Revista Coopetir

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Revista de Negócios e Empresas abrangendo os distritos do interior Bragança, Vila Real, Guarda e Castelo Branco.

Destaque nas páginas 27 e 28 para a Agência de Comunicação Conteudo Chave sedeada em Bragança e para a plataforma WELCOME PORTUGAL.

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Revista Coopetir

  1. 1. Re vista Cooperação para a Competividade Empresarial Nº 4 | TRIMESTRAL Internacionalização e Cooperação Empresarial
  2. 2. Nota de abertura O Observatório Empresarial e a apresentação de Modelos de Cooperação Empresarial serão certamente instrumentos que potenciarão o tecido empresarial desta vasta região envolvida e que indicam a Internacionalização, tema principal do presente número da Revista COOPETIR, como a opção a tomar. De facto Internacionalização e Cooperação são expressões que deverão entrar, efetivamente, no vocabulário e que irão nortear o futuro do meio empresarial português. Em Portugal, muitos e bons exemplos existem de práticas de exportação e de internacionalização, alguns de uma forma mais consolidada noutros de uma forma mais incipiente. Nesta edição daEm janeiro de 2009, na cidade de Vila Real, os Revista Coopetir, apresentamos alguns exemplos,presidentes de quatro Associações Empresariais de realidades diferentes do setor Agroalimentar– NERCAB, NERVIR, NERBA e NERGA, envolvendo (Fabrica Lusitana e Quinta do Mourão), deos distritos de Castelo Branco, Vila Real, Bragança serviços/turismo (Welcome Portugal.pt), e doe Guarda, assinaram um protocolo de cooperação curtume (Curtumes Fabrício). As fórmulas deonde “elegem como objetivo principal da sua exportação e de internacionalização também sãocooperação a melhoria da competitividade da naturalmente diferentes. Experiências que podemregião identificada com as áreas geográficas da auxiliar e até estimular outros agentes a darem osua jurisdição, no seu conjunto”. primeiro passo para a internacionalização, que na grande maioria das empresas passa inicialmenteCom este propósito o projeto COOPETIR avançou por começar a exportar. Porque, nalguns setoresestando na sua reta final. de atividades, o futuro passa muito por arriscar em novos mercados.Quase três anos envolvidos, as vicissitudesda atual conjuntura económica e financeira Temos capacidade para demonstrar, além-demonstram que as atividades desenvolvidas fronteiras, que o potencial e qualidade das nossasao longo deste projeto de cooperação para a empresas existe: Cooperemos!competitividade empresarial nunca foram tãopertinentes.Neste sentido a parceria apresentou umconjunto de ferramentas de trabalho que devem Vítor Marujo, Eng.ser potenciadas e utilizadas pelas empresas. Presidente da Direção do NERCAB coop 3
  3. 3. índiceCoopetir - Cooperação para 5 a Competividade Empresarial 8 InovclusterInovação “Made in Covilhã” - Parkurbis 10 12 Observatório EmpresarialInternacionalização e Cooperação 15Empresarial 18 Entrevista ao Presidente da AIPDivulgação de boas práticas empresariaisno âmbito dos setores coopetir 21 30 Roteiro Geopark Naturtejo - Unidos por NaturezaFICHA TÉCNICAEdição e Coordenação: Colaboração: Periodicidade:NERCAB - Associação Empresarial da Região de Castelo Branco NERGA - Associação Empresarial da Região da Guarda Trimestral NERCAB - Associação Empresarial da Região de Castelo BrancoPaginação e Maquetização: NERVIR - Associação Empresarial da Região de Vila Real Tiragem:CM7 - Comunicação e Imagem, Lda. NERBA - Associação Empresarial de Bragança 4 000 exemplares AIP/CCI - Associação Industrial Portuguesa -Produção e Impressão: Câmara de Comércio e Indústria Distribuição:Gráfica Almondina PARKURBIS - Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, S.A Gratuita InovCluster - Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro Naturtejo - Empresa de Turismo, EIM Depósito Legal: Joaquim Braz 99877/96coop 4
  4. 4. CoopetirO Projeto COOPETIR - Cooperação para aCompetitividade Empresarial visa promover aoestatuto da centralidade económica e social umespaço geográfico do interior norte e centrode Portugal, identificado e coincidente com osdistritos de Vila Real, Bragança, Guarda, CasteloBranco e, por proximidade com o distrito de VilaReal, alguns concelhos do Douro Sul.Estes espaços geográficos correspondem àárea de influência das Associações Empresariaiscopromotoras, NERVIR, NERBA, NERGA e doNERCAB .Esta intervenção resulta de uma candidaturaapresentada ao Sistema de Incentivos às Ações Coletivasdo COMPETE, sendo cofinanciada pelo QREN e FEDER .Dos objetivos traçados pela parceria ressaltam apromoção da melhoria da competitividade deste espaçoterritorial e das empresas dos setores da atividadeeconómica mais relevantes nesse espaço geográfico, bemcomo a promoção da internacionalização e alargamentode mercados dessas empresas, contribuindo para ofortalecimento do desenvolvimento e da imagem daregião.De entre os setores chave identificados como os maisrelevantes destacam-se a indústria agroalimentar,a indústria extrativa e transformadora de rochasornamentais, o Turismo e o termalismo, a Energia e ostransportes e logística. coop 5
  5. 5. Coopetir Para dar corpo a estes objetivos foram identificadas diversas atividades dirigidas ao apoio às empresas e ao reforço da estrutura produtiva da Região e que de seguida se descrevem:1- OBSERVATÓRIO EMPRESARIAL 4- INFORMAÇÃO E APOIO ÀS EMPRESASO conhecimento, avaliação e acompanhamento da Sendo as empresas o destinatário último da intervençãorealidade do território de intervenção do COOPETIR será do COOPETIR é evidente a preocupação em criarassegurado por este instrumento que se pretende instrumentos facilitadores do acesso à informação etenha continuidade temporal. A partir da avaliação ao apoio técnico especializado. Assim, no âmbito doe tratamento da informação disponibilizada pelos COOPETIR serão disponibilizadaos meios técnicos,diferentes organismos públicos complementada com a nomeadamente na área das novas tecnologias, queinformação a recolher diretamente junto das empresas, assegurem a ligação direta às empresas. Produzir, trataro Observatório COOPETIR será um instrumento e difundir informação atualizada e sistematizada é umfundamental para toda a intervenção. dos objetivos do COOPETIR. Em complemento serão realizados workshops e seminários técnicos especializados e criada uma2- DINAMIZAÇÃO DE REDES DE COOPERAÇÃO bolsa de consultores para, de uma forma mais direta eA cooperação empresarial é um dos principais vetores pessoalizada, apoiar as empresas alvo de intervenção.de intervenção do COOPETIR, enquanto meio de reforçoe fortalecimento da competitividade das empresas.A intervenção assenta na avaliação das condições 5- PARTICIPAÇÃO EM ATIVIDADES DE ORGANIZAÇÕESque permitirão às empresas assumir processos de INTERNACIONAIScooperação e, por esta via, obterem ganhos de escala A aposta estratégica das Associações copromotorassignificativos. Feita a avaliação prévia, o projeto assumirá de intervirem em favor da internacionalização dasa formatação e a dinamização de um conjunto de Redes empresas e da economia das respetivas regiões, quede Cooperação que se demonstrem relevantes para a este projeto visa reforçar, leva a que estas consideremRegião, tendo presentes os seus principais setores de de particular importância o reforço dos contactosatividade e as empresas que neles atuam. internacionais que vêm desenvolvendo com entidades parceiras em diversos mercados alvo.3- PROMOÇÃO INTER – REGIONALA projeção do espaço territorial de intervenção doprojeto COOPETIR terá de assentar, no essencial, napromoção das suas especificidades, da qualidade das Para além deste reforço dos contactos com entidadessuas produções e dos seus fatores de atratividade. Para congéneres, importa iniciar um processo de maiortal, o projeto COOPETIR assegurará a produção dos envolvimento em Organizações Internacionais,meios de promoção necessários para que esse objetivo representativas dos interesses das PME e das regiõesseja atingido. menos desenvolvidas, como forma de fazerem ouvirPara que essa promoção seja assegurada o projeto as suas preocupações, desenvolverem intervençõesCOOPETIR assegurará ainda a presença em duas Feiras concertadas e dinamizarem iniciativas de interesseinternacionais de relevo e promoverá três ações de comum numa perspetiva mais alargada.promoção de produtos junto de três mercados externos.Por outro lado permitirá convidar um conjunto significativo O intercâmbio de experiências será também fatorde importadores e de opinion-makers para visitarem este determinante e que muito poderá contribuir para oterritório e percecionarem as suas potencialidades. reforçodas competências das Associações.coop 6
  6. 6. Nota de abertura coop 7
  7. 7. Setor em destaqueNovos desafios paraa Internacionalizaçãodo setor AgroalimentarLuís Pinto de AndradeProfessor Coordenador do Instituto Politécnicode Castelo BrancoCláudia Domingues SoaresDiretora Executiva da InovclusterO setor agroalimentar tem sofrido transformações estru- Quando questionamos as empresas sobre asturais para as quais contribuíram a internacionalização dificuldades no processo de internacionalização, asdo mercado, a diversificação da origem da produção, as principais razões apontadas prendem-se com a faltaalterações ao nível da procura, a exigência de qualidade de recursos financeiros, a falta de capital humano compor parte dos consumidores, as alterações técnicas que qualificação adequada, a dificuldade na identificaçãose verificaram ao nível de toda a cadeia de valor, incluin- das oportunidades de negócio, a falta de informaçãodo a logística e que no seu conjunto têm cooperado para e de conhecimento dos mercados externos e a falta deuma nova dimensão do setor. tempo para lidar com o processo de internacionalização. Verifica-se uma relação direta entre o nível deEsta conjuntura dificulta o comércio externo e pressupõe internacionalização e a dimensão das empresas. Asque as empresas estejam preparadas para um mercado micro e pequenas empresas são as que apresentamglobal e mais competitivo. Este pressuposto afasta-se da maior potencial para evolução com o processo denossa realidade quando percebemos que apenas uma internacionalização.pequena percentagem de PME exporta. Urge o desenvolvimento de uma estratégia adequadaNeste novo contexto e para apoiar as empresas no à internacionalização das PME’s. Uma estratégiaprocesso de internacionalização, a InovCluster – que tenha em consideração as realidades locais eAssociação do Cluster Agroindustrial do Centro com as especificidades dos territórios. Uma estratégiaintervenção ao nível da região Centro, tem colaborado que, por um lado, responda as reais necessidadescom as suas empresas associadas ao nível da promoção das atuais empresas e que as apoie a ultrapassare divulgação dos seus produtos junto dos mercados as barreiras da internacionalização, e por outro,externos, na diversificação dos próprios mercados, que permita a formação de empreendedores maisno desenvolvimento de produtos com características capacitados para o mercado global e possa refletir-inovadoras e distintivas e na articulação com centros de se nas futuras PME’s.saber nacionais e internacionais. Uma política de internacionalização deve ouvir todosA Inovcluster representa 77 empresas do setor os stakeholders com intervenção direta ou indireta noagroindustrial que traduzem a realidade da região processo de internacionalização, onde se incluem ascentro, caracterizada maioritariamente por micro, entidades governamentais, as associações setoriais e aspequenas e médias empresas. empresas.coop 8
  8. 8. Setor em destaquePolíticas de internacionalização de sucesso apontampara uma única política a nível nacional, acompanhadade forma próxima pelas PME’s e em total articulaçãocom os atores regionais e locais. A intervenção destesatores que conjugam o conhecimento da realidadeterritorial, incluindo as especificidades das empesas,com o conhecimento das políticas e dos sistemasde financiamento a nível nacional, confere-lhes acapacidade de adaptar, ajustar e flexibilizar as principaislinhas orientadoras das políticas de internacionalização.Existe um grande potencial para o processo deinternacionalização, nomeadamente ao nível daspequenas e médias empresas. Os resultados doprograma de internacionalização devem fazer-sesentir ao nível de mais PME’s internacionalizadas emdetrimento do aumento da internacionalização degrandes empresas.Os benefícios do processo de internacionalização nãose fazem sentir unicamente ao nível da exportação.Apesar de que exportar é a forma mais tradicional deinternacionalizar, o processo de internacionalizaçãoinclui a transferência de tecnologia, o desenvolvimentode produtos com características distintivas ediferenciadoras, a participação em redes de eficiênciacoletiva nacionais e internacionais. Prevê-se a evolução deum modelo de internacionalização tradicional baseadoem exportações para um modelo de internacionalizaçãobaseado em níveis mais desenvolvidos de cooperação.Com base neste novo paradigma e no âmbito da suaunidade de Internacionalização, a Inovcluster temdesenvolvido junto das empresas, essencialmente microe pequenas empresas, um papel de acompanhamento eincentivo ao processo de internacionalização com basena vigilância ativa de mercados, na participação emmissões/feiras, workshops, seminários e conferências,na promoção de missões inversas, na apresentação dosprodutos dos associados nos mercados externos, noapoio/orientação na atividade e iniciação da exportaçãoe na articulação com Polos e Clusters internacionais. “... A INOVCLUSTER representa 77 empresas do setor agro- industrial que traduzem a realidade da região centro, caracterizada maioritariamente por micro, pequenas e médias empresas. ...” coop 9
  9. 9. INOVAÇÃOInovação”Made in Covilhã”Pedro Farromba Administrador do Parkurbis,Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, SA Muito se tem falado ultimamente em Inovação e Alguns exemplos:Empreendedorismo, conceitos tão abstratos quantoimportantes e que têm sido bandeira de governos e A Methodus Inovação desenvolve a partir do Parkurbisgovernantes um pouco por todo o mundo. uma ferramenta denominada Action Flow que permite gerir de forma integrada as PME’s. A apresentaçãoÉ ao nível do território, do que aí é feito, das oportunidades mundial desta ferramenta, inteiramente desenvolvidaque são criadas para e pelos cidadãos e do que do território na Covilhã, foi feita nos Estados Unidos da América,sai para o mundo que podemos avaliar, verdadeiramente, mais precisamente no berço das empresas inovadoras,o impacto das políticas regionais, nacionais e europeias em Silicon Valley.ao nível da inovação e do empreendedorismo.É com base nesta premissa que colocamos a questão: A Roff SDF implementa projetos SAP, a partir da Covilhã“Mas, e aqui? O que será que se passa na Covilhã?” para clientes em Portugal mas também em França, Suíça, Noruega, Argélia e Angola tendo hoje já umaA Covilhã é hoje sede de importantes empresas equipa especializada que desenvolve, a partir daqui, astecnológicas que daqui produzem para todo o mundo. mais diversas soluções dentro do universo SAP.Desde a tradicional indústria têxtil e que já nada temde tradicional (veja-se o exemplo do líder europeu naprodução de tecidos de lã, Paulo de Oliveira), passando A TIM w.e. Investigação e Desenvolvimento que,pela transformação de produtos oriundos da agricultura, através da sua casa mãe, está presente nos 5 continentes,com empresas como a Frulact que se encontra entre os com 26 escritórios e mais de 350 colaboradores,principais players mundiais no setor, e, claro está, pelas tem desenvolvido, na Covilhã, ferramentas paraempresas instaladas no Parkurbis, onde estão hoje a Entretenimento Digital, Marketing Interativo, M-Money.funcionar (ou por lá passaram) algumas empresas que Por exemplo desenvolvem na Covilhã uma plataformasão referência nas suas áreas de atividade. de micro pagamentos (pagamentos e serviços via SMS)coop 10
  10. 10. INOVAÇÃOou seja, desenvolvem o software necessário para, num da economia global e que tem contribuído para que afuturo muito próximo, podermos fazer pagamentos a Cidade encontre um caminho de futuro.partir do telemóvel. Aliando estas empresas ao investimento que a PT inicia este ano, de construção do Data Center, a Covilhã está aA Pugnatrix que revolucionou o sector do ensino teórico reunir as competências e o saber para criar uma âncorada condução permitindo que hoje todo o processo de fundamental na capacidade de atrair empresas e nestaaprendizagem nas escolas de condução seja feito de capacidade assenta o futuro da Cidade.forma digital, sendo lideres de mercado em Portugal ecomercializando já soluções para países dos PALOP. Hoje a Covilhã é reconhecida pela sua capacidade em ajudar a criar empresas vencedoras e em captarA Waydip vencedora de vários prémios de inovação investimentos e recursos que permitem fixar quadros ee que se prepara para revolucionar a forma como concentrar massa crítica, vencendo o estigma associadopodemos produzir energia no dia a dia. ao interior do País e provando que é possível aliar oportunidades de futuro com um ambiente potenciador da melhor qualidade de vida.A Lobby Productions, a Covieng, a Refill, a Star Energyentre outras, são empresas que estão hoje fortemente Os próximos anos vão ser decisivos na forma como aimplantadas no universo empresarial Português e que Cidade vai acolher o futuro. As políticas municipais quetêm conseguido contornar a crise através da inovação venham a ser seguidas devem, incontornavelmenteque incorporam nos seus produtos e serviços, vencendo ter em mente este objetivo e fixa-lo como o principalinclusive o centralismo arcaico do nosso país. eixo de desenvolvimento da Cidade pois só criando empregos se podem fixar pessoas e só com pessoasÉ este núcleo empresarial de empreendedores que tem se desenvolvem as cidades, cidades inovadoras,vindo a afirmar o nome da Covilhã em setores de topo inteligentes e sustentáveis. coop 11
  11. 11. actividade coopetirObservatórioEmpresarialuma ferramenta para monitorizaçãodo ambiente empresarial na Área COOPETIRUma das atividades do projeto COOPETIR – e conjuntura económica – e permitirá inferir dasCooperação para a Competitividade Empresarial principais virtuosidades e constrangimentosé o desenvolvimento de um Observatório que as empresas da área COOPETIR enfrentam.Empresarial, que caracteriza a realidade empresarial Os resultados deste inquérito serão divulgadosda área COOPETIR, e perspetiva a evolução e em fevereiro, também através do site do projetoo desenvolvimento de atividades de suporte. COOPETIR. A conjugação com as conclusões daO principal objetivo desta atividade é apoiar o avaliação quantitativa, permitirá definir linhasprocesso de decisão dos agentes ligados à atividade orientadoras para uma atuação baseada no princípioempresarial, avaliando domínios de potencial da especialização inteligente (smart specialization).estratégico, e descrevendo as principais dinâmicaseconómicas e sociais da área COOPETIR. O Observatório Empresarial online é uma ferramenta que agrega informação estatísticaO Observatório Empresarial contempla três iniciativas: sobre um conjunto de indicadores relevantesuma avaliação sectorial quantitativa, uma avaliação para monitorizar a área COOPETIR em doissectorial qualitativa, e a implementação de um domínios: Ambiente Socio-Económico, e AmbienteObservatório Empresarial online. Empresarial. Esta informação estará centralizada e livremente acessível na secção “ObservatórioA avaliação sectorial quantitativa analisa o Empresarial” no site do projeto COOPETIR.comportamento agregado da área COOPETIR,baseada em informação estatística de fontes oficiais, A secção dedicada à monitorização do ambientetendo em conta as dinâmicas territoriais, sócio- sócio-económico congrega informação estatísticademográficas, e Empresariais mais significativas no relevante (e.g., poder de compra per capita, númeroterritório. O estudo será brevemente disponibilizado e distribuição sectorial das empresas, criação deno site do projeto COOPETIR. riqueza), e será atualizada permanentemente. A secção dedicada à monitorização do ambienteA avaliação sectorial qualitativa resulta de um empresarial, resulta da análise das respostas a uminquérito sobre a competitividade e a cooperação inquérito periódico a um painel de empresas, emempresarial a cerca de 200 empresas da área de três domínios: confiança interna das empresas,intervenção do projeto COOPETIR. O inquérito incidiu confiança no mercado, e confiança na governação.sobre três dimensões – competitividade, cooperação Importa por isso apelar à participação das empresascoop 12
  12. 12. actividade coopetirneste índice de confiança estruturado, como forma de Dado que a área COOPETIR engloba um conjunto deperceber a evolução da atividade empresarial na área municípios que enfrentam tensões e desafios seme-COOPETIR. lhantes, associadas à interioridade, despovoamento e declínio empresarial, a especialização inteligente apresenta-se como uma oportunidade. Os défices associados àqueles obstáculos nãoPretende-se que os resultados destas atividades sejam podem ser desculpa para a inação ou para seúteis, em primeira linha para as empresas, e também acreditar em inevitabilidades de não crescimento.para as associações empresariais, e responsáveis e Nesse sentido a especialização inteligentedecisores da área COOPETIR. As empresas poderão preconiza duas ideias centrais que poderãomelhor contextualizar as suas atividades e perceber orientar a atuação dos diversos agentes daa competitividade dos setores e dos territórios onde atividade empresarial na área COOPETIR. Primeiro,se inserem. As Associações empresariais poderão a relevância da ecologia do conhecimento, oumelhor definir prioridades e modos de intervenção seja a criação de condições para a evolução damais adequados ao tecido empresarial da região. geração, transferência e troca de conhecimentoOs responsáveis e decisores locais encontrarão entre atores do sistema de inovação e produção.informação que permite elaborar estratégias e políticas Segundo, a identificação de áreas de excelênciaempresariais mais eficazes, eficientes e adequadas à com potencial transformador da região, em querealidade da região. os atores regionais utilizam as potencialidades do território para desenvolver nichos de mercado naDe facto, nos últimos anos a problemática do economia global.crescimento desigual tem merecido particular atençãonas políticas regionais europeias. Nesse sentido, a Uma estratégia de especialização inteligente envolvePolítica Europeia de Coesão 2014-2020 irá focar o naturalmente escolhas, e isso significa que a regiãocrescimento inteligente (smart growth), o crescimento deverá definir prioridades e apoiar efetivamente asverde (green growth) e o crescimento inclusivo áreas que considera estratégicas. O Observatório(inclusive growth), transformando a especialização Empresarial desenvolvido no projeto COOPETIRinteligente (smart specialization) num modo de pretende contribuir para aquela definição, e logoatuação privilegiado ao nível das regiões. para a criação de riqueza e emprego na região. coop 13
  13. 13. Nota de aberturacoop 14
  14. 14. tema da capaInternacionalizaçãoe CooperaçãoEmpresarialDr. José Eduardo CarvalhoPresidente da AIP / CCIEm momentos de incerteza, como os que hoje eliminando ou atenuando alguns dos constrangimentosatravessamos, é exigido às empresas um novo rigor no referidos, potenciando o sucesso das empresasalinhamento das suas estratégias empresariais. envolvidas.Dentro deste adverso cenário, uma estratégia de A cooperação minimiza algumas das insuficiências maisinternacionalização poderá constituir um fator marcantes das empresas nacionais, como a sua reduzidacrucial para o sucesso futuro das empresas nacionais. dimensão, a escassez de recursos humanos e financeiros,No entanto, para ser alcançado, será necessário o a pouca capacidade de gerar inovação e a desadequaçãocontributo de todos os agentes na alteração do modelo organizacional, permitindo uma menor necessidade deatual de competitividade, incentivando as empresas meios de financiamento e acesso a instrumentos dea produzirem bens e serviços transacionáveis e financiamento mais adequados, uma redução de custos,valorizáveis nos mercados externos globalizados. uma adoção de novos métodos de gestão, redução de riscos e melhoria da sua competitividade sobre o setor.De entre os diferentes cenários estratégicos deinternacionalização, a empresa tem basicamente três É indispensável potenciar a internacionalização,possíveis: atuar isoladamente nos novos mercados, mobilizando e orientando as nossas empresas para ocriar estruturas subsidiárias locais ou envolver-se num mercado com potencial, de forma a melhorar a compe-processo de cooperação com outras empresas. titividade das mesmas, como contributo capital para o enriquecimento e desenvolvimento de Portugal.Se a exportação é o modo menos complexo, mais diretoe comum de internacionalização, o investimento diretono estrangeiro encontra-se no pólo oposto. Se a primeiracorre os riscos derivados da falta de conhecimento dosmercados, da falta de experiência nos contactos com osmercados externos, da ausência de recursos humanos “ ... Uma estratégia deadequados ao processo, do seu fraco poder negocial, ou internacionalização assente nummesmo da inadequação do produto à realidade terceira, processo de cooperação é uma situaçãoa última assume as desvantagens das necessidades intermédia entre uma atuação isoladaelevadas de meios de financiamento para investimento, e a criação de subsidiárias, eliminando ouda pertinência da preparação e adequada qualificação atenuando alguns dos constrangimentosde novos recursos humanos, envoltos numa complexaestrutura organizacional. referidos, potenciando o sucessoUma estratégia de internacionalização assente num das empresas envolvidas. ... ”processo de cooperação é uma situação intermédiaentre uma atuação isolada e a criação de subsidiárias, coop 15
  15. 15. tema da capaExportar …qual o caminhopara as MPE… ?Dr. Joaquim BrazA ausência de riquezas naturais no subsolo, a elevada pode ser obtido no site www.portugalglobal.pt, o qualdependência da importação para as necessidades mais é importante para tomar consciência do quanto serábásicas como almoçar ou jantar, a não produção interna difícil concretizar tal aspiração.de máquinas e equipamentos de que dependemos parasustentar a qualidade de vida a que nos habituámos, Uma micro e pequena empresa tradicional, sem contatos,a inexistência de mais crédito externo que sustentou sem produtos e serviços excecionalmente inovadores,a sociedade de consumo que considerámos como o sente imediatamente uma sensação de impotência paraparadigma do nosso sucesso … não nos deixam outras trilhar tão ambicioso desafio, ao ponderar sobre:alternativas que não seja: • onde tem recursos humanos na sua organização, • reduzir o consumo interno com capacidade e disponibilidade, por tempo • substituir as importações por produção nacional indeterminado, para afetar ao chamado processo • exportar o excedente ou o que conseguirmos de internacionalização… produzir • onde tem disponíveis os meios financeiros paraAssim, todos temos uma inevitabilidade, uma sustentar tal processo…necessidade e um desafio, e é necessário assumir quenão há outros caminhos, pois trata-se de uma opção de • quais as consequências do esforço de investi-sobrevivência individual e coletiva. mento no processo, conseguirá a empresa sobre- viver em caso de insucesso…Neste contexto, exportar surge como uma incógnitapara a maior parte de nós, porque nunca percorremos e muitas outras perguntas, para as quais não encontraesse caminho e nem sabemos por onde começar !? resposta.Quando me refiro a “nós” quero dizer as micro e pequenas A meditação consciente, em cada micro e pequenaempresas, aquelas que constituem a “pele” da economia empresa, leva necessariamente a:nacional, as que sentem primeiro as “queimaduras” ou o“frio” das alterações de mercado ou as estruturais, com • excluir para já a chamada internacionalização aconsequências nefastas ou irreparáveis. que se refere Guia do Exportador, pelo menosNo entanto, esta pele tem também uma capacidade enquanto não tiver já concretizado ações deexcecional de cicatrização e renovação, e por isso exportação com sucesso …fundamental para as necessidades e desafios que o paístem pela frente. • procurar concretizar a exportação direta por via da partilha de recursos humanos e financeiros, comProcurando orientar o caminho da exportação a outras micro e pequenas empresa, do mesmoAICEP, Agência de Investimento e Comercio Externo setor ou complementares, seja sob a forma dede Portugal, dispõe de um Guia do Exportador, que sociedades, agrupamentos ou associações…coop 16
  16. 16. tema da capa • conseguir a exportação indireta por via de con- tatos com operadores nacionais com experiência na exportação e de mercados externos…Portanto, ganhar a experiência, viver ações concretas de “ ... Necessitamos deexportação, permitirá às micro e pequenas empresas: bons exemplos que nos indiquem o caminho... será você um deles?” • conhecer as fases de todo um processo, • compreender as exigências de outros mercados, • as formalidades requeridas, • as normas aplicáveis, • a logística necessária, Simples, compacto, fácil de implementar, fácil de • …. fiscalizar, resultados anuais… contrapartidas anuais, e no próximo ano procura-se conseguir os melhoresTodos temos de percorrer este caminho, a última vez resultados na exportação…porque também se obtém aque o fizemos foi quando dos descobrimentos… já melhor vantagem nos impostos.lá vão 500 anos…e com sucesso, podemos fazê-lo Este modelo de incentivos, tem tido aplicação práticaoutra vez. em outros países em desenvolvimento, inclusive o Brasil, e com êxito palpável, pois é possível incentivar todos osNo entanto, poderia ser mais fácil para as MPE se nacionais a procurar o destino para exportação dosos apoios e incentivos não fossem tão burocráticos, produtos fabricados no país, incluindo os estrangeirostraumáticos até…pelo que o recurso a tais pretensos que ali investem para produzir e exportar para o país deapoios é efetuada por médias e grandes empresas já origem, com quase total ou quase total isenção de IRC.com presença em mercados externos…com meios eorganização no terreno…que utilizam os apoios como Um simples incentivo fiscal é assim uma enormeuma forma de reduzir custos de uma opção estratégica alavanca para o investimento, para o emprego, para aque teria sempre de ocorrer para poderem crescer… produção, para o superavit da balança comercial, paranunca numa ótica de sobrevivência como o que sucede a redução do endividamento face ao exterior, para ocom as micro e as pequenas empresas. aumento de outras receitas fiscais por via do consumoTendo em consideração as limitações das micro interno, para a anulação do deficit do orçamento dee pequenas empresas, os apoios ou incentivos à estado….exportação têm também de ser simples, as formalidadesnão podem absorver recursos, o prémio pela As micro e pequenas empresas, diretamente ouconcretização de exportação tem de ser direto, fácil, indiretamente, nem que seja por fornecer os quealiciante para quem conseguir atingir tal objetivo, de conseguem exportar, vão beneficiar de todo o efeitoforma direta ou indireta, pelos seus próprios meios ou induzido pela exportação, e por esta via é possívelpor intermediário. garantir uma melhor distribuição da riqueza gerada, uma maior sustentabilidade e uma maior competitividadeNo mundo há numerosos exemplos de incentivos com futura, com trabalho e inovação.esta natureza, mas o mais emblemático, porque comsucesso indiscutível, temos a China, a qual é desde Neste contexto de alarme nacional, não podemos deixarOutubro de 2010 o maior exportador mundial, data em de acarinhar e valorizar aqueles que são capazes de terque ultrapassou a Alemanha. iniciativa, os que têm coragem de assumir a exposiçãoNão foram ou são só os custos de produção suportados ao risco, espécie quase em extinção porque nãoartificialmente pelo estado que têm sustentado tal êxito, reconhecida, porque não valorizada por quase todosoutro principal incentivo foi o atribuído à exportação, aqueles que, no conforto da sua situação pessoal ousob a forma de prémio atribuído pela sua concretização. profissional, com pretensos direitos adquiridos numaAssim, a isenção fiscal em IRC é proporcional à sociedade sem sustento, pensam que estão a salvo dopercentagem de exportação no total das vendas, ou cancro de que a nossa sociedade enferma.seja, exportou 40% das vendas totais…então a taxa deIRC é reduzida em 40%... se exportar 100%... então tem Necessitamos de bons exemplos que nos indiquem oisenção total de IRC. caminho…será você um deles? coop 17
  17. 17. entrevista Contudo, uma maioria de empresas continuam inseridas num modelo de competitividade baseado em produtos de baixa gama e de baixo valor acrescentado, mão de obra pouco qualificada, escassa orientação para os mercados e focalização nas atividades produtivas com grandes limitações tecnológicas. Existe necessidade de incrementar uma alteração dos perfis produtivos das empresas. Estes devem estar direcionados para a produção de bens e serviços transacionáveis e valorizáveis nos mercados externos. É um princípio que constituirá a prioridade do plano de ações da AIP, com o desenvolvimento de um trabalho próximo e conjunto com as empresas. O modelo empresarial que tem sido preconizado recentemente é o das empresas que utilizam grandes tecnologias, aliadas à investigação e desenvolvimentoDr. José Eduardo Carvalho tanto de processos como de produtos. Neste contexto que recomendações faria a uma PME que desenvolvePresidente da Direção uma atividade tradicional nesta região? (p. ex. transformação de carnes, produtos lácteos, ...)da Associação Industrial Portuguesa/ Câmara de Comércio e Indústria A investigação e o desenvolvimento tecnológico são fatores chave para gerar a Inovação nas empresas e consequentemente aumenta de forma significativa valor acrescentado e a competitividade. As PME podem beneficiar em muito das estratégias de Inovação. Para“a...qualificação do emprego, criação àe COOPETIR... promover a levando isso devem apostar em 3 tipos diferentes de Inovação:criação de riquezae ao desenvolvimento • Inovação de Processo: As PME devem identificar aode cada uma das regiões. ” longo de todo o processo de produção as vantagens de organização de forma inovadora dos processos produtivos, potenciando mais valor acrescentado em determinados ciclos do processo produtivo. Considerando o atual cenário económico- • Inovação de Produto: Aqui a PME deve perceberfinanceiro e de constante incerteza quanto ao se é vantagem competitiva a melhoria do designfuturo, que recomendações faria a um empresário e qualidade dos seus produtos, como 2 fatoresdesta região? críticos para aumentar o valor acrescentado no setor de atividade da empresa.Apesar de atualmente estarmos a viver um dos mais • Inovação de Novos Mercados: os mesmos produtos,complexos cenários económicos, para o qual muito com alguma adaptação, poderão ser vendidos emcontribuiu o crescimento extremamente baixo da novos mercados, salientando aqui o potencialeconomia portuguesa na última década, também de exportação de produtos tradicionais para osocorreram transformações positivas no perfil produtivo mercados internacionais.nacional. A cadeia de valor é mais elevada, o investimentoprivado em I&D é maior do que no setor público; as Uma estratégia combinada de Inovação podemarcas e patentes tiveram uma evolução muito positiva; permitir às empresas desses setores (ex. uma PME deevoluiu também – embora não tanto como se desejaria transformação de carnes com ênfase na Inovação de- a relação entre a universidade e as empresas; a cadeia Processo e Produto, e uma PME de produtos lácteosde valor em alguns setores ditos tradicionais situa-se em apostando na inovação de processos e de mercados)patamares mais elevados. aumentar as suas vantagens competitivas e conquistarcoop 18
  18. 18. Entrevistanovos patamares de produtividade. Consciente desta em domínios como o da inovação, internacionalização,importância, a AIP na reestruturação organizacional integração de tecnologias, formação, financiamento…que está a ser implementada, criou um departamento contribui para uma melhoria em termos quantitativos ede inovação e desenvolvimento tecnológico, que irá qualitativos a produção de bens e serviços competitivostrabalhar para introduzir uma cultura de inovação nas em termos internacionais, o que no fundo constitui oempresas e na envolvente empresarial. grande problema da economia portuguesa. O setor das exportações tem sido apontado O COOPETIR é um projeto que envolve váriascomo base de sustentação e alavancagem para a associações empresariais, tendo uma abrangênciarecuperação e crescimento económico. Como é que territorial significativa. Em que medida este aumentoo tecido empresarial desta região poderá ganhar de escala de intervenção, feito numa lógica deescala para fazer face aos exigentes processos de cooperação, é adequado e contributivo para ointernacionalização? desenvolvimento regional?Aumentar as exportações tem de ser um objectivo A globalização muito tem contribuído para evidenciarprioritário para que a economia portuguesa possa as assimetrias existentes entre regiões.atingir níveis sustentados de crescimento económico. Atenta a esta realidade, a AIP tem assumido uma defesaNuma situação de crise como a que enfrentamos este de que as Associações Empresariais são importantesobjetivo ganha maior relevância. Com um mercado instrumentos de desenvolvimento regional, ao mesmointerno de pequena dimensão e em retração, muitas tempo que definiu, no seu Plano de Ações e Projetos deempresas só poderão crescer por via das exportações. 2011 a 2014, uma necessidade imediata de dinamizarNota-se que situações haverá em que este caminho não todas as formas de cooperação empresarial, compasse pelas vendas diretas para o exterior, mas através vista ao desenvolvimento de negócios, acréscimo dede vendas a empresas exportadoras ou no mercado competitividade, incremento de competências dedoméstico concorrendo com produtos estrangeiros. No gestão e redução de custos nas empresas, que possamfundo, o essencial é que as empresas produzam bens contribuir para a diminuição das assimetrias detetadas,ou prestem serviços transacionáveis competitivos nos com a melhoria do desempenho das empresas.mercados. Um programa como o COOPETIR, que reúne osNos processos de internacionalização, cada empresa é esforços de 4 Associações Empresariais, que atuamum caso em si mesmo. O essencial é a empresa começar em espaços territoriais regionais com similitudespor reconhecer se produz ou pode produzir produtos sociais e empresariais, onde negativamente os efeitossuscetíveis de concorrer neste ou naquele mercado. Há das assimetrias regionais mais têm sido notórios,várias entidades públicas e privadas, nomeadamente vem permitir um reforço das interações intra e inter-Associações Empresariais, que poderão apoiar as regiões. Só este tipo de ações em cooperação podeempresas no desenvolvimento destas ações. impulsionar o desenvolvimento desejado do território,Os processos de internacionalização têm naturalmente potenciando as suas especificidades locais e os seusdificuldades, mas é possível ter êxito como o prova o recursos endógenos, reduzindo o impacto das suasfacto de na região do NERCAB existirem excelentes conhecidas fragilidades periféricas. Essa mesmaempresas a trabalhar num contexto internacional. condição periférica que tem provocado diminuições ao nível do desempenho económico, contribuindo para a desertificação e para o envelhecimento da população, e De que forma a AIP poderá apoiar as empresas que conduziu a um afastamento destas 4 regiões face àportuguesas a ultrapassar a atual conjuntura? centralidades dos mercados. Revela-se da mais elementar pertinência um projetoEssencialmente por duas vias. Por um lado, enquanto suprarregional que fomente a competitividade, aoentidade representativa ao nível empresarial, pugnando alavancar iniciativas empresariais e novos projetospara que o atual processo de ajustamento económico, de investimentos de empresas, ao contribuir paraem plena crise financeira e económica tenha em conta o redimensionando da estrutura empresarial, aoa realidade empresarial e o insubstituível contributo das promover a criação e a qualificação do emprego,empresas para o regular funcionamento da economia. levando à criação de riqueza e ao desenvolvimento dePor outro lado, através de várias das suas atividades cada uma das regiões. coop 19
  19. 19. Nota de aberturacoop 20
  20. 20. empresaFábricas Lusitana,57 anos a Inovar para o Consumidor. O segredo da farinha Empresa QualidadeAs Fábricas Lusitana Produtos Alimentares, S.A., A preocupação com a qualidade dos produtos levoufundadas em 1924, estão situadas em Alcains, no distrito a que, em 1996, as Fábricas Lusitana obtivessem ade Castelo Branco, onde representam um importante Certificação do seu Sistema de Gestão da Qualidade,núcleo de desenvolvimento daquela região. tendo sido a primeira moagem certificada em Portugal.Desde a sua origem que a empresa está ligada à Atualmente, o Sistema de Gestão da Qualidade de acordo comprodução e comercialização das conhecidas marcas a norma NP EN ISSO 9001: 2008, encontra--se implementadoBranca de Neve e Espiga. e certificado no âmbito da produção de farinhas de trigo paraA utilização das mais modernas tecnologias a par de usos domésticos e industriais, produção de preparados emuma gestão profissional, tem feito com que a empresa pó para usos culinários, desenvolvimento e comercializaçãode capital 100% português, tenha sabido responder aos de especiarias, óleos azeites e vinagre.contínuos desafios do mercado, mantendo a liderançaem vários dos segmentos em que está presente com assuas diversas gamas de produtos. Inovação nas marcas Espiga e Branca de NeveQualidade, inovação e uma ligação estreita aosconsumidores, são os principais vetores das marcas desta A componente inovação, foi desde 1954, ano doempresa e as bases de toda a sua estratégia comercial. lançamento da farinha Branca de Neve – na altura a única coop 21
  21. 21. empresatipo self raising, isto é, já com fermento incorporado –um dos pontos estratégicos da empresa. Ainda hoje,a sua fórmula exclusiva, confere características únicasaos pratos que com ela são confecionados. Quem usaBranca de Neve reconhece a diferença!O lançamento de produtos de forte valor acrescentadopara o consumidor tem-se consubstanciado noalargamento de diversificadas gamas: para além dasfarinhas de trigo, as marcas Branca de Neve e Espigasão marcas “umbrella” com linhas de produtos que a farinha, sêmola e amido de milho; pão ralado clássicotodo o momento procuram responder às exigências e e com ervas aromáticas; um preparado para polme;alterações nos hábitos alimentares do consumidor. chocolate em pó e uma alargada gama de especiarias. Sob a marca Branca de Neve e desde a sua origem, estão Em 2010 a marca fez a sua aposta no mercado de azeitesas farinhas de trigo Fina, Super-Fina e Flor. Mais tarde, e óleos alimentares, em que se inclui um inovador efoi lançada uma diversificada gama de preparados para prático spray para untar. Uma linha de quatro variedadesBolos, Scones e Crepes e recentemente são já seis as de farinhas para o fabrico de pão caseiro, é o mais recentevariedades de farinhas preparadas para o fabrico de pão lançamento desta marca que arriscamos afirmar, existecaseiro em máquina ou segundo o método tradicional. em todas as cozinhas portuguesas!A marca Espiga possui uma extensa gama de produtos Espiga, renova o prazer de cozinhar com produtos queque abarcam todo o universo culinário: farinhas de trigo; facilitam as tarefas mais demoradas! E-mercearia , produtos portugueses em todo o mundo“Tornar Portugal Maior”, fazendo chegar os produtos A garantia de qualidade dos produtos, assim como umBranca de Neve ou Espiga a qualquer parte do planeta exemplar serviço de entregas ”porta a porta” disponívelem que haja um dos seus consumidores, foi o mais para todo o mundo, tem-se revelado fundamentaisrecente desafio desta empresa que em tantos mercados para o sucesso deste projeto que conta já com algunstem sido inovadora e pioneira. milhares de clientes em Portugal e no estrangeiro.Respondendo a inúmeras solicitações do chamado Num futuro próximo, prevê-se o alargamento da insígnia“mercado da saudade”, de muitos portugueses espalhados a outros parceiros, permitindo assim que produtospelo mundo e ainda de consumidores sem ligação afetiva portugueses da melhor qualidade sejam distribuídosa Portugal ,mas que procuram produtos de qualidade, as em qualquer parte do mundo.Fábricas Lusitana criaram a insígnia e-mercearia. Constitui Branca de Neve e Espiga são duas marcas portuguesasa primeira loja on-line a disponibilizar as gamas completas que, mantendo intactos valores como genuinidadedas marcas Branca de Neve e Espiga assim como produtos e tradição, tem sabido compreender a evolução doexclusivos, aos consumidores que fazem as suas compras mercado e tirar partido das novas tecnologias. Estandovia internet. (www.e-mercearia.com) sempre atentas aos novos comportamentos e novos hábitos dos consumidores, as Fábricas Lusitana têm conseguido manter a sua posição e relevância num mercado fortemente concorrencial e sujeito a regras que só os mais aptos são capazes de acompanhar.coop 22
  22. 22. empresaCurtumes Fabrício, SAA Curtumes Fabrício, SA, sedeada em Vila Verde, concelhode Seia, é uma das mais antigas fábricas de curtumes dePortugal, remontando a sua origem a 1947. A elevadacapacidade de inovação e o constante trabalho juntodos seus clientes leva a que a Curtumes Fabrício, SA, sejauma referência ao nível das peles de alta qualidade paravestuário e calçado, com crescentes solicitações porparte de algumas das melhores empresas de Portugal,Espanha, França e Itália.Escutar os clientes, colaborar com eles e ir de encontroaos seus desejos tem sido a alavanca que nos tempermitido melhorar e inovar constantemente. Concebere executar cores diferentes já não basta.No mundo fortemente competitivo da alta moda énecessário saber acrescentar valor a cada peça, valorcom que a Curtumes Fabrício, SA, presenteia os seusclientes com a constante apresentação de novosconceitos e novas características dos seus produtos.As peles para certas peças têm que ter característicasde toque, peso, espessura e brilho que, de formaharmoniosa, devam contribuir para criar valor nas peçasúnicas que alguns dos nossos clientes criam.De peça para peça podem variar as necessidades decaracterísticas que cada pele deve ter. Podemos ter nacoleção de um cliente peles extremamente leves, detoque suave, brilhantes e de espessura reduzida e peçasque exigem peles pesadas, grossas, toque rugoso epouco brilhantes.A criatividade dos nossos clientes obriga-nos a pensarcom e como eles. É esta criatividade, juntamente com aconstante vontade em aceitar desafios, que faz evoluiros nossos produtos, tanto na área da confeção como nado calçado e marroquinaria.É grato ver que hoje não há praticamente nenhumapassagem de modelos de alto nível que não incluaalgumas das nossas últimas inovações, lado a lado comalguns dos nossos artigos clássicos de alta qualidade.A empresa começou há anos o seu processo deinternacionalização, investindo no entanto mais nainternacionalização pela via das compras que pela viadas vendas. O volume de vendas para o exterior ronda coop 23
  23. 23. empresaos 35 por cento do volume de negócios. Valores que, um ciclo de produção muito longo e uma vasta gamatêm paulatinamente vindo a progredir. de produtos e mercados, dado que trabalha tanto com clientes dos setores de vestuário como calçado eNo que toca ao processo de compras de peles em bruto encadernação e principalmente por trabalhar com modaou semiacabadas nas várias fases do processo, o “know- que exige uma resposta rápida e elevada capacidadehow“ adquirido ao longo dos anos e o processo de de inovação e adaptação, a componente compras écompras implementado, verdadeiramente globalizado, fundamental, obrigando a manter stocks elevados. Casotem permitido à empresa controlar o processo de fabrico contrário, não conseguiria responder em tempo útil àsde produtos semiacabados em países com boas relações diversas solicitações dos diversos mercados.qualidade/preço, tendo, portanto, apostado numavertente de internacionalização diferente do habitual. É importante frisar que uma pele na melhor das hipóteses demora dois meses entre o momento emNa prática, atualmente mais de 95 por cento das peles que é retirada do matadouro e o momento em que éusadas na Curtumes Fabrício, Lda, são compradas no vendida para fazer, por exemplo, um sapato, sendoexterior nos mais diversos países (dez no total), sendo uma normalmente este prazo mais do dobro, já que a maiorboa parte delas adquiridas a fornecedores, cujo processo parte destas peles são como referido anteriormentede fabrico e qualidade de produto foi controlado por parcialmente transformadas noutros países e demorampessoal qualificado enviado pela Curtumes Fabrício, SA. 5 a 6 semanas a chegar de barco.Internacionalizar deve ser entendido como um processo Muito haverá por fazer em relação ao seu processo deprogressivo, sendo normalmente confundido com internacionalização e muito será feito nos próximosvendas ao exterior ou exportações quando essa é uma anos. A empresa terá que incrementar fortemente aspequena componente do processo global. Hoje, a suas vendas no exterior que hoje acontecem de formaCurtumes Fabrício exporta regularmente para mais de algo incipiente, terá que apostar em novos mercadosuma dezena de países e domina a logística associada e manter o esforço de inovação que a caracteriza ea este processo, logística mais vasta que os meros diferencia e irá acrescentar alguns novos fornecedores,transportes, já que as questões aduaneiras, bancárias sendo alguns inclusivamente de novas origens.e de licenciamento podem, se descuradas, causarenormes prejuízos a uma empresa, pondo em causa Quem manda é o cliente e no caso do nosso clientetodo o processo de exportação e, em última instância, habitual quem manda é a moda, pelo que teremos quea sobrevivência da própria empresa. O mesmo se estar sempre atentos, preparados e, se possível, tentarverifica em relação às importações que implicam um fazer alguma antecipação como temos conseguidoconhecimento profundo da logística associada. fazer nalguns casos. Caso contrário, a moda fortuita, como é, passa e nós perdemos a hipótese de produzir eNuma empresa como a Curtumes Fabrício, que tem vender com as amargas consequências que tal implica.coop 24
  24. 24. empresaQuinta do MourãoAs cinco quintas que hoje fazem parte da empresa “Mário Braga, herdeiros”As cinco quintas que hoje fazem parte da empresa vinhas, na constituição e manutenção de stocks“Mário Braga, herdeiros” foram adquiridas por Mário de vinhos velhos, na restauração de imóveis (casasBraga em 1972. Após uma primeira experiência agrícola de habitação, armazéns, adega) e, obviamente, naem terras alentejanas, as origens falaram mais alto e este produção de vinhos generosos destinados, na suaportuense de gema deixou-se seduzir pelo Douro e pelo maioria, à venda a granel para as grandes casasseu vinho. exportadoras, que nunca prescindiram da qualidade dos vinhos desta empresa familiar.A ação de Mário Braga, durante os vinte e sete anosem que esteve à frente da sua empresa agrícola, Após a morte de Mário Braga, em 1999, iniciou-se umacentrou-se na reconversão e plantação de novas nova fase. A família envolveu-se na continuidade da coop 25
  25. 25. empresatradição, mas delineou um novo projeto centrado nacriação de marcas próprias de vinhos engarrafados -Rio Bom (vinhos de mesa, o primeiro DO Douro é feitoem 2001) e S. Leonardo (vinhos tawny e Vintage, oprimeiro dos quais é criado em 2000).Coube a MiguelBraga gerir este novo desafio familiar.Entrar nesta nova fase pressupôs uma necessáriamodernização das instalações e, assim, em 2002, foiinaugurada uma adega, construída de raiz e de acordocom as exigências inerentes ao novo projeto da “MárioBraga, herdeiros”.O percurso iniciado em 2000, com a renovação daempresa, tem-se revelado difícil mas igualmentegratificante e promissor. Algumas datas constituemsímbolos deste esforço de modernização e deafirmação nos mercados nacional e estrangeiro. Assim,em 2003, são lançados os primeiros vinhos tawny’s10, 20, 30 e 40 anos, bem como o Vintage 2000 e o RioBom Colheita e Reserva 2001; em 2004, é realizada aprimeira apresentação pública dos vinhos em Portugal,ao mesmo tempo que é feito o primeiro Cuvée MárioBraga, com uma casta de cada quinta; em 2004,exportam-se as primeiras garrafas; em 2005, procede-se ao engarrafamento do primeiro monovarietal –Touriga Franca 2003; em 2006, obtém-se a certificaçãoISSO 9001-2000; em 2007, nasce o segundo Vintage e,em 2009, o terceiro Vintage.Mas a história recente da “Mário Braga, herdeiros”não se faz apenas de datas. Desde 2000 que foramreconvertidos 30 hectares de vinha, num esforço deconstante modernização, de respeito pela terra epela tradição, de respeito pelo património agrícolae cultural e de manutenção da qualidade. Tambémo investimento nos mercados externos se temintensificado: 95% do vinho engarrafado é vendidofora de Portugal.O futuro, nesta época de incertezas e dedesafios aliciantes, passa pela consolidação dainternacionalização da marca e pela manutenção daqualidade, aliando tradição e inovação. ... Desde 2000 que foram reconvertidos 30 hectares de vinha num esforço de constante modernização ... ”coop 26
  26. 26. Tecnologia e Inovação empresaao serviço do Turismo viço da comunicação no setor do Turismo. A criatividade e a imaginação são as principais armas deste conjunto de soluções que criam uma imagem moderna, atrativa e ape- lativa para dinamizar o Turismo em todas as suas verten- tes. Vítor Pereira, diretor da empresa Conteúdo Chave Lda., promotora do projeto, acredita que as ferramentas apre-Lançado em novembro o projeto Welcome Portugal apre- sentadas pelo Welcome Portugal são incontornáveis parasenta serviços inovadores, colocando a tecnologia ao ser- fazer crescer um dos setores chave no nosso país. www.welcomeportugal.org O que é Welcome Portugal? Como está a decorrer a adesão à Central deWelcome Portugal é uma marca criada pela empresa Reservas de Turismo Rural (Welcome Rural)?Conteúdo Chave Lda. Trata-se de uma plataforma de Surpreendeu-nos pela positiva. Inicialmente nãoserviços, alguns com uma componente inovadora bastante pensávamos que alojamentos de tão elevada qualidadeacentuada, relacionados com o setor turístico no nosso aderissem tão rapidamente a uma central acabada depaís. Welcome Portugal é também um conceito sobre o chegar. Felizmente que muitos dos empresários que estãoqual vamos colocar ênfase para modernizar e alcançar a gerir alojamentos de turismo rural, perceberam o projetoa primeira linha da inovação e das novas ferramentas e decidiram participar. O facto de não existir qualquer custoao dispor do turismo, em toda sua transversalidade de adesão também contribuiu para esse bom arranque.característica. Por outras palavras, é como se fosse oFuturo a dar as boas vindas, a dizer “Welcome Portugal”. Como funciona a Central de Reservas?É um conceito novo de modernidade e inovação nas O funcionamento é bastante simples para o utilizadorferramentas, processos, organização e comunicação. normal, basta pesquisar por “destino”, data, número de quartos, etc. Também vão rodando diversos alojamentos Como surgiu a ideia de criar a plataforma pela página o que pode facilitar uma escolha mais direta.Welcome Portugal? Para os proprietários/administradores de alojamentos, oA Conteúdo Chave trabalha, desde 2008, no mercado sistema também é bastante amigável, existe um painelda comunicação e temos sido solicitados a produzir de controlo para inserirem os dados correspondentestrabalhos e a receber clientes com necessidades aos alojamentos, descrição dos quartos, preços,específicas na área do turismo. Também esteve envolvida disponibilidade, ofertas, etc. O Welcome Rural, permite quena organização de um Congresso Internacional em o parceiro faça a gestão total da casa, independentementeBragança, para o qual foi editada uma Revista em da origem das reservas, através do nosso sistema.formato impresso (Revista Welcome) e um website deinformação e dinamização de conteúdos relacionados Sobre os restantes serviços, quais são ascom o Nordeste Transmontano, o Welcome Nordeste. principais metas de cada um?Mais tarde estávamos a implementar uma Central de Muito em breve vamos lançar o Welcome Guides na suaReservas e procurávamos uma designação, foi então que vertente direcionada para o guia interativo com Realidadepensamos no conceito universal da palavra Welcome e Aumentada. Um serviço para smartphones, Iphone,foi só juntar os pontinhos com os restantes serviços que Android, BB e Nokia e que terá cobertura nacional.também são prestados pela nossa agência. Criamos um Também o Welcome Menu fará em breve a sua primeiraconceito, reunimos uma série de ferramentas orientadas “aparição” prática. O menu interativo para tablets, épara o sector turístico e lançamos a plataforma. a principal referência deste PONTO e estamos nesta altura a preparar a sua instalação demonstrativa em 4 Quais os serviços que estão ativos neste momento? restaurantes.Atualmente estão em pleno funcionamento o Welcome O Welcome Info é transversal a diversos setores, desdeNordeste e a Central de Reservas de Turismo Rural institucionais a particulares. Pretendemos dentro de(Welcome Rural). São serviços que já estavam a ser 2 meses, fazer a apresentação dos sistemas de displaypensados e desenvolvidos tecnologicamente há mais interativos com projetores, bem como a apresentaçãotempo e que bastou adaptar à nova imagem. da rede de Digital Signance para estabelecimentos coop 27
  27. 27. empresacomerciais. Também temos programado o lançamento recursos naturais, paisagens, infraestruturas, cultura,de alguns serviços para lojas específicas com a Realidade gastronomia, etc. Parece que falta arrojo e vontade aAumentada novamente em destaque. determinada franja de empresários e uma dispersão deO Welcome Gifts vai iniciar-se com um portal de vendas recursos por parte dos organismos governamentais eonline, pretendemos avançar com algumas parcerias estatais. Mas de uma forma geral temos a sensação depara proceder ao seu lançamento dentro de meio ano. que há vontade de mudar o estado de coisas, apesar deO Welcome Radio e Welcome TV, vão também começar a não termos sinais por parte do Governo Central, paraser desenvolvidos conteúdos de forma a alimentar estes este setor que se não é já a principal indústria mundial,dois serviços. não ficará muito longe.Como já referi, tínhamos estabelecido a meta de 1 anopara a implementação da plataforma Welcome Portugal Só a tecnologia é suficiente para dinamizar ona sua plenitude, mas deveremos conseguir reduzir esse turismo em Portugal? E no mundo?prazo para metade, o que significa que está a ser bem A tecnologia, de forma isolada, já não é o centro darecebido e a suscitar curiosidade no setor. inovação. Mas é um ponto de partida e de mudança de mentalidades. Existe tecnologia, uma mais acessível que O que é o Welcome LAB? outra, mas tem de existir modernidade na organizaçãoTrata-se de um novo conceito, paralelo e complementar ao das empresas e na forma de pensar as ofertas deWelcome Portugal e que vamos propor à comunidade, não serviços e produtos. A verdadeira inovação é compostaapenas científica, mas também empresarial e institucional. pelo processo, pelo produto e pelo método.O LAB será um laboratório de ideias e experiências, vaisuscitar discussão, estudo, e implementação de algumas No mundo estão a ocorrer muitas coisas em simultâneopropostas em modo demonstração ou teste. É o primeiro e o turista já é bombardeado por imensos estímulos quepasso para reavivar o interesse dos principais decisores o levam a fazer uma escolha. Temos de colocar os nossoseconómicos e administrativos pelo setor do turismo como produtos turísticos, sobretudo os ligados ao meio rural,um dos mais importantes para o nosso país. O tempo no meio desses estímulos. A tecnologia é, hoje em dia, ode recusar parcerias e cada um andar a experimentar e caminho para o conseguir.a implementar coisas de forma isolada tem de acabar.Há necessidade evidente de unir esforços e trabalhar em Então onde está a inovação atualmente?conjunto para a obtenção de resultados mais sólidos e Uma coisa que nunca vai deixar de ser inovadora é a menteevidentes. O nosso desejo é colocar a região transmontana humana e a criatividade. Enquanto existirem criativos,na vanguarda da inovação em turismo. haverá inovação. E a criatividade já não passa apenas pela invenção de um qualquer sistema tecnológico. Há Que objetivos esperam alcançar com toda esta determinada tecnologia que agora serve somente deplataforma de serviços ligados ao setor do turismo? base. Dou como exemplo a televisão ou o próprio jornalEsperamos, em primeiro lugar, sensibilizar o mundo em papel. Grandes invenções da humanidade.empresarial ligado ao setor, para algumas alternativasque podem contribuir para alavancar os negócios. Contudo, hoje ninguém se propõe a inovar inventando o papel ou o tubo de raios catódicos, era absurdo eNo mesmo patamar de importância esperamos unir os idiota. Onde continua a haver necessidade de inovar édiversos players na persecução do objetivo comum de nos conteúdos destas duas plataformas, nos métodosdinamizar a oferta e garantir retorno económico para de chegar a mensagem e os seus conteúdos a um maioras regiões, sobretudo para as mais débeis do interior número de pessoas, aumentando a audiência, gerandodo país. É urgente acabar com alguma atitude de costas riqueza. Quando falhar esse tipo de criatividade evoltadas entre instituições e empresas e tornar mais claras inovação, teremos um problema.as tarefas de cada um dos atores. Não podem continuara subsistir casos de concorrência entre organizações que Que serviços presta a Conteúdo Chave paradeviam ter papéis diferenciados. além desta plataforma Welcome Portugal? A Conteúdo Chave, é uma agência de comunicação Qual a situação de Portugal atualmente nesta área? integrada, transversal e relacional. Presta todos os serviçosA perceção que temos é de que Portugal tem que impliquem comunicar. Desde campanhas políticas e deum potencial absolutamente arrebatador. Temos marketing até à simples recuperação de Logos e Websites.coop 28
  28. 28. Nota de abertura coop 29
  29. 29. roteiroGeopark NaturtejoUnidos por NaturezaO Geopark Naturtejo da Meseta Meridional é o primeiro o Parque Natural do Tejo Internacional e Serra de S.Geoparque com o selo da UNESCO a surgir em Portugal, Mamede, aos sítios Rede Natura, às Important Bird Areas,integrado na rede Europeia e Global de Geoparks e tem destinos singulares de Natureza, 16 geomonumentosuma abordagem inteiramente inovadora no panorama que contextualizam 600 milhões de anos de dinâmicaturístico português. Este destino privilegiado de Turismo do Planeta, 4 Aldeias de Xisto, 2 Aldeias Históricas e 70de Natureza, em que se procura promover os laços de monumentos classificados, relatando uma unidadecomunhão entre a cultura e a paisagem, abrange o espaço milenar entre as infundidas práticas humanas e oterritorial dos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, ambiente inspirado até ao vasto e riquíssimo patrimónioNisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão. Na cultural que as pessoas que vivem neste territórioaparente monotonia da planura, quebrada apenas pelo transportam por iguais heranças, através dos usosagreste das suas montanhas residuais e pela profundidade costumes e tradições, que se refletem nas práticas dodos seus vales fluviais encaixados, o Geopark Naturtejo dia a dia na gastronomia, no artesanato, nos produtosconduz à descoberta da paisagem que caracteriza os regionais, na música, práticas religiosas, entre muitos4600 Km2 do seu território, todo ele classificado e ao qual outros eventos e acontecimentos ao longo do ciclo anual.se pretende agora estender o território de Portalegre, Uma unidade territorial tão vasta quanto diversificada nosna continuidade natural do Alto Alentejo que apenas o pontos de vista da evolução geológica e geomorfológicaconcelho de Nisa, até agora representava. Esta significativa das paisagens, da sua biodiversidade, da história, daárea territorial, no contexto nacional, faz sentido por sua sua arquitetura, tradições e costumes das suas gentes,vez estar integrada, no Turismo do Centro de Portugal e enriquece valores patrimoniais imateriais difundidos naTurismo do Alentejo, no Plano Estratégico Nacional de linguagem, nas artes na música. Um património que seTurismo e na Rede Europeia e Global de Geoparks sob os imiscuindo na cultura portuguesa contribuiu por miléniosauspícios da UNESCO. como nos dias de hoje, para o seu enriquecimento eO Geopark oferece no seu conjunto um vasto e riquíssimo difusão no mundo. São todos estes valores patrimoniaisPatrimónio Natural, Histórico e Cultural que vai desde que a Naturtejo, enquanto empresa intermunicipal decoop 30
  30. 30. roteiropromoção turística que dirige o Geopark Naturtejo, • Minas de Segura, em Idanha-a-Nova;procura hoje dar a conhecer na Europa e no Mundo, • Miradouro Geomorfológico de Corgas,através da integração do território na Rede Europeia e em Proença-a-Nova;Global de Geoparques da UNESCO.Este conceito de Geopark, mais do que a classificação • Monte-ilha de Monsanto, em Idanha-a-Novapatrimonial da área que o caracteriza, com limites bem • Falha do Ponsul, em Nisa, Vila Velha de Ródão,definidos, é sobretudo um projeto de desenvolvimen- Castelo Branco e Idanha-a-Nova;to sustentável, tendo por base o seu património de • Troncos Fósseis de Vila Velha de Ródão;excelência, de grande relevância internacional, paracriar riqueza, influenciar o PIB do território, criar em- • Meandros do Rio Zêzere, em Oleiros;prego líquido e garantir a preservação desse mesmo • Canhões Fluviais do Erges, em Idanha-a-Nova;património para as gerações futuras. Os geossítios quecaracterizam o Geopark, bem como a biodiversidade e • Cascatas da Fraga da Água d’Alta, em Oleiros;o património histórico-cultural, são assim valores que • Monumento Natural das Portas do Ródão,se pretendem preservados com a ação das populações, em Vila velha de Ródão e Nisa;acarinhando e preservando o que de mais genuíno e • Formas Graníticas da Gardunha, em Castelo Branco;autêntico possuem. Objetivos como o desenvolvimentosustentado, qualificação, a conservação e desenvolvi- • Blocos Pedunculados de Arez, em Nisa;mento científico, a educação, explorando métodos de • Complexo Mineiro de Monforte da Beira,excelência e organizando atividades para o público, em Castelo Branco;comunicando o conhecimento e a prática de concei- • Mina de Ouro do Conhal do Arneiro, em Nisa.tos ambientais e culturais, são assim os alicerces fun-damentais na definição abrangente de Geopark, clara- As rotas pelo Geopark, desenvolvidas pela Naturtejomente definidos e obrigatoriamente desenvolvidos pela expoente do Turismo de Natureza no Centro de Portugalgestão destes territórios. convidam à descoberta dos dezasseis geossítios oSendo este conceito de Turismo de Natureza ainda ar puro, os aromas silvestres, os sons da natureza e amuito recente em Portugal, importa explicá-lo à luz das cultura milenar que tranquilizam o corpo e a mente.políticas mais recentes das Nações Unidas, no âmbito da Estas convidam a passear de barco pelo rio Tejo esustentabilidade ambiental e económica e do respeito seus afluentes, entrar pelas Portas de Ródão e do Valepelas raízes culturais, por forma a responsabilizar, com Mourão, visitar o Parque Natural do Tejo Internacionala sua intervenção cívica, as organizações nacionais e e de S. Mamede, surpreendendo-se com os abutres,internacionais e a população em geral. as cegonhas negras e as águias imperiais, os coloridosOs locais em que o fenómeno geológico se manifesta de abelharucos, os rouxinóis a cantar, os morcegos, osforma mais exuberante são os denominados geossítios, veados na brama e a vegetação a florescer. O viajantetendo sido identificados 16 no Geopark Naturtejo: terá oportunidade de viajar no tempo através dos icnofósseis de Penha Garcia, por Monsanto, a aldeia • Parque Icnológico de Penha Garcia, mais portuguesa, pela outrora cidade romana e em Idanha-a-Nova; visigótica da Egitânea podendo ainda descobrir os • Portas de Almourão, em Proença-a-Nova / espetaculares castelos e comendas dos Templários, Vila Velha de Ródão; deambulando pelos meandros dos rios Zêzere, Ponsul, • Garganta do Rio Zêzere, em Oleiros; Erges, Sever e Ocreza, das ribeiras de Oleiros e Aravil, garimpando ouro entre conhais de exploração mineira romana. A animação está garantida 365 dias, entre os programas de SPAS e Termas, festas e feiras medievais, de saberes e sabores, com passeios de burro, de BTT, de para-quedas, de avião e a pé, por percursos ancestrais, com as marcas das invasões francesas e outras, que passaram e aqui marcaram a sua tragédia. No Geopark Naturtejo, as rotas e os programas convidam a viver emoções e experiências vibrantes, em empreendimentos hoteleiros únicos. coop 31
  31. 31. SUGESTÃO DE ROTAPELO GEOPARK NATURTEJOPROGRAMA PARA 5 DIAS/4 NOITES 13h00 . Almoço em Restaurante 15h00 . Visita à cidade de Castelo Branco: Jardim do Paço Episcopal, Museu Carga-1º DIA leiro, MuseuTavares Proença Júnior, CasteloTemplário e ruas do Centro Histórico Check in na Unidade Hoteleira 20h00 . Jantar14h30 . Realização do percurso pedestre Rota dos Fósseis, na aldeia típica de Alojamento Penha Garcia (Idanha-a-Nova), com passagem pelo pelourinho, pelas ruínas do castelo templário, pelo Complexo de Moinhos de Rodízio e pelo 4º DIA Parque Icológico, onde se podem ver os icnofósseis de trilobite. Pequeno-almoço na Unidade Hoteleira20h00 . Jantar 09h30 . Visita ao Centro de Ciência Viva da Floresta em Proença-a-Nova Alojamento 11h00 . Passagem pelo geossítio Portas de Almourão (miradouro): possibili- dade de observação de avifauna selvagem2º DIA 12h00 . Almoço em Restaurante Pequeno-almoço na Unidade Hoteleira 14h00 . Passeio de barco no rio Tejo pelo Monumento Natural das Portas10h00 . Visita à Aldeia Histórica de Monsanto e ao geomonumento Inselberge de Ródão: possibilidade de observação de avifauna selvagem e realização Granítico de Monsanto, através do percurso pedestre PR5 – Rota dos de parte do percurso pedestre PR4 Trilhos do Conhal, para observação do Barrocais: passando pelos Penedos Juntos, Capela Românica de S. Miguel geomonumento Mina de Ouro do Conhal do Arneiro, em Nisa. (séc.XII), ruínas do Castelo Templário, Torre de Lucano que exibe o seu galo Prova de queijo de Nisa, premiado nos EUA de prata, premiada em 1938 como aldeia mais portuguesa de Portugal, 20h00 . Jantar Pólo da Gastronomia e pelas ruas típicas de Monsanto. Alojamento13h00 . Almoço em Restaurante15h00 . Visita à Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha: Sé Catedral, Cerca 5º DIA Muralhada e Lagar Tradicional de Varas Pequeno-almoço na Unidade Hoteleira16h30 . Visita ao Complexo de Lagares de Proença-a-Velha 10h00 . Realização do percurso pedestre GEO-Rota do Orvalho (Oleiros) que20h00 . Jantar passa por um dos mais belos geossítios do Geopark Naturtejo, a Cascata Alojamento da Fraga de Água D’Alta. 13h00 . Almoço pic-nic, durante o percurso3º DIA FIM DO PROGRAMA Pequeno-almoço na Unidade Hoteleira10h00 . Realização do percurso pedestre na Aldeia do Xisto de Martim Branco Observações: O programa poderá ser ajustado às preferências do cliente; (Castelo Branco), circular (aproximadamente 5 km), com bastante Para mais informações, sobre os detalhes do programa, preços ou interessante do ponto de vista cultural (casas típicas de xisto, forno Unidades Hoteleiras disponíveis, contacte: comunitário, complexo de moinhos ao longo do rio), bem como do ponto de vista natural, pois o trilho acompanha uma linha de água com Naturtejo – Empresa de Turismo, EIM cascatas e flora autóctene. Telf. 272 320 176 | Email: geral@naturtejo.comcoop 32
  32. 32. Nota de abertura coop 33

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