O complexo articular do tornozelo

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Estrutura Articular, Muscular, Lesões e Exercícios by Mauro Eduardo... Trabalho de Aprofundamento em Cinesiologia.

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O complexo articular do tornozelo

  1. 1. TORNOZELO: ESTRUTURA ARTICULAR, MUSCULAR, LESÕES E EXERCÍCIOS. MAURO EDUARDO APROFUNDAMENTO EM CINESIOLOGIA
  2. 2. INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo abordar a articulação do tornozelo, falarsobre suas especificidades, seus movimentos, possíveis lesões e exercíciosmusculares para fortalecer esta que é uma das regiões mais importantes docorpo, já que sustenta todo peso corporal e deve aliar resistência e flexibilidade.
  3. 3. O COMPLEXO ARTICULAR DO TORNOZELO A articulação do tornozelo, ou tíbio-tarsiana, é a articulação distal domembro inferior. É uma diartrose, isto é, uma articulação móvel, tambémchamada de sinovial e, sendo assim, possui todos os componentes necessáriospara desempenhar este papel. Sua estrutura é formada principalmente pelaunião de 3 ossos: a tíbia, a fíbula e o tálus, um dos 26 ossos do pé, antigamentechamado de astrágalo. Além disso, possui 31 articulações e 20 músculos quelhe são próprios. Trata-se de uma articulação muito fechada, de bastante congruência,que tem limitações importantes, pois quando se está em apoio monopodal,suporta todo o peso do corpo, que pode inclusive estar aumentado pela energiacinética, quando o pé entra em contato com o solo a certa velocidade. Por essemotivo, torna-se problemático a criação de próteses tíbio-tarsianas totais, comcerta garantia de longevidade. Do complexo articular do tornozelo, apenas 3 articulaçõesdesempenham um importante papel na função biomecânica, são elas: tíbio-társica, subtalar e as articulações transversais do tarso. ARTICULAÇÃO TÍBIO-TÁRSICA A articulação tíbio-tarsiana éconsiderada a “rainha” de todo ocomplexo articular da parte posteriordo pé, pois deve receber o peso docorpo, ajustar-se em superfíciesirregulares e permitir odesenvolvimento progressivodinâmico do passo durante a marcha,aliando assim a plasticidade do pé ea potência dos ossos da perna. É formada pela articulação da tíbia e fíbula com o dorso do tálus. Por seruma tróclea, sua superfície de encaixe é classificada como gínglimo oudobradiça, sendo uniaxial e permitindo apenas movimentos no plano sagital.Considerada a forma óssea, os únicos movimentos possíveis realizam-seanteroposteriormente. O eixo em torno do qual a movimentação ocorre estende-
  4. 4. se obliquamente da face póstero-lateral do maléolo fíbular à face ântero-medialdo maléolo tibial. A flexão e a extensão são os movimentos que ocorrem nesteeixo.  Flexão é o movimento do pé no qual a superfície plantar se move em direção caudal e posterior.  Extensão é o movimento no qual a superfície dorsal do pé move- se em direção anterior e cranial.Originou-se muita confusão a respeitoda terminologia destes doismovimentos da articulação dotornozelo. Ocorre aparentediscrepância porque diminuir umângulo frequentemente associa-secom flexão, enquanto que aumentá-loé associado com extensão. Trazer opé para cima para “dobrar o tornozelo”parece ter a conotação de flexão,enquanto que apontar o pé para baixopara “retificar o tornozelo” conotaextensão. Porém, a termiologia hojeusada e com ampla aceitação a fim deevitar confusão dos termos são a Dorsiflexão para os movimentos de extensãodo tornozelo e Flexão Plantar para os movimentos de flexão. Dorsiflexão Extensão Flexão Plantar Flexão Para medir os graus de amplitude de movimento do tornozelo, o joelhodeve estar flexionado. Com o joelho fletido, o tornozelo pode ser dorsifletidocerca de 20º, já com o joelho estendido , essa amplitude diminui para 15º, issodevido a maior ou menor tensão do músculo gastrocnêmio. A amplitude demovimentação em flexão plantar do tornozelo é de aproximadamente 45º.
  5. 5. A estabilização do tornozelo A estabilização do tornozelo se dá graças aosligamentos (estabilização passiva) e aos tendões dosmúsculos (estabilização ativa) que por ali passam.Quanto a estabilidade óssea, ela é melhor em dorsiflexãoque em flexão plantar. Em flexão plantar, a parteposterior da tróclea, mais estreita, encontra-se “folgada”,fazendo com que o tornozelo fique osseamente menosestável. Já em dorsiflexão, a parte anterior da tróclea,mais larga está muito bem encaixada dentro da “pinça”(vista anteriormente, a articulação do tornozeloassemelha-se a uma pinça plana, como uma chaveinglesa, formada pelas extremidades distais da tíbia e dafíbula, que encobre uma superfície situada no dorso dotálus) resultando em uma posição mais estável otornozelo. A estabilização passiva se dá pela cápsula articular e pelos ligamentosdo tornozelo. A cápsula se fixa nas proximidades das superfícies articulares dostrês principais ossos da articulação tíbio-társica. Essa cápsula é frouxa anterior eposteriormente, permitindo os movimentos de flexão plantar e dorsiflexão. Elaainda recebe a ajuda dos ligamentos colaterais, reforçando a articulação. O ligamento colateral lateral é formadopor três feixes, um anterior, um médio e umposterior. Os feixes anteriores e posterioresterminam no tálus, fixando-se diretamente aosossos da perna, no caso, a fíbula. Já o feixe médiovai até o calcâneo, sendo, desse modo, envolvidopelo jogo do tornozelo. É o ligamento que maisfrequentemente se distende na entorse dotornozelo, por isso chamado de ligamento daentorse. O ligamento colateral medial étambém formado por três feixes, porém,encontra-se em duas camadas, uma camadasuperficial (em azul) com um feixe que terminano osso navicular, no ligamentocalcaneonavicular plantar, no sustentáculo dotálus.
  6. 6. Já a camada profunda (em laranja) do ligamento colateral medial éformado por um feixe anterior e um posterior que termina no tálus. A tensão dos ligamentos varia com a posição do tornozelo. Emdorsiflexão, os feixes posteriores estão tensionados e os anteriores estãorelaxados. Na flexão plantar ocorre o contrário. Devido à anatomia da articulação do tornozelo, existe uma maiortendência a movimentos de supinação (movimento que orienta a planta do pémedialmente, levantando a margem medial do pé) requerendo assim uma maiorativação dos feixes anteriores, sobretudo dos feixes médios. A estabilidade do tornozelo é completada pelas ações musculares(estabilização ativa) que adaptam a pinça ao produzirem movimentos. Como jáfoi dito anteriormente, em flexão plantar a estabilidade óssea é menos estável,fazendo com que a articulação torne-se vulnerável a lesões. Nesse caso, otornozelo se estabiliza por um jogo de ações musculares, cujo efeito é duplo.  A pinça se adapta a sua forma; a fíbula se abaixa. 4 músculos sãoresponsáveis por isso: Fibulares curto e longo, extensor longo do hálux e tibialposterior. O abaixamento do maléolo lateral da fíbula melhora o encaixe dossuperfícies.
  7. 7.  A pinça aperta ativamente a tróclea; o extensor longo do hálux e otibial posterior provocam um aperto dos dois ossos. Com isso o abaixamento dafíbula tensiona os ligamentos tibiofibulares. Essa tensão ocasiona umaaproximação passiva automática dos dois ossos. Essa estabilização realiza-seao produzir-se uma flexão plantar ativa, quando se “sobe sobre a ponta dospés”. ARTICULAÇÃO SUBTALAR A articulação subtalar é umaarticulação plana ou dedeslizamento modificada, formadapela união do tálus com o calcâneo.O tálus também se articula com onavicular, e a articulaçãotalonavicular é envolvida nosmovimentos atribuídos à articulaçãosubtalar. Situada verticalmente nomesmo nível da articulação tíbio-tarsiana e inferiormente disposta, a subtalarpermite mobilidade em direções mais numerosas que a tíbio-társica, nos trêsplanos do espaço (sagital, frontal, transverso) porém, com amplitude maisreduzida.
  8. 8. Supinação e pronação são os seus movimentos principais, isto é, osque possuem uma maior amplitude. A Supinação é a rotação do pé na qual aplanta do pé se move em direção medial. Já a Pronação é a rotação na qualplanta do pé se move em direção lateral. Ná prática, em virtude da orientação e da forma das superfíciesarticulares, os movimentos combinam-se automaticamente ao redor de um únicoeixo, o eixo de henké. Esse eixo penetraria inferiormente pelo processo lateralda tuberosidade do calcâneo e sairia superior, anterior e medialmente pelo colodo tálus na sua parte medial. É, portanto, obliquo para cima, para a frente emedialmente. EIXO DE HENKÉ
  9. 9. Ao redor dele efetuam-se movimentos de Inversão e Eversão.  Inverção é um movimento combinando supinação, adução e flexão plantar.  Everção é um movimento combinando pronação, abdução e dorsiflexão. A articulação subtalar é mantida peloconjunto de cápsulas e ligamentos. As cápsulas sedividem em duas, uma posterior que se fixa aoredor das superfícies e outra anteriormente, umacápsula comum com a da articulação transversa dotarso. Já os ligamentos situam-se ao longo do túneldo seio do tarso, formando uma dupla fileira, é oligamento talocalcâneo interósseo. ARTICULAÇÕES TRANSVERSAIS DO TARSO As articulações társicastransversais são formadas pelaspelas articulações do tálus com onavicular (medialmente) e docalcâneo com o cubóide(lateralmente). Tal como ocorre nasubtalar, os movimentos combinadosque se produzem são os de inversão e eversão, porém, com maior amplitude, osmovimentos de Adução e Abdução são dominantes nessa articulação.
  10. 10.  Adução é o movimento do antepé em direção medial.  Abdução é o movimento do antepé na direção lateral. Esses movimentos podem ser aumentados ou confundidos com asrotações do quadril ou do joelho, se o joelho estiver estendido. Nesse caso,deve-se observar o deslocamento da tuberosidade da tíbia. As duas articulações são mantidas por cápsulas distintas. No ladomedial, a cápsula é comum à da articulação subtalar. Lateralmente, uma cápsulaune o calcâneo ao cubóide. Além disso, numerosos ligamentos reforçam essaarticulação. Desta maneira, pode-se concluir que o complexo articular do tornozelopossui movimentos nos 3 planos: sagital, frontal e transverso. Eixo Transversal XX’ - Movimentos de flexão e extensão. Eixo Longitudinal da Perna Y – Movimentos de adução e abdução. Eixo Longitudinal do Pé Z – Movimentos de supinação e pronação.
  11. 11. ESTRUTURA MUSCULAR DO TORNOZELO Como já foi visto anteriormente, o tornozelo exerce uma funçãoprimordial na locomoção do ser humano. Além de sustentar o peso corporal doindivíduo, deve adaptar-se para absorver forças e acomodar-se frente asuperfícies irregulares. Com essa quantidade de tensão, é melhor que o corpohumano tenha um grande sistema de apoio muscular, ajudando os ligamentos aestabilizar a articulação. Vários músculos apóiam o tornozelo e o sistema esquelético do péinteiro. Eles são responsáveis pela atividade normal do tornozelo e por suaestabilização ativa. Dois tipos musculares atuam sobre o pé e o tornozelo: osmúsculos extrínsecos e os músculos intrínsecos.  Músculos Extrínsecos são aqueles que se fixam em outros ossos que aqueles do pé: tíbia, fíbula e fêmur (para o gastrôcnemio) . Todos terminam nos ossos do pé. São todos poliarticulares, atuando sobre o tornozelo e o pé. Seus tendões se arqueiam quando passam anterior ou posteriormente ao tornozelo. Subdividem-se em 3 grandes grupos: os anteriores, os laterais e os posteriores. Abordaremos mais sobre esse grupo.  Músculos intrínsecos são os mais curtos, só se fixam nos ossos do pé, sobretudo do lado plantar. Formam , em parte, a massa carnosa da planta do pé. Músculos Extrínsecos do pé / região anterior Três músculos longos encontram-se situados na região da anterior daperna. Seus tendões curvam-se anteriormente ao tornozelo onde são manttidospor uma “fita” ligamentrar: o retináculo inferior dos músculos extensores(anular anterior do tarso). São eles: Tibial Anterior, extensor longo da hálux,extensor longo dos dedos e fibular terceiro.
  12. 12. TIBIAL ANTERIOR:Origem: Côndilo lateral da tíbia e ½ proximal da facelateral da tíbia e membrana interósseaInserção: Cuneiforme medial e base do 1º metatarsalInervação: Nervo Fibular Profundo (L4 - S1)Ação: Flexão dorsal e inversão do péEXTENSOR LONGXTENSOR LONGO DODEDOS EXTENSOR LONGO DO HÁLUX:Origem: 2/4 intermediários da fíbula e membranainterósseaInserção: Falange distal do háluxInervação: Nervo Fibular Profundo (L4 - S1)Ação: Extensão do hálux, flexão dorsal e inversão dopé EXTENSOR LONGO DOS DEDOS:Origem: Côndilo lateral da tíbia, ¾ proximais da fíbula emembrana interósseaInserção: Falange média e distal do 2º ao 5º dedosInervação: Nervo Fibular Profundo (L4 - S1)Ação: Extensão da MF, IFP e IFD do 2º ao 5º dedos
  13. 13. FIBULAR TERCEIRO:Origem: 1/3 distal da face anterior da fíbulaInserção: Base do 5º metatarsalInervação: Nervo Fibular Profundo (L5 - S1)Ação: Eversão do pé Músculos Extrínsecos do pé / região lateral Na região lateral da perna encontram-se dois músculos que se fixam naface lateral da fíbula. São eles: Fibular Longo e Fibular Curto. FIBULAR LONGO:Origem: Cabeça, 2/3 proximais da superfície lateral dafíbula e côndilo lateral da tíbiaInserção: 1º metatarsal e cuneiforme medialInervação: Nervo Fibular Superficial (L4 - S1)Ação: Flexão plantar e eversão do pé
  14. 14. FIBULAR CURTO:Origem: 2/3 distais da face lateral da fíbulaInserção: Base do 5º metatarsalInervação: Nervo Fibular Superficial (L4 - S1)Ação: Flexão plantar e eversão do pé Músculos Extrínsecos do pé / região posterior O grupo posterior dos músculos da perna é o mais importante. Constade duas camadas. A camada mais profunda constitui-se três músculos situadosum ao lado do outro nas faces posteriores da tíbia e da fíbula. São eles: Flexorlongo dos dedos, Tibial Posterior e Flexor longo do Hálux. FLEXOR LONGO DOS DEDOS:Origem: Face posterior da tíbiaInserção: Falanges distais do 2º ao 5º dedoInervação: Nervo Tibial (L5 - S1)Ação: Flexão plantar e inversão do tornozelo, flexão daMF, IFP e IFD do 2º ao 5º dedos
  15. 15. TIBIAL POSTERIOR:Origem: Face posterior da tíbia e 2/3 proximais dafíbula e membrana interósseaInserção: 3 cuneiformes (medial , médio e lateral),cubóide, navicular e base do 2º ao 4º metatarsaisInervação: Nervo Tibial (L5 e S1)Ação: Flexão plantar e inversão do pé FLEXOR LONGO DO HÁLUX:Origem: 2/3 distais da face posterior da fíbula emembrana interósseaInserção: Falange distal do háluxInervação: Nervo Tibial (L5 - S2)Ação: Flexão do hálux, flexão plantar e inversão dotornozelo A camada superficial do grupo muscular posterior é constituída pelomúsculo Plantar e pelo Tríceps Sural. Este músculo, o mais forte da perna éformado por três partes musculares que tem uma mesma inserção: o tendão docalcâneo (Tendão de Aquiles), o qual se insere na face posterior do calcâneo.A parte mais profunda é ocupada pelo Sóleo. Este é recorberto por partes maissuperficiais: as cabeças medial e lateral do Gastrocnêmio.
  16. 16. PLANTAR:Origem: Côndilo lateral do fêmurInserção: CalcâneoInervação: Nervo Tibial (L4 - S1)Ação: Auxilia o tríceps sural SÓLEO:Origem: 1/3 intermédio da face medial da tíbia ecabeça da fíbulaInserção: Calcâneo (tendão dos gastrocnêmios)Inervação: Nervo Tibial ( L5 - S1)Ação: Flexão plantar do tornozelo GASTROCNÊMIO:Origem: Côndilo medial e lateral do fêmurInserção: CalcâneoInervação: Nervo Tibial (S1 - S2)Ação: Flexão do joelho e flexão plantar do tornozelo
  17. 17. Sendo assim, pode-se resumir as ações musculares sobre o tornozeloda seguinte maneira: LESÕES DO TORNOZELO As lesões do tornozelo estão entre os mais comuns problemas vistos pormédicos em atendimento de emergência, sendo graduadas dependendo dagravidade da lesão.As entorses podem envolver os ligamentos laterais,ligamentos mediais e/ou a sindesmose. Lesão do Complexo Ligamentar Lateral O complexo ligamentar lateral é formado pelo ligamento talofibularanterior (LTFA), pelo ligamento talofibular posterior (LTFP) e pelo ligamentofibulocalcâneo (LFC). A maioria das entorses do tornozelo envolvem o complexo
  18. 18. ligamentar lateral.,comumente associadas a atividades esportivas,especialmente em atletas entre 15 e 35 anos de idade. O paciente geralmenterelata uma lesão do tornozelo quando fazia um movimento de mudança dedireção. As causas comuns são atividades esportivas, como futebol, saltos,corridas, ou traumatismos quando caminhava ou descia uma escada. No exameé facilmente localizado o ponto de dor sobre os ligamentos que foramlesionados. Aumento de volume e equimose pode estar presentes no local. Osexames radiográficos são úteis para identificar alguma lesão óssea, como umafratura. As entorses do tornozelo são classificadas em três graus:  Grau I envolve uma lesão microscópica do ligamento.  Grau II envolve uma lesão macroscópica.  Grau III uma completa ruptura do ligamento. Tratamento Lesões grau I e II ocorrem nos ligamentos LFC e LTFA e são tratadasconservadoramente, com repouso, gelo, elevação da extremidade, medicaçõesanti-inflamatórias, por 24 à 72 horas. Após, avalia-se a estabilidade e inicia-se otratamento fisioterápico, com retorno gradual a atividade física. Lesões grau III frequentemente apresentam ruptura dos LFC e do LTFA,podendo tornar-se um tornozelo instável. O tratamento se faz da seguintemaneira: imobilização por cerca de 6 semanas, quando então inicia-se umprograma de fisioterapia. Alguns autores preferem o tratamento cirúrgico emdeterminados pacientes, especialmente atletas de alto nível. Aproximadamente20% dos pacientes podem apresentar sintomas residuais de dor e instabilidadeapós uma lesão do tornozelo. Lesão crônica no tornozelo A reabilitação é crítica, quanto mais um tornozelo sofreu uma entorse,maiores são as possibilidades de sofrer de novo. Deverá ser recomendadosapatos com apoio na zona do tornozelo, como meia-bota ou bota, se a pessoasofrer de tornozelo instável ou tiver um ciclo mecânico de pronação, deverá seracomodado em calçado com estabilidade. Devemos também nos certificar que opé não é demasiado largo para o sapato (o pé nunca pode ficar justo na caixados dedos, permitindo uma expansão natural durante o exercício físico).
  19. 19. A dor recorrente ou persistente (crônica) no lado exterior (lateral) dotornozelo desenvolve-se frequentemente após uma lesão. Entretanto, diversasoutras circunstâncias podem também causar a dor crônica do tornozelo. Sintomas:  Dor, geralmente no lado exterior do tornozelo. A dor pode ser tão intensa que se tem dificuldade em andar ou que praticar desporto. Em alguns casos, a dor é constante e persistente;  Dificuldade que anda em terreno irregular ou em saltos altos;  Um sentimento de instabilidade;  Inchaço;  Rigidez;  Torções repetidas do tornozelo; Possíveis causas para a dor crônica do tornozelo A causa mais comum para uma dor persistente no tornozelo é a curaincompleta depois de uma torção. Quando se torce o tornozelo, o(s)ligamento(s) entre os ossos é esticado ou rasgado. Sem uma reabilitaçãocompleta o(s) ligamento(s) ou os músculos circunvizinhos podem permanecerfracos, tendo como resultado a instabilidade recorrente. Em consequência,poderá sofrer mais facilmente lesões no tornozelo. Outras causas da dor crônica do tornozelo incluem:  Um ferimento dos nervos que passam através do tornozelo. Os nervos podem ser esticados, rasgado, ferido por uma pressão direta, ou ser comprimidos sob pressão;  Um tendão rompido ou inflamado;  Uma ruptura (fratura) num dos ossos que compõem a articulação do tornozelo;  Inflamação da membrana sinovial. (junto às cartilagens)  O desenvolvimento de tecido de cicatriz no tornozelo após uma torção. O tecido de cicatriz ocupa espaço encima da articulação, aplicando assim pressão sobre os ligamentos. Tratamento O tratamento dependerá do diagnóstico final e deve ser personalizadoas necessidades individuais do paciente. Os métodos de tratamento tradicionais(sem intervenção cirúrgica) e cirúrgicos podem ser usados. Os tratamentostradicionais incluem:  Os medicamentos anti-inflamatórios tais como a aspirina ou ibuprofenopara reduzir o inchaço e a inflamação ;
  20. 20.  A terapia física, incluindo exercícios sobre plano instável (proprioceptivo),fortalecendo os músculos, e restaurando a escala do movimento;  Uma cinta, ligadura ou outra peça de sustentação para o tornozelo;  Numa fractura, imobilização para permitir que o osso cure. Se a lesão o requerer, ou se o tratamento não trouxer melhorias derelevo, o médico pode recomendar a cirurgia. Alguns procedimentos cirúrgicosusam técnicas artroscopia; outros requerem uma cirurgia aberta. A reabilitaçãopode tardar de 6 a 10 semanas para assegurar uma recuperação apropriada. As opções cirúrgicas incluem:  Remover os fragmentos soltos  Limpar a articulação ou a superfície da articulação  Reparar ou reconstruir os ligamentos ou os tendões
  21. 21. EXERCÍCIOS PARA FORTALECIMENTO MUSCULAR DA ARTICULAÇÃO DO TORNOZELO Embora os exercícios para o fortalecimento do tornozelo sejam limitadosem comparação as demais articulações do corpo, continuam sendo umimportante aliado contra as lesões do tornozelo, além de melhorar o retornovenoso ao coração e, também, ajudando a manter a harmonia entre os membrosinferiores e superiores. Muitos indivíduos trabalham apenas a cadeia posterior da perna, comoflexão plantar em aparelhos específicos, mas acabam se esquecendo da partelateral e do grupamento anterior da perna. Um equilíbrio entre essasmusculaturas é fundamental para uma melhor estabilização do tornozelo. Os exercícios a seguir dão ênfase a todas as partes da região dotornozelo. Exercícios para a região anterior da perna Exercícios de Dorsiflexão Sentado em uma cadeira ou em um banco, com o calcanhar apoiado nochão e o joelho estendido, faça movimentos de flexionar e estender o tornozelolevando os dedos em direção à canela e ao chão levemente, considerando omovimento de ida e volta como uma repetição.
  22. 22. Este exercício também pode ser realizado com um peso segurado pelospés, no cross over com a polia baixa ou simplesmente com um elástico fazendoresistência contra o movimento. É um excelente movimento para trabalhar omúsculo tibial anterior já que ele é composto por mais fibras de contração rápidaque o gastrocnêmio e 3x mais que o sóleo, além de dar uma aparência muitomais impressionante a parte anterior da perna. Exercícios para a região medial e lateral da perna Exercícios de Inversão e Eversão: D1 – Pernas esticadas e pés relaxados( peça para alguém segurar ouamarre a faixa em um ponto fixo). D2- Movimente o pé lentamente para dentro, fazendo força contra afaixa e, logo após, volte o pé lentamente na posição inicial.
  23. 23. C1-Pernas esticadas e pés relaxados coloque a faixa nos dois pés. C2- Movimente os pés lentamente para fora, fazendo força contra a faixae, logo após, volte os pés lentamente na posição inicial. Exercício para a região posterior da perna Exercícios de Flexão Plantar: B1 – joelho esticado e tornozelo a 90º(segure a faixa criando umaresistência contra a flexão). B2 – Flexione lentamente o pé para baixo, forçando contra a faixa, logoapós, volte o pé na posição inicial.
  24. 24. Exercícios de Flexão Plantar em aparelhos específicos: A execução do exercício de flexão plantar em aparelhos apresentaalgumas variações na posição de execução com o objetivo de diferenciar aintensidade do trabalho dos músculos gastrocnêmios e sóleo, músculos queformam o tríceps sural. As possibilidades de execução do movimento são em pée sentado. Em pé, a ativação é maior nos gastrocnêmios. Já sentado, a ativaçãoé maior nos sóleos. Isso acontece porque quando o joelho é flexionado, ogastrocnêmio, que é um poliarticular, acaba relaxando e isso impossibilita a suamaior ativação. As rotações externa e interna do quadril são equivocadamente utilizadaspara alterar a ativação dos gastrocnêmios - cabeça lateral e cabeça medial-devido à impossibilidade de realizar as rotações externa e interna do joelho comestes em extensão. Isso fica evidenciado, uma vez que esse movimento nãoaltera a função dos gastrocnêmios - cabeça lateral e cabeça medial - no que serefere aos aspectos mecânico e fisiológico.
  25. 25. Quando o exercício é realizado na posição sentada, existe a possibilidadede executá-Io com rotação externa ou interna do joelho, Essa alteraçãoprovocará mudança no comprimento muscular e no vetor de força dosgastrocnêmios e permitirá uma maior ativação do gastrocnêmio medial quando ojoelho estiver em rotação externa e uma maior ativação do gastrocnêmio lateralquando o joelho estiver em rotação interna,
  26. 26. BIBLIOGRAFIAMúsculos – Provas e Funções, Florence P. Kendall e Elizabeth KendallMcCreary, 3ª Edição, Editora Manole.Fisiologia Articular, A. I. Kapandji, Volume 2, Membros Inferiores, 5ª Edição,Editora Manole.Anatomía para El Movimiento, Blandine Calais-Germian, 1ª Edição, 1994,Volume 1, Los Libros de La Liebre de Marzo S.I.Anatomia para o Movimento, Blandine Calais-Germian, 3ª Edição, 2010 ,Volume 1, Editora Manole.Guia dos Movimentos de Musculação, Frédéric Delavier, 4ª Edição, 2006,Editora Manole.Cinesiologia e Musculação, Cláudia Silveira Lima e Ronei Silveira Pinto,2007, Editora ArtMed.Atlas Interativo de Anatomia Humana, Franck H. Netter, Versão 3.0www.auladeanatomia.com/sistemamuscular/perna.htm

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