M E L H O R G E S T Ã O M E L H O R E N S I N OS Ô N I A G A B A L D OS Ô N I A R E G I N AS Ô N I A M A R I AL U C A SV A...
TEXTO “PAUSA”MOACYR SCLIARSérie: 9º ano E.F.Tipologia textual:NarraçãoGênero: Crônica
Ativamento de conhecimento prévio:Hoje vamos trabalhar um novogênero.Alguém sabe o que é uma crônica?O que é uma pausa?...
 E essas imagens? Que mensagens elas transmitem?
Texto “Pausa” Moacyr Scliar Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, feza barba ...
• - Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? - Estou compressa, seu Raul! – atalhou Samuel.• - E...
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por umíndio montado a cavalo. No quarto abafado res...
• DESENVOLVENDO OS CONHECIMENTOSLINGUÍSTICOS: GRAMATICAL, SEMÂNTICO ,DISCURSIVO, PRAGMÁTICO E TEXTUAL• O que você entende ...
Faça uma relação das imagensacima com o texto lido.Encontre no texto trechos quese relacione com o tema.No trecho “ Olh...
 “Às sete horas o despertador tocou. Samuelsaltou da cama, correu para o banheiro, fez abarba e lavou-se. Vestiu-se rapid...
Uma vida não basta ser vivida. Ela precisaser sonhada.Mario QuintanaO silêncio é o espaço que envolve toda a açãoe vida em...
 Os pensamentos e as imagens relacionam-se comsituações vividas no dia a dia. O personagem Samuelé protagonista desse con...
 PAUSA - MÁRIO QUINTANAQuando pouso os óculos sobre a mesa para uma pausa naleitura de coisas feitas, ou na feitura de mi...
E paira no ar o eterno mistério dessa necessidade darecriação das coisas em imagens, para terem mais vida, eda vida em poe...
Socialização do texto.Faça uma comparação entre otexto Pausa de Moacyr Scliar, asimagens e o texto Pausa de MárioQuintan...
 BiBLIOGRAFIA: ROJO. R.H.R(2002) A concepção de leitor eProdutor de textos nos PCNshttp://tecopoetasonhador.blogspot.com...
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  1. 1. M E L H O R G E S T Ã O M E L H O R E N S I N OS Ô N I A G A B A L D OS Ô N I A R E G I N AS Ô N I A M A R I AL U C A SV A L D E N I RZ É L I ACONSTRUÇÃO DE UMASITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM
  2. 2. TEXTO “PAUSA”MOACYR SCLIARSérie: 9º ano E.F.Tipologia textual:NarraçãoGênero: Crônica
  3. 3. Ativamento de conhecimento prévio:Hoje vamos trabalhar um novogênero.Alguém sabe o que é uma crônica?O que é uma pausa?Se você ler um texto com o nome“Pausa”, consegue imaginar do quese trata?
  4. 4.  E essas imagens? Que mensagens elas transmitem?
  5. 5. Texto “Pausa” Moacyr Scliar Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, feza barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparandosanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando: - Vais sair de novo, Samuel? Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a frontecalva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém feita, deixava aindano rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura. - Todos os domingos tu sais cedo - observou a mulher com azedume na voz. - Temos muito trabalho no escritório – disse o marido, secamente. Ela olhou ossanduíches: - Por que não vens almoçar? - Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche. A mulher coçava a axilaesquerda. Antes que voltasse a carga, Samuel pegou o chapéu: - Volto de noite. As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro dagaragem. Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaçasatracadas. Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo dobraço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotelpequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves docarro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltronarasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé.
  6. 6. • - Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? - Estou compressa, seu Raul! – atalhou Samuel.• - Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. – estendeu a chave. Samuel subiuquatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheresgordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade.• - Aqui, meu bem! - uma gritou e riu: um cacarejo curto. Ofegante, Samuel entrou noquarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, umguarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d’água, sobre um tripé. Samuelcorreu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu cordae colocou-o na mesinha de cabeceira.• Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou ocasaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama comeu vorazmente quatrosanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos.• Dormir. Em pouco dormia. Lá embaixo a cidade começava a mover-se: os automóveisbuzinando, as jornaleiras gritando, os sons longínquos.• Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chãocarcomido.
  7. 7. Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por umíndio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa,nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se eresmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-sena cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com a lança.Esvaindo-se em sangue, molhado de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apitosoturno de um vapor. Depois, silêncio.• Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.• Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista. - Já vai, seu Isidoro?• - Já – disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio. - Atédomingo que vem, seu Isidoro – disse o gerente.• - Não sei se virei – respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.• - O senhor diz isto, mas volta sempre – observou o homem, rindo.• Samuel saiu.• Ao longo do cais guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastesrecortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.• Moacyr Scliar(http://w.michiganprevestibular.com.br/site/content/artigos/detalhe.php?artigo_id=17)
  8. 8. • DESENVOLVENDO OS CONHECIMENTOSLINGUÍSTICOS: GRAMATICAL, SEMÂNTICO ,DISCURSIVO, PRAGMÁTICO E TEXTUAL• O que você entende ao analisar o títuloPausa, após a leitura do texto?
  9. 9. Faça uma relação das imagensacima com o texto lido.Encontre no texto trechos quese relacione com o tema.No trecho “ Olhou para oslados e entrou furtivamente”,qual é o significado da palavragrifada no contexto.
  10. 10.  “Às sete horas o despertador tocou. Samuelsaltou da cama, correu para o banheiro, fez abarba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e semruído. Estava na cozinha, preparandosanduíches, quando a mulher apareceu,bocejando”: - Vais sair de novo, Samuel? Fez que sim com acabeça.” De acordo com a tipologia Narrativa, encontre oselementos que responda às questões: Tempo; Lugar onde se da a ação; Características das personagens (físicas epsicológicas).
  11. 11. Uma vida não basta ser vivida. Ela precisaser sonhada.Mario QuintanaO silêncio é o espaço que envolve toda a açãoe vida em comum.Dag Hammarkskjod
  12. 12.  Os pensamentos e as imagens relacionam-se comsituações vividas no dia a dia. O personagem Samuelé protagonista desse conflito. Comente assemelhanças dos pensamentos, das imagens e docomportamento de Samuel.
  13. 13.  PAUSA - MÁRIO QUINTANAQuando pouso os óculos sobre a mesa para uma pausa naleitura de coisas feitas, ou na feitura de minhas próprias coisas,surpreendo-me a indagar com que se parecem os óculos sobre amesa.Com algum inseto de grandes olhos e negras e longas pernas ouantenas?Com algum ciclista tombado?Não, nada disso me contenta ainda. Com que se parecemmesmo?E sinto que, enquanto eu não puder captar a sua implícitaimagem-poema, a inquietação perdurará.E, enquanto o meu Sancho Pança, cheio de si e de senso comum,declara ao meu Dom Quixote que uns óculos sobre a mesa, alémde parecerem apenas uns óculos sobre a mesa, são, de fato, umpar de óculos sobre a mesa, fico a pensar qual dos dois - DomQuixote ou Sancho - vive uma vida mais intensa e portanto maisverdadeira...
  14. 14. E paira no ar o eterno mistério dessa necessidade darecriação das coisas em imagens, para terem mais vida, eda vida em poesia, para ser mais vivida.Esse enigma, eu o passo a ti, pobre leitor.E agora?Por enquanto, ante a atual insolubilidade da coisa, só meresta citar o terrível dilema de Stechetti:"Io sonno un poeta o sonno un imbecile?"Alternativa, aliás, extensiva ao leitor de poesia...A verdade é que a minha atroz função não é resolver e simpropor enigmas, fazer o leitor pensar, e não pensar porele.E daí? - Mas o melhor - pondera-me, com a sua vozpausada, o meu Sancho Pança -, o melhor é repordepressa os óculos no nariz.
  15. 15. Socialização do texto.Faça uma comparação entre otexto Pausa de Moacyr Scliar, asimagens e o texto Pausa de MárioQuintana.Produza um texto dizendo em quevocê gostaria de dar uma pausa;Ilustre com um desenho a suacompreensão do texto.
  16. 16.  BiBLIOGRAFIA: ROJO. R.H.R(2002) A concepção de leitor eProdutor de textos nos PCNshttp://tecopoetasonhador.blogspot.com.br/2010/07/pausa-mario-quintana.htmlhttp://pensador.uol.com.br/autor/dag_hammarkskjod/http://w.michiganprevestibular.com.br/site/content/artigos/detalhe.php ?artigo_id=17)vídeo

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