PAUSAPausa em aparelhos Pausa digital
PAUSAPausa musical Pausa para o cafezinho
PAUSAPausa no trabalho Pausa em inglês
PAUSAPausa no trabalhoPausa no anúnciopublicitário
PAUSAPausa em frases Pausa em audiolivro
PAUSAUma das várias obras de Bansky. Umgrafiteiro, pintor, ativista político e diretorde cinema inglês. Sua arte de rua sa...
BIOGRAFIA – MOACYR SCLIAREscritor e médico, Moacyr Jaime Scliar nasceu no dia 23 de março de 1937, no bairro do Bom Fim, P...
PAUSA"Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltouda cama, correu para o banheiro, fez a barba elavou-se. Vestiu-se ra...
—Aqui, meu bem!—uma gritou, e riu: um cacarejo curto.Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave.Era um apo...
Procedimentos, estratégias e capacidades de leitura• Ativação de conhecimentos de mundoLeitura e análise de imagens•Anteci...
•Localização e/ou cópia de informaçõesOnde Samuel estava quando sua mulher apareceu?O que ele estava fazendo?Descreva fisi...
Capacidades de apreciação e réplica do leitor em relação ao texto•Recuperação do contexto de produção do textoRefletindo s...
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  1. 1. PAUSAPausa em aparelhos Pausa digital
  2. 2. PAUSAPausa musical Pausa para o cafezinho
  3. 3. PAUSAPausa no trabalho Pausa em inglês
  4. 4. PAUSAPausa no trabalhoPausa no anúnciopublicitário
  5. 5. PAUSAPausa em frases Pausa em audiolivro
  6. 6. PAUSAUma das várias obras de Bansky. Umgrafiteiro, pintor, ativista político e diretorde cinema inglês. Sua arte de rua satíricae subversiva combina o humor negro aografite.A espiral de Fibonacci pode ser usadopara representar uma pausa ecrescimento, precedendo expansão.
  7. 7. BIOGRAFIA – MOACYR SCLIAREscritor e médico, Moacyr Jaime Scliar nasceu no dia 23 de março de 1937, no bairro do Bom Fim, Porto Alegre, e faleceu nodia 27 de fevereiro de 2011, aos 73 anos de idade. Em toda sua vida trabalhou como médico e escritor e publicou cerca de 80livros.Moacyr Scliar era casado com Judith, com teve um único filho. Scliar era descendente de russos, seus pais eram da Bessarábia echegaram no Brasil em 1904. Scliar se formou em Medicina pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), tornou-se especialista em Saúde Pública, concluiu doutorado em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública.Em 1962, lançou o seu primeiro livro, “Histórias de médico em formação”, composto por contos inspirados em suas experiênciasde estudante. Em 1968, publicou “O carnaval dos animais”, sua primeira obra verdadeiramente literária.Dentre suas obras destacam-se “O Exército de um homem só”, “A estranha nação de Rafael Mendes” e “O centauro no jardim”.Escreveu artigos para os jornais Zero Hora e Folha de São Paulo. Foi eleito como membro da ABL (Academia Brasileira deLetras) no ano de 2003. Recebei o prêmio Jabuti três vezes.O primeiro prêmio Jabuti foi recebido em 1988, pela obra “O Olho Enigmático”; em 1993, recebeu o segundo, pela obra SonhosTropicais”, ambos na categoria melhor romance; e, em 2009, com a obra “Manual da Paixão Solitária”, na categoria de livro doano.Em 1980, já havia recebido o prêmio de literatura da APCA, pela obra “O Centauro no Jardim”. Em seus livros há sempre aabordagem de temas médicos, sociais e sobre o judaísmo no Brasil. Seus livros foram traduzidos para doze idiomas.Como médico alcançou destaque a partir de 1969, assumindo os cargos de chefe da equipe de Educação em Saúde da Secretariada Saúde do Rio Grande do Sul e como diretor do Departamento de Saúde Pública. Apesar de sua intensa atividade literária, eraum autor que escrevia muito, conseguiu encontrar tempo para cursar pós-graduação em medicina comunitária em Israel. Em2002, concluiu doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública, o título de sua tese foi “Da Bíblia àPsicanálise: Saúde, Doença e Medicina na Cultura Judaica”.A relatar a imigração judaica no Brasil, a obra “O Centauro no Jardim” foi considerado como um dos melhores livros sobre otema nos últimos tempos pelo National Yiddish Book Center. O escritor faleceu no dia 27 de fevereiro, no Hospital de Clínicasem Porto Alegre, vítima de um AVC (acidente vascular cerebral), o falecimento foi em decorrência de falência múltipla dosórgãos.Fonte:http://www.infoescola.com/biografias/moacyr-scliar/
  8. 8. PAUSA"Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltouda cama, correu para o banheiro, fez a barba elavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído.Estava na cozinha, preparandosanduíches, quando a mulherapareceu, bocejando:—Vais sair de novo, Samuel?Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha afronte calva; mas as sobrancelhas eramespessas, a barba, embora recém-feita, deixavaainda no rosto uma sombra azulada. O conjuntoera uma máscara escura.— Todos os domingos tu sais cedo — observou amulher com azedume na voz.— Temos muito trabalho no escritório — disse omarido, secamente.Ela olhou os sanduíches:—Por que não vens almoçar?— Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levoum lanche.A mulher coçava a axila esquerda. Antes quevoltasse à carga, Samuel pegou o chapéu:—Volto de noite.As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samueltirou o carro da garagem. Guiavavagarosamente, ao longo do cais, olhando osguindastes, as barcaças atracadas.Estacionou o carro numa travessa quieta. Com opacote de sanduíches debaixo dobraço, caminhou apressadamente duas quadras.Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo.Olhou para os lados e entrou furtivamente.Bateu com as chaves do carro nobalcão, acordando um homenzinho que dormiasentado numa poltrona rasgada. Era o gerente.Esfregando os olhos, pôs-se de pé.—Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje.Friozinho bom este, não é? Agente...—Estou com pressa, seu Raul! —atalhou Samuel.— Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. —Estendeu a chave.Samuel subiu quatro lanços de uma escadavacilante.Ao chegar ao último andar, duas mulheresgordas, de chambre floreado, olharam-no comcuriosidade:
  9. 9. —Aqui, meu bem!—uma gritou, e riu: um cacarejo curto.Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave.Era um aposento pequeno: uma cama de casal, umguarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheiadágua, sobre um tripé. Samuel correu as cortinasesfarrapadas, tirou do bolso um despertador deviagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido;com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou agravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatrosanduíches. Limpou os dedos no papel deembrulho, deitou-se e fechou os olhos.Dormir.Em pouco,dormia. Lá embaixo, a cidade começava amover-se: os automóveis buzinando, os jornaleirosgritando, os sons longínquos.Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculoluminoso no chão carcomido.Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planícieimensa, perseguido por índio montado a cavalo. Noquarto abafado ressoava o galope. No planalto datesta, nas colinas do ventre, no vale entre aspernas, corriam.Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tardesentiuuma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhosesbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com alança. Esvaindo-se em sangue, molhado desuor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito soturnode um vapor.Depois,silêncio.Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou dacama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-serapidamente e saiu.Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.—Já vai, seu Isidoro?— Já — disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiuo troco em silêncio.—Até domingo que vem,seu Isidoro —disse o gerente.—Não sei se virei—respondeu Samuel, olhando pela porta;a noite caía.— O senhor diz isto, mas volta sempre — observou ohomem, rindo.Samuel saiu.Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou, uminstante, ficou olhando os guindastes recortados contrao céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.“SCLIAR, Moacyr. In:BOSI, Alfredo. O conto brasileirocontemporâneo. São Paulo: Cutrix, 1997
  10. 10. Procedimentos, estratégias e capacidades de leitura• Ativação de conhecimentos de mundoLeitura e análise de imagens•Antecipação ou predição de conteúdos ou propriedades dos textosAnálise do título e da biografia do autorO autor era um médico. Como é a rotina de um médico?A causa de sua morte foi um AVC. Por que as pessoas morrem de AVCatualmente?Por que o título do texto é Pausa?•Checagem de hipótesesLeitura do texto
  11. 11. •Localização e/ou cópia de informaçõesOnde Samuel estava quando sua mulher apareceu?O que ele estava fazendo?Descreva fisicamente como era Samuel.Aonde Samuel disse que iria?Como Samuel dirigia seu carro e o que via pelo caminho?Aonde ele chegou? Como era o lugar?Quem Samuel encontrou no último andar?Como era o quarto em que Samuel entrou?O que Samuel fez depois de comer os lanches?Como foi o caminho de volta para casa?•Comparação de informações•Generalização•Produção de inferênciasComo você analisa os seguintes trechos: “observou a mulher com azedumena voz” e “A mulher coçava a axila esquerda.”?Por que ele disse que iria trabalhar?Por que o gerente do hotel o chamou de Isidoro?
  12. 12. Capacidades de apreciação e réplica do leitor em relação ao texto•Recuperação do contexto de produção do textoRefletindo sobre a leitura, você acha que as pessoas necessitam de umapausa?Se o autor tivesse mais momentos de pausa, evitaria ter um AVC?•Definição de finalidades e metas da atividade de leituraÉ possível aprender alguma lição de vida?O que você diria a seus pais a respeito de pausas no trabalho?•Percepção de relações de intertextualidade (no nível temático)•Percepção de relações de interdiscursividade (no nível discursivo)Faça uma pesquisa sobre o tema lido.
  13. 13. •Percepção de outras linguagens (imagens, som, imagens em movimento,diagramas, gráficos, mapas etc.) como elementos constitutivos dos sentidosdos textos e não somente da linguagem verbal escrita.Leitura com efeitos sonoros ( o despertador tocando, Samuel fazendosanduíches, a mulher bocejando etc.)•Elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas•Elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticosComo você acha que deve ser o relacionamento de um casal?Você faria o mesmo que Samuel para ter uma pausa?

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