 anos
Nº de participantes:
• 14 a 24.
• Se o número for ímpar, um/a participante ficará como observador/a
Duração:
• 50 minutos
Materiais:
• Sem especificações
Implementação passo-a-passo
• Organizar os membros do grupo em duas filas (A e B), com igual número de pessoas, e
colocá-las em paralelo, de modo a formar facilmente pares (A e B) entre os membros
que se encontrem frente-a-frente.
• Explicar à pessoa que ficará como observadora que deverá estar atenta a todos os
comportamentos para no final poder fazer uma apreciação. Caso não tenha sido
nomeado/a um/a observador/a, (nº de participantes par) esse papel será
desempenhado por quem estiver responsável pela dinamização do jogo.
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• Os membros da fila A deverão imaginar uma situação de conflito no namoro. Para
facilitar, podem ser dados alguns exemplos: não querer que o/a namorado/a saia com
pessoas amigas, controlar o uso do telemóvel do/a namorado/a, etc.
• Cada membro da fila A deve representar essa situação para o seu par da fila B, podendo
mesmo manifestar agressividade verbal ou gestual, desde que não magoe fisicamente
o seu par.
• Os membros da fila B não sabem de antemão qual é o conflito com que se irão defrontar,
mas deverão tentar defender-se da melhor forma que lhes for possível.
• Antes de dar início às representações, sublinhar que estas devem ser breves,
preferencialmente com duração inferior a um minuto, e que devem seguir a ordem da
fila.
• Quando todos os membros da fila A tiverem representado o papel de agressor/a devem
inverter-se os papéis, ou seja, os membros da fila B passarão a representar o papel de
agressores/as e os da fila A o papel de vítimas.
• Depois de todas as representações estarem concluídas, deve-se promover a reflexão.
Proposta de tópicos para o primeiro debate:
• Em que papel se sentiram melhor?
• Observaram alguns traços comuns na linguagem (verbal e não-verbal) utilizada pelos/as
colegas que representaram o papel de agressor/a?
• Observaram alguns traços comuns na linguagem (verbal e não-verbal) utilizada pelos/as
colegas que representaram o papel de vítima?
Pedir à pessoa que ficou como observadora que faça uma apreciação geral do que se passou
durante a dinâmica.
Após esta reflexão, pedir aos/às participantes que selecionem a representação que mais
chamou lhes a atenção e pedir-lhes para explicarem o porquê.
Solicitar ao grupo duas pessoas voluntárias que se disponibilizem para voltarem a representar a
situação de conflito que tiver sido destacada pela maioria dos/as participantes, mas desta vez
transformando-a numa situação não agressiva.
Essa situação pode ser representada várias vezes, com diferentes estratégias para resolução do
conflito.
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Proposta de tópicos para o segundo debate:
• Quais os efeitos da agressividade?
• Que conclusões é que retiram destas representações?
• Quais as diferenças a nível verbal e não-verbal entre as representações dos conflitos
agressivas e as representações de conflitos não agressivas?
• Quais as vantagens e desvantagens de cada uma destas estratégias de resolução de
conflitos?
47
Jogo 16 – QUEM É QUEM?
Tema:
• Violência doméstica
Objectivos:
• Refletir sobre o modo como frequentemente se imagina que o fenómeno da violência
afeta apenas alguns grupos sociais (por ex. pessoas mais pobres) ou determinados perfis
pessoais.
• Analisar o impacto desse estereótipo na construção de uma visão mais realista de um
problema que é transversal.
Idade preferencial:
• Sem especificações
Nº de participantes:
• 6 a 30
Duração:
• 60 minutos
Materiais:
• Uma folha de cartolina com uma silhueta de mulher desenhada e outra com uma
silhueta de homem para cada grupo;
• Canetas e/ ou lápis de cor;
• Fita-cola;
• Folhas A4
Implementação passo-a-passo
• Dividir os/as participantes em grupos mistos (rapazes e raparigas) com 3 a 6 membros.
Fornecer a cada grupo canetas ou lápis de cor e as duas folhas de cartolina, com as
silhuetas de homem e de mulher desenhadas.
48
• Cada grupo terá 30 minutos para desenhar os detalhes da imagem de um/a agressor/a
e de uma vítima de violência, nomeadamente as características físicas (cara, olhos,
corpo, roupa, boca, etc.) e o local onde o/a pretendem enquadrar (casa, escola, rua,
hospital, noite ou dia).
• Para cada figura deverão também criar um cartão de identidade (usando as folhas A4),
onde serão definidas as características da pessoa: idade, sexo, nacionalidade, profissão,
estado civil, origem socioeconómica, habilitações escolares, características físicas,
traços psicológicos, etc.
• Após os 30 minutos o/a dinamizador/a deverá expor todas as figuras trabalhadas,
afixando-as no quadro ou na parede e solicitar a cada grupo que apresente oralmente
os cartões de identidade elaborados.
• Em seguida, o/a dinamizador/a deverá promover o debate em torno dos resultados
desta atividade. Poderá recorrer aos tópicos que a seguir se propõem ou à lista de
estereótipos que consta do documento de apoio a este jogo.
• Proposta de tópicos para debate:
• O que acharam da atividade?
• Quais os aspetos em que tiveram mais dificuldades?
• Que conclusões retiram a partir da comparação dos vários trabalhos?
• Quais os estereótipos emergentes dos trabalhos dos grupos e das
apresentações?
• Que consequências poderão advir da identificação de agressores/as e vítimas
de violência com base em estereótipos? Quem pode ser vítima ou agressor/a?
49
Documento de apoio n.º 1
Lista de exemplos de estereótipos associados à violência:
• O perigo para as mulheres vem de homens desconhecidos.
• A violência no casal é habitual.
• A violência doméstica é um fenómeno que afeta sobretudo as pessoas pobres e
desfavorecidas.
• A violência é causada pela dependência do álcool e drogas.
• A violência doméstica não afeta a saúde da mulher.
• A violência doméstica é causada por perda de controlo.
• O parceiro violento tem um problema psiquiátrico.
• O parceiro violento foi abusado quando era criança.
• As mulheres gostam de ser batidas, caso contrário iam-se embora.
• Entre marido e mulher não se mete a colher.
• Se as mulheres são vítimas e não deixam os agressores é porque gostam de ser
maltratadas.
50
Jogo 17 – ALTERNATIVAS AO “BULLYING”
Tema:
• Bullying
Objetivos:
• Facilitar a compreensão de causas e consequências do bullying.
• Explorar vias que facilitem o controlo do fenómeno.
Idade preferencial:
• A partir dos 13 anos
Nº de participantes:
• 10 a 25
Duração:
• 90 minutos
Materiais:
• Cenas de bullying, impressas uma em cada folha (ver documentos de apoio n.ºs 1 e 2)
Implementação passo-a-passo
• Introduzir o tema com uma “chuva de ideias” em torno da identificação de atos de
bullying.
• Dividir os alunos e alunas em 3 grupos e entregar a cada grupo uma das cenas sobre
bullying (Documento de apoio n.º1).
• Cada grupo disporá de 15 minutos para analisar o texto e preparar a representação da
cena que lhe foi atribuída.
• Após a apresentação das 3 dramatizações, promover o debate.
Proposta de tópicos para o primeiro debate:
• O que é que gostaram mais e o que é que gostaram menos? Porquê?
51
• As cenas são realistas? Em que é que se basearam para as representar?
• Na cena 1, o que é que foi feito para melhorar a situação? O que é que a piorou?
• Na cena 2, como se sentiram a falar com um/a agressor/a de bullying? Que técnicas
poderão ter um efeito mais positivo? E mais negativo?
• Em relação à cena 3, como se deverá falar com uma pessoa que está a ser vítima de
bullying? Como se poderão encontrar soluções que sejam aceitáveis para a vítima?
Ler em voz alta as 3 histórias sobre bullying que se encontram em anexo (documento de apoio
n.º2) e promover um novo debate.
Proposta de tópicos para o segundo debate:
• Como é que as vítimas de bullying se sentem?
• A vítima de bullying é responsável pela violência de que está a ser alvo?
• Os/as agressores/as de bullying estarão a tentar provar alguma coisa?
• O bullying é uma questão de poder?
• O que é que um amigo ou amiga de uma vítima de bullying poderá fazer?
• Quais são os preconceitos mais frequentes em relação às vítimas?
• Quem pode ser responsável por controlar um problema de bullying?
• De que forma é que cada um de nós pode contribuir para ajudar a resolver este
problema?
52
Documento de apoio n.º 1
Cenas sobre bullying para representar e discutir
...............................................................................................................
Cena 1
Um estudante vai ter com várias pessoas com autoridade na escola e tenta explicar-lhes que um
colega seu está a ser vítima de bullying.
O diretor da escola assume um papel autoritário e tradicionalista referindo os padrões
comportamentais desajustados dos alunos e alunas dos dias de hoje. O diretor de turma não
quer assumir responsabilidades. Os outros professores e professoras subestimam o problema,
não o reconhecendo como sendo bullying.
...............................................................................................................
Cena 2
Um grupo de alunos e alunas tenta falar com o colega que está a praticar bullying sobre um
colega mais novo.
...............................................................................................................
Cena 3
Vários/as estudantes reúnem-se para falar acerca de um amigo que está a ser vítima de bullying
por parte de um grupo de estudantes mais velhos. Querem ajudar o seu amigo e tentam analisar
as várias possibilidades.
...........................................................................................................
53
Documento de apoio n.º 2
Histórias sobre bullying para ler e discutir
História 1
Tenho 13 anos e detesto ir à escola porque ninguém gosta de mim. Há um grupo de miúdos que
me está sempre a chamar nomes: dizem que sou feia e gorda e que os meus pais não devem
gostar de mim. A minha melhor amiga agora evita-me e juntou-se a outro grupo. Detesto-a.
Sinto-me sozinha e assustada e tenho medo que aquilo que dizem sobre os meus pais seja
verdade.
História 2
Este ano comecei a frequentar uma escola diferente porque tive de mudar de cidade. Algumas
raparigas riem-se quando eu passo. Acho que têm ciúmes porque os rapazes da escola olham
muito para mim. Para além de me roubarem material escolar e de me insultarem, fazem
telefonemas anónimos para minha casa. Não aguento mais esta situação. Estou assustada e
zangada. Já tentei fazer queixa à diretora, mas ela acha que eu é que tenho que fazer um esforço
para me integrar. Não sei o que faça.
História 3
O meu melhor amigo disse-me que alguns colegas o andam a incomodar na escola. Quando me
contou isto, fui falar com esses rapazes. Mas, a partir daí, começaram a fazer-me o mesmo.
Agora somos ambos vítimas dos insultos e das ameaças deles. Decidimos ficar calados, pois se
fizermos alguma coisa, é provável que tudo piore.
54
Jogo 18 – NAMORAR DÁ QUE FALAR…
Tema:
• Violência no namoro
Objetivos:
• Promover a compreensão da importância dos afetos e da expressão dos sentimentos;
• facilitar o posicionamento em situações de namoro abusivas.
Idade preferencial:
• A partir dos 13 anos
Nº de participantes:
• 10 a 30
Duração:
• 60 minutos
Materiais:
• 3 folhas de cartolina contendo uma das seguintes expressões: “Concordo”, “Discordo”
e “Não Sei”
• Cartões com frases polémicas (ver jogo 11, documento de apoio n.º 1)
• 1 saco pequeno, para colocar os cartões onde se escreveram as frases polémicas
Implementação passo-a-passo
• Afixar num canto da sala a folha de cartolina “Concordo”, no canto seguinte a folha de
cartolina “Discordo” e no centro destas duas a que tem escrito “Não Sei”.
• Explicar aos/às participantes que irão participar num debate sobre o namoro e que o/a
dinamizador/a irá retirar uma frase do saco de cada vez e lê-la.
• Os/as participantes devem posicionar-se junto da folha de cartolina que melhor refletir
a sua opinião.
55
• As pessoas que ficarem junto do “Concordo” e do “Discordo” deverão argumentar, de
forma a ajudarem as que se colocaram junto ao “Não Sei” a formarem a sua opinião, ou
aquelas que estão no grupo contrário a mudarem de opinião e de sítio.
• Dar início ao debate retirando a primeira frase do saco e lendo-a. Quando todos/as os/as
participantes estiverem posicionados/as de acordo com a sua opinião, moderar o
debate gerado. Em seguida, ir retirando novas frases do saco.
• Depois da discussão de diferentes frases, proceder ao debate final.
Nota:
• O/a dinamizador/a e os/as participantes podem sugerir frases para debate diferentes
das propostas no documento de apoio.
Proposta de tópicos para debate:
• Que conclusões é que retiraram da realização desta atividade?
• Quais os sinais que indicam que uma relação poderá ser abusiva ou violenta?
• Como distinguimos uma relação romântica de uma relação abusiva?
• De que forma é que a violência de género é retratada? A violência é romantizada?
• Será que isto afeta o modo como os/as jovens se relacionam com pessoas do outro sexo
ou com pessoas com uma sexualidade diferente?
56
Documento de apoio n.º 1
Cartões com frases para discussão
Os namorados às vezes gritam, mas isso é normal.
Se o meu namorado me pedir para ter relações sexuais com ele, devo aceitar para provar o
meu amor.
O meu namorado é só meu.
Os rapazes não mostram os sentimentos.
Se eu tiver namorada não posso ser muito amigo de outras raparigas.
Tenho o direito de ver as mensagens do telemóvel da minha namorada.
Se uma rapariga “se fizer” ao meu namorado tenho o direito de a insultar publicamente.
Posso contar o que faço com a minha namorada aos meus amigos.
Se a minha namorada tiver ciúmes das minhas amigas, devo evitá-las.
Quem tem muitos ciúmes, tem uma grande paixão.
Não deixo que a minha namorada use decotes grandes ou saias curtas, para a proteger dos
olhares dos outros.
57
Jogo 19 – O QUE FAZER?
Tema:
• Relacionamentos amorosos
Objetivos:
• Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e estimular a assertividade nas
relações íntimas.
Idade preferencial:
• Sem especificações
Nº de participantes:
• 6 a 30
Duração:
• 60 minutos
Materiais:
• Folha com dilemas (ver jogo 12, documento de apoio n.º 1);
• 4 cartões contendo uma das letras A, B ,C ou D
Implementação passo-a-passo
• Colocar nos quatro cantos da sala os cartões com as letras A, B, C e D
• Pedir aos/às participantes para se dirigirem até ao centro da sala e dizer-lhes que irá ser
lido um dilema, com várias soluções possíveis e que terão de optar por uma delas.
• Explicar que a cada solução corresponde uma das letras presentes nos vários cantos da
sala. Cada pessoa deverá ouvir o dilema, escolher a solução com a qual mais se
identifique e deslocar-se para o canto da sala correspondente.
• Pedir aos/às participantes para refletirem acerca das vantagens e desvantagens de cada
solução do dilema e, no final, dinamizar um debate sobre as questões que o jogo
levantou.
58
Proposta de tópicos para debate:
• Acham que estes dilemas correspondem à realidade?
• Como é que pensam que as pessoas fazem escolhas, quando confrontadas com este tipo
de dilemas?
• Quais as consequências deste tipo de dilemas?
• Quando uma pessoa está indecisa, como poderá encontrar apoio que a ajude a tomar
decisões desta natureza?
• Quais são os direitos de cada pessoa relativamente à sua vida sexual?
• Quem deverá decidir os direitos de cada um/a?
59
Documento de apoio n.º 1
Dilema 1
A Francisca tem 15 anos e foi à discoteca com os seus amigos. O João Miguel, o rapaz mais giro
da escola, nessa noite meteu-se com ela e começaram a curtir. No final da noite, segredou-lhe
ao ouvido, convidando-a a passar o resto da noite em casa dele, explicando-lhe que estavam na
boa pois os seus pais foram passar o fim-de-semana à aldeia. Eles os dois não se conhecem. O
que é que a Francisca deve fazer?
a) Dizer que não, sem dar explicações.
b) Dizer que sim, porque o João é super giro e não pode perder a oportunidade de passar
uns momentos a sós com ele.
c) Dizer que sim, mas na condição de se fazerem acompanhar por outras pessoas.
d) Outra opção.
Dilema 2
A Maria tem 14 anos e está apaixonada. O seu namorado sente o mesmo por ela. Estão juntos
há dois meses. Acontece que os pais da Maria são muçulmanos e quando souberem desta
relação, vão querer que ela termine. Por isso, a Maria encontra-se com o namorado às
escondidas. O que é que ela deve fazer?
a) Deixar de ver a pessoa pela qual se encontra apaixonada.
b) Levá-lo a sua casa e apresentá-lo aos pais.
c) Continuar a encontrar-se com ele em segredo.
d) Outra opção.
Dilema 3
O Paulo é homossexual no entanto nunca teve coragem de contar nem à família nem aos amigos.
Gosta de um rapaz da sua turma e adorava namorar com ele. Porém não faz a mínima ideia se
esse rapaz também é homossexual e se poderá estar apaixonado por ele. Tem medo que se
60
revelar os seus sentimentos ao rapaz, este conte a toda a gente e faça troça dele. O que deve o
Paulo fazer?
a) Esquecer a ideia e desistir do rapaz.
b) Contar aos pais e amigos que é homossexual, convidar o rapaz para sair e ver o que
acontece.
c) Tentar aproximar-se do rapaz e conhecê-lo melhor para se certificar se ele é
homossexual e poderá gostar dele, antes de lhe revelar os seus sentimentos.
d) Outra opção.
61
Jogo 20 – TRABALHO DE MULHER, TRABALHO DE HOMEM
Palavras-chave
• Profissões; Estereótipos no Emprego; Igualdade de Oportunidades
Introdução
• A atividade irá ajudar a revelar que não existem profissões dirigidas a rapazes e outras
dirigidas a raparigas, que essas representações são estereótipos sociais e culturais.
Objectivos
• Sensibilizar os/as participantes para o conceito de estereótipos de género e como eles
influenciam a esfera pública;
• Promover a liberdade de expressão e a plena participação de todos os elementos do
grupo;
• Refletir sobre a importância da igualdade de oportunidades entre as mulheres e os
homens.
Dimensão do grupo
• Mín. 10/ Máx. 20
Duração
• 50 min
Materiais/Equipamento/Logística
• Caixas com etiquetas de tipos de profissões;
• Cartolinas;
• Canetas;
• Fita-pintor.
Desenvolvimento
• Dividir o grupo em subgrupos (3-4 elementos) e convidar a sentar nas mesas organizadas
(já com cadeiras, caixa com profissões/ocupações e cartazes).
62
• Cada subgrupo tem na sua mesa uma caixa com várias profissões, todos os grupos têm
na sua caixa as mesmas profissões (exemplo: cabeleireiro, barbeiro, advogado, juiz,
assistente social, futebolista profissional, trabalhador da construção civil, decorador,
secretário, enfermeiro, doutor, lojista, arrumador, engenheiro, empregado doméstico,
educador de infância, soldado, fotógrafo, pintor, assistente de bordo, mecânico,
operador de câmara, instrutor de condução, etc.) e têm um cartaz no qual estão três
colunas indicadas
o Profissão feminina;
o Profissão masculina;
o Ambos.
• Pede-se a cada subgrupo que retire uma etiqueta, que a leia e que, em grupo, cheguem
a um consenso sobre “onde colocar a profissão”. Só poderão escolher uma das três
colunas indicadas.
• No fim do exercício, cada subgrupo apresenta para todas as profissões/ocupações as
suas colunas (afixando). Convidar à comparação com os cartazes dos restantes grupos.
Reflexão em plenário:
• O que acham dos resultados apresentados em cada um dos grupos?
• Enquanto grupo, foi fácil chegarem a um consenso? Como chegaram a um consenso?
Que argumentos utilizaram?
• Porque certas profissões são tradicionalmente consideradas como profissões femininas
e/ou masculinas?
• Em que tipo de profissões, e porquê, as mulheres estão sub-representadas? E os
homens?
• Que tipos de competências são necessárias para cada profissão e qual é a sua relação
com o género?
Observações
• Alternativa: o grupo senta-se em círculo e no centro coloca-se a caixa das profissões e
pede-se aos/às participantes que um/a a um/a retirem uma etiqueta, que a leiam em
voz alta e que a coloquem numa das três colunas.
63
Jogo 21 – “IGUALITIONARY”
Palavras-chave
• Imagens; Estereótipos associados às profissões
Introdução
• Esta atividade explora os estereótipos sociais que limitam as escolhas profissionais das
raparigas e dos rapazes.
Objetivos
• Trabalhar estereótipos e preconceitos sobre o outro sexo;
• Compreender os factores que promovem os estereótipos;
• Estimular a criatividade do grupo.
Dimensão do grupo
• Mín. 8 / Máx. 20
Duração
• 50 min
Materiais/Equipamento/Logística
• Uma lista de palavras para ilustrar;
• Flipchart;
• Marcador;
• Folhas de papel A4;
• Canetas de feltro e /ou lápis;
• Fita pintor.
Lista de palavras
• Relações públicas, psiquiatra, polícia, estilista, cabeleireiro, barbeiro, advogado, juiz,
assistente social, futebolista profissional, trabalhador da construção civil, decorador,
secretário, enfermeiro, doutor, lojista, arrumador, engenheiro, empregado doméstico,
educador de infância, soldado, fotógrafo, pintor, assistente de bordo, mecânico,
64
operador de câmara, instrutor de condução, condutor de comboio, vendedor
ambulante.
Desenvolvimento
• Pedir aos/às participantes para formarem equipas de 3 -4 pessoas.
• Pedir às equipas para irem buscar folhas de papel e uma caneta e sentarem-se num
canto, um pouco afastados/as dos demais.
• Apresentar a atividade e chamar um membro de cada equipa. Entrega-se-lhes uma
palavra (a mesma).
• Pedir-lhes que voltem ao seu grupo e que traduzam a palavra por um desenho,
enquanto os outros membros da equipa tentam adivinhar do que se trata.
• Não devem nem desenhar números, palavras, nem falar (a não ser para confirmar a
resposta correta).
• O resto da equipa deve somente propor soluções e não colocar questões.
• Para cada palavra e desenho a equipa tem 2 minutos para adivinhar.
• Se a resposta foi encontrada, a equipa avisa e marca 1 ponto. Senão, marca 0 pontos.
• Escrever a pontuação num quadro.
• Depois de dar a volta a todas as equipas, pedir aos/as desenhadores/as de cada equipa
para escreverem a palavra no desenho, tenham terminado/descoberto ou não.
• Pedir de seguida às equipas que identifiquem outro/a desenhador/a.
• Ter todas as pessoas como desenhadoras/es pelo menos uma vez. Idealmente, definir o
número de rondas, que neste exemplo serão cinco.
• No final, pedir aos pequenos grupos para observarem os desenhos construídos no seu
grupo e tentarem perceber o que se passou.
• Em plenário os grupos expõem os seus desenhos.
• Reflexão em pequenos grupos (eventualmente mantendo as mesmas equipas):
• Perguntar aos/às participantes se a atividade lhes pareceu difícil e porquê.
• Pedir de seguida aos/às participantes que observem os desenhos afixados e que
comparem as diversas imagens associadas às palavras, bem como a diversidade
de interpretações e como as imagens/palavras determinam as nossas
representações estereotipadas.
• Perguntar se essas imagens correspondem ou não à realidade e interrogar os/as
desenhadores/as a propósito das imagens que escolheram para ilustrar as
palavras.
65
• Continuar abordando a origem das nossas imagens: são positivas ou negativas?
Quais são os seus efeitos nas nossas relações?
Observações
• Se for um grupo pequeno, pode-se fazer num só grupo. Se for cerca de 8 participantes
teremos 2 grupos de 4 pessoas.
• O ideal é cerca de 20 participantes (4 grupos de 5 pessoas).
• Cada ronda completa: entregar palavra, desenhar/ adivinhar, marcar pontuação e
revelar palavras pode demorar cerca de 5 minutos, dependendo do ritmo imposto pelo
facilitador/a.
• Nem todas as palavras têm de ser desenhadas, o/a facilitador/a deverá gerir o número
de rondas e palavras em função do tempo disponível que tem e tendo em consideração
o tempo que necessita para reflexão.
• As pessoas que se consideram más desenhadoras podem considerar este jogo difícil.
Acalmá-las, dizendo que não interessa serem artistas e encorajá-las a avançar.
• Esta atividade é suscetível de fazer emergir os estereótipos mais imediatos e comuns a
propósito dos outros. É um jogo muito criativo e divertido. No entanto, é fundamental
que a atividade não se limite aos desenhos, mas que os grupos reflitam sobre os riscos
dos estereótipos e sobre a origem da imagem que temos do/a outro/a.
• Uma outra questão a abordar nesta reflexão é a origem dos estereótipos e quais os
factores que contribuem para a sua construção: valores dominantes na sociedade e
veiculados de diferentes formas, nomeadamente através das imagens, da linguagem,
dos símbolos, a família, a educação, os media, os grupos de pares, entre outros.
66
Bibliografia
AA VV., Caderno PRESSE - Ensino Secundário, Ed. Administração Regional de Saúde do
Norte, s/d
AA VV., Coolkit - Jogos para a Não-Violência e Igualdade de Género, Ed. CooLabora,
CRL, 2011
AA VV., Comércio Justo: Interdependência Sul/Norte Actividades Pedagógicas, Ed.
CIDAC, 2008
AA VV., Global how: despertar para a educação global. Manual do formador, s/d
AA VV., Kit-Cidadania: Proposta formativa de educação não-formal de crianças e
jovens num contexto intercultural tendo em vista uma cidadania responsável, Ed.
Associação de guias de Portugal, s/d
AA VV., Kit Pedagógico sobre Género e Juventude. Educação não formal para o
mainstreaming de género na área da juventude, Ed. Rede Portuguesa de Jovens para a
Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, 2013
AA VV., Siniko: Um manual para o ensino de direitos humanos, Ed. Amnistia
internacional, s/d
Oliveira, Sandra e Caetano, Rita, Literacia para os média e cidadania global: caixa de
ferramentas, Ed. CIDAC, 2017

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Manual educar para_a_cidadania_-_jogos_pedagogicos_para_jovens (1)

  • 1.
  • 2. 1 Índice Apresentação ................................................................................................................................ 2 Contactos ...................................................................................................................................... 2 1.EDUCAÇÃO PARA A DEMOCRACIA E DIREITOS HUMANOS ....................................................... 3 Jogo 1 – DIREITOS HUMANOS, MOSTRA-ME O QUE SÃO......................................................... 4 Jogo 2 - CADEIA DE CONSEQUÊNCIAS....................................................................................... 7 Jogo 3- PUZZLE DAS NECESSIDADES HUMANAS ....................................................................... 8 Jogo 4 - O COMBOIO EUROPEU .............................................................................................. 13 Jogo 5 - A LUTA POR RIQUEZA E PODER.................................................................................. 15 Jogo 6 – DRAMATIZAÇÃO SOBRE REFUGIADOS...................................................................... 21 Jogo 7 - EM DEBATE ................................................................................................................ 24 2.EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE E SEXUALIDADE............................................................................ 27 Jogo 8 – RODA DOS ELOGIOS.................................................................................................. 28 Jogo 9 – GOSTAVA DE SER ASSIM?.......................................................................................... 31 Jogo 10 - O QUE É A SEXUALIDADE? ....................................................................................... 33 Jogo 11 – VERDADE OU CONSEQUÊNCIA................................................................................ 35 Jogo 12 - VALORES E PRECONCEITOS...................................................................................... 37 Jogo 13 – FISIOLOGIA DA REPRODUÇÃO HUMANA................................................................ 39 Jogo 14 - GRAVIDEZ INDESEJADA, SITUAÇÃO COMPLICADA ................................................. 41 3.EDUCAÇÃO PARA A IGUALDADE DE GÉNERO E PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA .......................... 43 Jogo 15 - CARA OU COROA...................................................................................................... 44 Jogo 16 – QUEM É QUEM?...................................................................................................... 47 Jogo 17 – ALTERNATIVAS AO “BULLYING” .............................................................................. 50 Jogo 18 – NAMORAR DÁ QUE FALAR… ................................................................................... 54 Jogo 19 – O QUE FAZER?......................................................................................................... 57 Jogo 20 – TRABALHO DE MULHER, TRABALHO DE HOMEM................................................... 61 Jogo 21 – “IGUALITIONARY”.................................................................................................... 63 Bibliografia .................................................................................................................................. 66
  • 3. 2 Apresentação A equipa INFORMANUAIS é líder na produção de recursos pedagógicos para formadores e professores, desenvolvendo a sua atividade desde 2009. De momento, conta com mais de 1000 manuais de formação, apresentações PowerPoint e atividades para diferentes áreas de formação. A nossa página do Facebook conta já com mais de 149 000 seguidores, o que reflete a multiplicidade de clientes particulares e institucionais que recorrem aos nossos serviços. Com este manual pretende-se divulgar alguns jogos pedagógicos que podem ser usados pelos professores, formadores e outros animadores de grupos no sentido da dinamização das suas sessões/ aulas, particularmente junto dos jovens. Os temas abordados inserem-se em áreas transversais de educação para a cidadania, subdivididos em 3 temáticas: • Educação para a democracia e direitos humanos • Educação para a saúde e sexualidade • Educação para a igualdade de género e prevenção da violência. Aguardamos os vossos contactos. Contactos infor.manuais@gmail.com htttp://www.informanuais.com
  • 4. 3 1.EDUCAÇÃO PARA A DEMOCRACIA E DIREITOS HUMANOS
  • 5. 4 Jogo 1 – DIREITOS HUMANOS, MOSTRA-ME O QUE SÃO Duração aproximada: • 1 hora 30 minutos Palavras-chave: • direitos humanos, encenação (teatro sem palavras) Materiais: • adereços (roupas, brinquedos, utensílios de casa, etc.), • papel e marcadores, • lápis de cor, cola, • cordel e cartão. Instruções • Explique que o objectivo desta atividade consiste em representar a ideia geral ou o conceito de Direitos Humanos, de modo a ser entendido por pessoas de diferentes culturas, que falem línguas diferentes. Desenvolvimento 1. Explique que os participantes têm de realizar uma representação mímica e que não poderão usar palavras. No entanto, os grupos podem, se quiserem, usar os materiais ou adereços fornecidos; 2. Divida o número de participantes em pequenos grupos de quatro a seis pessoas e entregue uma folha grande e lápis/marcadores a cada um; 3. Dê dez minutos a cada grupo para uma reflexão em grupo inicial e para que possam escolher três ou quatro ideias que gostariam de mimar; 4. Agora dê-lhes 30 minutos para pensarem e ensaiarem a mímica. Explique que isto deve ser um trabalho de grupo e que todos devem participar na dramatização; 5. Passados os 30 minutos, volte a juntar os grupos para que todos assistam às várias representações; 6. Depois de cada representação deve haver feedback e análise;
  • 6. 5 7. Peça aos espectadores que falem sobre o que viram e que identifiquem as ideias chave da representação; 8. Dê também a hipótese a cada grupo responsável de explicar sumariamente alguns pontos que não tenham sido captados pelos espectadores. Análise e avaliação • Como é que se sentiram com esta atividade? • Foi mais ou menos difícil do que imaginavam? • Quais foram as maiores dificuldades, ou quais foram os aspetos mais difíceis de representar? • Aprenderam alguma coisa nova sobre Direitos Humanos? • Houve diferenças ou semelhanças entre os diversos grupos? • Estavam todos de acordo com a ideia geral de Direitos Humanos? Se não estavam, porquê? Dicas para o animador • A menos que os participantes nada saibam sobre Direitos Humanos, será muito mais interessante começar a atividade com o mínimo de orientação por parte do animador. • O objectivo principal desta atividade consiste em revelar as impressões e os conhecimentos que os jovens têm sobre Direitos Humanos, fruto das suas experiências. • Valerá a pena explicar este aspeto aos jovens para que eles não se sintam constrangidos por não "saberem" exatamente o que são Direitos Humanos. • Deixe também claro que a ideia é a de retratar Direitos Humanos em geral, e não um direito humano específico. Contudo, eles podem decidir pegar num Direito Humano particular para fazer a ligação com o conceito genérico. • No final da sessão, os espectadores devem ser capazes de (ou pelo menos começar a) responder à questão: "O que são Direitos Humanos?". • Não deixe que aqueles que não acreditam na sua veia de ator fiquem para trás. • Explique que há muitos papéis para desempenhar e que esta atividade conta com a participação de todo o grupo. • Adereços fora do vulgar podem ajudar a despertar ideias criativas – vale tudo, desde panelas, carrinhos de brincar, chapéus, almofadas, pedras, uma tampa de caixote do lixo, entre outros.
  • 7. 6 Variantes • Esta atividade também pode ser feita com desenhos: peça aos grupos que desenhem um cartaz – sem palavras – que exponha as principais ideias acerca de Direitos Humanos. • A atividade pode não ser uma tarefa de introdução aos Direitos Humanos, mas sim uma ajuda para organizar e clarificar ideias com que já tenham trabalhado ou que tenham aprendido numa pesquisa. Outra alternativa é focar esta atividade nos direitos laborais, centrando depois a discussão em: 1. condições de trabalho; 2. motivos e consequências da exploração laboral; 3. ligação entre condições de trabalho e formas de produção; 4. ligação entre condições de trabalho e hábitos de consumo; 5. ligação entre condições de trabalho e modelos de desenvolvimento / situações de pobreza e exclusão social; 6. alternativas a esta realidade – tais como Comércio Justo; 7. o que podemos fazer para contribuir para a mudança desta realidade. Sugestões para aprofundamento • Leiam algumas peças de teatro ou outro tipo de literatura que tenha como tema os Direitos Humanos e organizem uma representação para os membros da vossa comunidade local. • Podem desenvolver as vossas mímicas ou pensar numa produção que envolva todo o grupo e representá-la para a comunidade. • Se optarem pela variante dos cartazes, façam depois uma exposição.
  • 8. 7 Jogo 2 - CADEIA DE CONSEQUÊNCIAS Objetivos • Explorar a importância dos Direitos Humanos e de vivenciar os valores da colaboração • Refletir sobre a diversidade, a justiça, a inclusão, a responsabilidade e a aceitação Duração • 90 minutos Equipamento • Flipchart, • folhas, • marcadores Desenvolvimento • Para estimular um debate sobre valores e ética em matérias relevantes à Educação para a Cidadania Global, o facilitador começa com um excerto retirado do estudo de John Rawls ”A Theory of Justice” (“Uma Teoria de Justiça”); ”As desigualdades económicas e sociais devem satisfazer duas condições. Primeiro, têm de ser associadas a escritórios e cargos abertos a todos em condições de justa igualdade de oportunidades; segundo, devem destinar-se ao benefício supremo dos membros mais desfavorecidos da sociedade.” • O grupo é dividido em pequenos grupos (dependendo do número de participantes). • A cada grupo, é pedido que identifique uma cadeia de consequências para situações diferentes, por ex.: atirar uma garrafa de plástico a um rio, a inação de um grupo perante um ato de violência; a subida de um partido de extrema-direita ao poder, etc. • Os participantes são incentivados a identificar o máximo número de consequências possível das ações ou dos projetos em questão.
  • 9. 8 Jogo 3- PUZZLE DAS NECESSIDADES HUMANAS Objetivos • Introduzir e refletir sobre a questão dos Direitos Humanos • Refletir criticamente sobre o papel dos Direitos Humanos nos processos de globalização e também sobre o impacto dos processos de globalização nos Direitos Humanos Duração • 90 minutos Equipamento • Flipchart, • folhas, • marcadores, • fotos, • papel, • canetas, • tesoura Preparação Prepare duas folhas de papel do flipchart, cada uma com oito fotos coladas (uma para cada direito humano escolhido para este método) intercaladas com etiquetas, cada qual designando um dos oito “Direitos Humanos que se encontram em risco face à globalização” O facilitador mostra uma imagem que simboliza a globalização e pergunta aos participantes o que veem e qual a sua opinião a esse respeito. De seguida, o facilitador pede aos participantes que proponham uma definição de globalização ou que expressem o que a globalização significa para eles. Posteriormente, as seguintes definições de globalização são lidas por dois voluntários:
  • 10. 9 “O termo “globalização” é utilizado para descrever uma variedade de alterações económicas, culturais, sociais e políticas que modelou o mundo nos últimos 50 anos, desde a muito celebrada revolução nas tecnologias de informação, à redução das fronteiras nacionais e geopolíticas, num movimento transnacional imparável de bens, serviços e capital. A homogeneização crescente dos gostos dos consumidores, a consolidação e a expansão do poder empresarial, os aumentos vertiginosos quer na riqueza, quer na pobreza, a “McDonaldização” da comida e da cultura e a crescente ubiquidade das ideias democráticas liberais, todos, de uma forma ou de outra, devem- se à globalização.” (Shalmali Guttal) “A globalização pode ser descrita como a integração económica mais próxima do que nunca de todos os países do mundo, resultante da liberalização e do consequente aumento no volume e na variedade do comércio internacional de bens e serviços, da redução do custo dos transportes, da crescente intensidade da penetração internacional do capital, do acentuado crescimento na mão de obra global e da difusão acelerada a nível mundial da tecnologia, em particular, das comunicações.” (Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa)
  • 11. 10 Com base nas definições anteriores, o facilitador dá a sua opinião sobre o tópico (aspetos negativos e positivos). 2 (60 min): Exercício sobre os direitos humanos a) A cada participante, é fornecida uma folha de papel e solicitado que desenhe a sua silhueta e a recorte (se a folha for suficientemente grande, também pode deitar-se nela e pedir a alguém que o desenhe). Em seguida, os participantes devem desenhar linhas que dividam os desenhos em seis partes, tal como um puzzle. b) Em conjunto, todos os participantes compilam uma lista de itens (necessidades básicas) que são importantes para eles, como por ex., comida, amigos, abrigo, educação, um rendimento estável, boa saúde, ambiente limpo, uma boa família, ter ideais, liberdade de expressão, possibilidade de viajar, paz, não ser discriminado, etc., até terem uma lista de aprox. 25-32 itens. c) Cada participante escolhe as seis palavras da lista que considere mais importantes para si no momento. Destas, escreve uma em cada uma das peças do puzzle do seu desenho. d) Os desenhos são recortados nas seis peças de puzzle. e) Um voluntário mostra o seu puzzle e apresenta-o ao grupo, explicando porque escolheu aquelas seis palavras. Deixe o voluntário designar as palavras selecionadas uma a uma e peça ao resto do grupo para quando for designada uma palavra que eles também tenham escolhido, retirar essa peça e colocá-la em frente a eles. f) Após o voluntário ter terminado, o grupo determina se alguém selecionou exatamente as mesmas palavras, ou tem algumas palavras em comum. g) Peça a outro voluntário para partilhar a sua seleção de palavras com o grupo (de preferência, alguém que não tenha nenhuma, ou apenas uma ou duas palavras em comum com o primeiro voluntário) e repita o passo f. h) Debata com o grupo por que motivo as pessoas se apercebem das suas necessidades de forma diferente. Pergunte-lhes se veem necessidades/ direitos (novos ou extraídos da
  • 12. 11 lista já efetuada) que sejam absolutamente fundamentais para cada ser humano. Compile uma lista com todos os itens e compare-os aos excertos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 3 É pedido aos participantes que façam corresponder as fotos com os direitos (preparados na folha do flipchart) e que comentem cada ligação de acordo com as suas próprias experiências locais/internacionais. O formador pode concluir com uma apresentação (PPT): A globalização propriamente dita não viola os Direitos Humanos mas, em certos casos, produz efeitos negativos que reforçam a violação dos direitos humanos. Alguns dos Direitos Humanos que se encontram em risco à face da globalização são os seguintes: • Os direitos à igualdade, à dignidade e à não discriminação • Os direitos à saúde, à alimentação e ao abrigo • O direito a trabalhar • O direito à vida • O direito a possuir uma propriedade • O direito à saúde e a um ambiente saudável • O direito de proteção contra formas de trabalho prejudiciais e de exploração • Os direitos dos povos indígenas à sua cultura e ao desenvolvimento Também pode modificar este exercício (Passo c) atribuindo cartões de personagens às pessoas, por ex., ‘uma avó de 90 anos’, ‘um refugiado à procura de asilo’, um rapaz numa cadeira de rodas’, ‘um homem de negócios, ‘um estudante com baixo rendimento’, ‘uma rapariga sem abrigo’, ‘um jogador de futebol profissional’, ‘uma criança criada num orfanato indiano’, ‘um agricultor venezuelano’, etc. De seguida, peça ao participante que se identifique com a pessoa constante no cartão da personagem e que mencione quais seriam os direitos mais importantes para ela. Questões para reflexão no passo b) • Muitas das suas necessidades coincidem com as de outras pessoas? • Compreendeu por que motivo outras pessoas escolheram outros aspetos que eram mais importantes para elas? • Como escolheu as suas necessidades?
  • 13. 12 • Pensa que a sua lista é diferente da lista que teria realizado há cinco anos ou de uma lista que possa eventualmente realizar no futuro? • Existem necessidades/direitos que devem ser respeitados em todas as pessoas sem exceção? Qual a razão para isso, já que nos apercebemos das nossas necessidades de forma diferente? • Existe alguma ligação entre a globalização e as suas necessidades? Se sim, qual?
  • 14. 13 Jogo 4 - O COMBOIO EUROPEU Objetivos • Refletir (criticamente) sobre os estereótipos e preconceitos • Consciencializar para competências de gestão da diversidade, fomentando-as Duração • 90 minutos Equipamento • Flipchart, folhas, marcadores Desenvolvimento • O facilitador apresenta a história de fundo para o exercício (ver em baixo) e explica que cada participante deve escolher individualmente na lista as três pessoas com quem mais gostaria de viajar e as três pessoas com quem menos gostaria de viajar. • Os participantes são divididos em pequenos grupos e cada grupo tenta chegar a acordo quanto a uma lista com os três passageiros mais desejados e os três menos desejados, debatendo as razões das suas preferências pessoais. • Cada grupo apresenta as suas conclusões juntamente com as razões para as opções escolhidas, mencionando pontos em que a discórdia entre elementos do grupo se revelou particularmente forte. • O facilitador estimula um debate acerca do conceito de diversidade, dos elementos e características da diversidade, dos obstáculos à busca pela igualdade e à valorização da diversidade e os passos a realizar para as alcançar. • Se possível, cada pequeno grupo deve ter um facilitador para orientar o debate quando necessário e apoiar o grupo a elaborar a sua lista. • O facilitador pode permitir uma reflexão crítica na utilização deliberada de estereótipos neste exercício. O exercício também pode ser adaptado aos contextos socioculturais específicos dos formandos. • Este método destina-se a confrontar-nos com estereótipos e preconceitos que temos na vida real. Pode ser bastante emotivo, pelo que os facilitadores devem estar preparados para lidar com situações críticas no processo do grupo.
  • 15. 14 Documento de apoio A história de fundo Imagine que se encontra a bordo do comboio “Expresso do Vale Querido” para uma viagem de uma semana na via Lisboa – Moscovo. Está a viajar numa cabine com cama que deve partilhar com outras 3 pessoas. Indique com quais dos seguintes passageiros preferia partilhar a cabine: 1. Um soldado sérvio da Bósnia 2. Um corretor suíço obeso 3. Um DJ que parece ter muito dinheiro 4. Um jovem artista seropositivo 5. Um cigano húngaro que acabou de ser libertado da prisão 6. Um nacionalista basco que viaja frequentemente para a Rússia 7. Um acordeonista cego da Áustria 8. Um estudante ucraniano que não quer regressar a casa 9. Uma mulher romena de 40 anos que não tem visto e transporta uma criança de um ano ao colo 10. Um alemão impulsivo e misógino 11. Um sueco tempestuoso aparentemente alcoolizado 12. Um lutador profissional de Belfast que vai para um jogo de futebol 13. Uma prostituta polaca de Berlim 14. Um agricultor francês que só fala francês e transporta um cesto cheio de queijo 15. Um refugiado curdo que vive na Alemanha e está a caminho da Líbia
  • 16. 15 Jogo 5 - A LUTA POR RIQUEZA E PODER Duração aproximada: • 1 hora 30 minutos Materiais: • 120 moedas, • 3 a 4 pares de meias, • 2 folhas grandes (A3) • marcadores, papel e canetas Preparação: Leia o exercício até ao fim para ficar com uma ideia do desenvolvimento da atividade. Note, por exemplo, que a simulação se divide em três partes: 1.ª parte – A corrida (10 minutos); 2.ª parte – Os donativos (10 minutos); 3.ª parte – Fomentar a justiça económica. A análise será feita apenas no final da atividade. – O coordenador do jogo seleciona e guarda 20 moedas (ficando ainda com 100); – Escolher 3 pessoas para representarem os migrantes; – Fazer uma tabela onde se possa marcar a riqueza dos jogadores; – Preparar uma outra tabela intitulada "Doadores Honorários". Instruções: Explicar que esta atividade consiste numa simulação onde os participantes vão distribuir a riqueza e o poder do mundo entre si. 1.ª Parte: A corrida (10 minutos) 1. O objectivo do jogo é obter o maior número possível de moedas. Só têm de obedecer a uma regra: nenhum participante pode tocar noutro membro do grupo (podem até estipular uma penalidade para quem quebrar essa regra como, por exemplo, pagar uma moeda);
  • 17. 16 2. Pedir a todas as pessoas, exceto aos que vão desempenhar o papel de "migrantes", que se sentem no chão, em círculo (de forma a que tenham espaço suficiente para jogar); 3. Distribuir as 20 moedas guardadas por 4 ou 5 participantes; 4. Dar a cada um dos 4 restantes participantes um par de meias. Explique que vão ter de as manter enfiadas nas mãos durante todo o jogo. As discussões em relação às razões para partilhar as moedas ou as meias devem ser adiadas até à fase de análise da atividade; 5. Espalhe as restantes 100 moedas de forma equitativa pelo meio do círculo; 6. Quando ouvirem a palavra "comecem", os participantes devem recolher o maior número de moedas possível. Isto provavelmente não demora mais de 2 minutos; 7. Quando tiverem recolhido todas as moedas, cada participante deve informar o resto do grupo da sua riqueza. Na tabela da riqueza, faça o registo do nome do participante e do número de moedas recolhidas; 8. Lembrar os participantes que essas moedas representam a sua riqueza e o seu poder no mundo. O montante que possuem determina a sua capacidade de satisfazer as suas necessidades (ou seja: educação básica, alimentação adequada, bons cuidados médicos, alojamento) e os seus desejos (ou seja: educação superior, carro, computador, brinquedos, televisão e outros produtos de luxo). E tudo de acordo com a lista que se segue: a) Seis ou mais moedas – os participantes serão capazes de satisfazer as suas "necessidades" e a maioria dos seus "desejos". b) Três a cinco moedas – os participantes serão capazes de satisfazer as suas "necessidades" básicas. c) Duas ou menos moedas – os participantes terão dificuldades em sobreviver devido a doenças, falta de educação, má nutrição e falta de alojamento. Nota: Se o grupo for pequeno, usar menos moedas. Por exemplo, para 12 pessoas usar 80 moedas. Em alternativa, reajustar o número de moedas necessário para cada nível de riqueza. Para que os resultados sejam demonstrativos da realidade, deverá haver um número muito reduzido de participantes com seis ou mais moedas, havendo uma clara maioria de participantes nos outros dois níveis (3 a 5 moedas e 2 ou menos moedas).
  • 18. 17 2.ª Parte: Os Donativos (10 minutos) 1. Informar os participantes que podem, se quiserem, dar moedas aos outros membros do grupo. No entanto, não são obrigados a isso. Caso o façam, o seu nome será anotado como doadores, na lista de "Doadores Honorários"; 2. Durante 3 a 4 minutos, os participantes podem redistribuir o dinheiro se o quiserem fazer; 3. No final, perguntar o nome dos participantes que quiseram doar as suas moedas e o montante doado. Anotar os seus nomes da lista de "Doadores Honorários"; 4. Verificar na tabela da riqueza se alguém mudou de categoria como resultado desta redistribuição de moedas e registar as alterações na tabela com uma seta. 3.ª Parte: Fomento da justiça económica (40 minutos) 1. Dividir o número de participantes em três grupos em função do número de moedas que eles tenham (muita riqueza, alguma riqueza e pouca riqueza); 2. Pedir a três "migrantes" para se juntar a outro grupo. Anotar as suas reações ao serem colocados num grupo e não no outro, mas não discutir esta colocação até à análise no final; 3. Distribuir as canetas e o papel. Cada grupo tem como tarefa criar um plano para uma repartição justa das moedas (a riqueza do mundo) de forma a diminuir o fosso entre as diferentes categorias de riqueza e de poder. Cada plano deve: – Explicar o que precisa de ser feito (o que for preciso); – Descrever os planos do grupo e as suas razões; – Mostrar a razão da justiça do plano. 4. Os grupos têm 10 minutos para esboçarem os seus planos. Explicar que não são necessários grandes detalhes, mas que devem realçar algumas das acções e abordagens possíveis para acabar com o problema da pobreza;
  • 19. 18 5. Pedir a cada grupo que nomeie um porta-voz para explicar o plano ao resto dos participantes e para responder a dúvidas que possam surgir. Anotar os planos numa folha A3; 6. Anunciar que vão levar os vários planos a votos para decidir qual será adotado. A distribuição dos votos será a seguinte: – Cada participante do grupo com "muita riqueza e poder" – 5 votos. – Cada participante do grupo com "alguma riqueza e poder" – 2 votos. – Cada participante do grupo com "pouca riqueza e poder" – meio voto. 7. Pedir aos participantes que votem. Registar os votos numa folha A3 e anunciar qual o plano vencedor; 8. Desenvolver o plano e, caso seja necessário, redistribuir a riqueza. Análise e avaliação Comece por avaliar a forma como decorreu a atividade e pergunte aos participantes se se divertiram. Depois comentem o que aconteceu e o que foi aprendido. Promova a discussão, baseada nas seguintes perguntas: 1. O que é que os participantes sentiram sobre a forma como as moedas foram adquiridas e distribuídas? Sentiram-se tratados com justiça? 2. Quais os motivos que levaram os participantes a oferecerem as suas moedas? Para serem “notados”? Porque se sentiam culpados? Outras razões? 3. Como se sentiram as pessoas que receberam as moedas na parte 2? Agradecidas? Auxiliadas? 4. E os participantes com as meias? Que tipo de pessoas representam? Ficaram em que grupo? 5. E os 3 “migrantes” distribuídos pelos grupos: sentiram-se tratados com justiça? O que aconteceu com eles é semelhante ao que acontece com pessoas em todo o mundo? Que tipo de pessoas?
  • 20. 19 6. Quais as diferenças entre os planos propostos para a existência de uma distribuição justa? Estes planos refletiram a riqueza do grupo que fez a proposta? 7. Porque é que alguns participantes tiveram mais votos que outros? Isto foi uma representação correta da distribuição de poder no mundo? 8. Os Direitos Humanos são infringidos quando existem tais diferenças de riqueza e poder? Se sim, quais? 9. Deviam os que “têm” estar preocupados com os que “não têm”? Porquê? Razões de segurança, económicas, morais/religiosas ou políticas? Porque será que os que “têm” dão dinheiro e recursos aos que “não têm”? É possível resolver os problemas de pobreza desta forma? 10. Que podem fazer os que “não têm” para melhorar a sua situação? Que tipo de acções foram tomadas na realidade? Dicas para o animador • O objectivo desta atividade consiste em consciencializar as pessoas para a desigualdade na distribuição da riqueza e do poder no mundo. No entanto, há o perigo de confirmarem as desigualdades dentro do seu grupo. • Assim, tenha em atenção a composição social e económica do grupo e desenvolva o debate de acordo com as diferentes realidades dos participantes. Peça-lhes que se deixem envolver pelo jogo de maneira a que pareça que as moedas sejam realmente a sua riqueza. • Deixe bem claro que, tal como acontece na vida real, se eles derem algumas das suas moedas, perderão parte da sua riqueza e poder. Se estiver demasiado calor para usar meias, pense noutra solução para diferenciar os participantes que têm mais riqueza e poder dos outros. • Pode, por exemplo, avisá-los de que só poderão entrar 15 a 30 segundos mais tarde do que os mais ricos. Ou então pode atar-lhes uma das mãos atrás das costas – se eles forem dextros, ate a mão esquerda e vice-versa. • As questões sugeridas para análise e avaliação são complexas e podem, por isso, requerer tempo e discussões profundas. Se tiver pouco tempo ou se o grupo for demasiado grande, aconselhamos a que divida as perguntas por pequenos grupos.
  • 21. 20 • Estes grupos mais pequenos devem ser “mistos”, ou seja, devem incluir pessoas das três diferentes categorias. No final, peça aos grupos para nomearem um porta-voz que apresente os resultados da análise em plenário, para que todos possam ter hipótese de ouvir e refletir sobre as várias questões. Sugestões para aprofundamento Pode aprofundar ainda mais estas questões ou pedir aos participantes que escrevam um relatório. Sugerimos os seguintes tópicos: – Como é que a riqueza e o poder afectem a capacidade individual de usufruirmos dos nossos Direitos e dignidade Humana? – Há alguma responsabilidade associada à riqueza e ao poder? Ideias para Acção • Entrem em contacto com uma organização que trabalhe com pessoas desfavorecidas na vossa comunidade, de forma a assegurar as necessidades locais. • Desenvolvam um projeto que possa ajudar a vossa comunidade. • Muitas vezes, fazer alguma publicidade ao problema é um passo de gigante para uma mudança. Por isso, pode sugerir que os participantes discutam o problema da distribuição da riqueza com os seus pais e amigos.
  • 22. 21 Jogo 6 – DRAMATIZAÇÃO SOBRE REFUGIADOS Objectivo: • Esta atividade socorre-se de uma encenação em que refugiados e funcionários fronteiriços expressam diferentes pontos de vista de forma a aprofundar o conhecimento dos alunos sobre os direitos dos refugiados. Ponto de aprendizagem • Os refugiados são um grupo especialmente vulnerável que necessita de protecção e que tem direitos específicos. Materiais • Os textos intitulados "Argumentos e opções dos funcionários da imigração", "Argumentos e opções dos refugiados" e "Informação sobre refugiados" que se encontram no final desta atividade. • Quadro ou folha larga de papel, canetas e fita adesiva. Duração: • Uma hora Como fazer? • Comece com um brainstorm para descobrir o que os alunos pensam acerca dos refugiados. Escreva a palavra "refugiado" no quadro e peça à turma para dizer as primeiras coisas que a palavra lhes faz lembrar. • Leia a "Informação sobre refugiados" ao grupo para introduzir o assunto. Pergunte ao grupo se têm algumas questões a colocar-lhe sobre o que lhes leu. • Ajude o grupo a representar a peça que se segue. • Leia em voz alta o enredo que se segue (se desejar pode criar nomes imaginários para os países X e Y): "Está uma noite húmida, fria e escura na fronteira entre X e Y. Chegou uma coluna de refugiados, em fuga da guerra no país X. Eles querem atravessar para Y. Têm fome e frio e estão cansados.
  • 23. 22 Não têm dinheiro nem documentos. Os funcionários de imigração do país Y têm diferentes pontos de vista - uns querem permitir que os refugiados atravessem, mas outros não. Os refugiados estão desesperados e usam todos os argumentos possíveis para tentar persuadir os funcionários de imigração." • Peça a um terço da turma para imaginar que são funcionários de imigração do país Y. Dê a este grupo os "Argumentos e opções dos funcionários de imigração". • Peça a outro terço da turma para imaginar que são refugiados. Dê-lhes os "Argumentos e opções dos refugiados". • Diga aos atores que podem usar os argumentos dos seus cartões e todos os outros que se lembrem. • Se ajudar, desenhe ainda uma linha no chão para simbolizar a fronteira. Diga-lhes que quando a encenação começar eles têm dez minutos para chegar a uma conclusão, que pode ser uma das da lista, ou qualquer outra. • É a si e ao grupo que cabe decidir se os "refugiados" e "funcionários de imigração" irão expor os seus argumentos enquanto grupo, ou se irão assumir a responsabilidade de defender argumentos individualmente. • Peça ao restante terço da turma para agir como observadores (metade pode observar os "funcionários de imigração" e a outra metade pode observar os "refugiados"). • Dê aos refugiados e aos funcionários de imigração alguns minutos antes da peça para que dêem uma vista de olhos nos seus argumentos e opções e decidam as táticas. • Comece a peça. Fica ao seu critério decidir quando a peça deve terminar. • Após a peça, discuta-a usando as questões que se seguem. É importante para extrair os pontos que os alunos aprenderam. Questões • Como é que a situação decorreu? O que aconteceu? • Qual a sensação de ser um refugiado? • Qual a sensação de ser um funcionário de imigração? • Os refugiados têm direito à protecção, à luz da Convenção Relativa ao Estatuto do Refugiado, de 1951. Estes refugiados tiveram direito à protecção? Porquê? Porque não? • Achas que um país deve ter o direito de recusar refugiados? • Recusarias? E se soubesses que eles enfrentariam a morte no seu próprio país?
  • 24. 23 Escolhas • Se houver tempo, repita a encenação, mas todos os alunos que foram funcionários de imigração devem ser agora refugiados. No final pergunte-lhes como se sentiram a representar o papel contrário. • O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) é responsável pela protecção dos direitos dos refugiados. Poderá investigar onde está localizada a representação da ACNUR no seu país e convidar membros para dar uma palestra ao seu grupo. • Peça aos membros do grupo para escrever um relato imaginativo da cena passada na fronteira. O relato podia ser feito a partir do ponto de vista de uma criança refugiada. • Como acção, os membros do grupo poderiam reunir objetos essenciais e entregá-los aos refugiados que se abrigam no seu país.
  • 25. 24 Jogo 7 - EM DEBATE Palavras-chave • Democracia; Representação Política; Participação Igualitária Introdução • Esta atividade aborda a representação e participação política das mulheres e dos homens, a partir de um debate que proporcionará dinamismo no grupo. Objetivos • Aprofundar conhecimentos sobre a representação das mulheres e dos homens na política; • Desenvolver competências para analisar a informação de forma construtiva e crítica; • Fomentar competências de argumentação; • Promover competências de resolução de conflitos e de cooperação. Dimensão do grupo • Mín. 10 Duração • 60 min Materiais/Equipamento/Logística • Selecção de artigos; • Flipchart; • Marcadores. Desenvolvimento • Pretende-se recriar um ambiente de debate na Assembleia da República ou num programa de televisão.
  • 26. 25 • Constitui-se dois grupos (se possível, em número igual de participantes): um dos grupos será “a favor” e o outro “contra”. • Indicar que cada um dos grupos deverá defender os seus pontos de vista e contrapor os da oposição. • Facultar o conjunto de notícias sobre o tema, agrupadas consoante refiram argumentos “a favor” ou “contra” aos respetivos grupos, de forma a possibilitar uma maior informação sobre o tema que fomente um debate mais enriquecedor em termos de conteúdo. • Propor aos grupos que preparem os seus discursos e argumentações. • Informar que cada grupo tem de escolher três porta-vozes para apresentarem o seu discurso e reforçar a importância de estarem todas as pessoas representadas. • Informar ainda que as/ os restantes jovens também terão um papel ativo no sentido de alimentar a argumentação, facultando papéis escritos às/aos porta-vozes que sustentem as respetivas posições. • De seguida, propõe-se que as/os porta-vozes de cada grupo se sentem frente-a-frente e apresentem o seu discurso e argumentações. • As/Os facilitadoras/es vão assumir um papel de moderadoras/es. • Pretende-se que se gere um debate ativo e propõe-se que as/ os facilitadoras/os introduzam questões “provocatórias” para avivar o debate, gerar discussão e controvérsia, p. ex.: • “Será preciso uma representação proporcional por sexos?”; • “As mulheres são boas líderes?”; • “As mulheres só não estão na política porque não querem!”; • “A paridade vem impor candidatas”). • O objectivo deverá ficar claro: “vencer a discussão”. Após o debate, propõe-se que em plenário, se reflita: • Sobre os conteúdos abordados; • Sobre a escolha das/os porta-vozes. Observações • Esta atividade requer uma preparação prévia, pesquisar notícias e/ou artigos sobre um determinado tema acerca da representação das mulheres na política (exemplo, a “Lei da Paridade”), que manifestem opiniões a favor e contra.
  • 27. 26 • É importante ter notícias/artigos com informações atualizadas e, para a dinâmica, é importante recriar o cenário de um debate na Assembleia da República ou na televisão. • Durante a dinâmica, é de salientar a importância de que na esfera pública, atualmente, existem menos mulheres na política do que homens e que o objectivo é a participação igualitária, ou seja: que neste espaço de participação também têm de ter a mesma visibilidade que os homens. • É importante refletir sobre a presente experiência, como é que as raparigas se sentiram quando estavam como porta-vozes? E os rapazes?
  • 28. 27 2.EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE E SEXUALIDADE
  • 29. 28 Jogo 8 – RODA DOS ELOGIOS Área temática • Conhecimento e valorização do corpo Objetivos: • Trabalhar a autoestima através do reforço do grupo de pares • Promover uma autoestima positiva • Reforçar a coesão do grupo de pares Duração: • 90 min. Passo a passo: • Introduzir a atividade definindo o elogio como um comportamento verbal que salienta as características positivas de uma pessoa e que tem o poder de fortalecer e aprofundar as relações entre as pessoas. • Dispor os alunos sentados em forma de círculo e distribuir por todos uma ficha nº 9. • Solicitar aos alunos que identifiquem a ficha com o seu nome no campo destinado a esse efeito. • Recolher as fichas e reparti-las aleatoriamente: cada aluno fica com uma ficha com o nome de um(a) colega. • Em seguida, solicitar aos alunos que escrevam um elogio à pessoa que está identificada na sua ficha. Insistir que devem escrever, unicamente, aspetos positivos sobre a pessoa. • Uma vez escrito o primeiro elogio, solicitar aos alunos que dobrem a parte superior da ficha, ocultando assim o elogio que escreveram, e que entreguem a ficha ao colega que está sentado à sua direita. • Quando receberem uma nova ficha, solicitar aos alunos que escrevam um elogio à pessoa identificada e entreguem ao colega da direita sem se esquecerem de dobrar a parte superior da folha. • Repetir a mesma ação sucessivamente ficando o percurso das fichas concluído quando cada aluno receber a ficha onde escreveu o primeiro elogio.
  • 30. 29 • O professor recolhe as fichas, confere se de facto constam apenas elogios, e se assim for, entrega a cada aluno a ficha com a sua identificação. • Cada aluno lê a sua ficha e comenta com a turma que efeitos tiveram em si os elogios dos colegas. • Finalizar a atividade incentivando os alunos a elogiar com mais frequência os seus pares.
  • 31. 30 Ficha nº 1 RODA DOS ELOGIOS Nome:___________________________________________________
  • 32. 31 Jogo 9 – GOSTAVA DE SER ASSIM? Palavras-chave • Media; Estereótipos Introdução • Esta atividade consiste numa reflexão conjunta sobre as consequências negativas para o/a próprio, da interiorização dos estereótipos de género veiculados pelos media e pela sociedade em geral. Objectivos • Reconhecer os efeitos potencialmente prejudiciais de viver de acordo com os estereótipos e como eles levam o abuso e a violência; • Perceber que viver de acordo com os estereótipos envolve o sacrifício dos valores pessoais e dos direitos de outros. Dimensão do grupo • Mín. 5 Duração • 30 min Materiais/Equipamento/Logística • Fotografia de uma revista de uma mulher magra (para distribuir ou projetar). Desenvolvimento 1. Mostrar uma fotografia de uma mulher magra (na “moda”) com um projetor ou numa folha de papel e perguntar: • Esta pessoa apresenta-se de acordo com o ideal da nossa sociedade? • Como é uma mulher bem sucedida, de acordo com esse ideal? • Qual a ligação entre esta imagem na revista e as perturbações do comportamento alimentar?
  • 33. 32 • Acham que as mulheres gostariam de ser magras se não existissem estas imagens nos media? • Como é que são os ideais de beleza noutras culturas? (Nalgumas culturas, ter peso é sinal de beleza e saúde) • E noutros tempos na história? A magreza foi sempre o ideal? (Nem sempre) (Refletir acerca dos efeitos nefastos de viver de acordo com os ideais sociais). 2. Dar uma breve contribuição, dizendo que, para as mulheres, a pressão é para “serem” de determinada maneira, enquanto para os homens a pressão é para “agirem” e se “comportarem” de forma a se encaixarem no ideal definido. Perguntar: • O que é que os homens têm que fazer fisicamente para provar que são “homens a sério”? • De acordo com o modelo atual de “homem a sério”, se um rapaz tem um desgosto amoroso ou sofre um grande trauma, quais as dificuldades que irá encontrar para falar acerca dos seus problemas? Que nome será chamado se falar? 3. Refletir acerca dos efeitos nefastos de viver de acordo com os ideais sociais. Observações • Pode introduzir esta atividade como um exercício de reflexão na sequência do trabalho sobre os estereótipos de género. • Conduzir o debate em torno dos ideais de beleza, tendo sempre em mente a importância de gostarmos de nós mesmos/as como somos.
  • 34. 33 Jogo 10 - O QUE É A SEXUALIDADE? Objetivo: • Discutir com os adolescentes as manifestações da sexualidade. Materiais: • Sala ampla e confortável, cartolinas, folhas de papel, canetas coloridas, revistas c jornais atuais, tesouras e cola. Tempo: • 30 minutos. Procedimento 1 - Pedir aos adolescentes que pensem em algo que tenham visto, ouvido, falado ou sentido sobre sexualidade. 2 - Solicitá-los a guardar esses pensamentos para si. Não é necessário escrever. Trabalho em grupo: 1 - Formar grupos de 5 adolescentes e solicitar que conversem sobre diferentes situações em que a sexualidade é manifestada pelas pessoas no ambiente social. 2 - Entregar revistas, jornais, folhas de papel, canetas, tesouras e cola aos grupos. 3 - Solicitar os grupos a montar um painel com as figuras, os anúncios e textos que estejam relacionados com a sexualidade. 4 - Após a elaboração do painel, pedir a cada grupo que eleja um representante para explicar como foi o processo de discussão e de montagem do painel. 5 - Cada coordenador de grupo coloca seu painel em uma parede da sala e explicará para o grande grupo o seu real significado. 6 - Após as apresentações dos coordenadores, abrir um debate com todos os participantes. 7 - O facilitador poderá fazer uma síntese dos tópicos apresentados e incentivar a reflexão sobre essas manifestações da sexualidade em diferentes culturas.
  • 35. 34 Pontos para discussão: a) Por que as pessoas confundem sexualidade com sexo? b) De que maneiras a sexualidade pode ser expressada? c) Que sentimentos podem estar envolvidos na expressão da sexualidade? d) O que se entende por sexualidade, sensualidade, erotismo e pornografia? Resultado esperado: • Ter esclarecido as conceções do grupo sobre sexualidade e suas diferentes formas de expressão.
  • 36. 35 Jogo 11 – VERDADE OU CONSEQUÊNCIA Objetivos: • Adquirir, manter e fomentar uma atitude positiva relativamente à sexualidade humana • Trocar os mitos e as crenças erróneas sobre sexualidade por informação correta Duração: • 90 minutos Recursos: • Ficha nº 2 • 1 Saco • Cartolina Passo a passo: • Recortar os quadrados da ficha nº 2 e colar em quadrados de cartolina. • Introduzir a atividade com a leitura do texto de introdução da ficha nº 2. • Colocar todos os quadrados num saco e solicitar a um aluno que retire um cartão do saco. • Solicitar a esse aluno que leia para a turma a afirmação escrita no seu cartão. • Em seguida, perguntar à turma: Verdade ou consequência? Os alunos terão que responder verdade se se tratar de uma afirmação verdadeira e consequência se se tratar de um mito. • Solicitar a fundamentação das respostas dadas e, enquanto moderar o debate, gerado em torno da divergência de respostas, orientar os alunos para a resposta certa. • Continuar a atividade com a leitura de todos os cartões e debate em torno das afirmações. • A atividade fica concluída quando forem debatidos os conteúdos de todos os cartões. • Nota: Todas as afirmações dos cartões são mitos relacionados com a sexualidade. Pode sugerir aos alunos que apresentem outros exemplos de mitos sobre sexualidade.
  • 37. 36 Ficha Nº 2 Um mito sobre sexualidade traduz-se numa opinião, não fundamentada, sobre algo relacionado com a sexualidade. Essa opinião, expressa com convicção, costuma acompanhar a ignorância e converte-se facilmente nas crenças de uma comunidade ou de uma geração podendo trazer consequências graves para a vivência saudável da sexualidade. Uma relação sexual tem de envolver sempre penetração Uma relação sexual deve terminar sempre num orgasmo Os homens sentem mais desejo sexual do que as mulheres O homem quer e está sempre pronto para o sexo Os homens não devem expressar sentimentos O álcool é um estimulante sexual Todas as mulheres podem ter orgasmos múltiplos Um homem com um pénis maior tem melhor desempenho sexual Para que a mulher engravide é necessário atingir o orgasmo em simultâneo com o homem A mulher não deve ter iniciativa sexual A satisfação sexual da mulher aumenta com o tamanho do pénis A masturbação causa distúrbios físicos e/ ou psicológicos Uma relação sexual com qualidade requer um orgasmo A masturbação é um comportamento sexual exclusivamente masculino
  • 38. 37 Jogo 12 - VALORES E PRECONCEITOS Objectivo: • uma oportunidade para uma expressão aberta e honesta dos sentimentos e pensamentos. Número de participantes: • 12 a 25 Tempo necessário: • cerca de 30 minutos. Materiais necessários: • uma sala de aula grande • três placares bem visíveis, cada um com uma das seguintes expressões: “Concordo”, “Discordo” e “Não tenho a certeza” Desenvolvimento • Quem dirige o workshop lê em voz alta uma das afirmações de “Valores e sentimentos” abaixo descritas. • Depois, baseando-se nos seus sentimentos sobre a afirmação, cada um dos participantes coloca-se ao lado do placar que representa a resposta por si selecionada (“Concordo”, “Discordo” ou “Não tenho a certeza”). • É então solicitado a alguns participantes para explicarem a sua escolha. • Este mesmo processo é utilizado para as restantes afirmações de “Valores e sentimentos”. • Mais tarde deve ser promovida a discussão sobre a forma como as pessoas responderam a todas as afirmações e como é que se sentiram relativamente à sua participação no exercício. • Importante: não existem respostas certas ou erradas; apenas atitudes, valores, sentimentos ou sensações. • Além disso, o/a educador/a deve manter-se imparcial enquanto os participantes expressam o seu ponto de vista.
  • 39. 38 Ficha: valores e sentimentos 1. Precisamos de tratar as pessoas portadoras de VIH com respeito, dignidade e simpatia. 2. A homossexualidade é uma orientação sexual válida e aceite. 3. A SIDA é transmitida por estrangeiros. 4. Uma pessoa portadora do VIH deve estar registada enquanto tal em instituições do poder local. 5. As pessoas portadoras do VIH devem informar os seus parceiros sexuais sobre a sua condição. 6. Uma mulher grávida portadora do VIH deve abortar. 7. Uma pessoa portadora do VIH não pode trabalhar na área da saúde. 8. As pessoas que vivem com SIDA devem ser isoladas no caso de não seguirem os conselhos médicos. 9. Ninguém se deve preocupar sobre o estatuto serológico a não ser a própria pessoa. 10. Portadores de VIH e seus descendentes não deveriam frequentar as escolas. 11. Os filhos de pessoas portadoras de VIH devem ser retiradas da vivência com os pais. 12. As instituições e pessoas que discriminam as pessoas infetadas com o VIH deveriam ser punidas por lei
  • 40. 39 Jogo 13 – FISIOLOGIA DA REPRODUÇÃO HUMANA Objetivos: • Caracterizar e compreender a anatomia e a fisiologia dos sistemas reprodutores • Caracterizar e compreender todos os processos envolvidos na reprodução humana • Caracterizar o ciclo menstrual e ovulatório Recursos: • Ficha n.º 1 • 1 Saco Duração: • 90 minutos Desenvolvimento: 1. Recortar os retângulos da ficha n.º 1 e coloca-los dentro de um saco. 2. Apresentar os objetivos da atividade à turma. 3. Dividir a turma em 8 grupos e solicitar a um elemento de cada grupo que retire um retângulo do saco. 4. Emparelhar grupos. Ou seja, a cada grupo atribuir um outro grupo para ser o seu par. 5. Dar a conhecer a cada grupo qual o tema que o seu grupo-par irá trabalhar. 6. Solicitar a cada grupo que estude o seu tema e elabore 5 questões sobre o tema do seu grupo-par. 7. Na aula seguinte realizar uma competição entre grupos. Cada grupo faz perguntas e responde ao seu par. Para organizar melhor a atividade é importante definir apenas um interlocutor de cada grupo para perguntar e responder às perguntas(após dialogar com o grupo) e um tempo limite para demorar a responder. Ganham os grupos que tiverem mais respostas certas. 8. O(a) professor(a) é mediador da competição e o juiz avaliador das respostas.
  • 41. 40 Ficha nº 1 REPRODUÇÃO SEXUADA PROCESSO DE OVOGÉNESE PROCESSO DE ESPERMATOGÉNESE SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO FECUNDAÇÃO CICLO MENSTRUAL E OVULATÓRIO PARTO
  • 42. 41 Jogo 14 - GRAVIDEZ INDESEJADA, SITUAÇÃO COMPLICADA Objetivos: • Refletir sobre as consequências físicas, psicológicas e sociais da gravidez na adolescência Duração: • 90 min. Recursos: • Ficha n.º 1 Passo a passo: 1. Introduzir a atividade explicando aos alunos que irão elaborar uma peça de teatro que represente as reações dos elementos dos vários círculos sociais que rodeiam a vida de uma adolescente que acabou de descobrir que está grávida. 2. Dividir a turma em 8 grupos e distribuir aleatoriamente pelos grupos os quadrados da ficha n.º 1. 3. Explicar a cada grupo que, de acordo com o círculo social que lhe foi atribuído, irá definir personagens para cada elemento do grupo. 4. Depois de definidas as personagens, todos os grupos devem ir contracenando com a adolescente grávida. 5. No final do teatro, os alunos devem explicar o que sentiram ao representarem as personagens. Nota: • O grupo que receber o quadrado sem informação deve inventar outro círculo social. • Pode filmar o teatro e utilizá-lo para outras atividades na escola ou representar novamente o teatro numa comemoração para todos os alunos da escola.
  • 43. 42 Ficha nº 1 Adolescente grávida e família (pais, irmão/a, avós…) Amigas que a convidam para sair à noite Namorado e família (pais, irmão/a, avós…) Professores e colegas da escola Professores e colegas do atletismo Médico e enfermeira Psicóloga da escola Funcionário(s) e clientes do supermercado onde vai fazer compras ……….. ……….
  • 44. 43 3.EDUCAÇÃO PARA A IGUALDADE DE GÉNERO E PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA
  • 45. 44 Jogo 15 - CARA OU COROA Tema: • Violência no namoro Objectivos: • Estimular a adoção de comportamentos assertivos; • discutir a questão da violência no namoro; • refletir sobre a influência da linguagem verbal e não-verbal na resolução de conflitos; • desenvolver competências de resolução de conflitos. Idade preferencial: • A partir dos 13 anos Nº de participantes: • 14 a 24. • Se o número for ímpar, um/a participante ficará como observador/a Duração: • 50 minutos Materiais: • Sem especificações Implementação passo-a-passo • Organizar os membros do grupo em duas filas (A e B), com igual número de pessoas, e colocá-las em paralelo, de modo a formar facilmente pares (A e B) entre os membros que se encontrem frente-a-frente. • Explicar à pessoa que ficará como observadora que deverá estar atenta a todos os comportamentos para no final poder fazer uma apreciação. Caso não tenha sido nomeado/a um/a observador/a, (nº de participantes par) esse papel será desempenhado por quem estiver responsável pela dinamização do jogo.
  • 46. 45 • Os membros da fila A deverão imaginar uma situação de conflito no namoro. Para facilitar, podem ser dados alguns exemplos: não querer que o/a namorado/a saia com pessoas amigas, controlar o uso do telemóvel do/a namorado/a, etc. • Cada membro da fila A deve representar essa situação para o seu par da fila B, podendo mesmo manifestar agressividade verbal ou gestual, desde que não magoe fisicamente o seu par. • Os membros da fila B não sabem de antemão qual é o conflito com que se irão defrontar, mas deverão tentar defender-se da melhor forma que lhes for possível. • Antes de dar início às representações, sublinhar que estas devem ser breves, preferencialmente com duração inferior a um minuto, e que devem seguir a ordem da fila. • Quando todos os membros da fila A tiverem representado o papel de agressor/a devem inverter-se os papéis, ou seja, os membros da fila B passarão a representar o papel de agressores/as e os da fila A o papel de vítimas. • Depois de todas as representações estarem concluídas, deve-se promover a reflexão. Proposta de tópicos para o primeiro debate: • Em que papel se sentiram melhor? • Observaram alguns traços comuns na linguagem (verbal e não-verbal) utilizada pelos/as colegas que representaram o papel de agressor/a? • Observaram alguns traços comuns na linguagem (verbal e não-verbal) utilizada pelos/as colegas que representaram o papel de vítima? Pedir à pessoa que ficou como observadora que faça uma apreciação geral do que se passou durante a dinâmica. Após esta reflexão, pedir aos/às participantes que selecionem a representação que mais chamou lhes a atenção e pedir-lhes para explicarem o porquê. Solicitar ao grupo duas pessoas voluntárias que se disponibilizem para voltarem a representar a situação de conflito que tiver sido destacada pela maioria dos/as participantes, mas desta vez transformando-a numa situação não agressiva. Essa situação pode ser representada várias vezes, com diferentes estratégias para resolução do conflito.
  • 47. 46 Proposta de tópicos para o segundo debate: • Quais os efeitos da agressividade? • Que conclusões é que retiram destas representações? • Quais as diferenças a nível verbal e não-verbal entre as representações dos conflitos agressivas e as representações de conflitos não agressivas? • Quais as vantagens e desvantagens de cada uma destas estratégias de resolução de conflitos?
  • 48. 47 Jogo 16 – QUEM É QUEM? Tema: • Violência doméstica Objectivos: • Refletir sobre o modo como frequentemente se imagina que o fenómeno da violência afeta apenas alguns grupos sociais (por ex. pessoas mais pobres) ou determinados perfis pessoais. • Analisar o impacto desse estereótipo na construção de uma visão mais realista de um problema que é transversal. Idade preferencial: • Sem especificações Nº de participantes: • 6 a 30 Duração: • 60 minutos Materiais: • Uma folha de cartolina com uma silhueta de mulher desenhada e outra com uma silhueta de homem para cada grupo; • Canetas e/ ou lápis de cor; • Fita-cola; • Folhas A4 Implementação passo-a-passo • Dividir os/as participantes em grupos mistos (rapazes e raparigas) com 3 a 6 membros. Fornecer a cada grupo canetas ou lápis de cor e as duas folhas de cartolina, com as silhuetas de homem e de mulher desenhadas.
  • 49. 48 • Cada grupo terá 30 minutos para desenhar os detalhes da imagem de um/a agressor/a e de uma vítima de violência, nomeadamente as características físicas (cara, olhos, corpo, roupa, boca, etc.) e o local onde o/a pretendem enquadrar (casa, escola, rua, hospital, noite ou dia). • Para cada figura deverão também criar um cartão de identidade (usando as folhas A4), onde serão definidas as características da pessoa: idade, sexo, nacionalidade, profissão, estado civil, origem socioeconómica, habilitações escolares, características físicas, traços psicológicos, etc. • Após os 30 minutos o/a dinamizador/a deverá expor todas as figuras trabalhadas, afixando-as no quadro ou na parede e solicitar a cada grupo que apresente oralmente os cartões de identidade elaborados. • Em seguida, o/a dinamizador/a deverá promover o debate em torno dos resultados desta atividade. Poderá recorrer aos tópicos que a seguir se propõem ou à lista de estereótipos que consta do documento de apoio a este jogo. • Proposta de tópicos para debate: • O que acharam da atividade? • Quais os aspetos em que tiveram mais dificuldades? • Que conclusões retiram a partir da comparação dos vários trabalhos? • Quais os estereótipos emergentes dos trabalhos dos grupos e das apresentações? • Que consequências poderão advir da identificação de agressores/as e vítimas de violência com base em estereótipos? Quem pode ser vítima ou agressor/a?
  • 50. 49 Documento de apoio n.º 1 Lista de exemplos de estereótipos associados à violência: • O perigo para as mulheres vem de homens desconhecidos. • A violência no casal é habitual. • A violência doméstica é um fenómeno que afeta sobretudo as pessoas pobres e desfavorecidas. • A violência é causada pela dependência do álcool e drogas. • A violência doméstica não afeta a saúde da mulher. • A violência doméstica é causada por perda de controlo. • O parceiro violento tem um problema psiquiátrico. • O parceiro violento foi abusado quando era criança. • As mulheres gostam de ser batidas, caso contrário iam-se embora. • Entre marido e mulher não se mete a colher. • Se as mulheres são vítimas e não deixam os agressores é porque gostam de ser maltratadas.
  • 51. 50 Jogo 17 – ALTERNATIVAS AO “BULLYING” Tema: • Bullying Objetivos: • Facilitar a compreensão de causas e consequências do bullying. • Explorar vias que facilitem o controlo do fenómeno. Idade preferencial: • A partir dos 13 anos Nº de participantes: • 10 a 25 Duração: • 90 minutos Materiais: • Cenas de bullying, impressas uma em cada folha (ver documentos de apoio n.ºs 1 e 2) Implementação passo-a-passo • Introduzir o tema com uma “chuva de ideias” em torno da identificação de atos de bullying. • Dividir os alunos e alunas em 3 grupos e entregar a cada grupo uma das cenas sobre bullying (Documento de apoio n.º1). • Cada grupo disporá de 15 minutos para analisar o texto e preparar a representação da cena que lhe foi atribuída. • Após a apresentação das 3 dramatizações, promover o debate. Proposta de tópicos para o primeiro debate: • O que é que gostaram mais e o que é que gostaram menos? Porquê?
  • 52. 51 • As cenas são realistas? Em que é que se basearam para as representar? • Na cena 1, o que é que foi feito para melhorar a situação? O que é que a piorou? • Na cena 2, como se sentiram a falar com um/a agressor/a de bullying? Que técnicas poderão ter um efeito mais positivo? E mais negativo? • Em relação à cena 3, como se deverá falar com uma pessoa que está a ser vítima de bullying? Como se poderão encontrar soluções que sejam aceitáveis para a vítima? Ler em voz alta as 3 histórias sobre bullying que se encontram em anexo (documento de apoio n.º2) e promover um novo debate. Proposta de tópicos para o segundo debate: • Como é que as vítimas de bullying se sentem? • A vítima de bullying é responsável pela violência de que está a ser alvo? • Os/as agressores/as de bullying estarão a tentar provar alguma coisa? • O bullying é uma questão de poder? • O que é que um amigo ou amiga de uma vítima de bullying poderá fazer? • Quais são os preconceitos mais frequentes em relação às vítimas? • Quem pode ser responsável por controlar um problema de bullying? • De que forma é que cada um de nós pode contribuir para ajudar a resolver este problema?
  • 53. 52 Documento de apoio n.º 1 Cenas sobre bullying para representar e discutir ............................................................................................................... Cena 1 Um estudante vai ter com várias pessoas com autoridade na escola e tenta explicar-lhes que um colega seu está a ser vítima de bullying. O diretor da escola assume um papel autoritário e tradicionalista referindo os padrões comportamentais desajustados dos alunos e alunas dos dias de hoje. O diretor de turma não quer assumir responsabilidades. Os outros professores e professoras subestimam o problema, não o reconhecendo como sendo bullying. ............................................................................................................... Cena 2 Um grupo de alunos e alunas tenta falar com o colega que está a praticar bullying sobre um colega mais novo. ............................................................................................................... Cena 3 Vários/as estudantes reúnem-se para falar acerca de um amigo que está a ser vítima de bullying por parte de um grupo de estudantes mais velhos. Querem ajudar o seu amigo e tentam analisar as várias possibilidades. ...........................................................................................................
  • 54. 53 Documento de apoio n.º 2 Histórias sobre bullying para ler e discutir História 1 Tenho 13 anos e detesto ir à escola porque ninguém gosta de mim. Há um grupo de miúdos que me está sempre a chamar nomes: dizem que sou feia e gorda e que os meus pais não devem gostar de mim. A minha melhor amiga agora evita-me e juntou-se a outro grupo. Detesto-a. Sinto-me sozinha e assustada e tenho medo que aquilo que dizem sobre os meus pais seja verdade. História 2 Este ano comecei a frequentar uma escola diferente porque tive de mudar de cidade. Algumas raparigas riem-se quando eu passo. Acho que têm ciúmes porque os rapazes da escola olham muito para mim. Para além de me roubarem material escolar e de me insultarem, fazem telefonemas anónimos para minha casa. Não aguento mais esta situação. Estou assustada e zangada. Já tentei fazer queixa à diretora, mas ela acha que eu é que tenho que fazer um esforço para me integrar. Não sei o que faça. História 3 O meu melhor amigo disse-me que alguns colegas o andam a incomodar na escola. Quando me contou isto, fui falar com esses rapazes. Mas, a partir daí, começaram a fazer-me o mesmo. Agora somos ambos vítimas dos insultos e das ameaças deles. Decidimos ficar calados, pois se fizermos alguma coisa, é provável que tudo piore.
  • 55. 54 Jogo 18 – NAMORAR DÁ QUE FALAR… Tema: • Violência no namoro Objetivos: • Promover a compreensão da importância dos afetos e da expressão dos sentimentos; • facilitar o posicionamento em situações de namoro abusivas. Idade preferencial: • A partir dos 13 anos Nº de participantes: • 10 a 30 Duração: • 60 minutos Materiais: • 3 folhas de cartolina contendo uma das seguintes expressões: “Concordo”, “Discordo” e “Não Sei” • Cartões com frases polémicas (ver jogo 11, documento de apoio n.º 1) • 1 saco pequeno, para colocar os cartões onde se escreveram as frases polémicas Implementação passo-a-passo • Afixar num canto da sala a folha de cartolina “Concordo”, no canto seguinte a folha de cartolina “Discordo” e no centro destas duas a que tem escrito “Não Sei”. • Explicar aos/às participantes que irão participar num debate sobre o namoro e que o/a dinamizador/a irá retirar uma frase do saco de cada vez e lê-la. • Os/as participantes devem posicionar-se junto da folha de cartolina que melhor refletir a sua opinião.
  • 56. 55 • As pessoas que ficarem junto do “Concordo” e do “Discordo” deverão argumentar, de forma a ajudarem as que se colocaram junto ao “Não Sei” a formarem a sua opinião, ou aquelas que estão no grupo contrário a mudarem de opinião e de sítio. • Dar início ao debate retirando a primeira frase do saco e lendo-a. Quando todos/as os/as participantes estiverem posicionados/as de acordo com a sua opinião, moderar o debate gerado. Em seguida, ir retirando novas frases do saco. • Depois da discussão de diferentes frases, proceder ao debate final. Nota: • O/a dinamizador/a e os/as participantes podem sugerir frases para debate diferentes das propostas no documento de apoio. Proposta de tópicos para debate: • Que conclusões é que retiraram da realização desta atividade? • Quais os sinais que indicam que uma relação poderá ser abusiva ou violenta? • Como distinguimos uma relação romântica de uma relação abusiva? • De que forma é que a violência de género é retratada? A violência é romantizada? • Será que isto afeta o modo como os/as jovens se relacionam com pessoas do outro sexo ou com pessoas com uma sexualidade diferente?
  • 57. 56 Documento de apoio n.º 1 Cartões com frases para discussão Os namorados às vezes gritam, mas isso é normal. Se o meu namorado me pedir para ter relações sexuais com ele, devo aceitar para provar o meu amor. O meu namorado é só meu. Os rapazes não mostram os sentimentos. Se eu tiver namorada não posso ser muito amigo de outras raparigas. Tenho o direito de ver as mensagens do telemóvel da minha namorada. Se uma rapariga “se fizer” ao meu namorado tenho o direito de a insultar publicamente. Posso contar o que faço com a minha namorada aos meus amigos. Se a minha namorada tiver ciúmes das minhas amigas, devo evitá-las. Quem tem muitos ciúmes, tem uma grande paixão. Não deixo que a minha namorada use decotes grandes ou saias curtas, para a proteger dos olhares dos outros.
  • 58. 57 Jogo 19 – O QUE FAZER? Tema: • Relacionamentos amorosos Objetivos: • Desenvolver a capacidade de resolução de problemas e estimular a assertividade nas relações íntimas. Idade preferencial: • Sem especificações Nº de participantes: • 6 a 30 Duração: • 60 minutos Materiais: • Folha com dilemas (ver jogo 12, documento de apoio n.º 1); • 4 cartões contendo uma das letras A, B ,C ou D Implementação passo-a-passo • Colocar nos quatro cantos da sala os cartões com as letras A, B, C e D • Pedir aos/às participantes para se dirigirem até ao centro da sala e dizer-lhes que irá ser lido um dilema, com várias soluções possíveis e que terão de optar por uma delas. • Explicar que a cada solução corresponde uma das letras presentes nos vários cantos da sala. Cada pessoa deverá ouvir o dilema, escolher a solução com a qual mais se identifique e deslocar-se para o canto da sala correspondente. • Pedir aos/às participantes para refletirem acerca das vantagens e desvantagens de cada solução do dilema e, no final, dinamizar um debate sobre as questões que o jogo levantou.
  • 59. 58 Proposta de tópicos para debate: • Acham que estes dilemas correspondem à realidade? • Como é que pensam que as pessoas fazem escolhas, quando confrontadas com este tipo de dilemas? • Quais as consequências deste tipo de dilemas? • Quando uma pessoa está indecisa, como poderá encontrar apoio que a ajude a tomar decisões desta natureza? • Quais são os direitos de cada pessoa relativamente à sua vida sexual? • Quem deverá decidir os direitos de cada um/a?
  • 60. 59 Documento de apoio n.º 1 Dilema 1 A Francisca tem 15 anos e foi à discoteca com os seus amigos. O João Miguel, o rapaz mais giro da escola, nessa noite meteu-se com ela e começaram a curtir. No final da noite, segredou-lhe ao ouvido, convidando-a a passar o resto da noite em casa dele, explicando-lhe que estavam na boa pois os seus pais foram passar o fim-de-semana à aldeia. Eles os dois não se conhecem. O que é que a Francisca deve fazer? a) Dizer que não, sem dar explicações. b) Dizer que sim, porque o João é super giro e não pode perder a oportunidade de passar uns momentos a sós com ele. c) Dizer que sim, mas na condição de se fazerem acompanhar por outras pessoas. d) Outra opção. Dilema 2 A Maria tem 14 anos e está apaixonada. O seu namorado sente o mesmo por ela. Estão juntos há dois meses. Acontece que os pais da Maria são muçulmanos e quando souberem desta relação, vão querer que ela termine. Por isso, a Maria encontra-se com o namorado às escondidas. O que é que ela deve fazer? a) Deixar de ver a pessoa pela qual se encontra apaixonada. b) Levá-lo a sua casa e apresentá-lo aos pais. c) Continuar a encontrar-se com ele em segredo. d) Outra opção. Dilema 3 O Paulo é homossexual no entanto nunca teve coragem de contar nem à família nem aos amigos. Gosta de um rapaz da sua turma e adorava namorar com ele. Porém não faz a mínima ideia se esse rapaz também é homossexual e se poderá estar apaixonado por ele. Tem medo que se
  • 61. 60 revelar os seus sentimentos ao rapaz, este conte a toda a gente e faça troça dele. O que deve o Paulo fazer? a) Esquecer a ideia e desistir do rapaz. b) Contar aos pais e amigos que é homossexual, convidar o rapaz para sair e ver o que acontece. c) Tentar aproximar-se do rapaz e conhecê-lo melhor para se certificar se ele é homossexual e poderá gostar dele, antes de lhe revelar os seus sentimentos. d) Outra opção.
  • 62. 61 Jogo 20 – TRABALHO DE MULHER, TRABALHO DE HOMEM Palavras-chave • Profissões; Estereótipos no Emprego; Igualdade de Oportunidades Introdução • A atividade irá ajudar a revelar que não existem profissões dirigidas a rapazes e outras dirigidas a raparigas, que essas representações são estereótipos sociais e culturais. Objectivos • Sensibilizar os/as participantes para o conceito de estereótipos de género e como eles influenciam a esfera pública; • Promover a liberdade de expressão e a plena participação de todos os elementos do grupo; • Refletir sobre a importância da igualdade de oportunidades entre as mulheres e os homens. Dimensão do grupo • Mín. 10/ Máx. 20 Duração • 50 min Materiais/Equipamento/Logística • Caixas com etiquetas de tipos de profissões; • Cartolinas; • Canetas; • Fita-pintor. Desenvolvimento • Dividir o grupo em subgrupos (3-4 elementos) e convidar a sentar nas mesas organizadas (já com cadeiras, caixa com profissões/ocupações e cartazes).
  • 63. 62 • Cada subgrupo tem na sua mesa uma caixa com várias profissões, todos os grupos têm na sua caixa as mesmas profissões (exemplo: cabeleireiro, barbeiro, advogado, juiz, assistente social, futebolista profissional, trabalhador da construção civil, decorador, secretário, enfermeiro, doutor, lojista, arrumador, engenheiro, empregado doméstico, educador de infância, soldado, fotógrafo, pintor, assistente de bordo, mecânico, operador de câmara, instrutor de condução, etc.) e têm um cartaz no qual estão três colunas indicadas o Profissão feminina; o Profissão masculina; o Ambos. • Pede-se a cada subgrupo que retire uma etiqueta, que a leia e que, em grupo, cheguem a um consenso sobre “onde colocar a profissão”. Só poderão escolher uma das três colunas indicadas. • No fim do exercício, cada subgrupo apresenta para todas as profissões/ocupações as suas colunas (afixando). Convidar à comparação com os cartazes dos restantes grupos. Reflexão em plenário: • O que acham dos resultados apresentados em cada um dos grupos? • Enquanto grupo, foi fácil chegarem a um consenso? Como chegaram a um consenso? Que argumentos utilizaram? • Porque certas profissões são tradicionalmente consideradas como profissões femininas e/ou masculinas? • Em que tipo de profissões, e porquê, as mulheres estão sub-representadas? E os homens? • Que tipos de competências são necessárias para cada profissão e qual é a sua relação com o género? Observações • Alternativa: o grupo senta-se em círculo e no centro coloca-se a caixa das profissões e pede-se aos/às participantes que um/a a um/a retirem uma etiqueta, que a leiam em voz alta e que a coloquem numa das três colunas.
  • 64. 63 Jogo 21 – “IGUALITIONARY” Palavras-chave • Imagens; Estereótipos associados às profissões Introdução • Esta atividade explora os estereótipos sociais que limitam as escolhas profissionais das raparigas e dos rapazes. Objetivos • Trabalhar estereótipos e preconceitos sobre o outro sexo; • Compreender os factores que promovem os estereótipos; • Estimular a criatividade do grupo. Dimensão do grupo • Mín. 8 / Máx. 20 Duração • 50 min Materiais/Equipamento/Logística • Uma lista de palavras para ilustrar; • Flipchart; • Marcador; • Folhas de papel A4; • Canetas de feltro e /ou lápis; • Fita pintor. Lista de palavras • Relações públicas, psiquiatra, polícia, estilista, cabeleireiro, barbeiro, advogado, juiz, assistente social, futebolista profissional, trabalhador da construção civil, decorador, secretário, enfermeiro, doutor, lojista, arrumador, engenheiro, empregado doméstico, educador de infância, soldado, fotógrafo, pintor, assistente de bordo, mecânico,
  • 65. 64 operador de câmara, instrutor de condução, condutor de comboio, vendedor ambulante. Desenvolvimento • Pedir aos/às participantes para formarem equipas de 3 -4 pessoas. • Pedir às equipas para irem buscar folhas de papel e uma caneta e sentarem-se num canto, um pouco afastados/as dos demais. • Apresentar a atividade e chamar um membro de cada equipa. Entrega-se-lhes uma palavra (a mesma). • Pedir-lhes que voltem ao seu grupo e que traduzam a palavra por um desenho, enquanto os outros membros da equipa tentam adivinhar do que se trata. • Não devem nem desenhar números, palavras, nem falar (a não ser para confirmar a resposta correta). • O resto da equipa deve somente propor soluções e não colocar questões. • Para cada palavra e desenho a equipa tem 2 minutos para adivinhar. • Se a resposta foi encontrada, a equipa avisa e marca 1 ponto. Senão, marca 0 pontos. • Escrever a pontuação num quadro. • Depois de dar a volta a todas as equipas, pedir aos/as desenhadores/as de cada equipa para escreverem a palavra no desenho, tenham terminado/descoberto ou não. • Pedir de seguida às equipas que identifiquem outro/a desenhador/a. • Ter todas as pessoas como desenhadoras/es pelo menos uma vez. Idealmente, definir o número de rondas, que neste exemplo serão cinco. • No final, pedir aos pequenos grupos para observarem os desenhos construídos no seu grupo e tentarem perceber o que se passou. • Em plenário os grupos expõem os seus desenhos. • Reflexão em pequenos grupos (eventualmente mantendo as mesmas equipas): • Perguntar aos/às participantes se a atividade lhes pareceu difícil e porquê. • Pedir de seguida aos/às participantes que observem os desenhos afixados e que comparem as diversas imagens associadas às palavras, bem como a diversidade de interpretações e como as imagens/palavras determinam as nossas representações estereotipadas. • Perguntar se essas imagens correspondem ou não à realidade e interrogar os/as desenhadores/as a propósito das imagens que escolheram para ilustrar as palavras.
  • 66. 65 • Continuar abordando a origem das nossas imagens: são positivas ou negativas? Quais são os seus efeitos nas nossas relações? Observações • Se for um grupo pequeno, pode-se fazer num só grupo. Se for cerca de 8 participantes teremos 2 grupos de 4 pessoas. • O ideal é cerca de 20 participantes (4 grupos de 5 pessoas). • Cada ronda completa: entregar palavra, desenhar/ adivinhar, marcar pontuação e revelar palavras pode demorar cerca de 5 minutos, dependendo do ritmo imposto pelo facilitador/a. • Nem todas as palavras têm de ser desenhadas, o/a facilitador/a deverá gerir o número de rondas e palavras em função do tempo disponível que tem e tendo em consideração o tempo que necessita para reflexão. • As pessoas que se consideram más desenhadoras podem considerar este jogo difícil. Acalmá-las, dizendo que não interessa serem artistas e encorajá-las a avançar. • Esta atividade é suscetível de fazer emergir os estereótipos mais imediatos e comuns a propósito dos outros. É um jogo muito criativo e divertido. No entanto, é fundamental que a atividade não se limite aos desenhos, mas que os grupos reflitam sobre os riscos dos estereótipos e sobre a origem da imagem que temos do/a outro/a. • Uma outra questão a abordar nesta reflexão é a origem dos estereótipos e quais os factores que contribuem para a sua construção: valores dominantes na sociedade e veiculados de diferentes formas, nomeadamente através das imagens, da linguagem, dos símbolos, a família, a educação, os media, os grupos de pares, entre outros.
  • 67. 66 Bibliografia AA VV., Caderno PRESSE - Ensino Secundário, Ed. Administração Regional de Saúde do Norte, s/d AA VV., Coolkit - Jogos para a Não-Violência e Igualdade de Género, Ed. CooLabora, CRL, 2011 AA VV., Comércio Justo: Interdependência Sul/Norte Actividades Pedagógicas, Ed. CIDAC, 2008 AA VV., Global how: despertar para a educação global. Manual do formador, s/d AA VV., Kit-Cidadania: Proposta formativa de educação não-formal de crianças e jovens num contexto intercultural tendo em vista uma cidadania responsável, Ed. Associação de guias de Portugal, s/d AA VV., Kit Pedagógico sobre Género e Juventude. Educação não formal para o mainstreaming de género na área da juventude, Ed. Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, 2013 AA VV., Siniko: Um manual para o ensino de direitos humanos, Ed. Amnistia internacional, s/d Oliveira, Sandra e Caetano, Rita, Literacia para os média e cidadania global: caixa de ferramentas, Ed. CIDAC, 2017