Cemec aula carlaponte_ jun2015

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Cemec aula carlaponte_ jun2015

  1. 1. Desenvolvimento de Séries de Não-Ficção Documentário Docudrama Reality Doc-Reality por Carla Ponte “It's going to take a lot longer than you think, and don't give up. Just keep writing." (John Wells – Executive Producer, “ER” ”The West Wing” and others)
  2. 2. Da Ideia ao Produto Audiovisual Contar histórias na TV dentro da realidade de um mercado audiovisual requer escolhas precisas e um detalhado processo de trabalho seja na ficção ou na não-ficção. Sendo que, em ambos os casos, o resultado deve ser um Produto que se encaixe em um canal específico e que, de preferência, dê audência. Nesta aula, vamos tratar do universo dos Documentários, que também abrange Docudrama, Doc-Reality, Reality, e das etapas para que uma Ideia se transforme em um Produto na TV, com qualidade, tanto sob o ponto de vista de conteúdo quanto estético e técnico. Passo a Passo Transformar uma Ideia em um Projeto para que este tenha a chance de chegar a um Canal e, posteriormente, se tornar um Produto de TV pressupõe alguns passos essenciais. É claro que cada ideia/projeto tem suas particularidades e tais passos podem/devem ganhar variações, mas em linhas gerais o processo percorre o seguinte trajeto: ● A Escolha do Tema e como a História será contada ● Por que estaria no Canal A e não no Canal B? ● Pesquisa / Inclusive de Personagens ● Tratamento ● Pesquisa segue aprofundada + Escolha de Personagens ● ‘Outline’ ● Pesquisa / Escolha de Personagens ● ‘Shooting Script’ ou Escaleta ( no caso de Reality e/ou Doc-Reality ) ● Pré-Produção ● Produção / ‘Shooting’ ● Montagem / ‘Editing Script’ ● Pós-Produção ● Master Mas antes de darmos os primeiros passos no desenvolvimento, uma observação muito importante: encontre uma Produtora para se associar. Chegar a qualquer Canal sem um parceiro produtor é missão para ‘showrunners’ e, com certeza, se você está lendo este documento, você ainda não está nesta fase na sua carreira. Agora sim, vamos ao desenvolvimento.
  3. 3. A) Primeiros Passos: Rumo ao Canal ● A Escolha do Tema e como a História será contada ● Por que estaria no Canal A e não no Canal B ? ● Pesquisa / Inclusive de Personagens ● Tratamento Estes Passos são a lição de casa básica para qualquer professional que busca emplacar um Programa na TV. Ao escolher o Tema é fundamental estudar como tal Tema pode ser abordado, ou seja, como a história será contada. Por exemplo, a escolha de um assunto relevante pode parecer, de cara, uma decisão acertada. No entanto, o óbvio pode incorrer num grave risco. Col Spector (*) - premiado Diretor de Documentário da BBC e Channel 4 - ressalta que “assuntos relevantes geralmente são abordados com frequência e por diferentes setores. Isto significa que talvez já tenham sido exaustivamente expostos sem deixar brechas para novos enfoques”. Além disso, Spector reforça a importância de levantar uma questão ou ter um foco claro que tenha a força de guiar a narrativa. (*) Obras de Col Spector: “Just Enough Distance” “The Lost Supper” "The Real Alan Clark” “Trouble At The House” A partir do momento em que este primeiríssimo passo é dado - A Escolha do Tema e como a História será contada, o segundo passo - Por que estaria no Canal A e não no Canal B? - fica mais claro. Muitas vezes, um Tema inicialmente pensado para um determinado canal pode ganhar espaço em outro por conta de como você decidiu contar tal história. Uma vez, Tema-História-Foco-Canal engatilhados, o terceiro passo - Pesquisa / Inclusive de Personagens - flui com naturalidade porque a pesquisa vai seguir com mais assertividade. Afinal, você já consegue visualizar bem o caminho que quer percorrer. Atenção: este não é um processo estanque e engessador, tudo pode mudar ao longo do trajeto. Mas não esqueça de fazer o exercício acima para garantir que seus passos serão dados com firmeza e consistência. Pronto. Você já tem todos os elementos para escrever um Tratamento e levá-lo a um Canal. O Tratamento não precisa ser extenso. Lembre-se: executivos de canais têm tempo restrito. Em duas páginas você precisa ser capaz de mostrar o Objetivo do Programa, a História que será contada e Como tal história será contada. E é claro estar sempre à disposição de comentários e sugestões que possam adequar o programa ao Canal para que de fato se transfrome em um produto audiovisual para aquele público.
  4. 4. A partir deste momento, com o Tratamento no Canal, podemos indicar algumas possibilidades. Entre elas, as três mais prováveis: a) O Canal pode aprovar como está: vc acertou em cheio! b) O Canal pode pedir ajustes e/ou adequacões. c) O Canal pode retornar com um “muito obrigado, mas não é o projeto que procuramos no momento”. Vamos começar pela Alternativa c): Não desanime e procure entender o que não se encaixa e, se houver críticas, tome nota, repense e trabalhe. Sendo que, você pode levar o Tratamento para outro Canal que, diante das observações, venha a ter mais afinidade com o seu Projeto. Alternativa b) : Ótimo! O canal se interessou pelo projeto, mas gostaria de mudanças. Nesta situação, o Canal vai poder experimentar duas características importantes sobre o seu trabalho: a capacidade de absorver críticas e ser flexivel quanto ao seu Projeto ( sim, ele ainda é seu ) e a sua agilidade em entender e responder às demandas do Canal. Uma vez encaminhado o novo Tratamento e com uma resposta positiva, o Projeto não é mais seu: ele é um produto e que deve servir ao Canal e ao público do Canal. Será um trabalho a quatro mãos cujo foco é deixar o Produto cada vez melhor! Alternativa c): Como disse, você acertou em cheio! Agora é seguir o rumo estabelecido, tendo em mente os passos do desenvolvimento. Mas não se ilude: tem chão! B) Passos Seguintes: Rumo ao ‘Shooting Script’/Escaleta ● Pesquisa segue aprofundada + Escolha de Personagens ● ‘Outline’ ● Pesquisa / Escolha de Personagens ● ‘Shooting Script’ ou Escaleta ( no caso de Reality e/ou Doc-Reality ) Tratamento aprovado. A partir de agora o seu Projeto começa a ganhar a forma de um Produto Audiovisual. Junto com o Canal ( e/ou coprodutor ), você vai dar os próximos passos para chegar à fase de produção com tudo afinado. A Pesquisa passa a ter um aprofundamento maior porque o foco está mais claro. Conforme indicado no início desta nossa conversa, foco não quer dizer engessamento. Durante a pesquisa, o leque de opções pode se abrir e é essencial estar atento a estas possibilidades e dividí-las com o Canal, reforçando a importância de ajustar rumos pré-estabelecidos.
  5. 5. Esta pesquisa envolve não só o estudo do Tema em si, mas também os personagens que vão permear a história a ser contada. Tais personagens, alguns previamente contactados ainda na fase de Tratamento, vão trazer novas perspectivas e devem nos levar a outros personagens. Neste processo, será possível enxergar melhor os espaços de cada personagem, avaliar quem é de fato essencial, quem agrega mais, quem agrega menos. Observação: A Pesquisa de personagens tem características específicas de acordo com o formato sobre o qual estamos falando. Seguem alguns pontos básicos. (** abaixo, alugmas referências ) Documentário: estamos falando de entrevistas “on camera”. É importante que os personagens falem bem e se sintam à vontade. É possível tabalhar isto na pré- entrevista e na direção, mas tudo tem limite. Se o personagem é muito travado e/ou não consegue se expressar dificilmente você conseguirá um bom resultado. Talvez seja melhor buscar alternativas. Docudrama: neste caso, estamos falando de pessoas que vão contar suas histórias de maneira que tal “contação” deve ser o elemento principal da narrativa. Por mais incrível que seja a história, se os personagens que a viveram não tiverem a capacidade de expor os fatos, suas sensações e seus sentimentos de maneira clara – envolvente – cativante, nao vai funcionar. E isto é perfeitamente detectátvel nas entrevistas prévias por telefone, skype ou num primeiro contato pessoalmente. Doc-Reality: além de tudo o que está descrito acima, estes personagens têm que ser carismáticos. Lembre-se, nestes casos, o objetivo é que o telespectador passe a seguir este/s personagem/ens. Reality: neste caso, carisma e total intimidade com a câmera são os itens principais. Estamos falando de personagens que terão suas vidas expostas (mesmo que sob controle) de maneira muito intensa. (**) Exemplos de programas em que se pode observar as características específicas que buscamos nos personagens conforme o formato: • Documentário: “O Índice da Maldade” – Discovery Channel; “São Paulo sob Ataque” - Discovery Channel; • Docudrama: Episódios da Série “Viver para Contar” – Discovery Channel; “I Shouldn’t be Alive” – Discovery Channel; “Locked Abroad” – Nat Geo; • Doc-Reality: “Bear Grylls” – Discovery Channel; “Mundo Selvagem” de Richard Rassmussen – Nat Geo; “Border Wars” – Nat Geo; “Águias da Cidade” – Discovery Channel ; “Desafio em Dose Dupla” – Discovery Channel ; • Reality: “Super Nanny” – H&H; “Cake Boss” – H&H ; “Irmãos a Obra” – H&H; “Acumuladores” – H&H; “Santa Ajuda” - GNT; “The World Strictest Parents” – H&H; “Infiltrados” – THC; Com Tratamento e Pesquisa aprofundada, você já tem como trabalhar o ‘Outline’: é hora de começar a pensar no Programa Bloco a Bloco. Mas lembre-se que esta primeira estrutura proposta, com certeza, sofrerá uma série de mudanças até você chegar ao ‘Shooting Script’ e depois ao ‘Editing Script’. E você deve estar preparado/a para seguir neste processo de constante aperfeiçoamento com prazer. Como disse John Wells: “It's going to take a lot longer than you think, and don't give up. Just keep writing.". Por isso, ao invés de sofrer, curta o processo.
  6. 6. O ‘Outline’, obviamente, já vai indicar os elementos e personagens que você considera mais relevantes e mais fortes para a história a ser contada. No entanto, é exatamente ao visualizar a estrutura proposta que você deve questionar se este é mesmo o melhor caminho. Ou seja, o ‘Outline’ deve servir como um momento de reflexão diante de tudo o que você tem em mãos. Momento em que o próprio Canal e a Produtora com quem você está produzindo, vão poder também dar um retorno sobre a estrutura pensada. É um ponto de partida rumo ao ‘Shooting Script’ ou Escaleta, em que você e todos os envolvidos na execução deste Programa de TV ( lembre-se, não é mais o seu projeto e sim um produto ) devem aprofundar ainda mais a seleção de informação e de personagens para definir o que e quem de fato agregam para a história. Ou seja, entre o ‘Outline’ e o ‘Shooting Script’ ou ‘Escaleta”, é essencial aprofundar ainda mais a pesquisa, para que você chegue ao Roteiro de Gravação com o máximo de precisão. Afinal, cada minuto é muito caro e escolhas equivocadas podem comprometer o orçamento. Mas atenção, precisão não quer dizer certeza absoluta: estamos falando de não-ficção e, neste caso, flexibilidade é uma característica que percorre todas as fases do processo. Com o ‘Outline’ aprovado, já incluindo todas as anotações e modificações necessárias, é hora de encarar o ‘Shooting Script’ (roteiro de gravação) ou Escaleta (no caso de reality e/ou docureality). Em geral, os programas de uma hora de grade têm cerca de 43 – 45 minutos de arte divididos em Teaser + 06 Blocos. Sendo que, muitas vezes os canais pedem que o 1º Bloco tenha pelo menos 10minutos e o 2ª Bloco, em média, 08minutos por conta da estratégia de prender a audiência. Note que estes dois primeiros blocos somam quase metade da duração do programa. Já os programas que ocupam a grade de meia-hora, em geral nos de canais de variedades ( H&H GNT Fox Life, etc ) pedem cerca de 22 – 24 minutos de arte divididos em 03 Blocos. Mas estas são apenas indicações genéricas. Cada canal tem as especificidades de grade que serão passadas e devem ser seguidas. O ‘Shooting Script’ e/ou Escaleta são o guia para a gravação/filmagem e, é claro, devem refletir as condições orçamentárias e o cronograma. Tudo precisa andar junto e alinhado. Diante de necessidade de mudança, as várias partes precisam se falar ( roteirista – diretor – produtor – canal ) para adequar possíveis ajustes. Quanto melhor executado o passo a passo acima, menor a chance de ajustes radicais. O ‘Shooting Script’ já deve indicar o que se prentende gravar/filmar em cada uma das locações e o que se pretende tirar de cada um dos personagens a serem entrevistados, inclusive, com aspas do que já disseram nas entrevistas por telefone e/ou skype feitas durante o desenvolvimento. Aliás, este é um ponto importante para abrirmos um “parênteses”: as entrevistas feitas durante a fase de pesquisa precisam ser bastante profundas para avaliar o tipo de informação a ser trazida à tona e o carisma do personagem, mas sem eliminar a surpresa a ser alcançada no momento da entrevista valendo. Tal “parênteses” vale para todos os fomatos de não-ficção. O processo de pesquisa não pode “matar” a espontaneidade do personagem escolhido.
  7. 7. A Escaleta, comum em projetos de Reality e Doc-Reality, em geral, traz uma descrição dos personagens com o que eles têm de mais relevante a oferecer e as situações que se prentende gravar. Sendo que, é muito importante indicar um número muito maior de situações possíveis/provocadas do que o que de fato será gravado. Como estamos falando de Reality e Doc-Reality, tais situações podem ou não ocorrer e muitas outras, não programadas, podem surgir. Reality e Doc- Reality são formatos, usualmente chamados de “non-scripted”… Mas isto de fato não existe. Todo e qualquer formato de TV precisa ter um guideline para garantir que ao final do cronograma teremos algo na mão: a produção não fica ao bel prazer do acaso. Nunca! Bem, a não ser que estejamos falando de um projeto pessoal/autoral sem compromisso de entrega e data-ar com um canal. A Partir do Desenvolvimento… A partir dos passos seguintes, considera-se que o desenvolvimento em si está encerrado. Afinal, o Programa já está em pré-produção e de prefência em voo de cruzeiro. Claro que imprevistos e mudanças vão acontecer e o Plano A poderá sofrer ajustes. Isto é absolutamente normal. Por isso, a partir dos próximos passos, teremos apenas uma breve descrição dos itens que compõem cada um dos Passos das Fases de Pré-Produção Produção Pós-Produção Master. C) Passos da Produção: Rumo à Gravação/Filmagem ● Pré – Produção: é o momento em que tudo é preparado e alinhado para as gravações/filmagens, sendo que, cada formato e cada projeto tem suas especificidades. Mas, em geral, locação e personagens são elementos presentes sempre. No caso de Documentários com reencenações, há ainda casting, figurino, locações específicas e diretor de cena/dramaturgia e às vezes direção de arte – principalmente, nas reconstituições que envolvem épocas específicas. No caso de Docudramas, estes itens ganham um peso ainda maior porque a quantidade de reencenações será muito maior. Em relação ao casting e locações para reencenações em formatos documentais a semelhança entre personagens reais e atores é algo a ser muito considerado para que as passagens fluam sem quebras: afinal, o telespectador estará assistindo ao personagem contando sua história e/ou um fato do qual participou e na sequência veremos a reencenação daquele momento… Ou seja, é importante que haja similaridade. O mesmo em relação às locações: é preciso que sejam verossímeis em relação aos locais onde o fato ocorreu.
  8. 8. ● Gravação/Filmagem: quando saberemos se todo o trabalho anterior foi bem dimensionado, pesquisado, elaborado, planejado. O momento em que o Diretor também estará atento às surpresas positivas que podem surgir a qualquer momento e agregar novos elementos ao Documentário, seja no formato que for. Por mais que tenhamos calculado cada passo, a gravação sempre tem o frescor do factual e isso é essencial. Vale destacar mais uma orientação de Col Spector – o premiado Diretor de Documentário da BBC e Channel 4 – já citado neste documento. “Ao prever dramatização em formatos de documentário há que se prever orçamento de dramaturgia e não algo ‘quase lá’.” ● Elementos de Pós: ao longo de todo o processo, enquanto se define roteiro, pré-produção, etc… Outros elementos também estão sendo pensados pela Equipe da Direção/Roteirista/Produção : Arte – CGI – Gráficos; Música; Narradores, Vinhetas, Imagens de Arquivo e outros que sejam necessários para o programa. D) Passos da Pós-Produção: Rumo à Master ● Montagem / ‘Editing Script’: neste momento o ‘Shooting Script’ vira ‘Editing Script’ . Ou seja, todo o material gravado/filmado começa a ganhar voz própria e vemos o que realmente funcionou melhor, o que deve ser valorizado e o que não rendeu tanto quanto imaginávamos. O ideal é que o vai-volta com o canal não gere mais do que 03 ou 04 versões. No entanto, isto não é regra e às vezes esta troca de “notes” pode se estender mais do que gostaríamos. Por isso, é importante que tal troca seja precisa e sempre buscando entender/atender às observações do canal ao mesmo tempo em que os pontos-de-vista diferentes sejam bem defendidos. Vale reforçar que o ‘Editing Script’ é a transcrição da versão montada. E isto não é preciosismo, e sim processo de trabalho que facilita a troca de informações entre todos os envolvidos com precisão. Ou seja, cada nova montagem é acompanhada do respectivo ‘Editing Script’. ● Pós-Produção: finalmente, as peças do quebra-cabeças começam a se encaixar. Enquanto a montagem final segue em processo, os outros elementos também já entram em fase de definição: Música, Narração, Edição de Som, Efeitos, Arte, Vinheta de Abertura, Bumps, Créditos, Estudo de Correção de Cor, etc.
  9. 9. ● Finalização: aqui o ‘Picture Lock’ já existe. Ou seja, já temos o corte final aprovadíssimo em que ninguém mais coloca a mão para que o “Picture Lock” siga para o processo de correção de cor, gravação da locução final, mixagem, efeitos e qualquer outro elemento que faça parte desta fase. ● Master: pronto, o arquivo segue para o Canal! E junto com ele, o Script Final 100% transcrito de acordo com tal Corte Final. Destaco que o processo descrito neste documento não se apresenta como regra absoluta. Trata-se apenas de um processo de trabalho que pode ajudar na organização das ideias e do passo a passo para transformar o seu projeto em um programa audiovisual, indicando os principais momentos e desafios que vão surgir nesta jornada. Espero que ajude! Boa Sorte e ‘Keep Writing’… Carla Ponte. Carla Ponte Jornalista com mais de 20 anos de experiência em TV, Carla Ponte marca sua trajetória acreditando no poder de contar histórias. Atualmente, é Produtora Associada na Primo Filmes onde também atua como Produtora Executiva para Projetos de TV de ficção e não-ficção. Entre seus trabalhos recentes, está a Supervisão de Produção da Série Infantil “Que Monstro de Mordeu?”. A Série, criada por Cao Hamburger e Teo Poppovic (50 x 22’ – TV e 50 x 3’ – Web) é uma coprodução da Primo Filmes e da Caos Produções. Desde 2013, Carla também faz parte da equipe de avaliadores do NETLABTV, que seleciona projetos destinados a canais da TV por assinatura entre milhares de inscritos. Ainda no ano passado, foi consultora para o 1° Programa Globosat de Desenvolvimento de Roteiristas que trouxe para o Brasil o Seminário Story com Robert McKee e o Laboratório de Roteiros com Marta Kauffman, Dan Halsted e Barry Schkolnick, além de Master Classes com Marta Kauffman e Anthony Zuiker. De 2008 a 2012, como Supervisora de Produção e Desenvolvimento para a Discovery Networks Latin America/US Hispanic, desenvolveu e supervisionou dezenas de produções originais, entre elas a série “Águias da Cidade”, cuja estreia em Outubro de 2012 colocou o Discovery na #1 em toda a TV Paga no Brasil e que já está na 3ª Temporada, a série Viver para Contar, cujo episódio Soterrados foi Prata do Festival de Nova York – 2012; o especial “O Assassinato de Jean Charles”, indicado ao Emmy International 2011. Sua carreira inclui passagens pela MTV Brasil, Rede Globo Rede Bandeirantes, TV Cultura, TV1, Discovery Networks, Globosat. Carla Ponte é formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo - USP.  

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