apa 2011                                                                                                                  ...
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3 Honolulu, Havaí • 14 a 18 de maioModificações no diagnóstico do transtorno do                                           ...
4                                                                                                                         ...
5 Honolulu, Havaí • 14 a 18 de maioFronteiras da ciênciaRepensando os transtornos mentais                                 ...
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7 Honolulu, Havaí • 14 a 18 de maioDepressão resistenteTratamento da depressão resistenteA depressão é uma das maiores cau...
8                                                                                                                         ...
9 Honolulu, Havaí • 14 a 18 de maioespecialPrêmio Nobel ensina lições de reconciliação                                    ...
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11 Honolulu, Havaí • 14 a 18 de maioTranstorno depressivo em pacientes com câncer     Sofrimento emocional extremo        ...
www.portalsaudemental.com.br            Mantenha-se atualizado.  O Portal Saúde Mental passou por uma reformulação e agora...
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Cobertura jornalística do American Psychiatric Association Annual Meeting de 2011

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  1. 1. apa 2011 HIGHlights Honolulu, Havaí • 14 a 18 de maio 164th American Psychiatric Association’s 2011 Annual Meeting Presidente Carol BernsteinDSM-5 na psiquiatria infantil- Psiquiatria infantil e DSM-5 ............................................ 2- Alterações nos critérios para transtorno bipolar ........ 2 Editorial- Início dos sintomas do transtorno bipolar .................... 2- Modificações no diagnóstico do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) ........................ 3 Os mais renomados especialis- A presidente da American uma palestra fascinante, o ativista- Transtorno disruptivo de desregulação do humor ....... 3 tas e pesquisadores em Psiquiatria Psychiatric Association (APA), Carol dos direitos humanos mundialmenteDSM-5 - transtornos do humor- Exclusão do luto ............................................................... 4 apresentaram importantes estudos Bernstein e o comitê responsável reconhecido e ganhador do Prêmio- Depressão em idosos ...................................................... 4 prospectivos e atualizações clíni- pelo programa do congresso con- Nobel da Paz, arcebispo DesmondFronteiras da ciência cas no 164th American Psychiatric vidaram palestrantes proeminentes, Tutu, falou como o perdão é essen-- Repensando os transtornos mentais ............................. 5 Association’s 2011 Annual Meeting, como Dr. Thomas Insel, diretor do cial aos seres humanos.transtorno bipolar do humor- Avanços no tratamento do transtorno bipolar ............. 5 o maior congresso de Psiquiatria do National Institute of Mental Health Este congresso também trouxe- Transtorno bipolar na gravidez ....................................... 6 mundo, realizado em Honolulu, no (NIMH), e Dr. Terence Ketter, pro- as últimas informações sobre o de-Depressão resistente Havaí. fessor e chefe da Clínica de Trans- senvolvimento da próxima edição- Tratamento da depressão resistente ............................. 7- Depressão resistente ao tratamento entre O tema desse congresso foi torno Bipolar da Universidade de do Manual de diagnóstico e estatística de adolescentes ..................................................................... 7- Roteiro para o tratamento efetivo do transtorno “Transformando a saúde mental Stanford. Durante o congresso, Dra. transtornos mentais (DSM-5), a ser lan- depressivo resistente ...................................................... 8 pela liderança, descoberta e colabo- Carol Bernstein passou o cargo de çado em 2013.especial- Prêmio Nobel ensina lições de reconciliação ............. 9 ração”, e o programa contou com presidente da associação americana Vale ainda lembrar que o encon- palestras, cursos de educação médi- para o professor de Psiquiatria John tro de 2012 será na Filadélfia. BoaCOMORBIDADES- Conduta das comorbidades psiquiátricas no paciente ca continuada e centenas de sessões Oldham, em uma sessão especial. leitura! com hepatite C .................................................................. 9- Estado confusional após cirurgia cardíaca é comum e pôsteres com novas pesquisas. Na convocação desta cerimônia, em Os editores em pacientes mais idosos ............................................. 10- Transtorno depressivo em pacientes com câncer .... 11
  2. 2. 2 Highlights – APA 2011DSM-5 na psiquiatria infantilPsiquiatria infantil e DSM-5A American Psychiatric Association tria da Columbia University Colle- pecíficos em relação a crianças e recentes descobertas que precisam(APA) publicará a quinta edição do ge of Physicians and Surgeons em adolescentes: grande número de ser incorporadas ao DSM: a instabi-Manual de diagnóstico e estatística de trans- Nova York, as alterações no DSM diagnósticos de transtorno bipolar lidade dos subgrupos de transtornotornos mentais (DSM-5) em 2013. O têm como objetivo melhorar a acu- juvenil, diagnóstico errado de com- de déficit de atenção com hiperativi-DSM, um manual para clínicos, deve rácia do diagnóstico e a escolha do portamento autodestrutivo, raridade dade (TDAH), as características doapresentar recomendações baseadas tratamento, resolver problemas es- de transtorno de estresse pós-trau- TDAH no adulto e a similaridadeem pesquisa e a continuidade em re- pecíficos notados na prática clínica e mático (TEPT) em crianças peque- entre a síndrome de Asperger e olação ao DSM-IV é desejável, porém incorporar novas descobertas cientí- nas e incerteza sobre a síndrome autismo.a mudança é possível. ficas para resolver os problemas de da alienação paterna. Além disso, é Espera-se que o DSM-5 reflita os Segundo David Shaffer, profes- todo o sistema DSM-IV. necessário melhorar a predição nos avanços do conhecimento e moder-sor de Psiquiatria Infantil dos De- O professor explicou que o transtornos de conduta. nize as definições para as aborda-partamentos de Psiquiatria e Pedia- DSM-IV apresenta problemas es- Outro ponto importante são as gens clínicas dos transtornos.Alterações nos critérios para transtorno bipolarEm 2007, um estudo realizado por em crianças e adolescentes. Como os nosticadas com TB por clínicos da ferentemente de TB, além das dife-Moreno demonstrou grande au- dados foram baseados em registros comunidade. renças em neurofisiopatologia. mento do diagnóstico do seguro-saúde, não se sabe se real- A médica psiquiatra explicou as Visando facilitar o diagnóstico de de transtorno mente houve um aumento no núme- diferenças entre os dois transtornos. TB, houve alterações nos critérios bipolar ro de casos de transtorno bipolar ou Em relação às comorbidades, os pa- para diagnóstico do episódio manía- (TB) se há erro no diagnóstico. cientes com DGH apresentam mais co no DSM-5. Para o critério A, os Segundo Cathryn Galanter, da transtorno desafiador de oposição, itens são os mesmos, mas acrescen- Universidade de Columbia, mesmo entretanto, ambos têm alta comor- tou-se energia ou atividade persisten- estando ciente de que o diagnósti- bidade com TDAH e transtornos temente aumentadas ao menos por co de transtorno bipolar pode ser de ansiedade. Quanto à evolução, as uma semana, e também deve ser per- exagerado, é importante que a ava- crianças com DGH apresentam altas sistente na maior parte do dia, prati- liação de TB em crianças seja feita taxas de transtorno depressivo quan- camente todos os dias. corretamente e não haja falha nessa do adultas; apenas 1% das crianças Para o critério B, o paciente deve detecção. Galanter citou um estudo com DGH apresentam episódios apresentar uma mudança notável do em que 60% das crianças com des- (hipo)maníacos versus 62,4% dos pa- comportamento usual. Outras altera- regulação grave do humor (DGH), cientes pediátricos com TB. Os pa- ções incluem especificador misto (e a qual, por definição, apenas pode cientes com DGH não têm histórico não mais episódio misto) e suas carac- ser determinada na ausência de familiar da doença nem apresentam terísticas, assim como algumas carac- diagnóstico de TB, foram diag- resposta ao tratamento com lítio, di- terísticas do TB não especificado. Início dos sintomas do transtorno bipolar Indivíduos com predispo- anos entre os primeiros sintomas e de alteração do DSM-5 se relaciona sição a TB podem desenvolver o diagnóstico correto de transtorno ao aumento de atividade e energia, sintomas de mania diante de bipolar”, afirma Ellen Frank, pro- sintoma essencial para a (hipo)mania. estresse simples, como mu- fessora de Psiquiatria e Psicologia Assim, a proposta é que o critério A in- dança na rotina diária. Uma na Escola de Medicina da Univer- clua período de humor distinto e anor- interrupção importante da ro- sidade de Pittsburgh. “Sessenta por mal, persistentemente elevado, expan- tina social dos jovens adultos é cento dos casos são erroneamente sivo ou irritável, assim como aumento a emancipação da família, que diagnosticados como depressão e da atividade ou energia. Essa modifi- obriga esses jovens a serem res- 25% dos casos, como ansiedade. cação leva a diagnóstico antecipado e ponsáveis por decisões que não Esse atraso no diagnóstico pode tratamento apropriado, protegendo os tinham de tomar anteriormente. Há causar falha na emancipação – cer- pacientes com transtorno bipolar. ainda o estresse acadêmico, o primei- ca de metade dos pacientes com ro emprego, o casamento e o uso de transtorno bipolar não completa os Literatura recomendada bebidas alcoólicas, fator claramente estudos nem consegue emprego”, Moreno C, Laje G, Blanco C, Jiang H, Schmidt AB, Olfson M. National trends ligado ao início do TB. continuou Ellen. in the outpatient diagnosis and treatment “Os estudos demons- Uma das características desse trans- of bipolar disorder in youth. Arch Gen Psychiatry. 2007 Sep;64(9):1032-9. tram que há um torno é justamente a mudança na ener- http://www.dsm5.org/ atraso de cer- gia. Dessa forma, para que esse diag- ProposedRevisions/Pages/ proposedrevision.aspx?rid=426 ca de dez nóstico seja mais precoce, a proposta
  3. 3. 3 Honolulu, Havaí • 14 a 18 de maioModificações no diagnóstico do transtorno do Transtorno disruptivo de desregulação do humordéficit de atenção com hiperatividade (TDAH) Um transtorno que não estava listado no DSM-IV é o “transtorno disruptivo de desregulação do humor” (anteriormente,O TDAH é um transtorno que Cuffe também relatou contro- consultório pelo clínico pode ser “transtorno disfórico de desregulação deatinge de 6% a 8% das crianças, vérsia em relação à data de início informativo ou não. Muitos sinto- temperamento”). Caracteriza-se por ex-3% a 6% dos adolescentes e 1% a dos sintomas, determinada arbi- mas de desatenção ou hiperativi- plosões de raiva graves e recorrentes, ao6% dos adultos, e essa variação na trariamente em sete anos de idade, dade/impulsividade estão presen- menos três vezes por semana, e, entre as explosões, a criança está persistentemen-prevalência se deve às diferenças apesar de muitos estudos relatarem tes aos 12 anos de idade, segundo te negativa (irritada ou triste). Geralmen-entre os métodos de diagnóstico. o início mais tardio. Cuffe. te, o início dos sintomas ocorre em crian-O DSM-IV divide esse transtorno Nos estudos de campo do Os sintomas devem estar pre- ças com mais de 6 anos até os 10 anosem tipo combinado (com 50% a DSM-IV, 50% dos pacientes com sentes em dois ou mais contextos de idade.75% dos casos), predominante de- subtipo desatento não preenche- e deve haver evidência de que os Segundo seu presidente, Laurence Leesatento (20% a 30%), aumentando ram os critérios de idade de início sintomas interferem ou reduzem Greenhill, a American Academy of Childcom a idade e predominante hi- dos sintomas. A determinação des- a qualidade de vida. Além disso, and Adolescent Psychiatry considera po-perativo-impulsivo (< 15%). Esse se valor está relacionada à idade esses sintomas não devem estar sitivas as alterações propostas no DSM-5transtorno, se não tratado, acarreta da criança quando avaliada clini- relacionados a outro transtorno para o transtorno do espectro autista, TB e TDAH, mas estava resistente à adoçãoalto impacto na qualidade de vida camente e com o depoimento dos mental. do “transtorno disfórico de desregulaçãoe alto custo, conforme demonstra pais sobre eventos anteriores, que Steven Cuffe resumiu que, na de temperamento”, até sua alteração paraa figura 1. pode ser suspeito. prática, a avaliação de TDAH “transtorno disruptivo de desregulação O DSM-IV apresenta alguns Outros aspectos importantes muda – o diagnóstico torna-se do humor”.problemas em relação ao TDAH. abordados pelo professor foram: mais consistente e há redução doSegundo Steven Cuffe, professor manutenção do comprometimen- número de critérios necessáriose chefe do Departamento de Psi- to em adolescentes e adultos com para diagnóstico em adolescentes equiatria da Universidade da Flórida, menos sintomas, falta de direciona- adultos. Esse diagnóstico com me-a impulsividade é subrepresentada mento para o que constitui evidên- nor número de critérios deve levarno conjunto de critérios. cia de algum comprometimento ao aumento de prevalência nessas Além disso, o conjunto de crité- em dois ou mais contextos e falta faixas etárias.rios de diagnóstico não está valida- de evidência que o espectro autistado em adultos e é difícil utilizar os ou o transtorno de desenvolvimen-critérios determinados para crian- to pervasivo é inconsistente com Literatura recomendada Willoughby MT, Curran PJ, Costelloças. Não há base científica para o TDAH. EJ, Angold A. Implications of earlylimite de seis sintomas em adultos, O DSM-5 propõe que, em versus late onset of attention-deficit/ hyperactivity disorder symptoms. J Amcomo ocorre em pediatria, sendo crianças, o diagnóstico deve base- Acad Child Adolesc Psychiatry. 2000a recomendação de apenas quatro ar-se em informações obtidas de Dec;39(12):1512-9.sintomas. pais e professores, e o exame em Figura 1. TDAH: impacto e custos são relativamente altos Limitações Baixa Tabagismo e abuso Problemas acadêmicas autoestima de substâncias legais Infância Adolescência Adulto Literatura recomendada Rich BA, Schmajuk M, Perez-Edgar KE, Comprometimento do Lesões Acidentes Dificuldades ocupa- Fox NA, Pine DS, Leibenluft E. Diffe- relacionamento com com veículos cionais e vocacionais rent psychophysiological and behavioral familiares e amigos motorizados responses elicited by frustration in pe- diatric bipolar disorder and severe mood dysregulation. Am J Psychiatry. 2007 Consequências do não tratamento do transtorno Feb;164(2):309-17.
  4. 4. 4 Highlights – APA 2011DSM-5 - transtornos do humorAlgumas alterações foram propostas para os transtornos do humorno DSM-5. A seguir, constam resumos das alterações propostas eapresentadas nesta edição anual da American Psychiatric Association.Exclusão do lutoDe acordo com o DSM-IV, quan- lacionada ao luto é diferente do é diferente do luto. Ambos estãodo os sintomas começam nos dois transtorno depressivo maior desen- associados a humor triste, perdaprimeiros meses depois da perda de cadeado por outras causas? Ou o de interesses, distúrbios de sono eum ente querido e não persistem luto deve ser considerado um fator alimentares, dificuldade de concen-após esse período, não se deve diag- negativo desencadeante do transtor- tração, agitação, culpa ou remorso.nosticar o paciente com transtorno no depressivo maior? “As pessoas Entretanto, a perda pode causar de-depressivo maior, a não ser que os podem ficar deprimidas quando per- pressão profunda em pessoas vulne-sintomas estejam associados com dem o emprego ou uma quantia de ráveis. Quando o luto e a depressãoclaro comprometimento funcional dinheiro, e isso não quer dizer que coexistem, o luto pode ser mais se-ou incluam certas características não devam ser tratadas”, afirma ele. vero e demorado do que o luto semcondicionais, como acentuado pre- “O luto agudo pode ser intensa- depressão. Enfim, luto e depressãojuízo funcional, preocupação mór- mente doloroso, mas é diferente do profunda podem e devem ser distin-bida com desvalia, ideação suicida, transtorno depressivo maior. No guidos.sintomas psicóticos ou retardo psi- primeiro caso, as emoções positivas A depressão relacionada ao luto écomotor. “Muitos acreditam que podem se misturar com a tristeza; semelhante ao transtorno depressi-a depressão é uma consequência já quem tem depressão profunda vo maior e precisa ser detectada paranormal da perda e que o transtorno só tem humor triste. Quem está em que o paciente seja tratado precoce-depressivo não deveria ser diagnos- luto perde o prazer em relação ao fa- mente. “O luto é um dos fatores de-ticado no contexto da perda, pois lecido, mas quem tem depressão fica sencadeantes do transtorno depres-esse diagnóstico, inclusive levaria sem prazer ou interesse nenhum. sivo em pessoas suscetíveis, portan-ao tratamento e interferiria em um No caso do luto, a vontade de mor- to, a ‘exclusão do luto’ deveria sairprocesso normal”, afirma Sidney rer está relacionada ao desejo de do DSM-5”, concluiu Zisook.Zisook, professor de Psiquiatria reencontro; na depressão está asso-da Universidade da Califórnia, San ciada ao pensamento suicida, como Literatura recomendadaDiego. se a pessoa não merecesse viver. Na Zisook S, Kendler KS. Is bereavement- A questão levantada por Zisook depressão, todos os sintomas são -related depression different than nonbereavement-related depression?é se a “exclusão do luto” deve con- piores”, continua Zisook. Psychol Med. 2007;37:779-94.tinuar no DSM-5. A depressão re- A depressão relacionada ao lutoDepressão em idososOs sintomas de depressão aumentam se relaciona à hipertensão e é mais acidente vascular cerebral, entre ou- critério de diagnóstico”, afirmoude acordo com a idade e são mais frequente na idade avançada, com tras. Dessa forma, é sempre impor- Blazer. “O transtorno depressivofrequentes em pessoas que vivem início tardio. É uma depressão não tante considerar outras doenças no maior é frequentemente associadoem instituições, independentemente psicótica, com lesão cerebral signi- tratamento da depressão em idosos. a outras doenças, a apresentaçãoda idade. Segundo Dan Blazer, pro- ficativa que pode ser vista em exa- Outro aspecto relevante é a asso- desses sintomas é variada e faltamfessor de Psiquiatria e Ciências Com- mes de imagens. Outro fenômeno ciação entre outras doenças, como dados para estabelecer critérios. Éportamentais da Universidade Duke interessante, descrito por Gallo e comprometimento funcional, que necessária atenção na relação entreda Carolina do Norte, existem tam- Rabins, é a depressão sem tristeza ocorre especialmente quando o ido- depressão e esses fatores, mas nãobém mais casos de depressão psicó- que pode ocorrer na meia- idade. Os so está num momento frágil. As de- há padrões específicos. Infelizmen-tica na vida tardia comparada à meia- indícios são vagarosidade dos movi- ficiências nas atividades do cotidiano te, há poucos dados empíricos que-idade. Em pacientes hospitalizados mentos, problemas com medicação podem comprometer o diagnóstico relacionam o transtorno depressivoé muito comum ver essa depressão e reclamações somáticas inexplica- de transtorno depressivo maior. maior com outras doenças”, con-psicótica (ocorre entre 20% e 45% das, associadas à falta de esperança “Na minha opinião, o transtorno cluiu o professor.dos pacientes idosos hospitalizados); e desilusão. depressivo maior presente na vidana comunidade, manifesta-se em Muitos estudos demonstram que tardia pouco complicada pode de- Literatura recomendadaapenas 3,6% da população. o transtorno depressivo em idosos rivar do transtorno depressivo ad- Gallo JJ, Rabins PV. Depression without sadness: alternative presentations of de- Outra variação é a depressão vas- está relacionado a outras doenças, quirido na meia-idade, mas isso não pression in late life. Am Fam Physician.cular nos idosos. Esse transtorno como a cardiovascular, dor crônica, é suficiente para justificar um único 1999 Sep 1;60(3):820-6.
  5. 5. 5 Honolulu, Havaí • 14 a 18 de maioFronteiras da ciênciaRepensando os transtornos mentais nestes custos, não são contabiliza- entender as especificidades e diferen- emocionantes hoje é a genômica: a dos os gastos para tratamento dos ças de conexões de cada transtorno maleabilidade é muito presente, es- sem-teto e das pessoas que recebem mental. Mesmo assim, há muitos pecialmente durante o desenvolvi- cuidados em casa. avanços nessa área. Um exemplo é mento. Temos de lidar com estrutu- “Nós estamos vivendo uma revo- a ação da depressão como um trans- ras genéticas complexas, muito mais lução, em que é tempo de repensar torno cerebral da área 25 do córtex. complexas do que esperávamos, mas os transtornos mentais e como eles Os transtornos mentais são mui- estamos começando a entender os são conduzidos; o primeiro aspecto a tas vezes transtornos do desenvolvi- fundamentos psicológicos e biológi- ser considerado é que os transtornos mento. O surgimento dos sintomas cos desses transtornos”, disse ele. mentais são transtornos cerebrais”, ocorre quase sempre antes dos 25 A genômica e a neurociência po- disse Insel. anos, fato importante e único para dem ajudar a reconceitualizar dis- O diagnóstico das doenças men- a medicina. Há algo específico que túrbios da mente como distúrbios tais geralmente é por observação, acontece aos 12, 14 ou 16 anos que do cérebro e, assim, transformar a entretanto essa detecção é lenta e a possa levar à emergência dessa sín- prática da psiquiatria.Thomas Insel, diretor do National predição é pobre. Não se sabe quase drome particular? Se os transtornos O NIMH, dirigido por ThomasInstitute of Mental Health (NIMH), nada a respeito da causa; o tratamento mentais são transtornos neurológicos Insel, é o componente dos Nationalproferiu a palestra “Fronteiras da muitas vezes acontece por tentativa e e o tratamento se baseia nos sintomasCiência”. Ele destacou que os trans- erro e não há prevenção totalmente observados, essa intervenção começa Institutes of Health responsável portornos mentais são a principal causa desenvolvida para os transtornos. muito tarde, e o prognóstico é pior, gerar conhecimento para o entendi-de incapacitação em todo o mundo. Novas tecnologias estão auxilian- como ocorre com câncer e doenças mento, tratamento e prevenção deAs pessoas com doenças mentais vi- do no diagnóstico e a habilidade de cardiovasculares. transtornos mentais. O NIMH tem-vem de 20 a 25 anos menos que as estudar esses transtornos cresceu Outro aspecto abordado por Insel -se destacado por descobertas ino-demais e cometem um alto número muito nos últimos cinco anos. O es- é a variação genética. “Relaciona-se vadoras nas áreas de ensaios clínicosde suicídios. Além disso, os gastos tudo de mapeamento mais abrangen- muito a ideia de genética individual práticos e pesquisa do autismo, bemdo sistema de saúde são similares te demonstrou como o cérebro hu- com doenças individuais. É neces- como no papel da genética na doen-aos gastos com câncer, com a dife- mano é todo interligado, mas ainda sário analisar os genes em relação ça mental. Insel, antes professor derença de que boa parte desses custos não é possível fazer um mapeamento ao cérebro, como os genes afetam Psiquiatria na Universidade Emory, énão é coberta pelo seguro-saúde e, num nível específico o suficiente para os neurônios. Uma das áreas mais diretor do NIMH desde 2002.transtorno bipolar do humorAvanços no tratamento do transtorno bipolar Na tabela 1 constam os medica- e estabilizadores de humor geral- tos adversos sérios (Tabela 2). É co- mentos aprovados pela Food and mente apresentam indicações para mum encontrá-los na prática clínica, Drug Administration (FDA) para o mania aguda. Como todos os medi- portanto o médico psiquiatra deve tratamento de transtorno bipolar. camentos, o tratamento para trans- estar atento. As bulas dos antipsicóti- Segundo Ketter, os antipsicóticos torno bipolar pode apresentar efei- cos trazem avisos quanto ao risco de Tabela 1. Medicamentos aprovados pela FDA para transtorno bipolar. Mania aguda Depressão aguda Longo prazo Lítio Associação de olanzapina e fluoxetina Lítio Clorpromazina Quetiapina, XR Lamotrigina Divalproex, ER Olanzapina Olanzapina Aripiprazol Em uma sala repleta, Terence Risperidona QuetiapinaKetter, chefe da Clínica de Trans- Quetiapina, XR Risperidonatorno Bipolar e professor-associadode Psiquiatria e Ciências Comporta- Ziprasodona Ziprasodonamentais da Universidade Stanford, Aripiprazolfalou sobre as novidades no trata- Carbamazepinamento do transtorno bipolar.
  6. 6. 6 Highlights – APA 2011suicídio em menores de 24 anos – No tratamento da mania aguda, Tabela 2. Aspectos de segurança e tolerância dos antipsicóticosmesmo com esse efeito adverso, os há vários medicamentos diferen-antipsicóticos são utilizados, pois o tes. Entre os estabilizadores do Primeira geração Segunda geraçãorisco de suicídio é controlável com humor, há lítio, divalproex e carba- Depressão Sedação, ganho de pesoantidepressivos. “Nunca vi pacien- mazepina. Há também os antipsi- Acatisia Hiperglicemia, diabetestes com mais de 24 anos tentarem cóticos de segunda geração, como Distonia aguda Suicídio em idade ≤24se matar. Na realidade, vi pacientes olanzapina e quetiapina. Esses Discinesia tardia Acatisiaque descontinuaram o remédio por- tratamentos podem se associar a Sedação, ganho de peso Hiperprolactinemiaque souberam desse efeito, e um de- psicoterapia adjuvante e tratamen- Anticolinérgico Cerebrovascular em idososles tinha 68 anos. Isso não vai ocor- tos alternativos, como modafinil e Cardíaco, ortostase Cardíaco, ortostaserer com quem tem mais de 25 anos, pramipexol. Hiperprolactinemia Discinesia tardiaportanto o tratamento não deve Ketter demonstrou, por meio Síndrome neuroléptica maligna Síndrome neuroléptica malignaser interrompido”, afirmou Ketter. de estudos clínicos, a utilização, Leucopenia, neutropenia, Leucopenia, neutropenia,“Os pacientes superestimam os a eficácia e a segurança dos trata- agranulocitose agranulocitoseefeitos adversos, pois basicamente mentos-padrão aprovados para os Pneumo/cardíaco em idosos Pneumo/cardíaco em idosossó ficam atentos aos fatos ruins. transtornos bipolares, assim comoIsso é certamente o oposto do que as novas opções, como a asenapi- Literatura recomendadaocorre com os clínicos, que supe- na, aprovada em janeiro pelo FDA, Dias RS, Lafer B, Russo C, Del Debbio A, Nierenberg AA, Sachs GS, Joffe H. Longitudinal follow-up of bipolar disorder in women with premenstrual exacerbation: findings from STEP-restimam os efeitos do tratamento”, para o tratamento da mania aguda e BD. Am J Psychiatry. 2011 Apr;168(4):386-94. Epub 2011 Feb 15. continuou o professor. episódios mistos. Ketter TA. Advances in treatment of bipolar disorder. American Psychiatric Publishing, 2005. 280p.Transtorno bipolar na gravidezMytilee Vemuri, professora de Psi- ria, é necessário esclarecer quais os A figura 1 traz um guia sobre a bebê pelo leite materno e serem ab-quiatria e Ciências Comportamen- riscos de uma gravidez inesperada. conduta em relação aos fármacos sorvidos pela criança. Alguns estu-tais da Universidade de Stanford, “O médico psiquiatra tem neces- prescritos para transtorno bipolar. dos demonstram que essa absorçãoexplanou sobre o risco dos medica- sidade de conhecer qual o método A paciente deve ser orientada an- não é prejudicial, mas o bebê precisamentos utilizados para o transtorno contraceptivo que está sendo uti- tes da concepção, sendo importan- ser cuidadosamente monitorado, ebipolar na gravidez, como escolher lizado, pois os medicamentos para te esclarecer que a medicação não se houver algum sintoma, a pacienteo tratamento e o plano recomenda- transtorno bipolar podem modifi- deve ser interrompida bruscamente. deve ser orientada a entrar em con-do pós-parto. “Entretanto, os dados car a eficácia dos contraceptivos. Se possível, deve-se deixá-la com a tato com o pediatra imediatamente.sobre o uso dessas medicações na Especialmente os antiepilépticos, dose mais baixa e em monoterapia, Como as pacientes com transtornogravidez são limitados”, afirma a indutores de CYP3A4, podem au- mas essa opção é apenas para as bipolar podem ter recaídas pela fal-professora. mentar o metabolismo de estro- pacientes que não correm risco de ta de sono, recomenda-se que outra Em mulheres em idade fértil, a gênio e progesterona em até 50%; recaída. Se for necessário continuar pessoa cuide da criança e dê mama-gravidez pode ocorrer a qualquer portanto, é importante recomendar com dois medicamentos e altas do- deiras durante a noite.momento, portanto, sempre quando outros métodos ou mesmo indicar ses, entretanto a paciente deve estar “Todos os médicos precisamse iniciar o tratamento de transtorno anticoncepcionais com outras doses ciente dos riscos. O apoio familiar e considerar a possibilidade de gra-bipolar em mulheres nessa faixa etá- hormonais”, explica Vemuri. psicoterápico é fundamental. videz em mulheres em idade fértil. O pós-parto é Os riscos e benefícios dos medica- um momento de mentos utilizados durante a gravi- Figura 1. Gravidez e transtorno bipolar: grande estresse. É dez precisam ser considerados, as- guia para manejo dos medicamentos necessário monitorá- sim como é importante analisar os -lo cuidadosamente e riscos de interrupção do tratamento. se ocorrer psicose de O pós-parto é um momento de alto Inicie aconselhamento pré-natal completo ao menos três meses antes da gravidez. Aconselhe quanto à necessidade de suplementação com folato. pós-parto, a paciente risco para as pacientes com transtor- deve ser medicada no bipolar, que devem ser bem mo- com antipsicóticos nitoradas e instruídas para possíveis As medicações devem ser evitadas, se clinicamente possível e antidepressivos. A (particularmente durante o primeiro trimestre). Evite descontinuação estratégias de prevenção de recaí- abrupta. Aumente o apoio psicossocial e clínico. prevenção de recaída das”, concluiu Vemuri. pode ser feita com a Se houver continuidade da medicação administração de esta- bilizadores de humor Literatura recomendada nas primeiras 48 ho- Evite alterar a medicação Aumente a Reddy DS. Clinical pharmacokinetic eficaz ao menos que haja ras após o nascimento interactions between antiepileptic drugs frequência do Prefira vantagem clínica ou de monitoramento do bebê e durante os and hormonal contraceptives. Expert Rev Use a mínima segurança significativa Clin Pharmacol. 2010 Mar 1;3(2):183-92. dose efetiva monoterapia clínico três primeiros meses. Burt VK, Rasgon N. Special considerations Os medicamentos in treating bipolar disorder in women. utilizados pela mãe Bipolar Disord. 2004 Feb;6(1):2-13. Adaptado de Burt VK, Rasgon NL. Bipolar Disord; 2004. podem passar para o
  7. 7. 7 Honolulu, Havaí • 14 a 18 de maioDepressão resistenteTratamento da depressão resistenteA depressão é uma das maiores cau- O início é precoce, dos 15 aos 24 são ao tratamento é baixa em razão trocados. Mesmo com quatro níveissas médicas de invalidez no mundo anos de idade, e boa parte dos ca- dos efeitos adversos, do estigma e de tratamento, 30% dos pacientese o segundo maior custo para o sis- sos não são diagnosticados ou tra- do alto custo do tratamento. Todos tratados continuam a apresentartema de saúde dos Estados Unidos, tados. Há influência da genética e esses fatores influenciam a alta pre- comprometimento. A cada nívelperdendo apenas para as enfermida- do estresse; geralmente o início é de valência do transtorno depressivo. de tratamento, as taxas de remis-des cardiovasculares. A prevalência forma leve e tende a ser episódico e Segundo John Greden, professor são diminuem e as taxas de recor-do transtorno depressivo durante a crônico ao longo do tempo. Não há de Psiquiatria e Neurociência Clínica rência aumentam”, afirma Gredenvida é de 15% a 17%. prevenção de recorrência, e a ade- da Universidade de Michigan, as fa- (Figura 1). lhas no tratamento Entre os critérios recomen- devido à resistência dados para o tratamento de de- incrementam os cus- pressão resistente está a falta de Figura 1. STAR*D: alcançar remissão é dificil apesar tos médicos a cada resposta após dois períodos bem do tratamento adequado tentativa de trata- estabelecidos de tratamento, en- 50 - mento e aumentam a tretanto, é necessário começar a Aumento da dose/associação mortalidade prema- pensar em tratamento de depres- Monoterapia tura por doença car- são resistente precocemente. Taxas de remissão HAMD-17 (%) 40 - diovascular, suicídio Pensar precocemente em depres- 30 e outras causas. são resistente ao tratamento: 30 - 28 “A resistência ao • Identifique e trate. 21 20 20 - tratamento é comum • Atinja e mantenha o bem-estar. 16 14 e a remissão é mais • Neutralize o estigma e o precon- 10 - 7 difícil de ser atingida ceito. a cada falha de trata- • Seja ousado; tal atitude é necessá- 0- Mono Aum Mono Aum Mono Assoc Mono mento. ria para salvar vidas. Nível 11 Nível 22,3 Nível 34,5 Nível 46 Cerca de 30% (n=3.671) (n=1.439) (n=390) (n=123) dos pacientes res- Tratamento inicial pondem ao primeiro Literatura recomendada Continuum tratamento-resistência Greden J, Riba M, McInnis M. Treatment tratamento, então a resistant depression: a roadmap for 1. Trivedi MH, et al. Am J Psychiatry. 2006;163(1):28-40; 2. Trivedi MH, et al. N Engl J Med. 2006;354(12):1243-52; posologia ou o me- effective care. Arlington VA: American 3 .Rush AJ, et al. N Engl J Med. 2006;354(12):1231-42; 4. Nierenberg AA, et al. Am J Psychiatry. 2006;163(9):1519-30; 5. Fava M, et al. Am J Psychiatry. 2006;163(7):1161-72; 6. McGrath PJ, et al. Am J Psychiatry. 2006;163(9):1531-41 dicamento dos não Psychiatric Press, 2011. 364p. respondedores sãoDepressão resistente aotratamento entre adolescentesUm pequeno, mas significativo, nú- lescentes que se suicidam apresentam alternativo como a eletroconvulsote-mero de adolescentes sofre de depres- transtorno depressivo. rapia (ECT): a resposta ou remissãosão grave, resistente ao tratamento. “O diagnóstico precoce auxilia o é a regra com ECT, com taxa com-Há poucos sinais de comportamento tratamento e o monitoramento deve binada de 97%. O pós-tratamentoantissocial nesse grupo, como abu- ser cuidadoso para detectar se o pa- deve incluir psicoterapia intensivaso de álcool e drogas, mas há com- ciente está se recuperando ou se há e terapia comportamental, impor-prometimento em vários domínios, recorrência e comorbidades, como tantes para que o paciente retornecomo falha na interação social com ansiedade. A ansiedade está presen- à escola. “Os pacientes devem serfamília e amigos e em atingir o nível te como comorbidade em 40% dos continuamente monitorados, pois oacadêmico esperado para a idade, e casos e 20% deles apresentam trans- quadro depressivo é persistente no80% desses adolescentes deixam de torno do desenvolvimento”, afirma adulto”, conclui Neera.frequentar a escola. Os adolescentes Neera Ghaziuddin, professora- -as-com depressão resistente demons- sociada de Psiquiatria da Universida- Literatura recomendadatram altas morbidade e mortalidade, de de Michigan. Ghaziuddin N, Dumas S, Hodges E.com comportamento autodestruti- Se o paciente adolescente já rece- Use of continuation or maintenancevo, tentativa de suicídio e suicídio. O beu tratamento intensivo no passa- electroconvulsive therapy in adolescents with severe treatment-resistant depression.suicídio é a terceira causa de morte do, sem resolução do quadro, há in- J ECT. 2011 Jun;27(2):168-74.entre os adolescentes e 95% dos ado- dicação para utilizar um tratamento
  8. 8. 8 Highlights – APA 2011Roteiro para o tratamento efetivodo transtorno depressivo resistente1. Faça triagem regularmente com autoavaliação (monito- ramento semanal ou mensal). Espectro de tratamento para depressão Alta2. Responda precocemente aos sinais clínicos de depres- são resistente ao tratamento: falha anterior na respos- EEP ta a um período de tratamento com antidepressivos com dose e duração adequadas; episódios múltiplos ENV Invasividade prévios; história familiar de transtornos de humor; ansiedade significativa; pensamentos, atos ou planos ECT suicidas; grande relutância em iniciar ou manter o tra- tamento. EMTr Medicamentos antidepressivos3. Conduza avaliações médicas e laboratoriais completas. Psicoterapia Baixa4. Eduque o paciente minuciosamente antes do tratamento e recomende ferramentas para auxiliar no autocuidado. Primeiro Múltiplos A Universidade de Michigan oferece um kit neste site: episódio tratamentos falhos Severidade da doença http://depressiontoolkit.org/news/food_and_mood_ connection.asp EMTr: estimulação magnética transcraniana repetitiva. ECT: eletroconvulsoterapia. ENV: estimulação do nervo vago. EEP: estimulação encefálica profunda.5. Associe psicoterapia com psicofarmacologia e assegure a dose adequada e a duração do tratamento. Quanto mais se espera para tratar com outras ferramentas, devido ao perfil de efeitos ad- versos e estigma, mais difícil será o tratamento da depressão resistente.6. Selecione os psicofármacos: reinicie antidepressivos efetivos utilizados anteriormente se a recorrência surgiu após o paciente ter interrompido o tratamento; considere inibidores seletivos de recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSNs), antidepressivos tricíclicos (ADTs) e inibidores da monoaminoxidase como “primeira linha” para o tratamento da depressão resistente se as tentativas anteriores foram com inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs); associe os antidepressivos escolhidos com antipsicó- ticos atípicos (quetiapina ou aripripazol); associe dois antidepressivos de classes diferentes das já utilizadas.7. Aumente rotineiramente para aqueles com depressão resistente ao tratamento: – lítio, tiroide (T3, T4, ou ambos); – ômega-3, vitamina D, metilfolato.8. Comece um programa de exercícios e nutrição para melhorar as neurotrofinas cerebrais e minimizar a síndrome metabólica.9. Aconselhe os pacientes a evitar medicações herbais e tramadol; perguntar antes de tomar qualquer nova medicação, como anti-histamí- nicos; e evitar sugestões da internet sem consulta prévia.10. Neutralize o estigma e enfatize a autogestão para incrementar a aderência.11. Encaminhe o paciente para consulta se não houver remissão após uma ou duas tentativas.12. Inicie o exame farmacogenético naqueles pacientes que repetidamente não respondem a altas doses adequadas, e nos que não toleram mesmo doses modestas e, possivelmente, para predizer a responsividade ao tratamento personalizado.13. Encaminhe para consulta e/ou neuromodulação se não houver resposta após muitas falhas de tratamento adicionais, como: – eletroconvulsoterapia (ECT); – estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr); – estimulação do nervo vago (ENV).14. Considere estratégias em pesquisa, se não houver melhora: – estimulação encefálica profunda (EEP); Literatura recomendada – infusão de quetamina ou outras estratégias de modulação do glutamato; – terapia antiglicocorticoide. Greden J, Riba M, McInnis M. Treatment resistant depression: a roadmap for effective care. Arlington: American Psychiatric Press, 2011. 364p.15. Estabeleça manutenção indefinida com tratamentos que alcançaram remissão.
  9. 9. 9 Honolulu, Havaí • 14 a 18 de maioespecialPrêmio Nobel ensina lições de reconciliação raiva, aversão e ressentimento são sentir ódio e demandar por vingan- Tutu também discutiu o concei- corrosivos. Nosso mundo está espe- ça, frequentemente estavam prontas to africano de ubuntu, que expressa rando por isto como você – relem- para demonstrar uma generosidade a crença de que toda a humanida- brando cada um de nós que somos de espírito inesperada e magnânima, de está conectada. “Eu sou porque feitos para bondade, para gentileza, na qual estavam prontas para enca- você é. Uma pessoa é uma pessoa para compaixão, para cuidar. É quan- rar os responsáveis pela violência e, por meio de outras pessoas”, disse do somos os melhores.” enfim, abraçar esses criminosos em ele. “Nenhum ser humano vem to- O arcebispo Tutu ganhou o Prê- público”, disse o arcebispo. talmente formado para o mundo. Eu mio Nobel da Paz por seu papel na Durante a apresentação, ele relatou não saberia como ser um ser huma- unificação da África do Sul após a sua experiência em votar pela primeira no... exceto através de outros seres queda do apartheid. Ele liderou a Co- vez após a queda do apartheid, durante humanos.” missão da Verdade e Reconciliação, as eleições de 1994. “A maioria de nós “Nós estamos destinados a viver criada para auxiliar a transição do votou pela primeira vez nas nossas vi- em uma rede de interdependência. país para a democracia. A Comissão das na terra onde nasceu... Um laurea- Nós precisamos uns dos outros”, ouviu vítimas e responsáveis pela do com o Prêmio Nobel votando pela adicionou.O arcebispo Desmond Tutu proferiu violência durante o apartheid e tinha primeira vez na terra onde nasceu... O arcebispo Tutu se aposentou douma palestra para cerca de dois mil o poder de garantir anistia. O mundo pois, boa parte do mundo apoiou as lu- Arcebispado Anglicano da Cidade dopsiquiatras no Hawaii Convention esperava que o governo pós-apartheid tas contra o apartheid”, disse ele. “Você Cabo em 1996 e tornou-se arcebispoCenter, em que transmitiu uma men- e a Comissão se vingassem em nome não sabe como é ter algemas retiradas emérito, um título honorário raro.sagem especial para a audiência: as das vítimas. dos pulsos e tornozelos e poder andar Hoje, seus esforços estão focados naspessoas são criadas para fazer o bem. “Parece quase inacreditável como ereto, sendo a criatura livre que Deus causas humanitárias, como a preven-“Nós precisamos uns dos outros; aquelas mesmas pessoas, no lugar de sempre quis que você fosse.” ção e o tratamento do HIV/aids.COMORBIDADESConduta das comorbidades psiquiátricasno paciente com hepatite CA hepatite C crônica (HCC) é um praticamente 100% dos casos, o Apesar de INF-α e ribavirina se- aumentou os critérios de inclusãoproblema significativo em todo o uso de drogas”, afirma Sanjeev rem opções viáveis para o tratamen- para o tratamento de HCC e a revi-mundo e a maior causa de trans- Sockalingam, professor-assistente to de pacientes com HCC, INF-α são das diretrizes canadenses paraplante de fígado nos Estados Uni- de Psiquiatria da Universidade de associa-se a vários efeitos adversos o tratamento da HCC (Tabelas 1dos. Estima-se que 170 milhões de Toronto. neuropsiquiátricos, incluindo de- e 2). Entretanto, várias complica-pessoas em todo o mundo estejam Em termos de doença mental pressão, ansiedade, hipomania, psi- ções psiquiátricas graves, comoinfectadas com o vírus da hepatite C grave, é interessante notar que quan- cose e comprometimento da cog- suicídio, permanecem como im-(HCV). Nos Estados Unidos, a pre- do se fala de pacientes psiquiátricos, nição. A depressão induzida por pedimento para o tratamento devalência do HCV é de 2%, e a maio- há 11 vezes mais chances de se con- INF-α é o efeito psiquiátrico mais HCC para os clínicos e pacientesria das novas infecções ocorre por trair hepatite C, em relação à popu- comum. infectados.uso de drogas injetáveis. Vinte por lação em geral, sendo fatores de ris- Essas complicações psiquiátricas Estudos sugeriram que as pri-cento dos pacientes cronicamente co importantes a falta de moradia e permanecem um obstáculo substan- meiras 12 semanas de terapia cominfectados desenvolvem cirrose em o encarceramento. cial para o tratamento de pacientes IFN-α são um período de alto20 anos. O HCV apresenta seis genótipos. com doença psiquiátrica atual ou risco para o desenvolvimento de “Entre os fatores de risco para O tratamento-padrão para HCC é passada. Essas tendências são pre- eventos adversos psiquiátricos.infecção por HCV, o uso de dro- interferon alfa peguilado (IFN-α) e ocupantes, pois a comorbidade psi- Além disso, o surgimento de idea-gas injetáveis é o mais importante, ribavirina por 24 a 48 semanas, de- quiátrica é a regra, e não a exceção, ção suicida pode estar relacionadoresponsável por 60% dos casos no pendendo do genótipo. Cerca de e cerca de 85% dos pacientes com a anormalidades neuropsiquiátri-Canadá. Há outras causas, como a 70% dos pacientes têm o genótipo 1, HCC apresentam ou apresentaram cas, especificamente depleção detransmissão vertical, com cerca de que apresenta baixa taxa de resposta transtorno psiquiátrico ou de abuso serotonina.4%, e outros fatores que envolvem ao tratamento com IFN-α associado de drogas. Os pacientes em alto risco de-a transmissão pelo sangue. Os pa- à ribavirina. Este ano, os inibidores Estudos recentes demonstraram vem ser pré-tratados com antide-cientes com transtornos psiquiá- de protease entraram em fase de taxas de respostas comparáveis en- pressivos, pois há redução do riscotricos apresentam como modo de aprovação, como o boceprevir, com tre os pacientes com comorbida- de depressão e, consequentemente,transmissão mais importante, com uma ótima resposta do genótipo 1. des psiquiátricas e controles, o que redução indireta do risco de suicídio.
  10. 10. 10 Highlights – APA 2011 Um estudo de Schaefer, que utilizou Tabela 1. Contraindicações para o tratamento com interferon peguilado e ribavirina citalopram, indica claramente que a depressão induzida por IFN-α em pacientes com risco psiquiátri- Condições que não são mais Alanina aminotransferase normal contraindicações co pode ser melhorada com o uso Manutenção com metadona estável concomitante de antidepressivos e Neutropenia, anemia ou trombocitopenia cuidado psiquiátrico intenso. Transtorno epiléptico controlado “A doença mental grave aumenta Mais de 65 anos o risco para hepatite C, entretanto Uso de álcool esses pacientes podem ser tratados Contraindicações relativas Transtorno depressivo maior com sucesso com IFN-α se estive- Transtorno psicótico maior rem estabilizados. Esse tratamento Doença autoimune precisa de abordagens integradas e Uso de drogas injetáveis monitoramento próximo, pois são Insuficiência renal (incluindo diálise) necessários reconhecimento e con- Contraindicações fortes, Abuso do álcool duta imediatos na ocorrência de mas não absolutas Descompensação hepática eventos adversos psiquiátricos gra- Doença arterial coronariana ves”, concluiu Dr. Sockalingam. Transplante de órgão sólido (exceto fígado) Contraindicação absoluta Gravidez Literatura recomendada Crone CC, Gabriel GM, DiMartini A. An overview of psychiatric issues in liver disease for the consultation-liaison psychiatrist. Psychosomatics. 2006 May- Tabela 2. Conduta da relação dos pacientes com o vírus da hepatite C Jun;47(3):188-205. Schaefer M, Hinzpeter A, Mohmand A, e o abuso de drogas Janssen G, Pich M, Schwaiger M, et al. Hepatitis C treatment in “difficult-to- treat” psychiatric patients with pegylated - Entenda que a abstinência nem sempre é possível e pode ocorrer recorrência interferon-alpha and ribavirin: response and psychiatric side effects. Hepatology. 2007 Oct;46(4):991-8. - As expectativas devem ser realistas sobre as responsabilidades do paciente e dos Sherman M, Shafran S, Burak K, Doucette profissionais de saúde envolvidos K, Wong W, Girgrah N, et al. Management of chronic hepatitis C: consensus guidelines. Can J Gastroenterol. 2007 Jun;21(suppl. - Trabalhe em colaboração com o paciente para determinar as metas e parâmetros C):25C-34C. do tratamento Sockalingam S, Links PS, Abbey SE. Suicide risk in hepatitis C and during interferon-alpha therapy: a review and clinical update. J Viral - Identifique e corrija as barreiras atuais ou percebidas ao tratamento Hepat. 2011 Mar;18(3):153-60. Quarantini LC, Powell VB, Nery-Fernandes - Identifique e contorne rapidamente os efeitos adversos do tratamento F, Oliveira IR, Miranda-Scippa A. Bipolar patients treated for hepatitis C with interferon - Promova integração total entre os médicos, os médicos psiquiatras, o tratamento alpha. Rev Bras Psiquiatr.2009;31(1):80-1. Galvão-de Almeida A, Guindalini C, Batista- da adição e o trabalho do serviço social Neves S, de Oliveira IR, Miranda-Scippa A, Quarantini LC. Can antidepressants prevent - Dê atenção à contratransferência do time de tratamento em relação ao paciente interferon-alpha-induced depression? A review of the literature. Gen Hosp Psychiatry. 2010 Jul-Aug;32(4):401-5.Estado confusional após cirurgia cardíacaé comum em pacientes mais idososO estado confusional após cirurgia do meio ambiente com capacidade Os pesquisadores, liderados por Nenhum dos pacientes com me-cardíaca, uma grave complicação de reduzida de focar, sustentar ou alte- Adam Lau, residente-chefe de Psi- nos de 70 anos desenvolveu estadopós-operatório, é bastante comum rar a atenção. A presença do estado quiatria do North Shore LIJ Health confusional.em pacientes idosos, afetando mais confusional no pós-cirúrgico cardíaco System, avaliaram 50 pacientes apósde um terço dos pacientes com mais está associado a aumento no tempo a cirurgia cardíaca e relataram inci- Literatura recomendadade 70 anos, de acordo com o pôster de terapia intensiva e da internação, à dência geral de estado confusional Lau A, Weiner JS, Shamsi SA, Burke C, Malhotra AK. Is there an appropriate ageapresentado no American Psychia- estabilidade e correção da lesão ester- de 20%, com aumento significativo to screen for delirium following cardiactric Association Annual Meeting, em nal e ao aumento da incidência de in- da incidência com a idade. Para os surgery? NR01-37. Santos FS, Velasco IT, Fraguas Jr R. RiskHonolulu. tubação. Estudos anteriores relataram pacientes com mais de 70 anos de factors for delirium in the elderly after O estado confusional caracteriza-se taxas de estado confusional no pós- idade, a incidência foi 38% e, para coronary artery bypass graft surgery. Int Psychogeriatr. 2004;16(2):175-93.pela menor clareza de consciência -cirúrgico cardíaco de 2% a 73%. aqueles com mais de 80 anos, 43%.
  11. 11. 11 Honolulu, Havaí • 14 a 18 de maioTranstorno depressivo em pacientes com câncer Sofrimento emocional extremo psiquiátrico diagnosticável durante depressivo maior recebem tratamen- prática clínica da NCCN. Este guia o período de tratamento oncológico, to para depressão. traz o termômetro do sofrimento 10 sendo as condições psiquiátricas co- Entre os pacientes com câncer, emocional, para que o profissional 9 muns a depressão, a ansiedade (pâni- os transtornos depressivos e an- de saúde reconheça o paciente que 8 co, transtorno do estresse pós-trau- siosos são pouco diagnosticados e apresenta um transtorno psiquiátri- 7 mático, fobias), os transtornos de tratados em razão do estigma das co ou que apenas está preocupado 6 ajustamento e o estado confusional. condições psiquiátricas, medo de com seu diagnóstico e tratamento. 5 Em um estudo de Burgess e Cor- contar ao oncologista sobre o abuso Muitos centros oncológicos têm nelius, 222 mulheres com câncer de de substâncias ou sobre o transtor- essa lâmina como padrão e muitos 4 mama precoce foram acompanha- no depressivo devido à preocupação estudos demonstraram a validade e 3 das por cinco anos. Destas, 50% de receber um tratamento oncoló- confiabilidade do termômetro do 2 apresentaram depressão, ansiedade gico distinto e à sobreposição de sofrimento emocional em todo o 1 ou ambos no primeiro ano; 25% no sintomas. Além disso, a depressão mundo. Neste guia também há ou- 0 segundo, terceiro e quarto anos; e é frequentemente mascarada por tras ferramentas de triagem, avalia- 15% no quinto ano após o diagnós- sintomas de ansiedade ou questões ção e tratamento. Sem sofrimento emocional tico. Após três meses do diagnósti- médicas (medicamentos, tratamen- “Os benefícios do reconheci- ‘Termômetro’ para mensuração do co de recorrência do câncer, 45% tos, entre outros). mento e encaminhamento dos pa-sofrimento emocional. Neste termômetro, dessas pacientes apresentaram de- Para minimizar as barreiras e me- cientes com sofrimento emocionalparte da escala do NCCN, o paciente deve pressão, ansiedade ou ambos. Ainda, lhorar a conduta, a National Com- são melhor entendimento e aderên- indicar a intensidade de seu sofrimento emocional na última semana até hoje. segundo Riba, 13% das pacientes prehensive Cancer Network (NCCN) cia aos esquemas de tratamento, me- desenvolvem transtorno depressivo desenvolveu diretrizes para sofrimen- lhores resultados dos tratamentos e maior após dois anos do diagnóstico to emocional gerado pelo diagnóstico apoio do médico psiquiatra à equipeO diagnóstico de transtorno de- de câncer. oncológico com o objetivo de auxiliar de oncologia no reconhecimento epressivo em pacientes com câncer é “Em pacientes com câncer avan- pacientes com câncer e profissionais tratamento dos transtornos psiquiá-difícil, pois os sintomas físicos difi- çado, é difícil distinguir os sintomas de saúde. Este guia está disponível tricos”, concluiu Michelle Riba.cultam o diagnóstico de ansiedade e de transtorno depressivo maior dos gratuitamente on-line (http://www.depressão. “Entretanto, a prevalên- sintomas da doença e do tratamen- nccn.org/professionals/physician_ Literatura recomendadacia entre os pacientes com câncer é to, então, nesses casos, os critérios gls/f_guidelines.asp#supportive). Burgess C, Cornelius V, Love S, Graham J, Richards M, Ramirez A. Depression andde cerca de 42%, sendo muito im- do DSM não funcionam”, afirmou O sofrimento emocional deve anxiety in women with early breast cancer:portante detectar esse transtorno”, a professora. ser reconhecido, monitorado, docu- five year observational cohort study. BMJ.afirmou Michelle Riba, diretora do Mesmo depois de diagnostica- mentado e tratado prontamente em 2005 Mar 26;330(7493):702. Sharpe M, Strong V, Allen K, Rush R,Programa de Psico-oncologia da do, o transtorno psiquiátrico não é todos os estádios do tratamento do Postma K, Tulloh A, et al. Major depressionUniversidade de Michigan. tratado adequadamente. Um estudo câncer. O paciente deve ser triado in outpatients attending a regional cancer demonstrou que apenas 15% dos regularmente, avaliado e conduzi- centre: screening and unmet treatment Aproximadamente 25% dos pa- needs. Br J Cancer. 2004 Jan 26;90(2):314-20.cientes apresentarão um problema pacientes com câncer e transtorno do de acordo com as diretrizes de O conteúdo desta obra é de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es). Produzido por Segmento Farma Editores Ltda., sob encomenda de Aché, em julho de 2011. Material de distribuição exclusiva à classe médica. Rua Anseriz, 27, Campo Belo – 04618-050 – São Paulo, SP. Fone: 11 3093-3300 www.segmentofarma.com.br • segmentofarma@segmentofarma.com.br Diretor-geral: Idelcio D. 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